Disney+ se manifesta contra legislação anti-LGBTQIAP+ nos EUA
O braço digital da Disney resolveu se manifestar após o conglomerado se ver envolvido numa polêmica por ter doado quase R$ 1,5 milhão para campanhas de políticos que apoiam uma nova legislação anti-LGBTQIAP+ na Flórida, além de US$ 5 milhões para o projeto. Em meio à revolta de funcionários e acusações de censura nos desenhos da Pixar, a empresa se tornou cada vez mais dividida, com a Disney+ divulgando agora um pronunciamento contra a lei homofóbica. “A Disney+ apoia nossos funcionários, colegas, famílias, contadores de histórias e fãs LGBTQIAP+”, diz a nota postada nas redes sociais do serviço de streaming. “E denunciamos veementemente toda a legislação que infrinja os direitos humanos básicos das pessoas da comunidade LGBTQIAP+, especialmente a legislação que visa e prejudica os jovens e suas famílias”, continua o texto. “Nós nos esforçamos para criar um serviço que reflita o mundo em que vivemos, e nossa esperança é ser uma fonte de histórias inclusivas, empoderadoras e autênticas que nos unam em nossa humanidade compartilhada”, completa a postagem. A nota foi publicada no momento em que funcionários da empresa divulgaram no Twitter um pedido para que a Disney deixe de financiar políticos favoráveis a leis discriminatórias. O grupo intitulado Disney Do Better Walkout lançou um site oficial com uma carta de exigências e instruções para funcionários também aderirem ao protesto. “Fomos forçados a uma posição impossível e insustentável. Precisamos agora agir para convencer a Disney a proteger seus funcionários e suas famílias diante desse preconceito descarado e sem remorso”, diz o texto. Conhecido como “Don’t Say Gay”, o projeto legislativo apoiado pela Disney proíbe a “discussão sobre orientação sexual ou identidade de gênero nas salas de aula” até o terceiro ano do Ensino Fundamental, “ou numa forma que não seja apropriada para a idade ou para o desenvolvimento dos estudantes”. Além disso, caso seja sancionada, a lei permitirá aos pais processar as escolas ou os professores que abordem essas temáticas. A posição da Disney foi repudiada por Abigail Disney, sobrinha-neta do próprio Walt Disney (1901-1966), além de outros funcionários importantes do conglomerado. Com a reação interna, o CEO Bob Chapek afirmou que a Disney reverterá sua postura sobre a lei não só no estado do Flórida, mas também em todo o território dos EUA para desestimular novos projetos contra os direitos humanos. “Estamos comprometidos em apoiar a comunidade daqui pra frente”, sintetizou o CEO. Uma das consequências do posicionamento firme dos funcionários da Disney foi a recuperação de um beijo lésbico que havia sido cortado, por ordem da Disney, do próximo lançamento da Pixar, a animação “Lightyear” sobre o personagem Buzz Lightyear de “Toy Story”.
Oscar 2022 prepara show especial de Beyoncé
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA está tentando materializar uma apresentação especial de Beyoncé durante a transmissão do Oscar 2022. A cantora concorre o prêmio de Melhor Canção Original com a gravação de “Be Alive”, da trilha sonora de “King Richard: Criando Campeãs”. Ao contrário do ano passado, quando as apresentações musicais foram relegadas a um bloco exibido antes do anúncio dos prêmios, o site Deadline apurou que os produtores da cerimônia pretendem posicionar a apresentação de Beyoncé como um dos pontos altos do evento deste ano. Uma das propostas é organizar uma estrutura que permita à artista cantar na quadra de tênis de Compton, bairro de moradores negros em Los Angeles, onde Venus e Serena Williams começaram suas carreiras. Caso o projeto se materialize, ainda há a discussão sobre se apresentação será ao vivo ou gravada. “Be Alive” concorre ao Oscar com “Dos Oruguitas”, de Lin-Manuel Miranda (da trilha de “Encanto”), “Down to Joy”, de Van Morrison (“Belfast”), “Somehow You Do”, de Diane Warren (“Four Good Days”) e a favorita “No Time to Die”, de Billie Eilish (tema de “007 – Sem Tempo Para Morrer”). A premiação do Oscar 2022 vai acontecer no próximo domingo (27/3) no Teatro Dolby, em Los Angeles, com transmissão ao vivo para o Brasil pela plataforma Globoplay e o canal pago TNT.
