3ª temporada de Stranger Things ganha fotos e o primeiro trailer legendado
A Netflix divulgou o primeiro trailer legendado da 3ª temporada de “Stranger Things”. Ao som de Mötley Crüe e The Who, ele reflete a passagem do tempo, com a transformação das crianças em adolescentes, a inauguração de um shopping center na cidadezinha de Hawkins e novas ameaças monstruosas. O foco é cada vez mais no elenco mirim da série. Eleven (Millie Bobby Brown) e Mike (Finn Wolfhard) ainda estão juntos como um casal, e Max (Sadie Sink) se tornou bastante integrada com os meninos Dustin (Gaten Matarazzo), Lucas (Caleb McLaughlin) e Will (Noah Schnapp). Mas é Dustin quem tem maior destaque, abrindo e fechando o vídeo, que ainda explora sua amizade com Steve (Joe Keery). Steve também aparece ao lado de uma nova personagem, chamada Robin, que é vivida por Maya Hawke, filha dos atores Uma Thurman (“Kill Bill”) e Ethan Hawke (“Boyhood”). Os dois são funcionários de uma sorveteria do shopping. E pela prévia, o local será palco de um ataque do Mundo Invertido. Os novos episódios da série estreiam em 4 de julho, época em que também se passa a história, só que em 1985.
Capitão Pike não fará parte da 3ª temporada de Star Trek: Discovery
A série “Star Trek: Discovery” vai perder mais um capitão ao final da 2ª temporada. O ator Anson Mount (“Os Inumanos”) não retornará como capitão Christopher Pike no terceiro ano da produção. O contrato de Mount foi para apenas uma temporada. Além dele, também Rebecca Romijn (“X-Men”), que viveu outra personagem clássica de “Star Trek”, a Número 1, primeira oficial da Enterprise, deixará a atração, apesar de sua presença quase não ter sido notada – apareceu em um único episódio. Ao contrário das atrações anteriores da franquia, centradas num capitão de espaçonave ou comandante de estação espacial, o personagem de Mount foi o segundo capitão da Discovery desde o lançamento da série. Pike assumiu provisoriamente o comando da nave Discovery após a morte do capitão Lorca (Jason Isaacs) na 1ª temporada. A participação de Pike, da Número 1 e até do jovem Spock (Ethan Peck) ajudou a estabelecer a cronologia de “Star Trek: Discovery” em relação à série “Jornada nas Estrelas” original, conectando-se aos eventos do piloto original, recusado em 1964 – , que acompanhava a Enterprise comandada por Pike. A existência de um capitão anterior a Kirk (William Shatner) tornou-se parte do cânone devido ao reaproveitamento das cenas do piloto num episódio de “flashback”, que foi ao ar em 1966, mostrando Spock (Leonard Nimoy) rebelando-se para ajudar seu ex-capitão a chegar ao planeta Talos IV. Essa história de 1966 agora faz parte do futuro de “Discovery”, após a série atual viajar a Talos IV e explorar a ligação de Pike com o lugar, que ele já teria visitado – no piloto de 1964. Isto ainda indica que a saída de cena do personagem deve ser trágica. Para completar, demonstra que “Star Trek: Discovery” se passa na cronologia antiga, que ignora as mudanças feitas pelo reboot cinematográfico de 2009. Vale lembrar que o filme “Star Trek” mostrou Pike (Bruce Greenwood) como mentor de Kirk (Chris Pine) e apagou a relação do antigo capitão com Spock (Zachary Quinto). Enquanto o Pike dos anos 1960 (Jeffrey Hunter) acabou desfigurado e paraplégico, encontrando alento final em Talos IV, o Pike dos anos 2000 foi assassinado por Khan (Benedict Cumberbatch) em “Além da Escuridão: Star Trek” (2013). Ironicamente, os dois longas da fase de reboot foram escritos por Alex Kurtzman, que agora é produtor de “Star Trek: Discovery”. Muitos fãs gostariam de ver Pike, a Número 1 e Spock numa série sobre a tripulação original da Enterprise. Mas, embora muitos projetos derivados de “Star Trek” estejam atualmente em desenvolvimento, essa narrativa não está entre eles.
