Nasce uma Estrela é um show de talento na frente e atrás das câmeras
Uma frase dita no final de “Nasce uma Estrela” pelo ator e (agora) diretor Bradley Cooper define a abordagem do filme. “Música é, essencialmente, 12 notas entre qualquer oitava. 12 notas e a oitava repete. É a mesma história sendo contada de novo e de novo. Tudo o que um artista pode oferecer ao mundo é como ele enxerga essas 12 notas.” Além de ter seu contexto na trama, é a forma como o astro justifica a repetição dos roteiros contados diversas vezes por Hollywood, incluindo seu próprio remake. A diferença estaria na interpretação de cada artista – ou cineasta. Diferentes gerações tiveram seu “Nasce uma Estrela” – este é o quarto – e, por isso, é quase um milagre que o diretor de primeira viagem não tenha oferecido o previsível mais do mesmo. Pelo contrário, conta sua versão com tanta paixão que a torna relevante para os tempos atuais, extremamente carentes de boas histórias que exalem valores básicos da humanidade, como amizade, amor, bondade, coisas que perdemos pelo caminho. E o filme de Bradley Cooper não tem medo de ser feliz ao abraçar seu romantismo exacerbado e por vezes brega. Ora, existe sentimento mais brega que o amor? Cooper não tem a mínima vergonha disso e se aproveita do momento cínico que o mundo vive para emprestar um pouco de frescor a uma fórmula tão desgastada. Entrega, assim, um filme emocionante e que vicia, porque gruda como chiclete da mesma forma que um belo refrão. Mas nada disso seria possível sem uma musa inspiradora. Neste caso, Lady Gaga, que é sim boa atriz e, mais que isso, entrega talvez a melhor performance de uma cantora famosa no cinema desde Cher em “Feitiço da Lua”, de 1987. E o melhor elogio que se pode fazer nem é esse. É que ela consegue fazer o público esquecer que está diante de Lady Gaga. Até mesmo quando sua personagem começa a ficar famosa e cantar cada vez mais. Todo mundo conhece a trama de “Nasce uma Estrela”. Músico decadente e alcoólatra (Jackson Maine) ganha uma segunda chance não na carreira, mas na vida ao abrir as portas do showbusiness para uma cantora amadora, porém promissora (Ally). Bradley Cooper optou por falar e cantar (muito bem) pra dentro, o que tem tudo a ver com Jackson Maine, personagem reprimido e autodestrutivo. Não por acaso recebeu conselhos de Eddie Vedder para cantar, embora mantenha um estilo mais Chris Cornell no quesito comportamento. Por sua vez, ele próprio se disse influenciado por Neil Young – a banda mais recente do roqueiro canadense o acompanha nas músicas. Mas é interessante como o ator engrossa a voz para revelar a surpreendente opção pela técnica: seu personagem é irmão de Sam Elliott, com seu melhor papel em anos e dono de um dos vozeirões mais imponentes e inconfundíveis de Hollywood. É visível a evolução de Cooper como ator e dá pra cravar que ele nunca esteve tão bem quanto em “Nasce uma Estrela”. Mas o que nasce de verdade aqui é um novo diretor americano talentoso, que ainda pode dar muitas alegrias para o cinema, pois mostrou dominar algo que Hollywood valoriza muito: o equilíbrio entre integridade artística e viés comercial (um recado nas entrelinhas do próprio roteiro que bate sutilmente na indústria fonográfica). Sobretudo, Cooper sabe contar uma história, mesmo que dê uma acelerada aqui e ali no processo, como um noivado que vira casamento da noite para o dia e a estreia nos palcos da personagem de Lady Gaga num piscar de olhos, que é a melhor cena do filme ao som da melhor canção feita para o cinema nos últimos anos, “Shallow”, embora tenhamos também as ótimas “Maybe It’s Time”, “I’ll Never Love Again” e “Black Eyes” – a trilha sonora está vendendo tanto quanto os ingressos de cinema. Outro momento acelerado é quando o empresário de Ally fala algumas verdades e toma uma decisão polêmica sem pensar muito ou discutir com a moça a respeito das consequências. Mas ao invés de criticar Bradley Cooper, é válida a tentativa de se colocar no lugar do artista, que costuma ser intenso e trazer tudo à flor da pele. Por exemplo, os olhares que brilham quando Jackson e Ally se encontram no início do filme. E se você prefere a primeira metade de “Nasce uma Estrela”, é porque o amor é lindo e você foi fisgado. Se a segunda metade parece mais pesada é porque a vida não é fácil e a realidade, mais cedo ou mais tarde, bate à nossa porta. Imagine, então, que essa história é sobre artistas que transparecem mil vezes mais sensibilidade em relação a um mero mortal. Até “La La Land” também se inspirou