Lindsay Lohan grava música de “Meninas Malvadas” na trilha de seu novo filme
Além de marcar o retorno de Lindsay Lohan às comédias românticas, o filme “Uma Quedinha de Natal” também resgata a carreira musical da atriz, que está lançando uma nova gravação do clássico natalino “Jingle Bell Rock” como single para acompanhar o lançamento. Não é a primeira vez que a música, que integra a trilha do novo filme, surge na carreira da atriz. Um dos momentos mais famosos de “Meninas Malvadas” inclui uma coreografia sexy das protagonistas – Lohan entre elas – ao som desta mesma canção. No filme de 2004, a gravação falha no meio da apresentação e, diante do impasse, ela começa a cantar a letra famosa. “Uma Quedinha de Natal” traz Lohan como uma herdeira de hotel mimada que sofre um queda de esqui numa montanha durante as férias natalinas e fica com amnésia total. Sem ter para onde ir, ela aceita passar sua recuperação na pousada do homem que a resgatou, um proprietário galã (Chord Overstreet, de “Glee”) que vive com sua filha precoce. Os dois se conectam quase que instantaneamente, embora ela demonstre claramente ter um passado de luxo. Só que quando o romance começa a esquentar, a memória também começa a voltar, e com ela seu antigo pretendente. O filme tem direção de Janeen Damian, produtora-roteirista de “O Príncipe e Eu”, que também escreveu o roteiro em parceria com Jeff Bonnett, Ron Oliver e Michael Damian. Todos trabalharam em vários telefilmes de Natal do canal pago Hallmark. A estreia está marcada para 10 de novembro. Confira abaixo um trecho do single, a cena de “Meninas Malvadas” e o anúncio do lançamento, feito nas redes sociais da Netflix. Lindsay Lohan's new single — Jingle Bell Rock! — drops at midnight🎄 pic.twitter.com/ZxaVx66UjS — Netflix (@netflix) November 3, 2022
Netflix libera cenas quentes do trailer de “O Amante de Lady Chatterley”
A Netflix divulgou o trailer da nova versão de “O Amante de Lady Chatterley”, que traz Emma Corrin (a Princesa Diana de “The Crown”) em cenas quentes. Adaptação do romance homônimo de DH Lawrence, a trama é famosamente escandalosa e já gerou versões muito picantes na tela, inclusive um lançamento proibido para menores estrelado por Sylvia Kristel (a “Emmanuelle”) em 1981. A história gira em torno da rica e privilegiada Lady Chatterley, casada com um homem que ela não ama e que inicia um relacionamento casual, que vira passional, com um jovem humilde que trabalha em sua propriedade inglesa. O livro foi publicado originalmente na Itália e na França na década de 1920, mas não foi impresso nos Estados Unidos até 1959 sob a acusação de conter obscenidades. Além de Emma Corrin como Lady Chatterley, o elenco destaca Jack O’Connell (“Invencível”) como o amante e Nicholas Bishop (“Industry”) como o marido traído. O roteiro foi escrito por David Magee (“As Aventuras de Pi”) e a direção é da francesa Laure de Clermont-Tonnerre, diretora do filme “The Mustang” (2019) e da minissérie “The Act”. A estreia está marcada para 2 de dezembro.
