Saiba como será a transmissão do Oscar no Brasil
O canal pago TNT e a plataforma Globoplay divulgaram seus planos para a transmissão do Oscar 2022, que, pela primeira vez, desde a estreia na rede Tupi em 1970, não será exibido na TV aberta no Brasil. Em sua 94ª edição, o Oscar vai voltar a ser realizado presencialmente no Dolby Theatre, em Los Angeles, após o evento anticlimático que aconteceu no ano passado na Union Station, principal estação de trem de Los Angeles. A premiação também voltará a contar com apresentadores oficiais, após passar três anos sem anfitriões. O comando do palco estará nas mãos das comediantes Wanda Sykes (“The Other Two”), Amy Schumer (“Viagem das Loucas”) e Regina Hall (“Nove Desconhecidos”). O TNT tem a exclusividade televisiva e marcou o começo da transmissão para às 20h, com cobertura desde o tapete vermelho, além de reforço nas redes sociais do canal e um pós-show no Tiktok. O clima e as entrevistas do tapete vermelho vão ficar por conta de Carol Ribeiro, que vem cumprindo a missão muito bem nos últimos anos, acompanhada por comentários no estúdio do ator Murilo Rosa e da drag queen Ikaro Kadoshi A transmissão da cerimônia propriamente dita está marcada para as 21h, com apresentação e comentários de Aline Diniz e Michel Arouca. Já o Globoplay vai abrir seu sinal para permitir que todos os espectadores acompanhem o evento gratuitamente – por computador, celular, tablet e Smart TV. A programação de streaming também vai começar às 20h com o tapete vermelho, mas contará com os apresentadores oficiais desde o começo. A equipe é a mesma que comentava a transmissão da Globo nos últimos anos, mas com uma ausência significativa. A jornalista Maria Beltrão e a atriz Dira Paes não poderão contar com a presença do crítico Artur Xexéo, falecido no ano passado. Em seu lugar, a Globoplay escalou dois humoristas: Marcelo Adnet e Fabio Porchat. Serão mais de três horas de cobertura ao vivo, desde o red carpet até a entrega do Oscar de Melhor Filme, com direito a cenários especiais nos estúdios da Globo, inclusive uma simulação de sala de cinema com projeções em 180 graus, de acordo com comunicado. Além dos dois canais oficiais da transmissão, o tapete vermelho da cerimônia ainda poderá ser acompanhado ao vivo, das 18h às 21h, durante o programa “E! Live from the Red Carpet” do canal pago E!.
Covid-19 tira Lin-Manuel Miranda do Oscar 2022
O ator, roteirista, diretor e compositor Lin-Manuel Miranda não poderá comparecer à cerimônia do Oscar na noite de domingo (27/3) em Los Angeles. Ele revelou no Twitter que sua esposa testou positivo para covid-19 e não pretende se aglomerar com colegas por precaução. “Cheguei a Hollywood… Neste fim de semana, minha esposa testou positivo para COVID. Ela está passando bem. As crianças e eu testamos negativo, mas, por precaução, não irei ao Oscar amanhã à noite”, ele postou na tarde deste sábado (26/3). “Torcendo pelas minhas famílias de ‘Tick, Tick… BOOM!’ e ‘Encanto’ junto com minha própria família, ao lado de todos vocês, TODOS vocês”, concluiu ele em seu tweet. A estreia de Miranda na direção, “Tick, Tick… BOOM!” está concorrendo a dois Oscars na cerimônia. Além disso, o cineasta concorre pessoalmente ao Oscar na categoria de Melhor Canção Original por “Encanto”, animação da Disney que ele também concebeu. Made it to Hollywood…This weekend, my wife tested ➕ for COVID.She's doing fine. Kids & I have tested ➖, but out of caution, I won't be going to the Oscars tomorrow night. Cheering for my TickTickBoom & Encanto families w my own family, alongside all of you, ALL of you. -LMM — Lin-Manuel Miranda (@Lin_Manuel) March 26, 2022
Emmy Internacional anuncia boicote de produções russas
