Diretor de “007 – Sem Tempo Para Morrer” é acusado de assédio sexual
O cineasta Cary Joji Fukunaga, diretor de “007 – Sem Tempo Para Morrer”, virou alvo de denúncias de assédio sexual de três atrizes. A primeira a se manifestar foi Rachelle Vinberg, da série “Betty”. Em um Stories publicado em seu Instagram na semana passada, ela relatou que foi convencida a ter um relacionamento com o diretor aos 18 anos de idade. Na época, ele tinha 38. Ela desabafou afirmando que seu envolvimento com Fukunaga a fez procurar ajuda psiquiátrica e foi diagnosticada com estresse pós-traumático. “Passei anos com medo dele. Ele é um aliciador e tem feito isso há anos. Cuidado, mulheres”, disse ela. Após verem a publicação, as irmãs gêmeas Hannah e Cailin Loesch, que trabalharam com Fukunaga na série “Maniac”, revelaram que ele foi grosseiro durante as gravações, com várias insinuações sexuais, tendo inclusive sugerido ficar com as duas ao mesmo tempo. De acordo com as irmãs, na época elas tinham 20 anos e o cineasta questionava se elas eram virgens e chegou a forçar Hannah a sentar no seu colo com Cailin do lado. Em um determinado momento, Fukunaga teria convidado as duas irmãs para verem um versão inicial de “007 – Sem Tempo Para Morrer” em seu apartamento. Quando chegaram na casa do diretor, “era uma festa a três em sua cama”. Depois de se recusarem a deitar com o cineasta, ele ainda teria lhes oferecido drogas para ficarem em sua casa – ácido e MDMA. As acusações de Vinberg e das irmãs Loesch vêm poucos meses depois de Raeden Greer (“Magic Mike XXL”) acusar Fukunaga de dimití-la da série “True Detective” por se recusar a fazer uma cena nua. Nem Fukunaga nem seus representantes se manifestaram após as postagens. there’s a lot more in her story but yeah. this is just so revolting. pic.twitter.com/NJBiZEyPPG — carey (@brokebackstan) May 4, 2022 Sharing our story in solidarity with Rachelle Vinberg Read: https://t.co/1455WxTi18 — Hannah & Cailin Loesch (@loeschtwins) May 5, 2022
Netflix acelera planos para incluir anúncios na plataforma
A Netflix pode lançar um plano de assinaturas mais baratas, com a inclusão de propagandas, antes do esperado. De acordo com o site Deadline, a nova opção pode ser oferecida antes do fim do ano. “Sim, é um plano rápido e ambicioso, e vai exigir que sacrifiquemos algumas coisas”, teria dito o CEO Reed Hastings em uma recente chamada com os acionistas da Netflix. Originalmente, Hastings tinha previsto um prazo de até dois anos para implementar a nova opção do serviço. A ideia é incluir pequenas intervenções comerciais – anúncios – no meio da experiência de streaming para quem optar por pagar menos pelo acesso à plataforma. O modelo já é utilizado com sucesso por competidores como Hulu e HBO Max nos EUA, e ajuda a bancar plataformas gratuitas como Tubi (do canal Fox), Pluto (da Paramount) e Freevee (ex-IMDb TV, da Amazon). Além dessa mudança, a Netflix também vai endurecer seu controle sobre o compartilhamento de senhas, atividade que teria impacto maior que a pirataria em sua contabilidade. As decisões foram tomadas após a plataforma revelar ter perdido de 200 mil assinantes no primeiro trimestre de 2022, numa das poucas ocasiões em que não registrou crescimento de sua base de consumidores. Para piorar, o relatório financeiro trimestral também previu uma perda de mais 2 milhões de usuários no próximo trimestre. A repercussão negativa dos números fizeram a Netflix perder valor de mercado e geraram até um processo movido por seus próprios acionistas contra os diretores da empresa.