Netflix estreia modelo de assinatura com anúncios
A Netflix iniciou nessa quinta (3/11) o seu prometido modelo de assinatura mais barata, com adição de anúncios. O plano já está disponível aqui no Brasil, assim como nos EUA, Reino Unido, Austrália, Japão, França, Alemanha, Itália e Coreia do Sul – além do Canadá e do México, onde fizeram parte do programa piloto. O preço varia de país para país. Nos EUA, o custo é de US$ 6,99 por mês. No Brasil, o valor é de R$ 18,90 por mês e dá direito ao usuário conferir a programação do serviço de streaming com qualidade máxima de 720p/HD e com uma média de 4 a 5 minutos de anúncios exibidos por hora. O plano básico tem qualidade menor de imagem, permite acesso em apenas uma tela e não traz a opção de fazer download do conteúdo. Além disso, possui limitação de conteúdo – algumas séries como “Arrested Development” e “House of Cards” não estão incluídas neste pacote. O diretor de operações da Netflix, Greg Peters, que foi responsável pela criação do plano básico com anúncios, explicou que, desde que foi anunciada a mudança, a Netflix iniciou um longo processo de obtenção de direitos e revisão de contratos para permitir que o conteúdo fosse acompanhado por anúncios. Ainda assim, cerca de 5% a 10% da programação total da Netflix não estará disponível no plano, algo que o executivo chamou de “uma pequena minoria de visualizações”. Segundo Peters, essa diferença se deve a alguns acordos antigos, que não permitem interrupções durante a exibição do conteúdo. Ele fez questão de frisar que não se trata de problema de distribuição com algum estúdio em específico. “É principalmente sobre o tipo do acordo e trabalharemos para reduzir esse número ao longo do tempo.” No plano básico, a maioria dos conteúdos será interrompida pela exibição de anúncios. A exceção serão os lançamentos de grandes filmes, como o aguardado “Glass Onion: Um Mistério Knives Out”. Em casos como este, serão exibidos anúncios apenas antes do início do filme. “Vamos tentar preservar esse tipo de modelo cinematográfico lá”, explicou Peters, que também apontou que esse modelo é similar àquele adotado por alguns serviços rivais. Por outro lado, filmes que estão no catálogo da Netflix há mais tempo terão uma combinação mais “tradicional” de anúncios, tanto antes do início quanto no meio, embora com intervalos “menos frequentes”, disse ele. Jeremi Gorman, chefe de publicidade da Netflix, disse no mês passado que o estoque de anúncios estava quase esgotado, com várias centenas de contratos já fechados com anunciantes. Analistas de Wall Street previram que a publicidade poderia gerar vários bilhões de dólares por ano em receita nos próximos anos para o streaming. Além disso, Peters define a novidade como “um modelo pró-consumidor” que trará “muito mais membros” para o serviço – embora não faça nenhuma projeção apontando quantos novos usuários seriam atraídos pela assinatura mais barata. Ele também sustenta que a assinatura mais barata não vai canibalizar o negócio de assinaturas mais caras, preservando os outros planos por causa dos recursos e funcionalidades a mais que eles oferecem. O plano básico sem anúncios tem a mesma qualidade mediana de imagem do plano com anúncios, mas oferece o catálogo completo, downloads e exibições sem interrupções comerciais por R$ 25,90. No plano padrão, que custa R$39,90, os assinantes obtêm resolução de 1080p, além de acesso a todos títulos, capacidade de download e disponibilidade de assistir ao conteúdo em telas simultâneas. A Netflix ainda apresenta um plano premium, que custa R$55,90 e o único que oferece resolução em 4k, além de permitir acesso simultâneo a um número maior número de telas. Vale lembrar que, inicialmente, os anúncios estavam reservados a serviços gratuitos como Pluto e Tubi, onde a publicidade era sua única fonte de receita. Mas os serviços pagos agora vão buscar esses anunciantes, ao mesmo tempo em que tentarão preservar os clientes que foram inicialmente atraídos para seu ambiente original desprovido de comerciais. Outros serviços de streaming já lançaram ou preparam seus próprios planos com anúncios, como HBO Max, Peacock, Paramount+ e Disney+.
