Lex Luthor vai aparecer na série Supergirl
O personagem ausente mais citado de “Supergirl” finalmente vai aparecer em carne e osso na atração. A rede CW e a WBTV (Warner Bros. Television) iniciaram a busca por um novo intérprete de Lex Luthor, o maior inimigo de Superman nos quadrinhos, que fará sua estreia na atual 4ª temporada da série. “Estamos muito animados para introduzir esse icônico vilão”, disseram os produtores Robert Rovner e Jessica Queller em comunicado oficial. “Planejamos introduzir Lex Luthor na série desde a sua 1ª temporada, e finalmente podemos dizer que ele está chegando. Mal podemos esperar para vê-lo enfrentar não só a Supergirl, mas também sua irmã, Lena Luthor”, completaram. Interpretada por Katie McGrath (a Morgana de “Merlin”), Lena Luthor entrou na 2ª temporada e logo se firmou como antítese do irmão, tornando-se a melhor amiga de Kara Danvers, a identidade civil de Supergirl (vivida por Melissa Benoist). Sua chegada também fez o nome de Lex Luthor ser citado à exaustão. Mas todas as referências aludiam ao fato de que ele estava preso e distante. Mesmo assim, a influência do vilão invadiu a trama por meio de suas invenções, pela determinação de sua mãe Lilliam Luthor (Brenda Strong, de “Desperate Housewives”) de manter viva a luta do filho contra a presença de alienígenas (como Supergirl) na Terra e, na atual temporada, pela chegada de dois capangas de Lex, os irmãos Otis (Robert Baker, de “The Originals”) e Mercy Graves (Rhona Mitra, de “The Last Ship”). Lex Luthor vai aparecer após o retorno de Superman à produção de “Supergirl”. Interpretado por Tyler Hoechlin, o personagem fará sua quinta aparição durante o crossover “Elseworlds”, que juntará Supergirl, Arqueiro Verde e Flash em dezembro. Entre os atores que já interpretaram o vilão nos cinemas, o melhor é Gene Hackman, que o encarnou nos filmes originais de “Superman”. Jesse Eisenberg interpretou uma outra versão do personagem em “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”. Na televisão, ele foi mais famosamente vivido por Michael Rosenbaum em “Smallville” e John Shea em “Lois & Clark: As Novas Aventuras do Superman”.
Melissa Benoist revela primeira foto da nova Lois Lane da televisão
A atriz Melissa Benoist, protagonista de “Supergirl”, divulgou no seu Instagram a primeira foto de Elizabeth Tulloch (que viveu Juliette e Eve em “Grimm”) como a nova intérprete de Lois Lane no universo televisivo da DC Comics. As duas atrizes aparecem juntas numa foto com Tyler Hoechlin, que irá reprisar seu papel como Superman e Clark Kent. O cenário rural ao fundo pode tanto pertencer à fazenda da família Kent em Smallville quanto a casa da família Danvers na cidadezinha de Midvale. Na legenda da imagem, ela escreveu: “Dois kryptonianos e uma jornalista entram num crossover”. O que é curioso, visto que os três personagens são jornalistas. Kara Danvers, a Supergirl, irá se encontrar com seu superprimo e a mulher dele no próximo crossover das séries de super-heróis da rede CW intitulado “Elseworlds”, que acontecerá ao longo de três episódios nas séries “The Flash”, “Arrow” e “Supergirl” em dezembro. As três séries são exibidas no Brasil pelo canal pago Warner, que ainda não informou quando exibirá a história de “Elseworlds”. Visualizar esta foto no Instagram. two kryptonians and a journalist walk into a crossover ??? Uma publicação compartilhada por Melissa Benoist (@melissabenoist) em 17 de Out, 2018 às 11:44 PDT
Ator de 13 Reasons Why é acusado de invadir a casa e tentar matar o ex-marido da filha de Kurt Cobain
