Novo filme de Woody Allen rompe boicote, ganha primeiro trailer e desmascara fake news
Woody Allen divulgou em sua página no Facebook o primeiro trailer de “A Rainy Day in New York”. Pronto há mais de um ano, o filme foi engavetado pela Amazon, após o diretor virar alvo de uma campanha destrutiva de sua filha Dylan Farrow, que aproveitou o movimento #MeToo para desenterrar acusações de abuso contra o cineasta. Ela afirma ter sido molestada quando criança por Allen, há cerca de três décadas. O diretor nega tudo e acusa sua ex, Mia Farrow, de lavagem cerebral. Outro de seus filhos, Moses Farrow, confirma a versão de Allen, que não foi condenado quando o caso foi levado a tribunal em 1990, durante a disputa da guarda das crianças, e nunca foi acusado de abuso por nenhuma atriz com quem trabalhou ao longo de meio século de carreira. Mas Dylan prometeu, em entrevista televisiva, que iria acabar com a carreira de Woody Allen. E cumpriu. Vários atores que trabalharam com Allen disseram publicamente que não voltariam a filmar com o diretor, inclusive parte do elenco de “A Rainy Day in New York”, após a repercussão da campanha negativa. Para complicar ainda mais, o tema do filme entrou na usina de rumores das redes sociais, levando muitas publicações a noticiarem que a trama explorava o relacionamento de uma adolescente, vivida por Elle Fanning (“Espírito Jovem”), com um homem muito mais velho, que seria o personagem de Jude Law (“Capitã Marvel”) ou de Liev Schreiber (“Ray Donovan”). Isto toraria o filme difícil de ser aceito nos tempos atuais. Entretanto, o trailer não mostra nada disso – há um motivo plausível para a atração da personagem de Fanning por homens mais velhos e não é sexo – , deixando claro que Allen tem sido vítima de fake news. A prévia detalha toda a história, que é bastante envolvente. Elle Fanning é uma universitária que consegue uma entrevista exclusiva com um importante diretor de cinema (Liev Schreiber) em Nova York, e viaja com seu namorado (Timothée Chalamet, de “Me Chame pelo Seu Nome”) para passar um fim de semana romântico na cidade. Mas em plena entrevista o diretor revela passar por uma crise e convida a jovem a acompanhar os bastidores de seu novo filme, colocando-a em contato com outros integrantes da indústria, como os personagens de Jude Law e Diego Luna (“Rogue One”), um galã seguido por paparazzi que confundem Fanning com uma namorada. Ao mesmo tempo, ela se entusiasma com o acesso irrestrito e a possibilidade de um furo de reportagem, esquecendo o namorado. As horas passam, o namorado fica cada vez mais nervoso, mas também acaba se envolvendo numa filmagem, onde precisa beijar uma atriz interpretada por Selena Gomez (“Os Mortos Não Morrem”). A trama se complica e começa a chover. Allen processou a Amazon por não lançar o filme nem cumprir o contrato que previa a produção de seus próximos longas. A Amazon topou a briga e disse que não ia lançar mesmo, porque Allen ficou radioativo devido ao #MeToo. Mas a história não termina assim. Uma distribuidora italiana resolveu ignorar a campanha contra Allen e rompeu o boicote. Foi