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Filme

Anne Hathaway vira Lenda da Disney 25 anos após “O Diário da Princesa”

Atriz recebeu a maior honraria da companhia e homenageou Julie Andrews, parceira que marcou sua estreia no cinema

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17 de agosto de 2026
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Hayden Panettiere, estrela de “Heroes” e “Nashville”, morre aos 36 anos

Atriz, que também marcou a franquia “Pânico”, foi encontrada inconsciente em sua casa na Carolina do Sul

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17 de agosto de 2026
Filme

“Homem-Aranha: Um Novo Dia” supera US$ 2 bilhões de bilheteria

Filme de Tom Holland alcança marca em apenas 19 dias e vira a maior arrecadação da história da Sony Pictures

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16 de agosto de 2026
  • Filme

    Selma: Filme premiado de Ava Duvernay é liberado de graça nas plataformas digitais dos EUA

    5 de junho de 2020 /

    Depois de a Warner liberar a versão digital de “Luta por Justiça” (2019) de graça para o público americano, a Paramount seguiu a tendência e está oferecendo acesso gratuito a “Selma: Uma Luta Pela Igualdade” (2014) durante o mês de junho nos EUA. O anúncio acompanha os protestos que agitam o país e pedem um fim da brutalidade policial e o racismo estrutural após a morte de George Floyd, um homem negro desarmado em Minneapolis que foi sufocado por policiais brancos na rua à luz do dia. “Esperamos que este pequeno gesto incentive as pessoas em todo o país a examinar a história de nossa nação e refletir sobre as maneiras pelas quais a injustiça racial afeta nossa sociedade. A mensagem principal de ‘Selma’ é a importância da igualdade, dignidade e justiça para todas as pessoas. Claramente, essa mensagem é tão vital hoje quanto em 1965”, disse o estúdio em comunicado. A diretora do longa, Ava DuVernay, também chamou atenção para a disponibilização gratuita em sua conta do Twitter. “Precisamos entender de onde viemos para fazer estratégias para onde estamos indo. A história nos ajuda a criar o modelo”. Indicado ao Oscar de Melhor Filme, “Selma” retrata a marcha dos direitos civis comandada por Martin Luther King Jr., que em 1965 reunião uma multidão numa passeada de cinco dias no estado do Alabama, que foi da cidade de Selma até Montgomery, em defesa da garantia do direito ao voto dos afro-americanos. O longa trouxe David Oyelowo no papel de Martin Luther King Jr., e incluiu em seu elenco Carmen Ejogo, Tessa Thompson, Andre Holland, Colman Domingo, LaKeith Stanfield e a apresentadora Oprah Winfrey. Sua música-tema, “Glory”, composta pelo músico John Legend e o rapper Common (também no elenco), venceu o Oscar de Melhor Canção Original.

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  • Filme

    Kevin James surpreende com papel de vilão sádico em suspense ultraviolento

    5 de junho de 2020 /

    A distribuidora indie Quiver lançou nesta sexta (5/6) nos EUA o candidato a cult “Becky”, um suspense ultraviolento de baixo orçamento, que se diferencia da vasta quantidade de títulos similares em VOD pelo elenco famoso e inesperado. Para começar, o vilão é vivido pelo comediante Kevin James (“Segurança de Shopping”), que não só desempenha um raro papel dramático como o interpreta com excesso de sadismo. Ele encarna o líder de uma gangue neonazista que invade a casa de uma família para torturar os pais da personagem-título, uma adolescente rebelde que conhece o paradeiro de algo que os criminosos procuram. Outro comediante, Joel McHale (“Community”), vive o pai, enquanto Amanda Brugel (“The Handmaid’s Tale”) interpreta a madrasta. Mas o grande destaque da produção é Lulu Wilson, que já tinha chamado atenção em “Objetos Cortantes”, “A Maldição da Residência Hill” e “Annabelle 2: A Criação do Mal”. Com apenas 15 anos, ela tem uma filmografia maior que muitos veteranos e pode ser considerada o principal atrativo da produção. Na trama, Lulu é a terrível Becky, que dá enorme trabalho para os pais. Mas por pior que se comporte, isso não é nada perto do que a mini-Rambo faz com os invasores. Além de “Rambo”, outra comparação possível é com o Kevin de “Esqueceram de Mim”, num contexto de terror de sobrevivência. Filme B assumido em todos os seus exageros viscerais, “Becky” é o terceiro longa da dupla Cary Murnion e Jonathan Milott, que também assina os cultuados “Cooties: A Epidemia” (2014), com Elijah Wood, e “Ataque a Bushwick” (2017), com Dave Bautista. Ainda sem previsão para chegar ao Brasil, “Becky” dividiu a crítica, agradando mais aos jornalistas profissionais (67% de aprovação dos críticos top do Rotten Tomatoes) que aos blogueiros amadores (57%). Ficou curioso? Confira abaixo o trailer e o pôster, divulgados no começo da semana.

