Produção confirma que imagens de atentado a Bolsonaro são de filme
Após o vazamento de imagens do filme “A Fúria”, que mostra um personagem semelhante ao presidente Jair Bolsonaro caído e ensanguentado ao lado de uma moto, a produção emitiu um comunicado, em que afirma que a cena foi divulgada sem autorização e fora de contexto. O longa-metragem, do cineasta Ruy Guerra, será lançado em 2023. “Circula na internet uma imagem captada sem autorização de uma filmagem à qual atribui-se suposto e infundado discurso de ódio. Ruy Guerra filmou um longa-metragem de ficção que será lançado no final de 2023, portanto não há qualquer relação com o processo eleitoral e, muito menos, forjar fake news simulando um fato real”, diz a nota da produção. “O fato ilegal neste caso é a divulgação de uma cena retirada do contexto da história que será contada. Esclarecidos estes fatos, o diretor Ruy Guerra avisa que só fala de seu filme quando estiver pronto, como ele sempre faz.” Durante o sábado (16/7), vários apoiadores de Bolsonaro publicaram as imagens, afirmando que se tratava de um incentivo à violência contra o presidente. Alguns pregaram censura – “Cenas como estas são repugnantes e não podem ser toleradas!”, comandou a ministra Damares Alves, fazendo propaganda das cenas. Mario Frias aproveitou para atacar a Globo com fake news ao dizer que era “lamentável, mas não inesperado, que o grupo Globo esteja por trás disso”. E o Ministro da Justiça, Anderson Torres, que anteriormente tentou restaurar a censura no Brasil, informou ter determinado que a Polícia Federal investigasse a produção. “Circulam nas redes fotos e vídeos de um suposto atentado contra a vida do presidente Bolsonaro. Produção artística??? Estamos estudando o caso para avaliar medidas cabíveis e apurar eventuais responsabilidades. As imagens são chocantes e merecem ser apuradas com cuidado”, afirmou Torres, durante o sábado. “A Fúria” faz parte da trilogia composta por “Os Fuzis” (1964) e “A Queda” (1977), e acompanha o personagem dos dois filmes anteriores, Mario, originalmente vivido pelo falecido Nelson Xavier. Preso durante a ditadura militar, ele “sai da cadeia já velho, para ajustar contas com sua história, de acordo com a sinopse. O elenco conta com Lima Duarte, que apareceu em “A Queda”, e Paulo César Pereio, integrante de “Os Fuzis”, entre outros. Clássicos do Cinema Novo, “Os Fuzis” (1964) e “A Queda” (1977) foram ambos premiados com o Urso de Prata no Festival de Berlim. Além destes filmes, Ruy Guerra também dirigiu “Os Cafajestes” (1962), famoso por inaugurar o nu frontal no Brasil, sem esquecer adaptações de obras de Chico Buarque (“Ópera do Malandro” e “Estorvo”), Gabriel Garcia Marquez (“Erêndira”) e Antonio Callado (“Kuarup”), entre muitas outras produções. Sua longa carreira continua a ser premiada até hoje. O lançamento mais recente do cineasta de 90 anos, “Aos Pedaços”, recebeu três prêmios, inclusive o de Melhor Direção no Festival de Gramado de 2020. Encenação ou estímulo para um atentado contra a vida do Chefe de Estado brasileiro? O MP precisa investigar isso a fundo! Cenas como estas são repugnantes e não podem ser toleradas! pic.twitter.com/tt4lBljtxo — Damares Alves (@DamaresAlves) July 16, 2022
Ministro da Justiça manda PF investigar filme com cena de morte de Bolsonaro
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, determinou que a Polícia Federal investigue um filme em que um personagem semelhante a Jair Bolsonaro participa de uma motociata e sofre um atentado. Fotos e vídeos de um ator trajado como Bolsonaro, caído ensanguentado sobre uma moto, dominaram as redes bolsonaristas durante o sábado (16/7), acompanhadas por protestos. “As imagens são chocantes e merecem ser apuradas com cuidado”, disse o ministro. Segundo os apoiadores de Bolsonaro, trata-se de discurso de ódio da esquerda e de incentivo à violência contra o presidente. “Essa ideologia esquerdista mata e quer matar ainda mais! Tentaram matar Bolsonaro uma vez e não conseguiram, agora, até ensinam como fazer”, publicou o senador Flávio Bolsonaro, filho de Jair. A acusação de que a esquerda promove discurso de ódio ocorre poucos dias após o bolsonarista Jorge Guaranho assassinar o petista Marcelo de Arruda em Foz do Iguaçu, invadindo armado sua festa de aniversário temática, decorada com pôsteres de Lula. As cenas de ficção de um suposto ataque ao presidente também foram repudiadas pelo vice-presidente Hamilton Mourão e pelo ex-juiz Sergio Moro. “Repudio veemente qualquer ato que possa estimular a violência a quem quer que seja. Está circulando nas redes um ‘filme’ que demonstra o suposto assassinato do nosso presidente. Isso não é arte! Isso é um ato imoral à nação e ao governo federal”, publicou Mourão nas redes sociais. “Inadmissível tratar de forma jocosa ou figurativa a morte de uma pessoa, ainda mais de um presidente da República. Esse tipo de comportamento acirra os ânimos e não contribui em nada para o debate político”, disse Moro. Há dois meses, bolsonaristas se diziam os maiores defensores da liberdade de expressão do Brasil. O próprio Bolsonaro afirmou que “a liberdade de expressão é pilar essencial da sociedade em todas as suas manifestações”, ao indultar o deputado Daniel Silveira, condenado à prisão por promover ataques verbais contra o STF. Bolsonaro considerou “injustiça” condenar alguém apenas por ameaças, como esta sobre o ministro Edson Fachin do STF: “Uma surra bem dada nessa sua cara com um gato morto até ele miar”. Ou essa: “Quantas vezes eu imaginei você e todos os integrantes dessa