Mulher-Maravilha 1984 ganha pôster com nova data de estreia
A diretora Patty Jenkins divulgou um novo pôster animado de “Mulher-Maravilha 1984” no Twitter. O cartaz vem acompanhado por uma mensagem da cineasta que registra a nova data de estreia do filme, prevista para “tempos melhores” em agosto. Previsto para 4 de junho no Brasil, o filme teve sua data alterada em apenas dois meses, com relocação para 13 de agosto, tanto no Brasil quanto nos EUA. Apesar de poucos detalhes sobre enredo de “Mulher-Maravilha 1984” terem sido revelados até o momento, Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”) e Pedro Pascal (“Narcos”) viverão os vilões da produção, nos papéis da Mulher-Leopardo e do milionário Maxwell “Max” Lord. Além deles, Gal Gadot voltará a viver a heroína e Chris Pine retorna como o aviador Steve Trevor. Veja abaixo também a versão estática do cartaz, que anuncia a nova data da estreia. We made Wonder Woman 1984 for the big screen and I believe in the power of cinema. In these terrible times, when theater owners are struggling as so many are, we are excited to re-date our film to August 14th 2020 in a theater near you, and pray for better times for all by then pic.twitter.com/85ykQ8x6NE — Patty Jenkins (@PattyJenks) March 24, 2020
Kleber Mendonça Filho disponibiliza seu primeiro longa-metragem de graça na internet
O diretor Kleber Mendonça Filho (“Bacurau”) resolveu disponibilizar gratuitamente seu primeiro longa, “Crítico” (2008), na plataforma de vídeos Vimeo. Ele fez o anúncio pelo Twitter, incluindo ainda um trailer da produção. Tecnicamente, “Crítico” (2008) não é o primeiro filme do diretor, que começou sua carreira em 1997, dirigindo curta-metragens. “Crítico” foi seu primeiro longa-metragem, mas não é uma obra de ficção. Trata-se de um documentário, realizado ao longo de nove anos, que reúne depoimentos de 70 críticos e cineastas sobre o cinema. Mendonça Filho ainda comentou as condições em que seu o filme foi lançado. “‘Crítico’ só poderia ter sido feito num momento do país onde filmes eram considerados trabalho e colaboração real com a cultura. Fomos pagos mínima e dignamente”. “Esse filme tem momento que eu registrei no Copacabana Palace onde colega jornalista fala com Samuel L. Jackson achando que era Laurence Fishburne. Jackson olha pra mim e diz “Tá vendo? Isso sempre acontece!”, completou. A obra foi um passo importante na carreira do diretor, que fez seu primeiro longa de ficção, “O Som ao Redor”, em 2012, e com apenas mais dois filmes – “Aquarius” e “Bacurau” – tornou-se um dos cineastas brasileiros de maior reconhecimento internacional. Abri Grátis no Vimeo CRÍTICO (2008) meu 1o filme. 9 anos entrevistando cineastas e críticos em +10 países, um filme bem pequeno e roots mas q com o passar do tempo guarda registros curiosos sobre o Cinena. O trailer é esse e o link está aqui: https://t.co/KAWRSfq8qV. Enjoy✌🏼 pic.twitter.com/2lfmgv3aEK — Kleber Mendonça Filho (@kmendoncafilho) March 25, 2020
Marianne Ebert (1968 – 2020)