A Academia Internacional das Artes e Ciências Televisivas anunciou nesta sexta-feira (25/3) que desclassificará todas as inscrições russas na competição do Emmy Internacional 2022, em protesto contra a invasão militar feita pelo país no território da Ucrânia. Em comunicado, o Comitê Executivo da premiação afirmou que a decisão “está de acordo com a suspensão de membros da associação e de todos com afiliações formais com empresas sediadas na Rússia”. A instituição explicou que todos os programas russos serão impedidos de concorrer e as produções que já tenham sido enviadas para consideração ao Emmy serão desclassificadas. A decisão abrange todos os títulos produzidos ou coproduzidos por estúdios russos ou feitos originalmente para canais, emissoras ou plataformas de streaming russas. Como parte do boicote à Rússia, Mikhail Solodovnikov, proprietário da T&R Prods e da rede russa RT, foi removido da diretoria da Academia Internacional. Outros membros russos, incluindo a chefe de notícias da RT International, Elizaveta Brodskaya, também tiveram suas filiações suspensas. Este ano marcará a 50ª edição do Emmy Internacional. O evento do ano passado aconteceu no dia 22 de novembro em Nova York. A Academia Internacional das Artes e Ciências Televisivas é uma entidade independente da Academia da Televisão, que entrega o prêmio Emmy aos melhores da TV dos EUA. Ela foi fundada em 1969 para reconhecer a qualidade da televisão realizada fora dos Estados Unidos (ou em idioma diferente do inglês nos EUA), e premia as melhores produções internacionais em 16 categorias.
Ator de “Três é Demais” revela luta de anos contra alcoolismo
Dois meses após a morte de Bob Saget, seu colega da série “Três é Demais” (1987-1995), Dave Coulier revelou em seu Instagram que luta contra o alcoolismo há alguns anos. Ao lado de uma foto em que aparece com o rosto ensanguentado, ele escreveu: “Eu era um bêbado. sim. Um alcoólatra. Estou sem álcool desde 1º de janeiro de 2020”. “Quando bebia, era a vida da festa. Eu poderia fazer as pessoas rirem até elas caírem”, continuou, antes de falar da foto: “Essa foto mostra quando caí. Não porque eu estava jogando hóquei ou fazendo as coisas que amo, como cortar madeira ou fazer construção, jogar golfe, pescar ou pilotar aviões. Eu enchi a cara e sofri uma queda grave, ao querer subir correndo uma escada de pedra”. “Ninguém adorava mais do que eu tomar cervejas com os meninos depois de jogar hóquei ou uma partida de golfe. Eu sempre fui o cara do final da festa”, lembrou ele, na continuação do texto. “Mas as oito horas de bebida, risadas e estupidez eram seguidas por dois dias de me sentir como uma tigela de cachorro. Eu adorava a bebida, mas ela não me retribuía o amor. Decidi tomar uma decisão pelo meu próprio bem-estar, da minha família e daqueles que me rodeiam que amo tanto”, explicou. “A crise de abstinência mental e física foram grandes desafios para mim, mas tive o apoio de Melissa Coulier e amigos que já haviam feito a jornada. A transformação psicológica e física foi incrível. O céu está mais azul, meu coração não está mais fechado e eu gosto de fazer as pessoas rirem até elas caírem, mais do que nunca. Obrigado, Melissa, por estar ao meu lado. Eu amo você”, finalizou o famoso, agradecendo à mulher. Em “Três é Demais”, Coulier viveu Joey, o melhor amigo de Danny, personagem de Bob Saget (1956-2022), e ajudou a criar as filhas dele, DJ (Candace Cameron), Stephanie (Jodie Sweetin) e Michelle (Mary-Kate e Ashley Olsen) junto com o também amigo Jesse (John Stamos). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Dave Coulier (@dcoulier)
Mark Ruffalo pede que jovens brasileiros tirem título de eleitor para “derrotar Bolsonaro”
O ator Mark Ruffalo, intérprete do Hulk nos filmes do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) fez um apelo a seus fãs brasileiros pelo Twitter, pedindo que tirem o título de eleitor para “derrotar Bolsonaro”. A manifestação veio junto de um compartilhamento de um post em que Anitta pede o mesmo, e acrescentou: “Em 2020, os americanos só derrotaram Donald Trump porque um número recorde de eleitores exerceu seus direitos democráticos, especialmente os jovens”. “Para derrotar Bolsonaro, os brasileiros entre 16 e 17 anos precisam se registrar para votarem nas próximas eleições. Eles têm até 4 de maio para fazer isso”, completou Ruffalo. A manifestação original de Anitta para que jovens de 16 e 17 anos tirem o título de eleitor se deve a uma constatação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que em fevereiro registrou o menor número de adolescentes de 16 e 17 anos com título de eleitor desde essa faixa etária passou a ter direito ao voto facultativo. Até agora, apenas 830 mil adolescentes se registraram para votar nas eleições deste ano — em 2018, no mesmo mês, eram 1,4 milhão de jovens na mesma faixa etária com o documento. É possível emitir o documento pela internet, preenchendo o formulário no site do TSE — mas, como Mark Ruffalo lembrou, só é possível fazer isso até o dia 4 de maio. In 2020, Americans only defeated Donald Trump because record voters used their democratic rights, especially young people. To defeat Bolsonaro, Brazilians aged 16 and 17, must register to vote in the next elections. They have until May 4th to do this at https://t.co/EzvkuIzyrL https://t.co/cbIfSWYwZ9 — Mark Ruffalo (@MarkRuffalo) March 24, 2022
