Zelensky e guerra na Ucrânia marcam abertura do Festival de Cannes
A abertura da 75ª edição do Festival de Cannes contou com a participação especial do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que por videoconferência fez uma declaração otimista aos presentes no Palais de exibição dos filmes: “Vamos vencer esta guerra”. Zelensky dirigiu-se à sala repleta de cineastas, imprensa e estrelas das telas com um discurso cheio de referências cinematográficas, de “O Grande Ditador”, de Charlie Chaplin, a “Apocalypse Now”, de Francis Ford Coppola, pedindo o envolvimento de todos. “É necessário que o cinema não fique em silencio”, declarou. “O ódio dos homens passará, os ditadores morrerão e o poder que tiraram do povo retornará ao povo. E enquanto os homens morrerem, a liberdade nunca perecerá. […] Precisamos de um novo Chaplin que prove que o cinema de hoje não é mudo”, disse Zelensky. O presidente ucraniano também lembrou que a Rússia começou sua guerra pela manhã, citando uma famosa frase dita por um militar (Robert Duvall) de “Apocalypse Now”: “adoro o cheiro de napalm pela manhã”. “No dia 24 de fevereiro, a Rússia começou uma guerra de grandes proporções contra a Ucrânia. O cinema não deve se calar. Todos os dias, nós encontramos valas comuns. Eles só matam, matam, matam. Vocês viram Butcha, vocês viram Mariupol. O inferno não é o inferno, a guerra é pior. A responsabilidade é de uma só pessoa”, seguiu Zelensky. “Tenho certeza de que o ditador vai perder”, ele continuou, num discurso de 10 minutos aplaudidíssimo, sem nunca mencionar o presidente russo Vladimir Putin pelo nome, concluindo com um “Glória à Ucrânia”. Além de sua participação, o começo do festival também incluiu referências à guerra na Ucrânia em discursos como o do ator americano Forest Whitaker (de “Pantera Negra”), homenageado com a Palma de Ouro honorária por sua carreira, que mencionou luto por pessoas “forçadas a fugir para a segurança de outras casas por causa de invasões e guerras, como na Ucrânia”, e na mudança de título do filme de abertura. Originalmente chamado de “Z (Comme Z)”, o remake do terrir japonês “One Cut from the Dead” virou de “Coupéz”, porque a letra “Z” se tornou um símbolo da invasão russa. “Meu filme é feito para trazer alegria e sob nenhuma circunstância eu gostaria que fosse associado direta ou indiretamente a essa guerra”, disse o diretor francês Michel Hazanavicius (de “O Artista”), em comunicado anunciando a mudança de nome. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Володимир Зеленський (@zelenskiy_official) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Festival de Cannes (@festivaldecannes)
Amber Heard acusa Johnny Depp de tentar destruir sua carreira
O julgamento de difamação movido por Johnny Depp contra sua ex-mulher Amber Heard foi retomado nesta segunda (16/5) nos EUA com o final do depoimento da atriz e o começo de seu questionamento pelo advogado de seu ex-marido. Antes da defesa começar a confrontá-la, Heard mostrou novas gravações e fotos de machucados, e revelou que foi por temer pela própria integridade física que decidiu pedir uma ordem de restrição contra Depp, após uma discussão em que ele a atingiu com um telefone. “Eu sabia que, se não o fizesse, provavelmente não sobreviveria literalmente”, disse Heard. “Eu estava com muito medo de que isso acabasse muito mal para mim.” Eles já estavam separados quando Depp voltou à cobertura em que moravam em 21 de maio de 2016, originando a discussão que levou a polícia a ser chamada. Embora Heard não tenha registrado um boletim de ocorrência naquela noite, ela mais tarde buscou e obteve uma ordem de restrição contra ele. “Eu queria mudar minhas fechaduras, queria uma boa noite de sono”, disse ela, explicando que a segurança do prédio onde moravam “sempre