“Gentleman Jack” é cancelada após duas temporadas
A HBO anunciou o cancelamento de “Gentleman Jack” após duas temporadas. “Quando começamos essa jornada há mais de cinco anos, sabíamos que a criadora da série, Sally Wainwright, tinha uma visão única e convincente, e tem sido tremendamente gratificante ver como a jornada de Anne Lister ressoou com os espectadores. Somos incrivelmente gratos a Sally, às impecáveis Suranne Jones e Sophie Rundle, e a todo o elenco e equipe por dar vida à história de Anne e Ann. Também gostaríamos de agradecer aos nossos parceiros da BBC e Lookout Point por sua colaboração em duas temporadas notáveis”, disse o canal pago em comunicado. A série de época era baseada na história real da primeira lésbica moderna, Anne Lister, que foi uma mulher de negócios rica e bem-sucedida, conhecida não apenas por se vestir com ternos masculinos, mas por ter se casado com a noiva Ann Walker numa igreja em 1834, no primeiro casamento lésbico do mundo. Escrita, dirigida e produzida por Sally Wainwright (criadora de “Happy Valley”), a produção destacava Suranne Jones (“Doctor Foster”) como Anne Lister e Sophie Rundle (“Peaky Blinders”) como Ann Walker, além de Gemma Whelan (“Game of Thrones”), Timothy West (“Masada”) e Gemma Jones (“O Diário de Bridget Jones”). Infelizmente, o cancelamento deixa a trama sem conclusão. A segunda leva de episódios acabou com um gancho importante, que não terá continuidade. Veja abaixo o trailer da última temporada, encerrada em 29 de maio.
Teaser nacional anuncia minissérie biográfica de Mike Tyson
A plataforma Star+ divulgou a versão nacional do teaser de “Mike: Além de Tyson”, minissérie biográfica sobre a vida e a carreira do campeão mundial do boxe Mike Tyson. A prévia mostra alguns dos momentos mais controversos de Tyson, destacando seu temperamento agressivo, a famosa mordida que arrancou pedaço da orelha de Evander Holyfield, explosões de violência e tempo na prisão. Por conta disso, Mike Tyson tentou impedir a produção. Quando não conseguiu, atacou a série com muitos xingamentos nas redes sociais. Na verdade, ele pretendia fazer sua própria minissérie chapa branca, com Jamie Foxx no papel principal. O elenco destaca Trevante Rhodes (“Moonlight”) como a versão adulta do esportista e também incluiu o veterano Harvey Keitel (“Cães de Aluguel”) na pele do técnico de boxe Cus D’Amato, Laura Harrier (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”) como a atriz Robin Givens, que foi a primeira mulher do boxeador, e Li Eubanks (“All Rise”) como Desiree Washington, a modelo que acusou Tyson de estupro. A produção foi escrita por Steven Rogers, dirigida por Craig Gillespie e produzida por Margot Robbie – que são, respectivamente, o roteirista, o diretor e a estrela-produtora de “Eu, Tonya”, filme premiado sobre outra estrela malvada dos esportes norte-americanos, Tonya Harding. Além deles, Karin Gist (produtora-roteirista de “Star” e “Mixed-ish”) integra a equipe como showrunner. A estreia está marcada para 25 de agosto no Brasil, mesmo dia do lançamento nos EUA. Confira abaixo o teaser em versões legendada e dublada em português.