Corte. Quantas vezes eu imaginei você, na rua, levando uma surra. O que você vai falar? Que eu tô fomentando a violência? Não. Eu só imaginei. Ainda que eu premeditasse, ainda assim não seria crime”. Isto é um discurso de ódio. Filmes são obras de ficção. Indignado com as cenas do longa, o bolsonarista Mário Frias chegou a culpar a rede Globo. Mas a emissora negou ser responsável pela produção. Em nota, a Globo afirmou não ter “nenhuma série, novela ou programa com esse conteúdo”. Apesar disso, a própria Globo identificou a origem das imagens. “Segundo foi informada, a gravação seria de um filme do cineasta Ruy Guerra chamado ‘A Fúria'”, diz o comunicado da empresa. A nota ainda esclarece que o Canal Brasil, do grupo Globo, tem uma participação de 3,61% nos direitos patrimoniais desse filme, “mas jamais foi informado dessas cenas e, como é praxe em casos de cineastas consagrados, não supervisiona a produção”. “Embora tenha participação acionária no Canal Brasil, a Globo não interfere na gestão e nos conteúdos do canal”, acrescentou o texto. Questionado pela Folha, Guerra confirmou que está filmando “A Fúria”, mas disse não saber se as cenas compartilhadas nas redes pertencem a sua obra. Mesmo após a descrição das cenas pela reportagem, recusou-se a falar sobre o assunto. “Não sei dizer porque não vi, não vi o material”, disse. Ele afirmou que não falaria sobre o filme até o seu lançamento e não revelou quando isso ocorrerá. Nascido em Moçambique, Ruy Guerra faz parte importante da história do cinema brasileiro, tendo se destacado com clássicos como “Os Cafajestes” (1962), famoso por inaugurar o nu frontal no Brasil, e os marcos do Cinema Novo “Os Fuzis” (1964) e “A Queda” (1977), ambos premiados com o Urso de Prata no Festival de Berlim. A carreira longa continua prestigiada. O lançamento mais recente do cineasta de 90 anos, “Aos Pedaços”, recebeu três prêmios, inclusive o de Melhor Direção no Festival de Gramado de 2020. “A Fúria” faz parte da trilogia composta por “Os Fuzis” e “A Queda”, e acompanha o personagem dos dois filmes anteriores, Mario, originalmente vivido pelo falecido Nelson Xavier. Preso durante a ditadura militar, ele “sai da cadeia já velho, para ajustar contas com sua história e com os dois homens que, a seu ver, traíram a ele e ao país: Salatiel, seu sogro, e hoje rico empreiteiro, e Ulisses, seu antigo companheiro de militância, hoje um poderoso político” – de acordo com a sinopse. O elenco conta com Lima Duarte, que apareceu em “A Queda”, e Paulo César Pereio, integrante de “Os Fuzis”, entre outros. Um vídeo foi feito encenando a morte do Presidente @jairbolsonaro em um “acidente de moto”. Há rumores de que o vídeo foi feito no Projac. Isso eu não posso afirmar, mas pelo tamanho do estúdio, é alguém que tem uma produtora muito grande! pic.twitter.com/9RGMSbJtRo — MarioFrias (@mfriasoficial) July 16, 2022
SBT demite jornalista envolvido no caso Klara Castanho
O SBT demitiu o jornalista Matheus Baldi, que entrou no programa “Fofocalizando” em maio e ficou mais conhecido após aparecer no “Fantástico” como o responsável pelo vazamento da gravidez de Klara Castanho, vítima de estupro. Ele confirmou o corte nas redes sociais, após não aparecer no ar nesta sexta (15/7), apontando como motivo a redução do programa. “Eu não estava no ‘Fofocalizando’ porque eu cheguei lá, conversei com o diretor, e ele me explicou que, quando eu fui contratado, o programa tinha uma hora e quarenta minutos. Eu era o integrante mais novo do programa. Depois de algum tempo, esse tempo foi reduzido”, disse. “Agora, com uma hora, eram muitos participantes para esse tempo de duração. Então, foi necessário fazer esse ajuste. Não teve nada mais do que isso. Sou muito grato ao SBT e o programa é incrível”, explicou Baldi. Quando a participação de Baldi no vazamento da gravidez de Klara Castanho veio à tona, Chris Flores usou seu espaço no “Fofocalizando” para negar que o programa tenha dado palco para o assunto antes da atriz se pronunciar. Na ocasião, Baldi também rejeitou ser culpado pela exposição de Klara. Sobre o assunto, ele disse que uma fonte muito confiável havia falado sobre a gravidez de Klara por telefone – soube-se depois que tinha sido uma enfermeira do hospital em que a atriz deu à luz. Ele explicou que mandou uma mensagem por e-mail para a assessoria de Castanho para formalizar a informação. Com a falta de retorno, decidiu publicar a notícia nas redes sociais. Minutos depois, Baldi recebeu uma ligação da assessoria, que explicou que não foi apenas uma gravidez, que Klara tinha sido vítima de estupro e o assunto não podia ter vazado. A própria atriz entrou na ligação. Ele contou que ela pediu “‘Pelo amor de Deus, pela minha vida, apague esse post, porque eu não quero falar sobre gravidez’. E eu disse ‘claro’, e apaguei”. Segundo Baldi, a postagem ficou poucos minutos no ar, mas a história acabou voltando com força logo depois, num vídeo surreal de Antonia Fontenelle que acusou Klara de ser monstruosa e cometer crime por dar a criança para doação. Klara se viu obrigada a contar todos os detalhes para o público, publicando um post em 26 de junho que descreveu como “o relato mais difícil da minha vida”. Apesar disso, outro colunista de fofocas, Leo Dias, não se conteve e publicou em seguida os dados do nascimento da criança, incluindo hora e local de nascimento, que são protegidos por lei, expondo ainda mais a jovem. “Nunca mais mexi nessa história e não posso ser responsabilizado por tudo o que, depois, as pessoas, sabendo do que se tratava, fizeram”, disse Baldi.