seguida por outra distribuidora na Alemanha. Com o lançamento na Europa, críticas positivas podem influenciar no futuro não apenas de “A Rainy Day in New York” mas do próprio cineasta, que tem planos para filmar sua próxima obra na Espanha. Confira abaixo como a acusação de pedofilia disparada contra “A Rainy Day in New York” não passa de fake news. Rainy Day trailer The official trailer for "A Rainy Day in New York". Publicado por Woody Allen em Sexta-feira, 17 de maio de 2019
Dor e Glória: Novo filme de Pedro Almodóvar ganha segundo trailer legendado
A Universal divulgou o segundo trailer legendado de “Dor e Gloria” (Dolor y Gloria), novo filme do cineasta espanhol Pedro Almodóvar, que reúne dois atores que marcaram a carreira do diretor: Antonio Banderas e Penélope Cruz. O filme também ganhou um pôster francês para acompanhar sua première no Festival de Cannes 2019. O projeto tem tom autobiográfico. A trama segue um famoso cineasta em crise, com o coração partido e saudade de sua querida mãe. Antonio Banderas vive o diretor, em sua oitava parceria com Almodóvar, começada em 1982, quando filmaram “Labirinto das Paixões” (1982). Já Penélope Cruz chega ao sexto longa do cineasta, numa filmografia iniciada em “Carne Trêmula” (1997). Ela vive a mãe do personagem de Banderas. Além dos dois, a produção também marcará um reencontro de Almodóvar com outra colaboradora histórica: Julieta Serrano, que começou a filmar com o cineasta em “Pepi, Luci, Bom e Outras Garotas de Montão” (1980) e interrompeu a parceria após “Ata-me” (1989). O elenco ainda inclui Raúl Arévalo (“Os Amantes Passageiros”), Asier Etxeandía (“A Porta Aberta”) e o argentino Leonardo Sbaraglia (“Relatos Selvagens”). O filme já estreou na Espanha, teve première neste sábado (18/5) no Festival de Cannes e chega em 13 de junho ao Brasil.
Os Mortos Não Morrem: Filme de zumbis que abriu o Festival de Cannes ganha novo trailer
A Focus Features divulgou uma coleção de pôsteres e o segundo trailer de “Os Mortos Não Morrem” (The Dead Don’t Die), o filme de zumbis de Jim Jarmusch que abriu o Festival de Cannes deste ano. Depois de filmar vampiros em “Amantes Eternos” (2013), o veterano cineasta indie aprofunda sua fase horrorosa com zumbis, que saem dos cemitérios e necrotérios para atacar uma cidadezinha indefesa. O vídeo chega a lembrar “Zumbilândia” em suas lições sobre como matar quem já está morto. O elenco reúne diversos atores com quem Jarmusch trabalhou ao longo dos anos. Bill Murray (“Flores Partidas”), Adam Driver (“Paterson”) e Chloë Sevigny (também de “Flores Partidas”) vivem os policiais que precisam lidar com a situação, enquanto Tilda Swinton (“Amantes Eternos”) emula Michonne, como uma espadachim pronta para usar sua técnica samurai em mortos-vivos. O elenco ainda destaca Selena Gomez como uma adolescente em apuros e Iggy Pop como um dos zumbis canibais, o rapper RZA (do Wu Tang Clan) e até o cantor Tom Waits, que Jarmusch dirigiu no começo da carreira (em “Daunbailó”, de 1986). A estreia comercial está marcada para 14 de junho nos Estados Unidos e um mês depois, em 11 de julho, no Brasil.
Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2 ganha novo trailer dublado e coleção de pôsteres
A Illumination divulgou uma coleção de pôsteres e um trailer dublado em português de “Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2”, sequência da animação de sucesso de 2016. A prévia revela duas histórias diferentes, uma passada no campo e outra na cidade, que devem se entrelaçar no longa. Quem vai parar no campo é o cachorrinho Max, que aprende a ser destemido com um novo e inspirador personagem, o cachorrão Rooster. Enquanto isso, outra personagem estreante, a cadela Daisy, pede ajuda ao coelho esquizofrênico Bola de Neve, que agora acha que é um super-herói. Mas ele não é o único que enfrenta problema de identidade; a cachorrinha Gidget acha que é uma gata. Fenômeno de bilheterias, o primeiro filme registrou o recorde de maior estreia de animação original na América do Norte e faturou US$ 875,4 milhões em todo o mundo. Quase todo o elenco de dubladores originais retorna na sequência – Jenny Slate (“Hotel Artemis”) como Gidget, Lake Bell (“De Volta para Casa”) com Chole, Kevin Hart (“Jumanji: Bem-Vindo à Selva”) como Bola de Neve, Eric Stonestreet (série “Modern Family”) como Duke, além de Ellie Kemper (série “Unbreakable Kimmy Schmidt”), Bobby Moynihan (humorístico “Saturday Night Live”), Hannibal Buress (série “Broad City”) e Albert Brooks (“O Ano Mais Violento”). A exceção é Louis CK (série “Louie”), que foi substituído pelo humorista Patton Oswalt (“A.P. Bio”) no papel de Max. O dublador original foi demitido da continuação após ser denunciado por abusos sexuais. Os novatos também incluem Harrison Ford (“Star Wars: O Despertar da Força”) como voz de Rooster e Tiffany Haddish (“Viagem das Garotas”) como Daisy. No Brasil, o primeiro longa foi exibido com dublagens de Danton Mello (“Vai que Dá Certo 2”) como Max, Tatá Werneck (“Vai que Cola”) como Gigi (Gidget), Luis Miranda (“Que Horas Ela Volta?”) como Bola de Neve e Tiago Abravanel (“Amor em Sampa”) como Duke. A maior novidade nacional na continuação é a entrada de Dani Calabresa (“Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro”) como voz de Daisy. “Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2” também repete diretor e roteirista do primeiro filme, respectivamente Chris Renaud e Brian Lynch, e tem estreia prevista para 27 de junho no Brasil, 20 dias após o lançamento nos Estados Unidos.
Veja o trailer de A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, filme de Karim Aïnouz selecionado pelo Festival de Cannes
A agencia alemã The Match Factory divulgou o primeiro trailer de “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, drama de Karim Aïnouz, que faz parte da programação do Festival de Cannes. A prévia é extensa e conta boa parte da história, um melodrama de época sobre duas irmãs. A adaptação do livro best-seller de Martha Batalha acompanha Eurídice e Guida, duas irmãs jovens e inseparáveis que enfrentam os pais conservadores no Rio de Janeiro dos anos 1950 para realizar seus sonhos: Eurídice quer ser pianista na Áustria e Guida quer ir atrás de seu amor na Grécia. Nada sai como planejado. O elenco conta com Carol Duarte (“O Sétimo Guardião”) e Julia Stockler (série “Só Garotas”) como protagonistas, além de Gregório Duvivier (“Desculpe o Transtorno”), Nikolas Antunes (“Ilha de Ferro”), Flavio Bauraqui (“Impuros”) e Fernanda Montenegro (“Infância”) como a versão madura da personagem do título. Sétimo longa-metragem de ficção de Aïnouz, “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão” tem estreia mundial no festival francês na próxima segunda (20/5), na tradicional mostra Un Certain Regard, a mesma que lançou, em 2001, “Madame Satã”, primeiro longa do diretor cearense.
