Diretor vencedor do Oscar é liberado de detenção na Itália
Uma juíza do sul da Itália ordenou nesta segunda-feira (4/7) que o diretor Paul Haggis seja liberado da detenção em seu hotel. Ele foi preso no começo de junho sob acusação de estupro e, posteriormente, encaminhado para detenção domiciliar. A decisão foi proferida pela juíza Vilma Gilli, na região de Puglia. No momento, os promotores decidem se prosseguem com a investigação e validam as acusações de abuso sexual. A advogada do diretor, Michele Laforgia, afirma que a juíza entendeu que não havia sinais de violência ou abuso encontrados na suposta vítima. De acordo com vários relatos da mídia italiana e uma declaração dos promotores públicos da cidade vizinha de Brindisi, Haggis estava sendo acusado por uma “estrangeira” de forçá-la a ter relações sexuais por dois dias. Esta não é a primeira acusação de agressão sexual feita contra Haggis. Em 2017, a assessora de imprensa Haleigh Breest processou o cineasta, alegando que ele a estuprou violentamente em seu apartamento em Nova York após uma première em 2013. Após essa acusação se tornar pública, mais três mulheres denunciaram o diretor e roteirista por má conduta sexual. Ele negou todas as alegações.
Michael J. Fox receberá homenagem do Oscar. Saiba quem mais
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA anunciou os quatro homenageados do próximo Oscar. O ator Michael J. Fox, que marcou época na franquia “De Volta ao Futuro”, receberá o Prêmio Humanitário Jean Hersholt por seu trabalho beneficente, enquanto a cineasta francófona Euzhan Palcy, a compositora americana Diane Warren e o diretor australiano Peter Weir serão premiados com o Oscar Honorário pela realização de suas carreiras. Desde que revelou o diagnóstico de Parkinson, Michael J. Fox tem se dedicado a apoiar iniciativas de busca de cura ou melhora de condições de vida para pacientes com a doença, chegando a criar sua própria organização beneficente. Este trabalho é o foco de seu reconhecimento pela Academia. Considerada uma cineasta revolucionária, Euzhan Palcy, natural da Martinica, no Caribe, foi a primeira diretora negra premiada no Festival de Veneza e no César (o Oscar francês), façanha realizada com o marcante “Rue Cases Nègres” em 1983. Diane Warren é uma compositora veterana, com nada menos que 12 indicações ao Oscar, mas que nunca obteve vitórias na premiação. Ela compôs músicas como “I Don’t Want to Miss a Thing”, gravada pela banda Aerosmith para a trilha sonora de “Armageddon” (1998), “Til It Happens to You”, cantada por Lady Gaga na trilha do documentário “The Hunting Ground” (2015), e “Stand Up for Something”, representada pelo rapper Common em “Marshall: Igualdade e Justiça” (2017). Para completar, Peter Weir é um diretor consagrado com seis indicações ao Oscar. Sua filmografia inclui clássicos modernos como “Sociedade dos Poetas Mortos” (1989), “A Costa do Mosquito” (1986), que virou série da Apple TV+, e “O Show de Truman” (1998), homenageado no cartaz do Festival de Cannes deste ano. Mas após sua última indicação ao Oscar, por “Mestre dos Mares: O Lado Mais Distante do Mundo” (2003), fez apenas mais um longa: “Caminho da Liberdade” (2010). Ele está há 12 anos sem filmar. “O conselho da Academia tem a honra de reconhecer quatro indivíduos que fizeram contribuições inestimáveis ao cinema e ao mundo em geral. A defesa incansável de Michael J. Fox da pesquisa sobre a doença de Parkinson, juntamente com seu otimismo sem limites, exemplifica o impacto que uma pessoa pode causar para mudar o futuro de milhões. Euzhan Palcy é uma cineasta pioneira cujo significado inovador no cinema internacional está cimentado na história do cinema. A música e as letras de Diane Warren ampliaram o impacto emocional de inúmeros filmes e inspiraram gerações de artistas musicais. Peter Weir é um diretor de habilidade e talento consumados, cujo trabalho nos lembra o poder dos filmes de revelar toda a gama da experiência humana”, disse o presidente da Academia, David Rubin, sobre as homenagens em comunicado oficial. Os homenageados receberão seus prêmios durante o 13º Governors Awards, cerimônia da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas que costuma reunir os integrantes da indústria em Los Angeles, um pouco antes do Oscar. Este ano, será bem antes: em 19 de novembro. Além deste evento, os quatro premiados também participarão do Oscar em 12 de março para receber aplausos de toda a comunidade cinematográfica.