Reservation Dogs: Série de Taika Waititi ganha trailer da 2ª temporada
O canal pago FX divulgou o trailer da 2ª temporada de “Reservation Dogs”, série de comédia passada em território nativo-americano, que retorna com novos episódios em 3 de agosto. A trama gira em torno de quatro adolescentes de descendência indígena numa cidadezinha em Oklahoma, que sonham em juntar dinheiro para ir para a Califórnia. A série é criação do cineasta neozelandês Taika Waititi, diretor de “Thor: Amor e Trovão”, que é descendente da tribo maori, e de Sterlin Harjo, diretor-roteirista do premiado filme indie “Mekko” (2015), que tem sangue seminole e creek, e mora na região abordada pela trama. Harjo também dirigiu o piloto e é coprodutor da atração com Waititi. O elenco destaca os jovens D’Pharaoh Woon-A-Tai (“Beans”), Devery Jacobs (“A Ordem”), Paulina Alexis (“Ghostbusters: Mais Além”) e o estreante Lane Factor nos papéis principais, além dos adultos Tamara Podemski (“Tin Star”), Zahn McClarnon (“Westworld”), Macon Blair (“Ruína Azul”), Kirk Fox (“Briarpatch”), Matty Cardarople (“Stranger Things”) e os rappers gêmeos Lil Mike & Funny Bone. A atração é o segundo sucesso de Waititi produzido para o FX. Ele também participa da produção de “What We Do in the Shadows”, baseada na comédia cinematográfica que codirigiu com Jemaine Clements em 2014. “Reservation Dogs” é exibida no Brasil pela plataforma Star+.
Steven Yeun entra no novo filme do diretor de “Parasita”
O ator Steven Yeun, indicado ao Oscar por “Minari”, entrou no elenco de “Mickey7”, novo filme do diretor sul-coreano Bong Joon Ho, que venceu quatro Oscars por “Parasita”. Ator e diretor já tinham trabalhado juntos no filme “Okja”, de 2017, lançado pela Netflix. Yeun se juntará a um elenco que já conta com Robert Pattinson (“Batman”), Naomi Ackie (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”), Mark Ruffalo (“Vingadores: Ultimato”) e Toni Collette (“Hereditário”). A produção é uma ficção científica, baseada no livro homônimo do escritor Edward Ashton, sobre um clone que integra um esforço de colonização num mundo de gelo. Sempre que há uma missão muito perigosa – até mesmo suicida – a equipe se volta para Mickey. Considerado descartável, ele é substituído por um clone igual sempre que morre, mantendo a maioria de suas memórias intactas. Após seis mortes, Mickey7 entende os termos de seu acordo. Só que ele sobrevive à última missão perigosa e, ao retornar à base, surpreende-se ao ver um novo clone em seu lugar, Mickey8. Como a ideia de clones duplicados é universalmente odiada, ele sabe que, se for pego, será imediatamente reciclado. Mas o segredo de sua sobrevivência pode ser a única forma de salvar a missão no planeta Niflheim. Pattinson interpretará Mickey e os demais atores não tiveram os papéis revelados. Brad Pitt e sua produtora Plan B também estão à frente do projeto, que será distribuído pela Warner Bros. Pitt e Joon Ho também já tinham trabalhado juntos na produção de “Okja”. “Mikey7” ainda não tem cronograma de produção conhecido nem previsão de estreia.
Ethan Hawke compartilha foto com Pedro Almodóvar
O ator Ethan Hawke (“Cavaleiro da Lua”) compartilhou nas redes sociais a primeira foto de bastidores de “Strange Way of Life”, seu novo trabalho, em que é dirigido por Pedro Almodóvar (“Mães Paralelas”). Na imagem, ele aparece montado num cavalo ao lado do cineasta espanhol “Strange Way of Life” é um curta-metragem de western centrado no conflito entre uma dupla de pistoleiros de meia-idade. Na trama, Hawke contracena com Pedro Pascal (“The Mandalorian”), como um xerife e um pistoleiro que vivem em lados opostos de um deserto. Eles não se veem há 25 anos. “Então um deles viaja pelo deserto para encontrar o outro”, disse Almodóvar, ao anunciar a produção. “Haverá um confronto entre eles, mas realmente a história é muito íntima”. A produção está sendo rodada na região desértica de Almería, na Espanha, locação conhecida como cenário de diversos