Craig muMs Grant (1968 – 2021)
O ator Craig muMs Grant, que interpretou Arnold “Poeta” Jackson no premiado drama “Oz”, da HBO, morreu na quarta-feira (24/3) aos 52 anos, de causa não revelada. No momento de sua morte, Grant estava na Carolina do Norte por conta de seu papel recorrente na série “Hightown”, cuja 2ª temporada está atualmente sendo gravada em Wilmington para o canal pago Starz. Ele era esperado em Atlanta na segunda-feira, onde deveria encerrar outro arco recorrente na série “All the Queen’s Men”, da BET. O ator chegou a completar sua participação no novo filme de Steven Soderbergh, “No Sudden Move” (ainda sem previsão de estreia), sua terceira parceria com o cineasta, após aparecer em “Terapia de Risco” (2013) e num episódio da série “The Knick” (em 2014). Grant também possuía uma ótima relação com o cineasta Spike Lee, que o lançou no cinema no ano de 2000 no filme “A Hora do Show”. Mais recentemente, ele integrou o elenco recorrente da série “Ela Quer Tudo” (2017-2019), criada por Spike Lee para a Netflix, e fez uma pequena participação em “Infiltrado na Klan” (2018). Nascido e criado na cidade de Nova York, Grant começou sua carreira como parte da equipe Nuyorican Poetry Slam, um grupo de poetas inspirados pelo hip-hop que chamou atenção com recitais aclamados pela crítica. A arte da poesia slam rendeu um documentário, “SlamNation” (1998), e uma série, “Def Poetry” (2002-2007), dos quais ele participou. Esta experiência acabou batizando de “poeta” seu primeiro grande personagem dramático. Arnold “Poeta” Jackson foi um dos protagonistas de “Oz”, drama carcerário com 92% de aprovação no Rotten Tomatoes, que foi exibido entre 1997 e 2003 na HBO. Na trama, Grant dava vida a um viciado em heroína, preso por assalto à mão armada e tentativa de homicídio, que apareceu em todas as seis temporadas da produção. Ele também integrou o elenco do drama indie “Gente Comum” (2004), de Jim McKay, do terror “Água Negra” (2005), dirigido pelo brasileiro Walter Salles, de “Entrevista” (2007), escrito, dirigido e estrelado por Steve Buscemi, do filme vencedor do Oscar “Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)” (2014), de Alejandro G. Iñárritu, e do elogiadíssimo thriller “Bom Comportamento” (2017), dos irmãos Benny e Josh Safdie.
Richard Gilliland (1950 – 2021)
O ator Richard Gilliland, que teve muitos papéis recorrentes em séries de TV, inclusive na sitcom “Designing Women”, onde conheceu sua esposa, a premiada Jean Smart (de “Watchmen”), morreu há um semana após uma breve doença, anunciou seu agente nesta quinta (25/3). Ele tinha 71 anos. Gilliland fez teatro em Los Angeles, Chicago e Nova York antes de tentar a carreira em Hollywood na metade dos anos 1970. Depois de aparecer nos filmes “Praga Infernal” (1975) e “O Guarda-Costas” (1976), emplacou seu primeiro papel recorrente na TV, como o sargento Steve DiMaggio na série policial “Casal McMillan” (também conhecida como “Os Detetives” na Globo). Ele apareceu em seis episódios da 6ª e última temporada da atração estrelada pelo astro Rock Hudson, que foi ao ar em 1977. Cinco meses após o final daquela série, passou a aparecer como o Tenente Nick Holden na 1ª temporada da série “O Caso das Anáguas” (Operation Petticoat), baseada na comédia naval “Anáguas a Bordo” (1959). Também protagonizou um episódio duplo de “Os Waltons” (em 1981), figurou na comédia “Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu 2” (1982) e estrelou as séries “Just Our Luck” (1983) e “Heartland” (1989), que não passaram da 1ª temporada. Em 1986, Gilliland entrou na 1ª temporada de “Designing Women” como JD Shackelford, o namorado da personagem de Annie Potts (“Caça-Fantasmas”). Mas acabou se envolvendo, atrás das câmeras, com outra atriz, Jean Smart. “Eu o conheci quando