Marcius Melhem é proibido de vazar conversas privadas de Dani Calabresa
O ex-diretor da Globo Marcius Melhem foi proibido pela Justiça de vazar para repórteres ou em suas redes sociais conversas privadas que teve com a humorista Dani Calabresa, que o acusa de assédio moral e sexual no período em que foi chefe do Departamento de Humor da Globo. A decisão foi do Foro Regional da Lapa, do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), que julga uma das ações da batalha judicial travada entre os artistas. A medida cautelar foi dada inicialmente em novembro de 2021, atendendo a um pedido da defesa de Dani Calabresa. O argumento era que o vazamento de mensagens era seletivo e feria a privacidade da humorista na ocasião. A Justiça concordou naquele momento que era uma violação e não acrescentava em nada ao caso. No último dia 4, a Justiça negou um pedido de Melhem para levantar a proibição. Apesar disso, as mensagens vazaram para um colunista que cobre televisão, rendendo vários artigos na imprensa. Se ficar provado que o humorista ou sua defesa repassaram as conversas para terceiros, Melhem poderá ser punido, juntamente com quem fez esse vazamento indevido, já que a decisão colocou as mensagens em segredo de Justiça. Sempre foi desejo de Marcius Melhem que estas mensagens viessem à público, principalmente durante o período entre 2017 e 2018, em que ele alega ter tido um caso consensual com Dani Calabresa. A artista o acusa de boicotá-la na Globo a partir de 2019 e de agarrá-la sem seu consentimento em uma festa do antigo Zorra (2015-2020), em 2017. Segundo a acusação, Melhem teria tentado obrigar a comediante a praticar sexo oral com ele no corredor de um bar. Melhem diz lamentar a decisão desfavorável e que, curiosamente, ela tenha vazado. Para ele, o esforço de Dani Calabresa e de seus advogados para manter em sigilo as mensagens trocadas entre os dois no WhatsApp prova que sua tese sobre o caso é a verdadeira. “Marcius Melhem reafirma sua posição de que gostaria que tudo fosse exposto de forma transparente. A luta por manter as mensagens em segredo já mostra de que lado está a verdade”, diz um comunicado enviado por ele. A defesa de Dani Calabresa também se manifestou em texto enviado à imprensa: “As 12 mulheres que denunciaram Marcius Melhem por assédio moral e sexual têm mantido absoluto respeito ao sigilo dos processos, até mesmo para proteger os nomes de terceiros envolvidos. Lamentamos os constantes vazamentos que têm acontecido, sempre com versões que atacam as vítimas, defendem os pontos de vista do acusado e em momentos que a ele interessam. Acreditamos na Justiça e temos certeza de que a verdade vai prevalecer”. Os dois comediantes vêm travando diversas batalhas judiciais desde que a advogada Mayra Cotta, que representa as atrizes da Globo, denunciou Melhem por assédio moral e sexual numa entrevista ao jornal Folha de S. Paulo em outubro de 2020. Dois meses depois, a revista Piauí publicou uma reportagem que descreveu fatos graves cometidos por Melhem, apresentando Calebresa como vítima de forte assédio. Após a publicação, a defesa de Melhem enviou uma notificação extrajudicial para Calabresa, assinada pelos advogados José Luis Oliveira Lima e Ana Carolina Pivoesana, como medida preparatória para fundamentar um futuro processo. O documento legal reproduziu mensagens de voz enviadas pela atriz, que, segundo Melhem, comprovariam a intimidade que ele tinha com a atriz. A Folha de S. Paulo publicou o conteúdo do documento, acompanhado por uma entrevista com Melhem. Só então foi dada entrada no Ministério Público Federal (MPF) de um pedido de investigação contra o ex-diretor da Globo, e foi tomada a decisão de deflagrar um processo criminal pelo fato dele ter divulgado áudios de Calabresa, com um pedido de indenização por danos morais à atriz. Melhem também entrou com uma ação de indenização por danos morais e materiais contra Calabresa por sugerir que ele a tinha assediado. Em fevereiro, a revista Piauí trouxe novas denúncias, alimentadas por informações das acusadoras, e no mês passado começaram a vazar novamente as conversas por What’s App, em tom bastante íntimo, que contrastam com o teor das acusações feitas contra o ex-diretor do departamento de humor da Globo. Essas mensagens e gravações de voz foram aceitas e fazem parte do processo em que Melhem tenta provar sua inocência.