Academia barrou participação do presidente da Ucrânia no Oscar 2022
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA barrou uma tentativa de mostrar o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na cerimônia do Oscar 2022. A ideia de contar com a participação do político, que também é ator, foi da comediante Amy Schumer, uma das apresentadoras da premiação – ao lado de Regina Hall e Wanda Sykes. “Eu trouxe uma proposta… Queria que Zelensky aparecesse via satélite, ou mesmo num vídeo gravado, porque muita gente assiste ao Oscar”, ela contou durante participação no programa de entrevistas de Drew Barrymore. Schumer acreditava que seria uma grande oportunidade de ajudar a Ucrânia, que atualmente enfrenta uma invasão militar russa, mas a proposta foi rejeitada. “Eu não tenho medo de ser política, mas não sou a produtora da cerimônia”, acrescentou. Ela ainda explicou que “existe uma pressão” dentro da Academia para manter o tom do Oscar 2022 mais leve. “Eles pensam: ‘Somos como as férias dessas pessoas, eles querem esquecer tudo e aproveitar a noite’. E eu entendo, mas sabe… Muitas pessoas estão assistindo o Oscar. É uma oportunidade incrível de pelo menos comentar sobre alguns assuntos”, completou. A premiação do Oscar 2022 vai acontecer no próximo domingo (27/3) no Teatro Dolby, em Los Angeles, com transmissão ao vivo para o Brasil pela plataforma Globoplay e o canal pago TNT.
Casamento de Batman e Mulher-Gato ganha arte oficial
Batman e Mulher-Gato vão se casar nos quadrinhos. E desta vez pode ser pra valer. Depois de uma tentativa frustrada de 2018, marcada para a edição de nº 50 do reboot da revista “Batman”, o casamento voltou a ser anunciado para o número 12 da nova minissérie “Catwoman”, prevista para durar 14 edições. O artista Clay Mann publicou no Twitter uma ilustração da capa da publicação, que traz Selina Kyle com vestido branco de noiva ao lado de Bruce Wayne, e com o casal cercado por diferentes versões de Batman e Mulher-Gato ao longo das décadas. No texto, ele presta homenagem ao roteirista Tom King, que assinou a história que deveria ser o casamento original. Na ocasião, Selina desistiu em cima da hora. Mesmo assim, a DC lançou várias publicações celebrando o casamento que não ocorreu. De certa forma, o casamento era inevitável, já que eles são pais de Helena Wayne, uma heroína do futuro, que foi introduzida em 1977 com a identidade da Caçadora. Embora os vários reboots da DC Comics tenham dado uma nova origem para a Caçadora, outra Helena Wayne, filha de Selina e Bruce, voltou a ser introduzida recentemente na cronologia oficial da DC Comics como a Batwoman do futuro. “Catwoman” 12 tem lançamento marcado para 12 de abril nos EUA. No more waiting…my cover to Batman/Catwoman #12 @TomKingTK @Clay_Mann_ @tomeu_morey pic.twitter.com/MEdWPpEEVN — CLAY MANN (@Clay_Mann_) March 16, 2022
Estrela de “Amor, Sublime Amor” não foi convidada para o Oscar
“Amor, Sublime Amor” foi indicado a sete Oscars, incluindo Melhor Filme, mas sua estrela, Rachel Zegler, não foi convidada para a cerimônia de premiação. Quando um fã comentou que mal podia esperar para ver o que ela usaria na noite do Oscar, após a atriz postar uma série de fotos de eventos do filme no Instagram, Zegler desabafou: “Não estou convidada, então [devo usar] calça de moletom e [a camisa de] flanela do meu namorado”. Nas respostas a novos questionamentos, Zegler acrescentou: “Eu tentei de tudo, mas parece que não está acontecendo. Vou torcer por ‘Amor, Sublime Amor’ do meu sofá e ficar orgulhosa do trabalho que fizemos tão incansavelmente há 3 anos. Espero que algum milagre de última hora ocorra e eu possa comemorar nosso filme pessoalmente, mas ei, é assim que acontece às vezes, eu acho. Obrigado por todo o choque e indignação – estou desapontada também. Mas tudo bem. Estou muito orgulhosa