Apple adia lançamento do novo filme de Will Smith
A Apple TV+ decidiu adiar o lançamento do novo filme Will Smith. Após a controvérsia do tapa em Chris Rock durante o Oscar deste ano, vários projetos do ator têm sido adiados. Mas “Emacipation” era o único que estava pronto para estrear. Ele deveria chegar no streaming e em circuito cinematográfico limitado no outono norte-americano (nossa primavera) para aproveitar a temporada de festivais de cinemas e se posicionar para o próximo Oscar. Porém, sua estreia foi adiada para 2023, ainda sem data específica. O adiamento aconteceu um mês após a Netflix tirar “Fast and Loose”, um novo thriller de ação estrelado por Will Smith, de seu cronograma de produção. “Emancipation” é baseado na história real do escravo Peter, que ficou famoso no século 19 após fugir de seu “dono” e torturador e posar para uma foto expondo as cicatrizes de crueldade nas suas costas – marcas de um chicoteamento que quase o matou. A foto se tornou conhecida como “Scourged Back” e “viralizou” após ser publicada em uma série de veículos de imprensa em 1863, criando um impacto similar ao do assassinato de George Floyd em sua época. Estudiosos apontam a foto como uma das influências do crescimento do movimento abolicionista, que levou ao fim da escravidão nos EUA. De fato, pouco depois de sua publicação, países europeus anunciaram que deixariam de comprar algodão dos estados do sul dos EUA, onde a escravidão ainda era praticada. Apesar de todo este contexto histórico, “Emancipation” é descrito por seus produtores como um “thriller de ação” focado na fuga de Peter de seus captores. ´ A direção é assinada por Antoine Fuqua (“Dia de Treinamento”, “O Protetor”) e, além de estrelar, Smith também é um dos produtores do longa, que concluiu suas filmagens no ano passado.
Amber Heard acusa Johnny Depp de tentar matá-la
O 15º dia do julgamento por difamação, aberto no estado americano de Virgínia por Johnny Depp contra sua ex-esposa Amber Heard, foi marcado por novas declarações bombásticas da estrela de “Aquaman”. Testemunhando em sua defesa pelo segundo dia consecutivo, a atriz disse ao tribunal nesta quinta (5/5) que o ator a agredia, abusava dela e a ameaçava de morte constantemente, e durante um surto ela acreditou que realmente morreria em suas mãos. Durante a descrição de novos casos de agressões cometidas por Johnny Depp, a atriz apresentou uma gravação de áudio de um voo privado para Boston em 24 de maio de 2014, no qual Depp é ouvido uivando. Heard disse que se trancou no banheiro, quando ele “começou a uivar como um animal”. E explicou que decidiu gravar porque “na minha experiência, quando Johnny estava tão embriagado, ele não se lembrava do que fez”. Depp estava chateado por ela estar fazendo um filme com James Franco, a quem ele desprezava, principalmente porque ela tinha uma cena de amor com o ator. “Odiava, odiava James Franco e me acusava de ter um caso em segredo com ele no passado, desde que fizemos ‘Segurando as Pontas’ (Pineapple Express) juntos”, explicou, se referindo ao filme de 2008 no qual trabalhou com Franco. Em um ponto do voo, Heard alegou que Depp começou a jogar cubos de gelo e utensílios nela, “falando sobre como eu sou um constrangimento em sua vida”. “Eu estava olhando pela janela quando ele me deu um tapa no rosto”, disse Heard, olhando diretamente para o júri enquanto testemunhava. Ela disse que tentou evitar a discussão, mudando de assento, mas “Johnny veio atrás de mim” e “senti essa bota nas minhas costas. Ele simplesmente me chutou”. A atriz teria ficado paralisada com a sensação de impotência e pelo fato de não ter recebido nenhum tipo de ajuda. “Ninguém disse nada. Ninguém fez nada. Eu me senti tão envergonhada por ele poder fazer isso na frente das pessoas.” Em seu depoimento, Heard também descreveu um incidente no início daquele mês, quando ambos compareceram ao Met Gala. Ela contou que, no jantar, Depp pensou que ela estava “olhando para uma mulher de uma maneira sexual”. E mais tarde, em seu quarto de hotel, ele a empurrou e a agarrou pela clavícula. Ela disse que então o empurrou de volta e “ele jogou uma garrafa em mim. Não me acertou, mas quebrou o candelabro.” Heard disse que eles brigaram na sala de estar e ele a empurrou em um sofá “e em algum momento ele me deu um tapa na cara”. “Suspeitei que tinha um nariz quebrado”, completou. Apesar disso, ela manteve os planos de casamento, por acreditar que conseguiria livrar Depp do vício e fazê-lo voltar a ser o homem por quem se apaixonou. Esta noção, porém, começou a ruir na festa de noivado, quando Depp “desapareceu no andar de cima durante quase toda a festa”, porque se trancou para se drogar com o pai dela. “Meu pai era viciado na mesma coisa que Johnny”, disse ela, afirmando que, a certa altura, seu pai saiu com um segurança de Depp para comprar drogas em West Hollywood. “Eu tentei fazer Johnny descer as escadas e ele simplesmente me repreendeu, me disse para calar a boca”, contou Heard. Seguindo a ordem cronológica dos eventos, ela chegou ao dia do surto nas horas de folga das filmagens de “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” na Austrália. “Eu disse algo para ele, ele ficou tão bravo e me deu um tapa na cara”, disse Heard, com a voz embargada. “Às vezes, acho que ele