spaghetti western, inclusive o clássico “Três Homens em Conflito” (1966), de Sergio Leone, e segundo Almodóvar, vai abordar a masculinidade. “Pode ser minha resposta a ‘Brokeback Mountain'”, ele comparou. Vale lembrar que Almodóvar teve a oportunidade de dirigir “O Segredo de Brokeback Mountain”, antes mesmo do envolvimento de Ang Lee no filme que rendeu ao diretor taiwanês o Oscar de Melhor Direção em 2006. O título do curta é o mesmo do fado “Estranha Forma de Vida”, da cantora portuguesa Amália Rodrigues, que será utilizado na abertura do filme. O último filme lançado por Pedro Almodóvar foi “Mães Paralelas”, em 2021. Além de “Strange Way of Life”, o diretor trabalha na pré-produção de “A Manual for Cleaning Women”, seu primeiro longa-metragem em inglês, que será estrelado por Cate Blanchett (“O Beco do Pesadelo”). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ethan Hawke (@ethanhawke)
Gregório Duvivier dubla gato da sorte no trailer de “Luck”
A Apple TV+ divulgou o novo trailer da animação “Luck”, que destaca o gato preto Bob, uma espécie de guia da “Terra da Sorte”. A dublagem nacional do personagem tem a voz do humorista Gregório Duvivier (do Porta dos Fundos). A trama segue uma mulher chamada Sam Greenfield, a pessoa mais azarada do mundo, que ao seguir o gato preto sortudo descobre sem querer a desconhecida Terra da Sorte. Só que seu azar é tão grande que ela dá curto-circuito no local e vai precisar ir na Terra do Azar para tentar consertar o desastre – e impedir que todas as pessoas do mundo se tornem azaradas. A produção da Skydance Animation tem como dubladores originais Eva Noblezada (“Rosa Amarela”) como Sam e Simon Pegg (“Missão Impossível: Efeito Fallout”) como o gato Bob – além de Jane Fonda (“Grace & Frankie”) como a dragão que chefia a Terra da Sorte, Flula Borg (“O Esquadrão Suicida”) como um unicórnio bigodudo chamado Jeff, Whoopie Goldberg (“Star Trek: Picard”) como a duende Capitã e Lil Rel Howery (“Free Guy”) como Marv. O filme tem direção de Peggy Holmes (“Tinker Bell: O Segredo das Fadas”) e estreia em 5 de agosto em streaming.
Os Menudos vão voltar!
Após duas séries – uma de ficção e outra documental – , a primeira boy band do mundo, Menudo, vai voltar à atividade. O comediante e produtor Mario Lopez se uniu à Menudo Productions para lançar uma nova geração de Menudos. Os testes vão começar de forma online no fim do mês e se estenderão por várias cidades de Porto Rico em setembro, em busca de novos talentos entre 12 e 16 anos. “Como tantas pessoas em todo o mundo, cresci como um grande fã do Menudo”, disse Lopez. “Estou tão animado e honrado por fazer parte desse projeto e trazer essa icônica boy band latina de volta ao mundo!” O projeto, chamado de “Menudo: A New Beginning”, é realmente um novo começou para a “franquia”, 12 anos após o fim da boy band latina. De seu início em 1977 até seu final em 2009, Menudo dominou os mercados pré-adolescentes e adolescentes hispânicos, vendendo mais discos do que BTS e One Direction juntos. O grupo também quebrou recordes de público em shows e estabeleceu o padrão para todas as boy bands que se seguiram. E ainda revelou o vencedor do Grammy Ricky Martin e o cantor e produtor Robi Draco Rosa, entre outros. Apesar de muito copiado, Menudo tinha uma fórmula única, por substituir seus cantores na medida em que eles ficavam mais velhos. Isto ajudou a manter o grupo ativo por décadas, sempre renovando seus fãs. Mas a controle absoluto de todas as decisões – e lucros – nas mãos do empresário musical Edgardo Díaz também gerou muitas denúncias. Além de exploração, ele foi acusado por abusos na recente série documental “Menudo: Sempre Jovens”, da HBO Max. Os novos Menudos, porém, compartilharão todas as receitas de shows, mercadorias e músicas, além de participar das decisões com uma equipe de gerenciamento sediada em Miami e composta por profissionais experientes, incluindo o veterano produtor da indústria musical Angel Zamora.
