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  • Série

    As 10 melhores séries que chegam ao streaming

    29 de abril de 2022 /

    A relação de séries da semana inclui duas despedidas. A aclamada “Ozark” e a comédia “Grace and Frankie” encerram suas trajetórias na Netflix. E muitos não estão preparados para o final de “Ozark”, acreditem. Em compensação, não faltam estreias, com o lançamento dos primeiros episódios de várias produções. A lista desta semana favorece especialmente os fãs de terror, fantasia e tramas tensas, incluindo até uma história sangrenta para rir. Mas também há opções dramáticas entre as 10 principais séries que chegam ao streaming. Confira a seleção e os trailers.     OZARK | NETFLIX A aclamada série criminal chega ao fim de forma surpreendente, mas também inevitável, para entrar na história da (smart) TV como uma das melhores produções já feitas para o streaming. Consistente do começo ao fim, “Ozark” leva a tese do efeito dominó apresentada em seu começo ao limite, concluindo a história em seus últimos sete episódios do único jeito que poderia acabar, porém sem perder de vista o fator da imprevisibilidade humana. Um show de equilíbrio narrativo. Criada por Bill Dubuque (roteirista de “O Contador”) e Mark Williams (diretor de “Um Homem de Família”), a atração conta a trajetória da família formada pelo contador Marty (Jason Bateman, de “Arrested Development”), sua mulher (Laura Linney, de “Sully: O Herói do Rio Hudson”) e seus filhos, que se mudam para a região remota do título, no interior dos Estados Unidos, após Marty se endividar com um cartel do narcotráfico mexicano. Lá, eles constroem seu próprio império criminal. E sofrem as consequências de todos seus atos. A série já venceu três Emmys, incluindo dois para Julia Garner pelo papel da trapaceira Ruth Langmore, ex-aprendiz local de Marty, que tem papel importante no desfecho violento. O outro Emmy foi para o astro Jason Bateman, mas por seu trabalho como diretor na série. Por sinal, ele assina o capítulo final.     ILUMINADAS | APPLE TV+ A minissérie de suspense estrelada por Elisabeth Moss (“O Homem Invisível”) e pelo brasileiro Wagner Moura (“Narcos”) gira em torno de um serial killer capaz de viajar no tempo para assassinar “garotas brilhantes”, mulheres com potencial de grandeza, certo de sua impunidade. Voltando no tempo após cada assassinato, seus crimes são perfeitos e impossíveis de serem rastreados. Ou pelo menos é o que ele pensa, já que cada morte altera a linha temporal e uma das vítimas potenciais percebe a mudança. Moss é um dos alvos do assassino nos anos 1990, a primeira mulher que sobrevive a seu ataque e passa a reparar mudanças significativas e súbitas em seu cotidiano. E Moura interpreta um jornalista desacreditado, que decide investigar o caso, sem saber para onde o mistério o conduzirá. Baseado no livro homônimo de Lauren Beukes, a adaptação foi desenvolvida por Silka Luisa (produtora-roteirista de “Strange Angel”) e também destaca no elenco Amy Brenneman (“The Leftovers”), Phillipa Soo (“Dopesick”) e Jamie Bell (“Quarteto Fantástico”) como o serial killer.     O BEBÊ | HBO MAX A divertida série de terrir é centrada em um bebê assassino, que cai literalmente do céu para transformar a inglesa Natasha (Michelle de Swarte, de “A Duquesa”) em sua mãe. E rapidamente o recém-nascido deixa claro quem manda na família, ao deixar um rastro de mortes por onde passa. Ousada e insana, “O Bebê” foi criada pelas produtoras britânicas Lucy Gaymer (de “Gangs of London”) e Sian Robins-Grace (de “Sex Education”), e também inclui em seu elenco Amira Ghazalla (“Sense8”), Amber Grappy (“Wrecked”) e Tanya Reynolds (outra de “Sex Education”).     DESALMA | GLOBOPLAY Depois de surpreender em 2020, com uma trama cheia de mistérios e um clima de terror de arrepiar os fãs mais exigentes do gênero, a série brasileira volta a se aventurar palas florestas geladas do Sul do país, com uma fotografia que valoriza cenários sombrios e assustadores, para contar a história de imigrantes ucranianos assombrados por fenômenos sobrenaturais. Desde o início, a história tem como ponto central a morte de uma jovem que aconteceu há 30 anos, durante uma noite da celebração da Ivana Kupala, uma tradicional festa pagã eslava. O assassinato deixou a bruxa Haia (Cassia Kis), a mãe da vítima, planejando vingança, mas também reforçou a conexão entre as famílias envolvidas. Mas agora os segredos dessas famílias começam a ser revelados. E claro que novos mistérios e novos personagens entram na trama, como o bruxo centenário Traian Troader, interpretado por Fábio Assunção. A 2ª temporada também conta com a volta da jovem assassinada, que retorna no corpo de outra mulher (Camila Botelho) para reencontrar a mãe num momento crucial. Os roteiros são de Ana Paula Maia (“Deserto”) e a direção está a cargo de Carlos Manga Jr. (“Se Eu Fechar Os Olhos Agora”).     UNDONE | AMAZON PRIME VIDEO A impressionante animação adulta equilibra sci-fi, drama e comédia para contar os segredos da família de Alma (interpretada por Rosa Salazar, de “Alita: Anjo de Combate”), jovem rebelde que, ao sofrer um acidente de carro, descobre um estranho poder relacionado ao tempo. Ela passa a ver seu pai falecido (Bob Odenkirk, de “Better Call Saul”), que tenta lhe explicar suas habilidades e como viajar no tempo para impedir ou descobrir a verdade sobre a morte dele. Entretanto, as visões, que mostram diferentes etapas temporais simultâneas à sua frente, só fazem ela questionar sua própria sanidade mental. Na 2ª temporada, Alma descobre que a habilidade é genética e que sua irmã Becca (Angelique Cabral, de “Life in Pieces”) também tem a mesma capacidade, mas vive em negação de seus poderes. Intuindo que sua mãe (Constance Marie, de “With Love”) corre risco, ela convence a irmã a formar uma aliança para viajar no tempo e resolver de vez todos os problemas familiares – e talvez até mundiais, ao menos em suas pretensões. A série foi criada por Raphael Bob-Waksberg e Kate Purdy, responsáveis pela sátira animada “BoJack Horseman” na Netflix, e tem seus episódios dirigidos por Hisko Hulsing, artista responsável pelas animações do documentário “Kurt Cobain: Montage of Heck” (2015).     