Terror do diretor de A Bruxa coproduzido pelo Brasil vence Prêmio da Crítica em Cannes
Coprodução brasileira, o terror “The Lighthouse” (o farol), do americano Robert Eggers (“A Bruxa”), foi o vencedor do Prêmio da Crítica como Melhor Filme na seção paralela Quinzena dos Realizadores, no Festival de Cannes. Uma das obras mais elogiadas do festival deste ano, o longa atingiu 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Rodado em preto e branco, traz Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) e Willem Dafoe (“Aquaman”) como dois sujeitos que têm de cuidar de um farol isolado na região da Nova Inglaterra, no século 19. O clima é gótico e ao estilo dos melhores contos de Edgar Allan Poe. Assim como aconteceu com a “A Bruxa”, filme de estreia de Eggers, “The Lighthouse” tem coprodução da produtora paulista RT Features, de Rodrigo Teixeira. A premiação do longa se soma à vitória de “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, do cearense Karim Aïnouz, outra coprodução da RT Features, que foi eleito o Melhor Filme da mostra Um Certo Olhar, a mais importante seção paralela do Festival de Cannes, dedicada a filmes mais ousados. Já o Prêmio da Crítica para Melhor Filme da mostra competitiva ficou com “It Must Be Heaven”, do palestino Elia Suleiman, que discute identidade no país do diretor, que muitos dizem não existir. A premiação é iniciativa da Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci) e não é considerada um prêmio oficial de Cannes.
The Nightingale: Suspense premiado da diretora de O Babadook ganha primeiro trailer
O estúdio indie americano IFC divulgou o pôster e o primeiro trailer do suspense de época “The Nightingale”, novo filme da diretora australiana Jennifer Kent, responsável por “O Babadook” (2014), um dos melhores exemplares do terror moderno. Repetindo o que aconteceu com o filme de estreia da cineasta, “The Nightingale” está sendo elogiadíssimo pela crítica internacional. Além de conquistar o Prêmio Especial do Júri do Festival de Veneza passado, o longa conta com 89% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Alguns dos elogios rasgados foram incluídos na prévia – “revelação”, “obra-prima”! – , mas o que convence é o clima angustiante, que reflete o desespero e a determinação de uma mulher branca e seu guia aborígene no deserto da Tasmânia, alternando-se entre perseguidores e perseguidos por tropas britânicas. Passado em 1825, o filme acompanha Clare, uma jovem presidiária irlandesa que busca se vingar de um oficial britânico por um ato terrível de violência que ele cometeu contra sua família. No caminho, ela conta com os serviços de um rastreador aborígine chamado Billy, que também é marcado por traumas de seu próprio passado cheio de violência. O elenco destaca a italiana Aisling Franciosi (Lyanna Stark em “Game of Thrones”) e o estreante Baykali Ganambarr, premiado como revelação jovem do Festival de Veneza, além do inglês Sam Claflin (“Vidas à Deriva”), Michael Sheasby (“Até o Último Homem”) e Damon Herriman (o Charles Manson de “Era uma Vez em Hollywood”). A estreia está marcada para 2 de agosto nos Estados Unidos e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Primeira série árabe da Netflix, terror Jinn ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o trailer legendado de “Jinn”, primeira série original de origem árabe da plataforma. A atração é um terror adolescente, passado na cidade moderna de Amã, onde um grupo de jovens tem suas amizades e romances testados ao inadvertidamente convidarem as forças sobrenaturais dos Jinn (espíritos sobrenaturais) para seu mundo. Com as linhas entre o bem e o mal em perigo, o grupo de amigos precisa correr contra o tempo para encontrar as respostas necessárias para salvar tudo. Vale observar que nenhuma das mulheres mostradas na prévia veste hijab, o véu muçulmano. Isto porque a produção é jordaniana. A Jordânia é mais liberal em relação ao hijab, a ponto de seu uso ser mais uma opção de moda que obrigação religiosa. Ao contrário dos países vizinhos, a vestimenta não é obrigatória e não há punição para quem decidir passear de cabelos soltos. Outra curiosidade da produção é o uso das criaturas da mitologia islâmica chamadas de jinns – às vezes também referidas como “gênios”. Elas marcam presença na cultura popular desde as “Mil e Uma Noites”, de onde saiu a fábula clássica de Aladim e o gênio da lâmpada, várias vezes filmada por Hollywood. Mas nos países árabes os jinns não costumam ser retratados como seres benevolentes, como o dublado por Robin Williams na animação da Disney de 1992. Eles são mais parecidos com as criaturas malévolas do filme de terror “O Mestre dos Desejos” (1997). “Jinn” é criação do roteirista Bassel Ghandour, produtor assistente do premiado “Guerra ao Terror” e escritor de “O Lobo do Deserto”, indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira em 2016. Com direção do cineasta libanês Mir-Jean Bou Chaaya (“Very Big Shot”), a série tem seis episódios e vai estrear no dia 13 de junho em streaming.