Uma história bizarra juntou a disputa por um violão de Kurt Cobain, o falecido líder da banda Nirvana, com uma suposta tentativa de assassinato levada adiante pelo ator Ross Butler, da série “13 Reasons Why”. O nome do ator veio à tona quando ele foi convocado para prestar depoimentos à justiça americana nesta semana. Isaiah Silva, ex-marido de Frances Bean Cobain, tinha vencido uma disputa judicial contra a ex-mulher para ficar com o violão de Cobain. E depois disso teria sido ameaçado de morte. Ele abriu um processo contra a mãe de sua ex-mulher, Courtney Love, alegando que ela teria “conspirado com várias pessoas para invadir sua casa, espancá-lo, sequestrá-lo e tentar matá-lo para recuperar o lendário violão de Cobain”. O violão é o modelo Martin D-18E de 1959, usado por Kurt Cobain na gravação do “MTV Unplugged”, famoso registro ao vivo do Nirvana. E uma das pessoas que teria invadido sua casa é agora identificada como Ross Butler. Segundo os documentos do processo, obtidos pelo site The Blast, Butler confirmou ao juiz que esteve sim na casa de Silva, mas que em nenhum momento houve qualquer tipo de agressão. Em Junho de 2016, o ator e Sam Lufti, empresário de Courtney Love, foram à casa que o então casal dividia após receberem mensagens estranhas. Ao chegar lá, segundo o ator, as janelas estavam tampadas por cobertores, e eles teriam sido atendidos calmamente por Isaiah Silva. Ainda de acordo com Ross Butler, tanto a casa quanto Silva estavam com um odor forte, e a polícia foi chamada por um quarto homem presente no local para verificar se tudo estava bem. De acordo com Silva, sua casa teria sido invadida para que o violão fosse recuperado. A próxima audiência referente ao caso acontece no dia 7 de dezembro.
Gotham Awards: A Favorita e First Reformed lideram indicações ao primeiro grande prêmio de cinema do ano
A primeira grande premiação americana da temporada, o Gotham Awards 2018, anunciou seus indicados. O troféu, dedicado aos melhores do cinema independente, tradicionalmente abre a temporada de premiações da indústria cinematográfica americana e serve para apontar os primeiros favoritos aos prêmios mais cobiçados, entre eles o Oscar. Nos últimos anos, os vencedores do Gotham foram “Birdman” (2014), “Spotlight” (2015), “Moonlight” (2016) e “Me Chame pelo Seu Nome” (2017) – três deles também venceram o Oscar de Melhor Filme. A lista de indicados deste ano destaca “First Reformed”, inédito no Brasil, e “A Favorita”, exibido pela primeira vez no país na noite de quarta (17/10), durante a abertura da Mostra de São Paulo. Em “First Reformed”, do veterano Paul Schrader (roteirista de “Taxi Driver”), o ator Ethan Hawke interpreta um padre em crise com sua própria fé, enquanto “A Favorita”, do grego Yorgos Lanthimos (“O Sacrifício do Cervo Sagrado”), acompanha a luta de duas confidentes (Emma Stone e Rachel Weisz) pela atenção de uma fragilizada Rainha Ana (Olivia Colman). Por sinal, a organização do Gotham Awards resolveu premiar as três atrizes desse filme com um troféu especial, em reconhecimento ao seu desempenho. Mas isso também as tirou da competição do prêmio de Melhor Atriz. Os dois títulos também disputam o prêmio de Melhor Filme com “If Beale Street Could Talk”, de Barry Jenkins (o diretor de “Moonlight”), “Madeline’s Madeline”, de Josephine Decker (diretora de dramas indies inéditos no Brasil) e “Domando o Destino” (The Rider), da chinesa Chloé Zhao, que curiosamente foi lançado em 2017, indicado ao Spirits Award do ano passado – a premiação rival do Gotham – e saiu direto em VOD no Brasil. Quem notou a ausência do badalado “Roma”, de Alfonso Cuarón, talvez não tenha reparado que o filme da Netflix é uma produção mexicana, falada em espanhol, e, portanto, não se qualifica para premiações de melhores filmes dos Estados