Ator de “Divergente” vai estrelar série baseada em “Magnatas do Crime”
O ator Theo James, conhecido pelo seu trabalho na franquia “Divergente” e na série “A Mulher do Viajante no Tempo”, vai estrelar a série “The Gentlemen”, baseada no filme “Magnatas do Crime” (2019), de Guy Ritchie. A trama continua a história do filme e vai acompanhar Eddie Halstead (personagem de James), um soldado honesto que recebeu uma enorme propriedade de herança do seu pai. O problema é que a propriedade está localizada no local onde antes operava o império de maconha do lendário Mickey Pearson (personagem de Matthew McConaughey no longa). Agora, o protagonista precisará decidir se ele tem coragem para assumir o controle do submundo de Londres e liderar toda a operação. Desenvolvida para a Netflix, a série baseada em “Magnatas do Crime” foi escrita pelo próprio Guy Ritchie, em parceria com Matthew Read (produtor de “Peaky Blinders”). O cineasta britânico também ficou responsável por dirigir os dois primeiros episódios. Elogiado pela crítica internacional (75% de aprovação no Rotten Tomatoes), “Magnatas do Crime” marcou a volta do diretor do blockbuster “Aladdin” (2019) às tramas de gângsteres do começo de sua carreira. O filme girava em torno da sucessão de um chefão americano do crime (McConaughey) que construiu um império de drogas no Reino Unido. Quando rumores começam a circular sobre sua aposentadoria, todos os outros criminosos de Londres criam seus próprios esquemas para tomar o lugar dele. A série “The Gentlemen” ainda não tem previsão de estreia. Veja abaixo o trailer legendado de “Magnatas do Crime”.
“Tuca & Bertie” é cancelada – de novo
A série “Tuca & Bertie” sofreu seu segundo cancelamento. A criadora da série, Lisa Hanawalt, anunciou no Twitter que o Adult Swim não vai dar continuidade à produção após exibir duas temporadas. O canal reviveu “Tuca & Bertie” em 2020 após o cancelamento original da série pela Netflix após uma única temporada em 2019. “Trabalhar com o Adult Swim foi muito criativo, nossos executivos foram todos inteligentes e atenciosos, e sou grata por termos conseguido espaço para fazer todos esses episódios selvagens e sinceros sobre coisas que importam muito para mim”, escreveu Hanawalt na rede social. Ela também observou que espera dar à série um final adequado em algum momento. “Eu ainda tenho um final lindo e estranho para ‘T&B’ em mente, espero que um dia tenhamos a chance de terminar a história. Eu testemunhei tantas pessoas se conectando com esta série em um nível profundo, e pretendo continuar contando histórias como esta, não importa o que aconteça.” Com 99% de aprovação na média do portal Rotten Tomatoes, a série produzida pela equipe de “BoJack Horsemen” contava a história de duas amigas passarinhas em suas aventuras e crises comuns às fêmeas de qualquer espécie – com dublagem original das comediantes Tiffany Haddish (“Viagem das Garotas”) e Ali Wong (“American Housewife”). O excelente elenco de vozes ainda contava com Steven Yeun (indicado ao Oscar por “Minari”), Nicole Byer (“Mandou Bem!”), Pamela Adlon (“Better Things”) e Richard E. Grant (“Loki”). As duas últimas temporadas da série foram disponibilizadas no Brasil pela HBO Max. Goodbye to Tuca & Bertie, for now 🙁 pic.twitter.com/fVodONC4mY — Lisa Hanawalt (@lisadraws) November 2, 2022
Netflix renova “Sandman” para 2ª temporada
A Netflix deu sinal verde para a aguardada 2ª temporada de “Sandman”, adaptação dos quadrinhos cultuados de Neil Gaiman. A confirmação da renovação se segue a um recado do Twitter oficial da editora DC Comics, que dizia: “O sonho continua. ‘Sandman’ retornará com novos episódios baseados em vários volumes da graphic novel de Neil Gaiman para explorar ainda mais histórias dos Perpétuos”. Entretanto, esse tuite foi imediatamente apagado. Na dúvida, o site Deadline foi atrás de suas fontes e confirmou que a série foi realmente renovada. Lançada no início de agosto, “Sandman” teve 69,5 milhões de horas de visualização em sua primeira semana, dobrando na segunda para 127,5 milhões, marcando 77,2 milhões em sua terceira semana e obtendo 53,8 milhões em sua quarta. Mas o próprio Neil Gaiman disse que essa performance robusta não