Warner libera filme Luta por Justiça para o público aprender sobre racismo estrutural
A Warner resolveu disponibilizar de graça nos EUA a versão digital de “Luta por Justiça”, filme de 2019 que aborda o preconceito racial do sistema de justiça do país. O objetivo é oferecer uma fonte de referência sobre o racismo estrutural americano, que tem gerado situações como o assassinato de George Floyd e motivado os protestos antirracistas dos últimos dias. No longa, Michael B. Jordan (“Pantera Negra”) interpreta o advogado Bryan Stevenson que assume o caso de um homem negro (Jamie Foxx, de “O Espetacular Homem-Aranha 2”) condenado à morte por assassinato, apesar das evidências comprovarem sua inocência. Enquanto luta pela vida de seu cliente, ele enfrenta todo tipo de obstáculo racista e manobras legais do sistema para levar o inocente à morte, apenas por ser negro. A trama é baseada em fatos reais e tem direção do cineasta Destin Daniel Cretton (“O Castelo de Vidro”), que vai dirigir “Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings” para a Marvel. O anúncio da liberação de “Luta por Justiça” foi feito nesta terça (2/6), no Twitter oficial do filme. “Acreditamos no poder da história. Nosso filme ‘Luta por Justiça’, baseado no trabalho da vida do advogado de direitos civis Bryan Stevenson, é um recurso que podemos humildemente oferecer a quem estiver interessado em aprender mais sobre o racismo sistêmico que atormenta nossa sociedade. Durante o mês de junho, o filme estará disponível gratuitamente em plataformas digitais de VOD nos EUA”, diz o texto. “Para participar ativamente da mudança que nosso país está buscando tão desesperadamente, encorajamos vocês a aprender mais sobre o nosso passado e as inúmeras injustiças que nos levaram aonde estamos hoje. Obrigado aos artistas, equipe e advogados que ajudaram a fazer esse filme acontecer. Assista com sua família, amigos e aliados”, completa. Não há informação sobre a extensão dessa iniciativa a outros países. No Brasil, “Luta por Justiça” ainda está sendo oferecido para locação digital por R$ 14,90 nos sites de VOD. Veja abaixo o trailer legendado do filme.
Harvey Weinstein quis mutilar Princesa Mononoke em briga que terminou com espada samurai
Antes de ser conhecido como um predador sexual condenado, o produtor Harvey Weinstein tinha outra fama negativa na indústria cinematográfica. Ele ganhou o apelido de “Harvey Mãos de Tesoura” por mutilar filmes estrangeiros para diminuir suas durações em lançamentos nos Estados Unidos. Essa mania rendeu uma briga famosa, bastante noticiada em 2013, contra o premiado diretor Bong Joon-ho (“Parasita”), que resultou no adiamento de um ano na estreia do filme “Expresso do Amanhã” nos EUA. Tentando impedir cortes, o cineasta viu seu filme ter distribuição protelada e ainda receber lançamento limitado, apesar de ser uma superprodução. Agora, Steve Alpert, ex-chefe da divisão internacional do Studio Ghibli, revelou que Weintein também ameaçou processar a produtora japonesa por causa da duração do clássico animado “Princesa Mononoke” (1997), do mestre Hayao Miyazaki. A informação veio à tona na biografia do executivo, “Sharing a House with the Never-Ending Man: 15 Years at Studio Ghibli”. Na época, Harvey Weinstein era o chefão da Miramax, produtora que negociou os direitos de distribuição do filme nos EUA. Mesmo após a desastrosa experiência com a primeira versão americana – e reeditada – de “Nausicaä do Vale do Vento”, Weinstein exigiu que “Princesa Mononoke” tivesse sua duração original de 135 minutos reduzida para 90. Após a recusa de Hayao Miyazaki, o produtor americano teria entrado em estado de cólera. “Se você não cortar a p**** do filme você nunca vai trabalhar nessa p**** de indústria de novo! Você tá me entendendo, c******? Nunca”. Mas Miyazaki manteve sua posição e se recusou a editar o filme, que chegou aos cinemas em sua duração completa. O confronto deu origem à lenda de que a resposta de Miyazaki ao chilique de Weinstein teria sido o envio de uma espada samurai com um bilhete escrito “sem cortes” grudado na lâmina. Miyazaki, por sinal, não só continuou trabalhando “nessa p**** de indústria” como seu filme seguinte foi distribuído diretamente pela Disney. E mais: “Viagem de Chihiro” (2001) simplesmente venceu o Oscar de Melhor Animação. Já Weinstein foi condenado a 23 anos de prisão por estupro e crimes sexuais em março passado, num primeiro de muitos julgamentos sobre os abusos sexuais em série que ele cometeu contra atrizes iniciantes. O homem que se achava todo-poderoso e que recebeu mais agradecimentos que Deus nos discursos do Oscar está atualmente sob custódia na prisão Wende Correctional Facility em Erie County, no estado de Nova York.