não entendeu o quanto poderia me machucar fisicamente”, acrescentou, admitindo que também “gritou com ele”. “Nada que eu fiz o fez parar de me bater”, completou. Foi quando revelou: “Ele me disse que iria mutilar meu rosto”, colocando uma garrafa quebrada em sua mandíbula e ameaçando cortá-la. Em vez de fazer isso, Depp rasgou sua camisola e a deixou nua no chão coberto de cacos de vidro de garrafas quebradas, deixando-a cheia de feridas. Heard acrescentou que o intérprete de Jack Sparrow começou a gritar como “ele me odiava e como eu arruinei a vida dele”, enquanto socava a parede. Até que ele “me pegou pelo pescoço”. “Eu tentei dizer que ele estava realmente me machucando, acho que ele não sabia o que estava fazendo”, descreveu Heard, antes de entrar em colapso no tribunal. “Eu não conseguia respirar.” “Eu vou te matar, ele disse isso várias vezes”, contou Heard sobre os instantes seguintes. E enquanto gritava, ele pegou uma garrafa que usou para penetrá-la “repetidamente”. “Lembro-me de não querer me mexer”, disse ela, antes de revelar o que pensava: “Por favor, Deus, espero que não esteja quebrada”. Ela achou que só uma coisa poderia acontecer depois disso. “Eu pensei: ‘É assim que eu morro’”, disse ela. “Ele vai me matar agora”, seguiu a atriz, chorando ao lembrar aqueles instantes de agonia. “Ele vai me matar e nem vai perceber.” Pedindo a sua advogada Elaine Bredehoft para não exigir mais detalhes, Heard mencionou contusões, feridas e inúmeros traumas que a acompanham desde aquele momento. “Nunca tive tanto medo na minha vida”, garantiu a atriz entre soluços. Ela despertou no dia seguinte com a casa toda manchada de sangue e com uma mensagem “incoerente” pintada na parede, com o que ela pensava ser seu nome. Neste ponto, a defesa exibiu fotos da destruição. “Ele não estava mais lá, não era Johnny”, continuou a atriz, descrevendo a expressão no rosto de seu então marido naquele dia, quando ela “descobriu” que Depp tinha perdido parte de seu dedo. No depoimento, Heard disse que, enquanto Depp mijava do lado de fora da residência para “enviar mais mensagens a ela”, uma enfermeira tentou lhe dar remédios para acalmá-la. “Eu só me lembro de estar com medo… sem saber o que diabos estava acontecendo”, acrescentou, revelando que depois disso pegou o que pôde e deixou a Austrália. As conversas sobre separação começaram em seguida. Mas Heard afirmou que temia o que poderia acontecer com o ator se fosse em frente. “Meu coração estava partido… Eu pensei que algo poderia acontecer com ele, como se ele pudesse morrer ou se matar”, ela revelou. “Eu queria ficar com o bom Johnny que eu amava…”, acrescentou, explicando porque fez outra tentativa de reconciliação no final de 2015, topando passar o Natal em família na ilha particular de Depp nas Bahamas. Heard tinha boas lembranças da Bahamas, onde aconteceu o processo de desintoxicação de Depp. “Eu me preocupava profundamente com o bem-estar desse humano… era muito confuso e assustador”, disse. A atriz aproveitou para lembrar os elogios que ele lhe fez por tentar ajudá-lo. “Ele me dizia o tempo todo que eu salvei sua vida, ele não estaria tentando se desintoxicar sem mim”, declarou. Neste ponto, os advogados de Depp fizeram objeções, que foram contestadas pela advogada de Heard. Elaine Bredehoft apresentou como prova da veracidade do depoimento de sua cliente uma mensagem pós-desintoxicação de Depp, onde o ator chamava a então esposa de “anjo” por ajudá-lo. Essa tentativa de limpeza fez com que o casamento durasse mais que devia. E permitiu a volta das ameaças de morte no Natal, proferidas por Depp por ela supostamente o envergonhar na frente de seus filhos. Descrevendo empurrões, gritos e tortura psicológica diante das crianças, Heard acrescentou: “Ele enfiou o dedo dentro de mim através do meu maiô” enquanto a provocava com “você acha que é tão durona?”. Na manhã depois disso, Depp teria sido encontrado “desmaiado” do lado de fora da casa. Acusando as drogas e a bebida de terem acabado com o casamento e com o próprio Depp, a atriz disse que tudo o que fez foi tentar se proteger. Apesar de admitir chutar, empurrar e se debater, ela jurou no tribunal que sempre reagiu para preservar sua integridade física. “Em todo o meu relacionamento com Johnny, eu não tinha dado um soco”, declarou Heard. Mas confessou que não conseguiu se contar quando ele ameaçou derrubar sua irmã de um lance de escadas. “Neste momento sim, eu bati nele, bem na cara”. “Claro, eu tentei revidar… mas nunca consegui nada”, disse a atriz de “Aquaman”. Mas ele conseguia. “Me socando, me socando repetidamente com o punho, eu nem me lembro da dor, apenas do som da voz de Johnny… Batendo na minha cabeça, dizendo que ia me matar”, exemplificou. Uma foto de Heard aparentemente machucada após a última suposta agressão foi exibida para o tribunal. Enquanto a atriz dava seu depoimento impactante, Depp repetiu o comportamento do dia anterior, rabiscando num papel sem fazer contato visual. Ela deve continuar seu depoimento em 16 de maio. O julgamento foi interrompido até lá, devido a uma conferência pré-agendada da juíza Penny Azcarte. Todo o julgamento está sendo transmitido ao vivo pelo canal americano Court TV, disponível pela internet. Veja abaixo os novos vídeos do depoimento da atriz.