Johnny Depp tem derrota judicial em processo contra Amber Heard
O processo multimilionário de Johnny Depp contra Amber Heard por difamação sofreu uma grande derrota antes de chegar ao tribunal. Há menos de um mês do começo do julgamento, o ator teve sua principal linha de argumentação implodida numa audiência preliminar. Depp escolheu processar Heard em Virgínia, porque se trata do estado menos simpático à adoção de uma medida judicial conhecida como anti-SLAPP. A sigla SLAPP significa Litígio Estratégico Contra a Participação Pública em português. Em resumo, SLAPP é uma ação legal que pretende interromper quaisquer atividades ou manifestações públicas contrárias aos interesses da pessoa ou organização representada em processo. O caso de Depp contra Heard foi todo baseado num artigo escrito pela atriz para o jornal Washington Post, em que ela abordava violência doméstica. A ação, no valor de US$ 50 milhões, alega que ex-esposa difamou o ator, enquadrando-se tipicamente como um processo SLAPP. Entretanto, a juíza da Virgínia Penney Azcarate decidiu nesta quinta (24/3) contra a moção de julgamento sumário de Depp, e disse que Heard pode se valer do estatuto anti-SLAPP sobre o assunto. Para entender o que isso significa, é importante destacar a ironia representada pela decisão judicial. Graças à atenção trazida pelo processo de US$ 50 milhões, aberto por Depp em março de 2019, o estado de Virgínia mudou seu enfoque favorável a ações de SLAPP para fortalecer a aplicação da medida anti-SLAPP sobre manifestações públicas. Agora, o estado garante imunidade de responsabilidade civil para declarações sobre assuntos de interesse público, que estariam protegidos pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA – que aborda a Liberdade de Expressão. A juíza Penney Azcarate disse textualmente nesta quinta que o artigo de Heard no Post sobre violência doméstica tem equivalência a uma questão de interesse público. Isso é vital para a atriz, pois reformula toda a disputa legal. Com isso, os advogados de Heard podem argumentar que ela estava exercendo sua liberdade de expressão para abordar um tema de interesse público: a violência doméstica. E isso prejudica frontalmente a estratégia legal de Depp para o julgamento, que está programado para começar em 11 de abril. Para piorar o caso do ator, Heard não incluiu o nome do ex-marido em nenhuma linha do artigo. Ela apenas afirma ter sido vítima de abusos em diferentes ocasiões ao longo da vida O processo é todo baseado numa “sugestão” de envolvimento de Depp com violência doméstica – situação ligada ao divórcio tumultuado do casal, realizado num período em que Depp foi proibido de se aproximar de Heard, após ela aparecer com o rosto inchado por suposta agressão. A defesa do ator alega que o artigo teria lhe custado um papel lucrativo num potencial filme novo da franquia “Piratas do Caribe” – que até hoje, três anos depois da abertura do processo, nunca entrou em produção. Vale apontar ainda que os advogados de Depp também tentaram incluir o jornal Washington Post como réu ao lado de Heard, mas a Justiça alegou liberdade de imprensa para impedir que a publicação fosse a julgamento. Há dois anos, Depp perdeu um processo por difamação contra o jornal britânico The Sun, que o descreveu como um “espancador de esposa”. O julgamento em Londres não só confirmou que ele teria espancado a esposa como o fez perder – quanta ironia – um papel lucrativo num filme novo da franquia “Animais Fantásticos” – que ele já tinha começado a filmar quando foi substituído por outro ator, Madds Mikkelsen. Após Depp abrir o processo de US$ 50 milhões, Amber Heard contra-atacou com seu próprio processo, no valor de US$ 100 milhões. Os advogados do ator também foram derrotados nas tentativas de barrar a ação da atriz, que irá a julgamento logo em seguida. Será a primeira vez que Depp sentará no banco dos réus, já que ele iniciou os processos anteriores.