Filmagens dos próximos Missão: Impossível devem ser retomadas em setembro
As filmagens das sequências de “Missão: Impossível” devem recomeçar em setembro, apurou a revista Variety junto ao ator Simon Pegg e ao assistente de direção Tommy Gormley. A informação acompanha a publicação de diretrizes de saúde para a retomada de filmagens no Reino Unido, onde a equipe pretende reiniciar a produção. Pegg afirmou que as primeiras cenas a serem gravadas no retorno serão em locais abertos. Mais tarde, a produção retornará aos estúdios do Reino Unido, seguindo as novas normas de distanciamento social e higiene sanitária. Apesar das dificuldades, a equipe tentará encontrar uma forma de manter o nível de ação que o público espera da franquia. “Esse é o nosso desafio, não somos um filme pequeno. Fazemos espetáculo, e é isso que as pessoas esperam de nós”, disse Gormley. “Temos protocolos e revisamos todos os procedimentos com cuidado. Vamos colocar tudo em andamento novamente. Algumas coisas são mais desafiadoras, como as cenas de ação, com bastante figurantes etc, mas não podemos fazer um ‘Missão: Impossível’ sem lutas ou carros.” Para complicar, dois longas da franquia estão sendo filmados simultaneamente. A produção tinha recém-chegado na Itália quando o país se tornou o epicentro europeu do coronavírus. Com a paralisação das filmagens, o filme ainda perdeu um dos integrantes de seu elenco. O adiamento causou conflito de agenda com outro filme que Nicholas Hoult (“X-Men: Fênix Negra”) pretendia filmar. Assim, Esai Morales, que viveu o vilão Exterminador na 2ª temporada de “Titãs”, foi contratado há duas semanas para seu lugar, como antagonista das continuações. Ambos os filmes foram escritos e serão dirigidos por Christopher McQuarrie, que retorna ao posto após o sucesso dos dois últimos filmes. Tom Cruise também retoma seu papel na franquia, como o agente Ethan Hunt, ao lado de outros integrantes da saga de espionagem, como Rebecca Ferguson e Simon Pegg, intérpretes de Ilsa Faust e Benji Dunn, e Vanessa Kirby, recentemente introduzida como Alanna Mitsopolis/Viúva Branca. Outro retorno confirmado é o de Henry Czerny (mais conhecido pelo papel de vilão da série “Revenge”), que viveu Eugene Kittridge, diretor da Força Missão: Impossível (IMF, na sigla em inglês) no primeiro longa, de 1996. Para completar, as novidades ainda incluem Hayley Atwell (“Agent Carter”), Shea Whigham (também de “Agent Carter”) e Pom Klementieff (“Guardiões da Galáxia”). Devido à paralisação das filmagens, as duas sequências receberam novas previsões de estreia da Paramount. “Missão: Impossível 7” ficou para 19 de novembro de 2021, e o filme seguinte, “Missão: Impossível 8”, foi remarcado para 4 de novembro de 2022.