Jennifer Hudson ganha Tony e atinge status de EGOT
A atriz e cantora Jennifer Hudson atingiu o status de EGOT no domingo (12/6), ao vencer um troféu no Tony Awards, principal prêmio do teatro americano. Considerado o mais alto estágio de reconhecimento artístico, a palavra EGOT é formada pela sigla dos maiores troféus da indústria do entretenimento dos EUA: o Emmy (da televisão), o Grammy (da música), o Oscar (do cinema) e o Tony (do teatro). Jennifer Hudson agora tem estatuetas destas quatro premiações. O primeiro reconhecimento veio no Oscar em 2007, ao ser premiada como Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme “Dreamgirls”. Depois, conquistou dois Grammys por sua carreira musical, em 2009 e 2017. No ano passado, ela acrescentou o Emmy em sua coleção, como produtora (e dubladora) do curta animado “Baba Yaga”. Neste domingo, ela completou a lista também como produtora, ao vencer o Tony por “A Strange Loop”, eleito o Melhor Musical Novo da última temporada. A relação de pessoas a atingir o status EGOT é bastante curta, incluindo principalmente produtores e compositores de musicais. Jennifer Hudson é apenas a 21ª pessoa a conquistar a honraria em todos os tempos e a 7ª mulher a se juntar ao panteão, após Helen Hayes, Rita Moreno, Audrey Hepburn, Whoopi Goldberg, Barbra Streisand e Liza Minnelli. Para quem não lembra, o talento de Jennifer Hudson foi revelado num reality show televisivo: na 3ª temporada de “American Idol”, exibida em 2004. Mas ela não passou do 7º lugar, o que gerou grande controvérsia na época porque as três menos votadas daquela semana eram todas negras, incluindo Fantasia Barrino – que foi a vencedora da edição e também segue uma carreira renomada como cantora e atriz.
Jada Pinkett Smith deseja que Will Smith e Chris Rock façam as pazes
A atriz Jada Pinkett Smith abordou o tapa de seu marido Will Smith no comediante Chris Rock num novo episódio de seu programa, o “Red Table Talk”. A agressão aconteceu durante a transmissão do Oscar 2022, após Rock fazer uma piada sobre a careca da atriz, que sofre de alopecia. Ao abordar o tapa, que fez seu marido ser expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA e banido do Oscar, Jada disse torcer por uma reconciliação entre os dois: “Sobre a noite do Oscar, eu espero profundamente que esses dois homens inteligentes e capazes tenham a oportunidade de se curar, falar sobre isso e se reconciliar”. “Com o estado do mundo hoje, nós precisamos dos dois. Nós todos precisamos uns dos outros mais do que nunca, na verdade. Enquanto isso, Will e eu estaremos fazendo o que fazemos há 28 anos, que é encarar a vida juntos”, prosseguiu ela. O episódio do programa foi centrado, justamente, em alopecia, uma condição que leva à queda de cabelos e com a qual Pinkett Smith já lida há alguns anos. Por conta da alopecia, a atriz raspou os cabelos – o que inspirou a piada de Rock durante o Oscar.