do nosso filme.” O caso tomou grande repercussão nas redes sociais. Diante do comentário, a co-showrunner de “One Day at a Time” e criadora de “With Love”, Gloria Calderón Kellett, tuitou um protesto direcionado à rede ABC, que produz e exibe a cerimônia do Oscar nos EUA. “Ei ABC, você transferiu a única série latina que tinha para a Hulu e a Academia afirma querer abraçar a diversidade. Que tal nas raras vezes que o povo latino tem um filme indicado ao Oscar você convidar o protagonista? Os latinos são 18,5% deste país. Já chega!”, ela reclamou. A ABC faz parte da Walt Disney Company, assim como o estúdio que produziu “Amor, Sublime Amor”, o 20th Century Studios. Zegler fez sua estreia no filme dirigido por Spielberg, vencendo mais de 30 mil candidatas em testes para o papel de Maria. Ela vai aparecer a seguir na adaptação de quadrinhos “Shazam! Fúria dos Deuses”, da Warner Bros., e no remake live-action de “Branca de Neve e os Sete Anões” da Disney. O Oscar 2022 acontece no próximo domingo (27/3) em Los Angeles, com transmissão para o Brasil pela plataforma Globoplay e o canal pago TNT. Hey @ABCNetwork You moved the ONE Latine show you have to Hulu and @TheAcademy claims to want to embrace diversity. How about the rare time that Latine people have a movie nominated for an OSCAR you invite the lead. Latine people are 18.5% of this country. ENOUGH! pic.twitter.com/FBbi8R4QQm — Gloria Calderón Kellett (@everythingloria) March 20, 2022
STF desbloqueia Telegram no Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), revogou neste domingo (20/3) o bloqueio do Telegram no Brasil, após o aplicativo atender aos pedidos da Justiça brasileira. “Considerado o atendimento integral das decisões proferidas em 17/3/2022 e 19/3/2022, revogo a decisão de completa e integral suspensão do funcionamento do Telegram no Brasil, proferida em 17/3/2022”, determinou o ministro. O bloqueio fez com que o Telegram finalmente respondesse às intimações do STF. Até então, o serviço de mensagens aproveitava-se do fato de não ter sede nem representação no país para ignorar as tentativas de contato. Mas bastou a ordem de bloqueio para o próprio fundador do aplicativo, o russo Pavel Durov, justificar seu silêncio, dizendo que problemas de e-mail o impediram de responder às demandas anteriores. Ele afirmou que, a partir de agora, atenderia ao STF. Para comprovar seu comprometimento, o Telegram cumpriu todas as ordens emitidas pelo STF, chegando a apagar uma mensagem controversa de Jair Bolsonaro contendo links para um inquérito da Polícia Federal (PF) sobre a invasão por um hacker dos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A retirada da postagem era uma das exigências de Moraes, já que expunha para hackers o funcionamento eletrônico do STE. No lugar da postagem, agora aparece a informação de que a publicação não pode ser apresentada porque violou leis locais. Além disso, a plataforma indicou um representante no Brasil, Alan Campos Elias Thomaz, conforme havia sido determinado. Como parte da ação, o Telegram ainda pontuou sete medidas que adotará para combater a desinformação na plataforma. São elas o monitoramento manual diário dos 100 canais mais populares do Brasil, acompanhamento manual diário de todas as principais mídias brasileiras, marcar postagens específicas em canais como imprecisas, restringir postagem pública para usuários banidos por espalhar desinformação, atualizar os Termos de Serviço, fazer análise legal e de melhores práticas e promover informações verificadas. “Essa medida nos permite diminuir o risco de repetidas violações, e já a aplicamos aos autores de canais que foram previamente identificados pela Justiça como ilegais no Brasil (como o de Allan dos Santos)”, afirmou o Telegram em mensagem reproduzida na decisão de desbloqueio emitida por Alexandre de Moraes.