ele estava beijando outra pessoa”, revelou Smart rindo, durante uma entrevista de 2017. A atriz, que interpretava Charlene Frazier Stillfield na série, disse que “atraiu” Gilliland para seu camarim sob o pretexto de precisar de ajuda com palavras cruzadas. Eles se casaram em junho de 1987 no jardim de rosas que servia de cenário para “Designing Women”. O ator trabalhou em 17 episódios da série, aparecendo esporadicamente ao longo de cinco temporadas até 1991. Depois disso, também teve papéis recorrentes em “Thirtysomething”, “Matlock” e “O Quinteto” (Party of Five), nos anos 1990, além de aparecer, mais recentemente, em breves participações em “Desperate Housewives”, “Criminal Minds”, “Dexter”, “Scandal”, “O Deafio” (The Practice) e “Crossing Jordan”, entre muitas outras séries. Em 2006, contracenou pela última vez com a esposa, num episódio da 5ª temporada de “24 Horas”, em que Jean Smart interpretou a Primeira Dama dos EUA. Seu último trabalho televisivo foi em “Imposters”, que durou duas temporadas no canal pago americano Bravo!, entre 2017 e 2018. Ele estava escalado para voltar trabalhar com sua esposa em “Breaking News in Yuba County”, um filme dirigido por Tate Taylor (“Histórias Cruzadas”), que deveria começar sua produção no próximo verão norte-americano (nosso inverno).
Jessica Walter (1941 – 2021)
A atriz Jessica Walter, que viveu a matriarca Lucille Bluth na série de comédia “Arrested Development”, morreu aos 80 anos, enquanto dormia em sua casa, em Nova York, na noite de quarta-feira (24/3). Natural de Nova York, Walter também teve carreira no cinema, fazendo sua estreia em 1964 no drama “Lilith” de Robert Rossen (1964). Ela ainda integrou “O Grupo” (1966) e “Grotesca Despedida” (1968), ambos de Sidney Lumet, e “Grand Prix” (1966), drama de Fórmula 1 de John Frankenheimer, antes de se destacar no primeiro longa-metragem dirigido por Clint Eastwood, “Perversa Paixão” (1971). No suspense clássico, interpretou Evelyn, uma mulher desequilibrada com quem o DJ vivido por Eastwood tinha um caso sem importância, apenas para descobrir que ela era uma psicopata possessiva. Apesar desses papéis iniciais, Walter sempre privilegiou o trabalho televisivo, aparecendo como atriz convidada em quase uma centena de séries. Ela integrou o elenco fixo de alguma delas, a começar pelo drama jurídico “For the People”, que durou uma temporada em 1965, contracenando com o jovem William Shatner antes dele virar o Capitão Kirk de “Jornada nas Estrelas”. Uma década depois, ela viveu o papel-título de “Amy Prentiss” (1974), uma minissérie derivada de “Têmpera de Aço” (Ironside), como a jovem chefe dos detetives do Departamento de Polícia de São Francisco. A performance lhe rendeu a vitória no Emmy como Melhor Atriz de Minissérie. Walter ainda teve um papel recorrente em “Trapper John, MD” (1979–1986), que lhe rendeu indicação ao Emmy, ao mesmo tempo em que alimentou uma rotina de séries de uma temporada com “Bare Essence” (1983), “Three’s a Crowd” (1984) e “Aaron’s Way” (1988). Outra especialidade da atriz foi a dublagem. Entre 1991 e 1994, deu voz em inglês à Fran Sinclair (Fran da Silva Sauro, no Brasil), a mulher do protagonista Dino (Earl, em inglês) no sucesso infantil “Família Dinossauros”. Também dublou a Vovó Bondade na série da Arlequina (“Harley Quinn”), lançada em 2019, e desde 2009 dava vida à Malory Archer, a mãe e chefe autoritária do protagonista da série “Archer”, que está renovada para a sua 12ª temporada. A atriz ainda teve papéis recorrentes em “Saving Grace” (2007–2010), “90210” (2008–2013), “Jennifer Falls” (2014) e coestrelou com George Segal, também falecido nesta semana, duas temporadas da sitcom “Retired at 35” entre 2011 e 2012. Mesmo com uma carreira tão ampla, seu trabalho mais conhecido foi