o deixava entrar em casa, não importando o que eu pedisse”. A atriz descreveu uma luta violenta, com Depp segurando seus cabelos depois de atirar-lhe o telefone no rosto e perguntando o quanto tinha machucado “desta vez”, situação que foi interrompida pela chegada de uma amiga vizinha e os seguranças do ator, preocupados com a gritaria. A partir daí, Depp teria parado de bater nela e começado a destruir o apartamento. Fotos da destruição foram mostradas ao tribunal. Herd explicou que não foi ela quem chamou a polícia e se recusou a registrar um boletim de ocorrência para que Depp não fosse preso. “Eu queria proteger Johnny”, disse ela. “Eu não queria que ele fosse preso. Eu não queria que ele estivesse em apuros. Eu não queria que o mundo soubesse.” O júri também viu uma série de fotos em que a atriz aparece com o rosto avermelhado. Heard disse que as fotos foram tiradas naquela noite por sua amiga. Outra foto, que ela disse ter sido tirada no dia seguinte, mostrava um pouco de escuridão ao redor do olho e vermelhidão logo abaixo. Em seu depoimento, Depp admitiu ter jogado um telefone no sofá, mas negou ter acertado em Heard. Seu caso se concentrou em testemunhas que disseram ter visto Heard nos dias após a discussão sem hematomas em seu rosto. Mas os problemas de Heard não foram “apenas” violência. Ela testemunhou que Depp orquestrou uma “campanha difamatória” com o objetivo explícito de arruinar sua carreira e reputação. O ator teria estimulado abaixo-assinados para tirá-la da franquia “Aquaman” e procurou fazer a Warner desistir de sua escalação. Heard afirmou que existe uma “máquina de relações-públicas sofisticada” por trás de Depp, que conspira para rotulá-la de mentirosa, resultando em sua dificuldade para arrumar trabalhos no cinema. “Eu tive que lutar muito para manter minha carreira depois que consegui minha [ordem de restrição contra Depp]”, disse Heard ao tribunal. “Perdi oportunidades. Fui dispensada de empregos e campanhas. Lutei para manter meu emprego e a maior oportunidade que tive até hoje, ‘Liga da Justiça’ e a opção de [estrelar] ‘Aquaman’. Tive que lutar muito para ficar na ‘Liga da Justiça’ porque essa foi a época do divórcio.” Ela ainda revelou que a sequência de “Aquaman”, que chega aos cinemas em 2023, quase a cortou, sugerindo que seu papel teria diminuído bastante por causa de Depp. A declaração representa um contra-ataque ao argumento trazido pelo ator como motivo de seu processo. Depp alega ter perdido seu papel em “Piratas do Caribe” e visto sua carreira ser arruinada por conta de um artigo assinado por Heard para o jornal Washington Post, em que ela se diz vítima de violência doméstica. Por isso, a está processando em US$ 50 milhões por difamação. Devido à publicidade trazida por esse processo e outro aberto – e perdido – por Depp no Reino Unido, Heard também se diz perseguida e difamada pelo ator, e deu início a seu próprio processo, de US$ 100 milhões, contra Depp. Depois do almoço, a defesa de Depp foi para o ataque, tentando reverter o quadro pintado pela atriz. Os dois principais pontos levantados foram a falta de registros da suposta violência prolongada de Depp contra a atriz, resumidos à fotos do último confronto, e o fato dela não ter doado todo o dinheiro do divórcio conforme prometido. Ela respondeu as duas questões com “mulher forte e maquiagem” e “dinheiro comprometido por processos de Depp”. O advogado da defesa também revelou porque Depp tem usado óculos escuros e evitado olhar para a ex-esposa durante o julgamento. Ele prometeu nunca mais deixá-la ver seus olhos. Amber Heard vai continuar a ser questionada na terça (17/5). Todo o julgamento está sendo transmitido ao vivo pelo canal americano Court TV, disponível pela internet. Veja abaixo os novos vídeos do depoimento da atriz.
