Evan Rachel Wood diz que continua em Westworld
Dolores pode ter morrido no final da 3ª temporada de “Westworld”, mas sua intérprete vai continuar na série. Em uma longa entrevista para a revista Variety, a atriz Evan Rachel Wood confirmou que vai gravar a 4ª temporada do programa. Ela só não sabe em qual papel. Muito menos quando. A única coisa que afirma saber com certeza é que está contratada para os próximos episódios. “As pessoas sempre me perguntam, pensando que eu sei o que vai acontecer. Mas eu sei tanto quanto vocês. Eu não tenho ideia de como será a 4ª temporada ainda”, ela disse, confirmando o que foi mostrado no desfecho da temporada passada. “Só sei que Dolores, como a conhecemos, está morta. E isso é verdade. Mas, pelo que também sei, eu não vou embora. Mas não acho que voltarei à mesma encarnação da personagem”. Ela contou que soube que iria morrer no meio da temporada. Na época, o criador da série, Jonathan Nolan, a deixou um pouco aflita por não dizer que ela continuaria na trama. “Mas sei que eles sempre têm algo na manga, então é sempre difícil acreditar que eles estão contando tudo”, comentou, lembrando que Dolores “tecnicamente morreu em todas as temporadas”. “Mas esta foi certamente uma morte verdadeira, com perda completa de suas memórias. Mesmo se ela voltasse, nunca seria a mesma Dolores que conhecíamos”, ponderou. A atriz confessou ter ficado abalada com a morte da personagem. “Tive que passar por um período de luto, porque amo muito essa personagem. Estive nessa jornada com ela. E isso influenciou minha própria vida e me mudou como pessoa. Então, ela sempre terá um espaço bem perto do meu coração. E, de novo, quem sabe o que eles têm na manga, mas será interessante voltar e interpretar mais uma personagem. Se é que é isso que vai acontecer!” Mas não foi só o desfecho de Dolores que impactou Wood no final de temporada. Assistir as cenas finais, em que as pessoas usam máscaras e protestam em revoltas nas ruas, a deixou impressionada pela forma como a ficção adiantou a realidade dos noticiários, tomados pela pandemia e o movimento Black Lives Matter (vidas negras importam). “Ninguém ficou mais arrepiado com isso do que as pessoas que trabalharam em ‘Westworld’! Terminamos a série com um grande tumulto, onde todos estão usando máscaras. E de repente vimos o mundo fazer exatamente isso, quase imediatamente depois de termos gravado. E acho que isso realmente assustou todos nós. Na verdade, enviei uma mensagem de texto para alguns membros do elenco e da equipe técnica, dizendo: ‘Alguém mais acha que antecipamos isso?’. Mas isso fala muito sobre o talento (dos roteiristas) Jonah (Nolan) e Lisa (Joy), e como eles estão em sintonia com a sociedade e a humanidade em geral”. Atualmente sendo escrita pelo casal Jonathan Nolan e Lisa Joy, a 4ª temporada de “Westworld” não tem previsão de estreia.