O SUBMARINO | NETFLIX A nova série turca da Netflix é um spin-off da belga “Noite Adentro”. Ambas foram criadas por Jason George, uma espécie de coringa da plataforma, que ajudou a produzir a primeira série em árabe da empresa, “Jinn”, bem como as japonesas “O Diretor Nu” e “Alice in Borderland”, as turcas “O Segredo do Templo” e “O Último Guardião”, a mexicana “Ingobernable” e até a brasileira “Sintonia”. A trama apocalíptica de “Submarino” acontece simultaneamente à 2ª temporada de “Noite Adentro”. Enquanto a atração belga acompanhava passageiros de um avião em fuga da luz do sol, após ela se tornar radioativa e mortal, a turca segue a tripulação de um submarino. Há vários elementos em comum nas duas histórias – em particular, os clichês de militares versus civis, extrapolados do clássico “Dia dos Mortos” (1985) – e situações que conectam as duas narrativas. Ao final, os sobreviventes das duas séries tem a mesma ideia de onde encontrar fonte de alimentação, já que a radiação também tornou a comida da superfície imprestável. E tanto a 2ª temporada de “Noite Adentro” quanto “Submarino” acabam no mesmo ponto. Um cliffhanger. Diante disto, a torcida é grande para a Netflix terminar esta história com pelo menos uma renovação.     THE OFFER | PARAMOUNT+ A série que conta os bastidores de “O Poderoso Chefão” tem muitos momentos interessantes. Sempre festejada como um marco do cinema, um dos maiores sucessos de bilheteria de todos os tempos e um consenso da crítica, a produção vencedora de três Oscars passou, de fato, por um desenvolvimento turbulento, com bastidores perigosamente conturbados, especialmente em sua relação com a máfia real. Mas o que daria um bom longa-metragem de cinema se perde um pouco no formato de minissérie, com excesso de tramas paralelas sobre o showbusiness de 1970, que acabam deixando de lado o ponto central, a história do filme que “quase não foi feito”. A trama é baseada nas experiências de Al Ruddy, o produtor do clássico de 1972, que foram transformadas em série por Michael Tolkin (roteirista do cult “O Jogador” e da recente minissérie premiada “Escape from Dannemora”), em parceria com Leslie Greif (criador de “Chuck Norris: O Homem da Lei”). A equipe criativa ainda soma a direção de Dexter Fletcher, que assinou “Rocketman” (2019) e finalizou “Bohemian Rhapsody” (2018). Já o elenco grandioso destaca Miles Teller (“Whiplash”) no papel de Al Ruddy, Juno Temple (“Ted Lasso”) como sua secretária Bettye McCart, Colin Hanks (“Fargo”) como o executivo Barry Lapidus, Matthew Goode (“Watchmen”) como o lendário produtor Robert Evans, Giovanni Ribisi (“Sneaky Pete”) como o mafioso real Joe Colombo, Justin Chambers (“Grey’s Anatomy”) na pele do astro Marlon Brando e Dan Fogler (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”) vivendo o cineasta Francis Ford Coppola, entre muitos outros atores.     LEONARDO DA VINCI | GLOBOPLAY Coprodução internacional rodada na Itália, a minissérie conta, com muitas liberdades artísticas, a vida de Leonardo Da Vinci. Sem os exageros da aventura épica – e fantasiosa – “Da Vinci’s Demons” (2013–2015), a trama explora a extraordinária vida do artista florentino por meio das obras que o tornaram famoso, focando as histórias por trás dessas obras para revelar o tormento interior de um homem obcecado em alcançar a perfeição. Criada por Frank Spotnitz, responsável por “O Homem do Castelo Alto”, em parceria com Steve Thompson, criador de “Vienna Blood”, a atração traz o irlandês Aidan Turner (da trilogia “O Hobbit”) no papel principal e um elenco repleto de estrelas europeias, como os ingleses Freddie Highmore (“The Good Doctor”) e James D’Arcy (“Agent Carter”), a italiana Matilda De Angelis (“The Undoing”) e o espanhol Carlos Cuevas (“Nosso Verão”).     AS 7 VIDAS DE LEA | NETFLIX Combinação viciante de fantasia juvenil e suspense criminal, a série francesa acompanha a Lea do título, uma adolescente de 17 anos, que numa noitada descobre sem querer a ossada de um antigo cadáver. A partir daí, ela se vê transportada para uma sequência de viagens no tempo. Sempre que vai dormir, desperta nos anos 1990, cada vez num corpo diferente, aparentemente para resolver o mistério da morte daquele esqueleto. O detalhe é que o defunto tinha sua idade quando morreu e fazia parte de uma banda de rock que incluía sua própria mãe. Não só isso. Numa das primeiras trocas de corpo, Lea acorda justamente como sua progenitora, no começo do namoro com seu pai. Fazendo de tudo para evitar situações que a traumatizariam para sempre, ela passa a investigar o que aconteceu na era grunge que levou à morte do antigo amigo de seus pais, do qual eles nunca falam. Ao mesmo tempo, ainda descobre que seus pais supostamente caretas foram muito mais rebeldes que ela. Criada pela roteirista Charlotte Sanson (“Como Virei Super-Herói”), a série marca a estreia de Raïka Hazanavicius como atriz. A intérprete de Lea é sobrinha de ninguém menos que o cineasta Michel Hazanavicius, vencedor do Oscar por “O Artista” (2011).     GRACE AND FRANKIE | NETFLIX A série original mais longa do catálogo da Netflix (com 94 episódios) chega o fim nesta sexta (29/4), com o lançamento dos 12 capítulos remanescentes de sua 7ª temporada – após uma pequena leva de capítulos ficarem disponíveis em agosto do ano passado, para compensar a interrupção dos trabalhos pela pandemia. Criada por Marta Kauffman (“Friends”) e Howard J. Morris (“Home Improvement”), Grace e Frankie são Jane Fonda e Lily Tomlin (ambas de “Como Eliminar seu Chefe”), duas mulheres que nunca se deram bem, mas que acabam tendo que conviver quando seus maridos se apaixonam entre si e se divorciam delas. Após se descobrirem na mesma situação, tornam-se cada vez mais próximas, forjando uma amizade de sete temporadas, desde 2015. O elenco inclui Martin Sheen (série “Anger Management”) como o ex-marido de Fonda, Sam Waterston (série “The Newsroom”) como o ex-marido de Tomlin, além de Brooklyn Decker (série “Friends with Better Lives”), Ethan Embry (série “Once Upon a Time”), June Diane Raphael (“Não Vai Dar”), Baron Vaughn (“Corporate”) e Peter Gallagher (série “Covert Affairs”).