Suspeito de assassinato de ator de “Chiquititas” é preso após três anos
A polícia prendeu Paulo Cupertino Matias, acusado de matar o ator Rafael Miguel (“Chiquititas”) e os pais do jovem em junho de 2019. Ele foi detido e encaminhado à delegacia do 98º Distrito Policial, localizado no Jardim Miriam, zona sul de São Paulo, após quase três anos foragido. O assassinato aconteceu quando Rafael e seus pais foram à casa de Cupertino discutir o relacionamento do ator com a filha dele, Isabela Tibcherani. O casal namorava há um ano e estavam todos conversando com a mãe da jovem quando, segundo depoimentos, o acusado chegou disparando contra as vítimas, que morreram no local. Ele era contra o namoro da filha. Desde o assassinato de Rafael Miguel aos 22 anos de idade, as investigações levaram a política e procurar o suspeito no Mato Grosso do Sul, Paraná e Paraguai, onde teria se escondido para escapar da prisão. Durante questionamento da imprensa na entrada da delegacia, Cupertino afirmou ser inocente e disse ter fugido por medo. As imagens foram exibidas pelo “Cidade Alerta”. Paulo Cupertino Matias já teve quatro passagens pela polícia: roubo a banco (1993), furto, lesão corporal e ameaça (2005) e ocorrência de fuga.
Oscar confirma cerimônia em março de 2023
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas oficializou a data de realização e o cronograma da 95ª cerimônia do Oscar. O cronograma da premiação será o seguinte: A lista preliminar de concorrentes em várias categorias será divulgada em 21 de dezembro de 2022. Os indicados finais serão revelados em 24 de janeiro de 2023. E os vencedores serão conhecidos em 12 de março de 2023, no palco do Dolby Theatre, em Los Angeles. O registro televisivo da cerimônia segue a cargo da rede ABC, mas não há confirmação dos canais responsáveis pela transmissão no Brasil. Neste ano, as imagens chegaram pela Globoplay e pelo canal pago TNT.
Britney Spears revela ter sofrido aborto espontâneo
Britney Spears perdeu seu primeiro filho com o noivo Sam Asghari. A própria cantora deu a notícia de seu aborto espontâneo em um comunicado postado em seu Instagram neste domingo (14/5). “É com nossa mais profunda tristeza que anunciamos que perdemos nosso bebê milagroso no início da gravidez”, escreveram ela e Asghari no comunicado conjunto. “Este é um momento devastador para qualquer pai. Talvez devêssemos ter esperado para anunciar até que estivéssemos mais à frente. No entanto, estávamos muito animados para compartilhar as boas notícias.” Spears e Asghari continuaram dizendo que é o “amor um pelo outro” que está lhes dando força. “Continuaremos tentando expandir nossa linda família. Somos gratos por todo o seu apoio”, continuou a dupla, que concluiu o texto pedindo “gentilmente privacidade durante este momento difícil”. O casal anunciou seu noivado em setembro do ano passado e compartilhou a notícia da gravidez em abril – cerca de cinco meses depois que a tutela de 13 anos de Spears chegou ao fim. A cantora já é mãe de dois filhos adolescentes, Jayden e Preston, frutos de seu antigo casamento com Kevin Federline. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Britney Spears (@britneyspears)
Fred Ward (1942–2022)
O ator americano Fred Ward, que estrelou os clássicos “Os Eleitos” (1983) e “Henry & June” (1990), morreu no domingo passado (8/5), aos 79 anos. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (13/5) pelo empresário dele à revista Variety sem maiores detalhes. Ward estreou nas telas na minissérie “O Renascimento: A Era dos Médici”, de 1973, dirigida pelo mestre italiano Roberto Rossellini, e começou a se projetar no filme “Fuga de Alcatraz” (1979), de Don Siegel, como um dos aliados de Clint Eastwood num plano ousado para escapar da famosa prisão de São Francisco. Fez ainda “O Confronto Final” (1981), famoso thriller de Walter Hill, como um dos integrantes da Guarda Nacional ameaçados por caipiras violentos na zona rural, antes de virar protagonista com a sci-fi “O Cavaleiro do Tempo” (1982), na pele de um motoqueiro acidentalmente