Cancelado em Hollywood, Armie Hammer trabalha em hotel nas ilhas Cayman
Afastado de Hollywood desde janeiro do ano passado, quando mensagens privadas com sugestões de canibalismo vieram à tona, o ator Armie Hammer foi encontrado trabalhando como concierge e corretor de um resort nas ilhas Cayman, atendendo os hóspedes do local. Rumores de que Hammer estava trabalhando em hotéis circularam pelas redes sociais desde a semana passada, mas apenas na quarta-feira (13/7) a revista Variety conseguiu confirmar a informação. “Ele está trabalhando no hotel vendendo experiências aos hóspedes. Ele trabalha em um cubículo. A realidade é que ele está totalmente quebrado e está tentando ocupar seu tempo para conseguir sustentar sua família”, contou um funcionário do hotel à revista. A fonte acrescentou que, além de trabalhar no resort, Hammer também administra um complexo de apartamentos nas ilhas Cayman. O ator estaria morando na região para ficar próximos dos filhos, que vivem no local ao lado de sua ex-mulher, a apresentadora de TV Elizabeth Chambers. Apesar de ser bisneto de um magnata do petróleo dos Estados Unidos, Hammer não estaria mais envolvido na herança da família. Segundo a fonte da Variety, este seria o principal motivo de o ator ser obrigado a procurar uma ocupação para ganhar dinheiro e ajudar no sustento dos filhos. Armie Hammer viu sua carreira implodir em janeiro de 2021, após o vazamento nas redes sociais de mensagens privadas em que se confessava canibal, seguidas dois meses depois pelo processo de uma ex-namorada, identificada como Effie, por estupro e violência sexual, com elementos de tortura. Segundo a suposta vítima, o crime ocorreu em 2017, quando ele ainda era casado com Elizabeth Chambers. Assim que a história explodiu na mídia, outras mulheres reiteraram diálogos com o ator de 35 anos sobre fetiches envolvendo canibalismo, abuso e estupro. Em entrevista ao Page Six, Courtney Vucekovich, que ficou com o ator por alguns meses do ano passado, disse que conviver com Hammer era como namorar Hannibal Lecter — o famoso personagem canibal de “O Silêncio dos Inocentes” e da série “Hannibal”. Como consequência, ele foi afastado de várias produções, como os filmes “Shotgun Wedding” e “Billion Dollar Spy”, e a série “The Offer”, sobre os bastidores de “O Poderoso Chefão”. Sua agência também o dispensou. Em sua única manifestação desde as acusações, ele qualificou as denúncias como “alegações de m*rda”. A última notícia de seu paradeiro era que ele tinha se internado em uma clínica de reabilitação localizada na Flórida. Ele ficou nove meses em tratamento e não voltou a ser visto publicamente nos EUA desde que teve alta.
Depoimento secreto pode encerrar caso de abuso de Roman Polanski dos anos 1970
Depois de anos recusando apelos de Roman Polanski, o Tribunal de Apelações da Califórnia, em Los Angeles, ordenou na quarta-feira (13/7) que o Tribunal Superior do Condado de Los Angeles revele testemunhos até então ocultos no famoso caso de abuso sexual cometido pelo cineasta francês nos anos 1970. O mais curioso é que a iniciativa não aconteceu por causa de Polanski, mas por pedido de jornalistas, que argumentaram que a lei estadual e o interesse público exigiam que o tribunal revelasse o testemunho do promotor original do caso, Roger Gunson. Polanski argumenta há décadas que só fugiu do país após o juiz original do caso ameaçar desconsiderar um acordo que ele fechou com Gunson. O combinado era ficar 48 dias preso em 1977, o que ele cumpriu. Mas após este período o juiz Laurence Rittenband alegadamente renegou o acordo e disse aos promotores que tinha decidido manter Polanski preso por até 50 anos. Foi apenas após esse desdobramento que Polanski fugiu para a França, de onde não poderia ser extraditado por conta de sua cidadania. E lá continuou filmando e conquistando reconhecimentos da indústria cinematográfica. Chegou até a vencer o Oscar por seu trabalho em “O Pianista” (2002). Como parte do acordo, Polanski se declarou culpado de drogar e abusar de Samantha Geimer quando ela tinha 13 anos, durante uma sessão de fotos na casa de Jack Nicholson em Los Angeles. Ele confessou ter tido “relações sexuais ilegais” com a menor, mas negou o estupro em seu acordo com a promotoria. Por conta da falta de uma sentença final, o caso é considerado aberto até hoje, e a Justiça de Los Angeles fez nos últimos anos algumas tentativas de prender o diretor, em momentos em que ele se ausentou da França. Mas Polanski, que hoje tem 88 anos, tem tentado comprovar que a sentença foi cumprida e o caso não pode ser considerado aberto. O depoimento do promotor original, que foi tornado secreto, é considerada peça-chave para encerrar o processo judicial. Na época de seu testemunho, Gunson estava doente e temia-se que ele não sobrevivesse para testemunhar em qualquer julgamento final do caso. A defesa de Polanski acredita que suas declarações apoiam a afirmação de que o juiz original violou a lei e os padrões do tribunal ao