Anya Taylor-Joy vai estrelar minissérie do roteirista de Logan na Netflix
A atriz Anya Taylor-Joy (“Vidro”) vai estrelar “The Queen’s Gambit”, nova minissérie de época da Netflix desenvolvida por Scott Frank, roteirista do filme “Logan” e criador de “Godless”. Baseada no romance homônimo de Walter Tevis, a produção de seis episódios vai retratar a vida de uma órfã que se torna prodígio do xadrez durante a Guerra Fria. A trama vai seguir Beth Harmon (Taylor-Joy) dos 8 aos 22 anos, enquanto luta contra o vício e tenta se tornar a maior enxadrista do mundo. Repetindo o trabalho realizado na minissérie “Godless”, Frank será roteirista, diretor e produtor executivo de “The Queen’s Gambit”, que ainda não tem previsão de estreia.
She-Ra enfrenta Felina no pôster da 2ª temporada
A DreamWorks Animation divulgou o pôster da 2ª temporada de “She-Ra e as Princesas do Poder”, reboot da série clássica dos anos 1980. A arte traz o confronto da heroína do título com sua antiga amiga da Horda, Felina. A nova versão da personagem, desenvolvida por Noelle Stevenson (roteirista de “Enrolados Outra Vez” e “Lego Star Wars”), chamou atenção por incluir personagens LGBTs, mas as maiores reclamações foram contra o visual da heroína, bastante modificado em relação à versão anterior. Considerado pouco “feminino” pelos fãs do desenho original, o desenho ganhou aparência de anime e retratou uma She-Ra menos sexualizada, com diminuição do tamanho de seus seios e a inclusão de shorts sob sua saia curta, refletindo sua idade como adolescente. Exibida na Netflix, a 2ª temporada da série estreia no dia 26 de abril.
Chefão da Netflix desdenha esforços de streaming de Disney e Apple: “atrasados”
O executivo Ted Sarandos, chefe de programação da Netflix, provocou as concorrentes Apple e Disney ao desdenhar de seus esforços para lançar um serviço de streaming, dizendo que as empresas estão chegando “atrasadas para a festa”. Sarandos abordou os rivais ao responder um questionamento do site Deadline, durante um evento da empresa nos Estados Unidos, uma espécie de “Netfest” em que projetos da empresa foram apresentados à imprensa. A princípio, ele foi diplomático, dizendo: “Eu não tenho como saber exatamente o que eles estão fazendo até lançarem algo. Eu preciso reservar meu julgamento e meus comentários até isto acontecer”. Mas não se conteve, ao complementar a resposta. “O que eu posso dizer é que há anos estamos competindo com 500 canais a cabo, e mesmo assim estamos em quase todas as casas do mundo”, acrescentou. “No fim das contas, é só um aumento na mesa de competidores, e eles estão atrasados para a festa”. Sarandos ainda argumentou que a escala global da Netflix é sua principal vantagem em relação aos competidores. As plataformas novatas da Apple e da Disney devem se lançadas, num primeiro momento, apenas nos EUA. E a Netflix já está produzindo séries no mundo inteiro para diferentes audiências globais. “O que precisamos fazer é exportar tanto conteúdo de Hollywood quanto conteúdo do restante do mundo”, disse o executivo, que ainda destacou o acerto da estratégia com um exemplo concreto. “Às vezes, conseguimos algo como ‘La Casa de Papel’, que é um hit global no mesmo nível de ‘Stranger Things'”.