garantia uma renovação automática, uma vez que os capítulos tinham uma produção cara. Com episódios baseados nos dois primeiros volumes da coleção em sua 1ª temporada, “Sandman” impressionou por sua capacidade de ser visualmente fiel aos quadrinhos, apesar dos contrastes na apresentação dos personagens, muitos deles escalados com intérpretes de raças e sexos diferentes das páginas originais – incluindo o Lúcifer vivido por Gwendoline Christie (a Brienne de “Game of Thrones”), a Morte interpreta por Kirby Howell-Baptiste (“The Good Place”) e Lucienne (antigamente conhecida como o assistente Lucien) em interpretação de Vivienne Acheampong (“The One”). A história também foi transposta para os dias atuais – em vez dos anos 1980 – , embora comece nos primeiros anos do século 20, quando o Perpétuo conhecido como Sonho (Tom Sturridge, de “Longe Deste Insensato Mundo”) é preso pelo ritual de um mago. Ao se libertar após várias décadas, ele dá início a uma jornada para retomar o domínio do reino dos sonhos. Para isso, precisa recuperar três ferramentas que lhe foram roubadas – uma algibeira cheia de areia, um rubi e um elmo – , numa busca que o leva até o inferno. Com uma mitologia complexa, que inclui a concepção dos irmãos do Sonho – Perpétuos que representam Morte, Destino, Delírio, Desejo, Destruição e Desespero (em inglês, todos os nomes começam com a letra D) – a trama de “Sandman” capturou a imaginação de uma geração nos anos 1980 e ajudou a lançar o conceito de quadrinhos adultos numa época em que o gênero era sinônimo de super-heróis. A continuidade da adaptação permitirá levar ao público alguns dos textos mais complexos e desconcertantes da trama de Gaiman, com personagens históricos e míticos, como William Shakespeare, o imperador Otávio Augusto e Orfeu, que têm suas histórias incorporadas à narrativa publicada pela DC.
Trailer de “O Troll da Montanha” apresenta “King Kong nórdico”
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado da fantasia norueguesa “O Troll da Montanha”, filme de monstro gigante que tem direção de Roar Uthaug (“Tomb Raider: A Origem”). A trama acompanha a reação do governo norueguês, que forma uma equipe de especialistas, após a criatura mística do título despertar na montanha de Dovre após mil anos, destruindo tudo pelo seu caminho, enquanto segue em direção à capital da Noruega. Uma premissa curiosa, que sugere um Godzilla inspirado nas lendas nórdicas – ou King Kong, como é mencionado na prévia. O elenco destaca Ine Marie Wilmann (“Furia”), Mads Sjøgård Pettersen (“O Rei da Montanha”), Kim Falck (“Presos no Gelo 3”) e Gard B. Eidsvold (“Em Busca do Castelo Dourado”). “O Troll da Montanha” tem estreia marcada para 1 de dezembro.
6ª temporada de “Elite” ganha trailer intenso
A Netflix divulgou o trailer da 6ª temporada de “Elite”, que traz os protagonistas assumindo seus anseios por liberdade, mas também tendo decepções, numa prévia bastante intensa. O novo ano escolar em Las Encinas vai começar tentando encobrir os desastres do passado recente. Mas os problemas nas suas salas de aula são sistêmicos: racismo, sexismo, abuso doméstico e LGBTfobia são apenas alguns dos difíceis temas abordados nos novos capítulos. A série perdeu vários integrantes do elenco nos últimos dois anos – a maioria dos personagens originais se formou, mas também houve morte. As mais recentes baixas são Samuel (Itzan Escamilla), Omar (Omar Ayuso), Rebeka (Claudia Salas) e Cayetana (Georgina Amorós). Por isso, o elenco foi reforçado. O principal destaque é Ana Bokesa (“La que se Avecina”), primeira atriz negra da atração em cinco anos. Anteriormente, a série de adolescentes brancos chegou a trazer Sergio Momo (Yeray) e Leïti Sène (Malik). Mas os primeiros atores negros surgiram na 3ª temporada e foram rapidamente dispensados, sem retornar na 4ª. Outras novidades incluem Carmen Arrufat (“Todos Mentem”), Álvaro de Juana (“HIT”) e os estreantes Ana Bokesa , Ander Puig (Ser o No Ser) e Álex Pastrana (“Bem-Vindo ao Éden”). Eles se juntam aos “novatos” do quinto ano, como o brasileiro André Lamoglia (“Juacas”) e a argentina Valentina Zenere (“Sou Luna”). Os novos episódios de “Elite” tem estreia marcada para 18 de novembro.