Jim Carrey como Joe Biden rende 3ª maior audiência do século no Saturday Night Live
A estreia da 46ª temporada de “Saturday Night Live” foi uma das mais assistidas do veterano programa humorístico durante o século 21. Exibida no sábado (3/10) na rede NBC, a atração contou com participação do comediante Chris Rock (“Gente Grande”) como apresentador e da rapper Megan Thee Stallion como convidada musical, mas o assunto mais comentado nas redes sociais foi a primeira aparição de Jim Carrey (“Sonic – O Filme”) como Joe Biden, que entrou nos Trending Topics do Twitter com mais de 40 mil menções. Carrey irá participar de toda a temporada do programa, interpretando o candidato do Partido Democrata à eleição presidencial dos EUA. No programa inicial, ele reencenou o debate da semana passada com o presidente Donald Trump, vivido por Alec Balwin (“30 Rock”) na sátira humorística, e acertou em cheio. Além da dupla, o esquete também contou com Maya Rudolph (“Missão Madrinha de Casamento”) como a senadora Kamala Harris, candidata a vice na chapa de Biden. Ao todo, o programa atraiu 7,7 milhões de espectadores ao vivo e uma classificação de 1,68 na demo (adultos de 18 a 49), o que representa a terceira maior estreia do “SNL” no século, atrás apenas dos episódios inaugurais de 2016 e 2008. Em comparação com a estreia do ano passado, a transmissão da noite passada aumentou em 27% o total de espectadores (7,7 milhões contra 6,1 milhões) e em 26% a audiência da demo (1,68 contra 1,33). O “SNL” tradicionalmente tem picos de audiência durante o período que antecede as eleições presidenciais. A maior abertura deste século, 12 anos atrás, também foi durante um ano eleitoral. Na ocasião, a personificação de Sarah Palin, candidata a vice, interpretada por Tina Fey (“30 Rock”), dominou a cultura pop americana e rendeu prêmio para a atriz no Emmy. No Brasil, o “SNL” é exibido pelo canal pago Sony. Veja abaixo o começo do esquete de Carrey e Baldwin. There he is. #SNLPremiere pic.twitter.com/Mfm7tBBcKh — Saturday Night Live – SNL (@nbcsnl) October 4, 2020
Thomas Jefferson Byrd (1941 – 2020)
O cineasta Spike Lee anunciou a morte de Thomas Jefferson Byrd em seu Instagram. Em sua postagem, Lee compartilhou uma foto de Thomas como o personagem Errol Barnes em seu filme “Irmãos de Sangue” (1995). Segundo o diretor, o ator foi assassinado na noite de sábado (3/10) em Atlanta, na Geórgia. “Estou tão triste em anunciar o assassinato trágico de nosso amado irmão Thomas Jefferson Byrd na noite passada”, Lee escreveu. “Tom era meu cara.” O Departamento de Polícia de Atlanta confirmaram a morte de Byrd à revista The Hollywood Reporter. Em comunicado, informou que policiais foram despachados por volta de 1h45 no sábado para a Avenida Belvedere, 2.257, após relatos de um ferido. “Na chegada, as unidades localizaram um homem deitado sem resposta no local”. Ele foi encontrado morto com vários tiros nas costas. “A vítima foi posteriormente identificada como Thomas Byrd”, confirmou o departamento. Byrd estrelou uma variedade de filmes de Spike Lee, começando por “Irmãos de Sangue” (1995) e seguindo até os trabalhos mais recentes do diretor. Ele participou de “Garota 6” (1996), “Todos a Bordo” (1996), “Jogada Decisiva” (1998), “A Hora do Show” (2000), “Verão em Red Hook” (2012), “A Doce Sede de Sangue” (2014), “Chi-Raq” (2015) e até da série “Ela Quer Tudo” (2017-2019), que Lee realizou na Netflix. A filmografia do ator também inclui produções famosas de outros cineastas, como “Até as Últimas Consequências” (1996), de F. Gary Gray, “Politicamente Incorreto” (1998), de Warren Beatty, “Ray” (2004), de Taylor Hackford e “Atraídos Pelo Crime” (2009), de Antoine Fuqua. Seu último trabalho foi uma participação em “Freedom’s Path”, western passado na Guerra Civil e ainda