Chucky faz churrasquinho de Slinky, de Toy Story, em novo pôster provocador de Brinquedo Assassino
A Orion Pictures voltou a provocar a Disney em um novo pôster do remake de “Brinquedo Assassino”. Depois de matar Woody à facadas, Chucky aparece fazendo churrasquinho de outro brinquedo famoso de Toy Story, o cachorrinho salsicha de mola Slinky. Mais que um crossover não autorizado, o cartaz é uma bravata. “Brinquedo Assassino” e “Toy Story 4” vão estrear no mesmo dia nos cinemas dos Estados Unidos. A concorrência também ia acontecer no Brasil. Mas, por aqui, foi Slinky quem tostou Chucky, que fugiu da disputa direta com um adiamento providencial. Apesar de ser considerado um remake, o novo “Brinquedo Assassino” é bem diferente do filme dos anos 1980, já que Chucky volta com tecnologia de ponta, como parte de um sistema de inteligência artificial conectado à chamada “internet das coisas”, que controla toda a casa de suas vítimas principais. Além disso, sua voz tem novo dono, dublada por Mark Hamill (o Luke Skywalker de “Star Wars”). O elenco também destaca Aubrey Plaza (“Legion”) como uma mãe que resolve dar o boneco de presente para o filho, vivido por Gabriel Bateman (“Quando as Luzes se Apagam”), sem saber de sua natureza sinistra. E Brian Tyree Henry (“Atlanta”), que vive um policial. Roteiro e direção estão a cargo de dois novatos nos cinemas: o roteirista Tyler Burton Smith, que escreve videogames, e o diretor norueguês Lars Klevberg, cujo primeiro longa – “Morte Instantânea”, uma versão ampliada do curta “Polaroid” – ainda não tem previsão de estreia nos Estados Unidos. A estreia de “Brinquedo Assassino” está marcada para 25 de julho no Brasil, mais de um mês após o lançamento norte-americano – de “Toy Story 4”.
Brightburn: Terror com super-herói do mal de James Gunn ganha trailer final
A Sony divulgou o trailer final de “Brightburn”, terror produzido pelo cineasta James Gunn (“Guardiões da Galáxia”), que ganhou o subtítulo de “Filho das Trevas” em português. Apesar da conexão pobre que o título nacional faz com “A Profecia”, a produção é basicamente a origem de Superman como filme de terror. A trama segue um casal, vivido por Elizabeth Banks (“A Escolha Perfeita”) e David Denman (“Outcast”), que adota um bebê que caiu literalmente do céu, numa nave espacial. E conforme o menino cresce, começa a demonstrar superpoderes. Seus pais sabem que ele é especial, destinado a grandes façanhas. Mas essa história superconhecida se descortina de forma diferente dos quadrinhos, em clima tenso. E quando o trailer mostra que criança adota uma capa vermelha e passa a voar, fica bastante claro: o pequeno alienígena é, na verdade, personagem de um terror sanguinário. A história foi escrita por Brian Gunn e Mark Gunn, respectivamente irmão e primo do diretor de “Guardiões da Galáxia”. James Gunn assina apenas a produção, mas seu nome é o primeiro destacado no trailer. Já a direção ficou a cargo de David Yarovesky, que fez o clipe da música “Inferno”, extraída da trilha de “Guardiões da Galáxia Vol. 2”. A estreia está marcada para quinta-feira (23/5) no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Midsommar: Novo terror do diretor de Hereditário ganha trailer legendado
A Paris Filmes divulgou o trailer legendado de “Midsommar”, novo terror de Ari Aster, o diretor de “Hereditário” (2018). A prévia tem uma montagem diferente dos trailers americanos, enfatizando o fetiche do diretor pelo clássico “O Homem de Palha” (1973), com cenas de um ritual pagão em meio a um campo ensolarado, em que muitas loiras sorridentes e saltitantes, com flores no cabelo, envolvem turistas e os convencem a participar de algo perigoso. Não demora e o clima hippie se torna satânico, conforme o vídeo avança. A beleza nórdica dos personagens é autêntica, já que a maioria do elenco vem da Suécia. Mas há alguns rostos ingleses e americanos conhecidos, como Florence Pugh (“Legítimo Rei”), Will Poulter (“Maze Runner”), Jack Reynor (“Transformers: A Era da Extinção”) e William Jackson Harper (série “The Good Place”), em meio à loirice de Julia Ragnarsson (“Sequestro na Ilha”), Anna Åström (“Vikings”), Liv Mjönes (“Agente H: Conspiração Terrorista”), Björn Andrésen (“Shelley”) e Gunnel Fred (série “Bron/Broen”). Florence Pugh, que também ganhou cabelos loiros, é a protagonista do filme, que segue um grupo de turistas em viagem à Suécia, a convite de um amigo, para participar de um festival de verão. Mas o que começa como um retiro idílico logo descamba para o campo sobrenatural. Assim como “Hereditário”, “Midsommar” foi escrito e dirigido por Aster. A estreia está marcada para 25 de julho no Brasil, três semanas após o lançamento nos Estados Unidos. A propósito, o filme ganhou subtítulo para o lançamento nacional. A “tradução” transformou o nome minimalista, de apenas uma palavra, num épico de sete palavras e um hífen. Virou: “Midsommar – O Mal Não Espera a Noite”.
Os Mortos Não Morrem: Filme de zumbis que abriu o Festival de Cannes ganha novo trailer
A Focus Features divulgou uma coleção de pôsteres e o segundo trailer de “Os Mortos Não Morrem” (The Dead Don’t Die), o filme de zumbis de Jim Jarmusch que abriu o Festival de Cannes deste ano. Depois de filmar vampiros em “Amantes Eternos” (2013), o veterano cineasta indie aprofunda sua fase horrorosa com zumbis, que saem dos cemitérios e necrotérios para atacar uma cidadezinha indefesa. O vídeo chega a lembrar “Zumbilândia” em suas lições sobre como matar quem já está morto. O elenco reúne diversos atores com quem Jarmusch trabalhou ao longo dos anos. Bill Murray (“Flores Partidas”), Adam Driver (“Paterson”) e Chloë Sevigny (também de “Flores Partidas”) vivem os policiais que precisam lidar com a situação, enquanto Tilda Swinton (“Amantes Eternos”) emula Michonne, como uma espadachim pronta para usar sua técnica samurai em mortos-vivos. O elenco ainda destaca Selena Gomez como uma adolescente em apuros e Iggy Pop como um dos zumbis canibais, o rapper RZA (do Wu Tang Clan) e até o cantor Tom Waits, que Jarmusch dirigiu no começo da carreira (em “Daunbailó”, de 1986). A estreia comercial está marcada para 14 de junho nos Estados Unidos e um mês depois, em 11 de julho, no Brasil.
A Maldição da Chorona desrespeita a cultura mexicana
Chorona é uma personagem folclórica muito importante para a cultura mexicana. Sua história foi contada oralmente através dos séculos e sofreu diversas alterações com o passar dos anos, ganhando diferentes versões. Uma dessas versões fala de uma mulher do século 17, casada, mãe de dois filhos e aparentemente feliz. Porém, ao descobrir a traição do marido e tomada por um acesso de raiva, ela resolve se vingar da pior maneira possível: matando os filhos deles. Após realizar seu ato de vingança, ela se arrepende e é condenada a passar o resto da eternidade chorando. Segundo a lenda, seu choro pode ser escutado até hoje, especialmente em noites de lua cheia. Embora leve em conta o mesmo nome da lenda, o longa-metragem “A Maldição da Chorona” é desrespeitoso em relação àquele folclore, utilizando-o apenas como pano de fundo para criar um novo subproduto da franquia “Invocação do Mal”. Escrito por Mikki Daughtry e Tobias Iaconis (ambos de “A Cinco Passos de Você”), o filme tem início no ano de 1673, quando vemos uma mulher mexicana afogando seus dois filhos. Depois disso, a trama dá um salto temporal arbitrário de 300 anos e passa a se ambientar na década de 1970, na Califórnia. Passamos, então, a acompanhar a rotina de Anna Tate-Garcia (Linda Cartellini), uma assistente social viúva que precisa batalhar para conseguir cuidar do casal de filhos. Ao investigar um dos seus casos – o de uma mulher de origem mexicana cujos filhos não frequentavam a escola – , ela se depara com uma situação bizarra: a mãe estava escondida dentro do apartamento e mantinha as crianças presas no armário. Ignorando as suplicas da mulher, Anna os liberta. Mas a aparente tortura infantil era, na verdade, um ritual