A atriz Marianne Ebert morreu na terça (24/3), aos 51 anos, no Rio de Janeiro. O falecimento foi anunciado pelo amigo Miguel Falabella, que contou nas redes sociais que Marianne lutava há anos contra o câncer. Também coreógrafa e dançarina, Ebert atuou em duas novelas da Globo do começo dos anos 1990: “Barriga de Aluguel” (1990), em que viveu Drica, e “Sonho Meu” (1993), onde interpretou Irene. Ambas foram ao ar na faixa das 18h. Depois destes primeiros papéis, ela abandonou a carreira no Brasil, vivendo por 25 anos em Nova York, onde chegou a participar de algumas produções americanas, como figurante nos filmes ““Guerra dos Mundos” (2005), de Steven Spielberg, e “Confusões em Família” (2009), de Raymond De Felitta, além da série “Lei & Ordem: Crimes Premeditados”. Ela voltou ao Brasil para viver com a família, após ser diagnosticada com câncer de mama, que acabou se espalhando para ossos, fígado, pleura e, mais tarde, cérebro. Em 2014, participou de seu último filme, a comédia “Vestido pra Casar” (2014), estrelada por Leandro Hassum. “Querida Marianne, você foi uma guerreira e a vida não lhe deu tréguas. Anos e anos de luta contra essa maldita doença que lhe transtornou a vida, a carreira e acabou lhe vitimando”, lamentou Falabella. “Há entretanto um momento feliz e é sobre ele que eu jogo um foco de luz nesse momento de angústia: você vivendo a Sereiazinha, no palco do teatro Clara Nunes. Nós vivíamos cheios de sonhos naquela época. Que você possa descansar em paz”, completou. Ver essa foto no Instagram Querida Marianne, você foi uma guerreira e a vida não lhe deu tréguas. Anos e anos de luta contra essa maldita doença que lhe transtornou a vida, a carreira e acabou lhe vitimando. Há entretanto um momento feliz e é sobre ele que eu jogo um foco de luz nesse momento de angústia: você vivendo a Sereiazinha, no palco do teatro Clara Nunes. Nós vivíamos cheios de sonhos naquela época. Que você possa descansar em paz. Amor. Miguel. Marianne Ebert ❤️❤️❤️ Uma publicação compartilhada por miguelfalabellareal (@miguelfalabellareal) em 24 de Mar, 2020 às 10:51 PDT
Aves de Rapina tem lançamento digital no Brasil
O filme “Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa” chega nas plataformas Google Play e Apple TV nesta quinta (26/3) no Brasil, para compra digital, uma semana antes de ser disponibilizado em outras plataformas – como Claro, Sky e Vivo Play, a partir de 2 de abril. O lançamento digital foi acelerado devido aos fechamentos dos cinemas, como medida preventiva contra a pandemia de coronavírus. A antecipação também é uma forma da Warner tentar recuperar parte do investimento gasto em sua produção. Orçado em US$ 89,5 milhões, o longa fez apenas US$ 199,1 milhões em todo o mundo, dando um prejuízo considerável. Apesar da expectativa criada em torno do filme, ele teve um desempenho fraquíssimo na América do Norte. No Brasil, o longa chegou a liderar as bilheterias em sua estreia, mas como foi um dos últimos blockbusters lançados antes do blecaute cinematográfico, teve problemas de distribuição internacional, com cinemas chineses e de parte da Ásia fechados, comprometendo ainda mais suas finanças. Escrito por Christina Hodson (“Bumblebee”) e dirigido pela chinesa Cathy Yan (“Dead Pigs”), o filme introduz o grupo de heroínas conhecido como Aves de Rapina, formado por Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell, de “True Blood”), Caçadora (Mary Elizabeth Winstead, de “Rua Cloverfield, 10”), Cassandra Cain (Ella Jay Basco, da série “Teachers”) e até a policial Renee Montoya (Rosie Perez, de “O Conselheiro do Crime”) na versão do cinema. Elas se juntam à vilã Arlequina (Margot Robbie, repetindo seu papel de “Esquadrão Suicida”) para enfrentar uma ameaça comum, representada pelo maligno Máscara Negra (Ewan McGregor de “Doutor Sono”).