transportado para o Velho Oeste. Ele começou a marcar época como o trágico astronauta Gus Grissom em “Os Eleitos”, filme épico de Philip Kaufman sobre o início do programa espacial americano. Talvez porque Grissom tenha perdido sua vida a serviço da NASA (logo após a história do filme), o personagem vivido por Ward foi um dos que mais impactou o público, precisando lutar pela vida quando seu módulo espacial afundou no oceano – o que o tornou o menos celebrado dos americanos “eleitos” para ir ao espaço. Mas Ward demorou a capitalizar esse desempenho, assumindo papéis coadjuvantes em vários filmes, como “Silkwood, Retrato de uma Coragem” (1983), “Admiradora Secreta” (1985) e “Cuidado com as Gêmeas” (1988), além de ter tentado virar herói de ação com “Remo – Desarmado e Perigoso” (1985), fracasso de bilheteria e crítica. Sem grandes ambições, ele acabou aceitando participar de um terrir, que deveria ser trash, mas em vez disso iniciou sua fase mais popular, ao se tornar cultuadíssimo e originar uma franquia. Dirigido por Ron Underwood, “O Ataque dos Vermes Malditos” (1990) juntou Ward com Kevin Bacon, que demonstraram uma parceria perfeita como os responsáveis por salvar uma comunidade do deserto de Nevada cercada por vermes subterrâneos gigantes – do tipo “Duna”. A produção gerou seis sequências e uma série de TV. No mesmo ano, ele estrelou mais quatro filmes, consolidando seu status com “Atraída Pelo Perigo” (1990), ao lado de Jodie Foster, “O Anjo Assassino” (1990), com Alec Baldwin, mas principalmente “Henry & June” (1990). Voltando a se juntar com o diretor de “Os Eleitos”, Philip Kaufman, o ator interpretou o romancista renegado Henry Miller, que explorava em suas obras e em sua vida os limites aceitáveis da sexualidade no início dos anos 1930. “Henry & June” retratava a dinâmica intelectual e psicossexual entre Miller, sua esposa June (interpretada pela jovem Uma Thurman) e a romancista francesa Anais Nin (a portuguesa Maria Medeiros), totalmente liberada, na Paris da era do jazz. As cenas quentes marcaram época por chocar os responsáveis pela classificação etária do filme, que indicaram proibição absoluta para menores. Na época, isto significava igualá-lo à pornografia, que recebia classificação “X”. Diante de protestos, os censores da MPA (Associação de Cinema dos EUA) resolveram criar uma nova categoria, NC-17, para designar filmes impróprios que não eram explícitos. A classificação existe até hoje, basicamente para filmes europeus ousados e terrores extremos. Depois disso, Ward passou a ser procurado por alguns dos pesos-pesados de Hollywood. Robert Altman o escalou em dois filmes seguidos, “O Jogador” (1992) e “Short Cuts – Cenas da Vida” (1993). Ele também trabalhou com Alan Rudolph em “Equinox” (1992) e Michael Apted em “Coração de Trovão” (1992), além de ter feito o cultuado “Bob Roberts” (1992) de Tim Robbins, seu parceiro de “O Jogador”, encaixando um lançamento atrás do outro. Filmou até com o mestre francês Alain Robbe-Grillet em “Un Bruit qui Rend Fou” (1995), exibido no Festival de Berlim. Mas prejudicou muito este embalo com a decisão de estrelar a sequência “O Ataque dos Vermes Malditos 2”, lançada direto em vídeo em 1996, e que o levou a outras produções de pouco valor artístico. Seus thrillers de baixo orçamento acabaram destinado às locadoras, mas algumas comédias conquistaram algum destaque, como “Caindo na Estrada” (2000), que lançou a carreira do diretor Todd Phillips (hoje mais conhecido por “Coringa”). Sem novos lançamentos de impacto, ele começou a fazer participações em séries, incluindo três episódios em “Plantão Médico” (E.R.) entre 2006 e 2007. A carreira nunca se recuperou. Após viver o presidente Ronald Reagan no thriller de espionagem “O Caso Farewell” (2009), fez apenas mais quatro filmes, encerrando sua trajetória cinematográfica no longa de ação “Dose Dupla” (2013), com Denzel Washington e Mark Wahlberg. Dois anos depois, despediu-se da TV em dois episódios da 2ª temporada de “True Detective”, em que viveu o pai do personagem de Colin Farrell.