Unidos. Mas sua intérprete, Yalitza Aparicio, foi lembrada na categoria de Revelação. Os responsáveis pela seleção do Gotham Awards são críticos de cinema, organizadores de festivais e curadores. Por isso, supostamente, não deveria haver muita relação entre o troféu e as consagrações seguintes, feitas por profissionais da indústria. Mas, como revela a coincidência de prêmios, os vencedores do primeiro grande prêmio da temporada acabam chamando atenção para si e passam a aparecer no radar das demais premiações. A entrega do Gotham Awards acontece em 26 de novembro, dando o pontapé inicial para a enxurrada de prêmios que fecha 2018 e abre 2019. Confira abaixo a lista completa de indicados. Melhor Filme “A Favorita” “First Reformed” “If Beale Street Could Talk” “Madeline’s Madeline” “Domando o Destino” Melhor Documentário “Bisbee ’17” “Hale County This Morning, This Evening” “Minding the Gap” “Shirkers” “Won’t You Be My Neighbor?” Melhor Ator Adam Driver, por “Infiltrado na Klan” Ben Foster, por “Leave No Trace” Richard E. Grant, por “Can You Ever Forgive Me?” Ethan Hawke, por “First Reformed” Lakeith Stanfield, por “Sorry to Bother You” Melhor Atriz Glenn Close, por “The Wife” Toni Collette, por “Hereditário” Kathryn Hahn, por “Mais Uma Chance” Regina Hall, por “Support the Girls” Michelle Pfeiffer, por “Where is Kyra?” Ator/Atriz Revelação Yalitza Aparicio, por “Roma” Elsie Fisher, por “Eighth Grade” (A24) Helena Howard, por “Madeline’s Madeline” KiKi Layne, por “If Beale Street Could Talk” Thomasin Harcourt McKenzie, por “Leave No Trace” Diretor Revelação Ari Aster, por “Hereditário” Bo Burnham, por “Eighth Grade” Jennifer Fox, por “O Conto” Crystal Moselle, por “Skate Kitchen” Boots Riley, por “Sorry to Bother You” Melhor Roteiro “A Favorita”, de Deborah Davis e Tony McNamara “First Reformed”, de Paul Schrader “Mais Uma Chance”, de Tamara Jenkins “Support the Girls”, de Andrew Bujalski “Thoroughbreds”, de Cory Finley Melhor Série Estreante “Alias Grace” (Netflix) “The End of the F***ing World” (Netflix) “Killing Eve” (BBC America) “Pose” (FX) “Sharp Objects” (HBO) Prêmio Especial de Melhor Elenco Olivia Colman, Emma Stone e Rachel Weisz, por “A Favorita”.
Narcos chega ao México com trailer legendado, sangrento e repleto de ação
A Netflix divulgou o trailer legendado da volta de “Narcos”, que passará por uma reinvenção completa ao mudar a ação para um país diferente e apresentar novos personagens. A prévia repleta de ação volta ao início dos anos 1980, ao som do rap clássico “White Lines”, que comenta a avalanche branca de cocaína do período, para narrar a história do surgimento dos cartéis de drogas do México. Michael Peña (“Homem-Formiga) e Diego Luna (“Rogue One: Uma História Star Wars”) lideram o elenco, totalmente renovado em relação aos anos anteriores. O personagem interpretado por Luna é Miguel Ángel Félix Gallardo, também conhecido como El Jefe dos Jefes ou El Padrino (como o filme “O Poderoso Chefão” ficou conhecido no México), fundador do primeiro cartel de Guadalajara. A principal ameaça a seus objetivos será encarnada por Michael Peña (“Homem-Formiga e a Vespa”), intérprete do agente do DEA (departamento de combate à drogas dos EUA) Enrique “Kiki” Camarena, que se infiltra no cartel para derrubá-lo. Como os personagens são reais não é difícil saber como esse conflito acaba. Nada bem. Mas com impacto capaz de motivar uma 5ª temporada. Por curiosidade, os dois astros da temporada trabalharam juntos anteriormente na cinebiografia dramática “Cesar Chavez” (2014), que Peña protagonizou e Luna dirigiu. A 1ª temporada de “Narcos: México” – ou 4ª temporada de “Narcos” – estreia em 16 de novembro em streaming.