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  • Filme

    Meu Nome É Bagdá: Filme brasileiro é destaque de festival online espanhol

    4 de junho de 2020 /

    Depois de conquistar o prêmio de Melhor Filme do Júri Internacional na Mostra Generation 14plus do Festival de Berlin deste ano, “Meu Nome É Bagdá”, de Caru Alves de Sousa, foi selecionado para o Films de Dones, o mais importante festival espanhol dedicado a produções dirigidas por mulheres. A trama de “Meu Nome É Bagdá” gira em torno de uma jovem skatista, interpretada pela novata Grace Orsato. Aos 16 anos, ela passa os dias ao lado dos amigos, fazendo manobras na pista local, fumando maconha e jogando baralho. Ela é a única menina a frequentar a pista de skate do bairro. Mas, com sua atitude, abre caminho para outras. Aos poucos, ela se aproxima de Vanessa (Nick Batista), conhecem outras meninas skatistas e estreitam laços de amizade. A trama é livremente inspirada no livro “Bagdá — O Skatista”, de Toni Brandão, lançado em 2009, mas centrado na figura de um menino. A versão cinematográfica mudou de ponto de vista para absorver os crescentes questionamentos de gênero. O filme é o único representante do Brasil na mostra principal do evento, que é composta por 16 títulos, vindos de países como Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda e a Turquia. Considerado um dos mais prestigiosos eventos europeus em sua categoria, o festival foi criado na cidade Barcelona em 1993 e sua 28ª edição acontece até 14 de junho de forma digital, por conta da pandemia do covid-19. A programação do Films de Dones 2020 encontra-se disponível no Filmin, uma das plataformas de filmes mais vistas na Espanha e a segunda com maior crescimento na atualidade, depois da Netflix. Clique aqui para acesso direto ao festival online. E veja abaixo o “trailer” do evento.

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    Bruce Jay Friedman (1930 – 2020)

    4 de junho de 2020 /

    O escritor, dramaturgo e roteirista Bruce Jay Friedman, que disputou o Oscar por “Splash: Uma Sereia em Minha Vida” (1984), morreu na quarta (3/6) aos 90 anos. A causa da morte não foi divulgada. Editor de revistas de Nova York, Friedman estreou como romancista em 1962 com “Stern”, o primeiro de seus oito romances, que escreveu inspirado em seu casamento atribulado com a modelo Ginger Howard. Ele também publicou sete coleções de contos. E foi uma de suas histórias curtas que lhe abriu as portas de Hollywood. O conto “A Change of Plan” acabou adaptado pelo dramaturgo Neil Simon na comédia “Corações em Alta”, de 1972. Dirigido por Elaine May, o filme acabou sendo indicado a dois Oscar e ainda ganhou um remake, “Antes Só do que Mal Casado” (2008), com Ben Stiller no papel principal. Graças a esse sucesso, ele virou roteirista, especializando-se em comédias. O primeiro roteiro, “Loucos de Dar Nó” (1980), com Gene Wilder e Richard Pryor, estourou as bilheterias. O segundo, “Doutor Detroit e as Mulheres” (1983), com Dan Aykroyd, não repetiu o feito. Outro conto de Friedman rendeu a comédia “Rapaz Solitário” (1984), com Steve Martin. Mas foi uma história original que lhe deu maior reconhecimento em Hollywood. Ele escreveu com Brian Grazer a clássica Sessão da Tarde “Splash: Uma Sereia em Minha Vida”, estrelada por Tom Hanks e Daryl Hannah, que não só lhe rendeu o Oscar como inspirou uma continuação – “Madison, a Sereia”, lançada pela Disney na televisão. Curiosamente, seu trabalho mais bem-sucedido também foi seu último roteiro para o cinema. Ele ainda continuou ligado a Hollywood, mas como ator, fazendo participações em três filmes de Woody Allen, “A Outra” (1988), “Maridos e Esposas” (1992) e “Celebridades” (1998), além de aparecer no blockbuster “Mensagem para Você” (1998), novamente estrelado por Tom Hanks.