nas versões anteriores de “Nasce uma Estrela”. No filme de Bradley Cooper, essa linha tênue entre estar nas nuvens ou no inferno é refletida quando as lentes do diretor de fotografia Matthew Libatique estão seguindo Ally e Jackson, principalmente nos palcos, e se perdem entre flashes e sombras. A opção por deixar os rostos dos atores bem próximos à câmera sugere um mergulho interno, como se ela quisesse olhar dentro deles para tentar entender o que estão pensando seus personagens. Compare como o filme abre com Jackson de costas, cabisbaixo, rasgando sua guitarra, envolto pela penumbra, enquanto o final é dominado por cores fortes e Ally cantando como nunca cantou antes, até o último frame que traz Lady Gaga olhando para frente – na verdade para vocês, espectadores, que assistiram ao show. São imagens claras de transição, do ocaso de um artista ao momento em que nasce uma estrela.
Tom Holland anuncia final das filmagens de Homem-Aranha: Longe de Casa
O ator Tom Holland anunciou em seu Instagram que as filmagens de “Homem-Aranha: Longe de Casa”, segundo filme do herói no universo Marvel, terminaram. O ator postou uma foto em que aparece vestido com o novo uniforme preto e vermelho do personagem, ao lado da colega de elenco Zendaya, com a frase “that’s a wrap”, que tradicionalmente sinaliza o final da fotografia principal. Veja abaixo. Assim como aconteceu em “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (2017), Holland vai interpretar Peter Parker/Homem-Aranha, enquanto Zendaya aparecerá no papel de MJ, uma das amigas de Peter na escola – cujo nome completo é Michelle Jones e não Mary Jane, a mulher do herói nos quadrinhos. A produção começou a ser filmada em julho na Inglaterra e passou por várias locações da Europa durante os últimos três meses, para encerrar-se nesta quarta (17/10) em Nova York, “de volta ao lar”. Além de Holland e Zendaya, o filme trará de volta os atores Marisa Tomei (Tia May), Michael Keaton (Abutre) e Jacob Batalon (Ned), entre outros, e incluirá Jake Gyllenhaal (“O Abutre”) como o vilão Mystério, o mestre das ilusões. O filme também terá participações de Samuel L. Jackson, Cobie Smulders e Jon Favreau em seus papéis do universo Marvel – respectivamente, Nick Fury, Maria Hill e Happy Hogan. Novamente escrito pelos roteiristas Erik Sommers e Chris McKenna, e com direção de Jon Watts, responsáveis pelo filme anterior, “Homem-Aranha: Longe de Casa” estreia em 4 de julho de 2019 no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos. Visualizar esta foto no Instagram. THATS A WRAP #farfromhome Uma publicação compartilhada por ✌️ (@tomholland2013) em 16 de Out, 2018 às 8:11 PDT
Counterpart: Trailer da 2ª temporada traz novos personagens, traições e reviravoltas para a série com 100% de aprovação
O canal pago americano Starz divulgou o pôster e o trailer da 2ª temporada de “Counterpart”, série estrelada por J.K. Simmons (“Whiplash”), que mistura espionagem e ficção científica, e tem 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Sua premissa sobre um mundo paralelo remete aos melhores episódios da série “Fringe”, além de evocar a paranoia da Guerra Fria. Não por acaso, é filmada em Berlim, onde até os 1990 existia um muro separando duas realidades. Na série, Simmons vive um homem chamado Howard Silk, funcionário modesto da área burocrática de uma agência de espionagem das Nações Unidas com sede em Berlim, que descobre que sua organização protege o segredo de uma travessia para um mundo paralelo. Ao conhecer sua contraparte na outra Terra, ele se vê envolvido numa trama sombria de intriga, perigo e traição. O único em quem pode confiar é Prime, sua contraparte idêntica no mundo paralelo, com quem troca de lugar e de mundo, deixando-o com a missão de salvar a vida de sua mulher comatosa (Olivia Williams, de “Hannah”), um dos alvos da lista de uma assassina da outra dimensão. Há várias reviravoltas e traições, e a prévia mostra que a tensão, o suspense e a ação vão continuar nos novos episódios, além de apresentar novos personagens, vividos por James Cromwell (“O Artista”) e Betty Gabriel (“Corra!”). Criada por Justin Marks (roteirista de “Mogli: O Menino Lobo”), “Counterpart” também inclui em seu elenco Harry Lloyd (“Game of Thrones”), Nazanin Boniadi (“Homeland”), Nicholas Pinnock (série “Fortitude”), Guy Burnet (“A Escolha Perfeita 3”) e a italiana Sara Serraiocco (“Salvo”). A estreia da 2ª temporada vai acontecer em 9 de dezembro nos Estados Unidos. No Brasil, “Counterpart” é exibido no canal pago TNT Series.