“Batman” chega a US$ 600 milhões em todo o mundo
Biff, bang, pow, “Batman” venceu com folga seu terceiro fim de semana em cartaz, arrecadando US$ 36 milhões nos últimos três dias de exibição nos EUA e Canadá. Com isso, chegou a US$ 300 milhões na América do Norte e se consolidou como a segunda maior bilheteria doméstica de toda a pandemia – atrás só de “Homem-Aranha: De Volta para Casa”. São os super-heróis que estão salvando as bilheterias de cinema no período mais crítico da História desse mercado. Em todo o mundo, “Batman” atingiu US$ 600 milhões, no arredondamento da soma de US$ 50 milhões contabilizados no fim de semana internacional. Podia até ser mais, não fosse a nova onda de coronavírus na China, que levou ao fechamento de 43% das salas exibidoras do país durante a estreia do filme por lá. Enquanto o Brasil se apressa em relaxar os protocolos de proteção, a Ásia voltou a fechar tudo. Sem grandes lançamentos de Hollywood, o 2º lugar nos EUA ficou com um anime japonês: “Jujutsu Kaisen 0”, que faturou US$ 17,7 milhões, bem acima do esperado, com a ajuda de uma pontuação perfeita de 100% no Rotten Tomatoes e das crianças fãs da série em que se baseia. “Uncharted” garantiu um distante 3º lugar, arrecadando US$ 8 milhões para atingir US$ 125,9 milhões na América do Norte. Como “Batman”, também foi prejudicado pelo fechamento dos cinemas chineses em sua estreia no país, mas já soma US$ US$ 337,3 milhões em todo o mundo. Os cinemas norte-americanos ainda receberam dois lançamentos de terror de baixo orçamento neste fim de semana, mas apenas “X”, da produtora indie A24, conseguiu se destacar, arrecadando US$ 4,4 milhões em 4º lugar. Já “Umma”, da Stage 6/Sony, rendeu apenas US$ 915 mil e nem entrou no Top 10. “X”, do celebrado diretor Ti West (“O Último Sacramento”), também agradou a crítica, atingindo 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. O longa acompanha um grupo de jovens aterrorizados enquanto filmam uma produção erótica nos anos 1970. Por outro lado, “Umma”, terror sobrenatural estrelado por Sandra Oh (“Killing Eve”), foi eviscerado com somente 29% de aprovação. Nenhum dos dois filmes tem previsão de estreia no Brasil.
Mario Frias perde processo contra ator que o chamou de racista
O secretário especial de Cultura Mário Frias perdeu uma ação que movia contra Armando Babaioff (“Segundo Sol”) por danos morais. Ele processou o ator por ser chamado de “racista”, “bosta” e “sem talento”, após escrever no Twitter em 2021 que o ativista negro Jones Manoel “precisava de um bom banho”. A decisão publicada na sexta-feira (18/3) pelo 6º Juizado Especial Cível de Brasília, no Distrito Federal, julgou a ação improcedente e ainda sugeriu que Frias foi racista mesmo. Além de considerar que as definições de Babaioff sobre Frias partem da opinião pessoal referente a uma pessoa “política que é ocupadora de cargo público”, sendo assim, sujeita ao “escrutino popular”, a sentença ainda destacou que o racismo ainda é “notório” em nosso país e que “há a incorreta e lamentável associação de afrodescendentes a aspectos negativos, tais como a sujeira”. De fato, Frias teve que se explicar posteriormente porque considerava que um homem negro “precisava de um bom banho”. O secretário disse que suas palavras se tratavam de uma metáfora que indicava que o ativista precisava “tomar um banho de caráter”, apesar não ter usado a palavra “caráter”. Para o juizado, Mário Frias “não desconhece a potencial interpretação de que indicar que pessoa afrodescendente precisaria ‘tomar um banho’ leva à natural percepção de repetição da associação pejorativa em questão”. A decisão ainda cabe recurso.
Batalha legal entre Johnny Depp e Amber Heard envolve Hollywood
A batalha de processos travada entre Johnny Depp e sua ex-esposa Amber Heard virou um tapete vermelho de Hollywood. Iniciado por um processo de US$ 50 milhões aberto por Johnny Depp contra Amber Heard em março de 2019, devido a um artigo sobre violência doméstica escrito pela atriz no jornal Washington Post, a briga acabou rendendo um contra-ataque de Heard, que deu entrada em outro processo de US$ 100 milhões contra Depp. Ambos alegam que um difama o outro. A disputa terá uma tentativa de conciliação em 24 de março, mas já tem data para ir a julgamento em 11 de abril. Os dois querem levar o caso ao tribunal e ambos apresentaram uma lista enorme de testemunhas. Entre outros, Depp listou o ator James Franco (“Artista do Desastre”) e o magnata Elon Musk, dono da Space X, para testemunharem sobre seus supostos casos com sua ex-esposa, além do ator Paul Bettany (“WandaVision”) por ter acompanhado as brigas como seu amigo. Tendo dado um depoimento contundente no caso de difamação perdido por Depp no Reino Unido há quase dois anos, a atriz Ellen Barkin (“Animal Kingdom”) está na lista de testemunhas de Heard neste julgamento, assim como o ex-advogado demitido (e processado) por Depp, Jacob Bloom, e representantes dos estúdios Disney e Warner Bros. A relação de evidências que serão trazidas à corte inclui vários e-mails privados de Heard com o astro de “Aquaman”, Jason Momoa, e o diretor daquele filme, James Wan, além de correspondência da atriz com o diretor de “Liga da Justiça”, Zack Synder. Por outro lado, e-mails entre Depp e a criadora da franquia “Animais Fantásticos”, JK Rowling, bem como mensagens para o músico Jack White, também estão incluídos. Há ainda horas de imagens de câmeras de segurança, além de várias fotografias de Heard aparentemente machucada, de destruição causada por Depp surtado e de drogas supostamente pertencentes aos ator. O resultado deste embate deve ser uma exposição da intimidade do ex-casal ainda maior – e mais grotesca – que a revelada no julgamento de 2020, movido por Depp no Reino Unido contra o jornal The Sun por publicar um artigo que o chamava de “espancador de esposa”. Depp perdeu esse processo. Em seu veredito, o juiz inglês considerou que as afirmações do jornal eram “substancialmente verdadeiras” porque “a grande maioria das supostas agressões foi comprovada”. Além de perder a causa, Johnny Depp foi ordenado a pagar cerca de 628 mil libras (aproximadamente R$ 4,3 milhões) ao The Sun para cobrir as despesas jurídicas do jornal com o processo.
