Retrospectiva: Os 50 melhores filmes de 2018


É curioso reparar como a retrospectiva dos melhores filmes de 2018 é repleta de produções de 2017. Isto é consequência de um velho hábito das distribuidoras nacionais de cinema, que costumam atrasar horrores os lançamentos dos chamados “filmes de Oscar”.

Mas, assim como vem fazendo com as séries, a Netflix também já atravessa esse samba enredo batido. O conceito de distribuição mundial instantânea embutido no serviço merece ser louvado até por quem acha que lugar de filme é na tela grande.

Há dois filmes da Netflix na lista. E outro lançamento que, apesar de ter vencido vários prêmios, saiu direto em VOD no país.

Também não faltam títulos de distribuidoras menores, que enfrentam enormes dificuldades para emplacar produções de qualidade num mercado que tem poucas salas – a maioria delas em shopping centers – e tendência de concentração em blockbusters.

Até o cinema nacional sofre com isso. Num período repleto de dramas brasileiros de qualidade, os cinemas deram mais telas para comédias ruins, que não passam no teste de fim de ano. Faltam, claro, mais que telas, campanhas de marketing/incentivo para o público descobrir o que a crítica americana cansou de dizer em 2018: como o cinema brasileiro atravessa grande fase.

Infelizmente, até a chamada Academia Brasileira de Cinema contribuiu para desvalorizar a nova geração de cineastas talentosos do país em sua seleção de compadres para a disputa de uma vaga no Oscar pelo Brasil.

A lista a seguir destaca os melhores filmes lançados entre janeiro e dezembro de 2018 no país – nos cinemas, em streaming e VOD. E não apenas os ditos filmes “de arte”, mas também os blockbusters bem-feitinhos, que justificam o consumo das pipocas de preço salgadíssimo nos multiplexes. Clique nos títulos abaixo para saber mais sobre cada produção.

120 Batimentos por Minuto


(120 battements par minute, França)

A Forma da Água


(The Shape of Water, EUA)

A Morte de Stalin


(Death of Stalin, Reino Unido)

A Noite do Jogo


(Game Night, EUA)

A Rota Selvagem


(Lean on Pete, EUA)

Aniquilação


(Annihilation, EUA)

Arábia


(Arábia, Brasil)

Artista do Desastre


(The Disaster Artist, EUA)

As Boas Maneiras


(As Boas Maneiras, Brasil)

As Herdeiras


(Las Herederas, Paraguai)

As Viúvas


(Widows, EUA)

Benzinho


(Benzinho, Brasil)

Bohemian Rhapsody


(Bohemian Rhapsody, EUA)

Buscando…


(Searching, EUA)

Colette


(Colette, Reino Unido)

Culpa


(The Guilty, Dinamarca)

Custódia


(Jusqu’à la Garde, França)

Desobediência


(Disobedience, EUA)

Domando o Destino


(The Rider, EUA)

Em Chamas


(Burning, Coreia do Sul)

Em Pedaços


(In the Fade, Alemanha)

Eu, Tonya


(I, Tonya, EUA)



Ex-Pajé


(Ex-Pajé, Brasil)

Ilha dos Cachorros


(Isle of Dogs, EUA)

Infiltrado na Klan


(Blackkklansman, EUA)

Hereditário


(Hereditary, EUA)

Homem-Aranha no Aranhaverso


(Spider-Man into the Spiderverse, EUA)

Me Chame pelo Seu Nome


(Call Me By Your Name, EUA)

Missão: Impossível – Efeito Fallout


(Mission: Impossible – Fallout, EUA)

Nasce uma Estrela


(A Star Is Born, EUA)

Nos Vemos no Paraíso


(Au Revoir là-Haut, França)

Nico – 1988


(Nico – 1988, Itália)

O Confeiteiro


(The Cakemaker, Israel)

O Primeiro Homem


(First Man, EUA)

O Sacrifício do Cervo Sagrado


(The Killing of a Sacred Deer, EUA)

Os Incríveis 2


(Incredibles 2, EUA)

Pantera Negra


(Black Panther, EUA)

Projeto Flórida


(The Florida Project, EUA)

Roma


(Roma, México)

Sem Amor


(Loveless, Rússia)

Tesnota


(Closeness, Rússia)

The Square – A Arte da Discórdia


(The Square, Suécia)

Trama Fantasma


(Phantom Thread, EUA)

Três Anúncios para um Crime


(Three Billboards outside Ebbing, Missouri, EUA)

Tully


(Tully, EUA)

Um Dia


(Egy Nap, Hungria)

Um Lugar Silencioso


(A Quiet Place, EUA)

Utøya – 22 de julho


(Utøya – July 22, Noruega)

Você Nunca Esteve Realmente Aqui


(You Were Never Really Here, Reino Unido)

Western


(Western, Alemanha)



Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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