realmente a matriarca de “Arrested Development”, pelo qual voltou a ser indicada ao Emmy. A manipuladora e alcoólatra Lucille Bluth acabou sendo um marco da TV americana, adorada pela crítica e uma das razões do culto da série. Em “Arrested Development” (também conhecida como “Caindo na Real”), uma família rica perdia tudo após a prisão do pai por crimes de colarinho branco e precisa se virar para manter o padrão de vida. Mas enquanto um dos irmãos se esforça para pagar as contas e fazer todos “caírem na real”, os demais seguiam delirando com fantasias, restando à Lucille a impressão de que só ela pensava em como recuperar a fortuna, o que geralmente conduzia a alguma ideia/golpe mirabolante. O elenco impressionante da série ainda destacava Jason Bateman, Will Arnett, Tony Hale, David Cross, Portia de Rossi, Jeffrey Tambor, Michael Cera e Alia Shawkat. Apesar de aclamação crítica e de um Emmy de Melhor Comédia, a a atração criada por Mitchell Hurwitz acabou cancelada por baixa audiência na Fox após três temporadas, exibidas entre 2003 e 2006. Mas seu culto duradouro inspirou um retorno sete anos depois pela Netflix, que produziu mais duas temporadas da atração – a mais recente exibida em 2019.
Bertrand Tavernier (1941 – 2021)
O icônico cineasta Bertrand Tavernier, de filmes clássicos como “Um Sonho de Domingo” (1984) e “Por Volta da Meia-Noite” (1986), morreu nesta quinta (25/3) aos 79 anos, anunciou o Instituto Lumière, que ele presidia. A causa da morte não foi informada. Filho do escritor e combatente da resistência René Tavernier, Bertrand foi um dos principais e mais premiados diretores do cinema francês após a nouvelle vague. Seu interesse pela sétima arte começou em seus dias de estudante universitário na Sorbonne, quando entrevistou o diretor Jean-Pierre Melville. Ele acabou conseguindo trabalho como relações públicas da empresa que produziu o filme de Melville de 1962, “Técnica de um Delator”, e posteriormente se associou a um amigo para se tornar assessor de imprensa independente, trabalhando nos filmes que lhe interessavam, entre eles “O Desprezo” (1963), de Jean-Luc Godard. O trabalho evoluiu para a função de assistente de direção, que ele começou a exercer na Itália, fazendo sua estreia no trash “Maciste, O Gladiador de Esparta” (1964). No mesmo ano, debutou como diretor nas antologias românticas “Os Beijos” (1964) e “A Chance e o Amor” (1964). Entretanto, seu primeiro longa individual só saiu uma década depois, o complexo filme de mistério “O Relojoeiro” (1974), que venceu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Berlim. Com os dois filmes seguintes, “Que a Festa Comece” (1975) e “O Juiz e o Assassino” (1976), chamou atenção da Academia Francesa de Cinema, vencendo consecutivamente dois prêmios César (o Oscar francês) como roteirista. Ao experimentar a ficção científica com “A Morte ao Vivo” (1980), antecipou em décadas a febre por reality shows que transformou o “Big Brother” num fenômeno. Cultuadíssimo, o filme também registrou um dos últimos papéis da estrela Romy Schneider, que morreu dois anos depois. O reconhecimento internacional veio com “A Lei de Quem Tem o Poder” (1981), indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. No filme, Philippe Noiret vivia um chefe de polícia de uma pequena cidade que decide a despachar os cidadãos indignos do lugar com sua arma. Seus filmes mais famosos vieram logo em seguida. Com “Um Sonho de Domingo” (1984), ambientado em uma casa de campo em 1912, venceu o prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes. E embora não tenha sido agraciado por seu trabalho em “Por Volta da Meia-Noite” (1986), sua ode definitiva ao jazz é considerada um dos melhores filmes já feitos sobre o gênero musical. A obra rendeu um Oscar ao jazzista