de proteção. Ao libertar as crianças, a protagonista também libertou o mal que os afligia. E não demora para a entidade fantasmagórica direcionar o seu olhar para Anna e sua família. A concentração da trama em torno de uma família americana é um problema moral e cultural de “A Maldição da Chorona”. A lenda é mexicana, mas nem mesmo o nome do diretor (americano) Michael Chaves no comando do longa disfarça a visão estrangeira que impera nessa produção. Nada disso, porém, é novidade. E o problema não reside necessariamente neste etnocentrismo, mas no seu contraponto. Coadjuvantes na sua própria história, os personagens latinos são retratados como versões estereotipadas de uma cultura reduzida a penduricalhos espalhados pela casa e um conhecimento inerentes do oculto. O pior é perceber como os mexicanos são progressivamente eliminados da narrativa (como é o caso do marido de Anna, cujo sobrenome “Garcia” o condena a um destino trágico antes mesmo do início da projeção) ou são vistos como vilões, como os causadores do mal (vide a personagem de Patricia Velasquez). Donald Trump ficaria satisfeito com esse filme, pois parece comprovar a sua teoria a respeito dos “perigos da imigração”. Estruturalmente, o roteiro também é falho. Não existe qualquer explicação para a maldição estar presente naquele contexto. Não sabemos porque ela estava ameaçando a família mexicana e desconhecemos o real motivo que a levou a mãe a trancar seus filhos no armário. Além do mais, algumas das escolhas narratias são mal desenvolvidas e abandonadas em seguida. Em certo momento, por exemplo, é dito que a filha pequena de Anna está sob o feitiço da Chorona e é obrigada a seguir os comandos dela. Isso parece ser esquecido já na cena seguinte, e não é explorado nem quando a Chorona se beneficiaria dessa ajuda incondicional (em vez de ficar procurando pela menina, ela poderia fazê-la vir ao seu encontro). Ainda assim, nada se compara ao momento em que a menina ignora uma instrução clara que visa a sua proteção – e de toda a sua família – para “salvar” a sua boneca que, por sinal, não corria perigo algum. A necessidade de conectar esse filme com o universo de “Invocação do Mal” também se mostra problemática. Inexplorada pela divulgação do longa, essa revelação causa mais estranhamento do que surpresa. A tal ligação com o universo criado por James Wan é feita por meio de um personagem, o padre Perez (Tony Amendola), visto em “Annabelle”, e também em uma cena de flashback, na qual aparece a boneca demoníaca. E só. A inutilidade dessa conexão é tamanha que o próprio padre Perez se afasta da narrativa logo em seguida, e não faz falta. A aproximação entre “A Maldição da Chorona” e “Invocação do Mal” se dá mais na vontade de Chaves em imitar o estilo de James Wan. Isso é perceptível, por exemplo, no plano-sequência que apresenta a família Garcia. Porém, falta ao discípulo a sutileza do mestre de priorizar a tensão, em detrimento do susto. Este é um diferencial do trabalho de James Wan em “Invocação do Mal”. Embora ele sempre opte pelo susto, este vem como uma catarse, um alívio, uma forma de avisar o espectador que o perigo passou, ao menos momentaneamente. Chaves faz o oposto. Incapaz de manter a tensão por muito tempo, ele apela para os sustos fáceis. Com isso, até acerta em alguns jump scares criativos (como aquele envolvendo um guarda-chuvas), mas o excesso acaba por banalizá-los, anestesiando o público. Tecnicamente, o filme também tem problemas. A intenção do diretor de fotografia Michael Burgess (do vindouro “Annabelle 3: De Volta Para Casa”) é mergulhar os seus personagens na escuridão, mas ele pesa a mão na sua escolha, prejudicando a compreensão do que está acontecendo na tela – que, em muitos momentos, vira um borrão escuro. Apesar de todos os problemas, “A Maldição da Chorona” teve bom rendimento nas bilheterias e deu a Chaves o cargo de diretor de “Invocação do Mal 3”, previsto para 2020. Infelizmente, isso não é motivo de celebração.