Trailer do segundo episódio de Titans apresenta Rapina e Columba
A plataforma DC Universe divulgou o trailer do segundo episódio da série “Titans”, baseada nos quadrinhos dos Novos Titãs. A prévia destaca o encontra de Robin (Brenton Thwaites, de “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”) com os heróis Rapina e Columba. Os novos personagens são interpretados, respectivamente, por Alan Ritchson (série “Blood Drive”) e Minka Kelly (série “Friday Night Lights”). Assim como nos quadrinhos dos Titãs, os personagens serão recorrentes na trama da série, com a possibilidade de se tornarem regulares na 2ª temporada ou mesmo estrelarem um possível spin-off no futuro. Criações do genial Steve Ditko (que também criou o Homem-Aranha) para a DC Comics, Rapina e Columba foram introduzidos em 1968 como os irmãos adolescentes Hank e Don Hall. Eles tinham opiniões conflitantes sobre tudo, evocando o país dividido entre reacionários e hippies do final dos anos 1960, até decidirem deixar as divergências de lado para tentar salvar seu pai, um juiz, de uma quadrilha de criminosos. A decisão chama atenção dos Lordes da Ordem e do Caos, que resolvem lhes dar poderes para salvar o pai, e que eles passam a usar para combater o crime, desde que consigam ficar sem brigar entre si. Entretanto, o pacifista Don foi morto tragicamente no final da década de 1980. Em seu lugar, Dawn Granger foi introduzida como a nova Columba. Enquanto Rapina tem superforça, velocidade e resistência, Columba tem poderes luminosos, agilidade, sexto sentido e capacidade de se curar rapidamente. A escalação de Alan Ritchson e Minka Kelly é curiosa, já que os personagens dos quadrinhos são adolescentes, mas a atriz tem 38 anos e o ator completa 34 anos em novembro. Ele até já foi Aquaman em “Smallville”… há 12 anos. A “Turma Titã” original, por sua vez, foi criada pelo roteirista Bob Haney em 1964, quando ele juntou Robin, Kid Flash e Aqualad, os parceiros adolescentes (então com 13 anos, ou 16 na revisão do último reboot) de Batman, Flash e Aquaman, numa mesma aventura. Foi um sucesso e eles voltaram a se reunir mais duas vezes antes de decidirem formar o grupo que ficou conhecido como “Turma Titã”. Os Titãs clássicos ainda incluíam Ricardito (Speedy), Moça-Maravilha (Wonder Girl) e Lilith, que com o tempo viraram Arsenal, Troia e Sina – e a série vai apresentar Donna Troy, a Troia, num dos próximos episódios. Robin também mudou sua identidade para Asa Noturna nos anos 1980, quando a própria Turma Titã virou os Novos Titãs, numa fase em que a equipe trazia ainda Ciborgue, Ravena, Estelar e Mutano, a fase da série. Mas as mudanças não acabaram ali. Quando novos membros deram origens a outras formações – e à Justiça Jovem – , a equipe original voltou a se reunir sob o nome simplificado de Titãs, o mesmo escolhido para a produção de streaming. “Titans” foi criada por Akiva Goldsman, após escrever o pior de todos os “Transformers”, em parceria com o produtor Greg Berlanti, responsável pelas séries de super-heróis da DC Comics na rede CW, e Geoff Johns, diretor da DC Entertainment e cocriador de “The Flash”. O segundo episódio, intitulado “Birds of a Feather”, será disponibilizado na sexta (19/10) nos Estados Unidos. A série será distribuída pela Netflix no Brasil, em data ainda não divulgada.