Forum Spcine revela importância do setor audiovisual para a economia
A Secretaria de Cultura da cidade de São Paulo apresenta entre esta terça (10/5) e quinta (11/5) o Forum Spcine, evento que reúne representantes do setor audiovisual da América Latina para discutir a agenda de retomada do audiovisual no pós-pandemia, mas principalmente apresentar dados financeiros do setor, num balanço do impacto econômico gerado pelos seis anos de funcionamento da agência paulistana de fomento. Os dados do retorno da Spcine são impressionantes. O levantamento contábil da agência indica que cada R$ 1 investido pela prefeitura paulistana na produção de um filme ou série na cidade gerou mais de R$ 20 para a economia municipal. A Spcine também pesquisou o retorno financeiro do fomento nacional para revelar que cada real investido por mecanismos como as leis de incentivo federal e o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) retornam aos cofres públicos R$ 15 em impostos. O que torna mais difícil para o governo Bolsonaro defender veto, congelar ou desmontar iniciativas que visam estimular o crescimento do setor. Outra informação para desmontar argumentos de quem não consegue ver importância econômica na Cultura: estimativas da Ancine, a Agência Nacional do Cinema, apontam que o setor audiovisual brasileiro movimentou em 2018, último ano antes do estrago causado por Bolsonaro, um valor maior do que as indústrias têxtil e farmacêutica, estimulando também empresas prestadoras de serviços como hotelaria, alimentação e transporte para as equipes – serviços que estão entre os mais afetados pela pandemia. “A sociedade conhece pouco os dados do setor audiovisual. Não tem como a gente debater políticas para o setor sem entender quão estratégico ele é”, afirma Viviane Ferreira, presidente da Spcine, comentando os valores para o jornal Folha de S. Paulo. Para ela, os dados obtidos pelo serviço de inteligência da agência junto à Secretaria Municipal da Fazenda, o IBGE e a Ancine “mostram para a gente que a economia criativa faz sentido.” O levantamento indica ainda que a produção audiovisual emprega anualmente cerca de 210 mil pessoas apenas na cidade de São Paulo, além de outras 290 mil de forma indireta, por meio da rede de serviços que estimula, movimentando R$ 5 bilhões no próprio setor audiovisual e outros R$ 6 bilhões em áreas relacionadas. Apesar disso, a Ancine congelou sua política de incentivo durante o governo Bolsonaro, com uma paralisação no repasse da verba do FSA que atrasou centenas de produções de cinema e televisão no país e causou preocupação no setor. Um montante de R$ 5 milhões do FSA seria destinado a 52 projetos de editais da Spcine, que ainda não foram liberados aos realizadores. Tão importante quanto as revelações feitas por estes dados é o próprio sucesso da Spcine. Embora o Brasil esteja acostumado com as destruições de iniciativas bem-sucedidas a cada mudança de governo, como Bolsonaro fez com o Bolsa Família, a Spcine demonstra que progresso é seguir em frente e não parar para recomeçar sempre. Afinal, a agência foi uma boa ideia de um governo petista, iniciada na gestão do prefeito Fernando Haddad, que foi encapada e fortalecida por um rival, o falecido prefeito tucano Bruno Covas, que ampliou seu alcance para meios digitais e lhe destinou maior investimento. Agora, o atual prefeito Ricardo Nunes incluiu estudos da Spcine na legislação municipal, ao assinar nesta terça (10/5), durante a abertura do Forum, decreto que estabelece normas e viabiliza filmagens em ZER (Zonas Exclusivamente Residenciais) na capital paulista. “Isso diminui a dificuldade do diálogo para se fazer filmagens nos bairros da cidade. Isso é um grande avanço”, afirmou a secretária municipal de Cultura, Aline Torres. Não há melhor exemplo de como a continuidade de políticas públicas é fundamental para o crescimento do país.
Jack Kehler (1946–2022)
O ator americano Jack Kehler, que teve pequenos papéis em vários filmes famosos, morreu no sábado (7/5) de complicações ligadas à leucemia no Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles, EUA. Ele tinha 75 anos. Kehler iniciou sua carreira de ator aos 24 anos, quando começou a trabalhar no teatro em Nova York. Mas ao contrário de seus colegas de curso na famosa escola Actor’s Studio, sua carreira não lhe rendeu papéis memoráveis. Mesmo assim, ele teve uma participação prolífica em mais de uma centena de séries e filmes desde sua estreia nas telas em 1983. Seu primeiro papel foi como frentista de posto de gasolina na sci-fi “Estranhos Invasores” e desde então se tornou uma presença constante em filmes de ação, incluindo breves participações em “Caçadores de Emoção” (1991), “O Último Boy Scout” (1991), “Waterworld” (1995), “Estrada Perdida” (1997), “Máquina Mortífera 4” (1998), “Crime Verdadeiro” (1999) e “MIB: Homens de Preto II” (2001). De todas suas aparições, a mais lembrada aconteceu no filme cult “O Grande Lebowski” (1998), dos irmãos Coen, no qual viveu Marty, o senhorio do The Dude, o personagem icônico de Jeff Bridges. Em atividade até o ano passado, Kehler foi visto mais recentemente num papel recorrente na 1ª temporada de “The Man in the High Castle” e em episódios esporádicos de várias outras séries, incluindo “Máquina Mortífera”, “The Magicians” e “Com Amor, Victor” – seu último crédito, no qual interpretou seu tipo de personagem predileto: um senhorio. Lembre abaixo a cena do ator em “O Grande Lebowski”.