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    Festival de Cannes: curta brasileiro entra na seleção da Semana da Crítica

    4 de junho de 2020 /

    Um dia após a divulgação da seleção principal do Festival de Cannes, com o longa brasileiro “Casa de Antiguidades”, os organizadores da mostra paralela Semana da Crítica revelaram os 15 filmes que fariam parte de sua edição de 2020 e receberão o seu “selo de aprovação”. A lista inclui outro filme nacional, o curta-metragem “Menarca”, da diretora Lillah Hallah. A história é focada em Nanã e Mel, duas garotas que vivem em uma vila de pescadores no interior do país, estranhamente infestada por piranhas. Além de receber o selo de aprovação, os títulos selecionados pelo Sindicato dos Críticos Franceses de Cinema podem ser exibidos em outros festivais durante o ano. Confira abaixo a seleção completa. Longas: “After Love”, de Aleem Khan (Reino Unido) “De l’Or Pour Les Chiens”, de Anna Cazenave Cambet (França) “La Nuée”, de Just Philippot (França) “Sous Le Ciel d’Alice”, de Chloé Mazlo (França) “La Terre des Hommes”, de Naël Marandin (França) Curtas: “August 22, This Year”, de Graham Foy (Canadá) “Axsama Dogru”, de Teiomur Hajiyev (Azerbaijão) “Dustin”, de Laila Guiguet (França) “Forastera”, de Lucia Aleñar Iglesias (Espanha) “Good Thanks, You?”, de Molly Manning Walker (Reino Unido) “Humongous!”, de Aya Kawazoe (Japão) “Maalbek”, de Ismaël Joffroy Chandoutis (França) “Marlon Brando”, de Vincent Tilanus (Holanda) “Menarca”, de Lillah Hallah (Brasil) “White Godfish”, de Jan e Raf Roosens (Bélgica)

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    A Despedida: Um dos melhores filmes de 2019 estreia em VOD no Brasil

    4 de junho de 2020 /

    Um dos melhores filmes de 2019, “A Despedida” (The Farewell), finalmente chegou ao Brasil. O lançamento acontece em VOD (locação digital), mas não é exatamente por causa da pandemia de coronavírus. A distribuidora nunca pretendeu lançar no cinema. A produção que projetou Awkwafina é um produção indie com toques de comédia, que começa de forma dramática e termina em tom reconfortante. Awkwafina vive a rebelde de uma família sino-americana, que viaja completa para a China para o casamento arranjado de um primo. Na verdade, trata-se de uma desculpa para todos se reúnam pela última vez com a vovó da família. Eles querem se despedir, ao mesmo tempo em que tentam esconder dela que um exame apontou que seu câncer está em estágio avançado. Baseado numa experiência real da diretora Lulu Wang, “A Despedida” rendeu o Globo de Ouro e o Gotham Awards de Melhor Atriz para Awkwafina, além de ter vencido o Spirit Awards (o Oscar indie) de Melhor Filme e Melhor Atriz Coadjuvante (para Shuzhen Zhao, a vovó). Imperdível. Mas fica a dica: não se apresse e leia todo o texto dos créditos finais sobre a verdadeira vovó da história. Confira abaixo outras estreias digitais, que também são inéditas nos cinemas brasileiros e chegam em VOD neste fim de semana. A Despedida (The Farewell) | EUA, China | 2019 Quando a família de uma doce senhora descobre que ela possui apenas mais algumas semanas de vida, eles decidem não informá-la a respeito do diagnóstico. Em vez disso, seus filhos e netos tentam arranjar um casamento de última hora para que todos os parentes mais distantes possam vê-la por uma última vez sem que ela saiba o que está acontecendo de verdade. Now e Looke Lupin 3º: O Primeiro (Lupin III: The First) | Japão | 2019 Indicado ao troféu da Academia Japonesa, o primeiro anime computadorizado do personagem clássico de Monkey Punch acompanha Lupin 3º, descendente do famoso ladrão francês Arsene Lupin, em busca do precioso Diário de Bresson para descobrir a história de seu avô. Leia mais aqui. Now, Looke, Sky Play e Vivo Play Corpus Christi | Polônia, França | 2019 Indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, o longa do polonês Jan Komasa (da série “Ultraviolet”) acompanha um jovem de 20 anos que passa por uma transformação espiritual em um centro de detenção e decide se tornar padre, mas é impedido por sua ficha criminal. Ao ser solto e se mudar para uma cidade pequena, ele acidentalmente assume a paróquia local. Cinema Virtual Amigos para Sempre (Storm Boy) | Austrália | 2019 Premiado no Festival de Cinema Infantil de Zlín, na República Tcheca, gira em torno de um homem aposentado que começa a se lembrar de fatos traumáticos de sua infância. Ele compartilha as histórias com sua neta, como a vez em que resgatou e criou um pelicano. Cinema Virtual Glastonbury | Reino Unido | 2006 Documentário dirigido por Julian Temple (“The Great Rock ‘n’ Roll Swindle”) que mostra a história do festival de música Glastonbury, criado no Reino Unido na década de 1970, e suas transformações. Belas Artes à La Carte