inédito, que marcará a estreia do premiado curta-metragista Brett Smith no comando de um longa. Mas além do cinema, Byrd ainda teve uma carreira destacada no teatro, chegando a ser indicado ao prêmio Tony de Melhor Ator em 2003 por seu papel na montagem de “Ma Rainey’s Black Bottom”, peça que agora vai virar filme na Netflix com o último desempenho da vida de Chadwick Boseman. A morte de Byrd está atualmente sob investigação no Departamento de Polícia de Atlanta. Ver essa foto no Instagram I’m So Sad To Announce The Tragic Murder Of Our Beloved Brother Thomas Jefferson Byrd Last Night In Atlanta,Georgia. Tom Is My Guy,Here Below You See Him As The Frightening Character Errol Barnes In CLOCKERS. Brother Byrd Also Did His Thang In My Joints- CHI-RAQ,SWEET BLOOD OF JESUS, RED HOOK SUMMER,BAMBOOZLED,HE GOT GAME,GET ON THE BUS,GIRL 6 And CLOCKERS. May We All Wish Condolences And Blessings To His Family. Rest In Peace Brother Byrd.🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿🙏🏿💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜💜 Uma publicação compartilhada por Spike Lee (@officialspikelee) em 4 de Out, 2020 às 10:40 PDT
Tenet ultrapassa US$ 300 milhões de bilheteria mundial
Maior lançamento desde a reabertura das salas de exibição durante a pandemia de coronavírus, “Tenet” acaba de superar os US$ 300 milhões de bilheteria mundial – atingiu, mais exatamente, US$ 307 milhões, graças ao desempenho na Ásia e na Europa. Mas a Warner não está comemorando. E não apenas porque o orçamento da produção é de US$ 205 milhões e, portanto, precisaria render o dobro do que já faturou para empatar os custos. O problema é de perspectiva. Em seis semanas, o longa da Warner só somou US$ 45,1 milhões no mercado norte-americano e deve encerrar sua trajetória nos EUA com no máximo US$ 55 milhões. Foram apenas US$ 2,7 milhões no fim de semana, porque não há fluxo de público. Quem queria ver, já viu. De fato, “Tenet” quase perdeu a liderança das bilheterias para um relançamento de “Abracadabra”, comédia infantil de bruxas da Disney de 1993, que faturou US$ 2 milhões. Antes visto como salvação do mercado por exibidores preocupados em ter um grande lançamento para a volta das sessões de cinema, “Tenet” passou a ser lamentado como encorajador de uma reabertura apressada do circuito, que desde sua estreia não recebe novos títulos de peso para atrair público. Este problema ajuda a explicar a decisão da rede Cineworld/Regal de fechar seus cinemas, poucos dias após o anúncio do adiamento de “007 – Sem Tempo para Morrer”, última superprodução live-action que ainda estava marcada para estrear antes do Natal. O encerramento das atividades da Cineworld/Regal deve piorar ainda mais a expectativa de rendimentos de “Tenet”, especialmente porque impacta os mercados de Los Angeles e Nova York, que ainda não reabriram. “Tenet” também não chegou ainda ao Brasil e outros países da América Latina, onde a pandemia segue firme. Por aqui, a estreia está marcada para a próxima semana, no dia 15 de outubro. Entretanto, as salas de cinemas ainda não abriram em São Paulo, maior mercado cinematográfico nacional, e não está descartado um novo anúncio de adiamento.
Uma das maiores redes de cinema do Reino Unido e EUA anuncia fechamento