Ed Garner (1944-2022)
O surfista Ed Garner, que virou um dos mais famosos figurantes dos filmes da Turma da Praia estrelados por Annette Funicello e Frankie Avalon nos anos 1960, morreu em 5 de março em sua casa em Carmel-by-the-Sea após alguns anos de doença, informou sua esposa, Kelly Green Garner, neste sábado (19/3). Ele tinha 77 anos. Garner foi “descoberto” pelo estúdio AIP (American International Pictures) surfando em Malibu na véspera de sua formatura na Beverly Hills High School. Um olheiro conseguiu para ele um papel de surfista em “A Praia dos Amores” (Beach Party, 1963), a comédia romântica de Funicello e Avalon que deu início ao subgênero dos filmes de praia, surfe e biquinis. A decisão de contratar o adolescente também levou em conta sua família com conexões hollywoodianas. Seu avô era H.B. Warner, um dos atores favoritos do diretor Frank Capra, que apareceu em diversos clássicos como “O Galante Mr. Deeds” (1936), “A Mulher Faz o Homem” (1939) e “A Felicidade Não se Compra” (1943), além de ter vivido a si mesmo na obra-prima “Crepúsculo dos Deuses” (1950), de Billy Wilder. Além de servir como figurante, Garner foi responsável por trazer alguns de seus amigos surfistas para preencher o elenco de apoio, a pedido do diretor William Asher, que queria que maior autenticidade na produção. As cenas de surfe reais do filme foram feitas por Garner e seus amigos, enquanto Frankie Avalon nunca nem sequer pisou na água para registrar suas proezas como surfista campeão. O sucesso de “A Praia dos Amores” gerou várias sequências e Garner apareceu em todas. Assinando contrato de exclusividade com o estúdio, o surfista participou de mais quatro produções oficiais da franquia, “Quanto Mais Músculos Melhor” (1964), “A Praia dos Biquínis” (1964), “Folias na Praia” (1964) e “Como Rechear um Biquini” (1965), além de outras comédias derivadas do gênero produzidas pela AIP, como “Ele, Ela e o Pijama” (1964), estrelada por Annette, “Festa no Gelo” (1965), estrelado por Frankie, “Fantasma de Biquini” (1966) e o especial televisivo “O Estranho Mundo Selvagem do Dr. Goldfoot”, ambos estrelados por Tommy Kirk, e “Bola de Fogo 500” (1966), novamente com Frankie e Annette. Durante este período, a United Artists chegou a procurar a AIP para contar com o surfista em uma de suas próprias produções de praia, “Juventude Desenfreada” (1964). Mas apesar de render dezenas de filmes e até hits de rock, o subgênero das comédias de praia durou apenas três anos no cinema, substituído por filmes psicodélicos a partir de 1967 – inclusive, na própria AIP. Garner ainda apareceu num episódio de 1972 de “The Doris Day Show” antes de sumir das telas. Sua curta, mas intensa experiência em Hollywood foi resgatada no livro “Hollywood Surf and Beach Movies: The First Wave, 1959-1969”, de Tom Lisanti. Em entrevista para o autor, Garner assumiu que nunca se considerou um ator como o avô. “Para mim, foi apenas um grande show, uma possibilidade de ganhar muito dinheiro e basicamente ser introduzido a um estilo de vida totalmente diferente”, disse Garner. “Passei de aprendiz de carpinteiro e surfista para fazer filmes e namorar em um círculo totalmente diferente. Eu estava tendo o melhor momento da minha vida”. Após deixar as praias de Hollywood, ele abriu um restaurante (Head of the Wolf) em Santa Barbara e lançou uma cadeia de lojas de surf wear (Camp Santa Barbara). Ele e sua esposa se mudaram para Carmel-by-the-Sea em 2009, quando ele começou a ter problemas de saúde.