Herbie Hancock pela Trilha Sonora, além de indicação de Melhor Ator ao mítico saxofonista Dexter Gordon. A filmografia de Tavernier seguiu produzindo filmes espetaculares, como “A Vida e Nada Mais” (1989), vencedor do BAFTA (o Oscar inglês), e “O Regresso” (1990), mas foi só com “L.627 – Corrupção Policial” (1992), um thriller com registro quase documental sobre as atividades do dia-a-dia de um pequeno e mal equipado braço do Esquadrão Antidrogas de Paris, que ele venceu o troféu principal da França, o César de Melhor Filme, além do César de Melhor Direção. O reconhecimento nacional o levou à sua primeira grande aventura de época, “A Filha de D’Artagnan” (1994), estrelada pela jovem Sophie Marceau no auge de sua popularidade. Mas após este breve desvio comercial, o cineasta voltou com tudo em “A Isca” (1995), sobre crimes de menores, que venceu o Festival de Berlim, e “Capitão Conan” (1996), drama de guerra que lhe rendeu outro César de Melhor Direção. Em “Quando Tudo Começa” (1999), Tavernier seguiu um ano na vida do diretor de uma escola em uma região economicamente falida da França e venceu o Prêmio da Crítica no Festival de Berlim e o Prêmio do Público no Festival de San Sebastian. Ele seguiu frequentando festivais no século 21, mas sem causar o mesmo frisson. Seus últimos longas de ficção foram “Passaporte para a Vida” (2002), “Holy Lola” (2004), escrito por sua filha, “Às Margens de um Crime” (2009), “A Princesa de Montpensier” (2010) e “O Palácio Francês” (2013). Pelo derradeiro, ainda voltou a vencer o César de Melhor Roteiro. Depois disso, assinou o documentário “Viagem Através do Cinema Francês”, lançado em 2016 e transformado em minissérie no ano seguinte, dedicando-se a contar a história do cinema de seu país. Cinéfilo assumido, Tavernier adorava falar da história ao cinema. Ele escreveu um guia sobre a história de Hollywood, cuja primeira edição foi chamada de “20 Anos de Cinema Americano”, mas acabou expandida em reedições para “30 Anos…” e até “50 Anos de Cinema Americano”. Ele também publico um livro de entrevistas, chamado “American Friends”, com conversas que teve com John Ford, Robert Altman, Roger Corman e “muitos outros que não haviam sido entrevistados antes”, e se dedicou à preservação de filmes clássicos, movido tanto pelo desejo de defender o cinema independente francês como pela paixão pelo cinema americano do século 20. Em 2015, foi homenageado com um Leão de Ouro especial do Festival de Veneza, pelo conjunto da obra. Tavernier foi casado com a roteirista Claudine (Colo) O’Hagen de 1965 a 1980 e deixa dois filhos cineastas, Nils Tavernier, diretor e ator, e Tiffany Tavernier, romancista, roteirista e assistente de direção.
William Shatner diz que nunca viu nenhum episódio de Star Trek
O ator William Shatner revelou que nunca viu nenhum episódio de “Star Trek”. Mundialmente conhecido como o Capitão Kirk da primeira versão da série, lançada no Brasil como “Jornada nas Estrelas” na década de 1960, o ator de 90 anos afirma que acha doloroso se ver na tela e, por isso, já esqueceu muita coisa de seus trabalhos na franquia. “Eu nunca assisti ‘Star Trek’. Há muitos episódios que não conheço, há alguns filmes que não conheço”, afirmou, em entrevista à revista People. Shatner admitiu que assistiu apenas um dos muitos filmes da franquia, “Jornada nas Estrelas V: A Fronteira Final”, porque o dirigiu. “Eu dirigi um dos filmes, o número 5. Tive que assistir a esse”, contou. “Mas é tudo doloroso porque não gosto da minha aparência e do que faço”, confessou o ator, que também atuou em filmes como “Miss Simpatia”. Aos 90 anos, Shatner está se preparando para o lançamento de seu último filme, “Senior Moment”, uma comédia romântica da Terceira Idade, em que vive um piloto de testes aposentado da NASA.