O anúncio do adiamento de “007 – Sem Tempo para Morrer” para 2021 levou uma das maiores redes de cinema do Reino Unido e EUA a anunciar seu fechamento. Com a falta de títulos novos para exibir, a Cineworld decidiu fechar 128 de seus cinemas no Reino Unido e na Irlanda, bem como sua rede Regal nos Estados Unidos já no começo desta semana. A empresa é a primeira grande rede de cinema a fechar desde que o circuito recebeu autorização para reabrir durante a pandemia. Seu fechamento envia uma mensagem perturbadora para o mercado, mostrando que mesmo que alguns locais tenham começado a abrir as salas de exibição, não existe previsão para o lançamento de filmes inéditos capazes de atrair o público de volta. Segundo o jornal britânico Sunday Times, o fechamento da Cineworld terá impacto sobre 5,5 mil empregos no Reino Unido. A revista Variety também relata que a rede Regal vai fechar os cinemas que tinha reaberto nos EUA. Mas em Los Angeles e Nova York apenas oficializará as demissões, já que lá suas principais salas de exibição estão fechadas desde março. A Regal é a segunda maior rede de cinemas dos EUA, com 7,1 mil telas divididas por 543 cinemas em 42 estados. Suas salas reabriram parcialmente para o lançamento de “Tenet”, no começo de setembro, mas não receberam novos lançamentos de impacto desde então. Para completar, as bilheterias do filme da Warner foram desencorajadoras. Já a Cineworld relatou dívidas de US$ 8,2 bilhões em seu último balanço de negócios. Os únicos lançamentos importantes previstos para antes do Natal nos EUA são duas animações: “Soul”, da Disney/Pixar, aguardado em 20 de novembro, e “Os Croods 2: Uma Nova Era”, da Universal, marcado para cinco dias depois. Mas já há boatos sobre um provável adiamento da primeira. Fora esses dois títulos, os filmes menores que se mantém no calendário não animam os exibidores. A rede AMC foi muito criticada pelas concorrentes por ter fechado um acordo com a Universal para diminuir a janela de exibição, permitindo que filmes saiam do cinema diretamente para plataformas digitais após um período de apenas 17 dias. Em troca, a AMC ficou com um percentual das negociações digitais, ganhando dinheiro mesmo quando deixa de exibir as produções. Mas a Cineworld foi totalmente contra o negócio, resistindo a apelos dos estúdios por uma negociação que permitiria manter sua atividade. As empresas que resistem a esse tipo de acordo esperam que uma ajuda do governo caia do céu. Acreditam que o Papai Noel federal pode lhes dar um presentão até o Natal. Para garantir, já mandaram a cartinha com seu pedido para o bom velhinho, também conhecido como Congresso dos EUA. Em uma carta aos líderes do Senado e da Câmara dos Deputados, os proprietários de cinemas fizeram um apelo por ajuda financeira, dizendo temer pelo futuro da indústria, onde afirmam que o fechamento das salas causado pelo coronavírus teve um efeito devastador e que, sem recursos, “os cinemas podem não sobreviver ao impacto da pandemia”.
Uma Invenção de Natal: Fantasia natalina da Netflix ganha música e trailer dublado
A Netflix divulgou as fotos, o pôster nacional, uma música e o primeiro trailer do filme “Uma Invenção de Natal” (Jingle Jangle), em versão dublada em português. Escrito e dirigido por David E. Talbert, que já fez “Um Natal Quase Perfeito” (2016), o filme é uma fantasia musical, que contará com músicas originais de John Legend e Usher. A canção “This Day”, de Usher, pode ser ouvida abaixo. Na trama, Forest Whitaker (“Pantera Negra”) interpreta um lendário fabricante de brinquedos, cujas invenções fabulosas recebem muita admiração, até que seu antigo aprendiz, vivido por Keegan-Michael Key (“Meu Nome é Dolemite”), rouba sua criação mais valiosa e ele é pressionado a inventar algo revolucionário antes de falir. É quando sua neta descobre um brinquedo antigo que é pura magia, despertando novamente a cobiça do ex-aprendiz. O elenco ainda inclui Phylicia Rashad (“Creed”), Hugh Bonneville (“Downton Abbey”), Anika Noni Rose (“The Good Wife”), a estreante Madalen Mills como a neta do inventor e Ricky Martin, que dubla um boneco falante. A estreia está marcada para 13 de novembro no serviço de streaming. Veja abaixo o trailer nas versões faladas em português e em inglês (a única que tem Ricky Martin e as vozes originais), além dos demais conteúdos.