A Maldição da Chorona desrespeita a cultura mexicana
Chorona é uma personagem folclórica muito importante para a cultura mexicana. Sua história foi contada oralmente através dos séculos e sofreu diversas alterações com o passar dos anos, ganhando diferentes versões. Uma dessas versões fala de uma mulher do século 17, casada, mãe de dois filhos e aparentemente feliz. Porém, ao descobrir a traição do marido e tomada por um acesso de raiva, ela resolve se vingar da pior maneira possível: matando os filhos deles. Após realizar seu ato de vingança, ela se arrepende e é condenada a passar o resto da eternidade chorando. Segundo a lenda, seu choro pode ser escutado até hoje, especialmente em noites de lua cheia. Embora leve em conta o mesmo nome da lenda, o longa-metragem “A Maldição da Chorona” é desrespeitoso em relação àquele folclore, utilizando-o apenas como pano de fundo para criar um novo subproduto da franquia “Invocação do Mal”. Escrito por Mikki Daughtry e Tobias Iaconis (ambos de “A Cinco Passos de Você”), o filme tem início no ano de 1673, quando vemos uma mulher mexicana afogando seus dois filhos. Depois disso, a trama dá um salto temporal arbitrário de 300 anos e passa a se ambientar na década de 1970, na Califórnia. Passamos, então, a acompanhar a rotina de Anna Tate-Garcia (Linda Cartellini), uma assistente social viúva que precisa batalhar para conseguir cuidar do casal de filhos. Ao investigar um dos seus casos – o de uma mulher de origem mexicana cujos filhos não frequentavam a escola – , ela se depara com uma situação bizarra: a mãe estava escondida dentro do apartamento e mantinha as crianças presas no armário. Ignorando as suplicas da mulher, Anna os liberta. Mas a aparente tortura infantil era, na verdade, um ritual de proteção. Ao libertar as crianças, a protagonista também libertou o mal que os afligia. E não demora para a entidade fantasmagórica direcionar o seu olhar para Anna e sua família. A concentração da trama em torno de uma família americana é um problema moral e cultural de “A Maldição da Chorona”. A lenda é mexicana, mas nem mesmo o nome do diretor (americano) Michael Chaves no comando do longa disfarça a visão estrangeira que impera nessa produção. Nada disso, porém, é novidade. E o problema não reside necessariamente neste etnocentrismo, mas no seu contraponto. Coadjuvantes na sua própria história, os personagens latinos são retratados como versões estereotipadas de uma cultura reduzida a penduricalhos espalhados pela casa e um conhecimento inerentes do oculto. O pior é perceber como os mexicanos são progressivamente eliminados da narrativa (como é o caso do marido de Anna, cujo sobrenome “Garcia” o condena a um destino trágico antes mesmo do início da projeção) ou são vistos como vilões, como os causadores do mal (vide a personagem de Patricia Velasquez). Donald Trump ficaria satisfeito com esse filme, pois parece comprovar a sua teoria a respeito dos “perigos da imigração”. Estruturalmente, o roteiro também é falho. Não existe qualquer explicação para a maldição estar presente naquele contexto. Não sabemos porque ela estava ameaçando a família mexicana e desconhecemos o real motivo que a levou a mãe a trancar seus filhos no armário. Além do mais, algumas das escolhas narratias são mal desenvolvidas e abandonadas em seguida. Em certo momento, por exemplo, é dito que a filha pequena de Anna está sob o feitiço da Chorona e é obrigada a seguir os comandos dela. Isso parece ser esquecido já na cena seguinte, e não é explorado nem quando a Chorona se beneficiaria dessa ajuda incondicional (em vez de ficar procurando pela menina, ela poderia fazê-la vir ao seu encontro). Ainda assim, nada se compara ao momento em que a menina ignora uma instrução clara que visa a sua proteção – e de toda a sua família – para “salvar” a sua boneca que, por sinal, não corria perigo algum. A necessidade de conectar esse filme com o universo de “Invocação do Mal” também se mostra problemática. Inexplorada pela divulgação do longa, essa revelação causa mais estranhamento do que surpresa. A tal ligação com o universo criado por James Wan é feita por meio de um personagem, o padre Perez (Tony Amendola), visto em “Annabelle”, e também em uma cena de flashback, na qual aparece a boneca demoníaca. E só. A inutilidade dessa conexão é tamanha que o próprio padre Perez se afasta da narrativa logo em seguida, e não faz falta. A aproximação entre “A Maldição da Chorona” e “Invocação do Mal” se dá mais na vontade de Chaves em imitar o estilo de James Wan. Isso é perceptível, por exemplo, no plano-sequência que apresenta a família Garcia. Porém, falta ao discípulo a sutileza do mestre de priorizar a tensão, em detrimento do susto. Este é um diferencial do trabalho de James Wan em “Invocação do Mal”. Embora ele sempre opte pelo susto, este vem como uma catarse, um alívio, uma forma de avisar o espectador que o perigo passou, ao menos momentaneamente. Chaves faz o oposto. Incapaz de manter a tensão por muito tempo, ele apela para os sustos fáceis. Com isso, até acerta em alguns jump scares criativos (como aquele envolvendo um guarda-chuvas), mas o excesso acaba por banalizá-los, anestesiando o público. Tecnicamente, o filme também tem problemas. A intenção do diretor de fotografia Michael Burgess (do vindouro “Annabelle 3: De Volta Para Casa”) é mergulhar os seus personagens na escuridão, mas ele pesa a mão na sua escolha, prejudicando a compreensão do que está acontecendo na tela – que, em muitos momentos, vira um borrão escuro. Apesar de todos os problemas, “A Maldição da Chorona” teve bom rendimento nas bilheterias e deu a Chaves o cargo de diretor de “Invocação do Mal 3”, previsto para 2020. Infelizmente, isso não é motivo de celebração.