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    Cinema em Casa: Sesc lança serviço de streaming gratuito para filmes de arte

    4 de junho de 2020 /

    Seguindo tendência inaugurada pelo Cine Petra Belas Artes, o Sesc também vai virar streaming. Com o nome de Cinema em Casa com Sesc, o serviço estreia nesta quinta (4/5), trazendo quatro filmes por semana. Com um detalhe: todos gratuitos. A programação vai seguir a tendência da simpática Cinesesc, sala de cinema da Rua Augusta, privilegiando filmes de arte. Na primeira semana, o principal destaque é “Mamma Roma” (1962), clássico de Pier Paolo Pasolini, em que Anna Magnani vive uma prostituta de meia-idade capaz de tudo para dar um futuro digno ao filho adolescente rebelde. Também estão na programação os documentários premiados “O Pacto de Adriana” (2017), da chilena Lissette Orozco, sobre o período da ditadura de Pinochet, e “O Homem da Cabine” (2008), do brasileiro Cristiano Burlan, que registra o cotidiano de projecionistas de cinema, profissão em extinção.​​ Completa a programação o infantil “Historietas Assombradas – O Filme” (2017), animação inspirada no programa de TV homônimo. Na próxima quinta, serão disponibilizados mais quatro filmes diferentes. Os filmes podem ser assistidos diretamente no novo portal digital do Sesc, neste link.

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    Diretor da HBO Max diz que não vai “refazer todos os filmes” após “Snyder Cut” da Liga da Justiça

    3 de junho de 2020 /

    Com a oficialização da produção do “Snyder Cut”, versão de “Liga da Justiça” reeditada pelo diretor Zack Snyder para lançamento na HBO Max, campanhas por novas versões de filmes que foram mutilados, na fase de edição, por seus produtores, tomaram conta das redes sociais. Mas em uma entrevista para o site The Verge, o chefe da HBO Max, Tony Goncalves, afirmou que não há planos para outros projetos similares, pelo menos em sua plataforma. “Isto definitivamente não é um precedente”, explicou Goncalves, jogando areia na campanha do “Ayer Cut”, a versão de “Esquadrão Suicida” do diretor David Ayer. Mesmo assim, ele faz uma ressalva. “Consumidores falam e nós, como uma indústria, precisamos ouvir”, afirmou. E continuou: “Acho que, quando se fala de conteúdo, o consumidor nunca teve tanta escolha, tanta voz. Mas isso não significa que vamos investir dinheiro em todos os fandoms que existem. Mas acho que há uma referência nos fandoms de ‘Friends’ e ‘Liga da Justiça’, que tem o consumidor falando, e temos que ouvir” O executivo reforça, entretanto, que o caso de “Liga da Justiça” é único. “Isso não significa que vamos investir nossos dólares em todos os fãs que existem”, declarou. “Isso não significa que vamos refazer todos os filmes já feitos. Mas acho que definitivamente temos que ouvir. E acho que ouvimos.” Anteriormente, a Warner já tinha refeito, com grande sucesso, o clássico sci-fi “Blade Runner” (1982), que também tinha sido mutilado pelos executivos do estúdio na época de seu lançamento. Uma versão chamada de “do diretor”, mas sem aval de Ridley Scott, foi lançada em VHS em 1992, e uma oficial, assinada por Scott, chegou ao Blu-ray em 2007.