Morte no Nilo: Tom Bateman vai repetir seu papel de Assassinato no Expresso do Oriente na continuação
O detetive Hercule Poirot não fará sozinho a viagem do Expresso Oriente até o Rio Nilo, na segunda adaptação dos romances de mistério de Agatha Christie dirigida e estrelada por Kenneth Branagh. Poirot voltará acompanhado pelo Monsieur Bouc, o diretor da companhia ferroviária vivido por Tom Bateman em “Assassinato no Expresso do Oriente” (2017). A participação de Bouc em “Morte no Nilo” será uma inovação do roteiro de Michael Green, já que o personagem só aparece no livro anterior, de 1934. Além de Branagh, novamente como Poirot, e Bateman, o elenco tem, até agora, confirmadas as participações de Gal Gadot (“Mulher-Maravilha”) e Armie Hammer (“Me Chame pelo Seu Nome”). O papel de Hammer não foi divulgado, mas Gadot interpretará Linnet Ridgeway Doyle, uma herdeira milionária à bordo de um cruzeiro no Nilo, onde acontece um assassinato que será investigado pelo detetive Hercule Poirot (Kenneth Branagh, repetindo seu papel). Ou seja, a trama de “Assassinato no Expresso do Oriente”, mas passada num iate em vez de um trem. Publicado em 1937, “Morte no Nilo” já foi anteriormente adaptado para o cinema. Em 1978, também serviu de continuação para “Assassinato no Expresso Oriente” (1974) e reuniu um elenco notável, formado por Bette Davis, Jane Birkin, Angela Lansbury, Maggie Smith, Mia Farrow, David Niven, Jon Finch e George Kennedy, além de Peter Ustinov no papel de Poirot. O papel de Gadot foi, naquela ocasião, vivido pela intérprete menos famosa da produção: Lois Chiles, um ano antes de virar Bond Girl em “007 Contra o Foguete da Morte” (1979). Há um motivo para isso. Embora esse spoiler tenha 71 anos, digamos que sua personagem é que aparece por menor tempo na tela, exatamente como Johnny Depp em “Assassinato no Expresso do Oriente”. Assim como fez no filme anterior, Branagh também vai dirigir o longa, que tem estreia marcada para 2020.
Spotify lança clipe e documentário para celebrar luta das mulheres por mais espaço
A plataforma Spotify divulgou o clipe e o documentário “Escuta as Minas”. A iniciativa reúne cantoras como Elza Soares, Karol Conká, Maiara e Maraisa, Tiê, Martnália, Lan Lanh, As Baianas e a Cozinha Mineira e o grupo Mulamba para celebrar a luta das mulheres por seu espaço. O trabalho é mais uma colagem que uma canção propriamente dita. A chamada música reúne trechos de versos de várias épocas, como “Ô Abre Alas” (1899), de Chiquinha Gonzaga, “Reposta” (1970), de Maysa, “Relicário” (1995), que fez sucesso na voz de Cássia Eller, “O Que Se Cala” (2018), nova canção de Elza Soares, “A Culpa é Dele” (2018), de Marília Mendonça cantada em parceria com a dupla Maiara e Maraisa, “Mulamba” (2017), da banda que leva o mesmo nome, e “Bate a Poeira” (2013), de Karol Conká. O documentário que acompanha o clipe, por sua vez, traz depoimentos das artistas sobre feminismo e suas carreiras. Tiê, por exemplo, lembra como sua avó, a atriz Vida Alves, foi chamada de vadia ao protagonizar o primeiro beijo na TV. “Fui criada com ideais feministas, mas não se falava claramente sobre isso. Hoje digo para as minhas filhas que somos sim feministas”, conta a cantora. O momento é oportuno, mas o trabalho é genérico, sem levantar bandeiras específicas, além de ressaltar uma das poucas áreas do país em que as mulheres sempre foram muito bem representadas, a música popular brasileira – “a luta segue, por mais mulheres na música…” E mesmo assim sem referenciar várias personalidades icônicas, como Rita Lee, Nara Leão, Clara Nunes, Elis Regina, as Mercenárias, Vange Leonel, Marina Lima, Dona Ivone Lara, Joyce, Angela Rô-Rô, só para citar um punhado de revolucionárias. Veja abaixo.