Mostra de São Paulo 2018 vai do cinema mudo à realidade virtual, passando pela Netflix
A Mostra de São Paulo abre suas portas para o público nesta quinta (18/10), chegando à sua 42ª edição mais imponente que nunca. A programação é um absurdo cinéfilo, juntando todos os grandes vencedores dos festivais de Cannes, Veneza, Berlim e até Locarno, além de 18 obras indicadas por seus países para disputar uma vaga no Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira no ano que vem — incluindo o representante brasileiro, “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues. Apesar do aperto financeiro – menor investimento estatal em período eleitoral – , a seleção reafirma a vitalidade da Mostra, que continua insuperável como maior evento internacional de cinema do Brasil, mesmo tendo perdido seu criador, Leon Cakoff, há sete anos – completados justamente nesta semana. Aberta para convidados na noite de quarta, com a exibição de “A Favorita”, do grego Yorgos Lanthimos, no auditório do Ibirapuera, a Mostra vai até 31 de outubro, com encerramento marcado pela projeção do vencedor do Festival de Veneza, “Roma”, de Alfonso Cuarón. O longa também é o indicado do México ao Oscar. Mas antes de ser consagrada, a “obra-prima” (na definição da revista Variety) foi rejeitada por Cannes, que se recusou a inclui-la em sua competição por ser uma produção da Netflix. Sob pressão do parque exibidor francês, o festival preferiu abrir mão das produções do gigante de streaming. Como resultado, realizou sua competição mais fraca dos últimos anos e viu a concorrência se fortalecer. Após Veneza, o Festival de Toronto foi além e programou sua abertura com um filme da Netflix. Agora, a Mostra traz esta discussão ao Brasil, sobre meio e mensagem, streaming e tamanho de tela, posicionando-se ao lado dos que veem filmes como uma forma de arte que não se confunde com arquitetura (sala de projeção). “É uma questão que teríamos de enfrentar, mais cedo ou mais tarde. Mas, para mim, o que importa é o filme, que ele seja visto”, disse Renata Almeida, diretora da Mostra, em entrevista para a imprensa durante a divulgação da programação. A seleção inclui muitos outros longas premiados, como “Assunto de família”, do japonês Hirokazu Kore-eda, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, “Não Me Toque”, da romena Adina Pintilie, vencedor do Urso de Ouro em Berlim, “Uma Terra Imaginada”, do singapurense Siew Hua Yeo, que levou o Leopardo de Ouro em Locarno, além de obras que deram o que falar no circuito dos festivais, como “Infiltrado na Klan”, do americano Spike Lee, e “A Casa que Jack Construiu”, do dinamarquês Lars von Trier. Junto da exibição de seu novo filme, Kore-eda será homenageado com o Prêmio Humanidade, pelo conjunto e a natureza humanista de sua obra, e terá uma retrospectiva na Mostra. A mesma homenagem será concedida ao médico oncologista Drauzio Varella por sua relação com a escrita e o audiovisual. Outro homenagem será feita ao iraniano Jafar Panahi, que está em prisão domiciliar e não pode sair de seu país. Ele receberá o Prêmio Leon Cakoff e terá seu filme mais recente, “3 Faces”, vencedor do prêmio de Melhor Roteiro em Cannes, exido na programação. O cinema brasileiro também será celebrado com exibições de cópias restauradas de alguns clássicos, como “Central do Brasil”, de Walter Salles, que comemorará 20 anos com a presença do diretor e parte do elenco, além de obras mais antigas, como “Feliz Ano Velho”, de Roberto Gervitz, que completa 30 anos, e “O Bandido da Luz Vermelha”, de Rogério Sganzerla, e “O Bravo Tuerreiro”, de Gustavo Dahl, que comemoram 50 anos. Entre os clássicos internacionais, o grande destaque fica com a exibição ao ar livre de “A Caixa de Pandora” (1929), do alemão Georg Pabst, com Louise Brooks no papel de Lulu. Programada para o Parque do Ibirapuera no dia 27, a projeção a obra-prima do cinema mundo terá acompanhamento musical da Orquestra Jazz Sinfônica. Do cinema mudo para a Netflix, a evolução do cinema é contínua. E a Mostra segue as inovações tecnológicas ao destacar até uma instalação em realidade virtual, “Chalkroom”, criada pela artista multimídia Laurie Anderson e o taiuanês Hsin-Chien Huang. Montada no novo Anexo do CineSesc e escolhida para ilustrar o pôster oficial do evento deste ano, a obra permite imersão do público, e é a antítese mais completa da experiência da Netflix, uma sala que é o próprio filme.