Tenet ganha primeiro comercial e reforça que será lançado nos cinemas
A Warner divulgou o primeiro comercial oficial de 30 segundos de “Tenet”, o misterioso filme de ação de Christopher Nolan, que os próprios atores tiveram dificuldades para entender. Rodado em sete países com câmeras IMAX e filme analógico de 70mm, “Tenet” deveria estrear em 23 de julho no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos. E apesar da proximidade da data e de todos os cinemas estarem fechados, devido à pandemia de covid-19, o vídeo reforça que o longa será lançado “nos cinemas”, sem dar maiores explicações. A prévia também volta a mostrar cenas com efeito “rewind”, acontecendo de trás pra frente, enquanto o protagonista (John David Washington, de “Infiltrado na Klan”) descobre que alguém “fabricou” uma ameaça terrorista global “no futuro” e ele deve usar um novo processo radical de reversão do tempo para impedir a 3ª Guerra Mundial. Ou, como “explica” a sinopse: “Armado com apenas uma palavra – Tenet – e lutando pela sobrevivência do mundo, o protagonista precisa partir em uma missão dentro do mundo da espionagem internacional, que irá revelar algo além do tempo. Não é viagem no tempo. É inversão.” O elenco do filme também inclui Robert Pattinson (“Bom Comportamento”), Elizabeth Debicki (“As Viúvas”), Clémence Poésy (“The Tunnel”), Martin Donovan (“Big Little Lies”), Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”) e Dimple Kapadia (“Confinados”), atriz veterana de Bollywood em seu primeiro grande papel em Hollywood, além de dois velhos conhecidos dos filmes de Nolan, Michael Caine (trilogia “Batman”) e Kenneth Branagh (“Dunkirk”).
Batman e Animais Fantásticos 3 poderão retomar filmagens em julho
Depois da Nova Zelândia, país mais bem-sucedido no combate ao coronavírus, permitir a retomada das filmagens das sequências de “Avatar”, o Reino Unido também estaria planejando liberar as atividades cinematográficas no país. Segundo o jornal The Guardian, o governo britânico aprovou o retorno das filmagens de longas como “The Batman” e “Animais Fantásticos 3”, após desenvolver um guia de segurança para prevenir a contaminação por covid-19 nos sets de produção. Mas o retorno não aconteceria de imediato. O planejamento é para julho. As diretrizes de higiene e segurança, criadas pela British Film Commission e o British Film Institute, incluem regras sobre distanciamento social, treinamento de segurança e testes consecutivos. O documento foi aprovado pelo Departamento de Cultura, Mídia e Esportes e pelo Comitê de Saúde e Segurança Pública do Reino Unido, e as produções interessadas em retomar suas filmagens precisarão seguir as determinações do guia. Segundo apurou o Guardian, a Warner pretende colocar as produções de “The Batman” e “Animais Fantásticos 3” de volta à ativa o mais rápido possível. Outros títulos que devem ser filmados no Reino Unido incluem o remake live-action de “A Pequena Sereia”, da Disney, e a 2ª temporada da série “The Witcher”, da Netflix.
Tenet: Robert Pattinson diz que não entendeu trama do filme durante a produção
O novo filme de Christopher Nolan, “Tenet”, não é misterioso apenas para o público. Depois de John David Washington (“Infiltrado na Klan”), Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) também afirmou que não tinha ideia do que estava acontecendo durante as filmagens. Em entrevista à revista Esquire, Pattinson se limitou a dizer que “Tenet” é um filme complicado. “É um filme incrivelmente complicado, como todos os filmes de Chris [Nolan]. Quero dizer, você precisa assisti-los quando eles terminarem completamente e após serem editados três ou quatro vezes para entender qual é o verdadeiro significado”, disse ele. “Quando você os faz, quero dizer, houve meses em que eu realmente, honestamente, não