Globo de Ouro 2019 consagra “filme sem diretor” Bohemian Rhapsody
Ah, o Globo de Ouro. Sem decepcionar, o prêmio dos 80 membros da Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood foi mais Globo de Ouro que nunca em 2019. Premiou um musical como Melhor Filme de Drama. E um drama como Melhor Comédia ou Musical. Como bônus, Bill Murray ainda subiu no palco com um copo de bebida para dizer que o ponto alto da cerimônia, realizada na noite de domingo (6/1) em Los Angeles, foi o álcool. Vencedor do Festival de Toronto, “Green Book – O Guia” foi o longa mais premiado da noite com três troféus: Melhor Ator Coadjuvante para Mahershala Ali, Melhor Roteiro e Melhor Filme de Comédia ou Musical. E ao fazer seu longo discurso final de agradecimento, o cineasta Peter Farrelly se vingou dos organizadores que o impediram de agradecer seu prêmio de Roteiro, mandando a orquestra parar de tocar para não interromper seu texto. Já a vitória dupla de “Bohemian Rhapsody” com os prêmios de Melhor Ator para Rami Malek, que interpretou o cantor Freddie Mercury, e de Melhor Drama pela história musical da banda Queen, trouxe para o centro da sala o elefante mais vistoso da premiação, que todos pretenderam ignorar. E olha que o produtor Graham King quase chutou o elefante, ao mandar um agradecimento “para todos que esqueci”. Os envolvidos com “Bohemian Rhapsody” lembraram de esquecer que o filme teve diretor(es). Nenhum agradecimento, reclamação, menção foi feita ao cineasta Bryan Singer, demitido nas filmagens, nem a seu substituto Dexter Fletcher. Como se direção fosse detalhe numa produção cinematográfica. Acusado de abuso sexual de menor num processo na Justiça americana, Singer foi parar debaixo do manto de invisibilidade. Mas o motivo de sua demissão teria sido outro, após sumir durante as filmagens, poucos dias antes da nova acusação vir à público. Em tom discordante, outro destaque da noite foi “Roma”, que levou o cineasta Alfonso Cuarón duas vezes ao palco, para receber os troféus de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Diretor. Enquanto “Bohemian Rhapsody” se provou um filme envergonhado de seu diretor, “Roma” jogou seus holofotes sobre o cineasta responsável por sua realização. Com direito a bis. Um contraste digno de nota. “Vice”, “A Esposa” e “A Favorita” renderam troféus para seus Melhores Atores: Christian Bale, que lembrou de agradecer aos maquiadores e ao diabo pelo prêmio, Glenn Close, que fez um discurso sobre empoderamento aplaudido de pé, e Olivia Colman, que não parou de rir. Bill Murray explica. Para completar a seleção cinematográfica do Globo de Ouro, ainda teve troféu para Regina King como Melhor Coadjuvante por “Se a Rua Beale Falasse”, para a animação “Homem-Aranha no Aranhaverso”, para a trilha de Justin Hurwitz em “O Primeiro Homem” e para a música “Shallow”, de Lady Gaga, no filme “Nasce uma Estrela”. Os prêmios de “Roma” trouxeram a marca Netflix para a temporada de premiações. Mas ninguém disse mais vezes o nome do serviço de streaming quanto o produtor Chuck Lorre, que agradeceu seis vezes a plataforma em seu discurso, ao vencer o Globo de Ouro de Melhor Série de Comédia por “O Método Kominsky”. A série também premiou o ator Michael Douglas. “A Maravilhosa Sra. Maisel” rendeu o Globo de Ouro para a atriz Rachel Brosnahan, consolando a Amazon. Além de “O Método Kominsky”, “O Assassinato de Gianni Versace: American Crime Story” foi uma das raras séries a ser agraciada mais de uma vez, vencendo como Melhor Série Limitada (ou Telefilme, supostamente), além de render reconhecimento ao desempenho de Darren Criss como Melhor Ator do formato. O Globo de Ouro também lembrou de “The Americans”, que exibiu sua temporada final em 2018. Nunca antes sequer indicada como Melhor Drama, venceu a categoria em sua primeira e última disputa. Já os prêmios de interpretação dramática superestimaram Richard Madden, por “The Bodyguard”, e Sandra Oh, por “Killing Eve”. Por coincidência, ela também foi a apresentadora da cerimônia – ao lado de Andy Samberg. Confira abaixo a lista completa de todos os premiados do Globo de Ouro 2019. CINEMA Melhor Filme – Drama “Bohemian Rhapsody” Melhor Filme – Comédia ou Musical “Green Book – O Guia” Melhor Ator – Drama Rami Malek (“Bohemian Rhapsody”) Melhor Atriz – Drama Glenn Close (“A Esposa”) Melhor Ator – Comédia ou Musical Christian Bale (“Vice”) Melhor Atriz – Comédia ou Musical Olivia Colman (“A Favorita”) Melhor Ator Coadjuvante Mahershala Ali (“Green Book – O Guia”) Melhor Atriz Coadjuvante Regina King (“Se a Rua Beale Falasse”) Melhor Diretor Alfonso Cuaron (“Roma”) Melhor Roteiro Peter Farrelly, Nick Vallelonga e Brian Hayes Currie (“Green Book – O Guia”) Melhor Trilha Sonora Justin Hurwitz (“O Primeiro Homem”) Melhor Canção Original “Shallow” (“Nasce uma Estrela”) Melhor Animação “Homem-Aranha no Aranhaverso” Melhor Filme Estrangeiro “Roma” (México) TV Melhor Série – Drama “The Americans” Melhor Ator de Série – Drama Richard Madden (“Bodyguard”) Melhor Atriz de Série – Drama Sandra Oh (“Killing Eve”) Melhor Série – Comédia ou Musical “O Método Kominsky” Melhor Ator de Série – Comédia ou Musical Michael Douglas (“O Método Kominsky”) Melhor Atriz de Série – Comédia ou Musical Rachel Brosnahan (“A Maravilhosa Sra. Maisel”) Melhor Telefilme ou Série Limitada “O Assassinato de Gianni Versace: American Crime Story” Melhor Ator – Telefilme ou Série Limitada Darren Criss (“O Assassinato de Gianni Versace: American Crime Story”) Melhor Atriz – Telefilme ou Série Limitada Patricia Arquette (“Escape at Dannemora”) Melhor Ator Coadjuvante – Série ou Telefilme Ben Whishaw (“A Very English Scandal”) Melhor Atriz Coadjuvante – Série ou Telefilme Patricia Clarkson (“Sharp Objects”)
2ª temporada da premiada The Marvelous Mrs. Maisel ganha coleção de pôsteres