Estreias: Filmes da conquista da Lua e do Planet Hemp são destaques da semana
As principais estreias da semana são dois dramas que contam histórias reais, “O Primeiro Homem” e “Legalize Já – Amizade Nunca Morre”. O drama americano volta a reunir o ator e o diretor de “La La Land” (2016). Ryan Gosling vive o personagem do título, Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua, numa reconstituição minuciosa da missão mais importante da NASA pelas mãos do cineasta Damien Chazelle. Recebido com fortes aplausos durante sua première mundial no Festival de Veneza 2018, “O Primeiro Homem” tem 88% de aprovação da crítica na média do site Rotten Tomatoes. O drama brasileiro, por sua vez, tem título composto com hífen, cinco palavras e nenhuma delas refere-se ao fato de que a trama conta a origem da banda Planet Hemp. A titulagem é um problema crônico no mercado cinematográfico nacional. Outro, mais grave, é a distribuição. Este longa, por exemplo, foi premiado na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e no Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro há um ano, e só agora chega ao circuito comercial. Imaginem se seu tema não fosse popular. Marcelo D2 participou ativamente da produção desde o início do projeto, que durou nove anos. Ele é um dos responsáveis pela trilha sonora do longa, dirigido por Johnny Araújo e Gustavo Bonafé (que fizeram “Chocante”). E o resultado supera expectativas ao se concentrar na amizade entre o jovem Marcelo (Renato Góes) e o falecido rapper Skunk (Ícaro Silva), antes de formarem a banda que se tornaria a mais famosa do Brasil nos anos 1990. É uma história de sucesso, mas sem final feliz. Logo depois da gravação da primeira demo, Skunk morreu de complicações decorrentes da Aids. Os demais lançamentos não tem a mesma qualidade, sendo versões genéricas de histórias manjadas. Dois são dirigidos por franceses e falados em inglês. Com título ainda mais longo que o da estreia nacional, “A Casa do Medo – Incidente em Ghostland” é um terror de casa mal-assombrada que decepciona quem conhece o diretor Pascal Laugier pelo brutal “Mártires” (2008). Já a “versão feminina” de “Desejo de Matar” (1974), “A Justiceira”, tem direção de Pierre Morel, do primeiro “Busca Implacável” (2008), e levou a atriz Jennifer Garner a decidir voltar para a televisão. O circuito limitado ainda inclui duas comédias igualmente já vistas. “Estás Me Matando Susana” é mais uma história de choque cultural de mexicano nos Estados Unidos, desta vez com Gael García Bernal (“Deserto”) em vez de Eugenio Derbez (“Não Aceitamos Devoluções”), enquanto “O Poder de Diane” é a versão cinematográfica francesa da série “The New Normal” (2012–2013) com uma “Juno” (2007) adulta. E ainda há o documentário brasileiro semanal de tese acadêmica, sempre feito à base de depoimentos, como numa produção de TV Educativa. Confira abaixo todas as sinopses e veja os trailers das estreias da semana. O Primeiro Homem | EUA | Drama A vida do astronauta norte-americano Neil Armstrong (Ryan Gosling) e sua jornada para se tornar o primeiro homem a andar na Lua. Os sacrifícios e custos de Neil e toda uma nação durante uma das mais perigosas missões na história das viagens espaciais. Legalize Já – Amizade Nunca Morre | Brasil | Drama Skunk (Ícaro Silva) é um jovemrevoltado com a opressão e o preconceito diário sofrido pelas comunidades de baixa renda, que busca expor sua insatisfação através da música. Um dia, ao fugir da polícia, ele literalmente esbarra em Marcelo (Renato Góes), um vendedor de camisas de bandas de heavy metal. O gosto pelo mesmo estilo musical os aproxima, assim como a habilidade de Marcelo em compor letras de forte cunho social e questionador. Impulsionado por Skunk, ele adentra o universo da música e, juntos, formam a banda Planet Hemp. A Casa do Medo – Incidente em Ghostland | França, Canadá | Terror Pauline acaba de herdar uma casa de sua tia e decide morar lá com suas duas filhas. Mas, logo na primeira noite, o lugar é atacado por violentos invasores e Pauline faz de tudo para proteger as crianças. Dezesseis anos depois, as meninas, agora já crescidas, voltam para a casa e se deparam com coisas estranhas. A Justiceira | Estados Unidos | Thriller Quando o marido e a filha são mortos a tiros diante de um parque de diversões, Riley (Jennifer Garner) acorda de um coma e passa os anos seguintes aprendendo a se tornar uma máquina de matar. No quinto aniversário da morte de sua família, ela tem como alvo todos os responsáveis: a gangue que cometeu o crime, os advogados que os libertaram e os policiais corruptos que permitiram que tudo acontecesse. Estás Me Matando Susana | México, Canadá | Comédia Eligio (Gael García Bernal) acorda em uma manhã e descobre que sua esposa Susana (Verónica Echegui) o deixou sem dizer uma palavra sobre seus motivos ou paradeiro. Ele decide embarcar em uma viagem da Cidade do México até uma universidade de Iowa, nos Estados Unidos, para lutar pela mulher que ama. Ao chegar, ela parece ter seguido em frente com sua vida, mas Eligio resolve usar seu charme para conquistá-la enquanto enfrenta as dificuldades de um lugar estrangeiro. O Poder de Diane | França | Comédia Diane (Clotilde Hesme) é uma jovem mulher perdida na vida. Entre uma festa e outra, ela decide servir como a barriga de aluguel para Thomas (Thomas Suire) e Jacques (Gregory Montel), um casal de amigos muito próximos. Durante a gestação, ela se muda para a casa dos avós no campo e conhece Fabrice (Fabrizio Rongione), um eletricista local. Enquanto ela se prepara para dar a luz, os dois iniciam um romance improvável. A Última Abolição | Brasil | Documentário Uma retrospetiva detalhada de um momento emblemático da história do Brasil, a abolição da escravidão, apresentado de uma outra perspectiva. Ao contrário do que foi pregado por livros didáticos e outras vertentes da história oficial por muito tempo, não foi meramente a assinatura da Princesa Isabel na Lei Áurea em 13 de maio de 1888 que libertou os escravos, e tampouco tal liberdade foi um presente ou um passo na direção da mitológica democracia racial.