Carol Castro vai estrelar novo filme de Bruno Barreto
Cheia de trabalho, Carol Castro será vista a seguir em “Maldivas” e nas segundas temporadas de “Insânia” e “Natureza Morta”. E em meio a essa agenda corrida, ainda arranjou tempo para filmar o próximo longa de Bruno Barreto. “Férias Trocadas” é a nova incursão do diretor no terreno das comédias – o que não é seu forte, como pode ser visto por “Crô: O Filme” (2013). Com produção da Paris Entretenimento, o filme foi todo rodado entre março e abril na Colômbia em locações paradisíacas, reveladas pela atriz em suas redes sociais. Na produção, Carol Castro divide as cenas com Edmilson Filho (“Cabras da Peste”) e Matheus Costa (“Cinderela Pop”), que interpretam seu marido e seu filho, respectivamente. Klara Castanho (“De Volta aos 15”) e Aline Campos (“Vai que Cola”) também estão no elenco. O longa tem previsão de lançamento nos cinemas em dezembro. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Carol Castro (@castrocarol) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Carol Castro (@castrocarol) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Carol Castro (@castrocarol) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Carol Castro (@castrocarol) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Edmilson Filho (@edmilson_filho) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Klåra Cåstanho (@klarafgcastanho)
Kang Soo-youn (1966–2022)
A atriz Kang Soo-youn, primeira sul-coreana premiada num festival europeu de ponta, morreu no sábado (7/5) em um hospital de Seul, após sofrer uma parada cardíaca e uma hemorragia cerebral. Ela tinha 55 anos. Soo-youn começou a atuar no cinema ainda criança, com 4 anos de idade numa série da emissora local TBC. A estreia no cinema aconteceu aos 11 e abriu uma sucessão de filmes que a transformou numa das atrizes mirins mais populares da Coreia do Sul. Até que, aos 21 anos, ela se reinventou como atriz de dramas adultos, consagrando-se como Melhor Atriz do Festival de Veneza por seu papel em “The Surrogate Womb”, dirigido por Im Kwon-taek. O filme representou uma mudança radical em sua carreira, trocando sua imagem de menina inocente pela de uma adolescente disposta a tudo, que convence um homem em busca de uma barriga de aluguel a contratá-la para engravidar dele por dinheiro. Ao se tornar a primeira sul-coreana reconhecida no Festival de Veneza, ela se transformou numa das maiores estrelas de seu país natal. Dois anos depois, com o cabelo raspado para viver uma monja budista, ela ainda recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Moscou por “Come Come Come Upward”, de Im Kwon-taek, estabelecendo-se como a maior estrela da Coreia do Sul – o que lhe rendeu convites para integrar o júri de festivais importantes, como de Tóquio e o próprio Festival de Moscou. Soo-youn permaneceu uma das atrizes mais ativas do cinema sul-coreano até o final dos anos 1990. Mas depois de “Rainbow Trout” em 1999, ela decidiu priorizar a televisão, afastando-se das telas grandes para estrelar o drama político histórico “Ladies of the Palace” (2001) no canal SBS, que se tornou uma das séries de maior audiência da Coreia do Sul. Nos últimos anos, porém, ela preferiu diminuir o ritmo. Foram apenas cinco longa-metragens neste século, com o último lançado em 2011. Em compensação, de 2015 a 2017, foi co-diretora executiva do Festival de Busan, principal evento de cinema de seu país. Ela estava pronta para retomar sua carreira com “Jung-E”, produção da Netflix dirigida por Yeon Sang-ho (“Invasão Zumbi”).