Gerald Butler volta a salvar o presidente dos EUA no trailer da continuação de Invasão a Londres
A Lionsgate divulgou o pôster e o primeiro trailer do filme de ação “Angel Has Fallen”, ainda sem título em português, que compõe uma trilogia com “Invasão a Casa Branca” (2013) e “Invasão a Londres” (2016). A prévia traz Gerard Butler novamente tendo que salvar o presidente dos Estados Unidos de um ataque terrorista. Mas há algumas diferenças. Desta vez o presidente é vivido por Morgan Freeman, que era líder do Congresso nos filmes anteriores. E o agente secreto Mike Banning, personagem de Butler, acaba incriminado pelo atentado. Ele é o Angel do título em inglês – o anjo guardião do presidente. Assim, além de enfrentar tiros de terroristas, precisa se livrar da prisão e não poderá contar com ajuda do serviço secreto para salvar o presidente, que está na mira de um novo atentado. O elenco também inclui Piper Perabo (“Covert Affairs”), Jada Pinkett Smith (“Gotham”), Lance Reddick (“John Wick”), Tim Blake Nelson (“Quarteto Fantástico”), Nick Nolte (“Guerreiro”) e Danny Huston (“Mulher-Maravilha”). A direção é de Ric Roman Waugh (“Sem Perdão”), a história foi desenvolvida pelos criadores da franquia, Creighton Rothenberger e Katrin Benedikt, e o roteiro é de Robert Mark Kamen (de “Busca Implacável”). A estreia foi marcada para 23 de agosto nos Estados Unidos e 5 de setembro no Brasil.
Vídeo de bastidores do novo Brinquedo Assassino revela como Chucky é feito
A Orion Pictures divulgou um vídeo de bastidores do remake de “Brinquedo Assassino”, que mostra como o novo Chucky ganha vida, da fabricação aos movimentos. Conforme mostra o vídeo, Chucky é representado por vários modelos robóticos em tamanho real, com rostos capazes de demonstrar diversas emoções e movimentos que combinam animatronics (comando eletrônico) e manipulação ao velho estilo fantoche. Apesar de ser considerado um remake, o novo “Brinquedo Assassino” é bem diferente do filme dos anos 1980, já que Chucky agora é basicamente – como diz Aubrey Plaza (“Legion”) no vídeo – um robô, com um sistema de inteligência artificial conectado à chamada “internet das coisas”, que controla toda a casa de suas vítimas principais. Além disso, sua voz tem novo dono, dublada por Mark Hamill (o Luke Skywalker de “Star Wars”). No filme, Aubrey Plaza é a mãe que resolve dar o boneco de presente para o filho, vivido por Gabriel Bateman (“Quando as Luzes se Apagam”), sem saber de sua natureza sinistra. O elenco também destaca Brian Tyree Henry (“Atlanta”) como um policial. Roteiro e direção estão a cargo de dois novatos nos cinemas: o roteirista Tyler Burton Smith, que escreve videogames, e o diretor norueguês Lars Klevberg, cujo primeiro longa – “Morte Instantânea”, uma versão ampliada do curta “Polaroid” – ainda não tem previsão de estreia nos Estados Unidos. A estreia de “Brinquedo Assassino” está marcada para 25 de julho no Brasil, mais de um mês após o lançamento norte-americano.