Keira Knightley vive triângulo amoroso em trailer de melodrama passado na Alemanha do pós-guerra
A Fox Searchlight divulgou uma foto, o pôster e o trailer de “The Aftermath”, melodrama passado na Alemanha, em meio aos escombros da 2ª Guerra Mundial. A prévia explora o vértice típico de um triângulo amoroso, com a esposa mal-amada, o estranho atraente ao lado e o marido sempre ocupado. Os papéis são vividos, respectivamente, por Keira Knightley (“Mesmo Se Nada Der Certo”), Alexander Skarsgard (“A Lenda de Tarzan”) e Jason Clarke (“Planeta dos Macacos – O Confronto”). Baseado no romance escrito por Rhidian Brook, “The Aftermath” acompanha uma mulher, que viaja com seu filho à Alemanha em 1946 para encontrar o marido, um coronel britânico, ocupado com a reconstrução da cidade de Hamburgo. Ao chegar na nova casa, ela acaba descobrindo que precisará dividir o novo lar com os antigos donos, um viúvo alemão e sua problemática filha, porque seu marido decidiu não desalojá-los. Lá fora, crianças reduzidas a feras, cadáveres ainda não recolhidos da guerra e escombros compõem o que restou da cidade. O roteiro é da dupla Anna Waterhouse e Joe Shrapnel (de “Raça”), a direção está a cargo do britânico James Kent (“Juventudes Roubadas”) e a produção é assinada pelo cineasta Ridley Scott (“Alien: Covenant”), por meio de sua produtora Scott Free. A estreia está marcada para 1 de março no Reino Unido, 26 de abril nos Estados Unidos e ainda não há previsão para o Brasil.
Série Grimm deve ganhar spin-off centrado em nova personagem feminina
A rede NBC deve ter se arrependido do cancelamento de “Grimm”. Segundo o site Deadline, o canal americano encomendou o projeto de um spin-off da atração sobrenatural para os produtores da série original, que será centrado numa nova protagonista feminina. “Grimm” foi cancelado no ano passado, após seis temporadas de relativo sucesso. Em sua última temporada, a série tinha média de 4,1 milhões de telespectadores ao vivo nos Estados Unidos. Mas seus substitutos no horário não emplacaram. “Taken” foi cancelada com 2,5 milhões de telespectadores e “Blindspot”, movida para o mesmo horário, abriu sua 4ª temporada na semana passada com uma das piores audiência da série, 2,9 milhões. O spin-off está sendo escrito por Melissa Glenn (roteirista de “Zoo” e “Punho de Ferro”) e deverá resgatar personagens da série original, além de apresentar novidades. Assim como Nick (David Giuntoli), o protagonista de “Grimm”, a nova protagonista se descobrirá capaz de ver monstros que ninguém mais é capaz de enxergar, e decidirá dedicar sua vida a defender a humanidade dessas ameaças. Os criadores de “Grimm”, David Greenwalt e Jim Kouf, estão à bordo do projeto como produtores e consultores, mas ainda não há detalhes sobre quais atores devem retornar. Vale lembrar que o final de “Grimm” avançou no tempo para mostrar os filhos de Nick seguindo a tradição da família de caçar os Wessen (monstros) malignos. Exibida entre 2011 e 2017, “Grimm” teve um total de 123 episódios e foi indicada duas vezes ao Emmy, pelo trabalho de sua equipe de dublês nas cenas de ação. A série também fez muito sucesso internacional, o que deve ter influenciado na decisão de resgatar sua trama. Como a produção é da Universal TV, que pertence ao mesmo conglomerado da NBC, os royalties ficam em casa. Por enquanto, o projeto ainda está em estágios iniciais e o roteiro precisará agradar aos executivos do canal para que os produtores tenham autorização para gravar um piloto. A aprovação da série só acontece se o piloto também for bem avaliado.