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    Festival de Cannes revela seleção oficial com filme brasileiro sobre racismo

    3 de junho de 2020 /

    A organização do Festival de Cannes divulgou nesta quarta (3/6) uma lista com 56 filmes de sua seleção oficial. Mesmo cancelado, devido ao coronavírus, o festival resolver criar um “selo de aprovação” para os títulos selecionados, para deixar claro seu apoio às obras. Alguns desses longas competirão em setembro no Festival de San Sebastian, na Espanha, que fechou uma parceria com o evento francês, e também serão exibidos em vários outros festivais ao redor do mundo. Os 56 títulos incluem longas que seriam exibidos em mostras paralelas e fora de competição em Cannes. Eles foram reunidos em uma única lista com os filmes que disputariam a Palma de Ouro. Desta relação, 16 filmes, ou 28,5% do total, foram dirigidos por mulheres, em comparação com 14 títulos (23,7%) do ano passado. A seleção oficial incluiu filmes dos EUA, Coréia do Sul, Japão e Reino Unido, mas também de territórios raramente representados em Cannes, como Bulgária, Geórgia, Congo. Mas o cinema francês, sempre destacado em Cannes, seria particularmente forte este ano, com 21 títulos na escalação oficial, em comparação com os 13 do ano passado e os 10 de 2018. O Brasil é representado por “Casa de Antiguidades”, primeiro longa de João Paulo Miranda Maria estrelado pelo veterano Antônio Pitanga (“Ganga Zumba”, “Rio Babilônia”, “Irmãos Freitas”), que retrata a vida de um operário negro em uma cidade fictícia de colonização austríaca no Brasil. A trama trata de questões como o racismo e a polarização política durante a eleição de 2018, que resultou na vitória do pior candidato. Parte do longa foi gravado em Treze Tílias, cidade catarinense que deu forte apoio ao presidente eleito. Entre os americanos, os destaques são para “The French Dispatch”, nova obra de Wes Anderson que (como sempre) reúne um elenco estrelado – Timothée Chalamet, Saoirse Ronan, Tilda Swinton, Edward Norton, Christoph Waltz, Bill Murray, etc – e “Soul”, animação da Pixar dirigida por Pete Docter (“Divertida Mente”) que seria exibida fora de competição. Outro título de grande apelo comercial, o sul-coreano “Invasão Zumbi 2” (Peninsula), de Yeon Sang-ho, deveria se tornar o principal título da Sessão da Meia-Noite do festival francês. Já o público infantil teria também uma première do Studio Ghibli, “Aya and the Witch” (Aya To Majo), de Goro Miyazaki. Além destes, novos filmes de diretores aclamados, como Steve McQueen (listado à frente dois títulos!), François Ozon, Naomi Kawase, Maïwenn e Thomas Vinterberg, também aparecem na relação, assim como “Falling”, estreia do ator Viggo Mortensen (“O Senhor dos Anéis”) na direção. Com o longa de Mortensen e João Paulo Miranda Maria, a seleção soma 15 (26,7%) filmes de diretores estreantes, apontando rumos para o cinema mundial. Confira abaixo a seleção completa. “The French Dispatch”, de Wes Anderson (EUA) “Soul”, de Pete Docter (EUA) “Summer 85”, de Francois Ozon (França) “Asa Ga Kuru”, de Naomi Kawase (Japão) “Lover’s Rock”, de Steve McQueen (Reino Unido) “Mangrove”, de Steve McQueen (Reino Unido) “Druk”, de Thomas Vinterberg (Dinamarca) “DNA”, de Maïwenn (Algéria/França) “Falling”, de Viggo Mortensen (EUA) “Ammonite”, de Francis Lee (Reino Unido) “Sweat”, de Magnus von Horn (Suécia) “Nadia, Butterfly”, de Pascal Plante (Canadá) “Limbo”, de Ben Sharrock (Reino Unido) “Invasão Zumbi 2” (Peninsula), de Sang-ho Yeon (Coreia do Sul) “Broken Keys”, de Jimmy Keyrouz (Líbano) “Truffle Hunters”, de Gregory Kershaw & Michael Dweck (EUA) “Aya and the Witch” (Aya To Majo), de Goro Miyazaki (Japão) “Heaven: To the Land of Happiness”, de Im Sang-soo (Coreia do Sul) “Last Words”, de Jonathan Nossiter (EUA) “Des Hommes”, de Lucas Belvaux (Bélgica) “Passion Simple”, de Danielle Arbid (Líbano) “A Good Man”, de Marie-Castille Mention-Schaar (França) “The Things We Say, The Things We Do”, de Emmanuel Mouret (França) “John and the Hole”, de Pascual Sisto (EUA) “Here We Are”, de Nir Bergman (Israel) “Rouge”, de Farid Bentoumi (França) “Teddy”, de Ludovic e Zoran Boukherma (França) “Une Medicine De Nuit”, de Elie Wajeman (França) “Enfant Terrible”, de Oskar Roehler (França) “Pleasure” de Ninja Thyberg (Suécia) “Slalom”, de Charléne Flavier (França) “Casa de Antiguidades”, de João Paulo Miranda (Brasil) “Ibrahim”, de Samuel Gueismi (França) “Gagarine”, de Fanny Liatard & Jérémy Trouilh (Geórgia) “16 Printemps”, de Suzanne Lindon (França) “Vaurien”, de Peter Dourountzis (França) “Garçon Chiffon”, de Nicolas Maury (França) “Si Le Vent Tombe”, de Nora Martirosyan (Armênia) “On the Route for the Billion”, de Dieudo Hamadi (Congo) “9 Days at Raqqa”, de Xavier de Lauzanne (França) “Antoinette in the Cévènnes”, de Caroline Vignal (França) “Les Deux Alfred”, de Bruno Podalydès (França) “Un Triomphe”, de Emmanuel Courcol (França) “Les Discours”, de Laurent Tirard (França) “L’Origine du Monde”, de Laurent Lafitte (França) “Flee”, de Jonas Poher Rasmussen (Dinamarca) “Septet: The Story of Hong Kong”, de Ann Hui, Johnnie To, Hark Tsui, Sammo Hung, Woo-Ping Yuen & Patrick Tam (Hong Kong) “El Olvido Que Seremos”, de Fernando Trueba (Espanha) “In the Dust”, de Sharunas Bartas (Lituânia) “The Real Thing”, de Kôji Fukada (Japão) “Souad”, de Ayten Amin (Egito) “February”, de Kamen Kalev (Bulgária) “Beginning”, de Déa Kulumbegashvili (Grécia) “Striding Into the Wind”, de Shujun Wei (China) “The Death of Cinema and My Father Too”, de Dani Rosenberg (Israel) “Josep”, de Aurel (França)