John Wick 3 é a principal estreia da semana nos cinemas
Os cinemas recebem apenas oito estreias nesta quinta (16/5), com destaque para “John Wick 3 – Parabellum”, terceiro filme de uma franquia que fica melhor a cada lançamento. “John Wick 3 – Parabellum” também chega neste fim de semana nos Estados Unidos, onde recebeu críticas entusiasmadas – 93% de aprovação na média apurada pelo site Rotten Tomatoes. Com ação ainda mais frenética que os anteriores, a trama traz o personagem-título vivido por Keanu Reeves contra dezenas de assassinos que buscam uma recompensa milionária por sua morte. As muitas reviravoltas ainda aumentam o Wickverso de forma ambiciosa e surpreendente, considerando que tudo começou com um filme B dirigido por dublês há cinco anos. Os outros lançamentos são bem menos cotados, embora tenham seu público, como a animação “Uglydolls”, fracasso de crítica (30%) e bilheteria nos EUA, e “Kardec”, cinebiografia em tom teatral (solene) produzida no Brasil, que visa o mercado espírita. No circuito limitado, o destaque é a comédia argentina de humor negro “A Grande Dama do Cinema”, que marca o retorno do diretor Juan José Campanella ao cinema live-action, exatamente uma década após vencer o Oscar por “O Segredos dos Seus Olhos” (2009). De forma inusitada, o lançamento é simultâneo à estreia na Argentina. Sobre os demais títulos, há duas curiosidades: “O Sol Também é uma Estrela”, que tem apelo de romance teen da Netflix, é a terceira estreia simultânea da programação – chega neste fim de semana nos EUA – , enquanto o brasileiro “45 Dias Sem Você” está sendo disponibilizado também pela plataforma NOW. Confira abaixo os trailers e as sinopses de todas as estreias da semana. John Wick 3 – Parabellum | EUA | Ação Após assassinar o chefe da máfia Santino D’Antonio (Riccardo Scamarcio) no Hotel Continental, John Wick (Keanu Reeves) passa a ser perseguido pelos membros da Alta Cúpula sob a recompensa de U$14 milhões. Agora, ele precisa unir forças com antigos parceiros que o ajudaram no passado enquanto luta por sua sobrevivência. UglyDolls | EUA | Animação Os UglyDolls Moxy, Wage, Babo, Ice-Bat e Wedgehead rumam ao Instituto da Perfeição com o desejo de serem amados mesmo sendo diferentes. Subvertendo a ideia do feio como um adjetivo negativo, a animação mostra que não é preciso ser perfeito para ser incrível. Kardec | Brasil | Religioso A jornada de Allan Kardec (Leonardo Medeiros), nascido Hypolite Leon Denizard Rivail, desde quando trabalhava como educador em Paris até iniciar seu processo de codificação do espiritismo ao lado de sua esposa Amélie-Gabrielle Boudet (Sandra Corveloni). A Grande Dama do Cinema | Argentina | Comédia Formando um grupo improvável, uma antiga estrela do cinema mundial, um ator nos últimos dias de vida, um roteirista frustrado e um diretor peculiar fazem de tudo para preservar o universo lúdico que criaram dentro de uma clássica mansão. Quando dois jovens chegam ao local e ameaçam botar tudo a perder, eles precisam tomar atitudes drásticas. A Espiã Vermelha | Reino Unido | Suspense Em 1938, a britânica Joan Stanley estudava física em Cambridge quando se apaixonou por um jovem comunista. Na mesma época, ela foi convocada pelo Comitê de Segurança Russo (KGB) para atuar como espiã do Governo de Stalin no Reino Unido. Depois de mais de 50 anos de serviço muito bem sucedidos, ela foi descoberta e presa pela Serviço de Inteligência Britânico (MI5). O Sol Também é uma Estrela | EUA | Romance Natasha (Yara Shahidi) é uma jovem extremamente pragmática, que apenas acredita em fatos explicados pela ciência e descarta por completo o destino. Em menos de 12 horas, a família de Natasha será deportada para a Jamaica, mas antes que isso aconteça ela vê Daniel (Charles Melton) e se apaixona subitamente, o que coloca todas as suas convicções em questão. 45 Dias Sem Você | Brasil | Comédia Ao sofrer uma grande desilusão amorosa depois de aguardar por 45 dias um amor que nunca retornou, o jovem Rafael (Rafael De Bona) decide romper as próprias barreiras e embarca em uma inesperada viagem. Seu objetivo principal é ir até três locais diferentes, encontrar com três amigos que também optaram por abandonar suas vidas por outras razões. Antártica por um Ano | Brasil | Documentário Por iniciativa da Marinha do Brasil, um grupo de brasileiros – militares ou não – passa um ano inteiro na Antártica, dentro da EACF (Estação Antártica Comandante Ferraz). Eles dividem a sua experiência de passar tanto tempo consecutivo neste local isolado e inóspito.