Netflix lança a primeira série reality interativa de sobrevivência
Depois de se aventurar numa sci-fi interativa com “Black Mirror: Bandersnatch”, a Netflix está produzindo a primeira série reality interativa. A novidade da plataforma de streaming é “You vs. Wild”, produção em oito episódios apresentada pelo expert em sobrevivência Bear Grylls. Conhecido por programas como “Man vs. Wild” e “Running Wild”, em que ensina como sobreviver em meio à selva, Grylls agora vai se colocar à mercê do público, dando ao assinante da Netflix a capacidade de fazer as escolhas que definirão se ele será capaz de sair vivo das regiões mais inóspitas do planeta. A premissa é um pouco perturbadora, já que pode provocar instintos diferentes dos pretendidos, com muita gente abraçando a interatividade como uma oportunidade para brincar de matar – em vez de ajudar – a cobaia voluntária. O apresentador já foi notícia por sua “morte” em 2015, que se provou uma frase pronta de Mark Twain. Ignorando a moral da história do clássico “Rede de Intrigas” (1976), a Netflix prefere promover a interatividade de “You vs. Wild” apenas como uma forma de colocar o usuário no meio da aventura. Até o comercial da série depende de atos do público, que precisa clicar em duas telas antes de chegar ao trailer principal. Tudo começa com um teaser em que o espectador precisa escolher se atende ou não uma ligação de Grylls, e essa decisão pode levá-lo ao trailer oficial de “You Vs. Wild”. Confira abaixo. A estreia está marcada para o dia 10 de abril.
O Mundo Sombrio de Sabrina: Trailer da 2ª temporada traz Sabrina mais poderosa e sinistra
A Netflix divulgou um novo trailer da 2ª temporada de “O Mundo Sombrio de Sabrina”, que traz Sabrina (vivida por Kiernan Shipka) mais, hmm, sombria. Ela virou uma bad girl e gostou, depois de negociar sua alma com o diabo. E isso também a tornou mais poderosa, mostrando habilidades que nenhuma bruxa iniciante deveria ter. Baseada na personagem de quadrinhos criada nos anos 1960 na editora Archie Comics, a série acompanha a bruxinha, que além de problemas românticos e provas da escola, tem que lidar com rituais satânicos, criaturas das trevas e tramas de terror. O clima gótico reflete os quadrinhos atuais da personagem, numa abordagem introduzida pelo roteirista Roberto Aguirre-Sacasa – que também é chefe criativo da Archie Comics. O próprio autor das HQs criou a série, em parceria com o ubíquo produtor Greg Berlanti e o diretor Lee Toland Krieger – o trio que lançou “Riverdale” com sucesso na TV americana. Vale lembrar que a série já foi oficialmente renovada para suas 3ª e 4ª partes – que, com oito episódios cada, sugerem uma 3ª temporada com midseason, batizada de forma diferente para confundir. A 2ª temporada ou Parte 2, com 10 episódios, chega ao streaming em 5 de abril.
Um Princípe de Natal 3 vai mostrar o nascimento do Bebê Real
A Netflix vai lançar um terceiro filme da franquia iniciada por “Um Princípe de Natal”. Se o primeiro foi sobre o romance, o segundo sobre “O Casamento Real”, o terceiro será, claro, o filme do “Bebê Real”. “Um Príncipe de Natal: O Bebê Real” vai introduzir o herdeiro do casal formado pela ex-plebeia Amber (Rose McIver, a “iZombie”) e o príncipe Richard (Ben Lamb, de “The White Queen”). É a velha história da Cinderela, que ganha a roupagem moderna e finalmente assume que príncipes e princesas de contos de fada também fazem sexo – ou tem cegonhas tão avançadas que enviam ultrassons de bebês antes de entregar as crianças aos pais. O elenco será basicamente o mesmo do primeiro filme, trazendo, além de Rose McIver e Ben Lamb, a atriz Alice Krige como a Rainha Elena. “O Bebê Real” deve nascer entre novembro ou dezembro de 2019. Confira abaixo o anúncio oficial da gravidez do casal.