A Amazon divulgou uma coleção de pôsteres da 2ª temporada de “The Marvelous Mrs. Maisel”, que destacam os personagens centrais da série. Estrelada por Rachel Brosnahan no papel-título, a atração conta a história de uma dona de casa de classe alta da Nova York dos anos 1950 que, após o divórcio e uma crise existencial, decide seguir carreira na então emergente cena de comédia stand-up na cidade. Os demais personagens são a gerente de clube e empresária aspirante Susie Myerson (Alex Borstein), que tenta fazer deslanchar a carreira da pupila, os pais da protagonista Rose (Marin Hinkle) e Abe Weissman (Tony Shalhoub), o ex-marido Joel (Michael Zegen) e o sogro Moishe Maisel (Kevin Pollak). “The Marvelous Mrs. Maisel” venceu o Critics Choice Award, o Globo de Ouro e o Emmy 2018 de Melhor Série de Comédia e Melhor Atriz (Rachel Brosnahan) de Série de Comédia, além de ter rendido, entre outros prêmios, Emmys de Melhor Atriz Coadjuvante (Alex Borstein), Direção e Roteiro de Série de Comédia para sua criadora, Amy Sherman-Palladino. Antes do estouro da atração, Amy Sherman-Palladino era mais conhecida por ter criado “Gilmore Girls”, um fenômeno de popularidade, exibida entre 2000 e 2007 na TV aberta americana e recentemente resgatada numa leva curta de quatro episódios especiais para a Netflix. Mas ela nunca tinha sido premiada até então. A 2ª temporada de “The Marvelous Mrs. Maisel” vai estrear em 5 de dezembro em streaming.
The Marvelous Mrs. Maisel: 2ª temporada da série de comédia mais premiada do ano ganha novo trailer
A Amazon divulgou um novo trailer da 2ª temporada de “The Marvelous Mrs. Maisel”, que destaca a colorida recriação de época da produção, com figurinos e cenografia impecáveis, além de acompanhar a sequência da carreira da protagonista enquanto enfrenta o machismo de 1959 para fazer sucesso como comediante. O vídeo também informa a data de estreia dos novos episódios. Estrelada por Rachel Brosnahan no papel-título, a atração conta a história de uma dona de casa de classe alta da Nova York dos anos 1950 que, após o divórcio e uma crise existencial, decide seguir carreira na então emergente cena de comédia stand-up na cidade. A série da “Maravilhosa Sra. Maisel” venceu o Critics Choice Award, o Globo de Ouro 2018 e nada menos que oito Emmys, inclusive os de Melhor Atriz e Série de Comédia do ano. Antes do estouro da atração, sua criadora, Amy Sherman-Palladino, era mais conhecida por ter lançado “Gilmore Girls”, um fenômeno de popularidade, exibida entre 2000 e 2007 na TV aberta americana e recentemente resgatada numa leva curta de quatro episódios especiais pela Netflix. Mas “Gilmore Girls” nunca lhe rendeu reconhecimento da indústria televisiva. Nem mesmo uma indicação sequer. Já a nova série da Amazon lhe entregou quatro troféus no Emmy 2018, como diretora, roteirista, produtora e supervisora musical. A 2ª temporada de “The Marvelous Mrs. Maisel” será disponibilizada aos assinantes do serviço de streaming da Amazon em 5 de dezembro.
Game of Thrones vence o Emmy 2018, mas Netflix supera a HBO na premiação
Embalado pela vitória de sete prêmios preliminares, “Game of Thrones” encerrou a cerimônia do Emmy 2018 com o troféu de Melhor Série de Drama. A atração da HBO ainda rendeu a Peter Dinklage o Emmy de Melhor Ator Coadjuvante, o terceiro de sua carreira, e ajudou a manter o canal como a principal referência de qualidade “televisiva” para a Academia da Televisão. O canal pago também conquistou dois prêmios de interpretação de comédia com “Barry” (Bill Hader e Henry Winkler, Melhor Ator e Coadjuvante) e um de atuação dramática por “Westworld” (Thandy Newton, Melhor Atriz), além de uma vitória na seção de Variedades por “Last Week Tonight with John Oliver” (Melhor Talk Show). Mas viu sua hegemonia começar a ruir, sem emplacar seus telefilmes e demais produções, ao mesmo tempo em que as plataformas de streaming conquistaram espaço precioso, deixando de vez de ser coadjuvantes. A Amazon reinou nas categoria de comédias com “The Marvelous Mrs. Maisel”, série mais premiada da noite. Em seu primeiro ano na competição, a criação de Amy Sherman-Palladino venceu cinco troféus, incluindo o principal, Melhor Série de Comédia. Os demais foram Melhor Atriz (Rachel Brosnahan), Atriz Coadjuvante (Alex Borstein), Roteiro e Direção (ambos de Amy Sherman-Palladino). A Netflix, por sua vez, pulverizou seus prêmios entre “The Crown” (dois, inclusive Melhor Atriz para Claire Foy), “Godless” (dois), “Black Mirror” (um), “Seven Seconds” (um) e até o especial de comédia “John Mulaney: Kid Gorgeous at Radio City” (um) para conseguir seu objetivo. Virou a plataforma mais premiada da noite, com sete troféus, um a mais que a HBO. O feito é histórico. Após vencer o Festival de Veneza 2018, a Netflix foi o “canal” mais premiado da cerimônia oficial do Emmy 2018. A decepção ficou por conto da Hulu, que não conseguiu reprisar as conquistas do ano passado com “The Handmaid’s Tale” e ficou sem contribuir para o avanço do streaming. Entretanto, os 12 troféus da Amazon e da Netflix na cerimônia televisada foram suficientes para que as produções feitas para serem vista em qualquer lugar, inclusive na TV, empatassem com o total de prêmios conquistados pela programação a cabo. Além dos seis troféus da HBO, o canal FX colecionou cinco Emmys com “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story” (vencedor de três troféus, inclusive o de Melhor Minissérie) e “The Americans” (dois, incluindo Ator de Série Dramática: Matthew Rhys). E o VH1 completou a lista com a conquista de “RuPaul’s Drag Race” (Melhor Reality de Competição). Nenhuma série da TV aberta foi premiada, nem mesmo o popular melodrama “This Is Us”. Mas ao receber mais um Emmy de Melhor Programa de Esquetes por “Saturday Night Live”, o