Viúvo e mãe de Paulo Gustavo criticam veto à lei que leva o nome do artista
O médico Thales Bretas e Dea Lúcia Amaral, respectivamente viúvo e mãe de Paulo Gustavo, criticaram o veto do presidente Jair Bolsonaro à lei que leva o nome do artista e que destinaria R$ 3,86 bilhões para estados e municípios ajudarem o setor cultural a se recuperar dos impactos da crise causada pela pandemia da covid-19. “Que tristeza ver nosso país tão desarticulado politicamente. Sem saber defender os interesses da Cultura e o bem-estar do povo”, escreveu Bretas no Stories do Instagram. Já Dea Lúcia Amaral publicou uma montagem com uma foto do filho e de Bolsonaro. Na imagem do presidente, há um X em vermelho e a frase: você será vetado. “Que mico, hein???”, escreveu ela na legenda. Ela também postou um pedido para que as pessoas pressionem seus parlamentares para que o veto de Bolsonaro seja derrubado no Congresso Nacional. Paulo Gustavo morreu aos 42 anos em maio do ano passado, vítima de complicações da covid-19. Casado com Bretas, ele deixou dois filhos, os gêmeos Gael e Romeu. A Lei Paulo Gustavo previa destravar parte dos recursos do FNA (Fundo Nacional da Cultura) e do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual), fundos públicos voltados para o fomento do setor cultural, que no atual governo enfrentam lentidão na liberação e/ou paralisação inéditas de suas finalidades. A distribuição dos recursos também tiraria o peso das mudanças na Lei Rouanet realizadas recentemente pela Secretaria Especial de Cultura, que apertaram o gargalo e buscaram estabelecer “filtros” para a liberação de incentivos federais. O Congresso agora vai avaliar o veto de Bolsonaro, que será submetido à votação. Para derrubar o veto e efetivar a Lei Paulo Gustavo, será necessária a maioria absoluta dos votos de deputados e senadores. Se o veto não for apreciado em 30 dias, será incluído automaticamente na pauta do Congresso Nacional, barrando as demais deliberações até que seja colocado em votação. A iniciativa da Lei Paulo Gustavo foi do próprio poder legislativo, o que deve favorecer a derrubada do veto. Após a eventual aprovação, a União terá de enviar o dinheiro que represou do FNC, FSA e outras receitas aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios para que sejam aplicados em iniciativas culturais.
Jair Bolsonaro veta Lei Paulo Gustavo
O presidente Jair Bolsonaro vetou na noite de terça (5/4) a Lei Paulo Gustavo, que ajudaria o setor cultural afetado pela pandemia de covid-19. Bolsonaro justificou a decisão por considerar que a proposição legislativa vinha em “contrariedade ao interesse público”, por destinar o montante de R$ 3,8 bilhões do Orçamento Geral da União aos entes federativos com a finalidade de fomentar a Cultura. A maior contrariedade é, na verdade, ao projeto do próprio Bolsonaro, que tem destinado verbas da Cultura para iniciativas de setores religiosos e empresariais. A aprovação da Lei diminuiria o impacto da lentidão/paralisação na liberação de fomentos culturais e tornariam inócuas as mudanças na Lei Rouanet realizadas recentemente pela Secretaria Especial de Cultura, que buscaram estabelecer “filtros” para a liberação de incentivos federais – além de incluir Arte Sacra como uma alternativa para incentivos. Bolsonaro argumentou ainda que a proposição legislativa “enfraqueceria as regras de controle, eficiência, gestão e transparência”, o que poderia furar o teto de gastos. O projeto aponta como fontes de recursos verbas que já estão no Orçamento, advindas do excesso de arrecadação do Fundo Nacional de Cultura (FNC) e outras receitas apontadas pela União, que se encontravam paralisadas por inércia do governo – como o FSA (Fundo Setorial do Audiovisual), formado por taxação específica do setor (sem investimento do governo), retomado após paralisação de cerca de dois anos. O projeto foi batizado como Lei Paulo Gustavo em homenagem ao ator, que morreu de covid-19 em maio de 2021. Durante a votação, senadores fizeram homenagens ao ator. Randolfe Rodrigues (Rede-AP) referiu-se a Paulo Gustavo como “um dos maiores artistas” que o país já teve. Já o ex-secretário