abandonar o acordo judicial com o cineasta. Essa suspeita é reforçada pela recusa da procuradoria de tornar o depoimento público. A ordem do Tribunal de Apelações cita a necessidade de exame público das alegações de que os direitos de Polanski foram violados pelo tribunal antes e depois de ele fugir do país, já que o caso é mantido aberto há mais de quatro décadas. O Tribunal também argumentou que não há motivos para manter o depoimento secreto, já que não há preocupações de segurança nesse julgamento que possam exigir sigilo. Por coincidência ou não, um dia antes a Promotoria do Condado de Los Angeles anunciou que não se oporia mais à revelação do testemunho de Gunson. Em entrevista ao The Hollywod Reporter, o atual promotor George Gascón confessou ter visto “algumas irregularidades” no caso, começando com uma potencial “má conduta judicial” do juiz que inicialmente supervisionou o processo. Caso isso seja comprovado, o caso deverá ser dado como encerrado e Polanski poderá ser autorizado a retornar aos Estados Unidos sem temer ser preso no desembarque. Por sinal, é tudo o que deseja a verdadeira vítima dessa história. Em 2017, Samantha Gaimer publicou uma carta aberta pedindo que o depoimento do promotor fosse tornado público. Ela já se acertou com Polanski. Após o escândalo arrefecer, foi procurada por emissários do diretor, chegando a um acordo financeiro – estimado em US$ 500 mil de indenização. Em 2013, Gaimer publicou um livro contando sua história, intitulado “A Menina”. Ela acusa os promotores de nunca terem pensado nela e estenderem o caso que afeta sua vida pessoal por anos para promoverem suas carreiras. Além disso, considera que o cineasta já foi punido o suficiente por ficar longe de Hollywood por quatro décadas, e que ele deveria poder voltar aos Estados Unidos no fim da vida, sem temer morrer numa prisão.
Johnny Depp vai viver o rei Luis XV em novo filme
Anunciada em janeiro, a produção do primeiro filme de Johnny Depp desde que perdeu o processo contra o jornal “The Sun” na Inglaterra, que o chamou de “espancador de esposa, foi confirmada. Trata-se de um filme francês, intitulado “La Favorite”, em que ele vai interpretar o rei Luis XV. De forma esclarecedora, após a derrota na Inglaterra ele perdeu seu papel em “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”, dispensado após o começo da produção. Agora, após uma vitória jurídica nos EUA, tem um novo trabalho anunciado. A confirmação do filme vem após Depp conseguir veredito positivo em seu segundo processo de difamação, desta vez contra a ex-mulher, a atriz Amber Heard, por ela alegar ser uma “figura pública que representa o abuso doméstico”. Com direção da cineasta francesa Maïwenn, de “Polissia” (2011) e “Meu Rei” (2015), o drama deve ser lançado no ano que vem com distribuição – pelo menos na França – da Netflix. O filme será falado em francês e marca a estreia de Depp no idioma. O ator morou na França por muitos anos, enquanto esteve casado com atriz Vanessa Paradis, e fala francês, mas, segundo a imprensa dos EUA, com um forte sotaque americano. De acordo com o jornal francês Le Figaro, as filmagens de “La Favorite” devem durar cerca de três meses em locações históricas da França, inclusive no Palácio de Versalhes. Luís XV governou a França de 1715 a 1744 e ficou conhecido pelas extravagâncias, além das inúmeras amantes.
Teaser nacional anuncia minissérie biográfica de Mike Tyson
A plataforma Star+ divulgou a versão nacional do teaser de “Mike: Além de Tyson”, minissérie biográfica sobre a vida e a carreira do campeão mundial do boxe Mike Tyson. A prévia mostra alguns dos momentos mais controversos de Tyson, destacando seu temperamento agressivo, a famosa mordida que arrancou pedaço da orelha de Evander Holyfield, explosões de violência e tempo na prisão. Por conta disso, Mike Tyson tentou impedir a produção. Quando não conseguiu, atacou a série com muitos xingamentos nas redes sociais. Na verdade, ele pretendia fazer sua própria minissérie chapa branca, com Jamie Foxx no papel principal. O elenco destaca Trevante Rhodes (“Moonlight”) como a versão adulta do esportista e também incluiu o veterano Harvey Keitel (“Cães de Aluguel”) na pele do técnico de boxe Cus D’Amato, Laura Harrier (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”) como a atriz Robin Givens, que foi a primeira mulher do boxeador, e Li Eubanks (“All Rise”) como Desiree Washington, a modelo que acusou Tyson de estupro. A produção foi escrita por Steven Rogers, dirigida por Craig Gillespie e produzida por Margot Robbie – que são, respectivamente, o roteirista, o diretor e a estrela-produtora de “Eu, Tonya”, filme premiado sobre outra estrela malvada dos esportes norte-americanos, Tonya Harding. Além deles, Karin Gist (produtora-roteirista de “Star” e “Mixed-ish”) integra a equipe como showrunner. A estreia está marcada para 25 de agosto no Brasil, mesmo dia do lançamento nos EUA. Confira abaixo o teaser em versões legendada e dublada em português.