Amber Heard descreve agressões de Johnny Depp: tapas “com muitos anéis”
Amber Heard deu um depoimento emocional nesta quarta-feira (4/6) durante o julgamento do processo de difamação movido por seu ex-marido Johnny Depp em Halifax, no estado americano de Washington. “Estou aqui porque meu ex-marido está me processando por um artigo de opinião que escrevi”, ela resumiu, sobre a situação que a levou a testemunhar. “Eu luto para ter as palavras, para descrever as palavras… isso é horrível, ficar sentada aqui por semanas e reviver tudo”, disse a estrela de “Aquaman” a sua advogada Elaine Bredehoft, à juíza Penny Azcarte e ao júri, referindo-se às narrativas de violência e agressões sexuais que foram trazidos à tona nos dias anteriores, trazendo lágrimas ao rosto durante parte das declarações. “Esta é a coisa mais dolorosa e difícil pela qual já passei, com certeza”, ela explicou, enquanto Depp, sentado com óculos escuros entre seus dois advogados, rabiscava um papel e evitava contato visual. Ele se portou desta maneira durante toda a sessão. Depois de falar de sua infância difícil e o início de sua carreira, ela detalhou seu primeiro encontro com Depp em 2009 em um teste para “Diário de um Jornalista Bêbado”, acompanhado por conversas sobre “livros e poesia” e “velhos blues”, indicando que ficou encantada com o ator. Em seu depoimento, a atriz falou sobre como uma vibe de “flerte” se desenvolveu na filmagem, mesmo que os dois estivessem em outros relacionamentos na época. Chamando de “tempo bonito e estranho”, Heard também detalhou um beijo que eles compartilharam e como eles se envolveram em Los Angeles durante a turnê de imprensa de 2011 para o filme. O clima romântico, porém, não durou muito. Ela disse que o amor acabou na primeira agressão de Depp. “Nunca vou esquecer, isso mudou minha vida”, afirmou a atriz. A fúria teria sido motivada porque ela riu quando o ator explicou uma tatuagem, revelando ter mudado o nome de Winona Ryder, sua antiga namorada, para “Wino” – gíria americano para bêbado. Ela testemunhou ter rido do primeiro tapa, achando que era uma piada e porque não a machucou. De acordo com Heard, a resposta de Depp foi: “Você acha engraçado, vadia?” E então ele a esbofeteou mais duas vezes, desequilibrando-a. Naquele mesmo momento, a atriz decidiu deixá-lo. Chegou a pegar suas roupas e ir embora, mas alguns dias depois Depp voltou com um pedido de desculpas, algumas caixas de seu vinho favorito e a promessa de que nunca faria isso de novo. “Eu queria acreditar nele, então eu aceitei”, disse ela. Segundo seu depoimento, entretanto, a violência só piorou a partir disso. Entrando em detalhes sórdidos, Amber Heard disse ao tribunal ter sido agredida sexualmente em 2013. O incidente ocorreu depois que Depp a acusou de flertar com outra mulher no estacionamento de trailers de Hicksville, no deserto da Califórnia. “Ele agarra meu peito, toca minhas coxas, rasga minha calcinha e começa a buscar minha cavidade… ele enfia os dedos dentro de mim”, disse Heard, hesitante, ao tribunal, depois de revelar como Depp tirou seu vestido com raiva. Ela ainda acrescentou relatos sobre como Depp segurou seus cachorros para fora do carro em movimento, sobre abuso de drogas, explosões de raivas que destruíram trailers e quartos, e outras ações que colocaram em cheque seu “orgulho de ser durona”. Até que, em março de 2013, houve uma série de incidentes. Numa ocasião, Heard tirou uma foto de um grande hematoma em seu braço. Em outra, ela afirmou ter sido atingida no rosto por Depp. “Meu lábio entrou nos dentes e ficou um pouco de sangue na parede”, observou Heard, acrescentando que seu ex-marido “usa muitos anéis”. Ela mencionou que Depp disse que “poderia me matar” porque “eu sou uma vergonha”, empurrando-a contra a parede da cabine de seu iate, num dia que o casal tinha saído com os filhos do ator. Heard disse que, depois disso, deixou o iate com a filha de Depp, Lily-Rose, envergonhada pelas acusações do ex-marido supostamente bêbado, de que ela o havia humilhado na frente de seus filhos. O depoimento de Heard foi interrompido neste ponto, ao fim da sessão do tribunal, e continuará na quinta-feira (5/5). Todo o julgamento está sendo transmitido ao vivo pelo canal americano Court TV, disponível pela internet. Veja abaixo os primeiros vídeos do depoimento da atriz, que vão até o ponto em que ela descreve a agressão inicial.
Leticia Spiller viverá entidade na 2ª temporada de “Cidade Invisível”
A atriz Leticia Spiller vai participar da 2ª temporada de “Cidade Invisível”, produção da Netflix que tem o folclore brasileiro como pano de fundo. Ela vai interpretar uma entidade popular da região Norte do país e contracenará com Marco Pigossi, protagonista da atração. Como registrou em seu Instagram, Leticia viajou para o Pará há duas semanas. A produção está gravando no estado os novos capítulos da série. Afastada das novelas desde 2018, quando interpretou a personagem Marilda Rocha em “O Sétimo Guardião”, a atriz vinha se dedicando ultimamente ao cinema nacional. “Cidade Invisível” foi concebida pelo diretor Carlos Saldanha, em seu primeiro trabalho live-action após dirigir as animações “A Era do Gelo”, “Rio” e “O Touro Ferdinando”, e gira em torno do detetive Eric (Marco Pigossi), da Delegacia de Polícia Ambiental. Após encontrar um estranho animal morto em uma praia carioca, o policial descobre um mundo habitado por entidades míticas normalmente invisíveis aos seres humanos. A trama explora figuras do folclore nacional, como a Cuca, interpretada pela atriz Alessandra Negrini, e ficou na lista de conteúdos mais vistos em cerca de 40 países. Mas a produção também foi acusada por ativistas de “apropriação cultural”, por desconstruir figuras da religiosidade indígena, afastando-os de suas raízes para apresentá-las como “criaturas”, sem dar espaço para atores nativos interpretá-las. Ao mesmo tempo em que comemorou o sucesso internacional da atração, Carlos Saldanha disse, no comunicado sobre a renovação, que levaria todas as críticas em consideração para a 2ª temporada. Os novos capítulos ainda não têm previsão de estreia. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Leticia Spiller (@arealspiller) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Leticia Spiller (@arealspiller) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Leticia Spiller (@arealspiller)
Psicóloga diz que Amber Heard foi estuprada e traumatizada por Johnny Depp