Dennis Waterman (1948–2022)
O ator britânico Dennis Waterman, que estrelou a série clássica “The Sweeney”, morreu neste domingo (8/5) num hospital da Espanha de causas não informadas, aos 74 anos. Nascido em Londres, ele começou sua carreira aos 12 anos, alternando-se entre peças, filmes e séries britânicas, e, além de atuar, ficou conhecido por cantar as músicas-tema de muitos de suas atrações. Waterman virou protagonista aos 14 anos, quanto foi escalado no papel-título da série “William” (1962), da BBC, baseada nos livros de Richmal Crompton. Logo após a adolescência, participou de filmes importantes como “Na Encruzilhada” (1968), de Peter Collinson, marco do chamado “kitchen sink realism”, a versão britânica do neorrealismo italiano, que rendeu dramas impactantes sobre a realidade social da classe trabalhadora. E também integrou os terrores “O Conde Drácula” (1970), de Roy Ward Baker, e “Uma Noite de Pavor” (1971), novamente trabalhando com Collinson. Sua carreira sofreu uma reviravolta quando foi escalado para viver o detetive policial George Carter na série “The Sweeney”. Enorme sucesso de audiência no Reino Unido, a série durou quatro temporadas, de 1974 a 1978, e ainda rendeu dois filmes, em 1977 e 1978. Ele seguiu o papel com outro ainda mais bem-sucedido, o guarda-costas Terry McCann na série “Minder”, sobre o submundo do crime de Londres, que durou nada menos que 10 temporadas, de 1979 a 1994. E ainda superou esta duração em sua série final, o drama policial “New Tricks”, que teve 12 temporadas entre 2004 e 2015. Nesta série, ele chegou a contracenar com uma de suas filhas, Hannah Waterman, que seguiu a carreira de atriz e apareceu em quase 400 episódios da novela “EastEnders” Seu último trabalho foi a comédia “A Última Escapada”, lançada em 2020, em que liderou uma rebelião e fuga de internados de um asilo para idosos. Lembre abaixo as aberturas das três séries mais famosas de Waterman. Detalhe: ele canta as músicas das duas últimas.
Cauã Reymond chama polícia para acabar com festa da ex-BBB Bárbara
O ator Cauã Reymond chamou a Polícia Militar para acabar com uma festa de seus vizinhos, num condomínio no bairro do Joá, Zona Oeste do Rio, durante a noite passada (7/5). Não satisfeito em chamar as autoridades por causa do barulho, ele acompanhou duas viaturas até o local. E foi assim que conheceu Bárbara Heck, participante do “BBB 22”. Ela foi uma das pessoas que apareceu na porta para falar com a polícia e ficou surpresa ao encontrar o ator. “Ele [Cauã] pediu para abaixarmos o som porque estava com a filha em casa. Foi tudo conversado numa boa. Abaixamos um pouco, mas não acabamos com a festa. Cauã foi muito educado”, ela disse ao colunista Lucas Pasin. A ex-BBB contou ainda que uma dupla estava cantando pagode ao vivo no evento e que não imaginou que o som poderia estar incomodando por não estar muito alto. Ela confessa que “achou engraçado” quando viu que era um galã global que acompanhava a polícia. Apesar disso, alguns convidados da festa não gostaram da forma que Cauã resolveu acabar com o evento. Primeiro por conta do horário: 10h30. Segundo, por ele não ter procurado o porteiro do prédio ou os organizadores da festa, antes de chamar a polícia. Bárbara postou alguns vídeos da festa em seu Instagram e o evento aparentemente era o aniversário de seu namorado Rick Maia.
Kenneth Welsh (1942–2022)
O ator canadense Kenneth Welsh, que ficou conhecido como o vilão Windom Earle na série “Twin Peaks”, morreu na quinta-feira (5/5), aos 80 anos, de causa não informada. Ele teve mais de 200 créditos de tela durante uma carreira de quase seis décadas, iniciada em 1963, mas muitos de seus trabalhos foram produções da TV canadense, que não tiveram grande repercussão fora do país. A situação começou a mudar nos anos 1980, quando passou a atuar nos EUA. A carreira americana começou com figurações em dramas como “Amor à Primeira Vista” (1984), estrelado por Robert De Niro e Meryl Streep, “Perfeição” (1985), com John Travolta e Jamie Lee Curtis, “A Difícil Arte de Amar” (1986), com Jack Nicholsen e novamente Maryl Streep, além de dois filmes de Woody Allen: “A Era do Rádio” (1987) e “A Outra” (1988). Aos poucos, ele começou a se destacar. Chegou a conquistar um papel coadjuvante em “Crocodile Dundee II” (1988), mas seu destino foi mesmo a televisão, a partir do papel principal num episódio da antologia “Além da Imaginação” (Twilight Zone) no final de 1988. Welsh entrou em “Twin Peaks” em 1990, durante a 2ª temporada da série de David Lynch, deixando o público intrigado sobre as intenções sinistras de seu personagem, que enviava referências de xadrez para o agente Cooper (Kyle MacLachlan). O papel na atração de suspense foi um dos poucos personagens fixos de sua carreira, marcada por participações especiais em episódios semanais de séries tão variadas quanto “Arquivo X” e “Law & Order”. Paralelamente, ele apareceu em vários filmes de sucesso, com destaque para “O Guardião do Tempo” (1994), com Jean-Claude Van Damme, “Lendas da Paixão” (1994), com Brad Pitt, “Desafio no Gelo” (2004), com Kurt Russell, “O Dia Depois de Amanhã” (2004), com Jake Gyllenhaal, “O Aviador” (2004), com Leonardo DiCaprio, e “A Ilha dos Mortos” (2009), último filme dirigido pelo pai dos zumbis George A. Romero. Nos últimos anos, ele voltou a integrar elencos de produções televisivas, atuando de forma recorrente na única temporada da série “The Divide” em 2014 e nas duas de “Lodge 49”, entre 2018 e 2019. Seus trabalhos finais foram participações nas séries “The Expanse”, “Star Trek: Discovery” e “Charmed: Nova Geração”, além de “The Kids in the Hall”, reboot de uma famosa atração canadense que estreia na sexta (13/5) na Amazon Prime Video. “Ken foi um dos maiores artistas de todos os tempos do Canadá, com centenas de papéis memoráveis ao longo de décadas”, escreveu o ACTRA (Sindicato dos Atores do Canadá) em um comunicado. “Ele fará muita falta”.