tinha ideia se estava entendendo vagamente o que estava acontecendo. E sim, eu definitivamente disse isso a John David. No último dia, fiz uma pergunta a ele sobre o que estava acontecendo em uma cena, e foi uma opinião tão errada sobre o personagem, que ele perguntou: ‘Você pensou nisso o tempo todo?’”, acrescentou. Pattinson admitiu que, embora estivesse confuso sobre as cenas, ele sentia que John David Washington estava ciente do que estava acontecendo. “Existia uma ligação no final, meio que em cima do fato de que talvez nenhum de nós soubesse exatamente o que estava acontecendo. Mas eu achei que John David realmente sabia. Ele tinha que saber o que estava acontecendo”, completou. Anteriormente, John David Washington, que vive o protagonista, confessou que a trama seria tão confusa que o elenco teve dificuldades para entendê-la. Falando com o jornalista Geoff Keighley durante evento de lançamento do trailer no game Fortnite, Washington disse: “Todos os dias eu tinha perguntas. Mas o diretor foi muito gentil e as respondia com calma e paciência”. Apesar de um trailer já ter sido divulgado, o mistério é perpetuado até pela sinopse divulgada, que é bastante vaga. “Armado com apenas uma palavra – Tenet – e lutando pela sobrevivência do mundo, o protagonista (John David Washington) precisa partir em uma missão dentro do mundo da espionagem internacional, que irá revelar algo além do tempo. Não é viagem no tempo. É inversão.” O texto nem sequer nomeia o personagem principal, mas remete à situações vistas no trailer, como balas que disparam na direção contrária dos tiros e carros que capotam de trás pra frente, numa espécie de “efeito rewind”, que questiona a linearidade do tempo e lembra que o diretor responsável é o mesmo de “A Origem” (2010) e “Interestelar” (2014). Além de John David Washington e Robert Pattinson, o elenco de “Tenet” inclui Elizabeth Debicki (“As Viúvas”), Clémence Poésy (“The Tunnel”), Martin Donovan (“Big Little Lies”), Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”) e Dimple Kapadia (“Confinados”), atriz veterana de Bollywood em seu primeiro grande papel em Hollywood, e dois velhos conhecidos dos filmes de Nolan, Michael Caine (trilogia “Batman”) e Kenneth Branagh (“Dunkirk”). Rodado em sete países com câmeras IMAX e filme analógico de 70mm, “Tenet” deveria estrear em 23 de julho no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos. Mas como a pandemia de coronavírus mantém os cinemas fechados, o trailer mais recente já trocou a data definitiva por em “breve”, ao mesmo tempo que ressalta que a estreia será “somente nos cinemas”. Ou seja, o estúdio vai esperar o quanto for necessário para a exibição em tela grande.
Equipe de Avatar já está na Nova Zelândia para retomar as filmagens
A equipe das continuações de “Avatar” já retornou à Nova Zelândia para dar continuidade às filmagens dos dois próximos longas da franquia. O produtor Jon Landau compartilhou uma foto do desembarque, ao lado do diretor James Cameron. Após chegarem no sábado (30/5), eles devem passar por uma quarentena de 14 dias, supervisionada pelo governo neozelandês. “Chegamos à Nova Zelândia. Nossa quarentena de 14 dias supervisionada pelo governo começa agora”, disse Landau na postagem no Instagram. A produção foi pausada no meio de março por causa da pandemia de coronavírus. Ainda com fronteiras fechadas para grande parte das pessoas, a viagem da equipe à Nova Zelândia foi liberada pelo “significativo valor econômico” das filmagens para o país. Por tratar-se de uma grande produção, com locação em diversos estúdios, “Avatar” recebe subsídios do governo local. Além disso, a Nova Zelândia já estabeleceu uma série de instruções de higiene e segurança para a retomada de produções audiovisuais no período da