Academia volta a exigir que filmes do Oscar estreiem no cinema
Após dois anos de exceção, devido à pandemia, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA voltou a exigir nesta quarta (18/5) que filmes interessados em concorrer ao Oscar estreiem no cinema. Com isso, produções lançadas apenas em streaming não poderão mais se qualificar para os prêmios. Isto não impede que produções das plataformas cheguem ao Oscar, já que basta a exibição por uma semana num cinema de Los Angeles, Nova York, Chicago, San Francisco, Miami ou Atlanta, entre 1º de janeiro de 2022 e 31 de dezembro de 2022, para que qualquer título seja considerado apto a participar da disputa por indicações. A Academia também alterou algumas regras da competição. Entre elas, proibiu que um mesmo filme envie mais de três músicas para disputar a categoria de Melhor Canção Original. Renomeou ainda a categoria de Melhor Documentário para Melhor Documentário em Longa-Metragem. E emitiu várias diretrizes específicas para a disponibilização de filmes online para seus membros. Para completar, foram revelados os prazos finais de inscrição para os filmes interessados em disputar o Oscar 2023. Longa-Metragem Documental – 3 de Outubro de 2022 Longa-Metragem Internacional – 3 de Outubro de 2022 Curta-Metragem de Animação – 14 de Outubro de 2022 Curta-Metragem Documental – 14 de Outubro de 2022 Curta-Metragem Live-Action – 14 de Outubro, Trilha Sonora – 1 de novembro de 2022 Canção Original – 1 de novembro de 2022 Longa-Metragem de Animação – 15 de novembro de 2022 Categorias Gerais – 15 de novembro de 2022
Oscar confirma cerimônia em março de 2023
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas oficializou a data de realização e o cronograma da 95ª cerimônia do Oscar. O cronograma da premiação será o seguinte: A lista preliminar de concorrentes em várias categorias será divulgada em 21 de dezembro de 2022. Os indicados finais serão revelados em 24 de janeiro de 2023. E os vencedores serão conhecidos em 12 de março de 2023, no palco do Dolby Theatre, em Los Angeles. O registro televisivo da cerimônia segue a cargo da rede ABC, mas não há confirmação dos canais responsáveis pela transmissão no Brasil. Neste ano, as imagens chegaram pela Globoplay e pelo canal pago TNT.
Will Smith é banido do Oscar por 10 anos
Vencedor do Oscar 2022, Will Smith foi proibido de ir às próximas cerimônias de premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas por 10 anos, além de outros eventos oficiais da entidade. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (8/3) pelos diretores da instituição como punição pelo tapa que ele deu em Chris Rock, após uma piada sobre sua esposa, Jada Pinkett Smith, durante o evento deste ano. Por conta própria, o ator também já havia renunciado sua filiação à Academia. Apesar da punição, a decisão não impede que Will Smith seja indicado novamente ao Oscar, durante o período de banimento, e nem tira a estatueta que ele ganhou, como Melhor Ator por “King Richard” em 27 de março. Em comunicado sucinto enviado à imprensa dos EUA, Will Smith disse: “Eu aceito e respeito a decisão da Academia”. O Conselho da Academia é formado por integrantes destacados da instituição, muitos deles famosos como os diretores Steven Spielberg e Ava DuVernay e as atrizes Laura Dern e Whoopi Goldberg, entre outros. Confira abaixo o texto oficial da decisão, assinada pelo presidente da Academia, David Rubin. “A 94ª edição do Oscar deveria ser uma celebração dos muitos indivíduos em nossa comunidade que fizeram um trabalho incrível no ano passado; no entanto, esses momentos foram ofuscados pelo comportamento inaceitável e prejudicial que vimos o Sr. Smith exibir no palco. Durante nossa transmissão, não abordamos adequadamente a situação no local. Por isso, lamentamos. Esta foi uma oportunidade para darmos um exemplo para nossos convidados, espectadores e nossa família da Academia em todo o mundo, e ficamos aquém – despreparados para o fato inédito. Hoje, o Conselho de Diretores convocou uma reunião para discutir a melhor forma de responder às ações de Will Smith no Oscar, além de aceitar sua renúncia como membro. O Conselho decidiu, por um período de 10 anos, a partir de 8 de abril de 2022, que o Sr. Smith não poderá participar de nenhum evento ou programa da Academia, pessoalmente ou virtualmente, incluindo, entre outros, o Oscar. Queremos expressar nossa profunda gratidão ao Sr. Rock por manter a compostura em circunstâncias extraordinárias. Também queremos agradecer aos nossos anfitriões, indicados, apresentadores e vencedores por sua postura e graça durante nossa transmissão. Esta ação que estamos tomando hoje em resposta ao comportamento de Will Smith é um passo em direção a um objetivo maior de proteger a segurança de nossos artistas e convidados e restaurar a confiança na Academia. Também esperamos que isso possa iniciar um tempo de cura e restauração para todos os envolvidos e impactados.”