A primeira testemunha da defesa no julgamento por difamação, movido por Johnny Depp contra a ex-mulher, Amber Heard, em Halifax, estado da Virginia, foi uma psicóloga que declarou que a atriz foi estuprada e ficou com transtorno de estresse pós-traumático devido ao abuso sofrido nas mãos do ator. Dawn Hughes testemunhou que chegou ao diagnóstico depois de examinar Heard por 29 horas e revisar seus registros de terapia, concluindo que Depp a envolveu em um “alto grau de violência”. Hughes relatou ter ouvido de Heard vários casos de violência sexual, que seriam motivadas pelo “ciúme obsessivo” de Depp e pelo desejo de mostrar seu domínio sobre a esposa. Ela foi chamada pela defesa para refutar o testemunho de Shannon Curry, uma psicóloga convocada pela equipe de Depp na semana passada, que disse ao júri que Heard sofria de transtorno de personalidade limítrofe. Curry examinou Heard por 12 horas em nome de Depp e testemunhou que Heard era propensa a dar declarações “excessivamente dramáticas” e estava “cheio de raiva”. Hughes disse que discordava do diagnóstico de Curry. Ela disse que, em seu exame, os sintomas de Heard eram consistentes com uma vítima de violência por um parceiro íntimo. Hughes também observou que Heard havia sofrido abuso dos pais quando criança e carregava algumas dessas dinâmicas em seu relacionamento com Depp. “Ela também acreditava que poderia consertá-lo, assim como tentou consertar seu pai”, disse Hughes. “Ela realmente acreditava que poderia consertar o Sr. Depp e livrá-lo de seus problemas de abuso de substâncias, mas isso não funcionou.” Hughes também testemunhou que Depp exercia “controle coercitivo” sobre Heard e estava focado em controlar sua carreira. Junto com a palavra “prostituta” e linguagem sobre a anatomia da esposa, o ator adorava chamá-la de “ambiciosa”, como se fosse um termo “depreciativo” para a carreira da atriz. A psicóloga também contestou a avaliação de uma terapeuta de casais, Laurel Anderson, que disse em nome da acusação que Depp e Heard se envolveram em “abuso mútuo”. Hughes argumentou que, embora ambas as partes possam se envolver em abuso verbal ou físico, também é importante observar o equilíbrio de poder no relacionamento. “Você precisa examinar o contexto”, disse Hughes. “Você tem que examinar o diferencial de poder e controle – e controle coercitivo – no relacionamento para fazer uma determinação completa.” O aspecto mais polêmico em seu depoimento foram descrições dos estupros praticados contra a atriz. “Quando o Sr. Depp estava bêbado ou drogado, ele a jogava na cama, arrancava sua camisola e tentava fazer sexo com ela”, testemunhou Hughes. “Houve momentos em que ele a forçou a fazer sexo oral quando ele estava com raiva – esses não eram momentos amorosos, eram momentos de raiva”, continuou. Hughes também fez referência a incidentes em que Depp supostamente penetrou em Heard com os dedos e, em uma ocasião, com uma garrafa. Em seu depoimento, a psicóloga apontou que este suposto ataque em particular aconteceu enquanto o casal estava na Austrália para as filmagens do quinto “Piratas do Caribe”. Depp, gritando “eu vou te matar”, colocou uma garrafa dentro do corpo de Heard, e a atriz lhe contou que, naquele momento da suposta agressão, tudo o que ela conseguia pensar era que esperava que a garrafa que a estava penetrando “não fosse a quebrada”. “Esses incidentes geralmente aconteciam em uma fúria alimentada por drogas”, completou a psicóloga. Muitas vezes contestada pela equipe de Depp, Hughes esclareceu ao tribunal que realizou uma avaliação independente e forense de Heard. E que ela “nunca foi cliente” de sua clínica, ao contrário de muitas testemunhas trazidas ao tribunal pela acusação, a maioria composta de funcionários de Depp. Espera-se que Heard dê um relato mais completo dos supostos abusos quando for testemunhar nesta quarta-feira (4/5).
Agente diz que Johnny Depp perdeu US$ 22,5 milhões por não fazer “Piratas do Caribe 6”
Uma das últimas testemunhas de acusação no julgamento do processo por difamação, que Johnny Depp abriu contra a ex-esposa Amber Heard no estado americano de Virgínia, deu nesta segunda (2/5) o principal depoimento para a causa do ator. O ex-agente de Depp, Jack Whigham, disse que o ator ganharia US$ 22,5 milhões (R$ 111 milhões) pelo sexto filme da franquia “Piratas do Caribe”, mas que a Disney descartou o projeto após a atriz se declarar vítima de violência doméstica num artigo publicado no Washington Post em dezembro de 2018. O artigo é ponto chave do julgamento, já que Depp alega que sua publicação destruiu sua reputação e carreira. “Depois do artigo, foi impossível conseguir um filme de estúdio para ele”, contou Whigham ao júri de sete pessoas no tribunal da Virgínia. Agente de Depp desde 2016, ele disse que um acordo havia sido fechado com a Disney para que o ator voltasse a interpretar “Jack Sparrow” no sexto filme da franquia. “Fechamos em US$ 22,5 milhões.” Entretanto, ao ser questionado pelo advogado de Heard, ele afirmou que nunca existiu um contrato para a produção. Whigham disse que o acordo com a Disney sobre a compensação de Depp por um novo filme “Piratas do Caribe” teria sido verbal: “Houve um entendimento sobre qual seria o acordo.” Entretanto, a Disney teria decidido seguir por “uma direção diferente” após a publicação do artigo de Amber no Post, em dezembro de 2018, relatou Whigham. Apesar da defesa ainda não ter começado a apresentar suas testemunhas, o advogado de Heard já exibiu para o júri artigos da imprensa demonstrando que Depp teria perdido o contrato da Disney meses antes da publicação do artigo. Além disso, ele conseguiu fazer Depp dizer que não voltaria nunca mais à franquia, nem por US$ 300 milhões, e lembrou que Heard acusou o ator de violência doméstica pela primeira vez em 2016, durante o processo de divórcio, e ele não contestou. Outra testemunha apresentada pela acusação nesta segunda (2/5) foi Travis McGivern, membro da equipe de segurança de Depp. Ele disse que testemunhou uma discussão entre o casal em sua cobertura em Los Angeles durante a qual Amber deu um soco no rosto de Depp, lançou uma lata de bebida e cuspiu no ator. O guarda-costas disse que escoltou Depp para longe, “para a sua segurança”. “Era hora de fazer o meu trabalho e tirá-lo de lá.” A defesa vai apresentar sua primeira testemunha nesta terça (3/5), quando a narrativa do julgamento mudará de ponto de vista. Um dos momentos mais esperados, o depoimento da atriz Amber Heard, está previsto para começar na quarta (4/5). Todo o julgamento está sendo transmitido ao vivo pelo canal americano Court TV, disponível pela internet.