O Escolhido: Série de terror brasileira ganha teaser e data de estreia na Netflix
A Netflix divulgou o pôster e o teaser “O Escolhido”, primeira série de terror brasileira da plataforma. Além de alimentar o suspense com cenas da trama, a prévia anuncia a data de estreia da atração. “O Escolhido” acompanha três jovens médicos, que viajam a um vilarejo do Pantanal para vacinar seus moradores contra uma nova mutação do vírus Zika. Mas são mal recebidos, com a justificativa de que lá ninguém fica doente. Eles acabam presos nessa comunidade cheia de segredos e cujos residentes são devotos de um líder misterioso, que tem o dom de curar doenças de forma sobrenatural. A série é estrelada por Paloma Bernardi (“Os Parças”), Gutto Szuster (“Mulheres Alteradas”), Pedro Caetano (“O Diabo Mora Aqui”), Alli Willow (“Amorteamo”), Tuna Dwek (“O Segredo de Davi”), Mariano Mattos Martins (“A Primeira Missa”), Lourinelson Vladmir (“Carcereiros”) e Renan Tenca (“Mãe Só Há Uma”). Mas, apesar do elenco brasileiro, a produção é meio mexicana, escrita por brasileiros de Los Angeles. A trama é inspirada na série mexicana “Niño Santo”, criada por Pedro Peirano e Mauricio Katz, que foi adaptada pelo casal Raphael Draccon (roteirista de “Supermax”) e Carolina Munhóz (coautora do livro juvenil “O Reino das Vozes Que Não Se Calam” com a atriz Sophia Abrahão), radicados em Los Angeles. A estreia na Netflix está marcada para 28 de junho.
Vídeo de bastidores do novo Brinquedo Assassino revela como Chucky é feito
A Orion Pictures divulgou um vídeo de bastidores do remake de “Brinquedo Assassino”, que mostra como o novo Chucky ganha vida, da fabricação aos movimentos. Conforme mostra o vídeo, Chucky é representado por vários modelos robóticos em tamanho real, com rostos capazes de demonstrar diversas emoções e movimentos que combinam animatronics (comando eletrônico) e manipulação ao velho estilo fantoche. Apesar de ser considerado um remake, o novo “Brinquedo Assassino” é bem diferente do filme dos anos 1980, já que Chucky agora é basicamente – como diz Aubrey Plaza (“Legion”) no vídeo – um robô, com um sistema de inteligência artificial conectado à chamada “internet das coisas”, que controla toda a casa de suas vítimas principais. Além disso, sua voz tem novo dono, dublada por Mark Hamill (o Luke Skywalker de “Star Wars”). No filme, Aubrey Plaza é a mãe que resolve dar o boneco de presente para o filho, vivido por Gabriel Bateman (“Quando as Luzes se Apagam”), sem saber de sua natureza sinistra. O elenco também destaca Brian Tyree Henry (“Atlanta”) como um policial. Roteiro e direção estão a cargo de dois novatos nos cinemas: o roteirista Tyler Burton Smith, que escreve videogames, e o diretor norueguês Lars Klevberg, cujo primeiro longa – “Morte Instantânea”, uma versão ampliada do curta “Polaroid” – ainda não tem previsão de estreia nos Estados Unidos. A estreia de “Brinquedo Assassino” está marcada para 25 de julho no Brasil, mais de um mês após o lançamento norte-americano.
Jogos Mortais vai ganhar continuação concebida pelo comediante Chris Rock
“Jogos Mortais” vai voltar outra vez ao cinema. O estúdio Lionsgate revelou nesta quinta (16/5) que a franquia vai ganhar novo capítulo assinado por um roteirista inusitado: o comediante Chris Rock (cuja vida inspirou a comédia “Todo Mundo Odeia o Chris”). Fã da saga de terror, Rock concebeu a história do próximo filme e entregou para os roteiristas Pete Goldfinger e Josh Stolberg desenvolverem. A dupla é a mesma que assinou o resgate da franquia, em “Jogos Mortais: Jigsaw” (2017). Sim, “Jogos Mortais” já tinha voltado em 2017, como muitos lembram. Mas a Lionsgate está tratando o lançamento como uma nova volta. Seria uma reviravolta? Não, o lançamento é mais do mesmo, considerando que a direção será feita por Darren Lyn Bousman, responsável pelos capítulos dois, três e quatro da franquia entre 2005 e 2007. Os produtores afirmam que Rock tem “uma visão completa” para a franquia, incluindo “várias continuações e spin-offs relacionados” à história de Jigsaw. “Estou animado com a oportunidade de levar esta história para lugares novos, inesperados, intensos e perturbadores”, declarou o comediante, em comunicado do estúdio. “Jogos Mortais” acompanha as armadilhas macabras montadas por Jigsaw, um serial killer moralista, e seus seguidores, que testam o comportamento de suas vítimas de forma violenta. Os oito filmes da franquia lançados até hoje somam US$ 970 milhões de bilheteria ao redor do mundo.