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    Paulo Vieira está sendo disputado por Globo e Amazon

    28 de abril de 2022 /

    Em alta após o sucesso do quadro “Big Terapia” no “BBB 22”, o humorista Paulo Vieira está sendo disputado pela Globo e a Amazon Prime Video. Viera foi sondado pela Amazon para encabeçar projetos para o streaming, ao mesmo tempo em que a Globo tenta renegociar seu contrato, um ano antes do fim, para os diversos canais do grupo. Ele está conversando com as duas empresas. O humorista tem atualmente três projetos em desenvolvimento no grupo Globo. Seu próximo trabalho é a 2ª temporada do reality “Rolling Kitchen”, do GNT. Além disso, também vai estrelar “Avisa Lá que Eu Vou” no mesmo canal, programa em que viaja pelo interior do Brasil em busca de encontros divertidos com diversos personagens. Para completar, Vieira concebeu a premissa da série “Pablo e Luisão”, da Globoplay, que já tem sala de roteiro montada. Trata-se de uma comédia baseada em tuítes do humorista, em que ele narrou as aventuras de seu pai Luisão ao lado do melhor amigo dele, o Pablo do título.

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    Vida de Xuxa vai virar série

    27 de abril de 2022 /

    A Globoplay oficializou a produção de uma série biográfica sobre Xuxa Meneghel. Intitulada “Rainha”, a atração foi revelada durante o Rio2C, evento de “criatividade e inovação”, em que a plataforma anunciou planos de investir 500% mais em atrações exclusivas para o streaming, em comparação ao período anterior à pandemia. “Rainha” irá revelar a trajetória de Xuxa, de menina do interior do Rio Grande do Sul a rainha dos baixinhos, “acompanhando a intimidade, os bastidores e muito mais sobre a pop star mais icônica da América Latina”, afirmou um comunicado oficial da empresa. Ainda não foi divulgado quem interpretará a apresentadora nas telas. A atração foi criada por Daniela De Carlo (“Qualquer Gato Vira-Lata”) e terá oito episódios, com estreia prevista para 2024.

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    Arthur é o campeão do “BBB 22”

    27 de abril de 2022 /

    A rede Globo consagrou na noite desta terça (26/4) o ator Arthur Aguiar como vencedor do “BBB 22”. Ele superou os finalistas Paulo André Camilo (2º lugar) e Douglas Silva (3º), numa final que contou com apresentação emocionada de Tadeu Schmidt, que interagiu no mesmo ambiente com os últimos confinados, além de uma longa procissão de VTs e shows. Foi uma das vitórias mais anticlimáticas da história do programa, praticamente definida nas primeiras semanas. O sofá passou a assistir quase sem reação a torcida engajadíssima de Arthur, autodenominada de Padaria, eliminar todos os adversários do confinado durante o jogo. Até a ordem de eliminação foi previsível, tirando qualquer possibilidade de surpresa e emoção do “BBB 22”. O direcionamento dado pela votação da Padaria foi tão evidente que levantou muitas suspeitas, até de Lula, em relação à influência do poder econômico na contratação de equipes e “fábricas” de robôs para atingir os resultados. Não por acaso, muitos gostariam que os produtores mudassem completamente o esquema de votação, permitindo apenas um voto por CPF. Mas isso vai contra a netflixação dos números celebrada pelo “BBB”. Durante a transmissão, Tadeu Schmidt se encheu de orgulho para comentar os recordes da maior votação da temporada, a segunda maior da História e o maior número de votos já registrados numa final, mais de 751 milhões. Apesar da lenda de que Arthur foi um grande jogador, o ator foi um dos participantes mais chatos da edição. Sem beber e quase não dançar nas festas, ele passou o programa reclamando, inclusive de aliados, demonstrando egoísmo, isolando-se e dormindo, tendo pouquíssimas interações até chegar próximo da final, num quadro clássico de depressão. Com isso, o que realmente ficou do “BBB 22” foram as scoobiadas, a amizade de Scooby, P.A. e DG, a fofice do namoro de Eslovênia e Lucas, o sexo sem medo de Eliezer, Maria e Natália, o azar de Eliezero e os surtos da Bad Nat, situações que chamaram muito mais atenção que a suposta narrativa do vencedor. Os produtores do documentário sobre o campeão do “BBB 22”, atualmente em desenvolvimento na Globoplay, terão que se esforçar muito, e se focar mais no que aconteceu fora da casa cenográfica, para explicar como um jogador frio e de pouca empatia virou o vencedor da edição. Para a Globo, ficou o saldo da arrecadação recorde com patrocinadores e ações publicitárias, além de uma audiência que, embora venha em tendência de queda, continua respeitável. A final do reality show, por exemplo, chegou a registrar duas vez mais público que o jogo Corinthians x Boca Juniors pela Libertadores, transmitido pelo SBT. Na Grande São Paulo, o “Big Brother” teve uma média 25,9 pontos de audiência, enquanto a partida registrou média de 13,7 pontos por volta de 23h30, de acordo com dados da Kantar Ibope. Entretanto, esta vitória se encolhe quando comparada a final de 2021, quando Juliette venceu a atração. O último dia do “BBB 21” rendeu 34,1 pontos. Ou seja, o “BBB 22” registrou uma queda de quase 25% nos índices de audiência. Um recorde de votos que, aparentemente, não refletiu o número de pessoas reais interessadas no programa.

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    Globoplay planeja documentários do “BBB 22”

    26 de abril de 2022 /

    A Globoplay estaria planejando pelo menos dois documentários sobre o “BBB 22”. O apresentador Tadeu Schmidt seria foco de uma das atrações, enquanto o vencedor do programa estrelaria outra. De acordo com informações vazadas na imprensa, Schmidt começou a ter seu cotidiano registrado desde que foi confirmado como novo rosto oficial da produção. Já a obra sobre o vencedor da atração teve sua equipe de roteiristas recentemente convocada, com Patricia Cupello à frente da produção. Ela dirigiu os documentários sobre Juliette Freire e Karol Conká no ano passado. Isto indica que a atração deve seguir o mesmo formato dos lançamentos derivados do “BBB 21”, exibidos em capítulos. O vencedor do “BBB 22” será conhecido na noite desta terça (26/4), após uma procissão de shows. Dentre os finalistas, Arthur Aguiar é o favorito – desde o começo do programa – a vencer o prêmio de R$ 1,5 milhão, mas Douglas Silva e Paulo André Camilo podem surpreender.