da Cultura Mario Frias, absolutamente contrário à liberação de incentivos sem “filtros” do governo, chegou a rebater a ideia insinuando que Paulo Gustavo não teria morrido de covid-19. O Congresso agora vai avaliar o veto de Bolsonaro, que será submetido à votação. Para derrubar o veto e efetivar a Lei Paulo Gustavo, será necessária a maioria absoluta dos votos de deputados e senadores. Se o veto não for apreciado em 30 dias, será incluído automaticamente na pauta do Congresso Nacional, barrando as demais deliberações até que seja colocado em votação. A iniciativa da Lei Paulo Gustavo foi do próprio poder legislativo, o que deve favorecer a derrubada do veto. Após a eventual aprovação, a União terá de enviar o dinheiro que represou do FNC, FSA e outras receitas aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios para que sejam aplicados em iniciativas culturais.
Justiça invalida censura a “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”
O ensaio da volta de censura de obras artísticas, prática costumeira da ditadura militar que o governo Bolsonaro buscou resgatar, durou 22 dias. Uma decisão da juíza Daniela Berwanger Martins, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, determinou a invalidade da censura federal ao filme “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”, de 2017, que o Ministério da Justiça proibiu de ser exibido num despacho publicado em 15 de março. Apesar da tentativa do governo, o resgate da censura, extinta com a redemocratização, nunca “pegou”. Apesar da proibição e de multa diária para a desobediência, as plataformas de streaming jamais tiraram o filme de seus catálogos. O grupo Globo, que disponibiliza a produção escrita e estrelada por Danilo Gentili nas plataformas Globoplay e Telecine, chegou a emitir comunicado afirmando que não aceitaria censura, porque “a decisão ofende o princípio da liberdade de expressão, é inconstitucional e, portanto, não pode ser cumprida”. A tentativa de censura foi resultado de um movimento de perfis bolsonaristas das redes sociais que passaram a associar o filme à pedofilia por conta de uma cena envolvendo os dois protagonistas menores e o ator Fabio Porchat. Um dia após a ordem de censura, o Ministério da Justiça mudou a classificação indicativa da obra: de 14 para 18 anos. Foi com base nesta mudança que a juíza Daniela Berwanger Martins determinou a extinção da ordem de censura. “Considerando que falha na classificação indicativa do filme foi apontada como situação fática a dar ensejo à decisão, com a sua alteração para o limite máximo pela Senajus, o motivo indicado para o ato deixa de se fazer presente”, escreveu a juíza na decisão. “Diante disso, é imperioso reconhecer que a decisão deixa de ter compatibilidade com a situação de fato que gerou a manifestação de vontade, tornando a motivação viciada e, consequentemente, retirando o atributo de validade do ato”, acrescentou. A decisão atendeu o pedido do MPF (Ministério Público Federal), que no dia 18 de março ingressou com ação civil pública para derrubar a censura ao filme. “O objetivo dessa ação é corrigir uma violação à liberdade de expressão artística”, declarou o procurador da República Claudio Gheventer na ocasião. A censura à produção de 2017 de Danilo Gentili foi a primeira de um filme desde o final da ditadura militar. Ela foi decidida cerca de 48 horas após “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola” passar a ser associado à pedofilia por perfis bolsonaristas e 24 horas após o ministro da Justiça Anderson Torres cobrar “providências” contra o filme. Dias depois, o mesmo Anderson Torres teve uma postura radicalmente oposta em relação ao aplicativo Telegram. Denunciado por disseminar pedofilia, tráfico de drogas e armas, desinformação, discursos de ódio, propaganda nazista e outras barbaridades, o aplicativo que se recusava a obedecer a Justiça brasileira foi defendido pelo Ministro da Justiça com base no “direito de escolha”. Em suas manifestações nas redes sociais e para a imprensa, Danilo Gentili sempre negou que o filme fizesse apologia à pedofilia e, pelo contrário, “vilaniza” esse tipo de crime.