Operação Fronteira enfrenta clichês de ação dos anos 1980 com elenco atual de peso
Kathryn Bigelow, a única mulher da História do Oscar a ganhar a estatueta de Melhor Direção, por “Guerra ao Terror”, considerou dirigir “Operação Fronteira”. Ela desistiu e ficou com créditos de produtora executiva. Mas com isso a história original, desenvolvida por seu roteirista de confiança, Mark Boal, com quem trabalhou em “Guerra ao Terror” (2008), “A Hora Mais Escura” (2012) e “Detroit em Rebelião” (2017), acabou reescrita pelo diretor J.C. Chandor. O resultado deixa o espectador imaginando o quanto esse filme tinha potencial para ir mais longe, sob comando de Bigelow. É sobre cinco amigos, ex-soldados das Forças Especiais (Oscar Isaac, Ben Affleck, Charlie Hunnam, Garrett Hedlund e Pedro Pascal), que decidem voltar a se juntar para uma última missão: roubar uma fortuna de um chefão das drogas na América do Sul – supostamente na tríplice fronteira entre Paraguai, Argentina e Brasil, embora as filmagens tenham acontecido na Colômbia. A premissa evoca “Três Reis” (1999), o melhor filme de David O. Russell. Mas, estranhamente, o que se materializa no primeiro ato é o tipo de filme de ação que era estrelado por machões nos anos 1980, algo próximo à narrativa saudosista de “Os Mercenários” (2010). As semelhanças são mais de tom – trilha sonora roqueira, diálogos ruins e curtos, repletos de frases de efeito e narizes empinados – do que em relação à execução das cenas de ação, que são muito bem orquestradas e lembram a pegada visceral de Kathryn Bigelow (sem câmera balançante, graças a Deus). A partir da segunda metade, dominada por um mix de tensão, ganância e um senso de moral capaz de enlouquecer mais os protagonistas que seus perseguidores, as guitarras rasgadas e barulhentas dão um descanso na trilha. E os atores finalmente demonstram porque tem nomes de peso, inclusive Ben Affleck. Mas a diferença entre as duas partes é tão gritante que a impressão é que as cabeças pensantes por trás do projeto jamais chegaram a um equilíbrio criativo. E nome mais fraco do trio, J.C. Chandor, ficou com a maior responsabilidade. Infelizmente, o diretor de “Margin Call”, “Até o Fim” e “O Ano Mais Violento” costuma fazer filmes que parecem quase bons. Nunca são bons completamente. Ao contrário de Kathryn Bigelow, que poderia tornar “Operação Fronteira” numa contraparte de “Guerra ao Terror”.
Chiwetel Ejiofor tem algo importante a dizer em O Menino que Descobriu o Vento
Lembra quando os filmes se preocupavam acima de tudo em contar uma bela história? Um tempo em que ambições artísticas individuais eram colocadas em segundo plano e todos os envolvidos numa produção uniam esforços para que um filme ganhasse vida e fosse maior que cada talento pago para tirá-lo do papel. Pode ser bem filmado, escrito, interpretado, qualquer coisa, mas a história é construída sem recados panfletários para o momento político, social e econômico de sua época, embora dialogue com a realidade de qualquer geração devido aos seus temas universais e atemporais. É esse tipo de cinema que propõe o ator Chiwetel Ejiofor em sua estreia como diretor de longas-metragens. De alguma forma, os lados viscerais e emocionais de sua força como ator estão bem representados em sua visão do livro de William Kamkwamba e Bryan Mealer, “O Menino que Descobriu o Vento”. Alguns atores conseguem adaptar seus talentos para a função de diretor de uma maneira tão natural que é fácil reconhecer suas características e temáticas preferidas em cada cena. Clint Eastwood e Woody Allen tiram isso de letra, mas temos outros bons exemplos como os de Kevin Costner, que vivia um grande momento em sua carreira quando se arriscou na direção de “Dança com Lobos”, o mesmo com George Clooney, quando filmou “Boa Noite e Boa