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    Séries da semana trazem Julia Roberts, Viola Davis e Natasha Lyonne

    22 de abril de 2022 /

    A variedade e quantidade de séries que chegam ao streaming até domingo (24/4) acabou tornando a seleção desta semana um pouco diferente. Para priorizar os títulos que geram maior expectativa, produções menos vistosas acabaram cedendo espaço na lista para obras menos recomendáveis. O dilema surgiu pela dificuldade de ignorar uma atração estrelada por Viola Davis e Michelle Pfeiffer em favor de produções europeias com nomes totalmente desconhecidos. Mas como qualidade nunca passa em branco, semana que vem tem resgate. A lista também destaca trabalhos elogiados de Julia Roberts, Sean Penn, Natasha Lyonne, Bill Hader, Kaley Cuoco, Bob Odenkirk e Don Cheadle. Confira abaixo as 10 estreias selecionadas e comentadas, com seus respectivos trailers.   BONECA RUSSA | NETFLIX Uma das melhores séries da Netflix ficou ainda melhor na 2ª temporada, recompensando o espectador com um destemor absurdo ao correr grandes riscos com sua trama mirabolante. Na história original de looping temporal, a personagem de Natasha Lyonne (“Orange Is the New Black”) morria várias vezes durante sua noite de aniversário na cidade de Nova York, apenas para voltar ao começo da festa e se preparar para morrer novamente, continuamente, vitimada por detalhes fortuitos e pessoas desatentas. Mas esta foi só a primeira fase de suas desventuras, que agora trocam o looping temporal por viagem no tempo. Após conseguir sobreviver à morte insistente, ela se vê embarcando num trem para o passado, que a leva aos anos 1980. Não só isso, ela passa a habitar o corpo de sua mãe, então grávida dela mesma. E tem a brilhante ideia de mudar o passado para corrigir seu presente. Só que essa ideia nunca deu certo em nenhum filme de viagem no tempo já produzido. Além de estrelar, Lyonne criou a atração em parceria com a atriz Amy Poehler (“Parks and Recreation”) e a cineasta Leslye Headland (“Quatro Amigas e um Casamento”).   GASLIT | STARZPLAY A minissérie de época deve finalmente dar a Julia Roberts seu perseguido Emmy. A atriz dá um show como Martha Mitchell, socialite casada com o Procurador-Geral da República John Mitchell (um irreconhecível Sean Penn sob quilos de maquiagem) e personagem central de um dos maiores escândalos políticos dos EUA. Trata-se do escândalo Watergate, nome do prédio onde funcionava um importante escritório do Partido Democrata, invadido na calada da noite por “espiões” do Partido Republicano em 1972 com o objetivo de plantar escutas. Só que a “missão secreta” se provou uma sucessão de trapalhadas. Denunciada pela imprensa, a espionagem política e sua tentativa de acobertamento levaram à renúncia do presidente Richard Nixon em 1974. Apesar de sua filiação partidária, Martha gostava de “aparecer” e tinha fama de ser “boca aberta”. E por saber dos segredos, foi logo considerada o elo fraco dos conspiradores, levando seu marido a ter que escolher entre a esposa e o presidente dos EUA. Na minissérie, a situação tensa rapidamente evoluiu do drama de família para o suspense psicológico e político. Com estreia marcada para domingo (24/4), a produção criada por Robbie Pickering (roteirista de “Mr. Robot”) também traz em seu elenco Dan Stevens (“Legion”), Erinn Hayes (“Bill & Ted: Encare a Música”), Shea Whigham (“Perry Mason”), Brian Geraghty (“Big Sky”), Darby Camp (“Clifford, O Gigante Cão Vermelho”), Nat Faxon (“The Conners”) e Patton Oswalt (“A.P. Bio”).   ANOS INCRÍVEIS | DISNEY+ A nova série é um reboot da famosa e influentíssima “Anos Incríveis” (The Wonder Years), exibida nos anos 1980, sobre uma família de classe média dos 1960 que tinha sua típica vida suburbana recortada pelo olhar do pequeno Kevin Arnold, vivido por Fred Savage. A nova versão repete a premissa, a estrutura e a época da produção original, mas desta vez com todo o contexto histórico apresentado pelo ponto de vista de uma criança negra. O menino Elisha Williams é quem interpreta o novo protagonista, Dean, de 12 anos, que vive em Montgomery, Alabama, em 1968. E além dos intérpretes de sua família, encabeçada por Dulé Hill (“Psych” e “Suits”) e Saycon Sengbloh (“No Escuro/In the Dark”), a produção inclui o astro Don Cheadle (o Máquina de Combate da Marvel) como narrador dos episódios, dando voz à versão adulta de Dean, que conta detalhes de uma infância passada numa época extremamente racista. Um detalhe curioso é que Fred Savage, o eterno Kevin, é diretor de oito episódios e produtor executivo do reboot. Ele dirige séries desde 1999 e já contabiliza a realização de capítulos de mais de 70 atrações diferentes no currículo. Já o roteirista responsável pela adaptação é o comediante Saladin K. Patterson, que assinou episódios de “The Big Bang Theory” e “Psych”.   WU-TANG: AN AMERICAN SAGA | STAR+ Demorou três anos, mas a série que conta a história do grupo de hip-hop Wu-Tang Clan finalmente chegou ao Brasil. Desenvolvida por um dos fundadores do Wu-Tang Clan, The RZA, em parceria com o roteirista Alex Tse (“Watchmen: O Filme”), a trama mostra como Bobby Diggs (o próprio The RZA) conseguiu unir uma dezena de jovens de personalidades distintas, que se encontravam divididos entre a música e o crime no começo dos anos 1990, para originar uma das histórias mais improváveis de sucesso da música popular americana. Reverenciado pela forma como juntou hip-hop e referências de kung fu em seu disco de estreia, criando um som distinto e inigualável, Wu-Tang Clan se tornou um dos grupos mais influentes do hip-hop em todos os tempos. Ao todo, a banda lançou cinco álbuns, que venderam 40 milhões de cópias em todo o mundo. Além disso, a maioria de seus integrantes também desenvolveu carreiras individuais bem-sucedidas. Junto de RZA, a série conta com a produção de outro membro do grupo, Method Man, e inclui Ghostface Killa, Inspectah Deck, Masta Killa e GZA, bem como herdeiros de Ol ‘Dirty Bastard (falecido em 2004), como consultores. Por enquanto, a Star+ disponibilizou apenas a 1ª temporada, mas a atração já exibiu seu segundo ano de produção nos EUA e encontra-se renovada para a 3ª e última leva de episódios.   