Klara Castanho faz acompanhamento psicológico após exposição indevida
Klara Castanho retornou ao seu Instagram na noite desta quarta-feira (6/7) para agradecer as mensagens de apoio após seu caso de abuso ser exposto. Seu post anterior tinha sido a revelação de que sofreu um estupro, engravidou e entregou o bebê para adoção. Publicado em 26 de junho e descrito como “o relato mais difícil da minha vida”, a confissão foi feita após Matheus Baldi, Leo Dias e Antonia Fontenelle exporem a atriz. “Os últimos dias não foram fáceis, mas eu queria vir aqui para agradecer por cada palavra de amor, de afeto e de acolhimento que eu recebi e venho recebendo. Todo esse carinho tem sido muito importante para mim e eu precisava dividir a minha gratidão com vocês. Obrigada do fundo do meu coração”, disse ela. A atriz também contou que está tendo acompanhamento psicológico e conta com profissionais para defender seus direitos. “Eu sei que muitos de vocês estão preocupados comigo, mas quero dizer que estou me cuidando, fazendo acompanhamento psicológico e sigo cercada de profissionais que estão trabalhando para a preservação dos meus direitos.” “Quero agradecer a minha família, aos meus amigos, aos meus colegas de profissão, aos fãs que me acompanham e, também, a imprensa séria e responsável, que vem me respeitando durante esse momento. Com amor, Klara Castanho”, completou ela. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Klåra Cåstanho (@klarafgcastanho)
Ezra Miller é alvo de novas acusações de comportamento abusivo
O ator Ezra Miller, que interpreta o Flash nos filmes da DC Comics, virou alvo de novas acusações. Ele foi denunciado por assediar uma mulher em fevereiro na Alemanha. Além disso, a vítima de seu ataque na Islândia decidiu quebrar o silêncio. Foi na Islândia que a onda de violência do ator começou. Miller começou a frequentar os bares da capital Reykjavík após a interrupção das filmagens de “The Flash”, devido à pandemia de covid-19, em março de 2020. Segundo o bartender do Prikið Kaffihús, um pub localizado no coração de Reykjavík, ele já tinha se envolvido em confusões antes do vídeo da agressão a uma mulher ter se tornado viral em abril daquele ano. Logo após o incidente, a revista Variety falou com a vítima da tentativa de enforcamento, mas só agora ela permitiu que seus comentários fossem impressos, pedindo apenas para permanecer anônima por conta de sua privacidade. No vídeo, Miller é visto confrontando a mulher, que está sorrindo. Em seguida, ele agarra seu pescoço, enquanto ela solta um suspiro audível. A pessoa que gravou o vídeo parou para intervir ao ver que o enforcamento era real. De acordo com três fontes, a mulher estava conversando com Miller no bar e perguntou sobre os chinelos que ele usava. Ele garantiu que podia usá-los até numa briga e perguntou se ela queria testar. Foi o início de tudo. “Eu achei que era uma brincadeira, mas não era”, disse ela para a Variety. Mesmo depois de separar o ator, ele continuou com raiva, cuspindo nas pessoas e xingando a todos. Reação parecida foi testemunhada por outra mulher, Nadia, que pediu para não ter seu sobrenome divulgado em nome de sua privacidade. Nadia alega que, após uma amizade calorosa de dois anos com Miller, convidou o ator a ir a seu apartamento em Berlim em fevereiro passado. Eles não se viam desde que tiveram um encontro sexual consensual em 2020. Mas depois de uma interação amigável, o humor de Miller mudou drasticamente quando ela lhe disse que não podia fumar dentro de sua casa. “Isso desencadeou uma mudança de comportamento”, disse Nadia. Usando a terceira pessoa do plural, já que Miller passou a se identificar como não binário, ela descreveu: “Pedi para eles saírem umas 20 vezes, talvez mais. Eles começaram a me insultar. Eu seria um ‘pedaço de merda transfóbico’. Eu seria uma ‘nazista’. Tornou-se tão, tão estressante para mim… Eles andavam pela minha casa, olhando tudo, tocando tudo, espalhando folhas de tabaco no chão. Parecia nojento e muito intrusivo.” Depois de cerca de meia hora de súplica, Nadia decidiu chamar a polícia e só depois disso Miller resolveu sair. Apenas para voltar meia-hora depois e tentar arrombar a porta, gritando que ela tinha lhe roubado o passaporte. Miller tinha esquecido uma jaqueta com seus documentos, que Nadia jogou pela janela para se livrar dele. O incidente a deixou profundamente perturbada. Embora ela acredite que não correu risco de abuso sexual, temeu que o ator “pudesse de alguma forma me atacar fisicamente”. “Eu me senti totalmente insegura”, disse ela. Cinco pessoas – duas amigas, uma defensora dos direitos das mulheres, uma assistente social e a advogada de Nadia – disseram à Variety que conversaram com ela logo após esse encontro com Miller e corroboraram seu relato. Em abril, Nadia apresentou uma queixa criminal contra Miller no Ministério Público em Berlim. Mas o processo foi interrompido porque o ator não se encontrava na Alemanha. Pouco mais de um mês após sua experiência, Nadia viu as notícias de que o ator havia sido preso a meio