George Pérez (1954–2022)
George Pérez, um dos maiores artistas dos quadrinhos americanos, morreu na última sexta-feira (6/5), aos 67 anos. Ele enfrentava um câncer pancreático terminal e em dezembro revelou que poderia ter apenas mais seis meses de vida. Pérez desenhou alguns dos principais clássicos da DC Comics, como o crossover “Crise nas Infinitas Terras” e a reformulação dos “Novos Titãs”, best-seller da editora, ambas parcerias com o roteirista Marv Wolfman. Os dois formaram uma das duplas mais famosas dos quadrinhos da década de 1980 e seu trabalho em “Crise nas Infinitas Terras”, publicado em 1985, acabou se provando um dos mais influentes de todos os tempos. Depois de criar Ciborgue, Ravena, Estelar, Asa Noturna e inúmeros vilões e coadjuvantes nos Novos Titãs, Perez também marcou época em histórias de Mulher-Maravilha e Superman, tanto como artista quanto como roteirista. Sua passagem pelas publicações do Homem de Aço foi responsável pela criação da armadura – agora tradicional – do vilão Lex Luthor. E seus cinco anos à frente de Mulher-Maravilha praticamente reinventaram a personagem, aproximando mais sua origem da mitologia grega. Não por acaso, Patti Jenkins, diretora de “Mulher-Maravilha”, creditou tanto o criador da personagem, William Moulton Marston, quanto Pérez como maiores influências na história do filme de 2017. Ele também trabalhou na Marvel, onde desenhou o Surfista Prateado, inclusive num crossover com Superman, além do Quarteto Fantástico, Hulk, Shang-Chi, a minissérie “Desafio Infinito”, onde Thanos finalmente coleta as joias do infinito, e ficou três anos à frente da revista dos Vingadores, despedindo-se dos personagens num crossover histórico com a Liga da Justiça, da DC. Publicado originalmente entre 2003 e 2004, o crossover foi recentemente relançado por Marvel e DC como homenagem ao artista e com as vendas revertidas para a Hero Initiative, uma organização que auxilia quadrinistas a custear tratamentos de saúde – e que tem entre seus fundadores justamente George Pérez. A última criação de Pérez foi “Sirens”, uma publicação independente da editora BOOM! Studios, lançada em 2014. Mas suas obras continuam inspirando novas gerações, em adaptações como a série animada dos “Jovens Titãs” e produções live-action recentes. “Crise nas Infinitas Terras” foi o último crossover do “Arrowverso” e a série “Titãs” teve sua 1ª temporada totalmente inspirada nos quadrinhos do artista, sem esquecer do blockbuster “Vingadores: Guerra Infinita”, baseado em sua minissérie de 1991. Nos meses finais, Pérez se programou para se despedir pessoalmente dos fãs, participando de uma turnê de convenções para autógrafos e encontros com o público, para, segundo ele, abraçar cada umas pessoas que apreciaram seu trabalho. “Eu só quero ser capaz de dizer adeus com sorrisos e também com lágrimas”, disse o quadrinista. “George Pérez fez tudo parecer fácil. Suas contribuições foram fundamentais para impulsionar e reinventar a longa e rica história da DC. As histórias de George eram uma alegria de ler, e seu trabalho repercutiu em todos que ele conheceu. Ele fará falta para aqueles aqui na DC e fãs em todo o mundo”, publicou a DC Comics em suas redes sociais. “George Pérez era um artista, um escritor, um modelo e um amigo. Seu trabalho abriu histórias seminais nos quadrinhos, e seu legado de bondade e generosidade nunca será esquecido. Nossa família na Marvel lamenta sua perda hoje, e nossos corações estão com sua família e entes queridos”, acrescentou a Marvel. https://t.co/vmvIXi2Jz0 pic.twitter.com/wcciiUfdlc — DC (@DCComics) May 7, 2022 George Pérez was an artist, a writer, a role model, and a friend. His work paved seminal stories across comics, and his legacy of kindness and generosity will never be forgotten. Our family at Marvel mourns his loss today, and our hearts are with his family and loved ones. pic.twitter.com/Z61gXE1zk4 — Marvel Entertainment (@Marvel) May 7, 2022
Mike Hagerty (1954–2022)