pandemia. A franquia será a primeira obra estrangeira a seguir tais normas. Com uma política bem-sucedida de lockdown completo, a Nova Zelândia foi o primeiro país a zerar os casos de coronavírus. O último paciente internado com a covid-19 no país recebeu alta na quarta (27/5). Além disso, não há registro de novos casos da doença provocada pelo coronavírus há quase duas semanas. Graças à ação eficiente do Ministério da Saúde neozelandês, apenas 22 pessoas morreram em decorrência da covid-19 no país. “Avatar 2” tem lançamento marcado para 17 de dezembro de 2021, com sua sequência prevista para dezembro de 2023. Outros dois filmes também foram programados, mas eles só deverão ser filmados após o resultado das bilheterias da continuação. Ver essa foto no Instagram Made it to New Zealand. Our 14-day government supervised self-isolation now begins. #avatarsequels #jamescameron #newzealand #airnewzealand✈️ #selfisolation Uma publicação compartilhada por Jon Landau (@jonplandau) em 30 de Mai, 2020 às 6:08 PDT
Lennie Niehaus (1929 – 2020)
O saxofonista Lennie Niehaus, responsável pelas músicas de mais de uma dúzia de filmes de Clint Eastwood, morreu na quinta-feira (28/5) de causas naturais aos 90 anos. O músico começou a carreira em Hollywood como orquestrador da série “Guerra, Sombra e Água Fresca” (1965-66), antes de passar a trabalhar no cinema, onde orquestrou filmes clássicos, como “Johnny Vai à Guerra” (1971), de Dalton Trumbo, “O Jogador” (1974), de Karel Reisz, e “Garotos em Ponto de Bala (1976), de Michael Ritchie. Foi cedo nessa jornada que fechou suas primeiras parcerias: com o diretor Michael Winner – para quem orquestrou “Os que Chegam com a Noite” (1971), “Renegado Vingador” (1972), “Assassino a Preço Fixo” (1972) e “Scorpio” (1973) – , e o mestre Sam Peckinpah – “Sob o Domínio do Medo” (1971), “Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia” (1974) e “Elite de Assassinos” (1975). Com o nome já estabelecido no cinema, ele foi convidado a orquestrar “Josey Wales, o Fora da Lei” (1976), estrelado e dirigido por Eastwood, iniciando uma colaboração que mudaria sua vida. Niehaus conheceu Eastwood ainda nos anos 1950. O futuro ator e cineasta foi o seu instrutor de natação enquanto os dois serviram no Exército dos EUA. A paixão compartilhada por ambos pelo jazz selou a amizade. Eastwood passou a pedir que o músico fizesse a orquestração dos filmes que estrelava, como “Sem Medo da Morte” (1976), “Rota Suicida” (1977) e “Alcatraz: Fuga Impossível” (1979). Até que o promoveu a compositor dos longas que dirigia. A estreia de Niehaus como compositor aconteceu em “Um Agente na Corda Bamba” (1984) e teve continuidade nos filmes seguintes assinados por Eastwood, como “O Cavaleiro Solitário” (1985), “O Destemido Senhor da Guerra” (1986) e “Bird” (1988), biografia do saxofonista de jazz Charlie “Bird” Parker. Niehaus também compôs para o amigo as trilhas do faroeste “Os Imperdoáveis” (1992), do romance “As Pontes de Madison” (1995), do filme de ação “Poder Absoluto” (1997), do mistério “Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal” (1997) e do épico espacial “Cowboys do Espaço” (2000). Mas após o thriller policial “Dívida de Sangue” (2002) decidiu se afastar do trabalho pesado de composição. Mesmo assim, seguiu trabalhando com Eastwood como condutor e orquestrador de trilhas, até se aposentar definitivamente com “Gran Torino” (2008). Embora a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas nunca tenha reconhecido o trabalho de Niehaus com uma indicação ao Oscar, ele chegou a ser nomeado ao BAFTA (o Oscar britânico) pela trilha de “Bird”. Já a Academia da Televisão o premiou com um Emmy pelo trabalho no telefilme “Vida Boêmia” (1993), que trazia Jeff Goldblum e Forest Whitaker como músicos de jazz.