produtor Lorne Michaels fez um discurso deslocado e nostálgico como se o resultado fosse outro, evocando que desde 1975 ouve falar no fim das grandes redes. Entretanto, o único programa reconhecido das grandes redes foi o seu. E a transmissão do Oscar 2018. Considerando a premiação preliminar, porém, houve um empate entre os dois maiores rivais deste ano. Tanto HBO quanto Netflix conquistaram 23 estatuetas cada, ao todo, coletadas nas cerimônias de sábado (8/9), domingo (9/9) e segunda (17/9). Mas com esta conta, até a Hulu encontra 4 troféus. Entre as conquistas individuais, um feito histórico foi estabelecido. Amy Sherman-Palladino se tornou a primeira mulher a vencer os Emmys de Melhor Roteiro e Direção. Ela também foi a primeira a vencer ambos os prêmios por um piloto – no caso, de “The Marvelous Mrs. Maisel” – , independente de gênero. Além disso, um recorde da competição foi igualado. Com seu terceiro Emmy de Melhor Ator Coadjuvante de Drama, Peter Dinklage empatou com Aaron Paul (de “Breaking Bad”) como o maior vencedor da categoria. Outra curiosidade da premiação foi a coincidência de dois atores que se despediram de seus papéis vencerem as categorias principais de interpretação dramática. Claire Foy, que não voltará a viver a Rainha Elizabeth em “The Crown”, ganhou como Melhor Atriz e dedicou sua conquista para a próxima geração de atores que irá entrar na 3ª temporada da série – no que quase soou como um desafio para sua substituta. E Matthew Rhys se consagrou como Melhor Ator por “The Americans”, série que chegou ao fim após seis temporadas. Igualmente notável foi a conquista de Henry Winkler, que venceu seu primeiro Emmy após 54 anos de carreira e 43 anos depois de sua primeira indicação. O veterano ator, que ficou mundialmente conhecido ao interpretar Fonzie em “Happy Days”, na década de 1970, levou o troféu de Melhor Ator Coadjuvante de Comédia pelo papel do técnico Gene Cousineau em “Barry”. Já a vitória menos esperada foi a de Regina King, que assumiu ter sido pega de surpresa diante do microfone. Ela subiu ao palco como Melhor Atriz de Minissérie por “Seven Seconds”, que era uma série de antologia como “American Crime Story”, mas foi cancelada na 1ª temporada. Entretanto, sua interpretação foi tão forte que, mesmo numa série cancelada, mobilizou os votos da Academia. E por falar em surpresa, é impossível não incluir entre os pontos altos da noite o discurso de Glenn Weiss, vencedor do Emmy de Melhor Direção em Especial de Variedades pelo Oscar. Em meio aos agradecimentos, ele pediu a namorada em casamento, e o noivado foi formalizado diante de milhões de telespectadores no mundo inteiro, emocionando toda a platéia do evento. Por outro lado, o agradecimento mais bizarro saiu da boca de Jeff Daniels. Ele encerrou seu discurso pela conquista do Emmy de Melhor Ator de Minissérie (por “Godless”) agradecendo seu cavalo, que o derrubou três vezes e o fez quebrar o pulso. Para completar, a lista de apresentadores também rendeu bons momentos televisivos. Entre os mais inusitados, apareceram ninguém menos que Rick e Morty. A dupla animada apresentou o prêmio de Melhor Reality Show de Competição. Mas a saudação Wakanda Forever de Tiffany Haddish e Angela Bassett (a mãe do Pantera Negra) também causou frisson. A cerimônia completa será reprisada no canal pago TNT às 6h50 da manhã desta terça (18/9) Confira abaixo a lista completa dos vencedores. E conheça também os vencedores dos prêmios preliminares, conhecidos como o Emmy das Artes Criativas, clicando este link. OS VENCEDORES DO EMMY 2018 SÉRIES DE DRAMA Melhor Série Dramática “Game of Thrones” Melhor Ator em Série Dramática Matthew Rhys – “The Americans” Melhor Atriz em Série Dramática Claire Foy – “The Crown” Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática Peter Dinklage – “Game of Thrones” Melhor Atriz Coadjuvante em Série Dramática Thandie Newton – “Westworld” Melhor Direção de Episódio em Série Dramática Stephen Daldry – “The Crown: Paterfamilias” Melhor Roteiro de Episódio em Série Dramática Joel Fields & Joe Weisberg – “The Americans: Start” SÉRIES DE COMÉDIA Melhor Série de Comédia “The Marvelous Mrs. Maisel” Melhor Ator em Série de Comédia Bill Hader – “Barry” Melhor Atriz em Série de Comédia Rachel Brosnahan – “The Marvelous Mrs. Maisel” Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia Henry Winkler – “Barry” Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia Alex Borstein – “The Marvelous Mrs. Maisel” Melhor Direção de Episódio em Série de Comédia Amy Sherman-Palladino – “The Marvelous Mrs. Maisel: Pilot” Melhor Roteiro de Episódio em Série de Comédia Amy Sherman-Palladino – “The Marvelous Mrs. Maisel: Pilot” SÉRIES LIMITADAS E FILMES PARA TV Melhor Série Limitada “American Crime Story: The Assassination of Gianni Versace” Melhor Ator em Minissérie, Série Limitada ou Filme para TV Darren Criss – “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story” Melhor Atriz em Minissérie, Série Limitada ou Filme para TV Regina King – “Seven Seconds” Melhor Ator Coadjuvante em Série Limitada ou Filme para a TV Jeff Daniels – “Godless” Melhor Atriz Coadjuvante em Série Limitada ou Filme para a TV Merritt Wever – “Godless” Melhor Direção em Série Limitada ou Filme para a TV Ryan Murphy – “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story: The Man Who Would Be Vogue” Melhor Roteiro em Série Limitada ou Filme para a TV William Bridgers & Charlie Brooker – “USS Callister: Black Mirror” VARIEDADES Melhor Roteiro de Especial de Variedades John Mulaney – “John Mulaney: Kid Gorgeous at Radio City” Melhor Direção de Especial de Variedades Glenn Weiss – “The Oscars” Melhor Séries de Esquetes “Saturday Night Live” Melhor Talk Show “Last Week Tonight with John Oliver” Melhor Reality Show de Competição “RuPaul’s Drag Race”