O ator Mike Hagerty, mais conhecido por viver o zelador do prédio de “Friends” (1994-2004), morreu no dia 29 de abril, de causa não revelada, aos 67 anos de idade. O falecimento só veio à tona nesta sexta (6/5), numa homenagem da protagonista de sua última série, “Alguém em Algum Lugar”. O personagem de Hagerty, Mr. Treeger, apareceu em apenas cinco episódios de “Friends”, mas como as participações foram espaçadas – entre a 2º e a 8ª temporadas – , ele acabou marcando momentos bem diferentes da série. Entre suas aparições, destacam-se a tentativa de Ross (David Schwimmer) de tentar suborná-lo para arrumar o aquecedor do apê de Monica (Courteney Cox) e ainda uma tentativa de aprender a dançar com Joey (Matt LeBlanc). Mr. Treeger também foi o último personagem mencionado pelo nome em “Friends”. No desfecho da série, Monica sugere que os amigos deixem as chaves do apartamento com ele, quando se despedem do prédio que serviu de cenário para a atração. Antes de conseguir esse papel recorrente, ele trabalhava como figurante de filmes e fazia eventuais aparições em séries, numa carreira que vinha desde 1973 e inclui alguns clássicos, como as comédias “Chuva de Milhões” (1985), “Quanto Mais Idiota Melhor” (1992) e “Austin Powers” (1999). Sua carreira deslanchou na época de “Friends”, quando também encaixou participações recorrentes em “The George Carlin Show” (1994–1995) e “The Home Court” (1995-1996). Depois de “Friends”, ele teve um longo arco na comédia “Lucky Louie” (2006–2007), de Louis C.K., e integrou o elenco da minissérie “Mob City” (2013), primeiro trabalho de Frank Darabont após criar “The Walking Dead”. Hagerty ainda pôde ser visto em episódios de “Anos Incríveis”, “Seinfeld”, “Plantão Médico”, “Grey’s Anatomy”, “Glee”, “CSI”, “Desperate Housewives”, “Medium”, “Projeto Mindy”, “Os Goldbergs”, “Shameless” e “Brooklyn Nine-Nine”, entre muitos outros. Até que neste ano conseguiu seu primeiro papel no elenco central de numa série semanal, integrando “Alguém em Algum Lugar”, lançada em janeiro pela HBO. Na série, ele interpretava o pai fazendeiro da protagonista Sam, vivida por Bridget Everett. Foi Everett quem anunciou sua morte. Ela usou as redes sociais para se despedir do colega. “Eu passei a amar Mike no instante que eu o conheci”, disse a atriz. “Ele era muito especial, carinhoso, engraçado… Estamos devastados com a notícia da morte dele. Mike era amado por toda a equipe e elenco de ‘Alguém em Algum Lugar’.”
Amber Heard acusa Johnny Depp de tentar matá-la
O 15º dia do julgamento por difamação, aberto no estado americano de Virgínia por Johnny Depp contra sua ex-esposa Amber Heard, foi marcado por novas declarações bombásticas da estrela de “Aquaman”. Testemunhando em sua defesa pelo segundo dia consecutivo, a atriz disse ao tribunal nesta quinta (5/5) que o ator a agredia, abusava dela e a ameaçava de morte constantemente, e durante um surto ela acreditou que realmente morreria em suas mãos. Durante a descrição de novos casos de agressões cometidas por Johnny Depp, a atriz apresentou uma gravação de áudio de um voo privado para Boston em 24 de maio de 2014, no qual Depp é ouvido uivando. Heard disse que se trancou no banheiro, quando ele “começou a uivar como um animal”. E explicou que decidiu gravar porque “na minha experiência, quando Johnny estava tão embriagado, ele não se lembrava do que fez”. Depp estava chateado por ela estar fazendo um filme com James Franco, a quem ele desprezava, principalmente porque ela tinha uma cena de amor com o ator. “Odiava, odiava James Franco e me acusava de ter um caso em segredo com ele no passado, desde que fizemos ‘Segurando as Pontas’ (Pineapple Express) juntos”, explicou, se referindo ao filme de 2008 no qual trabalhou com Franco. Em um ponto do voo, Heard alegou que Depp começou a jogar cubos de gelo e utensílios nela, “falando sobre como eu sou um constrangimento em sua vida”. “Eu estava olhando pela janela quando ele me deu um tapa no rosto”, disse Heard, olhando diretamente para o júri enquanto testemunhava. Ela disse que tentou evitar a discussão, mudando de assento, mas “Johnny veio atrás de mim” e “senti essa bota nas minhas costas. Ele simplesmente me chutou”. A atriz teria ficado paralisada com a sensação de impotência e pelo fato de não ter recebido nenhum tipo de ajuda. “Ninguém disse nada. Ninguém fez nada. Eu