Minha Mãe É uma Peça 3 antecipa lançamento digital no Telecine e Now
“Minha Mãe É uma Peça 3”, filme de maior bilheteria da história do cinema nacional, seguiu a tendência de Hollywood e antecipou seu lançamento digital. A comédia estrelada por Paulo Gustavo já está disponível como VOD (video on demand) nas plataformas do Telecine e do Now. O próprio Paulo Gustavo anunciou a novidade em suas redes sociais, citando a quarentena de prevenção contra a pandemia do coronavírus. “Pra vocês que estão em casa de quarentena, está passando no Now, Telecine… o ‘Minha Mãe É uma Peça 3’! Divirtam-se!”, escreveu o ator. A produção da Migdal Filmes ainda estava no Top 5 dos filmes mais vistos do Brasil na quinta passada (19/3), quando o ocorreu o fechamento da maioria dos cinemas brasileiros, devido à crise sanitária. Até então, “Minha Mãe É uma Peça 3” já tinha faturado mais de R$ 140 milhões nas bilheterias. Ver essa foto no Instagram Pra vocês que estão em casa de quarentena, esta passando no NOW , telecine…o “ Minha mãe é uma peça 3 “ ! Divirtam-se! ❤️ Uma publicação compartilhada por paulogustavo31 (@paulogustavo31) em 22 de Mar, 2020 às 7:12 PDT
Stuart Gordon (1947 – 2020)
O cineasta Stuart Gordon, que assinou filmes cultuadíssimos de terror como “Re-Animator” e criou a franquia infantil “Queria, Encolhi as Crianças”, morreu na terça (24/3) aos 72 anos. A causa não foi revelada. Natural de Chicago, Gordon também foi roteirista, dramaturgo e diretor de teatro, consagrando-se em trabalhos de vanguarda. Sua carreira começou nos anos 1960, quando montou o grupo teatral Screw Theatre. Em 1968, a trupe fez uma adaptação anti-guerra de “Peter Pan” que resultou na prisão de Gordon e de sua então namorada (e depois esposa) Carolyn Purdy por obscenidade – as acusações foram retiradas após o caso chamar atenção nacional. Ele também dirigiu o Organic Theater – descrito como um “teatro de nudez, gritos e sangue” – , responsável pela montagem de “Perversidade Sexual em Chicago”, de David Mamet, em 1974. Gordon migrou para o cinema em meados dos anos 1980, fazendo sua estreia como cineasta justamente com o clássico “Re-Animator” (1985), uma adaptação de contos de HP Lovecraft, que raramente é chamado pelo título nacional de “A Hora dos Mortos-Vivos”, graças à relançamentos em vídeo sem esse nome absurdo. Seu plano original era desenvolver uma peça, mas o produtor, futuro cineasta e grande parceiro Brian Yuzna lhe ofereceu orçamento para um longa-metragem. Graças a sua mistura de efeitos especiais horripilantes, banhos de sangue (supostamente inspirados em fotografias de cadáveres do necrotério de Cook County) e humor selvagem, “Re-Animator” virou um cult instantâneo e exemplar essencial da onda de terrir (comédia e horror) que revolucionou o cinema trash de sua época – ajudando a estabelecer a fama da produtora Empire, de Charles Band. Ele deu sequência à filmografia com outra adaptação cultuada de Lovecraft na Empire, “Do Além” (From Beyond, 1986), e assinou vários outros longas marcantes de terror, como “Bonecas Macabras” (Dolls, 1987), a adaptação de “O Poço e o Pêndulo” (1991), de Edgar Allan Poe, “Herança Maldita” (Castle Freak, 1995) e “Dagon” (2001), seu retorno ao universo lovecraftiano – e único da lista não produzido por Charles Band. Paralelamente, fez incursões de sucesso em outros gêneros, chegando a dirigir uma sci-fi de orçamento médio, “A Fortaleza” (1992), estrelada por Christopher Lambert. O mais inusitado, porém, é lembrar que o diretor de “Re-Animator” é a mesma pessoa que criou a franquia “Querida, Encolhi as Crianças” para a Disney. Ele co-escreveu o roteiro do filme original de 1989 e produziu até a sequência, “Querida, Estiquei o Bebê” (1992), além de dirigir um episódio da série inspirada pelos filmes em 1998. O cineasta também co-escreveu “Os Invasores de Corpos: A Invasão Continua” (Body Snatchers, 1993), continuação do clássico “Vampiros de Almas” (1956), dirigida