Sorte”. “O Menino que Descobriu o Vento” é a cara do ator indicado ao Oscar por “12 Anos de Escravidão”. Inteligente, humanista e extremamente honesto ao abrir seu coração. Ele conta a história real de William Kamkwamba (Maxwell Simba) que vivia em Malawi, África, em 2001, com sua pobre família, sobrevivendo de colheitas numa terra castigada pelo sol e a ausência de chuvas. Quando Ejiofor faz referência à queda das Torres Gêmeas, em Nova York, naquele ano, temos a certeza de que o cenário que veremos a seguir remete a um período de um sofrimento inimaginável para quem paga Netflix todos os meses. Lutando para ir à escola sem dinheiro, William se encanta pela ciência e vê nela a solução para os problemas da família e das pessoas ao seu redor. Só que estamos falando de um lugar esquecido pelo tempo e o mundo, onde o conservadorismo e velhas tradições imperam. A juventude e o futuro representados por William batem de frente com as convicções antigas de seu pai, Trywell (o próprio Chiwetel Ejiofor, mais uma vez sendo maravilhoso). No meio do desespero, ele acredita que chegou a hora do menino esquecer os estudos, pegar a enxada e encarar o trabalho duro. Como convencer uma pessoa com concepções firmes, mas completamente antiquadas? Essa é a grande pergunta que nos fazemos quase todos os dias sobre nossos pais – e alguns políticos. É a pergunta que faz William, que o respeita e não quer um confronto com o próprio pai, mesmo sabendo que tem razão nessa discussão. Trywell não é pintado como um vilão. Pelo contrário, ele é um pai e marido dedicado, trabalhador, um verdadeiro lutador e um homem apaixonado por sua terra, cultura e a família (a atriz que faz sua esposa, Aïssa Maïga, é sensacional). Ejiofor está ciente que não pode ceder aos clichês, embora eles circulem o filme o tempo todo. Prova disso é que ele nem sempre deixa a música ajudar nas cenas mais bonitas ou piegas, e deixa as emoções mais fortes somente para o finalzinho, o que favorece uma catarse natural e grandiosa. No entanto, comete erros de principiante. Por exemplo, ao abrir várias frentes no primeiro ato para, sem mais nem menos, abandoná-las ao se concentrar nos personagens que realmente importam. E a sequência inicial, em meio ao funeral do irmão de Trywell, chega a ser dominada por diálogos expositivos só para mostrar quem é quem. Não precisava, porque não demora tanto assim para Ejiofor explicar de fato quem realmente são essas pessoas. Do início ao fim, conhecemos cada membro da família e entendemos seus medos, mas também suas inspirações. A verdade é que “O Menino que Descobriu o Vento” possui uma trama e significados explorados centenas de vezes pelo cinema. Mas Hollywood dificilmente filmaria em Malawi preservando o dialeto local (o Chichewa), que é falado durante 90% do filme. Nisso, entra a vantagem da Netflix, que produziu o filme. A plataforma não tem medo de legendas e venceu três Oscars neste ano com um filme falado em idioma diferente ao que os americanos estão acostumados – “Roma”. E Chiwetel Ejiofor também tem algo importante a dizer, porque esta é uma história real, embora você provavelmente nunca tenha ouvido falar dela. Especialmente nesses dias em que escolas são lembradas por massacres, enquanto políticos se preocupam apenas em colocar mais armas nas ruas e fazer estudantes cantarem o hino nacional. O que “O Menino que Descobriu o Vento” faz é lembrar do poder transformador da educação. “O Menino que Descobriu o Vento” também representa, finalmente, um filme sobre adolescente negro que vai à escola sem precisar lidar com a violência das ruas. Finalmente um filme sobre africanos sem guerras ou histórias envolvendo preconceito racial. Finalmente notamos que existem outras histórias maravilhosas que merecem e precisam ser contadas. Finalmente.