Orange Is The New Black vai acabar na 7ª temporada
A Netflix anunciou que a 7ª temporada de “Orange Is The New Black” marcará o final da série. A notícia foi compartilhada junto com um vídeo legendado, em que as atrizes da atração já aparecem em clima de despedida, agradecendo aos fãs e jurando que serão melhores amigas para sempre, além, claro, de prometer uma despedida digna da produção. Veja abaixo. A decisão não deve surpreender os fãs, já que a criadora da série, Jenji Kohan (criadora também de “Weeds”), disse em 2016 que a trama se encerraria após as três temporadas adicionais fechadas no período com a Netflix. Isto coincide com a produção da 7ª temporada. Além disso, a narrativa se encaminhava para essa conclusão pela forma como a série encerrou sua 6ª temporada, mostrando a libertação da protagonista Piper Chapman (Taylor Schilling). Ao comentar a situação de sua personagem após este desfecho, a atriz confirmou o clima de encerramento da atração. “Tivemos uma jornada de sorte, mas sempre há essa parte de estar pronta para o final. Você entra já pronto para o fim. É uma maneira muito agridoce e também bonita de existir no mundo. Então a resposta é sim, eu acho que estou pronta para me despedir. Estou muito animada com o que virá a seguir”, comentou. “Orange Is the New Black” começou acompanhando a jornada de Piper como a novata que precisa aprender a se situar num presídio, após ser condenada por narcotráfico. Ela aprende sobre divisões raciais, relacionamentos afetivos e problemas de convivência entre prisioneiras e carcereiros, até que, na última temporada, uma rebelião levou as personagens para a segurança máxima e situações de muito mais perigo e violência. A 7ª temporada ainda vai trazer Piper, mostrando sua readaptação para a vida em liberdade, mas o foco principal será nas personagens que permanecem presas. Criada por Jenji Kohan (criadora também de “Weeds”), “Orange Is The New Black” foi uma das primeiras produções da Netflix e conquistou quatro prêmios Emmy, além de cinco troféus do SAG (o sindicado dos atores). A última temporada já começou a ser gravada e será exibida em 2019, em data ainda não definida. Tá chegando o fim da sentença. A temporada final de OITNB vai ser a melhor de todas. <3 pic.twitter.com/t6qEUS1EXX — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) 17 de outubro de 2018
Emicida e Fióti lançam clipe do Rap do Motoboy com participações de motoboys de verdade
A parceria de Emicida e Fióti, “Rap do Motoboy”, ganhou um clipe rodado nas ruas de São Paulo. E rodado literalmente, com duas rodas girando sem parar, pois o vídeo acompanha a rotina de motoboys – e motogirls – de verdade. A abertura já dá o tom, com depoimentos dos “figurantes” do trânsito paulistano, registrados em estilo de documentário. Seguem-se cenas de aceleração em espaço reduzido, para driblar os congestionamentos e cumprir o trabalho cotidiano, compiladas enquanto os cantores rimam em outros closes pela cidade. Tudo muito bem fotografado sob a direção de Fred Ouro Preto (sobrinho do cantor do Capital Inicial), que tem assinado os trabalhos mais recentes de Emicida. Vale apontar um detalhe: não é coincidência que todos os motoboys tenham o mesmo uniforme vermelho com o logotipo do aplicativo iFood – e da produtora do clipe, Laboratório Fantasma Produções. Neste caso, a publicidade não é tão explícita e está alinhada ao tema, além de oferecer uma unidade visual à produção. Não é como se Emicida pegasse um sorvete aleatório e exibisse o rótulo para a câmera com um sorriso canastrão, feito outros artistas.