Graphic novel brasileira vence Festival de Angoulême
O Festival de Angoulême, principal evento de quadrinhos da Europa, considerado o “Cannes dos gibis”, consagrou o brasileiro Marcello Quintanilha com o troféu Gato de Ouro de Melhor Álbum (graphic novel) pela obra “Escuta, Formosa Márcia”. Trata-se do maior prêmio do evento. Publicado pela editora independente Veneta, “Escuta, Formosa Márcia” retrata a vida de uma enfermeira em uma favela no Rio de Janeiro e, consequentemente, ilustra a violência no Brasil. Veja a capa abaixo. Esta não é a primeira vez que Quintanilha é reconhecido pelo festival francês. Em 2016, ele foi premiado na categoria Melhor História Policial por “Tungstênio”, trama passada em Salvador que retrata o cotidiano brasileiro a partir de uma trama que envolve policiais e traficantes. “Tungstênio”, inclusive, virou filme em 2018, com direção de Heitor Dhalia (“Serra Pelada”).
Procon investiga Netflix por cobrança que ainda não afeta brasileiros
O Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) de São Paulo iniciou uma investigação pra saber se a iniciativa da Netflix de começar a cobrar a mais para assinantes que compartilham senhas com outras pessoas é irregular. A entidade fez um questionário sobre supostos testes e o contrato da plataforma para a implementação do serviço, exigindo respostas em dois dias úteis (22/3). O tom e o prazo sugerem se tratar de assunto de urgência. Entretanto, a novidade não está em vigor em São Paulo nem no resto do Brasil. Ela só está sendo adotada na Costa Rica, Chile e Peru em fase de testes, para estudar a reação dos assinantes. Metade das questões levantadas pelo Procon devem ser respondidas com “não”, “nenhuma” e “não há”. Apesar de não estar vigorando no país, o Procon de São Paulo pode ter decidido analisar alguma possível irregularidade nos planos da plataforma de streaming. Mas a verdade é que, caso seja adotada no Brasil, a prática encontrará equivalência em ações feitas por provedores de serviços de internet e TV paga, que comparam o compartilhamento de sinais entre diferentes residências à pirataria. A Netflix ensaia cobrar pelo compartilhamento para evitar que pessoas que moram em casas diferentes usem a mesma senha – uma prática comum, mas realizada de maneira ilegal, segundo os Termos de Serviço da plataforma. O compartilhamento será abordado na hora que o assinante criar e gerenciar perfis, quando será oferecida a possibilidade de dar acesso à conta para um indivíduo de fora da moradia principal. Por enquanto, a opção vai custar US$ 3,99 na Costa Rica, 7,9 Soles no Peru, e 2380 pesos chilenos, além da assinatura mensal.
Paul Dano vai escrever quadrinhos do Charada
O ator Paul Dano, intérprete do Charada em “Batman”, vai continuar seu relacionamento com o personagem num novo projeto. Ele vai escrever uma minissérie em quadrinhos do vilão. Intitulada em inglês “Riddler: Year One”, a publicação da DC Comics pretende dar aos fãs uma história de origem para a versão do Charada vista no filme de Matt Reeves. O próprio diretor fez a revelação do projeto em seu Twitter, revelando inclusive uma primeira arte. Veja abaixo. “Riddler: Year One” será lançada em outubro pelo selo Black Label, voltado ao público adulto da DC, com arte de Stevan Subic (“Elric: The Dreaming City”). Ainda não há previsão para o mercado brasileiro. Paul Dano's incredible journey with The Riddler isn't over yet… Unmask his new @DCComics comic book: "Riddler: Year One," this October and see @TheBatman #OnlyInTheaters now. #TheBatman #Riddler #DCComics pic.twitter.com/YmmqgBTsFS — Matt Reeves (@mattreevesLA) March 18, 2022