A Menina que Matou os Pais: Carla Diaz vira Suzanne Von Richthofen em novo trailer
A Galeria Distribuidora divulgou um novo trailer da sessão dupla de “A Menina que Matou os Pais” e “O Menino Que Matou Meus Pais”. Com imagens inéditas, os vídeos destacam o desempenho de Carla Diaz, recém-saída do “BBB 21”, em sua estreia no cinema. Nos filmes, ela vive ninguém menos que Suzanne Von Richthofen, uma das criminosas mais célebres do Brasil. Previstos para abril de 2020, os longas foram adiados devido à pandemia e vão completar um ano guardados. O lado positivo desse adiamento é que Carla Diaz se tornou ainda mais popular nesse meio tempo, após passar pelo reality show da Globo sem se tornar uma “vilã” – como os demais que saíram antes dela da produção. Em seu plano original, a distribuidora pretendia lançar os dois filmes no mesmo dia, com sessões consecutivas nas mesmas salas. Eles contam narrativas paralelas que exploram a polêmica em torno do assassinato dos pais de Suzanne, comparando as versões dadas pela jovem e por seu namorado, Daniel Cravinhos. Os dois (mais o irmão de Daniel) foram condenados pelo crime. Além da ex-Chiquitita e ex-Rebelde como Suzane, o elenco destaca Leonardo Bittencourt (da novelinha “Malhação”) no papel de Daniel, Allan Souza Lima (“A Cabeça de Gumercindo Saraiva”) como Christian, o irmão e cúmplice de Daniel, enquanto a família de Suzane é representada por Vera Zimmermann (“Os Dez Mandamentos: O Filme”), Leonardo Medeiros (“O Mecanismo”) e o menino Kauan Ceglio (“Santos Dumont”). Os longas têm direção de Mauricio Eça (“Carrossel: O Filme”) e roteiros escritos por Raphael Montes (“Praça Paris”) em parceria com Ilana Casoy (“Bom Dia, Verônica”). Ainda não há previsão para a estreia.
“Nomadland” vence prêmio do Sindicato dos Produtores
O Sindicato dos Produtores dos EUA (Producers Guild of America – PGA) premiou “Nomadland”, de Chloé Zhao, como Melhor Filme do Ano. Este reconhecimento tem muito peso em época de premiações, pois o PGA Awards costuma ser um dos principais indicadores do Oscar. Superando concorrentes como “Bela Vingança”, de Emerald Fennell, “Minari”, de Lee Isaac Chung, e “Os 7 de Chicago”, de Aaron Sorkin, “Nomadland” tem se distanciado cada vez mais como o filme com a maior quantidade de prêmios na temporada. E mais uma vez “Mank”, de David Fincher, passou em branco. Outros prêmios do Sindicato foram para “Soul” (Melhor Animação), “My Octopus Teacher” (Documentário), “Hamilton” (Telefilme), “O Gambito da Rainha” (Minissérie), “The Crown” (Série de Drama) e “Schitt’s Creek” (Série de Comédia). Ao todo, Netflix e Disney foram os principais vencedores, empatados com três troféus cada. A Netflix comemorou vitóris de “O Gambito da Rainha”, “The Crown” e “My Octopus Teacher”, enquanto a Disney celebrou “Soul”, “Hamilton” e “Nomadland” – que é uma produção da Searchlight Pictures, adquirido pelo conglomerado com a compra da 21st Century Fox. Prêmio Darryl F. Zanuck de Melhor Filme “Nomadland” (Searchlight Pictures) Produtores: Mollye Asher, Dan Janvey, Frances McDormand, Peter Spears, Chloé Zhao Melhor Animação “Soul” (Pixar) Produtora: Dana Murray Melhor Documentário “My Octopus Teacher” (Netflix) Produtore: Craig Foster Prêmio Norman Felton de Melhor Série – Drama “The Crown” (Netflix) Produtores da 4ª temporada: Peter Morgan, Suzanne Mackie, Stephen Daldry, Andy Harries, Benjamin Caron, Matthew Byam Shaw, Robert Fox, Michael Casey, Andy Stebbing, Martin Harrison, Oona O’Beirn Prêmio Danny Thomas de Melhor Série – Comédia “Schitt’s