BETTER CALL SAUL | NETFLIX O lançamento dos dois primeiros capítulos inaugura oficialmente o início do fim, também conhecido como primeira parte da 6ª e última temporada de “Better Call Saul”. Estruturado como um interminável flashback, o spin-off de “Breaking Bad” vem contando desde 2015 como o advogado idealista Jimmy McGill se transformou no inescrupuloso vigarista que batiza a atração: Saul Goodman. E a produção fez o público aguardar cinco temporadas para chegar no ponto mais esperado, quando a trama se cruza com os eventos de “Breaking Bad”, trazendo de volta Walter White (Bryan Cranston) e Jesse Pinkman (Aaron Paul) para conduzir a trama aos eventos fatídicos que levaram o personagem vivido por Bob Odenkirk a perder carreira e fortuna ao final da série original. Vale lembrar que o primeiro episódio de “Better Call Saul” iniciava bem depois dos eventos de “Breaking Bad”, e há grande expectativa para ver em que condições Jimmy/Saul se tornou um dos poucos sobreviventes da trama criminal.   HEARTSTOPPER | NETFLIX A adaptação dos quadrinhos homônimos de Alice Oseman sobre dois garotos apaixonados virou uma comédia romântica light, onde tudo dá certo e praticamente inexistem traumas. Uma produção cor-de-rosa, que transmite conforto e ternura como a primeira série adolescente de temática gay produzida pela Netflix. A trama gira em torno de dois adolescentes britânicos: Charlie (vivido pelo estreante Joe Locke), um jovem abertamente gay e muito intenso, e Nick (Kit Connor, de “Rocketman”), um jogador de rúgbi atlético e de coração mole, que um dia são forçados a sentar juntos na classe e rapidamente se tornam amigos. Mas logo Charlie se vê profundamente apaixonado por Nick, embora não ache que tenha uma chance. Só que Nick está mais interessado em Charlie do que qualquer um dos dois imagina – e isto pode lhes custar suas amizades ou se transformar no primeiro amor de suas vidas. A história foi originalmente lançado em 2015 como quadrinhos na web, antes de ser posteriormente publicado pela divisão infantil da editora Hachette numa coleção de graphic novels. Mas, curiosamente, os personagens já existiam antes dos quadrinhos, introduzidos no primeiro romance de Alice Oseman, “Solitaire”, publicado em 2014 quando ela tinha 17 anos. A trama de “Heartstopper”, na verdade, serve de prólogo para “Solitaire”. A série é escrita pela própria Oseman e tem direção de Euros Lyn, que já assinou episódios de séries como “Doctor Who”, “Torchwood”, “Demolidor” e “His Dark Materials”.   THE FLIGHT ATTENDANT | HBO MAX A comissária de bordo vivida por Kaley Cuoco (a Penny de “The Big Bang Theory”) retorna na 2ª temporada como uma agente secreta da CIA e logo se vê inadvertidamente envolvida em nova intriga internacional cheia de reviravoltas, com direito a uma rival que tem exatamente a sua cara. O enredo explora a possibilidade desta doppelgänger ser uma alucinação causada pela sobriedade forçada da protagonista, mas também é uma citação hitchockiana dos produtores – assim como a loira que sabe demais. Inspirada no livro homônimo de Chris Bohjalian, a série foi desenvolvida pelo roteirista Steve Yockey (“Supernatural”) e a produção está a cargo da própria atriz principal, via sua empresa Yes Norman, em parceria com o ubíquo Greg Berlanti (“The Flash”, “Riverdale”, etc), o produtor com mais séries exibidas simultaneamente nos EUA. Entre as novidades do segundo ano, destaca-se a participação da atriz Sharon Stone (“Instinto Selvagem”) como a mãe de Cuoco.   BARRY | HBO MAX A primeira série estrelada por Bill Hader – depois de oito temporadas no programa humorístico “Saturday Night Live” – gira em torno de um ex-militar que trabalha como assassino de aluguel no Meio-Oeste americano. Bem sucedido, mas não apaixonado por sua linha de trabalho, ele descobre que pode ser bom em outra coisa ao viajar até Los Angeles para um “serviço” e se deparar com uma comunidade de teatro amador, encantando-se com as possibilidades da atuação. O problema é que seu passado não quer lhe dar uma chance de mudar de vida e a 3ª temporada, que estreia no domingo (24/4), sofre uma guinada dramática após a vida dupla do protagonista ser colocada em cheque. Bastante sombrios, os novos capítulos trazem Barry ponderando se mata seu professor de teatro (Henry Winkler), que também virou seu melhor amigo, para preservar seu segredo e garantir sua vida atual. Hader criou “Barry” em parceria com Alec Berg (roteirista de “Silicon Valley”) e a atração lhe rendeu dois prêmios consecutivos de Melhor Ator de Comédia no Emmy Awards, além de um prêmio de Melhor Coadjuvante para Henry Winkler.   SISSI | GLOBOPLAY A produção alemã conta a história da Imperatriz da Áustria, que é adorada nos países de língua alemã – e na Hungria – tanto pela modernidade de seu reinado como pelo status de heroína romântica forjado numa trilogia cinematográfica de enorme sucesso nos anos 1950, que catapultou a atriz Romy Schneider ao estrelato mundial. Mas a nova Sissi é bem diferente dos “filmes de princesa”. A série não é açucarada nem indicada para crianças, traz cenas picantes e apresenta os personagens sem a mesma pureza. A versão interpretada por Dominique Devenport chega a ser teimosa e até egoísta. Ao conhecer o mulherengo Imperador Frans Jozef (Jannik Schümann), já sabe que ele pretende se casar com sua irmã Helena (Pauline Rénevier), mas isso não a impede de ir atrás dele até conquistá-lo… com 16 anos de idade.   THE FIRST LADY | PARAMOUNT+ A minissérie conta a história de três primeiras-damas dos Estados Unidos com interpretação de atrizes famosas. Viola Davis (“O Esquadrão Suicida”) vive Michelle Obama, Gillian Anderson (“The Crown”) interpreta Eleanor Roosevelt e Michelle Pfeiffer (“Homem-Formiga e a Vespa”) é Betty Ford. Mas, apesar do talento envolvido, a criação do roteirista Aaron Cooley (“Melhor. Pior. Finde. De. Todos.”) é a opção mais fraca da semana. Com falta de foco, os episódios são apanhados de situações trazidos à tela de forma superficial e sem desenvolvimento dramático. Para o público internacional, ainda há ausência de contexto em detalhes da política americana. Mesmo com direção da dinamarquesa Susanne Bier, que já venceu o Oscar de Melhor Filme...