Senado aprova Lei Aldir Blanc 2
Em nova derrota à política de controle cultural do governo Bolsonaro, o Senado aprovou nesta quarta-feira (23/3) a Lei Aldir Blanc 2, que cria uma política permanente para o setor cultural. Pelo texto, a União será responsável pelo investimento anual de R$ 3 bilhões. Os recursos serão destinados a estados e municípios a partir de 2023. A partir de 2024, haverá variação equivalente ao percentual de oscilação do Produto Interno Bruto (PIB). O texto vai agora à sanção presidencial. Caso Bolsonaro decida vetar, ele volta ao Congresso para ser aprovado por votação. A matéria foi batizada de Lei Aldir Blanc 2 por aperfeiçoar outra legislação de mesmo nome que tratava de políticas provisórias para o setor. A grande diferença entre as duas leis é o caráter permanente da nova medida. Em defesa da lei, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) ressaltou que a cultura foi “um dos setores mais atingidos pela pandemia” de covid-19. “Nós tivemos quase um milhão de pessoas desempregadas fruto do fechamento dos teatros, circos, espetáculos, enfim, dos cinemas e toda a atividade cultural. E quando nós, do Congresso Nacional, aprovamos a Lei Aldir Blanc, nós conseguimos repor imediatamente quase metade desses empregos. Mas isso não é suficiente”, ela apontou. Na semana passada, o Senado aprovou outra proposta de incentivo ao setor cultural, batizada de Lei Paulo Gustavo, que prevê repasse de mais de R$ 3,8 bilhões aos estados e municípios. O nome da lei foi dado em homenagem ao humorista, vítima da covid-19 em 2021. A proposta garante o investimento de R$ 2,79 bilhões ao setor audiovisual e R$ 1,06 bilhão para outros projetos culturais. Apesar das aprovações das duas leis de auxílio o secretário especial de Cultura Mario Frias tem sido um feroz opositor à liberação de mais verbas para o setor que representa. Ele chegou a rebater a Lei Paulo Gustavo insinuando que Paulo Gustavo não teria morrido de covid-19. A aprovação das duas leis diminuem o impacto das mudanças na Lei Rouanet realizadas recentemente pela Secretaria, que buscaram estabelecer “filtros” para a liberação de incentivos federais.