Creek” (Pop TV/Amazon) Produtores da 6ª temporada: Eugene Levy, Daniel Levy, Andrew Barnsley, Fred Levy, David West Read, Ben Feigin, Michael Short, Kurt Smeaton, Kosta Orfanidis Prêmio David L. Wolper de Melhor Minissérie “O Gambito da Rainha” (Netflix) Produtores: William Horberg, Allan Scott, Scott Frank, Marcus Loges, Mick Aniceto Melhor Telefilme “Hamilton” (Disney+) Produtores: Thomas Kail, Lin-Manuel Miranda, Jeffrey Seller Melhor Programa de Não Ficção “Arremesso Final” (The Last Dance, ESPN) Produtores da 1ª Temporada: John Dahl, Libby Geist, Mason Gordon, Peter Guber e Rob King Melhor Programa de Variedades e Entretenimento ao Vivo “Last Week Tonight with John Oliver” (HBO) Produtores da 7ª Temporada: Jon Thoday, John Oliver e Liz Stanton Melhor Reality Show de Competição “RuPaul’s Drag Race” Produtores da 12ª temporada: Delaney Yeager
Príncipe Harry e Meghan Markle vão ganhar terceiro filme do Lifetime
O canal pago Lifetime vai fazer seu terceiro telefilme sobre o Príncipe Harry e Meghan Markle. Na esteira da entrevista polêmica do casal com Oprah Winfrey, que denunciou racismo na família real, o Lifetime deu luz verde para “Harry & Meghan: Escaping the Palace”, que promete “revelar o que levou o casal a romper com a família real”. O novo filme completa uma trilogia com “Harry & Meghan” (2018), sobre o romance dos recém-casados, e “Harry & Meghan: Becoming Royal” (2019), sobre o primeiro ano do casal. A continuação contará com os mesmos diretor e roteirista dos filmes anteriores, respectivamente Menhaj Huda e Scarlett Lacey. Mas não está claro se haverá repetição de intérpretes, uma vez que atores diferentes estrelaram as duas produções. As gravações estão marcadas para esta primavera norte-americana (nosso outono), com a exibição prevista para o outono (nossa primavera).
Senhor Destino: Pierce Brosnan vai viver herói da DC Comics
Conhecido como o James Bond dos anos 1990, Pierce Brosnan vai viver o primeiro super-herói de sua carreira. O ator irlandês de 67 anos foi escalado como intérprete do Senhor Destino (Doctor Fate) no filme do Adão Negro (Black Adam), estrelado por Dwayne Johnson (“Jumanji: Próxima Fase”). Membro fundador da Sociedade da Justiça, o arqueólogo Kent Nelson ganhou superpoderes místicos ao descobrir numa escavação o elmo (capacete) de Nabu, entidade sobrenatural que defende a Ordem do mundo contra enviados do Caos. Criado por Gardner Fox (o Stan Lee da DC) e o artista Howard Sherman em 1940, o Senhor Destino era o último personagem importante que faltava ser escalado no filme dirigido por Jaume Collet-Serra (“Sem Escalas”). Em sua introdução no cinema, a Sociedade da Justiça será representada por Aldis Hodge (“O Homem Invisível”) no papel do herói Gavião Negro, Quintessa Swindell (“Gatunas”) como a heroína Ciclone, Noah Centineo (“Para Todos os Garotos que Já Amei”) como o Esmaga-Átomo e o recém confirmado Brosnan como Senhor Destino. O elenco de “Adão Negro” também destaca Dwayne Johnson como o personagem-título e Sarah Shahi (“Pessoa de Interesse”) como Adrianna Tomaz (a Poderosa Isis). O roteiro inicial é de Adam Sztykiel (“Rampage: Destruição Total”), mas, em processo constante de revisão, passou por último pelas mãos de Rory Haines e Sohrab Noshirvani, roteiristas do recente e premiado drama “The Mauritian”. As filmagens vão começar em abril e, apesar de a Warner não ter alterado a data de lançamento original, marcado para 22 de dezembro (deste ano, imaginem…), a verdade é que “Adão Negro” não tem realmente previsão de estreia.