Volta de Kleber Mendonça Filho a Cannes acontece sem novos protestos
Três anos depois de mobilizar fotógrafos no tapete vermelho de Cannes, com protestos na première de “Aquarius” contra o impeachment de Dilma Rousseff, então chamado de “golpe”, o cineasta Kleber Mendonça Filho voltou ao festival francês sem se manifestar contra o governo, em contraste com as passeatas que aconteceram no mesmo dia no Brasil. Desta vez, o cineasta pernambucano não fez nenhum tipo de manifestação política, passando com sua equipe pelo tapete sem maior alarde. Havia expectativa de que Mendonça Filho e o co-diretor do longa Juliano Dornelles, além do elenco, esboçassem algum protesto contra os cortes na educação e cultura promovido pelo governo de Jair Bolsonaro. O próprio Mendonça é alvo de um processo da Secretaria Especial da Cultura, que cobra mais de 2 milhões por divergências na prestação de contas de seu primeiro filme, “O Som ao Redor” (2012), algo que o diretor chegou a caracterizar como perseguição política. Em uma carta aberta publicada nas redes sociais no ano passado, ele afirmou estar sofrendo “uma punição inédita no Cinema Brasileiro” pela cobrança. Mas neste ano o cineasta disse, em entrevista para a imprensa internacional, que “o protesto agora é o filme”. Estrelado por Sonia Braga, Karine Telles e o alemão Udo Kier, entre outros, “Bacurau” se passa em uma cidadezinha do sertão do Nordeste que, de uma hora para outra, desaparece do mapa.
Midsommar: Novo terror do diretor de Hereditário ganha trailer bizarro
A A24 divulgou mais um pôster e o segundo trailer de “Midsommar”, novo terror de Ari Aster, o diretor de “Hereditário” (2018). A prévia confirma o fetiche do diretor pelo clássico “O Homem de Palha” (1973), mostrando cenas de um ritual pagão em meio a um campo ensolarado, com muitas loiras sorridentes e saltitantes, com flores no cabelo. Tudo isso se prova bizarro e arrepiante, conforme o vídeo avança. A beleza nórdica dos personagens é autêntica, já que a maioria do elenco vem da Suécia. Mas há alguns rostos ingleses e americanos conhecidos, como Florence Pugh (“Legítimo Rei”), Will Poulter (“Maze Runner”), Jack Reynor (“Transformers: A Era da Extinção”) e William Jackson Harper (série “The Good Place”), em meio à loirice de Julia Ragnarsson (“Sequestro na Ilha”), Anna Åström (“Vikings”), Liv Mjönes (“Agente H: Conspiração Terrorista”), Björn Andrésen (“Shelley”) e Gunnel Fred (série “Bron/Broen”). Florence Pugh, que também ganhou cabelos loiros, é a protagonista do filme, que segue um grupo de turistas em viagem à Suécia, a convite de um amigo, para participar de um festival de verão. Mas o que começa como um retiro idílico logo descamba para o campo sobrenatural. Assim como “Hereditário”, “Midsommar” foi escrito e dirigido por Aster. A estreia está marcada para 25 de julho no Brasil, três semanas após o lançamento nos Estados Unidos. A propósito, o filme ganhou subtítulo para o lançamento nacional. A “tradução” transformou o nome minimalista, de apenas uma palavra, num épico de sete palavras e um hífen. Virou: “Midsommar – O Mal Não Espera a Noite”.