2ª temporada da premiada The Marvelous Mrs. Maisel ganha primeiro trailer
A Amazon divulgou o trailer da 2ª temporada de “The Marvelous Mrs. Maisel”, que destaca a colorida recriação de época da produção, com figurinos e cenografia impecáveis, além de mostrar que os novos episódios acompanharão as férias da protagonista entre o rio e as montanhas de Catskills no verão de 1959. Estrelada por Rachel Brosnahan no papel-título, a atração conta a história de uma dona de casa de classe alta da Nova York dos anos 1950 que, após o divórcio e uma crise existencial, decide seguir carreira na então emergente cena de comédia stand-up na cidade. “The Marvelous Mrs. Maisel” venceu o Critics Choice Award e o Globo de Ouro 2018 de Melhor Atriz e Série de Comédia, e é favorita ao Emmy 2018 nas mesmas categorias. Antes do estouro da atração, sua criadora, Amy Sherman-Palladino, era mais conhecida por ter criado “Gilmore Girls”, um fenômeno de popularidade, exibida entre 2000 e 2007 na TV aberta americana e recentemente resgatada numa leva curta de quatro episódios especiais pela Netflix. A 2ª temporada de “The Marvelous Mrs. Maisel” ainda não tem data de estreia definida, mas será disponibilizada aos assinantes do serviço de streaming da Amazon ainda neste ano.
The Americans é eleita a Série do Ano pela Associação dos Críticos de TV dos Estados Unidos
A Associação dos Críticos de TV dos Estados Unidos (TCA, na sigla em inglês) elegeu os melhores programas e artistas do ano, numa cerimônia realizada na noite de sábado (4/8), com votação dos mais respeitados jornalistas americanos do segmento. E o grande vencedor do TCA Awards 2018 foi “The Americans”, produção do canal pago FX, que se encerrou em maio após seis temporadas. A atração venceu três prêmios: Melhor Atriz (para Keri Russell), Série Dramática e Série do ano. Exibida no Brasil pelo canal pago Fox Premium, “The Americans” não teve o título traduzido no país, evitando virar “Os Estadunidentes”, o que renderia uma polêmica ideológica digna de sua trama, da época da nomenklatura soviética. “The Good Place”, da rede NBC, superou favoritos da TV paga e do streaming para ser eleita a Melhor Série de Comédia. A novata “Killing Eve”, do canal pago BBC American, ficou com o troféu de Melhor Série Nova. E “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story” levou o prêmio de Minissérie (ou Telefilme), elevando para quatro as conquistas do canal pago FX. O segundo canal mais premiado foi a HBO, com os reconhecimentos de “Sésamo” como Série Infantil e “Last Week Tonight With John Oliver” como Programa de Variedades. Os serviços de streaming conquistaram dois troféus. Rachel Brosnahan, foi votada a Melhor Atriz por “The Marvelous Mrs. Maisel”, da Amazon, e o reality “Queer Eye”, da Netflix, venceu em sua categoria. Para completar, o recém-falecido chef Anthony Bourdain foi reconhecido por meio de sua atração “Anthony Bourdain – Parts Unknown”, da CNN, com o troféu de Melhor Programa Informativo. A premiação da crítica costumava diferir bastante dos Emmy Awards, já que os eleitores pertencem a universos diferentes – jornalistas de um lado, profissionais da indústria televisiva do outro. Mas, em 2017, o TCA foi o primeiro grande prêmio a destacar “The Handmaid’s Tale”, antes de a série sci-fi da plataforma Hulu surpreender com a conquista do Emmy. Confira abaixo a lista completa dos vencedores do TCA Awards 2018. Melhor Série do Ano: “The Americans” Melhor Série Dramática: “The Americans” Melhor Série de Comédia: “The Good Place” Melhor Telefilme, Minissérie ou Especial de TV: “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story” Melhor Série Nova: “Killing Eve” Melhor Performance Dramática: Keri Russell, em “The Americans” Melhor Performance em Comédia: Rachel Brosnahan, em “The Marvelous Mrs. Maisel” Melhor Programa Infantil: “Sésamo” Melhor Reality Show: “Queer Eye” Melhor Programa de Esquetes ou Variedades: “Last Week Tonight With John Oliver” Melhor Programa Informativo ou Jornalístico: “Anthony Bourdain – Parts Unknown”
The Marvelous Mrs. Maisel é renovada até a 3ª temporada
A Amazon anunciou a renovação de “The Marvelous Mrs. Maisel” para sua 3ª temporada. O detalhe é que a série ainda não estreou seu segundo ano. O anúncio foi feito após a criadora da série, Amy Sherman-Palladino, brincar que já merecia o sinal verde para o terceiro ano ao receber o Peabody Award no sábado (19/5). “The Marvelous Mrs. Maisel” também venceu o Critics Choice e o Globo de Ouro, ambos nas categorias de Melhor Série de Comédia e Melhor Atriz de Comédia (Rachel Brosnahan). A plataforma de streaming havia encomendado a série inicialmente para duas temporadas, num acordo original para a produção de 18 episódios no total. Mas o projeto teve repercussão maior que a esperada e, com o anúncio do final de “Transparent”, posiciona-se para se tornar a série de maior relevância para a Amazon – ao menos, até a estreia de algumas superproduções recentemente encomendadas. Estrelada por Rachel Brosnahan no papel-título, “The Marvelous Mrs. Maisel” conta a história de uma dona de casa de classe alta da Nova York dos anos 1950 que, após o divórcio e uma crise existencial, decide seguir carreira na então emergente cena de comédia stand-up na cidade. Antes do estouro da atração, sua criadora, Amy Sherman-Palladino, era mais conhecida por ter criado “Gilmore Girls”, um fenômeno de popularidade, estrelado por Lauren Graham e Alexis Bledel. Exibida entre 2000 e 2007 na TV aberta americana, “Gilmore Girls” foi recentemente resgatada numa leva curta de quatro episódios especiais pela Netflix. A 2ª temporada de “The Marvelous Mrs. Maisel” ainda não tem data de estreia definida, mas será disponibilizada aos assinantes do serviço de streaming da Amazon ainda neste ano.