The Flash: Ron Livingston será o pai do herói no cinema
O ator Ron Livingston (“Invocação do Mal”) entrou no filme “The Flash” para interpretar Henry Allen, o pai do super-herói do título. Ele substitui Billy Crudup, que interpretou o personagem em “Liga da Justiça” e precisou abandonar o papel por causa de conflitos de agenda com as gravações da série da Apple TV+ “The Morning Show”. Além dele, o estreante em longas Ian Loh também se juntou ao elenco como a versão mais jovem de Barry Allen. A lista de novidades ainda inclui a estrela de “Derry Girls”, Saoirse-Monica Jackson, e a personalidade da internet Rudy Mancuso, mas seus papéis não foram revelados. Eles se juntam a Maribel Verdú (“E sua Mãe Também”), que vive Nora Allen, a mãe do Flash, Kiersey Clemons (“Liga da Justiça de Zack Snyder”) como Iris West, a namorada do herói, Ben Affleck (também de “Liga da Justiça”) como Batman, Michael Keaton (“Batman: O Retorno”) como uma versão diferente de Batman e Sasha Calle (“The Young and the Restless”) no papel de Supergirl. Em entrevistas, o diretor Andy Muschietti (“It: A Coisa”) já assumiu que a trama explora bastante o multiverso da DC, por isso há dois atores diferentes escalados para viver Batman. A versão mais recente do roteiro é assinado por Christina Hodson (“Aves de Rapina”) e a presença de Nora Allen também confirma que a história adaptará o famoso arco “Flashpoint”, que mostra Flash voltando no tempo para evitar o assassinato de sua mãe, um ato que prova ter consequências radicais na linha do tempo. “The Flash” tem estreia marcada para novembro de 2022.
Meghan Markle leva uma das principais agências de paparazzi dos EUA à falência
A Splash News & Picture Agency, uma das mais conhecidas agências de paparazzi dos EUA, entrou com pedido de falência nos EUA. E um dos motivos alegados foi um processo da atriz e duquesa Meghan Markle. No documento que apresenta o pedido judicial, a presidente da Splash, Emma Curzon, listou três causas para o motivo da falência. Uma delas foi a pandemia global, que diminuiu a quantidade de celebridades participando de festas e dando mole para flagrantes ultrajantes, afetando assim a capacidade da agência de ganhar dinheiro. Para complicar, a situação se tornou verdadeiramente insustentável por conta de dois processos. Um deles é de uma ex-funcionária que alega assédio moral e sexual no ambiente de trabalho. O outro é de Meghan Markle, que se tornou a principal fonte de despesas da Splash. Meghan entrou com uma ação milionária por violação de privacidade contra a Splash, que precisou fazer um empréstimo de quase US$ 1 milhão para se defender. Entretanto, com falta de recursos, a empresa não conseguiu honrar os pagamentos, o que a levou a pedir falência como forma de se proteger e evitar que os credores assumissem seus bens. A briga de Meghan com a Splash é por causa de fotos tiradas durante uma “excursão particular de família” em um parque no Canadá. “O caso envolve questões relacionadas à liberdade de expressão sob a lei do Reino Unido e, infelizmente, provou ser insuportavelmente caro para a Splash continuar sua defesa”, disse Curzon. “Além disso, caso os demandantes prevalecessem nesse caso, provavelmente resultaria em uma grande indenização de honorários advocatícios contra a Splash. Não obstante o mérito do caso, a empresa tentou resolver a questão, mas não conseguiu chegar a um acordo financeiro de liquidação dentro de seus recursos.” Os representantes de Meghan não aceitaram a oferta para encerrar a ação e ela continuou correndo na Justiça, drenando ainda mais os recursos da agência. Importante observar que, enquanto a Splash lutava para provar seu direito à liberdade de expressão contra Markle, também entrou com processos contra várias celebridades por usaram fotos de si mesmas tiradas por paparazzi da agência. A Splash foi pioneira em ações contra pessoas por postarem fotos de si mesmas sobre as quais não teriam direitos. Entre os alvos das ações estão Jennifer Lopez, Jessica Simpson, Liam Hemsworth e Nicki Minaj. O mesmo argumento é usado pelos advogados de Meghan Markle contra a agência, alegando que ela não tinha recebido autorização não tinha direito a tirar as fotos para começar.