Trailer mostra como final de “Disque Amiga Para Matar” trata doença de Christina Applegate
A Netflix divulgou o pôster internacional e o trailer legendado da 3ª e última temporada de “Disque Amiga Para Matar” (Dead to Me). A prévia mostra como a produção incorpora os problemas de saúde da atriz Christina Applegate na trama, usando um acidente de carro para explicar suas dificuldades para se locomover e o visível aumento de peso. A atriz foi diagnosticada com esclerose múltipla e fez um grande esforço para completar as gravações. A atração marcou a volta da atriz Applegate às séries de comédia. Lançada ainda adolescente na cultuadíssima “Um Amor de Família” (Married with Children, 1987-1997), ela não protagonizava uma atração do gênero desde “Up All Night” (2011-2012). “Disque Amiga Para Matar” ainda voltou a reuni-la com o comediante Will Ferrell e o cineasta Adam McKay, que foram, respectivamente, seu coprotagonista e diretor na comédia de cinema “O Âncora” (2004). Os dois produzem a comédia, que foi criada por Liz Feldman (“Duas Garotas em Apuros”). Na trama, Applegate vive Jen, uma viúva aparentemente certinha, mas com problemas de gerenciamento de raiva. Depois que seu marido morre em um acidente, ela desenvolve uma amizade com Judy (Cardellini), uma mulher de espírito livre que conheceu num grupo de apoio. Mas enquanto se tornam amigas improváveis, Judy revela um grande segredo. James Marsden (“Westworld”) também fez parte do elenco nas duas primeiras temporadas, até ter um destino trágico, que acaba envolvendo as duas amigas numa investigação do FBI. Agora, elas tentam fazer de tudo para evitar serem presas. A série retorna em 17 de novembro para seus capítulos finais.
Com esclerose múltipla, Christina Applegate engordou 18 quilos e precisa de bengala
A atriz Christina Applegate, estrela da série “Disque Amiga para Matar”, revelou que sentiu a obrigação de terminar a série mesmo depois de ser diagnosticada com esclerose múltipla. Após o diagnóstico, a produção da série chegou a parar por cinco meses, para que Applegate pudesse iniciar o tratamento. “Havia a sensação de: ‘Bem, vamos dar um remédio para ela melhorar’”, disse Applegate em entrevista ao jornal The New York Times. “Não tem como melhorar. Mas foi bom para mim. Eu precisava processar a perda da minha vida, a minha perda dessa parte de mim. Então eu precisava desse tempo.” Applegate também revelou que durante as gravações da 1ª temporada, ela teve problemas de equilíbrio e mobilidade, e disse que gostaria de “ter prestado mais atenção” a esses sintomas na época. Ela disse que “tinha uma obrigação” com a sua colega de elenco, Linda Cardellini, e com a criadora da série, Liz Feldman, de continuar as gravações. “Os poderosos diziam: ‘Vamos parar. Não precisamos terminar. Vamos juntar alguns episódios’. Eu disse: ‘Não. Nós vamos fazer isso, mas vamos fazê-lo nos meus termos’”, contou ela. Durante todo o processo, Cardellini apoiou Applegate, a quem ela chama de “campeã e guerreira”. Applegate também disse que engordou 18 quilos e “não consegue andar sem bengala”, mas espera que as pessoas não deem tanta importância à sua aparência física. “Se as pessoas odeiam, se as pessoas adoram, se tudo em que conseguem se concentrar é: ‘Ooh, olhe para a aleijada’, isso não depende de mim”, disse ela. “Tenho certeza de que as pessoas vão ficar tipo ‘não consigo superar isso’. Mas espero que possam superar isso para aproveitar os episódios finais e dizer adeus a essas duas garotas.” Na trama de “Disque Amiga para Matar”, Applegate vive Jen, uma viúva aparentemente certinha, mas com problemas de gerenciamento de raiva. Depois que seu marido morre em um acidente, ela desenvolve uma amizade com Judy (Cardellini), uma mulher de espírito livre que conheceu num grupo de apoio. Mas enquanto se tornam amigas improváveis, Judy faz de tudo para esconder um grande segredo. O elenco ainda conta com James Marsden (“Westworld”), Diana Maria Riva (“17 Outra Vez”), Natalie Morales (“Parks and Recreation”) e os jovens Sam McCarthy (“Condor”) e Luke Roessler (“Legion”) também estão no elenco. A 3ª e última temporada estreia em 17 de novembro na Netflix.