Canal AMC defende Norman Reedus após ataques de fãs de “The Walking Dead”
O anúncio da saída de Melissa McBride do spin-off de “The Walking Dead”, que acompanharia novas aventuras de sua personagem Carol ao lado de Daryl, gerou uma inesperada onda de hate contra Norman Reedus nas redes sociais. Muitos fãs da série culparam o intérprete de Daryl Dixon pela desistência da atriz. Na sexta (29/4), um dos colegas da dupla, Jeffrey Dean Morgan, que vive Negan, chegou a criticar os “fãs tóxicos” da série de zumbis nas redes sociais. “Alguns de vocês têm ido longe demais. É tóxico. Estão atacando o Norman por m***as que ele não tem nada a ver. A decisão da Melissa foi inteiramente dela. Ela quis e precisou de uma pausa. Respeitem isso. Os motivos envolvidos não são da conta de ninguém. Norman é alguém que entregou mais do que qualquer outro a vocês. Que m***a”, o ator desabafou. Mas a situação saiu tanto de controle que o perfil oficial do canal americano AMC, que produz “The Walking Dead”, resolveu se manifestar, reforçando informação anterior sobre o motivo da saída da atriz e deixando claro que Norman Reedus não teve nada a ver com isso. “Gostaríamos de abordar às reações a notícia divulgada nesta semana sobre o spin-off de Carol e Daryl”, diz o comunicado oficial do AMC, publicado no Twitter. “Norman Reedus está sendo injustamente focado e atacado nas redes sociais por uma decisão em que ele não teve qualquer participação. Melissa McBride decidiu não participar da série porque ir para a Europa se tornou logisticamente impossível para ela”, explicou o texto. “É desnecessário direcionar negatividade e raiva a um outro colega de elenco por um resultado desapontador que não teve nada a ver com ele”, continuou o texto. Os ataques teriam se originado por rumores de que Reedus teria sido o responsável pela escolha de gravar a série na Europa, porque sua mulher é alemã – a atriz Diane Kruger, de “Bastardos Inglórios” e “As Agentes 355”. Ao mesmo tempo, a família seria a razão pela qual McBride teria desistido do projeto, pois não poderia se ausentar por meses dos EUA. O AMC concluiu seu comunicado acrescentando a possibilidade de inserir Carol em outras produções da franquia zumbi gravadas nos EUA, como “Fear the Walking Dead” e outro vindouro spin-off, que vai reunir Negan (Jeffrey Dean Morgan) e Maggie (Lauren Cohan). “Carol é uma personagem vital e amada. Estamos trabalhando para encontrar um jeito de os fãs poderem continuar acompanhando a história dela, como só Melissa poderia mostrar, no universo expandido de ‘The Walking Dead’”, concluiu o texto oficial. Some of you have gone WAY too far. TOXIC. Attacking norm for crap he has NOTHING to do with? Melissa made a call that was hers alone. She wants/needs a break. Respect that. Factors involved that are nobody’s business. Norm, who’s given more than anyone to you all. Just SHITTY. — Jeffrey Dean Morgan (@JDMorgan) April 29, 2022 A statement from AMC and TWD: We would like to acknowledge the response to this week’s news related to the previously announced Daryl and Carol TWD spin-off. Norman Reedus is being unfairly targeted and attacked in social media for a decision he had no part in. (1/3) — AMC-TV (@AMC_TV) April 29, 2022 Carol is a beloved & vital character and we are working to find a way for fans to again follow her story, as only Melissa could give life to, in the expanding universe around The Walking Dead. The fans have always been the driving force behind #TWDFamily and always will be. (3/3) — AMC-TV (@AMC_TV) April 29, 2022
Bill Murray lamenta investigação por mau comportamento: “Não é mais engraçado”
O ator Bill Murray abordou o motivo que o levou à ser investigado nos bastidores do filme “Being Mortal”. A produção chegou a ser suspensa após uma denúncia de comportamento inapropriado contra ele. Falando ao canal de notícias CNBC, ele buscou resumir o que ocorreu no set como sendo uma “diferença de opinião” entre ele e uma mulher. Embora não tenha dito exatamente o que aconteceu, ele passou uma ideia clara: algo que ele achou engraçado, a mulher considerou ofensivo. “Eu fiz algo que achei que era engraçado, mas ela não percebeu dessa forma. O estúdio quis fazer a coisa certa, checar tudo e investigar, então paramos a produção. Neste momento, estamos conversando e tentando fazer as pazes um com o outro”, ele explicou. “Nós dois somos profissionais e gostamos do trabalho um do outro. Gostamos um do outro, acho, mas quando você não consegue se dar bem e confiar na pessoa a seu lado, não tem porque continuar trabalhando, continuar fazendo um filme”, admitiu o ator. Murray ainda fez um mea culpa, aproveitando o incidente para repensar sua atitude. “Se eu não enxergar agora que o mundo mudou desde quando eu era mais jovem… O que eu achava engraçado antes não é mais engraçado agora. As coisas mudam, os tempos mudam, e é importante que eu entenda isso”, considerou. “Eu fico pensando: ‘Como eu pude encarar essa situação da forma errada? Como eu pude ser tão equivocado e insensível?’ Eu realmente achava que tinha uma certa sensibilidade com as pessoas”, refletiu. “Estamos falando disso, e acho que vamos acabar nos conciliando. Estou otimista quanto a isso”, completou. A denúncia sobre “mau comportamento” de Murray foi levada ao departamento de Recursos Humanos do estúdio Searchlight Pictures, responsável pela produção, na segunda-feira retrasada (18/4). Desde então, os trabalhos estão paralisados. “Being Mortal” marca a estreia na direção de Aziz Ansari, conhecido por seus papéis nas séries “Parks and Recreation” e “Master of None”,. Em carta divulgada à equipe, a Searchlight Pictures anunciou que pretende retomar a produção em breve, e que trabalha com o diretor para determinar uma data para isso ocorrer. O filme é uma adaptação do livro “Mortais: Nós, a Medicina e o que Realmente Importa no Final”, de Atul Gawande.