Midsommar: Novo terror do diretor de Hereditário ganha trailer bizarro
A A24 divulgou mais um pôster e o segundo trailer de “Midsommar”, novo terror de Ari Aster, o diretor de “Hereditário” (2018). A prévia confirma o fetiche do diretor pelo clássico “O Homem de Palha” (1973), mostrando cenas de um ritual pagão em meio a um campo ensolarado, com muitas loiras sorridentes e saltitantes, com flores no cabelo. Tudo isso se prova bizarro e arrepiante, conforme o vídeo avança. A beleza nórdica dos personagens é autêntica, já que a maioria do elenco vem da Suécia. Mas há alguns rostos ingleses e americanos conhecidos, como Florence Pugh (“Legítimo Rei”), Will Poulter (“Maze Runner”), Jack Reynor (“Transformers: A Era da Extinção”) e William Jackson Harper (série “The Good Place”), em meio à loirice de Julia Ragnarsson (“Sequestro na Ilha”), Anna Åström (“Vikings”), Liv Mjönes (“Agente H: Conspiração Terrorista”), Björn Andrésen (“Shelley”) e Gunnel Fred (série “Bron/Broen”). Florence Pugh, que também ganhou cabelos loiros, é a protagonista do filme, que segue um grupo de turistas em viagem à Suécia, a convite de um amigo, para participar de um festival de verão. Mas o que começa como um retiro idílico logo descamba para o campo sobrenatural. Assim como “Hereditário”, “Midsommar” foi escrito e dirigido por Aster. A estreia está marcada para 25 de julho no Brasil, três semanas após o lançamento nos Estados Unidos. A propósito, o filme ganhou subtítulo para o lançamento nacional. A “tradução” transformou o nome minimalista, de apenas uma palavra, num épico de sete palavras e um hífen. Virou: “Midsommar – O Mal Não Espera a Noite”.
Siren é renovada para sua 3ª temporada
O canal pago Freeform anunciou a renovação de “Siren” para sua 3ª temporada. A série está atualmente em hiato de midseason e voltará a exibir a segunda metade de sua 2ª temporada em 13 de junho. A primeira metade registrou pequena queda de audiência em relação à temporada inaugural, com média de 505 mil telespectadores ao vivo e 0,7 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto inteiro equivale a 1,3 milhão de público adulto qualificado na medição da consultoria Nielsen. Parece baixo, mas é a média mais alta de audiência ao vivo atual do canal. Não por acaso, a 2ª temporada voltou maior, com 16 episódios em vez dos 10 do primeiro ano. “Siren” é baseada numa história dos produtores Dean White (série “The 100”) e Eric Wald (roteirista de “Voando Alto”), redesenvolvida por Emily Whitesell (roteirista da série “Finding Carter”). A trama se passa em Bristol Cove, uma cidade costeira conhecida pela lenda de um dia ter abrigado sereias. Quando a chegada de uma garota misteriosa prova que este folclore tem fundo verdadeiro, fica claro que as sereias são predadores trazidas à tona pela pesca que ameaça seu meio-ambiente. O elenco destaca Alex Roe (“A 5ª Onda”) como Ben, um jovem biólogo marinho que se vê atraído por Ryn, a nova garota misteriosa da cidade, interpretada por Eline Powell. Como curiosidade, a atriz também viveu uma sereia no filme “Rei Arthur: A Lenda da Espada”. Os dois acabam envolvidos numa relação poliamorosa com a namorada de Ben, vivida por Fola Evans-Akingbola (série “Death in Paradise”). Além deles, integram a produção Sibongile Mlambo (série “Black Sails”), Ian Verdun (visto na série “Lucifer”), Rena Owen (“O Último Caçador de Bruxas”), Gil Birmingham (“Terra Selvagem”), David Cubitt (série “Medium”), Patrick Gallagher (“Uma Noite no Museu 3”) e Tammy Gillis (série “Ghost Wars”). No Brasil, “Siren” é exibida pelo canal pago Sony.