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    Maria Alice Vergueiro (1935 – 2020)

    3 de junho de 2020 /

    A atriz, professora e diretora Maria Alice Vergueiro morreu nesta quarta (3/6) em São Paulo, aos 85 anos, após ser internada no Hospital das Clínicas, há uma semana, com forte insuficiência respiratória, um quadro de pneumonia e suspeita de covid-19. Considerada uma das grandes damas do teatro moderno e da contracultura brasileira, Vergueiro estrelou mais de 60 peças, filmes e produções televisivas. Além de seu trabalho em clássicos do palco brasileiro, do Teatro de Arena, sob a direção de Augusto Boal, passando pelo Oficina, de José Celso Martinez Corrêa, e até o Teatro do Ornitorrinco, do qual foi uma das fundadoras, ela ficou conhecida por viralizar num dos primeiros vídeos disseminados pela internet no Brasil, o célebre “Tapa na Pantera”, de 2006, no qual interpretava uma senhora maconheira. Feito por três estudantes de cinema — um deles, Esmir Filho, lançou-se cineasta com “Os Famosos e Os Duendes da Morte”, vencedor do Festival do Rio de 2009 – “Tapa na Pantera” foi parar no YouTube sem querer, sem a permissão dos autores, e se tornou o primeiro fenômeno brasileiro viral. Ela também participou de filmes emblemáticos do cinema nacional, dentre eles três longas de Sergio Bianchi, “Maldita Coincidência” (1979), “Romance” (1988) e “Cronicamente Inviável” (2000). Estrelou ainda a adaptação de “O Rei da Vela” (1983), clássico teatral dirigido por José Celso, além de “O Corpo” (1991) de José Antonio Garcia, “Perfume de Gardênia” (1992), de Guilherme de Almeida Prado, “A Grande Noitada” (1997) de Denoy de Oliveira, “Quanto Dura o Amor?” (2009) de Roberto Moreira, e “Topografia de Um Desnudo” (2009) de Teresa Aguiar. Maria Alice fez até novelas. Em 1987, ela interpretou Lucrécia, em “Sassaricando”. Em 2003, a atriz descobriu que sofria de Parkinson, uma doença degenerativa do sistema nervoso central. Mas não parou de atuar. Seu último trabalho na televisão foi em 2016, quando interpretou uma síndica maconheira em “Condomínio Jaqueline”, e seu último filme foi o o recente “Vergel” (2017) de Kris Niklison. Em 2018, ela ainda se tornou tema de documentário – “Górgona”, que fez um apanhado de sua vida e obra.