Netflix tira novo filme de Will Smith de produção
A Netflix tirou um novo thriller de ação estrelado por Will Smith de seu cronograma de produção. A decisão foi revelada pela revista americana The Hollywood Reporter e confirmada pela Variety. Intitulado “Fast and Loose”, o longa também perdeu o diretor. David Leitch (“Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw”) optou por realizar o novo filme de Ryan Gosling, “Fall Guy”, para a Universal. Mas essa mudança não teria relação com a agressão cometida por Smith no Oscar 2022, pois já estava sendo discutida. Com a perda do diretor e a confusão criada por Smith, ao dar um tapa em Chris Rock durante a premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, a Netflix pode desistir de desenvolver “Fast and Loose”, que foi desenvolvido de forma independente pelas produtoras de Smith (Westbrook Studios) e Leitch (87North). A trama do filme gira em torno do personagem de Smith, que acorda em Tijuana, no México, sem memórias. Ao juntar as peças de seu passado, ele descobre que tem vivido duas vidas: uma como poderoso chefão de um cartel de narcotráfico e outra como agente secreto da CIA. O próximo filme de Smith será “Emancipation”, atualmente em pós-produção, que antes do último fim de semana era considerado como um potencial candidato ao Oscar de 2023. A produção da Apple TV+ traz Smith como um escravo fugitivo que se junta ao Exército da União. Programado para ser lançado em breve, o longa ainda não ganhou uma data de estreia oficial.
Nova versão sobre bastidores do Oscar aumenta culpa do produtor do evento
A história dos bastidores tumultuados do Oscar 2022 ganhou mais uma versão. Após o produtor do evento, Will Packer, ser apontado por fontes da revista Variety como responsável por impedir a expulsão de Will Smith após desferir um tapa em Chris Rock, ele rebateu no programa “Good Morning America” que fez isso atendendo a um pedido do próprio Chris Rock. Só que agora fontes do site Deadline garantem que o comediante nunca fez esta requisição. Packer impediu que Smith fosse expulso do Dolby Theatre após ouvir de Rock que ele não queria prestar queixas. Se isso acontecesse, policiais presentes na cerimônia teriam prendido Smith na hora por agressão. Mas pessoas próximas a Rock garantiram ao Deadline que o comediante nunca foi questionado a respeito da permanência de Smith para receber seu Oscar e discursar sobre a aplausos. Caso fosse, dizem as fontes, a resposta poder ter sido bem diferente. Em comunicado oficial, a Academia chegou a dizer que pediu para Will Smith se retirar, mas o ator se recusou. A verdade é que Will Packer assumiu nunca ter transmitido esse recado ao ator, que, portanto, nunca se recusou a obedecer a Academia. Packer nem procurou Smith e sim as pessoas que teriam a responsabilidade de tirá-lo do evento, assegurando que não era o que Chris Rock queria. Portanto, tudo o que aconteceu após da agressão foi decidido por Packer, inclusive o constrangimento da Academia de premiar um agressor que infringiu suas regras de conduta, manchando a reputação da instituição. A confusão começou porque, no domingo passado (27/3), durante a transmissão do Oscar 2022, Chris Rock brincou dizendo que a esposa do astro, Jada Pinkett Smith, estava careca para estrelar “Até o Limite da Honra 2”, em referência ao filme em que Demi Moore raspava o cabelo para viver uma militar. Jada sofre de uma doença autoimune – condição que, segundo o site TMZ, era ignorada pelo comediante. E por causa disso Will Smith resolveu tomar as dores da esposa, subindo no palco para estapear Chris Rock ao vivo e via satélite diante do público mundial do evento. Ele também xingou o comediante duas vezes com palavrões. Sem ser retirado do evento, Will Smith voltou a subir ao palco meia hora depois para receber o Oscar de Melhor Ator por “King Richard: Criando Campeãs”, aproveitando para receber muitos aplausos, chorar, falar em Deus e pedir desculpas a todos, menos a Chris Rock.