Ana de Armas negocia viver Marilyn Monroe no cinema
A atriz cubana Ana de Armas (“Blade Runner 2049”) está cotada para interpretar ninguém menos do que Marilyn Monroe no filme “Blonde”. De acordo com o site Collider, ela teria impressionado o diretor e roteirista Andrew Dominik (“O Assassino de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford”) no teste para o papel, dando início às negociações. Produzido pela Plan B, produtora de Brad Pitt, e com financiamento da Netflix, “Blonde” será uma adaptação do livro de mesmo nome, de Joyce Carol Oates, que mistura realidade e ficção para contar a história da lendária estrela de cinema. O livro de 2000 ficou conhecido por contar detalhes das aventuras amorosas da atriz, mas fantasia e usa pseudônimos para evitar processos – como “O Presidente” para aludir a John F. Kennedy, “Ex-Atleta” com relação a Joe DiMaggio e “O Dramaturgo” sobre Arthur Miller. Numa das cenas escritas por Oates, Marilyn e “O Presidente” trocam carícias enquanto Fidel Castro está no telefone… O diretor tenta tirar esse projeto do papel há nove anos. Em 2010, a atriz Naomi Watts (“Diana”) era a favorita para viver Marilyn. Ele descreveu “Blonde” ao Collider como “um filme que conta a história de como um trauma de infância nos molda quando adultos, nos divide entre um eu público e um eu privado”. “É a história de todos os seres humanos, mas usa alguém com quem estamos acostumados, por causa de sua exposição na mídia”, acrescentou. A infância e adolescência de Monroe, cujo nome verdadeiro era Norma Jeane Mortenson, foram marcadas por problemas familiares. Sua mãe, Gladys, foi diagnosticada com esquizofrenia quando Marilyn tinha apenas oito anos de idade, e ela passou boa parte dos seus anos formativos em casas de adoção. Após trabalhar como modelo pin-up, ela foi recrutada por Hollywood. Pintou os cabelos ruivos de loiro e se tornou Marilyn Monroe, estreando no cinema aos 21 anos em “Idade Perigosa” (1947). Durante a década seguinte, ela se tornou um fenômeno, estrelando clássicos como “Os Homens Preferem as Loiras” (1953), “O Pecado Mora ao Lado” (1955) e “Quanto Mais Quente Melhor” (1959). A atriz morreu em 1962, com apenas 36 anos, de overdose de medicamentos. A vida da atriz já inspirou diversas produções para o cinema e a TV. A mais famosa é o longa “Sete Dias Com Marilyn” (2011) que acompanha a estrela durante a produção do longa “O Príncipe Encantado” (1957). Michelle Williams foi indicada ao Oscar por sua performance no papel.
Love, Death & Robots: Série de animação dos diretores de Deadpool e Clube da Luta ganha novo trailer
A Netflix divulgou um novo trailer de “Love, Death & Robots”, uma série de animação com formato de antologia e temática sci-fi, desenvolvida pelos cineastas Tim Miller (“Deadpool”) e David Fincher (“Clube da Luta”), que foi disponibilizada em streaming na sexta (15/3). A prévia tem os três itens do título: amor, morte e robôs. Mas também muito sangue, sexo, monstros e violência. Além disso, revela uma grande variedade de estilos, mantendo um visual refinadíssimo e uma classificação para maiores. São 18 histórias ao todo, incluindo tramas sobre “laticínios conscientes, soldados lobisomens e robôs enlouquecidos”, segundo a sinopse oficial. Em comunicado, Miller disse que “Love, Death & Robots” é o seu “projeto dos sonhos”. “Combina o meu amor pela animação e por histórias incríveis. Filmes da meia-noite, quadrinhos, livros e revistas de fantasia me inspiraram por décadas, mas eles foram relegados à cultura marginal dos geeks e nerds dos quais eu fazia parte. Estou muito contente que o panorama criativo finalmente tenha mudado o suficiente para que a animação com temas adultos se torne parte de uma conversa cultural mais ampla.”
Button Man: Quadrinhos do criador de Judge Dredd vão virar filme de ação da Netflix
A Netflix vai produzir uma adaptação dos quadrinhos de “Button Man”, do mesmo criador de “Judge Dredd”. Concebido em 1992 por John Wagner (que além de “Judge Dredd” também criou a graphic novel que virou o filme de 2005 “Marcas da Violência”), a publicação da editora britânica 2000 AD acompanha Harry Exton, um ex-militar que é pago para lutar em uma espécie de torneio de gladiadores patrocinado por milionários anônimos. Porém, Exton decide mudar as regras do jogo para se livrar de seu “dono”. O filme terá direção de Brian Helgeland (“Lendas do Crime”) e será produzido pela produtora 6th & Idaho, do cineasta Matt Reeves (“Planeta dos Macacos: A Guerra”). Ainda não há cronograma de produção ou previsão de estreia.