A Forma da Água, de Guillermo del Toro, vence o Critics Choice 2018
O Critics Choice Awards entregou seus prêmios na noite de quinta (11/1) em Los Angeles, numa cerimônia apresentada pela atriz Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse). E os resultados foram muito parecidos com a premiação de domingo passado (7/11), o Globo de Ouro 2018, que também é um prêmio de críticos. A principal diferença ficou por conta dos discursos menos engajados, das roupas mais coloridas e do troféu principal, de Melhor Filme. Enquanto os críticos estrangeiros preferiram “Três Anúncios para um Crime”, os americanos premiaram “A Forma da Água”, fantasia de Guillermo Del Toro produzida pela Fox Searchlight, que teve direito a recado para a Disney no discurso do produtor J. Miles Dale: “Eu não sei se Bob Iger [CEO da Disney] está aí ou não. Não tenho certeza do que vai acontecer. Mas não estrague isso”. Del Toro ainda venceu o troféu de Melhor Direção, repetindo a conquista do Globo de Ouro. Também foram iguais os resultados de Melhor Ator e Atriz de Drama, conquistados, respectivamente, por Gary Oldman (“O Destino de uma Nação”) e Frances McDormand (“Três Anúncios de um Crime”). E James Franco (“Artista do Desastre”) voltou a vencer como Melhor Ator de Comédia. Enfrentando denúncias de assédio, que surgiram após sua premiação no Globo de Ouro, Franco não compareceu ao evento dos críticos e seu troféu acabou recebido por Walton Goggins (“Vice Principals”) em seu nome. A Melhor Atriz de Comédia foi Margot Robbie (“Eu, Tonya”), marcando uma diferença em relação aos críticos estrangeiros, que preferiram Saoirse Ronan (“Lady Bird”). Já os coadjuvantes foram os mesmos de domingo: Allison Janney (“Eu, Tonya”) e Sam Rockwell (“Três Anúncios de um Crime”). A maior divergência, porém, ficou por conta da vitória de “Doentes de Amor” como Melhor Comédia. O filme nem tinha sido indicado ao Globo de Ouro. Por conta disso, “Lady Bird”, que venceu a categoria no domingo, acabou sem nenhum troféu do Critics Choice. O prêmio dos críticos também inclui produções cinematográficas de outros gêneros, assim “Corra!” venceu como Melhor Terror ou Sci-Fi e “Mulher-Maravilha” como Melhor Filme de Ação. Além disso, a intérprete da heroína, Gal Gadot, foi homenageada no evento, mantendo o empoderamento feminino na pauta da temporada. Entre os prêmios televisivos, houve ainda maior coincidência. Apenas um troféu importante foi diferente. Ted Danson (“The Good Place”) venceu como Melhor Ator de Comédia, em vez de Aziz Ansari (“Master of None”). Os demais nomes foram basicamente uma reprise do Globo de Ouro: “Handmaid’s Tale” como Melhor Série e Atriz (Elisabeth Moss) de Drama, “The Marvelous Mrs. Maisel” como Melhor Série e Atriz (Rachel Brosnahan) de Comédia, “Big Little Lies” como Melhor Minissérie, Atriz (Nicole Kidman), Atriz Coadjuvante (Laura Dern) e Ator Coadjuvante (Alexander Skarsgård) de Minissérie, além dos prêmios de Sterling K. Brown (“This Is Us”) como Melhor Ator de Série Dramática e Ewan McGregory (“Fargo”) como Melhor Ator de Minissérie. Confira abaixo a lista completa dos vencedores. PREMIAÇÃO DO CRITICS CHOICE AWARDS 2018 CINEMA MELHOR FILME “A Forma da Água” MELHOR DIRETOR Guillermo del Toro (“A Forma da Água”) MELHOR ATOR Gary Oldman (“O Destino de uma Nação”) MELHOR ATRIZ Frances McDormand (“Três Anúncios de um Crime”) MELHOR ATOR EM COMÉDIA James Franco (“Artista do Desastre”) MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA Margot Robbie (“Eu, Tonya”) MELHOR ATOR COADJUVANTE Sam Rockwell (“Três Anúncios de um Crime”) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Allison Janney (“Eu, Tonya”) MELHOR REVELAÇÃO Brooklynn Prince (“Projeto Flórida”) MELHOR ELENCO “Três Anúncios de um Crime” MELHOR ROTEIRO ADAPTADO James Ivory (“Me Chame pelo seu Nome”) MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Jordan Peele (“Corra”) MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA Roger Deakins “Blade Runner 2049”) MELHOR FIGURINO Mark Bridges (“Trama Fantasma”) MELHOR MONTAGEM Paul Machliss e Jonathan Amos (“Em Ritmo de Fuga”) e Lee Smith (“Dunkirk”) MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO Paul Denham Austerberry, Shane Vieau e Jeff Melvin (“A Forma da Água”) MELHOR TRILHA SONORA Alexandre Desplat (“A Forma da Água”) MELHOR CANÇÃO “Remember Me” (“Viva – A Vida é uma Festa”) MELHORES EFEITOS VISUAIS “Planeta dos Macacos – A Guerra” MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO “O Destino de uma Nação” MELHOR ANIMAÇÃO “Viva – A Vida É uma Festa” MELHOR COMÉDIA “Doentes de Amor” MELHOR FILME DE AÇÃO “Mulher-Maravilha” MELHOR FILME DE TERROR OU SCI-FI “Corra!” MELHOR FILME ESTRANGEIRO “Em Pedaços” (Alemanha) TELEVISÃO MELHOR SÉRIE DE DRAMA “The Handmaid’s Tale” MELHOR ATOR EM SÉRIE DE DRAMA Sterling K. Brown (“This Is Us”) MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE DRAMA Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”) MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE DRAMA David Harbour (“Stranger Things”) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE DRAMA Ann Dowd (“The Handmaid’s Tale”) MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA “The Marvelous Mrs. Maisel” MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA Ted Danson (“The Good Place”) MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA Rachel Brosnahan (“The Marvelous Mrs. Maisel”) MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA Walton Goggins (“Vice Principals”) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA Mayim Bialik (“The Big Bang Theory”) MELHOR SÉRIE LIMITADA “Big Little Lies” MELHOR TELEFILME “The Wizard of Lies” MELHOR ATOR EM TELEFILME OU SÉRIE LIMITADA Ewan McGregory (“Fargo”) MELHOR ATRIZ EM TELEFILME OU SÉRIE LIMITADA Nicole Kidman (“Big Little Lies”) MELHOR ATOR COADJUVANTE EM TELEFILME SÉRIE LIMITADA Alexander Skarsgård (“Big Little Lies”) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM TELEFILME SÉRIE LIMITADA Laura Dern (“Big Little Lies”) MELHOR SÉRIE ANIMADA “Rick and Morty” MELHOR TALK SHOW “The Tonight Show Starring Jimmy Fallon” MELHOR REALITY SHOW DESESTRUTURADO “Born This Way” MELHOR REALITY SHOW ESTRUTURADO “Shark Tank” MELHOR REALITY SHOW DE COMPETIÇÃO “The Voice” MELHOR APRESENTADOR DE REALITY SHOW RuPaul (RuPaul’s Drag Race”)
Atrizes marcam Globo de Ouro 2018 com discursos de empoderamento
Oprah Winfrey pode ter, sem querer, lançado sua campanha para presidente dos EUA no Globo de Ouro 2018. Mas não foi a única a marcar a premiação com discurso contundente. Os tradicionais agradecimentos das atrizes vencedoras foram canalizados em plataformas de empoderamento, numa reação aos escândalos sexuais que sacudiram Hollywood nos últimos meses. Vale ressaltar que os prêmios ecoaram esses tempos, destacando atrações de temática feminista, o que ajudou a reverberar suas mensagens com ainda mais força no palco do Hotel Beverly Hilton, em Los Angeles, onde aconteceu a premiação na noite de domingo (7/1). Veja abaixo os principais discursos das atrizes premiadas: Nicole Kidman – Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para TV, por “Big Little Lies” “Nós, e quando eu digo isso estou falando sobre Reese Whiterspoon e eu, fizemos isso por causa de nossa amizade, nossa união criativa e nosso apoio uma à outra. Eu te amo. E eu também queria dizer: Laura Dern, Shailene Woodley, Zoe Kravitz… Nós sentamos em uma mesa, prometemos fidelidade e compromisso umas às outras, então esse prêmio é nosso para compartilharmos. Uau! O poder das mulheres. E minha mãe. Minha mãe era participante do movimento feminista quando eu estava crescendo e é por causa dela que eu estou aqui. Minhas conquistas são suas conquistas. E essa personagem que interpretei representa algo que é o centro da nossa conversa no momento: abuso. Eu acredito e espero que possamos, pelo menos, mudar as histórias que contamos e a forma como lhes dizemos. Vamos manter a conversa viva, vamos fazer isso”. Laura Dern – Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme para TV, por “Big Little Lies” “‘Big Little Lies’ me deu a oportunidade de interpretar a mulher mais escandalosa e complicada, uma mãe aterrorizada. Aterrorizada porque sua filha estava sendo abusada e intimidada, e tinha medo de falar. Muitas de nós fomos ensinadas a não denunciar os colegas. Uma cultura de silenciamento que foi normalizada. Eu peço que todos nós não somente apoiemos as vítimas que são corajosas o suficiente para dizer a verdade, mas também promovamos uma justiça reparativa. Que também possamos protegê-las e empregá-las. Que ensinar nossas crianças a falar sem ter medo da retaliação seja o novo norte da nossa cultura”. Elizabeth Moss – Melhor Atriz em Série Dramática, por “The Handmaid’s Tale” “Isto é de Margareth Atwood: ‘Nós fomos as pessoas que não estavam nos jornais. Vivemos nos espaços em branco nas bordas da impressão. Isso nos deu mais liberdade. Vivemos nas lacunas entre as histórias’. Margareth Atwood, isso é para você. E para todas as mulheres que vieram antes e depois de você, que eram corajosas o suficiente para falar contra a intolerância e a injustiça e lutar pela igualdade e liberdade neste mundo. Nós não vivemos mais nos espaços em branco na borda da impressão. Já não vivemos nas lacunas entre as histórias. Nós somos a história impressa e estamos escrevendo a história nós mesmas”. Rachel Brosnahan – Melhor Atriz em Série de Comédia ou Musical, por “The Marvelous Mrs. Maisel” ‘Essa história é sobre uma mulher corajosa, brilhante e complicada. Estou infinitamente orgulhosa de fazer parte disso, mas há tantas outras histórias de mulheres por aí que merecem e precisam ser contadas. Então à medida que começamos um novo ano, vamos continuar a ser responsáveis por investir e propagar essas histórias”. Frances McDormand – Melhor Atriz em Filme de Drama, por “Três Anúncios para um Crime” “Como todos sabem, eu mantenho minha visão política privada. Mas foi muito bom estar neste sala nesta noite e ser parte da mudança tectônica na estrutura de poder da nossa indústria. Confiem em mim: as mulheres nesta sala não estão aqui pela comida. Estamos aqui pelo trabalho. Obrigada”.