Miley Cyrus escreve carta para Hannah Montana no aniversário de 15 anos da série
Miley Cyrus celebrou o 15º aniversário da estreia de “Hannah Montana” no Disney Channel, completado nesta quarta (24/3), como uma carta endereçada à personagem que a transformou em estrela pop mundial. A carta foi postada nas redes sociais de Miley e basicamente celebra as lembranças e o sucesso do programa com muitos agradecimentos. Escrita a mão, a carta relembra desde o teste que fez para o papel, cantando “I Love Rock ‘n’ Roll”, de Joan Jett, até a tristeza de ter perdido o avô durante as filmagens da 1ª temporada, antes da estreia, relembrando o quanto ele foi orgulhoso ao ver o comercial do programa ser transmitido durante “High School Musical”. As lembranças celebram como “Hannah Montana” ajudou Miley a encontrar a si mesma. “Embora você seja considerado um ‘alter ego’, na realidade houve um tempo na minha vida em que você segurou mais da minha identidade em sua luvinha do que eu em minhas próprias mãos”, escreveu a cantora. A cantora agradeceu especialmente à Emily Osment, Mitchel Musso e Jason Earles, dizendo que os colegas de elenco viraram uma verdadeira família, que ela via com mais frequência do que sua própria família. Por fim, relembrou do finale da série, exibido em janeiro de 2011, e diz que, assim como os fãs, leva a personagem no coração até hoje. “O episódio final foi apropriadamente intitulado ‘Wherever I Go’ (onde quer que eu vá) após uma música final da sensação pop adolescente… que diz ‘Tudo está prestes a mudar. Um capítulo terminando, mas as histórias apenas começando. Uma página está virando para todos…”. E fecha com um refrão crescente ‘Podemos estar separadas, mas espero que você sempre saiba que estará comigo onde quer que eu vá’, lembrou Miley antes de encerrar. “Hannah, espero que você me ouça e acredite que essas palavras são verdadeiras. Você tem todo o meu amor e máxima gratidão. Dar-lhe vida por seis anos foi uma honra. Agradeço não apenas a você, Hannah, mas também a todos que acreditaram em mim desde o início. Todos vocês têm a minha lealdade e o meu mais profundo agradecimento até o fim”. Veja abaixo a carta completa (em inglês). E para quem sentir saudades, todos os episódios da série e os especiais de “Hannah Montana” foram disponibilizados na Disney Plus nesta quarta. Dear @HannahMontana, I still love you 15 years later. #HMForever pic.twitter.com/TBqZd5aOKh — Miley Ray Cyrus (@MileyCyrus) March 24, 2021
“FBI” e “FBI: Most Wanted” são renovadas e ganham novo spin-off
A rede CBS quer mais séries policiais de Dick Wolf em sua programação. O canal americano anunciou a renovação das séries “FBI” e “FBI: Most Wanted”, e ainda encomendou outra atração derivada, “FBI: International”. Estrelada por Missy Peregrim, Zeeko Zaki e Jeremy Sisto, “FBI” vai para sua 4ª temporada, enquanto “FBI: Most Wanted”, protagonizada por Julian McMahon e Kellan Lutz, segue para seu terceiro ano de produção. “’FBI’ é a marca que mais cresce na televisão e nosso parceiro Dick Wolf encontrou outra forma criativa de expandir seu universo”, disse Kelly Kahl, presidente da CBS Entertainment. “’FBI: International’ é um drama intrigante e distinto que complementa perfeitamente seus irmãos atraentes, ‘FBI’ e ‘FBI: Most Wanted’, criando uma invejável programação tripla para a próxima temporada, que se encaixará perfeitamente em nossa rede.” A premissa e os personagens de “FBI: International” serão introduzidos num episódio crossover, que juntará os agentes federais das duas outras séries, em torno de uma investigação internacional. O projeto veio à tona em fevereiro passado e vai acompanhar agentes que viajam pelo mundo com a missão de proteger americanos onde quer que estejam. A nova série está a cargo de um dos principais showrunners das produções de Wolf, Derek Haas, criador do universo de Chicago – “Chicago Fire”, “Chicago Med”, “Chicago PD”, além da cancelada “Chicago Justice”. Em sua 3ª temporada, “FBI” atrai mais de 11 milhões de telespectadores semanais ao vivo e é o terceiro drama mais assistido da televisão americana. A série também lidera atualmente a audiência das (muitas) séries de Dick Wolf. Já o segundo ano do “FBI: Most Wanted” é acompanhado por mais de 8,8 milhões de telespectadores ao vivo.