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  • Música,  Série

    Gabriel Leone será Ney Matogrosso em série da Globoplay

    18 de abril de 2022 /

    O ator Gabriel Leone (o “Dom”) vai estrelar um novo projeto ligado à história da música brasileira. Depois de viver Roberto Carlos em “Minha Fama de Mau” e dar vida ao Eduardo de “Eduardo e Mônica”, baseado na música da Legião Urbana, ele será Ney Matogrosso numa série da Globoplay sobre o grupo Secos & Molhados, que revolucionou a MPB no início dos anos 1970. A produção definiu os protagonistas com Gabriel Leone no papel de Ney Matogrosso, Mauricio Destri (“Os Dias Eram Assim”) como João Ricardo e Caio Horowitz (“Lov3”) como Gérson Conrad – o trio Secos & Molhados. Gabriel e Ney, inclusive, já se encontraram para falar do projeto e, nesta semana, o ator revelou em seu Instagram estar lendo a biografia do cantor, “Ney Matogrosso: Vira-lata de Raça”. Com produção da O2 Filmes, a série é baseada no livro “Primavera nos Dentes: A História do Secos & Molhados”, de Miguel de Almeida. As gravações devem começar em junho para uma estreia em streaming no ano que vem.

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  • Filme

    10 filmes que chegam nas plataformas digitais

    15 de abril de 2022 /

    A programação de lançamentos digitais da semana está cheia de filmes europeus premiados. Mas também têm besteirol brasileiro e um filme de videocassetadas pra quem preferir apenas escapismo. As 10 estreias mais relevantes podem ser conferidas abaixo, com mais detalhes e seus respectivos trailers.   JACKASS PARA SEMPRE | NOW, VIVO PLAY, VOD* Previsto para outubro passado nos cinemas brasileiros, o novo filme da trupe liderada por Johnny Knoxville só chegou nesta sexta (15/4) e exclusivamente nas plataformas digitais. A produção reúne o elenco original de “Jackass” para mais piadas cruéis com eles mesmos, geralmente perigosas e quase sempre absurdas, agora com o auxílio de novos integrantes. A crítica americana achou todos os desafios com risco de morte muito engraçados, o que rendeu 86% de aprovação no Rotten Tomatoes. A direção é de Jeff Tremaine, um dos criadores de “Jackass” na MTV no ano 2000 e responsável por manter as videocassetadas da franquia no cinema desde “Jackass: Cara-de-Pau – O Filme” em 2002. Também como sempre, roteiro e produção levam a assinatura do cineasta Spike Jonze (“Ela”), que é cocriador da série com Tremaine e Knoxville.   HISTÓRIAS DE MENINAS | NOW O grande vencedor do Goya (o Oscar espanhol) do ano passado também chega às plataformas digitais sem cruzar o circuito comercial de cinema. Passado em Zaragoza no início dos anos 1990, numa escola católica para meninas, a trama mostra como a chegada de uma garota vinda de Barcelona apresenta a adolescência para as meninas comportadas do interior e revela que a educação conservadora é cheia de tabus e contradições. O longa de estreia da diretora Pilar Palomero venceu ao todo 29 prêmios internacionais, incluindo o Platino de Melhor Trabalho de Estreia Ibero-americana.   FABIAN – O MUNDO ESTÁ ACABANDO | NOW O Fabian do título é um publicitário que vagueia pelos clubes mais decadentes de Berlim em busca de emoção, até ver seu mundo virar do avesso ao se apaixonar por uma atriz judia. Só que, na Alemanha dos anos 1930, não é apenas seu mundo que está desmoronando… Logo, seus planos e esperanças se tornam rapidamente ultrapassados pela ascensão do nazismo que torna tudo ao seu redor irremediavelmente sombrio. Diferente da primeira adaptação do romance biográfico de Erich Kästner, lançada em 1980, a versão do veterano diretor Dominik Graf (“Duas Irmãs, Uma Paixão”) narra a história do personagem interpretado por Tom Schilling (“Lara”) não como um drama de época, mas como um alerta sobre o presente, alimentado por uma cena de abertura virtuosa, que começa numa estação moderna de metrô de Berlim, antes de emergir em 1931. Afinal, simpatizantes dos nazistas estão voltando ao poder nos dias que correm. Vencedor de três troféus da Academia Alemã de Cinema, inclusive de Melhor Filme de 2021, tem 87% de aprovação no Rotten Tomatoes. OS TRADUTORES | NOW, VIVO PLAY, VOD* O curioso suspense literário francês é basicamente um mistério ao estilo de Agatha Christie sem cadáver. Os suspeitos são nove tradutores trancados em um bunker de luxo para traduzir um aguardado livro que encerra uma trilogia best-seller. Embora estejam confinados sem nenhuma comunicação externa, para evitar qualquer tipo de vazamento, uma crise se instaura quando alguém posta na internet as 10 primeiras páginas do livro e chantageia o editor a pagar 5 milhões de euros para não publicar o restante. Uma caçada se desdobra dentro do bunker em busca ao culpado. Quem matou, ou melhor, vazou o livro? Como uma boa produção “whodunit”, o segundo longa de Régis Roinsard (do delicioso “A Datilógrafa”) reúne um elenco internacional de peso, liderado pelo francês Lambert Wilson (“Matrix Resurrections”), a ucraniana Olga Kurylenko (“Viúva Negra”), a dinamarquesa Sidse Babett Knudsen (“Westworld”), o inglês Alex Lawther (“The End of the F***ing World”), a portuguesa Maria Leite (“Diamantino”), o italiano Riccardo Scamarcio (“John Wick: Um Novo Dia para Matar”), o espanhol Eduardo Noriega (“Perfeitos Desconhecidos”) e o belga Patrick Bauchau (“A Jovem Rainha”).   LARA | NOW A Lara do título é uma pianista frustrada, que dedicou sua vida para transformar o filho num grande músico. Só que, ao mesmo tempo, tornou o rapaz ressentido pela falta de empatia, ignorando as dificuldades que ele enfrentava para atingir o nível exigido. Em seu aniversário de 60 anos, ela faz planos para ver o primeiro grande concerto de piano do filho. Mas não foi convidada e tudo indica que nem será bem-vinda à apresentação. O que não a impede de comprar todos os ingressos que encontra e distribuí-los para garantir lotação máxima. O drama de Jan-Ole Gerster (“Oh Boy”) venceu 12 prêmios internacionais, com destaque para o troféu de Melhor Atriz conquistado por Corinna Harfouch (“Aqui e Agora”), a Lara, no Festival de Karlovy Vary. Tom Schilling (de “Fabian – O Mundo Está Acabando”) interpreta seu filho.   NO RITMO DA VIDA | NOW, VIVO PLAY, *VOD A produção canadense acompanha um jovem que se cansa de sua cidade e se muda para a casa da avó no interior, dividindo-se entre cuidar da senhorinha que começa a dar sinais de demência e trabalhar como drag queen em um bar local. O primeiro longa de Phil Connell atingiu 92% de aprovação no Rotten Tomatoes, venceu 10 prêmios em festivais do circuito LGBTQIAP+ e registrou um dos últimos papéis da veterana Cloris Leachman (vencedora do Oscar por “A Última Sessão de Cinema”), intérprete da vovó, que morreu em janeiro do ano passado.   A QUEDA | FILMICCA O longa de estreia da ucraniana Marina Stepanska mostra uma juventude que busca encontrar seu lugar num país que apensas recentemente se libertou da influência soviética. Os personagens principais são Angon, um músico de sucesso que acaba de sair de um período de reabilitação, e Katia, que está prestes a se mudar para Berlim com seu namorado alemão. Um encontro casual cria complicações não intencionais para ambos. Lindamente filmado no interior da Ucrânia, com cenas lentas e questões políticas, conquistou três prêmios da Academia Ucraniana de Cinema, inclusive o troféu de Melhor Atriz para Darya Plakhtiy (“A Sniper Russa”). Todos os lugares vislumbrados na tela estão agora destruídos, assim como os sonhos da geração dos protagonistas.   WHITE BUILDING | MUBI Um jovem enfrenta a perspectiva de demolição do conjunto habitacional em que viveu toda a vida na capital do Camboja, além das pressões da família, amigos e vizinhos que surgem e se cruzam neste momento de mudança repentina. Co-produzido pelo mestre chinês Jia Zhangke (“Amor Até as Cinzas”), o longa de estreia do cambojano Neang Kavich reflete o abandono dos mais pobres pelas autoridades das grandes cidades, que se tornam parceiras da especulação imobiliária. O também estreante Piseth Chhun, ator que vive o protagonista, foi premiado por seu desempenho no Festival de Veneza do ano passado.   JUNTOS E ENROLADOS | NOW, VIVO PLAY, VOD* A nova aposta de humor popular brasileiro traz Cacau Protásio e Rafael Portugal como noivos que resolvem se divorciar em plena festa de casamento. A produção acabou ganhando notoriedade há dois anos e meio devido a ataques racistas contra Protásio, durante filmagens num quartel de bombeiros. A comediante interpreta uma bombeira na história. Ironicamente, o filme é exemplar por fazer humor sem ofender ninguém. Ao contrário, exalta a luta cotidiana dos trabalhadores brasileiros, ainda que apele para todos os clichês possíveis. A direção é de Eduardo Vaisman (“Valentins”) e Rodrigo Van Der Put (“Detetive Madeinusa”) e o elenco ainda reúne veteranos das comédias, como Fafy Siqueira, Neuza Borges, Tony Tornado e Berta Loran.   BABENCO: ALGUÉM TEM QUE OUVIR O CORAÇÃO E DIZER PAROU | GLOBOPLAY O primeiro longa dirigido por Barbara Paz, eleito o Melhor Documentário do Festival de Veneza de 2019, aproveita a intimidade da diretora iniciante com o cineasta veterano. Parceira de vida de Babenco, Paz registrou com belíssima fotografia em preto e branco os últimos instantes do diretor – ele morreu em 2016, depois de uma luta contra o câncer – numa obra que também serve de testamento das realizações de um dos maiores cineastas do Brasil – mesmo ele sendo argentino. Selecionado para representar o Brasil no Oscar do ano passado, a produção teve uma trajetória internacional premiada e atingiu 80% de aprovação no Rotten Tomatoes. Além de grande conquista em Veneza, foi aclamado pela Academia Brasileira de Cinema com quatro troféus, incluindo vitórias nas categorias de Melhor Documentário e Melhor Filme de Estreia.   * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Looke, Microsoft Store e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.