Três Anúncios para um Crime e Big Little Lies são os grandes vencedores do Globo de Ouro 2018
O filme “Três Anúncios para um Crime” e a série “Big Little Lies” foram as produções mais premiadas do Globo de Ouro 2018. Ambas receberam quatro prêmios, inclusive os de Melhor Filme e Melhor Série Limitada (definição já ultrapassada com a encomenda de uma 2ª temporada). Mas o que marcou a premiação foi seu tom politizado, assumidamente feminista. Da abertura do comediante Seth Meyers aos agradecimentos, passando pelo forte discurso da homenageada da noite, a atriz Oprah Winfrey, e pelos evidentes trajes pretos enfocados durante 99% da transmissão, os temas da inclusão racial, igualdade sexual, empoderamento feminino e a reação firme contra o assédio pontuaram todo evento. De forma condizente com estre clima, as principais vitórias refletiram os temas da noite. “Três Anúncios para um Crime” conta uma história de estupro e assassinato, que policiais homens pouco se esforçam para investigar, fazendo a mãe da vítima tomar uma atitude radical. Além de Melhor Filme de Drama, venceu os troféus de Melhor Roteiro (escrito pelo diretor Martin McDonaugh), Atriz (Frances McDormand) e Ator Coadjuvante (Sam Rockwell). “Big Little Lies” segue linha paralela, ao denunciar abusos e violência doméstica. Junto do Globo de Ouro de Melhor Série Limitada, venceu os troféus de Atriz (Nicole Kidman), Ator (Alexander Skarsgard) e Atriz Coadjuvante (Laura Dern) de Série Limitada. Entre as séries de drama e comédia, as mais premiadas também destacaram temática feminista. A sci-fi “The Handmaid’s Tale”, sobre um futuro distópico em que as mulheres perdem seus direitos, venceu como Melhor Série e Atriz de Drama (Elisabeth Moss), enquanto “The Marvelous Mrs. Maisel”, em que uma mulher troca a vida doméstica pelo sucesso como comediante nos anos 1950, levou os prêmios de Melhor Série e Atriz de Comédia (Rachel Brosnahan). Diante deste zeitgeist inescapável, destoaram o fato de a presidente da Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood, responsável pela premiação, ser a única a subir ao palco com vestido colorido – vermelho! – e os comentários de Natalie Portman e Barbra Streissand sobre a ausência de mulheres na disputa dos prêmios de direção. Em toda a história do Globo de Ouro, Streissand foi única a vencer como cineasta. E este ano os indicados foram todos “diretores homens”, como fez questão de ressaltar Portman, ao apresentar o prêmio ao vencedor, Guillermo del Toro, por “A Forma da Água”. Entretanto, o vencedor da categoria de Melhor Filme de Comédia, “Lady Bird”, foi escrito e dirigido por uma mulher, a atriz Greta Gerwig. “Lady Bird” também rendeu o prêmio de Melhor Atriz de Comédia para Saoirse Ronan, e consagrou-se, com seus dois troféus, como o segundo filme mais premiado da noite, num empate com “A Forma da Água”. Outros troféus importantes incluem o de Melhor Ator de Comédia para James Franco (“O Artista do Desastre”), Melhor Ator de Drama para Gary Oldman (“O Destino de uma Nação”), Melhor Filme Estrangeiro para o alemão “Em Pedaços” e Melhor Animação para “Viva – A Vida É uma Festa”. Confira abaixo a lista completa da premiação. Vencedores do Globo de Ouro 2018 TELEVISÃO Melhor Série – Drama “The Handmaid’s Tale” Melhor Série – Comédia/Musical “The Marvelous Mrs. Maisel” Melhor Série Limitada/Telefilme “Big Little Lies” Melhor Ator – Drama Sterling K. Brown (“This Is Us”) Melhor Atriz – Drama Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”) Melhor Ator – Comédia/Musical Aziz Ansari (“Master of None”) Melhor Atriz – Comédia/Musical Rachel Brosnahan (“The Marvelous Mrs. Maisel”) Melhor Ator – Série Limitada/Telefilme Ewan McGregor (“Fargo”) Melhor Atriz – Série Limitada/Telefilme Nicole Kidman (“Big Little Lies”) Melhor Ator Coadjuvante – Série/Série Limitada/Telefilme Alexander Skarsgard (“Big Little Lies”) Melhor Atriz Coadjuvante – Série/Série Limitada/Telefilme Laura Dern (“Big Little Lies”) CINEMA Melhor Filme – Drama “Três Anúncios para um Crime” Melhor Filme – Comédia/Musical “Lady Bird – A Hora de Voar” Melhor Diretor Guillermo del Toro (“A Forma da Água”) Melhor Ator – Drama Gary Oldman (“O Destino de uma Nação”) Melhor Atriz – Drama Frances McDormand (“Três Anúncios Para um Crime”) Melhor Ator – Comédia/Musical James Franco (“Artista do Desastre”) Melhor Atriz – Comédia/Musical Saoirse Ronan (“Lady Bird”) Melhor Ator Coadjuvante Sam Rockwell (“Três Anúncios Para um Crime”) Melhor Atriz Coadjuvante Allison Janney (“Eu, Tonya”) Melhor Filme de Animação “Viva – A Vida é uma Festa” Melhor Filme Estrangeiro “Em Pedaços” (Alemanha) Melhor Roteiro Martin McDonaugh (“Três Anúncios para um Crime”) Melhor Trilha Sonora Original Alexandre Desplat (“A Forma da Água”) Melhor Canção Original “Remember Me”, Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez (“Viva – A Vida é uma Festa”)
Criadora de Girlmore Girls assina com a Amazon para desenvolver novas séries