Amber Heard deve testemunhar contra Johnny Depp na próxima semana
A atriz Amber Heard será a primeira testemunha a depor em sua defesa no julgamento de difamação de US$ 50 milhões movido por Johnny Depp no condado de Fairfax, na Virgínia, EUA. O dia exato do depoimento da atriz vai depender do tempo tomado pelas testemunhas convocadas pela acusação, que estão atualmente depondo no processo. Nesta semana, a equipe de acusação trouxe vários ex-funcionários para testemunhar em favor do ator, mas ainda pretende confrontar o colega James Franco (“Artista do Desastre”) e o bilionário Elon Musk, que acaba de comprar o Twitter, por supostamente terem sido amantes de Heard durante seu casamento com Depp. Por outro lado, o advogado do ator já dispensou o testemunho de Paul Bettany (o Visão de “WandaVison”), com quem Depp trocou mensagens brutais sobre Heard. Representantes de Heard não confirmaram os planos da defesa, mas o site Deadline afirma ter ouvido de fontes que ela pode dar seu depoimento já na próxima semana, se tudo correr conforme os planos. “É difícil ver como Amber não se provará uma arma altamente eficaz contra Depp em sua própria defesa”, disse um membro da indústria com conexões com os dois campos. O julgamento acontece de segunda a quinta-feira, com a participação presencial de Depp e Heard, acompanhados por seus respectivos advogados. Mas será interrompido entre 9 e 12 de maio, porque a juíza Penny Azcarate, responsável pelo caso, tem uma conferência pré-agendada nessa data.
Johnny Depp se diz vítima de abusos de Amber Heard
Em seu quarto e último dia de depoimento, Johnny Depp encerrou seu testemunho no julgamento de difamação contra a ex-mulher, Amber Heard, afirmando que foi ele a verdadeira vítima de abuso doméstico, não ela. “Sim”, disse o ator quando perguntado por seu advogado em uma pergunta final, se foi “vítima de violência doméstica”. Na retomada do julgamento nesta segunda (25/4), o astro de “Piratas do Caribe” procurou recuperar o domínio da narrativa após vários dias de interrogatório, no qual foi bombardeado pelo advogado de Heard com textos, vídeos e áudios que o retrataram como um homem violento, drogado e capaz de explosões de raiva contra a ex-esposa. Ele começou o dia ainda confrontado pelo advogado de defesa, Ben Rottenborn, que apresentou reportagens sobre a implosão de sua carreira, publicadas bem antes do artigo de 2018, em que sua ex-esposa se apresentou como vítima de violência doméstica – sem nomeá-lo. Em seu processo, Depp afirma que foi o artigo que fez sua carreira desandar. O advogado ainda mostrou novos áudios violentos de Depp gravados pela ex-esposa. Em um deles, ela reage a uma briga dizendo: “Vá apagar seu cigarro em outra pessoa”. No tribunal, Depp disse que a atriz tinha uma propensão de fazer declarações “grosseiramente exageradas”. Em outra gravação, Depp é que teria “exagerado grosseiramente” ao dizer que, se Heard não parasse de discutir, a situação viraria um “banho de sangue”. Após o almoço, foi a vez dos advogados de Depp tentarem reverter a imagem negativa evocada pela defesa. Com ajuda da advogada Jessica Meyers, o ator repetiu a tese de que não estava sendo ameaçador em seus textos, mas simplesmente usando “humor abstrato”. E insistiu que não bebia demais. “Eu nunca tive apagões”, continuou ele, em um claro contraste com o material apresentado pela defesa, incluindo imagens e textos do próprio Depp. Embora tenha admitido, ao ser confronto por provas, que Heard foi fundamental para sua desintoxicação de opioides em 2015, Depp aproveitou para recolocar o tema em debate ao afirmar que sua ex-esposa também foi o gatilho de suas recaídas. O detalhe mais estranho desse encerramento é que, após dois dias confrontado com um retrato pouco lisonjeiro de si mesmo, os próprios advogados de Depp acrescentaram novas injúrias do ator no processo, ao reproduzirem as gravações do casal feitas por ele. Numa delas, o intérprete de Jack Sparrow chama a então esposa de “dor na bunda”, “harpia” e “vadia”. Além disso, declara que Heard tinha um “distúrbio de personalidade limítrofe” porque disse que o amava. O auto-descrito “pobre drogado velho” também foi ouvido dizendo para Heard: “Nunca vou ficar limpo e sóbrio”. Também foi possível ouvir Heard chorando e dizendo a Depp que ele é “muito malvado” e um “valentão”. “Você está me matando”, afirmou Heard, quando Depp pediu a um assessor que a levasse embora. Outro áudio trouxe Depp pedindo que a atriz o cortasse com uma faca: “Você pegou tudo, você quer meu sangue, pegue”. Depp explicou ao tribunal que disse a Heard para cortá-lo porque seu sangue “era a única coisa que ela não tinha”. Ele levou a faca para um encontro com Heard na época da discussão do divórcio. “Eu tinha uma faca no bolso. Eu peguei a faca e disse: ‘aqui, me corte'”, contou. “Eu estava quebrado, realmente não aguentava mais no final”, explicou Depp ao tribunal sobre as gravações. O mais interessante em todos os áudios foi o que não se ouviu: ofensas da atriz. O momento mais agressivo registrado por Depp foi uma gravação de telefone em que Heard o desafia a provar que ele foi a vítima do casal. Heard falou: “Diga ao mundo que eu, Johnny Depp, um homem, sou vítima de violência doméstica e veja quantas pessoas acreditam ou estão do seu lado”. Mais um áudio complicado, registrado em meados de 2016, ainda mostrou Depp comentando as alegações de abuso logo após Heard pedir uma medida restritiva de proteção. “A questão do abuso é que temos que lidar com isso”, disse Depp em um ponto da gravação. “Você me forçou indo para o ataque”, respondeu Heard, agitada. Para completar o dia, os advogados de Depp ainda retiraram o nome do ator Paul Bettany (“WandaVision”) de sua lista de testemunhas. Bettany foi o destinatário das mensagens mais violentas de Depp sobre Heard, incluindo os textos em que manifestou seu desejo de afogá-la, queimá-la e depois estuprar seu cadáver. O intérprete do Visão do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) chegou a mencionar à imprensa que achava constrangedor ver seu nome envolvido no julgamento, com essas mensagens vindo à tona. Assim como Depp, Heard também prestará depoimento no julgamento, que começou em 11 de abril e deve durar cinco semanas. Todo o julgamento está sendo transmitido ao vivo pelo canal americano Court TV, disponível pela internet. Veja abaixo os vídeos do quarto dia de depoimentos do ator.