me senti tão envergonhada por ele poder fazer isso na frente das pessoas.” Em seu depoimento, Heard também descreveu um incidente no início daquele mês, quando ambos compareceram ao Met Gala. Ela contou que, no jantar, Depp pensou que ela estava “olhando para uma mulher de uma maneira sexual”. E mais tarde, em seu quarto de hotel, ele a empurrou e a agarrou pela clavícula. Ela disse que então o empurrou de volta e “ele jogou uma garrafa em mim. Não me acertou, mas quebrou o candelabro.” Heard disse que eles brigaram na sala de estar e ele a empurrou em um sofá “e em algum momento ele me deu um tapa na cara”. “Suspeitei que tinha um nariz quebrado”, completou. Apesar disso, ela manteve os planos de casamento, por acreditar que conseguiria livrar Depp do vício e fazê-lo voltar a ser o homem por quem se apaixonou. Esta noção, porém, começou a ruir na festa de noivado, quando Depp “desapareceu no andar de cima durante quase toda a festa”, porque se trancou para se drogar com o pai dela. “Meu pai era viciado na mesma coisa que Johnny”, disse ela, afirmando que, a certa altura, seu pai saiu com um segurança de Depp para comprar drogas em West Hollywood. “Eu tentei fazer Johnny descer as escadas e ele simplesmente me repreendeu, me disse para calar a boca”, contou Heard. Seguindo a ordem cronológica dos eventos, ela chegou ao dia do surto nas horas de folga das filmagens de “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” na Austrália. “Eu disse algo para ele, ele ficou tão bravo e me deu um tapa na cara”, disse Heard, com a voz embargada. “Às vezes, acho que ele não entendeu o quanto poderia me machucar fisicamente”, acrescentou, admitindo que também “gritou com ele”. “Nada que eu fiz o fez parar de me bater”, completou. Foi quando revelou: “Ele me disse que iria mutilar meu rosto”, colocando uma garrafa quebrada em sua mandíbula e ameaçando cortá-la. Em vez de fazer isso, Depp rasgou sua camisola e a deixou nua no chão coberto de cacos de vidro de garrafas quebradas, deixando-a cheia de feridas. Heard acrescentou que o intérprete de Jack Sparrow começou a gritar como “ele me odiava e como eu arruinei a vida dele”, enquanto socava a parede. Até que ele “me pegou pelo pescoço”. “Eu tentei dizer que ele estava realmente me machucando, acho que ele não sabia o que estava fazendo”, descreveu Heard, antes de entrar em colapso no tribunal. “Eu não conseguia respirar.” “Eu vou te matar, ele disse isso várias vezes”, contou Heard sobre os instantes seguintes. E enquanto gritava, ele pegou uma garrafa que usou para penetrá-la “repetidamente”. “Lembro-me de não querer me mexer”, disse ela, antes de revelar o que pensava: “Por favor, Deus, espero que não esteja quebrada”. Ela achou que só uma coisa poderia acontecer depois disso. “Eu pensei: ‘É assim que eu morro’”, disse ela. “Ele vai me matar agora”, seguiu a atriz, chorando ao lembrar aqueles instantes de agonia. “Ele vai me matar e nem vai perceber.” Pedindo a sua advogada Elaine Bredehoft para não exigir mais detalhes, Heard mencionou contusões, feridas e inúmeros traumas que a acompanham desde aquele momento. “Nunca tive tanto medo na minha vida”, garantiu a atriz entre soluços. Ela despertou no dia seguinte com a casa toda manchada de sangue e com uma mensagem “incoerente” pintada na parede, com o que ela pensava ser seu nome. Neste ponto, a defesa exibiu fotos da destruição. “Ele não estava mais lá, não era Johnny”, continuou a atriz, descrevendo a expressão no rosto de seu então marido naquele dia, quando ela “descobriu” que Depp tinha perdido parte de seu dedo. No depoimento, Heard disse que, enquanto Depp mijava do lado de fora da residência para “enviar mais mensagens a ela”, uma enfermeira tentou lhe dar remédios para acalmá-la. “Eu só me lembro de estar com medo… sem saber o que diabos estava acontecendo”, acrescentou, revelando que depois disso pegou o que pôde e deixou a Austrália. As conversas sobre separação começaram em seguida. Mas Heard afirmou que temia o que poderia acontecer com o ator se fosse em frente. “Meu coração estava partido… Eu pensei que algo poderia acontecer com ele, como se ele pudesse morrer ou se matar”, ela