Recomeço: Romance de Zoe Saldaña é a série mais vista da semana na Netflix
O drama romântico “Recomeço” assumiu a liderança das séries em inglês mais vistas da Netflix na semana, encerrando o longo reinado das produções de suspense de Ryan Murphy, “Dahmer: Um Canibal Americano” e “Bem-Vindos à Vizinhança”, que se alternaram em 1º lugar por mais de um mês. A série estrelada por Zoe Saldaña atingiu 72 milhões de horas assistidas em sua segunda semana, conseguindo figurar no Top 10 da Netflix em 84 países. “Recomeço” acompanha uma americana (Saldaña) que se apaixona por um chef (o novato Eugenio Mastrandrea) enquanto estuda na Itália e posteriormente constrói uma vida com ele nos Estados Unidos. Até vir a reviravolta tradicional dos livros do gênero – veja-se toda a prateleira de obras de Nicholas Sparks – , que envolve doença e a necessidade de seguir em frente. A diferença nesse caso é que a história é real. A trama é baseada num best-seller escrito pela atriz Tembi Locke (das séries “Eureka” e “The Magician”) com base em sua própria vida. A adaptação foi feita por sua irmã, a roteirista Attica Locke, que escreveu episódios de “Empire” e da minissérie “Olhos que Condenam” (When They See Us), e é produzida pela própria Zoë Saldaña em parceria com Reese Witherspoon (de “Big Little Lies”). A estreia mais bem-sucedida da semana foi da antologia de terror “Gabinete de Curiosidades de Guillermo del Toro”, que conquistou o 3º lugar com 49,95 milhões de horas visualizadas. Entre os dois títulos ficou “Bem-Vindos à Vizinhança”, com 67,51 milhões de horas assistidas. A outra série de Ryan Murphy, “Dahmer: Um Canibal Americano”, apareceu em 5º lugar, fechando mais de 865 milhões de horas assistidas em 28 dias desde o lançamento. Como a Netflix só computa a audiência de 28 dias, este é o número final da atração, que representa o 2º lugar entre as séries em inglês mais assistidas da plataforma em todos os tempos – atrás apenas da 4ª temporada de “Stranger Things” (1,3 milhão de horas).
Brasil tem dois filmes no Top 10 global da Netflix
O cinema brasileiro está em alta na Netflix. A atualização semanal da lista dos conteúdos mais vistos da plataforma revela dois títulos nacionais no Top 10 das produções não faladas em inglês. Lançado na quinta-feira (27/10), o drama romântico “Depois do Universo” entrou no ranking como o 4º filme mais visto da semana, com 12,3 milhões de horas visualizadas até domingo (30/10). Estreia da cantora Giulia Be como atriz, o filme acompanha uma talentosa pianista que precisa superar os desafios de lidar com o lúpus – a doença autoimune de Selena Gomez – , que pode atacar qualquer parte do corpo – o rim, no caso da jovem. Durante o tratamento, seu pessimismo é superado por uma forte conexão com um dos médicos que a ajuda a enfrentar suas inseguranças para se apresentar nos palcos junto de uma grande orquestra de São Paulo. O papel do médico marca a estreia brasileira de Henry Zaga, que apesar de ter nascido no Brasil só tinha feito produções americanas, como as séries “13 Reasons Why”, “Quem É Você, Alasca?” e o filme “Os Novos Mutantes”, entre outros. Integrando o filão dos romances de doença, o drama tem roteiro e direção de Diego Freitas (“O Segredo de Davi”). O outro filme da lista é “Esposa de Aluguel” em 7º lugar, visto ao longo de 4,2 milhaões de horas em sua terceira semana, após liderar a relação de filmes não falados em inglês por duas semanas consecutivas. Com uma premissa de Sessão da Tarde – variação moderna de “Namorada de Aluguel” (1987) – , o filme traz