Ezra Miller diz ter gravado agressão e prisão no Havaí para vender como NFT
O ator Ezra Miller, que vive o Flash dos filmes da DC, gravou sua agressão e prisão no Havaí com o celular para vender como NFT. A revelação foi revelada em outro vídeo, que registra o ator sendo detido por policiais, do lado de fora de um bar, no dia 29 de março. “Fui agredido e comecei a filmar. Deixa eu te mostrar o vídeo. Fui agredido neste bar, duas vezes seguidas. Eu me filmo quando sou agredido por arte criptográfica da NFT”, ele diz num registro em vídeo feito pela polícia e adquirido pelo site TMZ. Veja abaixo. O vídeo também mostra que Miller não entendeu porque estava sendo preso. Quando um policial explicou que era por “conduta desordeira”, ele reagiu indignado. “Estou sendo preso por conduta desordeira? Fui agredido”. Em seguida à prisão, Ezra tentou explicar o que aconteceu no bar havaiano, como forma de justificar suas ações. “O cara daquele bar se declarou nazista. Eu tenho isso gravado e ele me atacou”, disse. Depois disso, ainda recorreu aos seus direitos de emenda, a fim de evitar sua prisão. “Eu reivindico meus direitos da 9ª emenda para não ser perseguido ilegalmente por um crime sem designação. Conduta desordenada significa algo de que não sou culpado”, reivindicou. Após o incidente, Ezra Miller recebeu uma multa de US$ 500 e foi solto. Mas dez dias depois voltou a ser preso por “conduta desordeira”. Segundo o Departamento de Polícia da Ilha do Havaí, oficiais de patrulha responderam a uma denúncia feita durante uma reunião informal numa residência e relataram que Miller ficou furioso ao ser convidado a sair do local, chegando a jogar uma cadeira, que atingiu uma mulher de 26 anos na testa, resultando em um corte aproximado de meia polegada. De acordo com o chefe assistente da polícia do Havaí, Kenneth Quiocho, o ator foi responsável por 10 ligações para a polícia em Hilo, no Havaí, entre 7 de março e 19 de abril, data da segunda detenção.
Andy Dick é preso sob suspeita de agressão sexual
O comediante Andy Dick (“O Otário”), que fez sucesso em filmes dos anos 1990 e 2000, foi preso nesta quarta-feira (11/5) sob suspeita de agressão sexual. A prisão aconteceu enquanto ele estava participando de uma live, no canal do YouTube “Captain Content’s RV”. De acordo com o porta-voz do xerife de Orange County, um homem, que não foi identificado, acusa o ator de 56 anos de ataque e abuso sexual em um parque na Califórnia. Andy Dick já foi alvo de acusações parecidas. Em 2010, foi detido após duas acusações de abuso sexual. Em 2018, uma mulher registrou uma queixa alegando que ele apertou sua bunda enquanto passava por ela na calçada e fez comentários obscenos. Em 2019, foi processado por um motorista do Uber por assédio durante uma corrida.
Disney+ cresce e chega a 137,7 milhões de assinantes
Consagrando-se como uma das maiores plataformas de streaming, a Disney+ revelou ter chegado a 137,7 milhões de assinantes em todo o mundo nesta quarta (11/5). No primeiro balanço de 2022, a plataforma registrou 7,9 milhões de novos usuários, em franco contraste com o saldo de sua principal concorrente, a Netflix, que perdeu 200 mil assinantes no trimestre e disse esperar uma queda ainda maior, de mais 2 milhões, no próximo período fiscal. O resultado da Disney+ mudou o humor do mercado ao superar expectativas. Analistas financeiros mais otimistas apostavam num número bem menor, na casa dos 5 milhões de novos assinantes. Comparado ao ano passado, o crescimento na base de usuários da Disney+ foi de 33%, elevando a receita da plataforma com assinaturas a US$ 19,25 bilhões. Apesar do crescimento, no período entre janeiro e março o streaming da Disney só teve um grande lançamento, a série “O Livro de Boba Fett”, enquanto a Netflix empurrou dezenas de novidades todas as semanas. A diferença é que o derivado de “Star Wars” é uma propriedade intelectual já bastante estabelecida e teve seus episódios liberados semanalmente, e não todos de uma vez como as séries da concorrente. Se outras plataformas registrarem crescimento, a tendência é separar a crise da Netflix do modelo de negócios direto ao consumidor, baseado em streaming. Se todos estiverem crescendo, menos a Netflix, o problema se torna claramente administrativo e não de esgotamento de mercado.