Will Smith não é mais membro da Academia do Oscar
O ator Will Smith optou por abdicar de sua filiação à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, após a polêmica causada por seu tapa na cara do comediante Chris Rock durante a premiação do Oscar 2022, exibida ao vivo e via satélite para milhões de pessoas em todo o mundo. A agressão após uma piada sobre a mulher do ator, Jada Pinkett Smith, tornou-se o momento mais falado do evento. Em um comunicado, Smith chamou suas ações de “chocantes, dolorosas e imperdoáveis” e disse que aceitará quaisquer consequências adicionais que o Conselho de Governadores (os diretores executivos) da Academia considere apropriadas. “A lista daqueles que machuquei é longa e inclui Chris, sua família, muitos dos meus queridos amigos e entes queridos, todos os presentes e o público global em casa”, disse Smith. “Eu traí a confiança da Academia. Privei outros indicados e vencedores de suas oportunidades de celebrarem e ser celebrados por seu trabalho extraordinário. Estou de coração partido.” Smith também reconheceu que suas ações ofuscaram outros vencedores do Oscar 2022. “Quero colocar o foco de volta naqueles que merecem atenção por suas conquistas e permitir que a Academia volte ao incrível trabalho que faz para apoiar a criatividade e a arte no cinema”, afirmou, concluindo que “mudança leva tempo e estou comprometido em fazer o trabalho para garantir que eu nunca mais permita que a violência ultrapasse a razão”. O presidente da Academia, David Rubin, aceitou prontamente a renúncia. Ele também se manifestou em um comunicado: “Recebemos e aceitamos a renúncia imediata do Sr. Will Smith da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Continuaremos avançando com nossos processos disciplinares contra o Sr. Smith por violações dos Padrões de Conduta da Academia até nossa próxima reunião do conselho agendada para 18 de abril.” A desfiliação da Academia (passando a não votar mais no Oscar) teria sido uma decisão tomada para tentar atenuar uma possível punição mais grave. A revogação de seu status de membro, suspensão ou expulsão da entidade eram alternativas cogitadas para deixar claro a reprovação à agressão de domingo passado (27/3). Mas outras punições estavam – e continuam – sendo em discussão, inclusive a revogação de sua vitória e confisco de seu Oscar de Melhor Ator por “King Richard: Criando Campeãs”. Com todos esses desdobramentos, o que deveria ter sido o momento de consagração e glória de Will Smith se tornou a maior crise da carreira.
Pedro Almodóvar diz que Will Smith parecia líder de seita no Oscar
O cineasta Pedro Almodóvar comparou o comportamento de Will Smith no Oscar 2022 ao de um líder uma seita, especialmente durante o discurso de agradecimento pela vitória conquistada por “King Richard: Criando Campeãs”. Na confusão que aconteceu no domingo passado (27/3), durante a transmissão da premiação, Will Smith subiu ao palco do Dolby Theatre para agredir Chris Rock, reagindo a uma piada sobre sua esposa, Jada Pinkett Smith, e ficou no recinto até seu nome ser confirmado como vencedor do Oscar de Melhor Ator. Em entrevista ao site IndieWire, o diretor espanhol disse ter presenciado tudo de perto e que a situação o deixou com “um sentimento de rejeição absoluta”, tanto pelo momento em que Smith agrediu Rock quanto por seu discurso ao receber o Oscar, quando chorou, falou sobre defender a família e disse estar “impressionado com o que Deus está me chamando para fazer neste mundo”. Para Almodóvar, a fala do ator americano parecia um discurso “fundamentalista” similar aos proferidos pelos líderes de seitas religiosas. “Você não defende ou protege a família com os punhos e, não, o diabo não aproveita momentos importantes para fazer o trabalho dele. O diabo, na verdade, não existe. Este foi um discurso fundamentalista que não devemos ouvir e nem ver. Dizem que aquele foi o momento mais verdadeiro da cerimônia, porém estamos falando do monstro sem rosto que são as redes sociais. Para eles, ávidos por carniça, esse sem dúvida foi o grande evento da noite”, declarou.