Vencedor do Oscar é indiciado no Irã após denúncia de plágio
O diretor iraniano Asghar Farhadi, vencedor de dois Oscars de Melhor Filme Internacional por “A Separação” (2011) e “O Apartamento” (2016), foi indiciado por um tribunal em Teerã, que encontrou evidências de plágio em seu novo filme, “Um Herói”. A corte iraniana decidiu autorizar o prosseguimento do caso, ao considerar muito forte o argumento de uma ex-aluna do cineasta. Azadeh Masihzadeh, que foi aluna de Farhadi, afirma que o roteiro de seu documentário “Todos Ganham, Todos Perdem”, sobre um homem que encontra uma sacola de ouro e decide devolvê-la ao dono, serviu de base para o novo filme do diretor. Segundo ela, “Todos Ganham, Todos Perdem” foi escrito como trabalho de classe no curso do cineasta. Além disso, o homem que é foco do documentário e que teria inspirado o personagem principal de “Um Herói” também abriu um processo contra o diretor, afirmando que ele o difamou ao abordá-lo num retrato fictício. Só que esta ação foi arquivada pelo tribunal. Agora, o processo passará para um segundo juiz, e as duas partes envolvidas correm risco de punição. Caso Farhadi seja considerado culpado, ele deverá entregar para Masihzadeh toda a renda obtida com a exibição do filme nos cinemas e em plataformas de streaming, além de passar um período na prisão. Já Azadeh Masihzadeh pode ser presa por até dois anos e levar 74 chibatadas caso seja comprovado que ela apresentou uma denúncia falsa. Ainda inédito no circuito comercial brasileiro, “Um Herói” venceu 11 prêmios internacionais, entre eles o Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes do ano passado, e foi o filme selecionado para representar o Irã no Oscar 2022. O filme conta a história de um homem chamado Rahim que, após ser libertado da prisão por dívidas, devolve uma bolsa perdida cheia de moedas de ouro – um ato que parece torná-lo um bom samaritano. No entanto, a história acaba sendo mais complicada. Em um comunicado, a Alexandre Mallet-Guy, da Memento Production, que coproduziu “Um Herói”, acredita que o tribunal acabará decidindo por Farhadi, já que a história que inspirou o filme seria de “domínio público”, e que circulava na imprensa “anos antes do documentário de Masihzadeh ser lançado”. Masihzadeh considera que, por ser uma história local, o cineasta não tenha conseguido fazer uma investigação independente. O diretor, por sua vez, alega que também se inspirou na peça “A Vida de Galileu”, de Bertolt Brecht.