por Abel Ferrara para a Warner, e criou a franquia de terror inaugurada por “O Dentista” (1996), comandada por seu parceiro Brian Yuzna (e co-autor de “Querida, Encolhi as Crianças”). Seus últimos longas como diretor foram a adaptação de “Submundo” (2005), peça dramática de David Mamet, e o suspense “Em Rota de Colisão” (2007), baseado em um caso de assassinato real. Depois disso, ainda assinou episódios das antologias televisivas “Mestres do Terror” e “Fear Itself: Antologia do Medo”, e encerrou a carreira audiovisual com um curta inspirado em “Re-Animator”, chamado de “From the Dark” (2009). Em 2011, Gordon finalmente levou “Re-Animator” aos palcos, transformando-o em um musical de sucesso, com sangue falso abundante na “zona de respingo” – as primeiras filas do auditório. Sua peça derradeira foi “Taste” (2014), inspirada pelo caso verídico do canibal austríaco Armin Meiwes.
Warner adia estreia de Mulher-Maravilha 1984
A Warner Bros. anunciou nesta terça (24/3) o adiamento do filme “Mulher-Maravilha 1984”. Previsto para 4 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA, o filme teve sua data alterada em apenas dois meses, com relocação para 14 de agosto no mercado norte-americano. Ainda não há uma nova data oficial para os cinemas nacionais. “Quando aprovamos ‘Mulher-Maravilha 1984’, foi com a intenção de ser visto em tela grande, e estamos animados em anunciar que o filme chegará em agosto”, afirmou Toby Emmerich, presidente da Warner Bros Pictures. “Esperamos que o mundo esteja em um lugar mais seguro e saudável até lá”, completou o executivo, que com essa observação demonstra que a data é uma previsão sujeita a chuvas e trovoadas. Ou seja, o estúdio pode ter que repetir esse anúncio, após ser muito otimista em sua expectativa de reabertura dos cinemas. Além de “Mulher-Maravilha 1984”, a Warner também adiou as estreias da animação “Scooby! O Filme”, originalmente marcada para maio, do musical “Em um Bairro de Nova York”, agendado para junho nos cinemas americanos e do terror “Malignant”, que – atenção! – estrearia justamente em 14 de agosto na América do Norte. Pode ter havido uma simples troca de lugar com o filme da super-heroína. Estes três filmes não ganharam nova data de lançamento.
Juan Padrón (1947 – 2020)
O quadrinista e diretor de animação Juan Padrón morreu nesta terça-feira (24/3) em Havana, aos 73 anos. Considerado o pai da animação cubana, Padrón estava internado em uma unidade de terapia intensiva por conta de problemas pulmonares, segundo a imprensa local. Padrón foi o criador das animações de Elpidio Valdés, personagem inspirado na luta pela independência cubana no século 19, que se tornou um sucesso nacional em filmes e animações para a TV. Ele dirigiu o primeiro curta do personagem, “Una aventura de Elpidio Valdés”, em 1974, que abriu caminho para o longa “Elpidio Valdés” cinco anos depois. Também assinou o longa de animação “Vampiros em Havana!” (1985), que ganhou continuação em 2003, e desenvolveu uma frutífera parceria com o quadrinista argentino Quino em torno da célebre personagem Mafalda, que rendeu uma centena de curtas da jovem inconformista e o longa “Mafalda” (1993). Além de suas famosas animações, Padrón era conhecido por publicar cartuns em jornais de todo mundo. Foi professor titular da Universidade das Artes, em Havana, e integrou júris de festivais internacionais como Annecy (França), Ottawa (Canadá) e Cine Fantástico Imagfic (Espanha). Em seu perfil no Facebook, o cineasta Ian Padrón, filho de Juan, agradeceu aos médicos, amigos e admiradores pelo carinho durante os dias em que se pai esteve internado. “Papai, sei que iria dizer ‘Não fique tão sério’ e você tem razão. Nos lembraremos de você sempre como o ser humano mais simpático, humilde e genial que conhecemos em nossas vidas. Obrigado por ‘Elpidio Valdés’, por ‘Vampiros em Havana’ e sobretudo por ser um pai e marido tão nobre e amoroso”, escreveu.