Quentin Tarantino se rende aos Minions por causa do filho
Até o cineasta Quentin Tarantino (“Era uma Vez em… Hollywood”) se rendeu aos Minions. Em entrevista à revista britânica Empire, ele revelou que escolheu um filme das criaturinhas amarelas como primeiro longa da vida de seu filho Leo, de dois anos. “Ele é muito novo, então assistiu apenas a um filme”, disse Tarantino na entrevista. “Achei que iríamos ver um desenho animado dos Minions, mas depois entendi que era ‘Meu Malvado Favorito 2’. Quando percebi que era um longa, ele já estava muito interessado nos créditos e aí pensei: ‘ok, acho que vamos assistir ‘Meu Malvado Favorito 2’. Ele assistiu por 20 minutos e aí chegou a hora de ir para o parquinho. No dia seguinte, vimos mais 15 minutos. E assim foi que, ao longo de uma semana, o primeiro filme do Leo foi ‘Meu Malvado Favorito 2’”. Até então, o menino só tinha visto séries animadas. E Tarantino confessou que vem acompanhando assiduamente ao desenho “Peppa Pig” com filho. “Ouso dizer que ‘Peppa Pig’ é o principal produto de exportação britânica da década”, afirmou. Além do menino de dois anos, Tarantino também é pai de uma menina recém-nascida (no último dia 2 de julho). As duas crianças são fruto de seu casamento com a cantora israelense Daniella Pick, com quem ele trocou alianças em novembro de 2018. Com 59 anos, Tarantino tem dito que planeja se aposentar após mais um filme. Ele já ventilou vários projetos, desde uma produção da franquia sci-fi “Star Trek” até “Kill Bill – Volume 3”, mas não deu sequência a nenhum.
Astro da série “Cheer” é condenado a 12 anos de prisão
O dançarino e cheerleader Jerry Harris, de 22 anos, foi sentenciado a 12 anos de prisão nos EUA na quarta-feira (6/7). Ele estava sendo processado desde 2020 por posse de pornografia infantil e por assédio e abuso sexual contra menores de idade. Jerry Harris ficou conhecido por sua participação em “Cheer”, série documental da Netflix sobre o dia a dia dos líderes de torcida da Universidade de Navarro – apareceu em nove episódios das duas temporadas da atração. Em fevereiro deste ano, ele admitiu ter trocado conteúdo erótico com pelo menos dez adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos. Ele também reconheceu ter feito sexo com um garoto de 15 anos e ter pago um outro rapaz, de 17, para lhe mandar nudes. Segundo os promotores do caso, o líder de torcida tentou convencer outro menor de idade a lhe praticar sexo oral dentro de um banheiro público, durante um evento esportivo, tendo ainda solicitado “nudes” de um quarto menor por meio do aplicativo Snapchat. Ao se confessar culpado, seus advogados afirmaram que ele desejava “assumir a responsabilidade pelas próprias ações” e transmitir publicamente “seu remorso pelo dano causado às vítimas”, além de “passar o resto de sua vida redimindo-se pelo que fez”.
Demolidor vai aparecer na série “Eco” da Marvel
A volta do Demolidor ao MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) está mais próxima do que se imaginava. Nesta quinta (7/7), os sites The Hollywood Reporter e Deadline publicaram que o herói vivido por Charlie Cox vai aparecer em “Eco” (Echo), a série derivada de “Gavião Arqueiro”, atualmente em produção para a Disney+. E ele não virá sozinho. Wilson Fisk, o Rei do Crime interpretado por Vincent D’Onofrio, também está no elenco da produção, apesar de ter sido supostamente morto por Maya Lopez, a Eco, na série anterior. Interpretada por Alequa Cox, Eco foi introduzida como vilã em “Gavião Arqueiro”. Mas depois de descobrir a participação de Fisk no assassinato de seu pai, resolveu mudar de lado. A participação de Matthew Murdock, o Demolidor, vai representar uma reunião de dois personagens deficientes da Marvel. Enquanto o herói é cego, a anti-heroína é surda – e compensa a falta de audição com a capacidade de copiar perfeitamente os movimentos ou estilo de luta de outra pessoa, tornando-a uma oponente formidável num combate corpo-a-corpo. Segundo apuraram as publicações, Murdock vai surgir em “Eco” investigando o paradeiro de uma pessoa desaparecida. E segundo o podcast The Weekly Planet, esta pessoa é ninguém menos que Jessica Jones (Krysten Ritter). Essa última informação, no entanto, não foi confirmada pelas publicações, que a consideraram um rumor. “Eco” foi escrita pelo casal Etan Cohen (“MIB: Homens de Preto III”) e Emily Cohen, e só vai chegar em 2023 na Disney+. Depois disso, o Demolidor deverá reaparecer em sua série própria, atualmente em desenvolvimento pelos produtores-roteiristas Matt Corman e Chris Ord, criadores de “Cover Affairs”.