Julgamento da ação de Johnny Depp contra Amber Heard será exibido ao vivo na TV dos EUA
O julgamento do processo por difamação aberto por Johnny Depp contra sua ex-esposa Amber Heard será exibido ao vivo na TV dos EUA. O canal pago americano Court TV vai transmitir todas as sessões necessárias para o tribunal em Fairfax County chegar ao veredito, a partir do começo da próxima semana em Fairfax County, no estado da Virginia, além de fornecer uma cobertura intensa do processo. “Casos judiciais tão importantes quanto este geralmente criam muito barulho, e pode ser difícil para os espectadores superar as distrações para ter uma imagem clara. dos fatos, mas é aí que entramos”, disse Ethan Nelson, chefe da Court TV, em um comunicado sobre a transmissão. Depp está pedindo US$ 50 milhões de indenização por Heard ter escrito um artigo editorial no jornal Washington Post em 2018, intitulado “Eu me manifestei contra a violência sexual – e enfrentei a ira de nossa cultura. Isso tem que mudar”. Embora o ensaio não mencione o nome de Depp, ele afirma que o texto prejudicou sua reputação e lhe custou um papel num vindouro filme dos “Piratas do Caribe”, que a Disney não produziu nem começou a produzir. Em sua resposta à ação, Heard apresentou seu próprio processo, pedindo US$ 100 milhões por Depp prejudicar sua carreira arrastando seu nome para ações judiciais. Apesar dos advogados de Depp tentarem impedir, a Justiça do estado de Virgínia aceitou a ação. Antes mesmo de chegar no tribunal, Depp já teve uma grande derrota em seu caso, quando sua principal linha de argumentação foi bloqueada numa audiência preliminar. O ator escolheu processar Heard em Virgínia, porque se trata do estado menos simpático à adoção de uma medida judicial conhecida como anti-SLAPP. A sigla SLAPP significa, na tradução para o português, Litígio Estratégico Contra a Participação Pública. Em resumo, trata-se de uma ação legal que pretende interromper quaisquer atividades ou manifestações públicas contrárias aos interesses da pessoa ou organização representada em processo. A ação de Depp é um caso típico de SLAPP, já que baseado em artigo que prejudicaria seus interesses. Entretanto, a juíza Penney Azcarate decidiu em 24 de março contra a moção de julgamento sumário de Depp, e disse que Heard pode se valer do estatuto anti-SLAPP sobre o assunto. Para entender o que isso significa, é importante destacar a ironia representada pela decisão judicial. Graças à atenção trazida pelo processo de US$ 50 milhões, aberto por Depp em março de 2019, o estado de Virgínia mudou seu enfoque favorável a ações de SLAPP para fortalecer a aplicação da medida anti-SLAPP sobre manifestações públicas. Agora, o estado garante imunidade de responsabilidade civil para declarações sobre assuntos de interesse público, que estariam protegidos pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA – que aborda a Liberdade de Expressão. A juíza Penney Azcarate disse textualmente em sua decisão que o artigo de Heard no Post sobre violência doméstica tem equivalência a uma questão de interesse público. Isso é vital para a atriz, pois reformula toda a disputa legal. Com isso, os advogados de Heard podem argumentar que ela estava exercendo sua liberdade de expressão para abordar um tema de interesse público: a violência doméstica. E isso prejudica frontalmente a estratégia legal de Depp para o julgamento. Para piorar o caso do ator, ela não incluiu o nome do ex-marido em nenhuma linha do artigo. Heard apenas afirma ter sido vítima de abusos em diferentes ocasiões ao longo da vida O processo é todo baseado numa “sugestão” de envolvimento de Depp com violência doméstica – situação ligada ao divórcio tumultuado do casal, realizado num período em que Depp foi proibido de se aproximar de Heard, após ela aparecer com o rosto inchado por suposta agressão. Vale apontar ainda que os advogados de Depp tentaram incluir até o jornal Washington Post como réu ao lado de Heard, mas a Justiça alegou liberdade de imprensa para impedir que a publicação fosse a julgamento. Há dois anos, Depp perdeu um processo por difamação contra o jornal britânico The Sun, que o descreveu como um “espancador de esposa”. O julgamento em Londres não só confirmou que ele teria espancado a esposa como o fez perder um papel lucrativo num filme novo da franquia “Animais Fantásticos” – que ele já tinha começado a filmar quando foi substituído por outro ator, Madds Mikkelsen. Caso seja derrotado mais uma vez, Depp arrisca perder mais que papéis em filmes: há US$ 100 milhões em jogo, mais elevadas custas processuais e advocatícias por ter iniciado o processo. O novo julgamento está previsto para começar na segunda-feira, mas a transmissão da Court TV só estará liberada após a conclusão da seleção do júri.