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    Nova adaptação do mangá clássico Lupin III estreia em VOD no Brasil

    3 de junho de 2020 /

    A Sato Company mudou os planos de lançamento da animação “Lupin III, O Primeiro”, devido à pandemia de covid-19. Originalmente previsto para os cinemas, o filme chega nesta quarta (3/6) diretamente nas plataformas digitais para aluguel e venda – já disponível no Now, Vivo Play, SKY Play e Looke e em seguida no iTunes, Microsoft Store, YouTube Filmes e Google Play. Trata-se da primeira animação feita em computação gráfica com o clássico personagem dos quadrinhos japoneses. Criado por Monkey Punch (pseudônimo de Kato Kazuhiko) em 1967, o mangá clássico seguia as façanhas e aventuras incríveis de Arsène Lupin III, neto de Arsène Lupin, o mais famoso ladrão da literatura francesa. Para fazer jus ao legado da família, Lupin III viaja o mundo roubando objetos de valor inestimável. Mais que isto, ele anuncia suas intenções através de telefonemas antes de realizar os assaltos, apenas para provocar a polícia. Apesar da ousadia, Lupin não está sozinho nessa empreitada. Junto com ele, agem o exímio atirador e braço direito Daisuke Jigen e o mestre espadachim Goemon Ishikawa XIII, além da femme fatale Fujiko Mine, uma eterna rival e interesse romântico do ladrão, que às vezes é aliada, mas geralmente só quer passar a perna em Lupin. Todos eles ainda são perseguidos pelo inspetor Koichi Zenigata, que tem como missão de vida pegar a quadrilha. A popularidade de Lupin III já rendeu várias adaptações, inclusive dois filmes live-action – em 1974 e outro mais recente, de 2014. Mas o personagem é mais conhecido pela série anime de 1971, que durou 23 episódios, 15 deles dirigidos por ninguém menos que Hayao Miyazaki, vencedor do Oscar de Melhor Animação por “A Viagem de Chihiro” (2001). A estreia de Miyazaki no cinema foi justamente dirigindo o primeiro longa animado de Lupin III, “O Castelo de Cagliostro” (1979). A nova animação não inova na trama, contando com a mesma configuração de personagens dos mangás e animes originais, desta vez em busca de um lendário Diário de Bresson. Segundo uma lenda, quem desvendar os segredos do Diário poderá adquirir imensa fortuna. Este teria sido o único tesouro que Arsène Lupin, o avô, não conseguiu adquirir durante sua vida, tendo sido procurado até pelos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial. A direção é de Takashi Yamazaki, que comandou a versão live-action do anime clássico “Patrulha Estelar”, lançada em 2010. Veja abaixo o trailer nacional de “Lupin III, O Primeiro”, produzido quando o plano ainda previa estreia nos cinemas.

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    Filmes do cancelado Festival de Cannes competirão no Festival de San Sebastian