Produtor de “Ray Donovan” é demitido após denúncia de mau comportamento
A Showtime e a Paramount Television Studios demitiram o showrunner David Hollander, responsável pelo roteiro, direção e produção de um dos maiores sucessos do canal pago, “Ray Donovan”. Ele estava à frente de uma nova série, “American Gigolo”, e teria sido dispensado após denúncia e investigação de mau comportamento durante as gravações. As empresas do grupo Paramount se recusaram a comentar o motivo da saída do produtor. “David Hollander não está mais na série dramática ‘American Gigolo’ e a Paramount Television Studios não tem mais uma relação de produção com ele”, Showtime e Paramount Television informaram num comunicado conjunto. “American Gigolo” vai continuar a ser gravada sob o comando de David Bar Katz, braço-direito de Hollander em “Ray Donovan”. Hollander tinha um relacionamento de longa data com o Showtime, tendo sido indicado ao Emmy por “Ray Donovan”. Ele também co-escreveu e dirigiu o longa-metragem derivado da série, lançado no início deste ano. Outros trabalhos do produtor incluem a criação das séries “Heartland”, “The Guardian” e da adaptação do filme “Gigolô Americano”, de 1980, na série atualmente em desenvolvimento. Além de catapultar Richard Gere ao estrelato, “Gigolô Americano” também é lembrado por sua música-tema, “Call Me”, um dos maiores sucessos da banda Blondie. A série vai continuar a história do filme, trazendo Jon Bernthal (“O Justiceiro”) no papel que projetou Richard Gere, após passar 15 anos preso por assassinato. O elenco também inclui Gretchen Mol (“Boardwalk Empire”), Rosie O’Donnell (“Boneca Russa”), Lizzie Brocheré (“The Strain”), Gabriel LaBelle (“Max 2: Um Agente Animal”) e Leland Orser (Ray Donovan”).
Ellen Pompeo defende Katherine Heigl em “Grey’s Anatomy”: “Corajosa”
Demorou só 12 anos, mas Ellen Pompeo finalmente defendeu a ex-colega Katherine Heigl em público. Para quem não lembra, a intérprete de Izzie Stevens saiu de “Grey’s Anatomy” em 2010, com relações estremecidas com os produtores da série, e nunca mais foi convidada a aparecer, nem mesmo quando sua presença seria importante para a trama. Em seu podcast o “Tell Me with Ellen Pompeo”, a protagonista da série lembrou o motivo da exclusão e deu razão a Heigl. “Lembro que Heigl disse algo em um talk show sobre as horas insanas que estávamos trabalhando. Ela estava 100% certa. Se ela tivesse dito isso hoje, seria uma heroína completa. Mas ela estava à frente de seu tempo”, opinou. Na sequência, completou: “Ela fez uma declaração sobre nossas horas insanas e, claro, vamos bater em uma mulher e chamá-la de ‘ingrata’, por isso. Quando a verdade é que ela foi 100% honesta e estava absolutamente correto o que ela disse. Ela foi corajosa por dizer isso. Estava dizendo a verdade, não estava mentindo”. O talk show mencionado pela intérprete de Meredith Grey foi o “The Late Show with David Letterman”. Heigl participou do programa em 2009 para promover seu novo longa, “A Verdade Nua e Crua” e aproveitou para reclamar da carga horária “cruel” do drama médico. “Vou continuar dizendo isso, porque espero que isso os envergonhe: foram 17 horas seguidas de trabalho em um único dia. Eu acho que isso é cruel e maldoso”. A denúncia repercutiu forte na imprensa e caiu como uma bomba para Shonda Rhimes, criadora da série, que na época ainda era a showrunner da produção. Assim, Heigl, que venceu o Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel na série dois anos antes, teve seu contrato finalizado 1 ano e meio antes do combinado. Toda essa polêmica fez com que Heigl ficasse com a fama de “antiprofissional” em Hollywood — principalmente depois de um produtor dizer ao Hollywood Reporter em 2013 que ela era “difícil” e “não valia a pena” de trabalhar. Em 2021, a atriz rebateu as falas do produtor. “Posso ter dito algumas coisas que você não gostou, mas depois isso se transformou em ‘ela é ingrata’, ‘ela é difícil’ e, na sequência, ‘ela não é profissional’. Qual é a sua definição de difícil? Alguém com uma opinião que você não gosta? Isso me irrita”, afirmou ao Washington Post.