Novo trailer legendado de X-Men: Fênix Negra faz retrospectiva da franquia
A Fox divulgou novos pôsteres e o quinto (!) trailer legendado de “X-Men: Fênix Negra”, que além de exibir cenas inéditas faz uma retrospectiva de toda a franquia. Iniciada em 2000 com lançamento de “X-Men”, a saga dos heróis mutantes chegará ao fim com o lançamento do novo filme. A trama adapta “A Saga da Fênix Negra”, ponto alto da parceria entre Chris Claremont e John Byrne nos quadrinhos, que mostra a heroína Jean Grey corrompida ao ganhar superpoderes e virar a Fênix Negra. Sim, você já viu essa história no cinema, abordada no péssimo “X-Men: O Confronto Final” (2006), tão ruim que quase acabou com a franquia – a ponto de os X-Men passarem por um reboot após aquele lançamento. O detalhe é que Simon Kinberg, responsável pelo roteiro de “O Confronto Final”, é quem assina a nova versão e ainda faz sua estreia como diretor no filme. Em entrevistas, ele justificou o remake com a desculpa de fazer justiça aos quadrinhos. Mas já confirmou ter matado uma personagem que não morre na trama de Claremont e Byrne, além de ter feito inúmeras outras alterações. “X-Men: Fênix Negra” é o último filme da saga, porque os heróis passarão a ser produzidos pela Marvel após este lançamento e o novo estúdio pretende reiniciar a franquia. Assim, esta será a última vez que a formação do grupo incluirá Jennifer Lawrence (Mística), Michael Fassbender (Magneto), James McAvoy (Professor Xavier), Nicholas Hoult (Fera), Evan Peters (Mercúrio), Alexandra Shipp (Tempestade), Tye Sheridan (Cíclope), Kodi Smit-McPhee (Noturno) e, claro, Sophie Turner (Jean Grey/Fênix). A estreia vai acontecer em 6 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Malévola: Dona do Mal ganha primeiro trailer legendado
A Disney divulgou o primeiro trailer legendado da continuação de “Malévola”, que traz Angelina Jolie em clima de Rainha do Mal – ou, como revela o título nacional da produção: “Dona do Mal”. O filme original, lançado em 2014, fez mais de US$ 750 milhões nas bilheterias mundiais, ao revisitar o famoso conto de fadas da “Bela Adormecida” sob o ponto de vista da vilã. A trama mostrava que Malévola foi vítima da ganância de um rei inescrupuloso, que cortou suas asas e a abandonou para reinar sobre o sombrio pântano mágico do reino. Mas a prévia mostra a personagem como uma bruxa aterradora, de grandes asas negras, que volta a ameaçar o reino e assustar a Princesa Aurora (novamente vivida por Elle Fanning). Entre as novidades do elenco estão Michelle Pfeiffer (“Homem-Formiga e a Vespa”), Ed Skrein (“Deadpool”) e Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”). “Malévola: Dona do Mal” foi escrita por Jez Butterworth (roteirista de “No Limite do Amanhã”) e Linda Woolverton (do primeiro “Malévola”) e a direção está a cargo do norueguês Joachim Rønning (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”). A estreia em 17 de outubro vai encerrar um ano repleto de lançamentos de versões live-action de animações da Disney, após “Dumbo”, “O Rei Leão” e “Aladdin” – sem esquecer de “A Dama e o Vagabundo” em streaming.