Annabelle 3 será estrelado pelos protagonistas de Invocação do Mal
Quatro meses depois de a Warner anunciar a história de “Annabelle 3”, a imprensa finalmente obteve a confirmação da participação do elenco da franquia “Invocação do Mal” na nova produção. Como foi revelado em julho, a história será centrada na menina Judy Warren, de dez anos, assim como seus pais – ninguém mais, ninguém menos que Ed e Lorraine Warren, vividos por Patrick Wilson e Vera Farmiga. O filme deve contar como a boneca foi parar com os Warren, retomando a trama do “Invocação do Mal” original de 2013. A atriz mirim McKenna Grace foi a escolhida para interpretar a versão mais nova de Judy Warren. “Annabelle 3” vai mostrar a infância de Judy, quando ela e suas babás adolescentes são aterrorizadas pelo boneca diabólica. A personagem foi vivida nos dois “Invocação do Mal” por Sterling Jerins, que atualmente tem 14 anos. Sua substituta é apenas dois anos mais nova. Ou seja, é mais velha que Jerins quando ela estreou na franquia, em 2013. Precoce, McKenna Grace já tem 47 aparições em filmes e séries, aos 12 anos de idade. Este total inclui 14 episódios na série “Designed Survivor”, como filha do protagonista. Ela continua na série, que foi resgatada pela Netflix, também está no elenco de “The Haunting of Hill House”, série de terror da Netflix, apareceu ainda em “Jogador Nº 1”, coestrelou “Um Laço de Amor” com Chris Evans, foi a versão mirim de Emma Swan na série “Once Upon a Time”, a criança Tonya Harding (Margot Robbie) em “Eu, Tonya” e será vista como a jovem Carol Danvers (Brie Larson) no filme “Capitã Marvel”. Durante a San Diego Comic-Con 2018, o produtor da franquia, James Wan, descreveu o terceiro filme da boneca como “‘Uma Noite no Museu’, mas aterrorizante”, já que Annabelle terá o poder de fazer com que outros objetos ganhem vida. Imagina-se que os objetos incluam os artefatos místicos guardados na “sala de troféus” de casos sobrenaturais dos Warren. O terceiro “Annabelle” marcará a estreia na direção de Gary Dauberman, que escreveu os dois longas anteriores, além dos sucessos “It: A Coisa” e “A Freira”. A data prevista para a estreia é 3 de julho de 2019 nos Estados Unidos.
Vídeo de bastidores reforça que O Mundo Sombrio de Sabrina é uma série de terror
A Netflix divulgou um vídeo legendado de bastidores de “O Mundo Sombrio de Sabrina”, que traz cenas da produção e depoimentos do elenco, visando reforçar a diferença da nova atração em relação à série de comédia teen da personagem nos anos 1990, “Sabrinha, Aprendiz de Feiticeira”. A série agora tem clima de terror. Sabrina continua adolescente, mas além de problemas de romance e provas da escola, tem que lidar com rituais satânicos e criaturas das trevas. Isto é algo que o criador da série, Roberto Aguirre-Sacasa – que também é chefe criativo da Archie Comics – , tinha introduzido no lançamento da nova versão da bruxinha nos quadrinhos – cuja revista se chama “Chilling Adventures of Sabrina”, o título original da produção da Netflix. Na série, Aguirre-Sacasa trabalhará novamente com o produtor Greg Berlanti e o diretor Lee Toland Krieger, retomando o trio original que lançou “Riverdale” com sucesso na TV americana. Além de Kiernan Shipka (“Mad Men”) no papel da aprendiz de feiticeira, o elenco grandioso inclui Miranda Otto (“Flores Raras”, série “24: Legacy”), Lucy Davis (a Etta Candy de “Mulher-Maravilha”), Chance Perdomo (série “Midsummer Murders”), Ross Lynch (série “Austin & Ally”), Jaz Sinclair (série “The Vampire Diaries”), Michelle Gomez (série “Doctor Who”), Tati Gabrielle (série “The 100”) e Bronson Pinchot (“Amor à Queima-Roupa”). Para completar, a data escolhida para a estreia da série foi a sexta-feira que antecede o Halloween, dia 26 de outubro. Uma opção temática, que no ano passado acomodou a 2ª temporada de “Stranger Things”.