A Vastidão da Noite: Amazon estreia sci-fi premiada que encantou a crítica americana
A Amazon acaba de lançar em seu serviço de streaming a sci-fi “A Vastidão da Noite” (The Vast Of Night), produção independente que chega precedida por críticas muito positivas e premiação em alguns festivais americanos. Altamente atmosférico e estilizado, basta ver o trailer disponibilizado abaixo para começar a entender como o diretor Andrew Patterson conseguiu criar um longa de época sobre invasores espaciais com pouco orçamento e ser aplaudido com entusiasmo por 92% do Rotten Tomatoes. A trama se passa no Novo México em meados da década de 1950, durante uma noite fatídica em que uma jovem telefonista e um jovem radialista descobrem uma estranha frequência de áudio que vem do espaço. Obcecados em encontrar a fonte do som, eles embarcam numa jornada que pode mudar sua pequena cidade e o futuro para sempre. Os papéis principais são desempenhados por Sierra McCormick (ex-estrelinha da Disney do “Programa de Talentos”) e Jake Horowitz (visto na série “Manifest”). Mas o destaque é mesmo para o cineasta Andrew Patterson, que passou a receber propostas para dirigir grandes produções após o filme, considerado “uma estreia impressionante” pelo jornal Los Angeles Times. A plataforma de streaming da Amazon adquiriu o filme logo após ele ser exibido no Festival de Sundance do ano passado. Os planos originais previam lançamento no cinema, mas a covid-19 mudou tudo e “A Vastidão da Noite” virou atração de drive-ins, antes de chegar ao streaming neste fim de semana. Fica a dica. E o trailer.
Novo filme de Xavier Dolan será lançado com exclusividade pelo Mubi
O serviço de streaming Mubi adquiriu direitos multiterritoriais do drama “Matthias & Maxime” (2019), mais recente filme de Xavier Dolan, exibido no Festival de Cannes do ano passado. O negócio inclui exibições para o público brasileiro. Inédito nos cinemas ou em streaming fora do Canadá, o filme escrito, produzido, dirigido e co-estrelado por Dolan conta a história de dois melhores amigos de infância, Matthias (Gabriel D’Almeida Freitas) e Maxime (interpretado pelo próprio Dolan). Os dois homens são convidados a compartilhar um beijo para um curta-metragem de estudante e logo surge uma dúvida persistente, confrontando os dois com suas preferências, ameaçando a irmandade de seu círculo social e, eventualmente, mudando suas vidas. “Eu assinei o Mubi há mais de uma década, quando me mudei para o meu primeiro apartamento. Eu descobri um trabalho incrível nessa plataforma e é uma honra tê-los mostrando o filme. Acho que meu eu de 18 anos ficaria bastante impressionado”, disse Dolan, em comunicado. Efe Cakarel, fundador e CEO do Mubi, acrescentou: “Xavier Dolan é um dos melhores cineastas do cinema contemporâneo. Somos grandes fãs do seu trabalho e ‘Matthias & Maxime’ é um filme lindamente escrito que exala seu estilo de assinatura. Mal podemos esperar para mostrá-lo no Mubi neste verão [norte-americano].” A trilha sonora original do filme foi composta pelo compositor e pianista canadense Jean-Michel Blais, que foi premiado em Cannes por seu trabalho em maio de 2019. Embora não tenha vencido prêmios com “Matthias & Maxime”, Xavier Dolan é o cineasta mais premiado de sua geração. Com apenas 31 anos, o jovem canadense já tem oito troféus só do Festival de Cannes, entre eles o Prêmio do Júri por “Mommy” (2014) e o Grande Prêmio do Júri para “É Apenas o Fim do Mundo” (2016).
Anthony James (1942 – 2020)
O ator Anthony James, que viveu vilões memoráveis do cinema, incluindo em filmes vencedores do Oscar, morreu na terça passada (26/5) de câncer. Ele tinha 77 anos. James tinha feito apenas uma breve aparição numa série de TV quando o diretor Norman Jewison o escalou como o frio assassino de “No Calor da Noite” (1967), estrelado por Sidney Poitier e Rod Steiger. O longa venceu cinco Oscars, incluindo Melhor Filme. Apesar desse destaque inicial, sua carreira cinematográfica demorou a decolar. Mas isso não o impediu de ficar conhecido, graças a inúmeras participações em séries clássicas. Ele chegou a ter um papel recorrente em “Gunsmoke”, entre 1968 e 1969, mas também apareceu em “Bonanza”, “Havaí 5-0”, “Mod Squad”, “Têmpera da Aço” (Ironside), “Justiça em Dobro” (Starsky and Hutch), “As Panteras” (Charlie’s Angels), “Esquadrão Classe A” (The A Team), etc. E sem esquecer que estrelou um clipe da banda Poison, “Fallen Angel”, em 1988. Seus personagens geralmente causavam confusão, precisando ser despachados pelo mocinho das histórias. Até quando fazia filmes infantis e comédias, James interpretava vilões, como em “Perigo na Montanha Enfeitiçada” (1978) e “Corra que a Polícia vem Aí! 2 1/2” (1991). Seu principal rival no cinema acabou sendo Clint Eastwood, que o enfrentou – e dirigiu – duas vezes, nos faroestes clássicos “O Estranho sem Nome” (1973) e “Os Imperdoáveis” (1992). Este último também venceu o Oscar e marcou a despedida de James da profissão de ator. Ele trocou as telas de cinema e TV por telas de pintura. A partir dos anos 1990, James iniciou uma bem-sucedida carreira como artista plástico, tendo vendido mais de 100 obras para galerias em Boston, Nova York, São Francisco, Santa Fe, Novo México e Japão. Também escreveu livros sobre arte, poesia e até uma biografia, publicada em 2014.