Participante de “No Limite” é internado com varíola dos macacos
O participante do reality “No Limite”, Matheus Pires foi internado após ser diagnosticado com varíola dos macacos. A informação foi confirmada pela equipe dele com um comunicado nas redes sociais nesta quinta-feira (7/7). O quadro de saúde de Pires é estável, mas, por causa da internação, ele não estará presente na grande final do programa, que vai ao ar justamente nesta quinta. “No início da semana, Matheus começou apresentar alguns sintomas de ‘monkeypox’ (varíola dos macacos) e prontamente fez o exame. Ontem (6/7) foi confirmada a infecção pela varíola, com isso ele precisou ser internado e não vai comparecer à final do programa ‘No Limite’ da TV Globo nessa quinta-feira (7/7) no Rio de Janeiro”, diz o comunicado publicado nas redes sociais. “Pedimos a todos que mandem energias positivas para que ele se recupere quanto antes e logo possa estar de volta. Por enquanto, ele se encontra estável e assim que puder, vem aqui explicar tudo para vocês”, completa o texto. Nas últimas horas, os órgãos sanitários brasileiros confirmaram 36 novos casos de varíola dos macacos, um aumento exponencial em relação ao total de 142 casos já registrados da doença viral no Brasil. A maioria dos casos (98) se concentra em São Paulo. A doença começa com febre, fadiga, dor de cabeça e dores musculares, sintomas semelhantes a um resfriado ou gripe. A diferença é o aparecimento de lesões cutâneas (na pele), que são chamadas de exantema ou rash cutâneo (manchas vermelhas). Essas lesões aparecem inicialmente na face, espalhando para outras partes do corpo. A varíola dos macacos não se espalha facilmente entre as pessoas. É necessário contato físico ou muita proximidade para o contágio – seja de um animal infectado (como roedores) ou de outros indivíduos infectados, por meio das secreções ou gotículas do sistema respiratório. O tempo de incubação é um intervalo entre 5 e 21 dias entre o contato com uma pessoa infectada e o aparecimento do primeiro sintoma. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Matheus Pires (@matheus.campires)
James Caan: Morre o astro de “O Poderoso Chefão”
O ator James Caan, que marcou a história do cinema como Sonny Corleone em “O Poderoso Chefão” (1972), morreu na noite de quarta-feira (6/7) em Los Angeles, de causa não revelada, aos 82 anos. Caan é sempre lembrado por sua atuação explosiva como o filho mais velho de Dom Corleone (Marlon Brando) no clássico de Francis Ford Coppola. De presença hipnotizante em cena, o papel de herdeiro do império do crime da família Corleone lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Originalmente, a Paramount havia escalado outro ator no papel, mas Coppola, que era um velho amigo e já havia dirigido Caan em “Caminhos Mal Traçados” (1969), insistiu que só ele poderia fazer justiça ao personagem. Nascido em Nova York, Caan tinha até o sotaque do personagem e se encaixou como uma luva na produção. James Edmund Caan nasceu em 26 de março de 1940. Filho de imigrantes judeus da Alemanha, cresceu em Sunnyside, Queens, e estudou na faculdade de Long Island na mesma classe de Coppola. O início da carreira de ator foi em peças do circuito off-Broadway e participações em séries de TV no começo dos anos 1960. Seus primeiros papéis nas telas se materializaram em episódios de “Cidade Nua” e “Rota 66”, em 1961. Já a estreia no cinema foi uma figuração na comédia “Irma La Douce” (1963), de Billy Wilder. Ele começou a se destacar a partir