Conheça a abertura da série A Maldição da Mansão Bly
A Netflix adiantou nas redes sociais o vídeo da abertura de “A Maldição da Mansão Bly”, série dos mesmos responsáveis por “A Maldição da Residência Hill”. Veja abaixo. O sucesso da minissérie original do cineasta Mike Flanagan (“Doutor Sono”) transformou o projeto numa antologia, que a cada temporada irá abordar uma história diferente de fantasmas. Assim como “Residência Hill” adaptou um clássico de terror da escritora Shirley Jackson (“A Assombração da Casa da Colina”), a “Mansão Bly” também leva às telas uma obra famosa: “A Volta do Parafuso”, de Henry James. Este livro já teve muitas adaptações cinematográficas – a mais recente é deste ano, “Os Órfãos”, com Mackenzie Davis, Finn Wolfhard e Brooklynn Prince – , mas a adaptação não será literal. Trata-se de uma extrapolação, da mesma forma como ocorreu a adaptação da obra de Shirley Jackson, praticamente irreconhecível na série da Netflix. Os episódios vão incluir tramas de outras histórias de fantasmas de Henry James, autor que é um dos grandes pioneiros do gênero, e tudo será alinhado numa mesma narrativa pela Mansão Bly do título, local que abrigará os personagens. M Mike Flanagan continua comandando a produção e ainda escalou “A Maldição da Mansão Bly” com alguns atores da “Residência Hill”, como Henry Thomas, Kate Siegel, Katie Parker, Oliver Jackson-Cohen e Victoria Pedretti, que terá o papel principal na nova trama. Outros integrantes do elenco incluem T’Nia Miller (“Years and Years”), Tahirah Sharif (“O Príncipe de Natal”), Rahul Kohli (“iZombie”), Alex Essoe (“Doutor Sono”) e as crianças Benjamin Evan Ainsworth (“Flora and Ulysses”) e Amelie Bea Smith (“EastEnders”). A estreia vai acontecer na próxima sexta (9/10) em streaming. One week to go. Until then, enjoy our perfectly splendid opening titles. pic.twitter.com/2wxdka3ZmU — The Haunting of Bly Manor (@haunting) October 2, 2020
O que Ficou para Trás: Terror da Netflix ganha primeiro trailer
A Netflix divulgou o pôster, 12 fotos e o trailer de “O que Ficou para Trás” (His House), novo terror que a plataforma vai lançar neste mês de outubro, aproveitando o Halloween. A prévia mostra um casal de refugiados, que tenta construir uma nova vida na Inglaterra, mas precisa lidar com uma presença maligna na casa onde o governo britânico os acomodou. O ator inglês Sope Dirisu (“O Caçador e a Rainha do Gelo”) e a atriz nigeriana Wunmi Mosaku (“Lovecraft Country”) interpretam o casal protagonista, que, após uma fuga angustiante do Sudão do Sul, devastado pela guerra, luta para se ajustar à nova vida em uma pequena cidade inglesa, onde precisam conviver com outro tipo de perigo, desta vez sobrenatural. O elenco também destaca Matt Smith (“The Crown”) como representante do governo. Direção e roteiro são do estreante Remi Weekes, que venceu o prêmio NHZ de cineasta emergente no Festival de Sundance, em janeiro deste ano. O curioso é que a Netflix adquiriu os direitos do filme antes desta consagração – ou mesmo da materialização de 100% de aprovação do filme no Rotten Tomatoes. Bastou a premissa para despertar o interesse da plataforma. Em entrevista para a revista Entertainment Weekly, na época do festival, o diretor deu detalhes de como seu terror foi inspirado pelo mundo real. “É uma história de casa mal-assombrada sobre dois imigrantes que tentam construir uma nova vida em um país estrangeiro”, disse Weekes. “Ao contrário das histórias tradicionais de casas mal-assombradas em que o protagonista pode conseguir escapar, os nossos protagonistas — duas pessoas pedindo asilo em outro país — não têm o privilégio de simplesmente sair. Em vez disso, eles têm de sobreviver dentro de casa. É comum isso acontecer no Reino Unido, onde os requerentes de asilo têm que seguir regras pesadas quando recebem acomodação. Este também é frequentemente um caso que gira frequentes traumas — você está preso, tendo que encontrar maneiras de sobreviver ao seu luto e encontrar maneiras de se curar nessa prisão”. “O que Ficou para Trás” estreia no dia 30 de outubro em streaming.
Documentário brasileiro sobre saúde e direitos indígenas é premiado na França
O filme brasileiro “O Índio Cor de Rosa Contra a Fera Invisível: A Peleja de Noel Nutels”, de Tiago Carvalho, foi premiado na seção de documentários do 29º Festival Biarritz da América Latina, mostra francesa que celebra o cinema e a cultura latino-americanas. O documentário sobre as expedições do médico sanitarista Noel Nutels, que dedicou sua vida ao tratamento da saúde dos indígenas do Brasil, venceu o Prêmio do Público como Melhor Documentário, uma Menção Especial do júri da categoria e o Prêmio do IHEAL, Instituto de Altos Estudos da América Latina, parceiro do festival. “Índio Cor de Rosa” era o apelido de Nutels, que em suas viagens às aldeias indígenas, entre as décadas de 1940 e 1970, tornou-se um dos primeiros sanitaristas a denunciar o genocídio dos povos indígenas no Brasil. A produção usa imagens feitas pelo próprio médico, que produziu 21 documentários sobre os indígenas enquanto comandou ações de saúde com o SUSA (Serviço de Unidades Sanitárias Aéreas), e também momentos históricos da vida de Nutels, como sua participação na CPI do Índio na Câmara dos Deputados, em 1968, quando proferiu um discurso histórico, que infelizmente continua atual: “A essa hora alguém está matando um índio. É a cobiça da terra, é a cobiça do subsolo, é a cobiça das riquezas naturais. É um vício de estrutura econômica. Enquanto a terra for mercadoria e objeto de especulação, vai se matar índio. A quem interessa o crime?” O argentino “Ofrenda”, de Juan Mónaco Cagni, venceu o prêmio Abraço, o principal do festival, dedicado ao Melhor Longa-metragem de Ficção.