Albert Uderzo (1927 – 2020)
O desenhista Albert Uderzo, criador de Asterix e Obelix ao lado de René Goscinny morreu nesta terça-feira (24/3), aos 92 anos, de ataque cardíaco. “Albert Uderzo morreu enquanto dormia em sua residência de Neuilly (nas proximidades de Paris) vítima de um ataque cardíaco, sem relação com o coronavírus. Estava muito cansado há várias semanas”, afirmou à AFP seu genro, Bernard de Choisy. Considerado o Walt Disney francês, Albert Uderzo era descendente de italianos e nasceu na pequena cidade de Fismes em 25 de abril de 1927. Quando tinha dois anos, a família se mudou para um subúrbio de Paris. E foi na capital francesa que encontrou seu grande parceiro René Goscinny, filho de um polonês e uma ucraniana, em 1951. Juntos, o desenhista e o roteirista criaram vários personagens icônicos, como o Oumpah-pah, mas nenhum fez tanto sucesso quanto o galês Asterix, herói que virou símbolo da identidade francesa. Uderzo desenhou os primeiros quadrinhos de Asterix em 1959, publicados em capítulos na revista “Pilote”. A primeira história completa, “Asterix, o Gaulês”, foi coletada num álbum em 1961, revelando a premissa que se manteria inalterada desde então. Na trama, Asterix é um baixinho bigodudo morador de um pequena aldeia na Gália, região da antiguidade que viraria a França e que resistia à ocupação romana em 50 a.C. A resistência ao poderio do império só era possível graças a uma poção mágica feita pelo druida Panoramix, que concedia superforça aos aldeões. Ao tomarem a poção, os gauleses se provam os piores inimigos de César. Menos o grandalhão barrigudo Obelix, que não pode bebê-la, porque caiu no caldeirão mágico quando criança e se tornou superforte o tempo inteiro. Apesar do protagonismo do baixinho, Uderzo não escondia que Obelix, o gorducho escudeiro do galês, era seu personagem favorito das histórias. A popularidade dos heróis gauleses se manteve irredutível ao longo dos anos, acumulando a venda de 370 milhões de exemplares de suas aventuras em todo o mundo, traduzidas para 111 idiomas e dialetos. Assim como Walt Disney, Uderzo e Goscinny conseguiram expandir o universo de suas criações para além das páginas dos quadrinhos. Ao todo, Asterix ganhou dez animações cinematográficas, a primeira em 1967 e a mais recente em 2018. Uderzo codirigiu dois dos filmes, “Asterix e Cleópatra” (1968) e “Os 12 Trabalhos de Asterix” (1976). O personagem também foi adaptado em quatro filmes live-action a partir de 1999, numa franquia iniciada com “Asterix e Obelix contra César”. Nos quatro filmes, Gérard Depardieu viveu Obelix. E, como a Disneylândia, o personagem francês ganhou um parque temático, inaugurado em 1989 em Plailly, nos arredores de Paris. Uderzo publicou 24 álbuns com Goscinny, que morreu em 1977 aos 51 anos, e, durante algum tempo, considerou encerrar a produção de novas histórias de Asterix sem a parceria do amigo, até mudar de ideia em 1980. Depois de assinar sozinho dez álbuns e completar 50 anos à frente do personagem, ele passou a permitir que outros autores, mais jovens, assumissem Asterix em 2011, mas sempre sob sua supervisão.