revelou. “Eu queria ficar com o bom Johnny que eu amava…”, acrescentou, explicando porque fez outra tentativa de reconciliação no final de 2015, topando passar o Natal em família na ilha particular de Depp nas Bahamas. Heard tinha boas lembranças da Bahamas, onde aconteceu o processo de desintoxicação de Depp. “Eu me preocupava profundamente com o bem-estar desse humano… era muito confuso e assustador”, disse. A atriz aproveitou para lembrar os elogios que ele lhe fez por tentar ajudá-lo. “Ele me dizia o tempo todo que eu salvei sua vida, ele não estaria tentando se desintoxicar sem mim”, declarou. Neste ponto, os advogados de Depp fizeram objeções, que foram contestadas pela advogada de Heard. Elaine Bredehoft apresentou como prova da veracidade do depoimento de sua cliente uma mensagem pós-desintoxicação de Depp, onde o ator chamava a então esposa de “anjo” por ajudá-lo. Essa tentativa de limpeza fez com que o casamento durasse mais que devia. E permitiu a volta das ameaças de morte no Natal, proferidas por Depp por ela supostamente o envergonhar na frente de seus filhos. Descrevendo empurrões, gritos e tortura psicológica diante das crianças, Heard acrescentou: “Ele enfiou o dedo dentro de mim através do meu maiô” enquanto a provocava com “você acha que é tão durona?”. Na manhã depois disso, Depp teria sido encontrado “desmaiado” do lado de fora da casa. Acusando as drogas e a bebida de terem acabado com o casamento e com o próprio Depp, a atriz disse que tudo o que fez foi tentar se proteger. Apesar de admitir chutar, empurrar e se debater, ela jurou no tribunal que sempre reagiu para preservar sua integridade física. “Em todo o meu relacionamento com Johnny, eu não tinha dado um soco”, declarou Heard. Mas confessou que não conseguiu se contar quando ele ameaçou derrubar sua irmã de um lance de escadas. “Neste momento sim, eu bati nele, bem na cara”. “Claro, eu tentei revidar… mas nunca consegui nada”, disse a atriz de “Aquaman”. Mas ele conseguia. “Me socando, me socando repetidamente com o punho, eu nem me lembro da dor, apenas do som da voz de Johnny… Batendo na minha cabeça, dizendo que ia me matar”, exemplificou. Uma foto de Heard aparentemente machucada após a última suposta agressão foi exibida para o tribunal. Enquanto a atriz dava seu depoimento impactante, Depp repetiu o comportamento do dia anterior, rabiscando num papel sem fazer contato visual. Ela deve continuar seu depoimento em 16 de maio. O julgamento foi interrompido até lá, devido a uma conferência pré-agendada da juíza Penny Azcarte. Todo o julgamento está sendo transmitido ao vivo pelo canal americano Court TV, disponível pela internet. Veja abaixo os novos vídeos do depoimento da atriz.
Forest Whitaker será homenageado pelo Festival de Cannes
O ator Forest Whitaker (“Pantera Negra”) vai receber um reconhecimento especial por sua carreira no no Festival de Cannes de 2022. Ele será homenageado com a Palma de Ouro honorária deste ano. “O prêmio saúda sua brilhante carreira artística, sua rara personalidade e seu compromisso humanitário”, disseram os organizadores no Instagram oficial do evento. “Estou profundamente emocionado por receber a Palma de Ouro Honorária no 75º Festival de Cannes!”, comentou Whitaker em suas próprias redes sociais. “34 anos atrás, ser nomeado Melhor Ator em Cannes por minha atuação em ‘Bird’ lançou minha carreira internacional – por isso é especialmente significativo retornar para esta honra”, completou, lembrando a data em que venceu seu primeiro prêmio como ator, no Festival de Cannes de 1988. Além de seu troféu em Cannes pelo filme biográfico do músico Charlie “Bird” Parker, dirigido por Clint Eastwood, Whitaker também tem um Oscar de Melhor Ator por “O Último Rei da Escócia” (2006), de Kevin Macdonald. A homenagem ao ator será entregue na abertura do festival, que será realizado de 17 a 28 de maio na Riviera Francesa. A Palma de Ouro honorária é dada a artistas de trajetória profissional impactante. A atriz e diretora Jodie Foster foi a última a receber o prêmio, no ano passado. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Festival de Cannes (@festivaldecannes)