do western “Assim Morrem os Bravos” (1965), escrito por Sam Peckinpah. Por seu papel, como um soldado da cavalaria dos EUA, recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de estreante mais promissor. O reconhecimento lhe rendeu escalação no clássico “El Dorado” (1967), penúltimo filme de Howard Hawks, ao lado de John Wayne e Robert Mitchum, e abriu caminho para seus primeiros trabalhos como protagonista – no suspense “O Terceiro Tiro” e na sci-fi “No Assombroso Mundo da Lua”, ambos também lançados em 1967. Um ano antes de estrelar “O Poderoso Chefão”, Caan ainda foi indicado ao Emmy de Melhor Ator por sua performance em “Glória e Derrota”, telefilme em que interpretou o jogador de futebol americano Brian Piccolo, diagnosticado com câncer terminal logo após se tornar profissional. Muitos críticos consideram a produção da rede ABC um dos melhores telefilmes já feitos. Com a enorme diferença de tom entre “Glória e Derrota” e “O Poderoso Chefão”, Caan mostrou a versatilidade que o acompanharia por toda a carreira, permitindo-lhe alternar-se entre dramas sensíveis, thrillers nervosos e comédias malucas. Foram mais de 100 papéis e muitos destaques. Só nos anos 1970, a lista inclui o drama criminal “O Jogador” (1974), de James Toback, a sci-fi “Rollerball: Os Gladiadores do Futuro” (1975), o thriller “Elite de Assassinos” (1975), de Sam Peckinpah, a comédia “A Última Loucura de Mel Brooks” (1976), de Mel Brooks, e o épico de guerra “Uma Ponte Longe Demais” (1977), de Richard Attenborough. Mas poderia ter feito filmes ainda mais populares. No auge da carreira, ele recebia tantas ofertas que não conseguiu encaixar alguns clássicos, como “Conexão Francesa” (1971), “Um Estranho no Ninho” (1975) e “Kramer vs. Kramer” (1979), três produções que renderam Oscars de Melhor Ator para seus intérpretes. Além disso, deixou passar o papel de Han Solo em “Star Wars” – foi a opção original de George Lucas. Coppola também tentou convencê-lo a viver o Capitão Willard em “Apocalypse Now” (1979), mas os dois só voltaram a trabalhar juntos em “Jardins de Pedra” (1987). Determinado a não desempenhar o mesmo papel repetidamente, Caan preferiu desafios que contrariavam expectativas, como viver o cantor e dançarino Billy Rose ao lado de Barbra Streisand em “Funny Lady” (1975) ou fazer dueto com Bette Midler em “Para Eles, com Muito Amor” (1991). Mesmo ao encarar tramas mafiosas, como em “Profissão: Ladrão” (1981), de Michael Mann, ele buscou cercar essas produções com escolhas inesperadas, como dois dramas do cineasta francês Claude Lelouch – “Outro Homem, Outra Mulher” (1977) e “Retratos da Vida” (1981). Mas Caan ficou cansado de atuar e decidiu dirigir um filme em 1980: “Hide in Plain Sight”, baseado na história real de um homem que descobre que seus filhos e ex-mulher sumiram, quando o namorado dela foi colocado no programa de proteção a testemunhas. O filme não fez sucesso e, junto com a perda de sua irmã por leucemia e o desgosto com os trabalhos que lhe ofereciam, o astro resolveu largar Hollywood, ficando ausente das telas de 1983 a 1986. Neste período, se dedicou a treinar crianças em times de futebol americano e basquete. Até que seu velho amigo Coppola o convenceu a retornar à atuação, interpretando um sargento do Exército dos EUA no traumático drama de guerra “Jardins de Pedra”. Em sua volta, Caan decidiu aceitar cheques mais altos para enveredar por gêneros mais comerciais e, por isso, também deixou sua marca na sci-fi “Missão Alien” (1988), que deu