China reabriu mais de 500 cinemas no fim de semana
Os cinemas da China voltaram a funcionar no último fim de semana, com a reabertura de 507 estabelecimentos cinematográficos, segundo informações locais. O número representa apenas 4,5% do parque exibidor chinês, mas a expectativa é que mais salas sejam abertas no próximo fim de semana, conforme a crise sanitária demonstra ter sido controlada no país. A retomada acontece no momento em que o resto do mundo decreta o fechamento de suas salas. Nesta segunda (23/3), a Austrália se tornou o último grande mercado a fechar seus cinemas. A reabertura chinesa vai acontecer de forma gradual, com a exibição de antigos sucessos locais, como “Terra à Deriva” e “Upa – Meu Monstro Favorito”, e blockbusters estrangeiros como os títulos da franquia “Harry Potter”. O perfil da Warner no Weibo, rede social popular na China, chegou a anunciar que o primeiro capítulo da saga criada por J.K. Rowling voltaria às telas chinesas para sinalizar que a crise acabou. Ou, como disse o estúdio, que “a magia está voltando!”. Para compensar o período de fechamento, os exibidores estão ficando com 100% da receita das bilheterias em sua reabertura, em vez de devolver parte dela aos estúdios e distribuidoras. Num segundo momento, os cinemas chineses ainda terão estreias dos filmes estrangeiros que ficaram inéditos no país durante a crise, como “1917”, “Ford vs. Ferrari”, “Dolittle”, “Jojo Rabbit”, “Sonic: O Filme” e “Bad Boys Para Sempre”. Mas não há planos para lançar exclusivamente no território chinês os filmes que foram adiadas em outros países, como “Mulan”, “Viúva Negra”, “Um Lugar Silencioso 2” e “Espiral: O Legado de Jogos Mortais”. Houve apenas 39 novos casos de covid-19 no domingo, informou a Comissão Nacional de Saúde da China. E cada um foi importado para o continente (em vez de ter sido transmitido entre moradores país). O número total de casos confirmados na China chegou a 81.093, com 3.270 mortes.
Sony antecipa lançamento de Bad Boys para Sempre em formato digital
A Sony resolveu antecipar o lançamento de “Bad Boys para Sempre” nas plataformas digitais. O blockbuster estrelado por Will Smith e Martin Lawrence será lançado na próxima terça (31/3) nos serviços de VOD dos EUA. Com o fechamento das salas das grandes redes, os estúdios começaram a lançar os filmes que estavam em cartaz diretamente na internet. Além do sucesso da Sony, vários blockbusters recentes estão na lista programada para distribuição digital. “O Homem-Invisível” chegou ao VOD na semana passada nos EUA – mas não no Brasil – , “Bloodshot” estará disponível na terça (24/3) e “Dois Irmãos” na próxima semana. “Bad Boys para Sempre” estreou no dia 17 de janeiro nos cinemas norte-americanos (30/1 no Brasil) e rendeu US$ 419 milhões em bilheteria mundial, o suficiente para o estúdio oficializar a produção de mais uma sequência. Considerado o melhor exemplar da trilogia “Bad Boys”, iniciada em 1995, atingiu 77% de aprovação no Rotten Tomatoes. No filme, Smith e Martin retomam os papéis de Mike Lowrey e Marcus Burnett, que viveram nos dois filmes anteriores – o primeiro, de 1995, lançou Michael Bay (“Transformers”) como diretor de cinema. Mas enquanto Smith se manteve em forma e ainda segue carreira como astro de ação, o sumido Lawrence ganhou alguns quilos e ressurge fora de forma para o papel. Esta discrepância foi incorporada na trama, que traz Burnett pensando em se aposentar, enquanto Lowrey tenta convencê-lo a apoiá-lo numa perigosa investigação final. O terceiro “Bad Boys” também inclui em seu elenco os atores Vanessa Hudgens (“A Princesa e a Plebeia”), Alexander Ludwig (o Bjorn de “Vikings”), Charles Melton (o Reggie de “Riverdale”) e a mexicana Paola Nuñez (“The Son”), além dos músicos DJ Khaled e Nicky Jam. A direção é da dupla Adil El Arbi e Bilall Fallah, mais conhecidos por seu trabalho na série “Snowfall”. Confira abaixo o trailer oficial de “Bad Boys para Sempre”.