Caio Castro como um solteirão convicto, que nunca se envolveu profundamente com nenhuma mulher além de sua mãe e das três irmãs. Mas ao saber que vai morrer, sua mãe controladora faz um último pedido: vê-lo casado. E para evitar ficar fora do testamento, o solteirão resolve contratar uma atriz (Thati Lopes) para fingir ser sua noiva. Só que ela começa a improvisar e faz tudo diferente do combinado. E para surpresa de todos, agrada em cheio a matriarca, que até entrega as chaves de um imóvel cobiçado da família para o casal. “Esposa de Aluguel” tem roteiro de Fil Braz (“Minha Mãe é uma Peça 3”) e direção de Cris D’Amato (“Pai em Dobro”). Já o filme internacional mais visto da semana foi o alemão “Nada de Novo no Front”, assistido durante 31,5 milhões de horas. A nova adaptação do clássico literário de Erich Maria Remarque sobre a campanha alemã durante a 1ª Guerra Mundial gira em torno de um jovem idealista que, instigado pelo patriotismo de seus professores, alista-se para lutar pelo país. Mas, em vez de glórias, encontra o despreparo, a violência extrema e a loucura no front, testemunhando seus colegas de classe morrerem um por um. Considerada uma das principais obras sobre o horror da guerra, o livro já tinha sido trazido às telas em 1930, com direção de Lewis Milestone, quando venceu o Oscar de Melhor Filme. A versão da Netflix, entretanto, é a primeira adaptação alemã, com direção de Edward Berger (das séries “Deutschland 83” e “Your Honor”) e um elenco que destaca Sebastian Hülk (“Dark”), Daniel Brühl (“Falcão e o Soldado Invernal”), Albrecht Schuch (“Berlin Alexanderplatz”), Anton von Lucke (“Frantz”) e Devid Striesow (“Eu Estava em Casa, Mas…”). Muito aplaudido no Festival de Toronto, o filme impressionou a crítica norte-americana, alcançando 93% de aprovação no Rotten Tomatoes, e é o candidato da Alemanha a uma vaga no Oscar de 2023.
Netflix cancela “Fate: A Saga Winx”
A Netflix cancelou “Fate: A Saga Winx” após um mês e meio de lançamento da 2ª temporada. A adaptação live-action do desenho animado italiano “O Clube das Winx” foi desenvolvida por Brian Young (roteirista de “The Vampires Diaries”), que se pronunciou sobre o cancelamento em seu Instagram. “Essa não é uma notícia divertida de compartilhar, mas a Netflix decidiu não fazer uma 3ª temporada de Fate: A Saga Winx. Isso é especialmente difícil, porque eu sei o quanto vocês gostaram da 2ª temporada. É algo de partir o coração”. O produtor completa afirmando que tem orgulho de todos que trabalharam na série. “Foram quatro anos incríveis, espero vê-los novamente no futuro”, encerrou. O cancelamento aconteceu após a série não atingir a meta de ocupar o 1º lugar no serviço de streaming. A 2ª temporada da série ficou cinco semanas no Top 10 da Netflix, mas nunca chegou no 1º lugar. A trama acompanhava a jornada de cinco fadas adolescentes em Alfea, um internato mágico que fica em Outro Mundo – literalmente, Outro Mundo é o nome do lugar. Por lá, elas devem aprender a dominar seus poderes enquanto lidam com suas vidas amorosas, novas amizades, rivalidades e monstros que ameaçam suas existências. O elenco destacava Abigail Cowen (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Hannah van der Westhuysen (“Grantchester”), Eliot Salt (“Normal People”), Precious Mustapha (“Endeavour”), Elisha Applebaum (“Undercover Hooligan”), Sadie Soverall (“Rose Interpreta Julie”), Freddie Thorp (“A Descoberta das Bruxas”), Danny Griffin (“So Awkward”), Theo Graham (“Hollyoaks”) e Jacob Dudman (“Não Fale com Estranhos”).