“Morbius” tira “Batman” do topo das bilheterias no Brasil
A estreia de “Morbius” tirou “Batman” da liderança das bilheterias no Brasil. De acordo com dados da consultoria Comscore, o filme do vampiro vivo da Marvel teve 445 mil espectadores e arrecadou R$ 8,9 milhões entre quinta e domingo (3/4), enquanto o homem-morcego da DC Comics, lançado há um mês nos cinemas, foi visto por 192 mil pessoas e faturou R$ 4 milhões em ingressos vendidos. “Morbius” também liderou as bilheterias em sua estreia nos EUA, mas, assim como no Brasil, com desempenho muito inferior aos dois filmes de “Venom”, primeira franquia derivada dos quadrinhos do Homem-Aranha. Para lembrar, o primeiro “Venom” estreou diante de mais de 1 milhão de espectadores brasileiros em 2018, enquanto o segundo, “Venom: Tempo de Carnificina”, com muitos cinemas fechados pela pandemia, vendeu 580,7 mil ingressos em outubro passado – o que representou 60% de todo o movimento financeiro da semana no mercado nacional. Único lançamento brasileiro do período, “Alemão 2” ficou em 6º lugar entre os filmes mais assistidos, com 15,2 mil espectadores e faturamento de R$ 333 mil. Veja abaixo a lista das 10 maiores bilheterias do fim de semana no Brasil, em levantamento da Comscore. #Top10 #Bilheteria #Filmes #Cinema 31/3-3/4:1. #Morbius 2. #Batman 3. #OsCarasMalvados 4. #AmbulanciaMovie 5. #EpaCadeNoe26. #Alemão27. #Uncharted 8. #NoRitmoDoCoração9. #APiorPessoaDoMundo10. #DriveMyCar — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) April 4, 2022
Rodrigo Mussi teve parada cardiorrespiratória a caminho do hospital
O ex-BBB Rodrigo Mussi sofreu uma parada cardiorrespiratória na noite de quinta (31/3), quando estava a caminho do hospital, após sofrer um acidente de carro. A informação foi divulgada pelo programa “Fantástico” neste domingo (3/4). Na reportagem, o sargento do Corpo de Bombeiros de São Paulo Marcelo Vitório Rodrigues, que fez parte do atendimento de Rodrigo, afirmou: “A equipe da guarnição do resgate iniciou a massagem cardiopulmonar até a entrada do centro cirúrgico”. Ele explicou que o gerente comercial estava sem reações na hora do resgate. “Ele apresentava um nível de consciência abaixo do verificado em uma pessoa normal. A resposta dele verbal seria apenas sons e gemidos, a ocular não era reagente e a física também não tinha nenhuma resposta”, descreveu. A equipe do “Fantástico” também ouviu o médico Saul Almeida da Silva, do Pronto Socorro de Neurocirurgia do Hospital das Clínicas, para onde Rodrigo foi levado. De acordo com seu depoimento, a parada cardiorrespiratória pode afetar a recuperação do ex-brother. “Tanto diminuições da pressão e alterações de respiração quanto no funcionamento do coração acabam implicando na recuperação neurológica do paciente”, afirmou. Apesar disso, os dois irmãos de Rodrigo relataram melhora no quadro nas últimas 24 horas. Diogo Mussi afirmou que ele mexeu as pernas e o braço e teve melhora na função renal, enquanto o mais novo, Rafael Mussi, celebreu os avanços do irmão, que apresenta um semblante melhor e “absurda sede de viver”.