mundo de distância no Havaí, por conduta desordeira e assédio, após outro incidente turbulento em um bar. Em maio, o TMZ divulgou um vídeo de câmera corporal da prisão de Miller, no qual o ator registra grande parte do encontro para, segundo eles, lançar uma “arte criptográfica NFT”. No vídeo, ele também diz que um cliente do bar “se declarou nazista” e acusou um policial de tocar em seu pênis durante a revista. Nadia disse que então percebeu que se tratava de “um padrão”. “Eles abusam do jet-set”. Esse suposto padrão foi se tornando cada vez mais alarmante nas semanas e meses seguintes. Miller foi submetido a uma segunda prisão no Havaí em abril, desta vez por jogar uma cadeira em uma mulher numa festa e deixá-la com um corte na testa. Em seguida, foi alvo de duas ordens de restrição. A primeira, conforme relatado pelo jornal Los Angeles Times, foi feita pelos pais de uma jovem de 18 anos da Reserva Indígena Standing Rock, na região de Dakota, que alegam que Miller manipulou sua filha desde que ela tinha 12 anos. Aos 18, ela abandonou a escola e fugiu de casa, indo parar na residência do ator. A jovem escreveu em seu Instagram que Miller a ajudou num momento difícil. A segunda foi feita por pais de uma criança de 12 anos em Massachusetts. O site The Daily Beast relatou que Miller supostamente entrou em um confronto agressivo com a família da criança, sobre a referência casual da mãe a “sua tribo”. A certa altura, Miller supostamente revelou uma arma e disse a um membro da família: “Falar assim pode colocá-lo em uma situação realmente séria”. Ele teria, em seguido, constrangido a criança por abraçá-la e fazer comentários sobre gênero, ao descobrir que ela também se definia como não binária. Para completar, neste mês de junho a revista Rolling Stone reportou que Miller estava abrigando uma mãe e seus filhos pequenos em sua fazenda em Vermont, em meio a condições inseguras, com armas e munição espalhadas pela propriedade. A mãe disse à publicação que o ator a ajudou a escapar de um casamento abusivo. A Warner Bros. já teria decidido tirar Miller de novos projetos, substituindo-o como o herói Flash. Mas enfrenta um dilema em relação ao filme já concluído. Os custos para substituí-lo na produção seriam simplesmente caros demais – o ator não só está em quase todas as cenas como ainda tem papel duplo, como um Flash de outro universo. Também seria difícil arquivar o lançamento, após os gastos milionários investidos em sua produção. Uma alternativa seria assumir prejuízos para lançar o longa direto em streaming. A verdade é que, neste momento, o estúdio não sabe o que fazer, após tentar minimizar o envolvimento de Miller em “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”, que estreou nos cinemas em abril e teve péssima bilheteria.
R. Kelly é condenado a 30 anos de prisão
Após inúmeras denúncias e um série documental bombástica, a Corte Federal do Brooklyn, em Nova York, condenou nesta quarta-feira (29/6) Robert Sylvester Kelly, mais conhecido pelo nome artístico de R. Kelly, a 30 anos de prisão. Considerado o Rei do R&B romântico dos anos 1990, Kelly era acusado de liderar uma rede de tráfico e abuso sexual. O júri, composto por cinco mulheres e sete homens, considerou o artista de 55 anos culpado por todas as acusações que tinha contra si, acusando-o de usar sua fama para recrutar vítimas para fins sexuais, com a colaboração de sua equipe. Como resultado, a pena da juíza do tribunal do Brooklyn, Ann Donnelly, foi superior à pedida pela própria promotoria, que buscava 25 anos de prisão. Os promotores descreveram um “universo centrado em Robert Kelly”, que fez com que seus assessores apoiassem ou fechassem os olhos para o comportamento do cantor, ajudando a encobrir, ao longo dos anos, diversos problemas decorrentes de atividade sexual criminosa com acordos financeiros com algumas das vítimas. Três vezes vencedor do Grammy, R. Kelly vendeu em sua carreira mais de 75 milhões de discos, tornando-se um dos músicos de maior sucesso comercial da história do R&B, com hits como “I Believe I Can Fly” (da trilha do filme “Space Jam”) e “Ignition”. No auge de seu sucesso, R. Kelly trabalhou com Michael Jackson (“You Are Not Alone”), Janet Jackson (“Any Time, Any Place”), Jennifer Lopez (“Baby I Love U”), Toni Braxton (“I Don’t Want To”) e Britney Spears (“Outrageous”), Jay-Z (“The Best of Both Worlds”), além de ter gravado um dueto com Celine Dion (“Gotham City”) para a trilha do filme “Batman e Robin” (1997). Mas os boatos de abuso sexual também começaram a surgir em meio a essa fase bem-sucedida, envolvendo inclusive a falecida cantora Aaliyah. Diversos casos foram relatados, com testemunhos, na série documental “Surviving R. Kelly”, lançada pelo canal pago Lifetime em 2019. A produção teve tanta repercussão que inspirou novas denúncias e uma 2ª temporada em 2020. R. Kelly ainda vai enfrentar outro julgamento em agosto, desta vez em Chicago, onde é acusado de manipular um julgamento por pornografia em 2008, além de esconder evidências da prática de abuso infantil.