Dois Irmãos lidera bilheterias com exibições em drive-ins nos EUA
Com a maioria dos cinemas fechados em todo o mundo, as bilheterias deveriam retornar com valores zerados ou próximos do zero no último fim de semana. Mas não foi isso que aconteceu. De forma surpreendente, os cinemas drive-ins passaram a liderar a arrecadação dos filmes na América do Norte. Mania dos anos 1950, os drive-ins chegaram a ser considerados extintos no século 21. Mas os exemplares remanescentes se tornaram os cinemas mais viáveis para enfrentar a crise sanitária mundial, graças ao fato de seus frequentadores não precisarem sair de seus carros para apreciar aos filmes. Embora restem poucos cines drive-ins em atividade, eles são responsáveis pela principal fatia da bilheteria do fim de semana nos EUA, junto da arrecadação de alguns pequenos cinemas do interior dos EUA. Entretanto, como são poucos locais abertos, a lista de filmes em exibição se resume a apenas quatro títulos. A animação “Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica”, da Pixar, foi o filme mais visto desse circuito alternativo, rendendo US$ 71 mil em 135 locais espalhados pelos EUA. Em 2º lugar, ficou o terror “O Homem Invisível”, com US$ 64 mil, seguido por “Bloodshot”, com US$ 52 mil, e “O Chamado da Floresta”, com US$ 46,5 mil. Entre os 30 locais que mais arrecadaram, 25 são drive-ins. Com o fechamento das salas das grandes redes, os estúdios começaram a lançar os filmes que estavam em cartaz diretamente na internet. Três dos quatro filmes ainda exibidos pelos drive-ins estão na lista programada para distribuição digital. “O Homem-Invisível” chegou ao VOD na semana passada nos EUA – mas não no Brasil – , “Bloodshot” estará disponível na terça (24/3) e “Dois Irmãos” na próxima semana. Enquanto isso, a China começou a abrir gradualmente seus cinemas. 507 estabelecimentos cinematográficos foram liberados no fim de semana e há a expectativa de mais telas no próximo, com a retomada dos lançamentos no país.
Os Irmãos Willoughbys: Animação baseada em best-seller infantil ganha trailer dublado em português
A Netflix divulgou o pôster e o trailer dublado da animação “Os Irmãos Willoughbys”, adaptação do best-seller infantil “The Willoughbys”, de Lois Lowry, em que crianças tentam se livrar dos pais. As crianças do título têm a intenção de enviar seus pais para “férias” distantes – de preferência, perigosas. O motivo? Os pais não se interessam pelos filhos, apenas por si mesmos. Mas a conquista da liberdade dura pouco, já que as crianças passam a ser perseguidos por funcionários de uma instituição governamental destinada a “corrigir” a situação de menores sem pais. O elenco de dublagem original conta com vários astros conhecidos, como Will Forte (“O Último Cara da Terra”), Maya Rudolph (“The Good Place”), Terry Crews (“Brooklyn Nine-Nine”), Martin Short (“Vício Inerente”), Jane Krakowski (“Unbreakable Kimmy Schmidt”), Ricky Gervais (“After Life”) e a cantora Alessia Cara. A direção é de Kris Pearn (“Tá Chovendo Hambúrguer 2”), Cory Evans (animador de “Os Oblongs”) e Mark Stanleigh (artista de “Thomas e seus Amigos”), e a estreia em streaming vai acontecer no dia 22 de abril. Veja embaixo duas versões da prévia, dublada em português e com as vozes originais.