The Crown: Novas fotos da 4ª temporada destacam a princesa Diana
A Netflix divulgou mais 12 fotos da 4ª temporada de “The Crown”, que destacam a chegada de Emma Corrin (“Pennyworth”) ao elenco, no papel da princesa Diana. Ela aparece, inclusive, vestida de noiva. Os novos episódios, que serão passados nos anos 1980, mostrarão o casamento do Príncipe Charles (Josh O’Connor) e Diana, além do governo da primeira-ministra Margaret Thatcher, interpretada na série por Gillian Anderson (“Arquivo X”). A 4ª temporada será a última com o elenco atual, que também destaca Olivia Colman (“A Favorita”) como a rainha Elizabeth IIª, Helena Bonham Carter (“Oito Mulheres e um Segredo”) no papel da Princesa Margaret, e Tobias Menzies (“Outlander”) como o príncipe Philip. A estreia dos novos episódios está marcada para o dia 15 de novembro.
Monster Hunter: Milla Jovovich enfrenta monstros gigantes no primeiro teaser legendado
A Sony divulgou o primeiro teaser legendado de “Monster Hunter”, filme baseado no jogo de mesmo nome da Capcom. A prévia de apenas 16 segundos traz Milla Jovovich comandando um ataque contra um monstro gigante. Com orçamento de US$ 60 milhões, o filme foi rodado na África do Sul e volta a reunir Jovovich com o maridão, o diretor Paul W.S. Anderson, depois da parceria em “Resident Evil” e por coincidência em nova adaptação de videogame com monstros. O elenco também destaca Tony Jaa (“xXx: Reativado”), T.I. Harris (“Homem-Formiga e a Vespa”), Meagan Good (“Shazam!”), Ron Perlman (“Hellboy”), Diego Boneta (“Scream Queens”), Josh Helman (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Jannik Schümann (“Submersão”) e a brasileira Nana Costa (“Entre Irmãs”) em sua estreia em Hollywood. De acordo com a sinopse oficial, o filme acompanha a tenente Artemis (Jovovich) e seus fieis soldados, que “são transportados do nosso mundo para um novo mundo” e “têm o choque da suas vidas”, quando se veem em uma “desesperada batalha de sobrevivência contra inimigos poderosos, enormes e imparáveis”. Neste combate, “eles se unirão a um homem misterioso que descobriu um jeito de lutar contra as criaturas”. A estreia está marcada para dezembro, mas o teaser nacional tem o cuidado de deixar a data de lançamento em aberto, avisando no vídeo que o filme será lançado em “breve nos cinemas”.