Governo quer dar 25 canais de TV para Igrejas evangélicas
Depois do escândalo de pastores intermediando verbas no Ministério da Educação e da criação de uma categoria de Arte Sacra na Lei Rouanet, Jair Bolsonaro decidiu apoiar a aprovação de um Projeto de Lei que visa liberação de diversos sinais de TV aberta para Igrejas evangélicas. Segundo apurou o site NaTelinha, a ideia é liberar 25 novos canais de TV aberta para diferentes agremiações evangélicas, que estão pressionando por mais espaço na televisão. Como se trata de uma concessão pública, pastores conversaram pessoalmente com o presidente para tentar apressar a aprovação do Projeto. O projeto de lei deve ser votada nos próximos dias e, se aprovada, pode virar lei ainda no mês de março. Para isso, Bolsonaro conta com o apoio do presidente do Congresso, o deputado federal Arthur Lira. Mas para a boiada passar, também precisa de aprovação do Senado. O PL foi sugerido por um deputado evangélico ligado à Assembleia de Deus, uma das maiores igrejas do país, que reúne cerca de 3 milhões de membros. Do início do governo Bolsonaro até o ano passado, 67 concessões de TV aberta digital contemplaram entidades ligadas a grupos religiosos. Somados, canais católicos e evangélicos obtiveram 40% de todas as 166 outorgas e consignações digitais autorizadas. A lista é encabeçada pela TV Canção Nova, que conseguiu 24 autorizações, a Fundação João Paulo II com 22, a Rede Viva com 17, a Televisão Independente de São José do Rio Preto Ltda com 5, a TV Aparecida com 4, e ainda há concessões para canais da Igreja Batista da Lagoinha, TV Novo Tempo, Assembleia de Deus Amazonas e Rede Mundial, entre outras.
Estrela de “Vikings” cria fundação para ajudar refugiados da Ucrânia
A atriz Katheryn Winnick, estrela das séries “Vikings” e “Big Sky”, decidiu criar uma fundação para ajudar os refugiados de seu país natal, a Ucrânia. “Estive na Ucrânia há alguns meses como convidada pessoal do [presidente Volodymyr] Zelensky e da primeira-dama para uma viagem de 10 dias com todo o governo para comemorar os 30 anos da [democracia da] Ucrânia. Ver a quantidade de energia, orgulho e nacionalismo que o povo ucraniano manifestou nas ruas foi lindo. Vindo de uma família ucraniana forte no Canadá, temos muito orgulho em ser ucranianos, então foi surreal ver agora o país sendo bombardeados”, ela disse à revista The Hollywood Reporter, durante a recente premiação do Sindicato dos Diretores dos EUA. “Estou em contato com a equipe do presidente Zelensky quase diariamente, recebendo muitas atualizações, e é de partir o coração ver o que está acontecendo. Não posso acreditar que vivemos em um século em que homens, mulheres e crianças inocentes estão sendo assassinados bem diante de nossos olhos”, continuou. Winnick confirmou na conversa com o THR que se juntou à mãe para lançar a Fundação Winnick, visando para arrecadar fundos para os esforços de socorro do país. “É muito importante ajudar aqueles que estão em campo e continuar lutando contra isso”, disse ela, acrescentando que sua família no Canadá, incluindo sua mãe (uma defensora da filantropia ao longo da vida e alguém que se dedica a organizações sem fins lucrativos há anos), está aceitando refugiados e os ajudando com cuidados médicos e suprimentos. Quanto a Zelensky, Winnick o elogiou como “nossa voz do povo”, acrescentando: “Ele é nosso líder e não sei onde estaríamos sem ele. Ele uniu o mundo inteiro.”
Justiça dá 48 horas para governo explicar censura a filme de Danilo Gentili
A juíza Daniela Berwanger Martins, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, determinou nesta quarta-feira (23/3) que o governo Bolsonaro se manifeste a respeito da censura determinada na semana passada contra o filme “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”, escrito e estrelado por Danilo Gentili. A intimação foi dirigida à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, que terá 48h para prestar informações sobre o tema ao Judiciário. A ordem da juíza ocorre numa ação movida pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), representada pelo advogado Carlos Nicodemos. A entidade pede a suspensão da medida da Senacon, que estabeleceu multa diária de R$ 50 mil às plataformas de streaming que continuassem disponibilizando o longa — Globoplay, Telecine e Netflix não obedeceram a proibição. A censura foi feita após o Ministro da Justiça Anderson Torres afirmar que iria pedir “providências” contra o filme. O motivo seria uma cena de 1 minuto do filme lançado em 2017, que virou alvo de bolsonaristas nas redes sociais por conter uma referência à pedofilia. Vários bolsonaristas conhecidos, entre eles o secretário especial da Cultura Mario Frias, divulgaram integralmente a cena como denúncia, num paradoxo bizarro, sem terem seus perfis censurados pelas redes sociais.