Disney vai produzir série passada no Brasil durante o reinado de Dom Pedro II
A Disney anunciou a produção de duas séries latino-americanas, uma delas passada no Brasil, durante sua participação no Mipcom, evento relacionado a conteúdo multimídia que acontece em Cannes, na França. Iniciativa da divisão de Distribuição e Produção da Disney na América Latina (DMDLA, na sigla em inglês), a série brasileira se chama “Americana” e se passa no Brasil imperial, no final do século 19, durante o reinado de Dom Pedro II. Com dez episódios e produção da empresa Naím Media Group (da vindoura série “Fidel”), “Americana” será inspirada em fatos históricos. No fim da Guerra Civil Americana, um grande grupo de confederados derrotados se refugiou no Brasil a convite do Imperador. Eles foram atraídos pelo fato do país, naquele momento, ser o único que ainda não tinha abolido a escravidão no continente. Nesse contexto, a produção contará a história de uma jornalista enviada pela Corte Imperial para investigar uma série de assassinatos violentos na colônia de confederados exilados. Lá, segredos sombrios serão revelados em meio ao tumulto político da época no Brasil. Vale lembrar que o fim da escravidão no país aconteceu em 1888, um ano antes da proclamação da República. “’Americana’ é uma história fascinante, baseada na vida real, mas uma história que é diferente e realmente desconhecida”, disse Fernando Barbosa, vice-presidente sênior e gerente geral da DMDLA. “Conecta o Brasil e os EUA no marco do debate universal sobre a escravidão”, acrescentou o diretor de produção de DMDLA, Leonardo Aranguibel. Por sinal, Aranguibel é autor da outra série aprovada, “Cazadores de Milagros”, produzida pela Mediapro (de “The Young Pope”). Esta série se concentra em um jornalista cético que precisa de um furo para salvar sua carreira, uma herdeira jovem e brilhante de um império da mídia e um enigmático clarividente, dividido entre fé e necessidade. Seus destinos se cruzam em uma missão única que os forçará a questionar suas dúvidas e certezas sobre a fé, enquanto investigam casos reais de milagres potenciais. Às vezes, essa equipe em particular encontrará uma explicação científica para eles; em outras ocasiões, os eventos são inexplicáveis. RELACIONADO
Nicole Kidman surge irreconhecível e violenta no primeiro trailer de Destroyer
A Annapurna Pictures divulgou o primeiro trailer de “Destroyer”, que traz a atriz Nicole Kidman (“Big Little Lies”) irreconhecível. Ainda sem legendas, a prévia explora a tensão da trama, mostrando a jornada da protagonista rumo à violência. No filme, ela interpreta uma detetive policial de Los Angeles, que na juventude se infiltrou em uma gangue no deserto da Califórnia com resultados trágicos. Vários anos depois, o líder do bando volta à tona, fazendo com que ela relembre o passado traumático e decida buscar vingança. As cenas se alternam entre o presente e flashbacks dos anos 1990, em que Kidman aparece convincentemente jovem. Além de Kidman, quem também está irreconhecível é Sebastian Stan (“Vingadores: Guerra Infinita”), que vive o parceiro da protagonista. O elenco ainda inclui Bradley Whitford (“Corra!”), Tatiana Maslany (“Orphan Black”), Toby Kebbell (“Quarteto Fantástico”), Scoot McNairy (“Godless”) e a adolescente Jade Pettyjohn (“School of Rock”). A direção é de Karyn Kusama (“Garota Infernal”), que volta a se juntar com os roteiristas Phil Hay e Matt Manfredi após “O Convite” (2015). A première mundial aconteceu no Festival de Toronto 2018 e foi descrita como “impactante”, arrancando elogios rasgados da crítica. Alguns deles estão no trailer. “Destroyer” tem 84% de aprovação no Rotten Tomatoes. O lançamento comercial vai acontecer em 25 de dezembro nos Estados Unidos, data que sugere pretensões ao Oscar. Mas o filme só chegará ao Brasil um mês depois, em 31 de janeiro.