Phellipe Haagensen é acusado de agressão e impedido de embarcar em voo
O ator e cantor Phellipe Haagensen (“Cidade dos Homens”) foi acusado de agressão à funcionários da Azul e impedido de embarcar num voo no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, na tarde desta quarta-feira (11/5). Segundo o jornal O Globo, agentes da Polícia Federal precisaram intervir para conter o artista no local. A confusão começou após ele chegar atrasado, perder um voo para São Paulo e se recusar a pagar o valor de R$ 350 para ser realocado em outro avião. “Ele perdeu o voo e depois não quis efetuar o pagamento que precisava ser feito”, relatou a funcionária Luciana Rosário, que diz ter sido agredida pelo ator. Depois de reclamar muito, Phellipe perguntou para a funcionária se conseguiria embarcar no voo seguinte, enquanto também conversava com outra pessoa ao telefone, exclamando vários palavrões e xingamentos, de acordo com o relato. “Nessa hora, ele disse então para alguém no celular: ‘Se a funcionária não conseguir me botar no próximo voo, eu volto aqui e pego no pescoço dela’. Foi aí que eu o interrompi: ‘Oi? Peraí, então você não vai mais embarcar nesse voo’. E começou uma confusão. Ele pegou meu telefone para quebrar o aparelho, puxou meu pulso, apertou meu punho, quebrou minha unha, torceu meu dedo… Sofri agressões. Fui agredida por ele”, a funcionária contou. Ela diz que o ator ameaçou todos os funcionários de morte, aos gritos. “Falou que ia pegar todos nós, até os coordenadores. Para mim, disse coisas como: ‘Depois você morre ou toma uma porrada e não sabe o porquê'”, disse a atendente, após ela se recusar a vender-lhe nova passagem. A confusão chamou atenção da polícia, mas ele saiu do aeroporto ao ser informado que precisaria prestar depoimento em delegacia, onde funcionários da Azul formalizaram uma queixa por ameaças e agressão. Nas redes sociais, ele publicou um vídeo dentro do aeroporto, reclamando para os seguidores sobre a demora para conseguir embarcar: “Fala, minha tropa. Escuta essa: estou esperando aqui já tem 1 hora, mas como estamos no Brasil….”, afirmou o artista. O irmão de Jonathan Haagensen já tinha se envolvido numa polêmica em 2019, ao ser expulso do reality show “A Fazenda” depois de beijar à força a participante Hariany. No meio de uma discussão em que a ex-BBB gritava com Phellipe, ele se aproximou e a beijou, deixando Hariany sem reação. O ator e cantor foi acusado por assédio. Mais tarde, Phellipe afirmou que decidiu beijá-la porque “a achava muito bonita”.
Selma Blair revela alcoolismo e abusos em livro de memórias
A atriz Selma Blair, conhecida por sucessos como “Segundas intenções” (1999), “Legalmente loira” (2001) e “Hellboy” (2006), lança na próxima terça (17/5) seu livro de memórias. Intitulado “Mean Baby”, a obra registra várias passagens trágicas e polêmicas de sua vida, como o alcoolismo iniciado aos sete anos de idade, múltiplos abusos sexuais e sua luta atual contra a esclerose múltipla. “A primeira vez que fiquei bêbada foi uma revelação. Sempre gostei de Sêder de Pessach [jantar cerimonial judaico]. Enquanto tomava pequenos goles do Manischewitz, foi permitido que durante todo o Sêder uma luz me inundasse, enchendo-me com o calor de Deus. Mas aos sete anos, quando basicamente tínhamos Manischewitz na torneira e ninguém estava prestando atenção ao meu nível de consumo, eu juntei: o sentimento não era Deus, mas fermentação. Eu pensei: ‘Bem, isso é uma grande decepção, mas posso obter o calor do Senhor de uma garrafa, graças a Deus há uma bem aqui’. Fiquei bêbada naquela noite. Muito bêbada. Eventualmente, fui colocada na cama da minha irmã Katie com ela. De manhã, não me lembrava como tinha chegado lá”, detalha a atriz num trecho do