    2 de junho de 2020 /

    A pandemia de covid-19 impediu a entrega da Palma de Ouro em 2020, mas os filmes selecionados para o cancelado Festival de Cannes ainda terão a chance de vencer a Concha de Ouro, prêmio principal do Festival de San Sebatian, evento cinematográfico de maior prestígio da Espanha. Os dois festivais firmaram uma parceria e San Sebastian incluirá os títulos selecionados para a competição de Cannes em sua disputa oficial, que vai acontecer entre 18 e 26 de setembro – logo após o Festival de Veneza e simultaneamente ao Festival de Toronto. “Circunstâncias excepcionais, medidas excepcionais”, disse Thierry Frémaux, diretor artístico de Cannes, em comunicado, que revelou detalhes de sua programação cancelada, sem, entretanto, nomear nenhum dos filmes selecionados. A revelação dos títulos acontecerá posteriormente, mas já se sabe que entre eles figuram obras como “The French Dispatch” de Wes Anderson, “Comes Morning” de Naomi Kawase, “Memoria” de Apichatpong Weerasethakul, e “Druk – Mais uma Rodada” (Another Round) de Thomas Vinterberg. Graças aos acordos firmados por Cannes, esses títulos também serão exibidos em outros festivais de fim de ano, ao redor do mundo. O festival físico de Cannes teve que ser cancelado por causa da pandemia de coronavírus Depois de ver seus planos de realização e posterior adiamento inviabilizados pela pandemia, a organização do Festival de Cannes decidiu que revelaria sua seleção oficial e promoveria sua exibição em festivais parceiros em todo o mundo. Além de San Sebastian, Frémaux fechou exibições nos festivais de Toronto, Pusan, Deauville, Pusan e Nova York. Ao todo, Cannes escolheu 56 filmes em sua seleção oficial de 2020. Eles incluem longas que seriam exibidos em mostras paralelas e fora de competição, mas que agora serão reunidos em uma única lista, não divididos nas categorias tradicionais do festival. Frémaux também divulgou estatísticas que mostram que 16 filmes, ou 28,5% do total, foram dirigidos por mulheres, em comparação com 14 títulos (23,7%) do ano passado. “Esse número crescente de diretoras na seleção é resultado de uma evolução observada por vários anos”, observou Frémaux. “Ela atesta, em número e em valor, a contribuição artística e humana das mulheres no cinema contemporâneo, sejam elas diretoras ou técnicas”, disse o responsável por Cannes. A seleção oficial incluiu filmes dos EUA, Coréia do Sul, Japão e Reino Unido, mas também de territórios raramente representados em Cannes, como Bulgária, Geórgia, Congo. Mas o cinema francês, sempre destacado em Cannes, seria particularmente forte este ano, com 21 títulos na escalação oficial, em comparação com os 13 do ano passado e os 10 de 2018. A Frémaux anunciará a programação completa do que seria o Festival de Cannes 2020 na quarta-feira (3/6).

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    Peggy Pope (1929 – 2020)

    2 de junho de 2020 /

    Peggy Pope, atriz veterana que participou da série “Soup” e do grande sucesso de cinema “Como Eliminar seu Chefe”, morreu na quarta passada (27/5), em Fort Collins, Colorado (EUA), aos 91 anos. A causa da morte não foi revelada. Nascida em Nova Jersey, Florence Pope (seu nome real) fez sua estréia na Broadway em 1959, aos 30 anos, e teve longa carreira nos palcos de Nova York, trabalhando ao lado de astros como James Stewart e Sam Waterston. A atriz começou a fazer séries em 1966. Entre participações em atrações como “A Feiticeira”, “Rhoda”, “Barnaby Jones” e “Fama”, acabou entrando para o elenco de duas produções de curta duração da rede CBS, vivendo uma colega de trabalho de James Coco em “Calucci’s Department” (1973) e a mãe frustrada de Steve Guttenberg em “Billy” (1979). Mas ela é mais lembrada por um papel bem menor: a sra. David, que apareceu em seis episódios de “Soup” (1977–1981), onde, depois de conhecer o personagem gay de Billy Crystal, admitiu à filha que ele tinha sido seu “primeiro homo”. Seu destaque cinematográfico também foi como uma personagem secundária, a engraçada secretária Margaret, que incentivava suas colegas de trabalho (interpretadas por Dolly Parton, Lily Tomlin e Jane Fonda) a levar adiante os planos que batizaram a comédia “Como Eliminar seu Chefe” (1980). Ela até participou da série derivada do filme, em 1982. Seu currículo ainda incluiu filmes como “Tudo em Família” (1981), “O Último Guerreiro das Estrelas” (1984), “Procura-se Rapaz Virgem” (1985), “O Substituto” (1996) e “Choke – No Sufoco” (2008). Em 2011, Pope publicou sua autobiografia, “Atta Girl”, e dois anos depois se aposentou das telas, com a comédia “Amigas Inseparáveis” (2013).

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