Awkwafina e Karen Gillan vão estrelar comédia sobre assassina profissional
As atrizes Awkwafina e Karen Gillan, que trabalharam juntas em “Jumanji: Próxima Fase”, voltarão a contracenar numa nova comédia. Elas vão estrelar a comédia de ação “Shelly”. Descrita pelo site Deadline como uma mistura de “Meninas Malvadas” e a série “Barry”, a produção trará Awkwafina como Shelly Wheeler, que nunca superou uma pegadinha no baile de formatura da escola. Como resultado, além de se tornar uma mulher fria, ela seguiu carreira como assassina de aluguel. Anos depois, recebe a missão de matar uma das pessoas responsáveis por transformar sua vida em um inferno, Dianna Park (Gillan). Porém, para a sua surpresa, ao reconectar-se com o alvo para cumprir seu objetivo, as duas viram amigas, e ela decide impedir que outros assassinos atrapalhem essa nova amizade. O roteiro de “Shelly” foi escrito por Michael Doneger (“A Acompanhante”) e Liz Storm (“Tall Tales”) e a direção está a cargo de Jude Weng, diretora de séries como “Fresh off the Boat”, “The Good Place” e “Young Sheldon”, que atualmente finaliza seu primeiro longa, “Finding Ohana”. Como é regra nos contratos firmados durante a pandemia de coronavírus, não há cronograma de produção nem previsão de estreia.
J.K. Simmons revela ter assinado contrato para aparecer em vários filmes da Marvel
O ator J.K. Simmons (“Whiplash”) revelou ter assinado contrato para reprisar o papel de J. Jonah Jameson em vários filmes do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) e não apenas na impactante cena pós-créditos de “Homem-Aranha: Longe de Casa”. A informação veio à tona durante entrevista para um podcast da revista Entertainment Weekly, quando Simmons respondeu se poderíamos esperar vê-lo em outros filmes da Marvel. “Eu não sei se usaria a palavra ‘esperar'”, disse o ator, explicando que está contratado para outros filmes, mas o estúdio não é obrigado contratualmente a incluí-lo. Ainda assim, ele revela vontade de reprisar o papel. “É ótimo ter a oportunidade, à medida que essas coisas evoluem, e ser um dos que restaram da versão anterior”. Simmons interpretou o memorável JJJ na primeira trilogia do “Homem-Aranha”, dirigida por Sam Raimi entre 2002 e 2007, e retornou ao papel do editor do Clarim Diário no mais recente filme do herói, exibido nos cinemas em 2019. A diferença é que, nos filmes de Raimi, o ator usava uma peruca para disfarçar sua calvície natural – liberada na nova versão. No último filme, o Clarim Diário também deixou de ser um jornal tradicional para virar uma espécie de telejornal, aparentemente criado como produção para o YouTube. Por curiosidade, Simmons também é o dublador oficial de J.J. Jameson em todos os desenhos da Marvel desta década, como “Ultimate Homem-Aranha”, “Hulk e Os Agentes de S.M.A.S.H.” e “Os Vingadores Unidos”.