A Amazon anunciou que a criadora da série “Gilmore Girls”, Amy Sherman-Palladino, e seu marido e produtor, Daniel Palladino, assinaram um contrato de múltiplos anos com sua divisão de estúdios para produzir programas originais. O acordo vem em meio à produção da primeira série da dupla para a Amazon: “The Marvelous Mrs. Maisel”, estrelada por Rachel Brosnahan (série “House of Cards”). A atração que se passa na Nova York de 1958 vai estrear ainda nesta ano na plataforma de streaming Amazon Prime Video. “Nós estamos ansiosos pelas próximas duas temporadas de ‘The Marvelous Mrs. Maisel’ com eles e, com esse acordo, mal podemos esperar para fazer muito mais juntos”, disse Joe Lewis, chefe de Comédia, Drama e Realidade Virtual da Amazon Studios na segunda-feira. A Amazon tem gastado bilhões de dólares por ano na criação e licenciamento de programas de TV e filmes para competir com a líder do mercado, a Netflix. Entretanto, suas séries não tem a mesma visibilidade e sua performance no último Emmy foi um fiasco, sem conseguir sequer emplacar prêmios técnicos. Com a ascensão da rival Hulu, que exibe a grande vencedora do Emmy 2017 “The Handmaid’s Tale”, e o avanço de outras empresas de tecnologia, como Apple e Facebook, que também pretendem entrar no universo de séries originais, analistas de Wall Street estimam que os gastos da Amazon com conteúdo devem triplicar e atingir mais de 4,5 bilhões de dólares até o final deste ano, em comparação ao investimento feito anteriormente. Sherman-Palladino é mais conhecida por ter criado “Gilmore Girls” em 2000, série sobre o relacionamento de uma mãe solteira com sua filha em uma cidadezinha fictícia. Curiosamente, a atração ganhou revival recente na Netflix e existiriam negociações para uma nova temporada. A roteirista-produtora também criou a série “Bunheads”, sobre bailarinas, que durou só uma temporada em 2012 no canal pago ABC Family (hoje Freeform). Pior ainda, “The Return of Jezebel James” (2008) e “Love and Marriage” (1996), suas outras duas criações, não passaram de 8 episódios exibidos.
Criadora de Gilmore Girls emplaca nova série na Amazon
A produtora Amy Sherman-Palladino, criadora de “Gilmore Girls”, emplacou a encomenda de duas temporadas de uma só vez de sua nova atração, “The Marvelous Mrs. Maisel”. Desenvolvida para a Amazon, a série teve seu piloto disponibilizado para o público da plataforma para avaliação – o método da Amazon para aprovar produções – e o resultado foi surpreeendente: 92% de aprovação e média de 4,9 pontos, num total possível de 5. Estrelada por Rachel Brosnahan (séries “House of Cards” e “Manhattan”) no papel-título, a série gira em torno de Miriam ‘Midge’ Maisel, uma afiada, extrovertida e adorável garota judia de 25 anos, que é casada e mora com o marido e dois filhos em Nova York, durante os anos 1950, reprimindo os sonhos delirantes de seguir carreira como comediante de stand-up. Até que, um dia, a vida perfeita de Midge explode quando seu marido a abandona por outra mulher. Completamente despreparada, Midge de repente vê-se afogando em um mar de problemas e decidida a construir uma nova vida para si mesma. É então que ela acaba se tornando uma das primeiras comediantes de standup do sexo feminino. Ainda não há previsão para a estreia oficial da 1ª temporada da atração, mas o piloto continua disponível para degustação. Pra quem ficou curioso, foi divulgado um pequeno teaser que pode ser visto abaixo.
Dia do Atentado: Filme sobre o ataque à maratona de Boston ganha trailers legendado e dublado
A Paris Filmes divulgou o trailer nacional (em versões dublada e legendada) de “Dia do Atentado”, o terceiro filme consecutivo do diretor Peter Berg estrelado por Mark Wahlberg, baseado em fatos reais e focado em heroísmo. Além do tema, alguns padrões da trilogia se mantém, como o fato de o protagonista ser um trabalhador especializado que se vê numa situação que foge a seu controle – e em meio a explosões. Desta vez, a catástrofe não é a explosão de uma plataforma petrolífera, como em “Horizonte Profundo: Desastre no Golfo”, mas um atentado terrorista, que permite uma inversão da situação de “O Grande Herói” (2013), conduzindo a uma caçada a muçulmanos nos EUA. O filme oferece uma dramatização do atentado terrorista ocorrido durante a maratona de Boston em 2013, no feriado conhecido como “Dia do Patriota” nos EUA – daí o título original. O tom da prévia reflete o título, com bandeiras tremulando e mensagem patriótica. Além de mostrar a explosão, há ainda espaço para humanizar as vítimas e destacar a caçada da polícia e do FBI aos irmãos terroristas, responsáveis pelo ataque. O roteiro foi escrito por Matt Charman (“Ponte de Espiões”) e Eric Johnson (que adaptou “Horas Decisivas”), tendo como base o livro “Boston Strong”, escrito por Casey Sherman (autor do livro que virou o fracasso “Horas Decisivas”). O elenco também inclui Michelle Monaghan (“Pixels”), Kevin Bacon (série “The Following”), John Goodman (“Argo”), JK Simmons (“Whiplash”), Alex Wolff (“Casamento Grego 2”), Vincent Curatola (“O Homem da Máfia”), Jimmy O. Yang (série “Silicon Valley”), Lana Condor (“X-Men: Apocalipse”), James Colby (“A Entrega”), Rachel Brosnahan (série “House of Cards”) e até Melissa Benoist (série “Supergirl”) como uma jovem muçulmana. Já em cartaz nos EUA, o filme só vai chegar em 20 de abril no Brasil.