Audiência de The Walking Dead despenca para níveis da 1ª temporada
A audiência de “The Walking Dead” não para de cair. Depois da estreia da 9ª temporada registrar perda de quase metade do público da temporada anterior, o segundo capítulo viu aumentar a debandada, visto por 4,9 milhões de pessoas ao vivo. A sintonia abaixo dos 5 milhões só tinha sido registrada duas vezes antes na trajetória da série, ambas na 1ª temporada. Para completar a má notícia, o público qualificado ficou pela primeira vez abaixo dos 2 pontos na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes), registrando 1,9 ponto. Os dois episódios com 4,7 milhões de telespectadores da 1ª temporada registraram 2,4 pontos. Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Apesar disso, “The Walking Dead” continua como carro-chefe do canal AMC e uma das maiores audiências da TV paga americana. A diferença é que já foi uma das maiores audiências da TV de modo geral, superando a maioria dos programas das grandes redes nacionais exibidos na TV aberta. A expectativa agora é ver se essa tendência se reverte ou acentua. Há fatos incontornáveis que vão determinar o aumento do interesse ou o desinteresse completo em relação ao desenvolvimento da série. Isto porque a produção vai perder dois protagonistas no arco atual. Andrew Lincoln, intérprete de Rick, e Lauren Cohan, que vive Maggie, confirmaram que deixam “The Walking Dead” nos próximos capítulos.
Viggo Mortensen vai estrear como diretor e roteirista de cinema
O ator Viggo Mortensen, indicado ao Oscar por “Senhores do Crime” (2007) e “Capitão Fantástico” (2016), fará seu primeiro trabalho como diretor. Ele escreveu e vai dirigir, produzir e estrelar “Falling”, um drama indie que explora a relação entre pai e filho com visões diferentes de mundo. O elenco da produção também inclui Lance Henriksen (“Aliens – O Resgate”) e Sverrir Gudnason (“Borg vs McEnroe”). O personagem de Mortensen é um homem que vive com seu companheiro e a filha adotada por eles no sul da Califórnia. Henriksen será o pai de Mortensen, um fazendeiro de visão mais conservadora. Quando ele viaja para visitar a família do filho e buscar um lugar para viver sua aposentadoria, as duas visões de mundo entram em conflito. “Falling” ainda não tem previsão de estreia. Mortensen será visto a seguir num dos filmes mais badalados da temporada de premiações da América do Norte, “Green Book”, vencedor do Festival de Toronto. Neste longa, ele vive o motorista de um músico negro (vivido por Mahershala Ali), durante uma turnê pelo Sul racista dos Estados Unidos nos anos 1960. O filme estreia em 21 de novembro nos Estados Unidos, mas apenas dois meses depois, em 24 de janeiro, no Brasil.
Continuação de Animais Fantásticos ganha novos pôsteres e vídeo de bastidores
A Warner divulgou uma nova coleção de pôsteres de personagens e um vídeo de bastidores de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”, em que a escritora J.K Rowling explica a trama da continuação da saga “Animais Fantásticos”, que por sua vez é um prólogo da franquia “Harry Potter”. Além de Eddie Redmayne, que retoma o papel de Newt Scamander, a continuação traz de volta diversos integrantes de “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, como Alison Sudol (Queenie Goldstein), Dan Fogler (Jacob Kowalski), Katherine Waterston (Tina Goldstein), Zoe Kravitz (Leta Lestrange) e Ezra Miller (Credence Barebone). Mas os destaques são mesmo para Johnny Depp (“Piratas do Caribe”) no papel de Gellert Grindelwald e Jude Law (“Sherlock Holmes”) como Albus Dumbledore (ou Alvo Dumbledore, na desnecessária “tradução” nacional, que também chama o vilão de Gerardo Grindelwald – quem tem medo do “Gerardo”?). Novamente escrito por J.K. Rowling e dirigido por David Yates, “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” vai chegar aos cinemas em novembro.