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  • Série

    10 séries que estreiam em streaming

    15 de abril de 2022 /

    A lista de séries da semana tem diversão para todos os gostos, desde fantasia feminista até ação violenta masculina. Há também duas produções brasileiras, resultado da competição de plataformas rivais tentando aumentar sua influência no mercado nacional. E até a despedida de um estúdio de cinema indicado ao Oscar, com uma atração animada baseada em seu icônico mascote. Confira a seguir as 10 principais séries que chegam ao streaming, com informações e trailers de cada uma delas.   ROAR | APPLE TV+ Antologia de fábulas sombrias e cômicas, “Roar” é um “Além da Imaginação” feminista, com oito episódios de meia hora que trazem narrativas, elencos e pontos de vista diferentes, sempre lidando com experiências bizarras de personagens distintos. Um dos capítulos, por exemplo, traz Nicole Kidman (“Big Little Lies”) como uma mulher que come fotografias. Em outro, Issa Rae (“Insecure”) é uma escritora que começa a desaparecer. A iniciativa da produção partiu das criadoras de “GLOW”, Liz Flahive e Carly Mensch, inspiradas pelo livro de mesmo nome de Cecelia Ahern. Além de estrelar, Nicole Kidman também é uma das produtoras do projeto, que ainda destaca em seu elenco Cynthia Erivo (“The Outsider”), Merritt Wever (“Inacreditável”), Fivel Stewart (“Atypical”), Betty Gilpin e Alison Brie (ambas de “GLOW”).   OUTER RANGE | AMAZON PRIME VIDEO Parte “Yellowstone” e parte “Twin Peaks”, o neo-western fantasioso traz Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Ultimato”) como um fazendeiro de Wyoming “lutando por sua terra e família”. Mas ao mesmo tempo em que enfrenta um rival (Will Patton, de “Yellowstone”) interessado em sua fazenda, uma mulher desconhecida (Imogen Poots, de “Natal Sangrento”) chega no local em busca de sinais misteriosos e um buraco negro, aparentemente sem fundo, abre-se na propriedade. Criada pelo estreante Brian Watkins, a série tem produção da Plan B, produtora de Brad Pitt, e conta com a cineasta Amy Seimetz (“Vou Morrer Amanhã”) entre seus diretores. O bom elenco ainda inclui Lili Taylor (“Perry Mason”), Tamara Podemski (“Coroner”), Lewis Pullman (“Top Gun: Maverick”) e Tom Pelphrey (“Ozark”).   A RETALIAÇÃO | GLOBOPLAY O novo hit criminal israelense foi criado por Rotem Shamir e Yuval Yefet, respectivamente diretor e roteirista do fenômeno “Fauda”. Passada há 15 anos na costa dourada de Israel e inspirada em eventos reais,  a trama traz Tsahi Halevi  (o Naor de “Fauda”)  como um detetive de polícia idealista e moralmente inabalável, que deixa para trás uma carreira de sucesso para voltar para sua cidade natal. Só que, ao chegar, encontra uma comunidade dominada por um senhor do crime e logo percebe que a única maneira de derrubar o criminoso é se tornar pior que ele. Maior sucesso de audiência da TV israelense dos últimos sete anos, já se encontra renovada para sua 2ª temporada.   ANATOMIA DE UM ESCÂNDALO | NETFLIX A minissérie de suspense dramático produzida por David E. Kelley repete o clima de “The Undoing”, mergulhando numa família da elite britânica que se vê abalada por um escândalo, no qual a verdade se perde entre a justiça e o privilégio. A trama é baseada num best-seller de Sarah Vaughn e acompanha o impacto de uma acusação de estupro contra um membro do Parlamento britânico, levada adiante por uma advogada sem medo de abalar o poder político do Reino Unido, muito menos receio de destruir um casamento e a estima pessoal de uma família poderosa. Apesar de muitas reviravoltas e um elenco afinado, encabeçado por Rupert Friend (“Homeland”), Sienna Miller (“Sniper Americano”), Naomi Scott (“As Panteras”) e Michelle Dockery (“Downton Abbey”), foi considerada a mais fraca criação recente de Kelley, autor também de “Big Little Lies”, “Nove Desconhecidos” e “Big Sky”.   SENTENÇA | AMAZON PRIME VIDEO   Camila Morgado (“Bom Dia, Verônica”) vive uma advogada criminalista no mais novo thriller brasileiro. Acreditando que todos têm direito à defesa, por pior que tenha sido o crime cometido, ela assume um caso que chocou o país, de uma mulher que incendiou um policial. Mas isso a coloca no meio de uma disputa entre o líder da maior facção criminosa do Brasil e pessoas misteriosas que o querem morto. Criada por Paula Knudsen (“Spectros”) e dirigida por Marina Meliande (“A Alegria”) e a argentina Anahí Berneri (“Alanis”), a minissérie de seis episódios ainda traz Fernando Alves Pinto (“Vou Nadar Até Você”), Lena Roque (“Quanto Vale Ou É Por Quilo?”), Rui Ricardo Diaz (“Impuros”), Heloisa Jorge (“Sob Pressão”), Lourinelson Vladmir (“Insânia”), Samya Pascotto (“Amarração do Amor”), Pedro Caetano (“Sem Fôlego”), Lucinha Lins (“O Rico e Lázaro”), Arthur Kohl (“O Mecanismo”) e Bárbara Colen (“Bacurau”) em seu elenco.   