Estou Pensando em Acabar com Tudo é pesadelo psicológico e existencial
O roteirista Charlie Kaufman não é estranho à ideia de entrar na cabeça dos seus personagens com o intuito de exibir seus medos e angústias mais profundos. Ainda assim, em experiências anteriores, como “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças” (2004) e “Adaptação” (2002), os limites entre realidade e ficção eram visíveis e, em sua maioria, identificáveis. Só que em “Estou Pensando em Acabar com Tudo” ele apaga essas fronteiras, apresentando uma obra complexa e ambiciosa – e um dos seus melhores trabalhos. Baseado no livro homônimo de Iain Reid, o filme parece acompanhar a jovem Lucy (Jessie Buckley) enquanto ela viaja com o namorado Jake (Jesse Plemons) para conhecer os sogros. Um sentimento de estranhamento é estabelecido logo de início. As roupas coloridas da personagem contrastam com a frieza do ambiente. Ela ensaia um sorriso, mas seu pensamento é invadido pela vontade de acabar com tudo. Quando eles chegam ao seu destino, conhecemos os pais de Jake (interpretados por David Thewlis e Toni Collette). O estranhamento perdura ao longo de toda essa sequência, a começar pelo fato de os pais demorarem uma eternidade para recebê-los. Além disso, eles parecem rejuvenescer em algumas cenas e envelhecer em outras. Mas existe uma explicação para essa temporalidade etérea – e aqui vamos entrar no terreno dos spoilers. De fato, não há como abordar a genialidade da história sem dar o maior spoiler de todos – a razão porque o filme é genial. Prossiga apenas se já tiver visto o filme para não perder o prazer de ser surpreendido. O verdadeiro protagonista da história é um homem idoso que trabalha como zelador em uma escola rural. Ele aparece em poucos momentos ao longo da obra, mas é a sua história que vemos ser contada. Ao mesmo tempo, nenhum dos demais personagens é real, embora Jake, interpretado por Jesse Plemons, seja próximo disso, uma lembrança (ou a imaginação) da juventude do protagonista real. Jake é a persona que ele escolheu para interpretar a si mesmo nessa viagem nostálgica e auto reflexiva. Já os demais personagens são uma mistura de memórias e manifestações do seu inconsciente. O diretor/roteirista é hábil ao dar essas “pistas” acerca da realidade da história por meio de segredos escondidos nos diálogos. Quando Lucy recita um recita um poema sobre solidão, por exemplo, Jake afirma: “parece que você escreveu sobre mim”. A fala é uma referência a sua situação atual, trabalhando de noite e voltando para uma casa vazia. O controle exercido por esse protagonista ausente fica explícito na maneira como o longa é apresentado para o público, especialmente no formato de tela utilizado. Além de limitar o mundo daqueles personagens, o formato em 4:3 (tela quadrada) é uma alusão à pequena TV que o zelador assiste na cozinha. Mas a relação cinematográfica ultrapassa o formato da tela. Kaufman – que também dirige o filme – ainda explora diferentes gêneros cinematográficos: há momentos de terror, suspense, drama, animação e até cenas musicais. Também existem referências a personalidades relacionadas ao cinema (como a crítica Pauline Kael) e a outros filmes (como o final, tirado de “Uma Mente Brilhante”). Tudo faz parte do imaginário de Jake – conforme sugerido na cena em que vemos o quarto. Mas Kaufman esconde esse protagonismo, direcionando sua câmera à atriz Jessie Buckley. E esta opção deixa a trama ainda mais complexa. Pois apesar de ela ser a narradora – o que a aproxima do público –, a personagem não é, necessariamente, uma pessoa real, mas a representação idealizada de todas as mulheres que causaram algum impacto na vida do protagonista. Não por acaso, o nome e profissão dela mudam ao longo de toda a narrativa. Toda essa confusão intencional tem o intuito de explorar a complexidade da vida humana e a impossibilidade de criar uma narrativa concisa acerca de um ser humano. Conforme é dito em um momento: “Às vezes o pensamento é mais próximo da realidade do que uma ação”. “Estou Pensando em Acabar com Tudo” é, portanto, uma (auto) avaliação da vida do protagonista. No que se manifesta como um fluxo de pensamento – as vezes confuso como um sonho ou pesadelo – , ele confronta suas memórias e tenta compreender o rumo da sua vida, cuja trajetória agora se aproxima do fim. Ao longo dessa viagem pessoal e derradeira, ele revisita traumas antigos e relacionamentos perdidos – reais ou imaginados. Até finalmente “aceitar tudo”, revelando a moral da história.