Confrontado com textos e áudios violentos, Johnny Depp faz piadas
Depois de uma quarta-feira (20/4) de mutilação e fezes, o depoimento de Johnny Depp no processo movido contra sua ex-esposa Amber Heard por difamação prosseguiu nesta quinta com novas doses de bizarrice e violência. E tentativas de humor. Desta vez, porém, quem conduziu o interrogatório foi o advogado da atriz, Ben Rottenborn. Um dos momentos mais tensos foi quando um áudio revelou a vontade de Depp de se automutilar. “Onde você quer a cicatriz?” diz Depp. Ao que Heard implora: “Não corte sua pele. Por favor, não corte sua pele. Porque eu faria isso? Por favor não faça isso. Por favor, não se corte.” A defesa de Heard exibiu uma enxurrada de evidencias com textos, imagens, áudio e vídeo para tentar demostrar que as reações violentas de Depp não eram eventuais, mas constantes. Conhecidas desde o julgamento que Depp perdeu no Reino Unido, ao processar o jornal The Sun por chamá-lo de “espancador de esposa”, as mensagens trocadas com Paul Bettany, intérprete do Visão no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), foram as mais horripilantes, especialmente o trecho em que Depp revela seu desejo de afogar, depois queimar e finalmente estuprar o “cadáver queimado” de Heard. Rottenborn listou as substâncias que Depp e Bettany teriam ingerido nas noitadas em que passaram juntos, incluindo cocaína, Xanax e Adderall, além de bebida, antes de ler uma mensagem incriminadora. “Bebi a noite toda antes de pegar Amber para voar para LA no domingo passado. Feio, companheiro. Sem comida por dias. Pós. Meia garrafa de uísque”, escreveu Depp. “Um índio agressivo com raiva em um maldito apagão, gritando obscenidades e insultando qualquer f*da que chegasse perto”, continuou o ator. Em outro texto de 2015 para sua irmã mais velha, Depp se referiu à sua então esposa como “aquela prostituta imunda”. Questionado sobre o vocabulário, Depp disse: “Eu tenho uma maneira particular de usar palavras no meu vernáculo”. Essa observação não pareceu impressionar o júri e outros espectadores, muitos dos quais são fãs autodeclarados de Depp. No entanto, Depp arrancou algumas risadas com várias piadas durante o interrogatório. Numa delas, o ator retrucou um de seus próprios textos controversos, lido em voz alta pelo advogado. No texto, Depp afirma: “A única razão pela qual escolhemos a garganta é o amor”. Heard respondeu: “Minha garganta é sua. Você vai ser a minha morte, mas eu não me importo”. Depp respondeu: “Tenho outros usos para sua garganta que não incluem ferimentos”. No banco das testemunhas, Depp zoou: “Desculpe, você poderia ler isso de novo”. Alguns no tribunal riram. Ele também fez graça ao falar do vício compartilhado com o cantor Marilyn Manson. “Nós tomamos cocaína juntos algumas vezes”, admitiu, antes de brincar: “Uma vez, eu dei uma pílula a Marilyn Manson para que ele parasse de falar tanto.” Outro registro calou os risos, mesmo quando Depp tentou se esforçar para tornar a situação engraçada. Num áudio, sua voz é ouvida usando palavrões para se referir a Heard. E diz que “eu dei uma cabeçada na por** da sua testa. Isso não quebra um nariz.” “Eu disse essas palavras, mas estava usando as palavras que a senhorita Heard estava usando, mas não houve uma cabeçada intencional”, disse Depp. “Se você quiser ter uma conversa pacífica com a senhorita Heard, talvez seja necessário aplacá-la um pouco”, completou, achando engraçado. Entre os vídeos, Rottenborn exibiu uma gravação de Heard que mostra Depp, aparentemente bêbado, batendo no armário da cozinha e quebrando outros objetos, antes de descobrir que ela estava gravando com seu telefone, jogando-o longe. “Claramente eu estava tendo um mau momento”, disse Depp ao tribunal. E então reconheceu que “atacou alguns armários, mas não toquei na Srta. Heard”. Ele disse que Heard gravou o vídeo ilegalmente e que “a parte mais interessante” foi que ela apareceu sorrindo no final. Confrontado com registros de seu excesso de bebidas desde antes do relacionamento com Heard, ele declarou que “não bebia tanto”. Mas o advogado lembrou seu testemunho no caso de difamação que moveu contra o tabloide The Sun, no Reino Unido, onde havia dito que “estava abusando de álcool com certeza” após o fim do casamento com Vanessa Paradis. Depois de retrucar com um “você estava lá?” para Rottenborn, Depp teve que admitir o testemunho anterior, contradizendo sua posição de que nunca teve problemas com excesso de bebidas. Neste momento, mensagens de Depp sobre Paradis, com quem ele foi casado antes de Heard, foram lidas no tribunal, revelando o mesmo tom usado contra a atriz. “Extorsionista francesa” e “ex-buc***” foram algumas das expressões usadas para definir a ex-esposa – apontando, segundo a defesa, um padrão de linguagem ofensiva. Fotos do ator em estado lamentável, após beber muito e se drogar, foram apresentadas como evidência de seu problema com substâncias controladas. Mas o ator insistiu em sua linha de defesa, de que não fazia isso para se divertir e sim para lidar com uma infância triste e o trabalho na indústria cinematográfica. “Não é como se eu tomasse as pílulas para ficar chapado, eu tomava as pílulas para ficar normal”, declarou sobre seu vício assumido em Oxicodona. Destruição de propriedades, quartos cheios de “prostitutas e animais” e momentos sangrentos também foram trazidos à luz, como a destruição de um banheiro depois de uma discussão com Heard sobre a atenção que outra mulher estaria dando a ela. Na sequência desse incidente, ele mandou uma mensagem para Paul Bettany em que afirmou: “Claro que eu bati e mostrei cores feias para Amber em uma jornada recente. Feio e triste, ah, como eu amo isso”. Os textos também demonstram que a atriz tentou convencê-lo a se desintoxicar. Numa mensagem de 2014, Depp inclusive lhe agradeceu por ajudá-lo. “Muito obrigado por me deixar limpinho pra caral**”, ele escreveu para Heard. Outra comunicação, desta vez para a mãe da ex-esposa, traz o ator elogiando-a pelo esforço, dizendo que “foi Amber e Amber apenas que me fizeram superar isso”. O advogado de Heard também trouxe ao tribunal o relato de um processo aberto pelo gerente de locação Greg “Rocky” Brooks no set do filme “City of Lies” em 2017, quando Depp o atacou fisicamente apenas porque o avisou que as filmagens do dia precisavam terminar. Este caso ainda está aberto e em andamento na Justiça. Outra evidência trazida por Rottenborn foi um formulário de seguro feito pela Walt Disney Company que questionava se Depp estava tomando “substâncias ilegais, prescritas por um médico ou não” e o ator assinalou “não”. O advogado alegou que Depp mentiu no formulário, devido a todas as evidências apresentadas e que ainda serão trazidas à corte. O julgamento não terá sessão nesta sexta, retornando apenas na próxima segunda (25/4). Todos os depoimentos estão sendo transmitidos ao vivo pelo canal americano Court TV, disponível pela internet. Veja abaixo os primeiros vídeos divulgados do terceiro dia de depoimentos do ator.