livro, adiantado pela revista People. Embora diga que não sabe “se teria sobrevivido à infância sem o alcoolismo”, a situação ficou pior durante a adolescência e nos tempos de faculdade. A atriz lembra uma vez que foi estuprada por um homem, talvez dois, durante umas férias de verão da universidade. “Não sei se os dois me estupraram. Um deles definitivamente o fez. Fiquei paralisada e quieta, e esperei que acabasse”, conta. O abuso, no entanto, não foi o único que ela sofreu em sua vida. “Gostaria de poder dizer que o que aconteceu comigo naquela noite foi uma anomalia, mas não foi. Fui estuprada várias vezes porque estava bêbada demais para dizer ‘por favor, pare’”, completa o texto. Ela só decidiu ficar sóbria em 2016. Falando para a People sobre o livro, a atriz acrescentou que lembrar de tudo para escrever a obra foi uma revelação. “Minha sensação de trauma era maior do que eu imaginava. Não sabia que a agressão era tão central na minha vida. Eu tinha tanta vergonha e culpa. Sou grata por me sentir segura o suficiente para colocar isso numa página. E então posso trabalhar nisso com um terapeuta e com outros escritores, e realmente aliviar esse fardo da vergonha em mim mesma”, disse. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Selma Blair (@selmablair)
MTV anuncia indicados ao Movie & TV Awards 2022
A MTV divulgou os indicados a sua premiação anual de cinema e televisão, o MTV Movie & TV Awards, que destacam Zendaya e suas atrações. O filme “Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa” e a série “Euphoria” lideram a lista, empatados com sete indicações cada, enquanto Zendaya concorre como Melhor Atriz de Série por “Euphoria”. Para completar a zendayação do prêmio, “Duna” também aparece na lista de Melhor Filme. Outros títulos nomeados incluem os filmes “Pânico” e “Batman” e as séries “Loki” e “Round 6”. Entre as novidades deste ano, há uma categoria dedicada a Pegação (Here for the hook up, uma piadinha com o Tinder) e, por “incrível” que pareça, finalmente indicações para Melhor Canção de filme ou série. Os vencedores são escolhidos pelo público, em votação aberta no site oficial da emissora, e a entrega dos prêmios acontece no dia 5 de junho. Confira abaixo os candidatos deste ano. MELHOR FILME “Duna” “Pânico” “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” “Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa” “O Projeto Adam” “Batman” MELHOR SÉRIE “Euphoria” “Inventando Anna” “Loki” “Round 6” “Ted Lasso” “Yellowstone” MELHOR PERFORMANCE EM FILME Lady Gaga (“Casa Gucci”) Robert Pattinson (“Batman”) Sandra Bullock (“Cidade Perdida”) Timothée Chalamet (“Duna”) Tom Holland (“Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa”) MELHOR PERFORMANCE EM SÉRIE DE TV Amanda Seyfried (“The Dropout”) Kelly Reilly (“Yellowstone”) Lily James (“Pam & Tommy”) Sydney Sweeney (“Euphoria”) Zendaya (“Euphoria”) MELHOR HERÓI Daniel Craig (“007 – Sem Tempo Para Morrer”) Oscar Isaac (“Cavaleiro da Lua”) Scarlett Johansson (“Viúva Negra”) Simu Liu (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) Tom Holland (“Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa”) MELHOR VILÃO Colin Farrell (“Batman”) Daniel Radcliffe (“Cidade Perdida”) James Jude Courtney (“Halloween Kills”) Victoria Pedretti (“Você”) Willem Dafoe (“Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa”) MELHOR BEIJO Hunter Schafer e Dominic Fike (“Euphoria”) Lily Collins e Lucien Laviscount (“Emily em Paris”) Poopies e a cobra (“Jackass Para Sempre”) Robert Pattinson e Zoë Kravitz (“Batman”) Tom Holland e Zendaya (“Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa”) MELHOR PERFORMANCE CÔMICA Brett Goldstein (“Ted Lasso”) John Cena (“Peacemaker”) Johnny Knoxville (“Jackass Para