Trailer legendado de O Menino Que Queria Ser Rei revela Rei Arthur com crianças e muita diversão
A Fox divulgou sete fotos, o pôster e o trailer (legendado e dublado) de “O Menino Que Queria Ser Rei”, uma versão contemporânea e criativa da lenda do Rei Arthur. Diferente da bobagem épica “Rei Arthur: A Lenda da Espada”, a prévia sugere uma Sessão da Tarde divertida com crianças – e para crianças de todas as idades. Escrito e dirigido por Joe Cornish, roteirista de “Homem-Formiga” (2015), em seu segundo filme como diretor após o brilhante “Ataque ao Prédio” (2011), “O Menino Que Queria Ser Rei” não conta a velha história para lá de conhecida. A trama gira em torno de um menino que, ao fugir de bullying, acaba no meio de um prédio demolido, que tem uma espada cravada numa pedra. Ele faz o que todo a criança faria: tira a espada da pedra e a leva para casa. E logo passa a ser contatado por outro garoto que jura ser Merlim disfarçado, dizendo que ele é a nova encarnação do Rei Arthur e única chance do mundo contra a volta da feiticeira Morgana Le Fay, que chegará com demônios para destruir a humanidade em poucas horas. Convencido, ele junta seus melhores amigos nerds para formar a sua versão dos Cavaleiros da Távola Redonda e assim salvar o mundo. A premissa engenhosa não fica só no terreno da imaginação, já que os efeitos visuais dão vida a um exército de criaturas das trevas flamejantes, antecipando a batalha contra o mal. O elenco é encabeçado pelo jovem Louis Ashbourne Serkis (o jovem Chapeleiro de “Alice Através do Espelho”), que é filho do ator Andy Serkis (o César da franquia “Planeta dos Macacos”), e também destaca Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”) como Morgana, Angus Imrie (da série britânica “Kingdom”) como o jovem Merlim, Patrick Stewart (“Logan”) também como Merlim, em sua aparência “real”, além de Tom Taylor (“A Torre Negra”), Rhianna Dorris (“Secret Life of Boys”) e Denise Gough (“Juliet, Nua e Crua”). A estreia está marcada para 28 de fevereiro no Brasil, uma semana após o lançamento no Reino Unido e um dia antes da distribuição nos Estados Unidos.
Netflix renova série espanhola Elite em tempo recorde
A Netflix anunciou a renovação da série espanhola “Elite”. A atração teve sua 2ª temporada confirmada pelas redes sociais da plataforma em tempo recorde, 12 das após a estreia em 5 de outubro. A velocidade da renovação iguala o antigo recorde da plataforma, obtido com a estreia da brasileira “Samantha” há três meses, também renovada após 12 dias de exibição. A série foi criada por Carlos Montero e Darío Madrona, que anteriormente conceberam juntos a série “Vive Cantando” para a TV espanhola, e se passa em Las Encinas, uma escola exclusiva da Espanha frequentada pelos filhos da elite. Na trama, três alunos menos favorecidos vão parar lá após sua escola original sofrer uma catástrofe. O choque entre os privilegiados e aqueles que não têm nada mexe com os ânimos do colégio, culminando em assassinato. O elenco destaca três integrantes de “La Casa de Papel”, Miguel Herrán (Rio), María Pedraza (Alison/Cordeirinho) e Jaime Lorente (Denver), que contracenam na nova produção com Itzan Escamilla (“As Telefonistas”), Miguel Bernardeau (“Ola de Crímenes”), Arón Piper (“15 Anos e um Dia”), Ester Expósito (“Estoy Vivo”), Mina El Hammani (“El Príncipe – Amor e Corrupção”), Álvaro Rico (“Velvet Collection”), o estreante Omar Ayuso e Danna Paola (“Dare to Dream”), atriz e cantora muito popular no México. O segundo ano do drama de suspense adolescente vai estrear no serviço de streaming em 2019 com mais oito episódios. #Elite has been renewed for for Season 2! pic.twitter.com/8Z928ta1GY — See What's Next (@seewhatsnext) October 17, 2018 ?Atenção?A série Elite foi longe demais ? Vai ter segunda temporada sim, já está confirmado pela Netflix ?? pode acreditar. ?Finalmente vamos descobrir o que acontece depois daquele final. ?? — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) October 17, 2018