Chris Pratt desabafa sobre críticas: “Eu chorei”
O ator Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia”) fez um desabafo durante uma entrevista à revista Men’s Health, declarando lamentar ser visto como uma pessoa mais religiosa do que realmente é. Pratt passou a ser associado à religiosidade em 2019, durante o recebimento de um prêmio no MTV Movie Awards. À época, ao mencionar suas nove regras, ele destacou em uma delas que “Deus é real. Deus te ama, Deus quer o melhor para você. Acredite nisso, eu acredito.” “Talvez tenha sido arrogante eu ter subido no palco e dito as coisas que eu disse. Não tenho certeza se alguém se sentiu tocado”, o ator ponderou, em retrospecto. Naquele mesmo ano, ele foi acusado por Eliot Page de frequentar uma Igreja polêmica, a Hillsong, que condena ferozmente a comunidade LGBTQIAP+. À época, Pratt respondeu que os comentários “não poderiam estar mais longe da verdade”, afirmando que frequenta uma igreja “que abre suas portas para absolutamente todos”. Agora, o ator reforçou que não frequenta nem nunca frequentou a Hillsong, que recentemente também se envolveu em acusações de abuso sexual. Durante a conversa, ele procurou reforçar a diferença entre sua fé e a opressão das religiões ao longo dos séculos. “A religião tem sido opressiva pra caral** há muito tempo”, disse ele. “Eu não sabia que meio que me tornaria o rosto de uma religião, quando na verdade nem sou uma pessoa tão religiosa. Acho que há uma diferença muito grande entre ser religioso – aderir aos costumes concebidos pelos homens, muitas vezes apropriando-se do encantamento reservado a quem acredito ser um Deus muito real – e usar religião para controlar as pessoas, tirar dinheiro das pessoas, abusar de crianças, roubar terras e justificar o ódio”. Por fim, Pratt revelou que chorou depois de receber críticas na imprensa e nas redes sociais por mencionar que sua esposa Katherine Schwarzenegger tinha dado à luz uma menina saudável no ano passado. “Muitos artigos saíram dizendo: ‘Isso é tão constrangedor. Não posso acreditar que Chris Pratt agradeceria a esposa por uma filha saudável quando seu primeiro filho nasceu prematuro’”. O filho mais velho do ator teve hemorragia cerebral, precisando de cuidados especiais. “Meu filho vai ler isso um dia. Ele tem nove anos. Isso realmente me incomodou, cara. Eu chorei por isso”, afirmou. O astro poderá ser visto nos cinemas e em streaming em dois lançamentos dos próximos dias. Chris Pratt protagoniza a série “A Lista Terminal”, da Amazon Prime Vídeo, que será lançada em 1º de julho, e participa de “Thor: Amor e Trovão”, da Marvel, com estreia marcada para 7 de julho nos cinemas brasileiros.
Juliana Paes e Gabi Brandt revelam que também tiveram dados médicos vazados
Depois da invasão de privacidade sofrida por Klara Castanho, a atriz Juliana Paes e a influenciadora Gabi Brandt revelaram que também já tiveram dados médicos vazados para a imprensa. Em participação no programa “Encontro” desta segunda (27/6), Juliana disse que o episódio aconteceu quando estava grávida de um de seus dois filhos. “Foi o próprio laboratório que acabou divulgando. Isso nem se compara com o caso de Klara Castanho, claro”, afirmou. “Não é porque a pessoa é pública que ela faz um apelo para ter a vida esmiuçada em todos os momentos. A gente escuta muito isso: ‘ah, quem manda ser famoso?’. Não existe nada mais cruel do que escutar isso”, lamentou a atriz. “Você é menos gente por ser famoso? Parem de julgar e achar que o famoso tem que ter toda a vida esmiuçada, falada”, acrescentou. “Como defensora para prevenção e eliminação de assuntos para a violência para mulher da ONU, eu escuto muitos casos assim. Isso acontece mais do que a gente imagina”, completou Juliana Paes. Dando novos exemplos, Gabi Brandt contou que teve dados vazados duas vezes, quando fez uma biópsia no final de 2020 e quando foi hospitalizada para tratar uma infecção nos rins em abril de 2021. “Esse negócio de hospital vazar coisa de paciente… Vocês têm ideia de quanto é absurdo?”, ela desabafou no Stories de seu Instagram. A influenciadora explicou que a família possui histórico de câncer de útero e ela fez exames para investigar se estava com a doença. “Tive suspeita e minha médica me indicou fazer uma biópsia. Fiquei internada no hospital. Eu não queria passar a notícia para a minha família, sobre a suspeita, porque eu não tinha certeza. Por que eu ia preocupar todo mundo?”, contou “Fui fazer a biópsia em segredo. Uma funcionária do hospital vazou a foto do meu prontuário do hospital”, continuou. “Tinha nome da minha médica, meu plano de saúde, data de entrada, horário de alta. Como não estava especificando que era uma biópsia para investigar um possível câncer, isso abriu margem para as pessoas especularem. Eu estava internada e minha mãe ficou sabendo”. “Até sair o resultado da biópsia levou um tempão, ficou todo mundo preocupado. Eu não podia escolher contar ou não isso. Não foi a primeira vez”, disse, acrescentando que o mesmo aconteceu quando teve infecção no rim. Gabi afirmou que não frequenta mais o hospital que vazou suas informações. “Um momento tão delicado… O mais surreal disso é a pessoa do hospital mandar as coisas. Quem está internado. Eu fiquei muito traumatizada. Nunca mais nem fui no hospital e nem vou. É muita invasão de privacidade, nunca vou entender”. Nenhuma das duas nomeou os estabelecimentos onde ocorreram os vazamentos. No caso de Klara Castanho, a enfermeira responsável pelo vazamento da informação teria sido demitida. Além disso, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) informou nesta segunda-feira (27/6) que está apurando sua conduta. O nome dela está sendo mantido em sigilo, ao contrário do que aconteceu com a atriz de 21 anos.