Chris Rock impediu que Will Smith fosse preso no Oscar
Após ter sido apontado pela revista Variety como suposto responsável pela permanência de Will Smith na cerimônia do Oscar, após a agressão a Chris Rock, o produtor do evento, Will Packer, decidiu se manifestar e revelou que o próprio Chris Rock foi quem pediu para o ator não ser retirado do Dolby Theatre. Falando ao programa de TV “Good Morning America” nesta sexta (1/4), Packer explicou que teve uma conversa com Rock logo após o acontecido. “Eu perguntei para ele se tinha sido um tapa de verdade. Ele olhou para mim e disse: ‘Sim, cara, eu acabei de tomar um soco do Muhammad Ali’. Ele entrou em ‘modo piada’ imediatamente, mas dava para perceber que ainda estava em choque”, contou o produtor. Segundo Packer, após a agressão, os policiais do Departamento de Polícia de Los Angeles ficaram preparados para prender o astro vencedor do Oscar por “King Richard: Criando Campeãs”. “Eles estavam falando, você sabe, que era agressão. Era a palavra que eles usavam naquele momento. Eles disseram que iam pegá-lo, que estavam preparados. Estavam preparados para pegá-lo naquele exato momento, e que ele [Rock] podia prestar queixas”, descreveu o produtor. “Eles estavam listando as opções. E, conforme falavam, Chris estava dispensando essas opções. Ele dizia: ‘Não, não, não, eu estou bem'”. “Os policiais do Departamento de Polícia de Los Angeles terminaram de listar todas as opções e emendaram: ‘Você gostaria de mover alguma ação?’, e ele [Rock] disse não. Ele disse não”, completou Packer. Packer ainda disse que deixou a decisão do que fazer com Will Smith nas mãos de Rock, mas o comediante repetiu para ele que “estava tudo bem”. Teria sido por isso que, quando soube que os representantes da Academia estavam pensando em expulsar Smith, o produtor foi até eles e tentou impedir que isso acontecesse. “Eu disse: ‘Chris Rock não quer isso’. Ele deixou claro para mim que não queria piorar uma situação que já era ruim. Essa era a energia de Chris naquele momento. O tom dele não era retaliatório, nem raivoso, então fui até a liderança da Academia e advoguei pelo que ele queria naquele momento. Ele não queria que tirassem Will de lá”, comentou. O produtor ainda explicou que não teve chance de falar com Will Smith durante a cerimônia de domingo, pois precisou resolver todos os problemas de bastidores criados pela agressão. Na confusão, que aconteceu no domingo passado (27/3) durante a transmissão do Oscar 2022, Chris Rock brincou dizendo que a esposa do astro, Jada Pinkett Smith, estava careca para estrelar “Até o Limite da Honra 2”, em referência ao filme em que Demi Moore raspava o cabelo para viver uma militar. Jada sofre de uma doença autoimune – condição que, segundo o site TMZ, era ignorada pelo comediante. E por causa disso Will Smith resolveu tomar as dores da esposa, subindo no palco para estapear Chris Rock ao vivo e via satélite diante do público mundial do evento. Ele também xingou o comediante duas vezes com palavrões. Veja a íntegra da entrevista abaixo.
Chris Rock fala pela primeira vez sobre agressão de Will Smith
Chris Rock quebrou o seu silêncio sobre a agressão que sofreu do colega Will Smith durante o Oscar 2022. Em seu primeiro show de stand-up após a cerimônia, o comediante foi aplaudido de pé pela plateia da cidade de Boston, nos EUA. Segundo registro da revista Variety, ele falou brevemente do assunto, bem no começo de sua apresentação. “Bom, como foi o fim de semana de vocês? Eu não tenho muitas piadas sobre o que aconteceu – então, se você veio para ouvir isso, me desculpe, porque tenho todo um outro show que já estava escrito antes desse fim de semana. Ainda estou processando o que aconteceu, então vou falar dessa m*rda em outro momento. Vai ser sério, mas também engraçado”, afirmou. Quando a plateia tentou puxar um coro de “F*da-se Will Smith!”, ele simplesmente ignorou. O comediante, que recebeu um tapa de Will Smith durante a transmissão do Oscar, ao vivo e via satélite para todo o mundo, recebeu um pedido formal de desculpas da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que também elogiou sua maneira de lidar com a situação. Ele foi agredido após uma piada sobre a careca da esposa de Will Smith, Jada Pinkett Smith. Após levar o tapa e ser xingado, ele continuou apresentando o Oscar e anunciou os indicados e o vencedor da categoria de Melhor Documentário. “Senhor Rock, pedimos desculpas pelo que experimentou em nosso palco e agradecemos por sua resiliência naquele momento”, disse a Academia em comunicado. A turnê de stand-up de Chris Rock esgotou todos os ingressos na segunda-feira (28/3), um dia após o incidente.