origem a uma franquia, na adaptação de quadrinhos “Dick Tracy” (1991) e no terror “Louca Obsessão” (1991), que rendeu o Oscar de Melhor Atriz para sua colega de cena, Kathy Bates. Em contrapartida, também ajudou a deslanchar a carreira de alguns diretores estreantes – ou no segundo filme – , como Wes Anderson, com quem trabalhou em seu primeiro longa independente, “Pura Adrenalina” (1996), além de James Gray em “Caminho sem Volta” (2000), Christopher McQuarrie em “À Sangue Frio” (2000) e Jon Favreau em “Um Duende em Nova York” (2003), antes mesmo que Hollywood reconhecesse devidamente seus talentos. Ele também fez duas comédias com Adam Sandler, “À Prova de Balas” (1996) e “Este é o Meu Garoto” (2012), e, ao se cansar da fama de mafioso, zoou dos clichês em “Mickey Olhos Azuis” (1999). Quando os filmes começaram a ficar repetitivos, Caan resolveu ir para a TV, passando quatro temporadas como dono de cassino em “Las Vegas” (2003-2007), outra como chefe da máfia de Miami em “Magic City” (2013) e mais uma na pele de um antigo astro de beisebol em “Back in the Game” (2013-2014). Além disso, virou dublador na animação “Tá Chovendo Hambúrguer” (2009) e sua continuação de 2013. Assim como sua filmografia, a vida pessoal de Caan também foi uma montanha-russa. Ele foi casado quatro vezes e teve cinco filhos. O mais famoso é Scott Caan, que seguiu os passos do pai, estrelando a franquia “Onze Homens e um Segredo” e o reboot da série “Hawaii-Five-0” – que contou com participação do velho Caan num episódio de 2012. O quarto casamento terminou após três pedidos de divórcio e a denúncia do ator de que a esposa estava gastando todo o seu dinheiro e forçando-o a aparecer em filmes muito ruins, como “Sicilian Vampire” (2016), simplesmente para pagar as contas. E, de fato, seus últimos filmes passaram longe da qualidade das obras que lhe renderam reconhecimento. Seu último filme, “Fast Charlie” (também conhecido como “Gun Monkeys”), foi finalizado neste ano e representa uma volta aos papéis mafiosos. Dirigido por Phillip Noyce, será lançado em 2023.
Trailer de “Bom Dia, Verônica” destaca participação de Klara Castanho
A Netflix divulgou o trailer e a data de estreia da 2ª temporada de “Bom Dia, Verônica”. A prévia mostra a protagonista em fuga e destaca as novas participações de Klara Castanho (“De Volta aos 15”), Reynaldo Gianecchini (“A Dona do Pedaço”) e Camila Márdila (“Que Horas Ela Volta?”) na atração. Castanho tem uma cena forte de abuso sexual na trama, que está merecendo atenção especial da produção, após a revelação recente de que a atriz passou por um estupro na vida real. Ela interpreta uma jovem de 18 anos que é abusada sexualmente pelo próprio pai, um homem religioso interpretado por Reynaldo Gianecchini. Os novos episódios vão revelar que o personagem de Gianecchini é quem está por trás da perigosa organização criminosa da série, responsável por infiltrar aliados em cargos importantes na polícia e no judiciário. Na produção do streaming, ele viverá um benfeitor conhecido, livre de suspeitas. Por isso, será um inimigo difícil de ser combatido pela protagonista Verônica (Tainá Müller). Produção da Zola Filmes, a série é baseada no romance policial de mesmo nome de Ilana Casoy e Raphael Montes (autores de “A Menina que Matou os Pais”), lançado originalmente sob o pseudônimo de Andrea Killmore. Os dois também escrevem e produzem a atração, concebida pelo próprio Raphael Montes. A estreia da 2ª temporada vai acontecer em 3 de agosto.