Sempre”) Megan Stalter (“Hacks”) Ryan Reynolds (“Freey Guy: Assumindo o Controle”) MELHOR REVELAÇÃO Alana Haim (“Licorice Pizza”) Ariana DeBose (“Amor, Sublime Amor”) Hannah Einbinder (“Hacks”) Jung Ho-yeon (“Round 6”) Sophia Di Martino (“Loki”) MELHOR LUTA Viuva Negra vs. outras Viúvas (“Viúva Negra”) Cassie vs. Maddie (“Euphoria”) Guy vs. Dude (“Free Guy: Assumindo o Controle”) Luta no ônibus (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) Clímax com os Homens-Aranha (“Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa”) PERFORMANCE MAIS ASSUSTADA Jenna Ortega (“Pânico”) Kyle Richards (“Halloween Kills”) Mia Goth (“X”) Millicent Simmonds (“Um Lugar Silencioso: Parte 2”) Sadie Sink (“Rua do Medo: 1978 – Parte 2”) MELHOR TIME Tom Hiddleston, Sophia Di Martino e Owen Wilson (“Loki”) Selena Gomez, Steve Martin e Martin Short (“Only Murders in the Building”) Tom Holland, Andrew Garfield e Tobey Maguire (“Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa”) Ryan Reynolds e Walker Sobbell (“O Projeto Adam”) Sandra Bullock, Channing Tatum e; Brad Pitt (“Cidade Perdida”) HERE FOR THE HOOK UP (aka MELHOR PEGAÇÃO) “Euphoria” “Eu Nunca…” “Pam & Tommy” “Sex/Life” “A Vida Sexual das Universitárias” MELHOR CANÇÃO “Here I Am (“Singing My Way Home”)” – Jennifer Hudson (“Respect”) “Just Look Up” – Ariana Grande e Kid Cudi (“Não Olhe Para Cima”) “Little Star” – Dominic Fike (“Euphoria”) “On My Way (“Marry Me”)” – Jennifer Lopez (“Casa Comigo”) “We Don’t Talk About Bruno” – Elenco de Encanto (“Encanto”)
Apple anuncia fim do iPod
A Apple anunciou na terça-feira (10/5) que não vai mais produzir o iPod, reprodutor de música que marcou a virada comercial da empresa. Até então conhecida como fabricante de computadores, o iPod abriu caminho para o iPhone, o iPad e outros produtos portáteis com a marca da maçã. O primeiro iPod foi lançado em 23 de outubro de 2001 com o slogan de “mil canções no seu bolso”, uma embalagem cinza e uma roda com botões de controle. O produto ganhou cor com o lançamento de sua versão compacta, o iPod Nano em 2005. Sua última evolução foi a adoção da tecnologia de controle por toque, com o lançamento da versão chamada de iPod Touch em 2007, poucos meses após o lançamento revolucionário do iPhone. A empresa continuou atualizando o produto até a 7ª geração do modelo, lançada em 2019. Mas, ao contrário de seus outros equipamentos, desistiu de aperfeiçoá-lo depois disso – quando o iPod virou praticamente um iPhone que não fazia ligações. A aposentadoria do produto também se deve ao sucesso das plataformas de streaming. Serviços de música por assinatura podem ser acessados em qualquer aparelho, como o iPhone, e tornaram obsoleta a utilização de reprodutores específicos para arquivos de mp3, cada vez menos usados para se ouvir lançamentos musicais. A própria Apple tem seu serviço digital, que foi citado no comunicado sobre o fim do iPod. “A música sempre integrou o nosso núcleo na Apple, e levar isso para centenas de milhões de usuários com o iPod impactou mais do que apenas a indústria da música – também redefiniu como a música é descoberta, ouvida e compartilhada”, disse Greg Joswiak, vice-presidente de marketing mundial da Apple, em comunicado. “Hoje, o espírito do iPod continua vivo. Integramos uma experiência musical incrível em todos os nossos produtos […] E o Apple Music [o serviço de streaming de música da empresa] oferece qualidade de som líder do setor com suporte para áudio espacial – não há melhor maneira de curtir, descobrir e experimentar música”, completou o executivo. Na nota, a empresa afirma que irá vender o modelo de 2019 enquanto os estoques durarem. No Brasil, o preço oficial é de R$ 1.610 para a versão com 32 Gb de memória.