Estelle Harris (1928–2022)
A atriz Estelle Harris, conhecida pela série “Seinfeld”, morreu no sábado (2/3) de causas naturais, na Califórnia, dias antes de seu aniversário de 94 anos. Após um começo nos palcos, ela só começou a aparecer nas telas aos 50 anos de idade, por isso a maioria de seus papéis foi como mãe, tia ou avó de algum personagem nas produções que estrelou, inclusive no clássico do cinema “Era uma Vez na América” (1984). O papel mais conhecido da atriz foi o de Estelle Costanza, a mãe histérica e divertida de George (Jason Alexander) em “Seinfeld”. Ela apareceu em 27 episódios da sitcom cultuada, entre 1992 e 1998, muitas vezes roubando as cenas de Alexander. E também voltou a se reunir com o elenco original no “revival” metalinguístico que aconteceu em episódios de “Curb Your Enthusiasm”, em 2009. Após o fim de “Seinfeld”, ela foi a Vovó Addams num telefilme de “A Família Addams” de 1998, teve participação recorrente na série infantil “Zack & Cody: Gêmeos em Ação” (2005–2008) e encantou as crianças como a voz da Sra. Cabeça de Batata de “Toy Story”. Harris dublou a personagem desde sua primeira aparição em “Toy Story 2” (1999), além de curtas e games produzidos desde então. A dublagem de “Toy Story 4” em 2019 foi o último trabalho de sua carreira. Neste domingo (3/3), Jason Alexander prestou uma homenagem à sua mãe televisiva, escrevendo no Twitter: “Uma das minhas pessoas favoritas morreu: minha mãe na TV, Estelle Harris. Foi um prazer atuar ao lado dela e ouvir aquela gloriosa risada. Eu te adoro, Estelle. Um carinho para toda a família. Serenidade agora e para sempre.” Estelle Harris deixou três filhos, três netos e um bisneto.
Nova versão sobre bastidores do Oscar aumenta culpa do produtor do evento
A história dos bastidores tumultuados do Oscar 2022 ganhou mais uma versão. Após o produtor do evento, Will Packer, ser apontado por fontes da revista Variety como responsável por impedir a expulsão de Will Smith após desferir um tapa em Chris Rock, ele rebateu no programa “Good Morning America” que fez isso atendendo a um pedido do próprio Chris Rock. Só que agora fontes do site Deadline garantem que o comediante nunca fez esta requisição. Packer impediu que Smith fosse expulso do Dolby Theatre após ouvir de Rock que ele não queria prestar queixas. Se isso acontecesse, policiais presentes na cerimônia teriam prendido Smith na hora por agressão. Mas pessoas próximas a Rock garantiram ao Deadline que o comediante nunca foi questionado a respeito da permanência de Smith para receber seu Oscar e discursar sobre a aplausos. Caso fosse, dizem as fontes, a resposta poder ter sido bem diferente. Em comunicado oficial, a Academia chegou a dizer que pediu para Will Smith se retirar, mas o ator se recusou. A verdade é que Will Packer assumiu nunca ter transmitido esse recado ao ator, que, portanto, nunca se recusou a obedecer a Academia. Packer nem procurou Smith e sim as pessoas que teriam a responsabilidade de tirá-lo do evento, assegurando que não era o que Chris Rock queria. Portanto, tudo o que aconteceu após da agressão foi decidido por Packer, inclusive o constrangimento da Academia de premiar um agressor que infringiu suas regras de conduta, manchando a reputação da instituição. A confusão começou porque, no domingo passado (27/3), durante a transmissão do Oscar 2022, Chris Rock brincou dizendo que a esposa do astro, Jada Pinkett Smith, estava careca para estrelar “Até o Limite da Honra 2”, em referência ao filme em que Demi Moore raspava o cabelo para viver uma militar. Jada sofre de uma doença autoimune – condição que, segundo o site TMZ, era ignorada pelo comediante. E por causa disso Will Smith resolveu tomar as dores da esposa, subindo no palco para estapear Chris Rock ao vivo e via satélite diante do público mundial do evento. Ele também xingou o comediante duas vezes com palavrões. Sem ser retirado do evento, Will Smith voltou a subir ao palco meia hora depois para receber o Oscar de Melhor Ator por “King Richard: Criando Campeãs”, aproveitando para receber muitos aplausos, chorar, falar em Deus e pedir desculpas a todos, menos a Chris Rock.