Amanda Bynes segue Britney Spears e se livra de tutela após 9 anos
Depois de Britney Spears foi a vez da atriz Amanda Bynes livrar-se oficialmente da tutela de sua família. Nos últimos 9 anos, quem cuidava de seus bens e decisões pessoais era sua mãe, Lynn Bynes. Atualmente com 35 anos, a estrela da série “Coisas Que Eu Odeio Em Você” (What I Like About You, 2002-2006) e do filme “Ela é o Cara” (2006) deu entrada no pedido de encerramento da tutela judicial no mês passado e a Justiça acatou seu pedido numa audiência realizada nesta terça (22/3). Bynes foi colocada sob tutela dos pais em 2013, depois de ser acusada de incendiar a garagem de uma casa na Califórnia. Ela chegou a ser presa por 72 horas, para que sua saúde mental fosse avaliada. Seus problemas, na verdade, começaram um ano antes disso. Em 2012, ela chegou a ser presa duas vezes por dirigir embriagada e bater seu carro – numa das ocasiões, colidiu com a traseira de um veículo policial. Ela protestou num tuite em que pediu ao então presidente Barack Obama a demissão do policial que a tinha detido, e continuou dirigindo mesmo após ter a carteira de motorista apreendida, até seu carro ser confiscado pelo crime. O site TMZ ainda relatou que diversas pessoas que frequentavam a mesma academia que a atriz, em Los Angeles, testemunharam que ela passou a se comportar de forma confusa, falando sozinha ou rindo histericamente sem nenhum motivo aparente. Mas Bynes poderia estar apenas chapada, uma vez que, no começo de 2013, foi presa novamente após denúncia do porteiro de seu prédio, que chamou a polícia alegando que havia alguém fumando maconha no lobby do edifício. Quando os policiais chegaram, a atriz já estava no seu apartamento, mas eles encontraram um bong (tipo de purificador de ervas usado por alguns consumidores da droga). E quando foi indaga a respeito do recipiente, ela simplesmente o jogou pela janela, “atingindo a calçada cheia de pedestres”, na descrição do boletim de ocorrência. A atriz acabou detida por conduta desordeira, ocultação de evidência e posse de drogas. E teria sido levada sob custódia esperneando: “Vocês sabem quem eu sou?”. Após a detenção, ela foi levada para o hospital Roosevelt para uma avaliação psiquiátrica, mostrando-se indignada contra a humilhação. Embora tenha sido liberada pelo juiz de seu caso, foi expulsa de seu apartamento pelo síndico. Dois meses depois, provocou o incêndio que tirou sua liberdade, usando gasolina para queimar roupas na rua. O fogo explodiu o galão de gasolina. Ao dar respostas desencontradas aos bombeiros que foram ao local, acabou internada numa clínica para avaliação psiquiátrica e um juiz colocou sua mãe como responsável por sua tutela. Desde então, ela não se meteu mais em confusão. Mas também não trabalhou mais como atriz. Seu último trabalho foi em 2010, quando coadjuvou a comédia “A Mentira”, estrelada por Emma Stone. Com o fim da tutela, ela pretende reconstruir sua vida longe da mãe. Dessa maneira, espera mudar para sua própria casa ao lado do noivo e tornar-se responsável por todas as decisões de sua vida.