A Prima Sofia explora liberdade feminina com atriz que viveu escândalo sexual
Alguns filmes que envolvem o público pela trama acabam por se tornar ainda mais interessantes por detalhes de seus bastidores. É o caso da escalação de Zahia Dehar em “A Prima Sofia”, novo drama de Rebecca Zlotowski, diretora do charmoso e torto “Além da Ilusão” (2016). A hiper-sexualização da personagem de Dehar, beirando o vulgar, é o elemento principal da forma como o filme registra a liberdade sexual feminina, a falta de pudor e a vontade amoral de se entregar aos prazeres. Ela escandaliza e mexe frontalmente com o machismo do público. Nisto lembra um filme de algumas décadas atrás, “A Mulher Pública” (1984), de Andrzej Zulawski. Mas a polêmica em torno do filme, ao menos na França, deu-se principalmente por Dehar ter se tornado bastante conhecida no país como garota de programa. Ela virou notícia em 2010 durante os escândalos que envolveram dois jogadores da seleção francesa de futebol, Franck Ribéry e Karim Benzema, que foram acusados de pagá-la por serviços sexuais quando ela ainda tinha 17 anos. Os jogadores se livraram de condenação por afirmar que não sabiam que ela era menor de idade. Mas ela não lamenta a exposição, que acabou ajudando sua carreira, transformando-a em modelo, designer e agora atriz no filme de Zlotowski. Seu papel em “A Prima Sofia” guarda muita similaridade com as páginas do noticiário de sua vida real, trazendo referências que são mais bem apreciadas por quem conhece os bastidores do caso. No filme, ela vive a prima do título, que surge na cidade de Cannes de surpresa para visitar a jovem Naïma (a estreante Mina Farid), de 16 anos, que a recebe com muita alegria e entusiasmo. Há algo nessa prima que veio de Paris que fascina Naïma, como seu sex appeal, sua tranquilidade em se expor de topless e também seu ar de liberdade, que ela expressa o tempo todo em seu desejo de aproveitar a vida – uma vontade tatuada acima do bumbum, com a frase em latim “Carpe diem”. Num determinado momento, quando as duas estão tomando sol na praia, dois rapazes surgem atraídos pelo corpo exuberante de Sofia. E a garota não se importa com a admiração. Ao contrário: chega a deixá-los desconfortáveis com sua sexualização, ao aproximar a mão de um deles de seu seios e falar como sua pele é macia, especialmente em outra parte de seu corpo. O comportamento da prima deixa Naïma escandalizada, mas aos poucos a jovem começa a olhá-la como um exemplo de vida. A prima Sofia é uma típica bad girl – em entrevista, Zahia Dehar disse adorar as bad girls, por serem mais fortes e mais livres que qualquer mulher – e a percepção da rejeição social a seu comportamento é muito clara no filme. Isto se manifesta em olhares e comentários toda vez que Sofia passa com seus trajes provocantes, seja um vestido totalmente transparente para a noite, seja um vestido leve e florido, como o que ela usa para ir a um palacete na Itália, com os rapazes que ela conhece. As cenas na Itália são deliciosas por lidarem com a questão do julgamento social – o preconceito. Em determinado momento, Sofia decide se manifestar num roda de pessoas ricas, dizendo que aquele lugar lhe fazia lembrar Marguerite Duras. Uma das mulheres (Clotilde Courau) ri e desconfia que aquela garota com jeito de prostituta não sabe nada da escritora, e decide perguntar quais seus livros preferidos de Duras. Mas o que enriquece a cena é outro detalhe de bastidores, já que Courau é casada com o Príncipe de Veneza e uma integrante real da elite italiana, em mais um acerto de casting de Zlotowski. “A Prima Sofia” é também um conto sobre a brutalidade masculina, ainda que narre isso de maneira relativamente leve – em comparação, por exemplo, a “20 Anos”, de Fernando Di Leo, que mostra a violência despertada pela liberdade sexual feminina de maneira infinitamente mais impactante. Entretanto, por mais que Sofia atraia as atenções, o filme é na verdade sobre Naïma, do quanto ela aprende naquele breve período de férias de verão, que aproveitará para sua vida, para o seu futuro. Nisto, encontram-se semelhanças com o clássico “A Colecionadora” (1967), de Éric Rohmer, que tem sido citado em algumas críticas. E tem mesmo tudo a ver.