Will Smith não é mais membro da Academia do Oscar
O ator Will Smith optou por abdicar de sua filiação à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, após a polêmica causada por seu tapa na cara do comediante Chris Rock durante a premiação do Oscar 2022, exibida ao vivo e via satélite para milhões de pessoas em todo o mundo. A agressão após uma piada sobre a mulher do ator, Jada Pinkett Smith, tornou-se o momento mais falado do evento. Em um comunicado, Smith chamou suas ações de “chocantes, dolorosas e imperdoáveis” e disse que aceitará quaisquer consequências adicionais que o Conselho de Governadores (os diretores executivos) da Academia considere apropriadas. “A lista daqueles que machuquei é longa e inclui Chris, sua família, muitos dos meus queridos amigos e entes queridos, todos os presentes e o público global em casa”, disse Smith. “Eu traí a confiança da Academia. Privei outros indicados e vencedores de suas oportunidades de celebrarem e ser celebrados por seu trabalho extraordinário. Estou de coração partido.” Smith também reconheceu que suas ações ofuscaram outros vencedores do Oscar 2022. “Quero colocar o foco de volta naqueles que merecem atenção por suas conquistas e permitir que a Academia volte ao incrível trabalho que faz para apoiar a criatividade e a arte no cinema”, afirmou, concluindo que “mudança leva tempo e estou comprometido em fazer o trabalho para garantir que eu nunca mais permita que a violência ultrapasse a razão”. O presidente da Academia, David Rubin, aceitou prontamente a renúncia. Ele também se manifestou em um comunicado: “Recebemos e aceitamos a renúncia imediata do Sr. Will Smith da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Continuaremos avançando com nossos processos disciplinares contra o Sr. Smith por violações dos Padrões de Conduta da Academia até nossa próxima reunião do conselho agendada para 18 de abril.” A desfiliação da Academia (passando a não votar mais no Oscar) teria sido uma decisão tomada para tentar atenuar uma possível punição mais grave. A revogação de seu status de membro, suspensão ou expulsão da entidade eram alternativas cogitadas para deixar claro a reprovação à agressão de domingo passado (27/3). Mas outras punições estavam – e continuam – sendo em discussão, inclusive a revogação de sua vitória e confisco de seu Oscar de Melhor Ator por “King Richard: Criando Campeãs”. Com todos esses desdobramentos, o que deveria ter sido o momento de consagração e glória de Will Smith se tornou a maior crise da carreira.
Jerrod Carmichael assume que é gay em especial de comédia
O ator Jerrod Carmichael (“The Carmichael Show”) aproveitou o lançamento de seu novo especial de comédia, “Rothaniel”, nesta sexta (1/4) na HBO americana, para assumir que é gay. No novo trabalho, ele compartilhou com a plateia presente ao show os conflitos internos que precisou enfrentar para sair do armário. “Uma vez fiquei sozinho me sentindo um mentiroso, porque eu tinha um segredo. Um que eu escondi de minha mãe e meu pai, minha família, meus amigos e vocês, todos vocês. Profissionalmente, pessoalmente. E o segredo é que eu sou gay”, disse ele. Após fazer uma pausa dramática, ele recebeu aplausos do público, o que o emocionou. “Significa muito. Estou aceitando o amor, eu realmente aprecio o amor. Meu tipo de ego quer se rebelar contra isso”, afirmou. Em outro momento, ele confessou que chegou a pensar que preferia morrer do que confrontar a realidade sobre a sua sexualidade. “Eu me rebelei contra isso toda a minha vida. Nunca pensei que sairia. Achei que nunca, nunca sairia do armário. Em muitos momentos, eu pensei que preferia morrer do que confrontar a verdade disso, do que realmente dizer isso para as pessoas. Porque eu sei que isso muda a percepção de algumas pessoas sobre mim. Eu não posso controlar isso”, desabafou. No especial da HBO, o comediante também detalhou histórias familiares, incluindo uma em que pegou o seu pai traindo sua mãe e os sentimentos em ter que guardar esse segredo. “Não sei se teria dito alguma coisa se tivesse coragem, porque só vi esse segredo como algo que poderia ter dilacerado nossa família”, contou. Mas completou revelando que fez seu pai contar toda a verdade para a sua mãe. O especial foi gravado em fevereiro passado, no palco do Blue Note Jazz Club, em Nova York, com direção do também comediante e produtor Bo Burnham. “Rothaniel” é o terceiro especial de comédia stand-up do humorista na HBO, seguindo-se a “Jerrod Carmichael: Love at the Store” (2014) e “Jerrod Carmichael: 8” (2017). Além disso, em 2019 ele lançou um videodiário de duas partes, “Vídeos Caseiros” e “O Sermão da Montanha”. Todos os programas, menos o recém-lançado nos EUA, estão disponíveis na HBO Max. Veja abaixo o teaser de “Jerrod Carmichael: Rothaniel”.