Após ser esquecida, Rachel Zegler vira apresentadora do Oscar 2022
Após desabafar nas redes sociais que não tinha sido convidada para o Oscar 2022, a atriz Rachel Zegler, estrela de “Amor, Sublime Amor”, foi anunciada como uma das apresentadoras da premiação. O convite para apresentar um prêmio aconteceu após as redes sociais reagirem ao esquecimento da atriz pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Uma das mais irritadas, a co-showrunner de “One Day at a Time” e criadora de “With Love”, Gloria Calderón Kellett, tuitou um protesto direcionado à rede ABC, que produz e exibe a cerimônia nos EUA. “Ei ABC, você transferiu a única série latina que tinha para a Hulu e a Academia afirma querer abraçar a diversidade. Que tal nas raras vezes que o povo latino tem um filme indicado ao Oscar você convidar o protagonista? Os latinos são 18,5% deste país. Já chega!”, ela reclamou. Muitos outros reclamaram que pessoas que não fazem parte da indústria cinematográfica, como os esportistas radicais Tony Hawk e Shaun White, tinham sido convidados a apresentar prêmios, enquanto a protagonista de um longa indicado ao Oscar de Melhor Filme nem havia sido convidada para assistir ao evento. A atriz está atualmente em Londres, filmando a versão live-action de “Branca de Neve e os Sete Anões” para a Disney, e a produção precisará ajustar a sua agenda para acomodar a viagem da estrela até Los Angeles, onde a cerimônia do Oscar 2022 vai acontecer. Zegler fez sua estreia no filme dirigido por Spielberg, vencendo mais de 30 mil candidatas em testes para o papel de Maria. Além do remake live-action de “Branca de Neve e os Sete Anões”, ela vai aparecer a seguir na adaptação de quadrinhos “Shazam! Fúria dos Deuses”, da Warner Bros. A premiação do Oscar 2022 será realizada no próximo domingo (27/3) no Dolby Theater, em Los Angeles, com transmissão para o Brasil pela plataforma Globoplay e o canal pago TNT.
Disney+ se manifesta contra legislação anti-LGBTQIAP+ nos EUA
O braço digital da Disney resolveu se manifestar após o conglomerado se ver envolvido numa polêmica por ter doado quase R$ 1,5 milhão para campanhas de políticos que apoiam uma nova legislação anti-LGBTQIAP+ na Flórida, além de US$ 5 milhões para o projeto. Em meio à revolta de funcionários e acusações de censura nos desenhos da Pixar, a empresa se tornou cada vez mais dividida, com a Disney+ divulgando agora um pronunciamento contra a lei homofóbica. “A Disney+ apoia nossos funcionários, colegas, famílias, contadores de histórias e fãs LGBTQIAP+”, diz a nota postada nas redes sociais do serviço de streaming. “E denunciamos veementemente toda a legislação que infrinja os direitos humanos básicos das pessoas da comunidade LGBTQIAP+, especialmente a legislação que visa e prejudica os jovens e suas famílias”, continua o texto. “Nós nos esforçamos para criar um serviço que reflita o mundo em que vivemos, e nossa esperança é ser uma fonte de histórias inclusivas, empoderadoras e autênticas que nos unam em nossa humanidade compartilhada”, completa a postagem. A nota foi publicada no momento em que funcionários da empresa divulgaram no Twitter um pedido para que a Disney deixe de financiar políticos favoráveis a leis discriminatórias. O grupo intitulado Disney Do Better Walkout lançou um site oficial com uma carta de exigências e instruções para funcionários também aderirem ao protesto. “Fomos forçados a uma posição impossível e insustentável. Precisamos agora agir para convencer a Disney a proteger seus funcionários e suas famílias diante desse preconceito descarado e sem remorso”, diz o texto. Conhecido como “Don’t Say Gay”, o projeto legislativo apoiado pela Disney proíbe a “discussão sobre orientação sexual ou identidade de gênero nas salas de aula” até o terceiro ano do Ensino Fundamental, “ou numa forma que não seja apropriada para a idade ou para o desenvolvimento dos estudantes”. Além disso, caso seja sancionada, a lei permitirá aos pais processar as escolas ou os professores que abordem essas temáticas. A posição da Disney foi repudiada por Abigail Disney, sobrinha-neta do próprio Walt Disney (1901-1966), além de outros funcionários importantes do conglomerado. Com a reação interna, o CEO Bob Chapek afirmou que a Disney reverterá sua postura sobre a lei não só no estado do Flórida, mas também em todo o território dos EUA para desestimular novos projetos contra os direitos humanos. “Estamos comprometidos em apoiar a comunidade daqui pra frente”, sintetizou o CEO. Uma das consequências do posicionamento firme dos funcionários da Disney foi a recuperação de um beijo lésbico que havia sido cortado, por ordem da Disney, do próximo lançamento da Pixar, a animação “Lightyear” sobre o personagem Buzz Lightyear de “Toy Story”.