Pedro Almodóvar diz que Will Smith parecia líder de seita no Oscar
O cineasta Pedro Almodóvar comparou o comportamento de Will Smith no Oscar 2022 ao de um líder uma seita, especialmente durante o discurso de agradecimento pela vitória conquistada por “King Richard: Criando Campeãs”. Na confusão que aconteceu no domingo passado (27/3), durante a transmissão da premiação, Will Smith subiu ao palco do Dolby Theatre para agredir Chris Rock, reagindo a uma piada sobre sua esposa, Jada Pinkett Smith, e ficou no recinto até seu nome ser confirmado como vencedor do Oscar de Melhor Ator. Em entrevista ao site IndieWire, o diretor espanhol disse ter presenciado tudo de perto e que a situação o deixou com “um sentimento de rejeição absoluta”, tanto pelo momento em que Smith agrediu Rock quanto por seu discurso ao receber o Oscar, quando chorou, falou sobre defender a família e disse estar “impressionado com o que Deus está me chamando para fazer neste mundo”. Para Almodóvar, a fala do ator americano parecia um discurso “fundamentalista” similar aos proferidos pelos líderes de seitas religiosas. “Você não defende ou protege a família com os punhos e, não, o diabo não aproveita momentos importantes para fazer o trabalho dele. O diabo, na verdade, não existe. Este foi um discurso fundamentalista que não devemos ouvir e nem ver. Dizem que aquele foi o momento mais verdadeiro da cerimônia, porém estamos falando do monstro sem rosto que são as redes sociais. Para eles, ávidos por carniça, esse sem dúvida foi o grande evento da noite”, declarou.
Jim Carrey diz que deve se aposentar após “Sonic 2”
O ator Jim Carrey anunciou que “provavelmente vai se aposentar” após o lançamento de “Sonic 2 – O Filme”. O protagonista de “O Máscara”, “Ace Ventura” e “O Show de Truman” fez a revelação em entrevista ao programa americano “Access”, afirmando que dificilmente vai voltar a atuar depois deste longa. “Eu estou falando bem sério”, afirmou ele. “É claro que depende… Se os anjos trouxerem pra mim um roteiro escrito em tinta dourada, dizendo que seria muito importante que as pessoas vissem esse filme, quem sabe eu continue atuando. Mas definitivamente vou tirar uma folga”. Atualmente com 60 anos de idade, Carrey comentou ainda que gosta de viver uma vida mais “quieta”, e que pretende se dedicar à pintura e à espiritualidade. “Talvez você nunca ouça outra celebridade dizer isso, mas sinto que tenho o bastante, que já fiz o bastante, e que sou o bastante”, concluiu. Dirigido por Jeff Fowler, que retorna após o sucesso do primeiro filme, “Sonic 2” tem estreia marcada para quinta-feira (7/4) nos cinemas brasileiros, um dia antes do lançamento nos EUA. Veja abaixo o vídeo da entrevista original.