A SOGRA QUE TE PARIU | NETFLIX A sitcom brasileira criada e estrelada por Rodrigo Sant’anna evoca o clima de “Sai de Baixo”, com encenação teatral e risinhos da plateia – presentes até quando as piadas não tem graça. Novamente em papel feminino, após a Valéria do “Zorra Total” e a Graça do “Tô de Graça”, o humorista vive a Dona Isadir, que durante a pandemia se muda para a mansão do filho Carlos (Rafael Zulu), na Barra da Tijuca, e cria vários atritos com a nora Alice (Lidi Lisboa). Mas suas trapalhadas também divertem os netos (Pedro Ottoni e Bárbara Sut) e a emprega Marinez (Daniela Fontan), que trabalha há anos para a família. Importante destacar que o elenco é todo negro, algo ainda muito raro de se ver numa produção brasileira.   VOTE JUAN | HBO MAX A comédia espanhola chega em suas três temporadas completas, contando a ascensão de um político ambicioso e sem caráter, vivido por Javier Cámara (de “Truman” e “Os Amantes Passageiros”). Ex-prefeito do interior transformado em ministro da Agricultura, ele cisma em concorrer ao cargo de presidente da Espanha e, em meio a uma sucessão de trapalhadas, o plano vai ganhando força. Com humor politicamente incorreto, a série criada por Diego San José (“Super Lopez”) lembra um pouco “Veep” em sua caricatura da política eleitoral.   LEGENDS OF TOMORROW | NETFLIX Em uma de suas melhores temporadas, os heróis que viajam no tempo vão parar na era do jazz, são perseguidos por Elliott Ness, tentam impedir a 1ª Guerra Mundial e o desastre nuclear de Chernobyl, enfrentam cópias robóticas de si mesmos, conhecem o inventor da viagem no tempo e comemoram a produção de seu 100º episódio com a participação especial do elenco da temporada inaugural. Entretanto, o sétimo ano da produção também marcou as despedidas de mais dois personagens, John Constantine (Matt Ryan) e Nick Zano (Nate Heywood), e foi encerrado com a estreia de Booster Gold (Donald Faison) num cliffhanger que está matando os fãs de suspense, já que a próxima temporada ainda não foi confirmada.   ULTRAMAN | NETFLIX Continuação da série clássica Tokusatsu dos anos 1960, o novo “Ultraman” foi desenvolvido pela Production I.G., produtora de “Ghost in the Shell: Stand Alone Complex”, em parceria com a Sola Digital Arts, de “Appleseed Alpha”. São duas escolas bem diferentes de animação, que se combinam com uma junção de computação gráfica e desenho tradicional, sob a direção de Kenji Kamiyama (de “Cyborg 009”) e Shinji Aramaki (de “Appleseed Alpha”). Em sua 2ª temporada, a atração junta várias gerações de heróis para enfrentar alienígenas que ameaçam extinguir a vida da Terra.   A ERA DO GELO: AS AVENTURAS DO SCRAT | DISNEY+ A série animada estrelada pelo personagem Scrat, da franquia animada “A Era do Gelo”, introduz Baby Scrat, o filho adotivo do famoso esquilo pré-histórico, que apesar do amor compartilhado entra na disputa com o “pai” pela sonhada noz. Mas seu tom é de despedida. Com apenas seis episódios curtos, a única série derivada dos filmes de Chris Wedge e Carlos Saldanha marca a despedida do estúdio Blue Sky, criador de “A Era do Gelo”, “Rio” e “O Touro Ferdinando”, que foi extinto pela Disney em consequência da aquisição da 20th Century Fox. “As Aventuras de Scrat” foi sua última produção completada.

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  • TV

    Globo encerra contrato com Fabiana Karla após 16 anos

    14 de abril de 2022 /

    A Globo e Fabiana Karla não renovaram seu contrato de exclusividade após 16 anos. Assim como outras artistas da emissora, entre elas Juliana Paes, a comediante vai passar a trabalhar somente por obra na empresa. Apesar disso, Fabiana será vista em breve num lançamento da Globoplay. Ela gravou toda a 1ª temporada da série “Rensga Hits!”, sobre rivais no mundo sertanejo, que tem estreia prevista para o final deste semestre. Ela ainda tem um novo projeto humorístico em desenvolvimento no canal pago Multishow, chamado “Central de Bicos”. A atriz iniciou seu vínculo com a Globo em 2006 ao entrar no humorístico “Zorra Total” (1999-2015) mas, antes disso, já havia feito uma participação na novela “Mulheres Apaixonadas” (2003), por isso conta o período de ligação com o canal como se fossem 19 anos. Depois de sair do “Zorra Total” em 2011, ela passou a se alternar entre novelas – foi Olga em “Gabriela” (2012), a virgem Perséfone em “Amor à Vida” (2013) e Madalena em “Verão 90” (2019) – e participações no “Zorra” (2015-2019) e na nova versão da “Escolinha do Professor Raimundo” – no papel de Cacilda. Um dos últimos trabalhos de Fabiana Karla na emissora foi a apresentação do programa “Se Joga” (2019-2021), juntamente com Érico Braz e Fernanda Gentil. Em um post no Instagram, ela agradeceu as oportunidades abertas pela longa parceria. “Depois de 19 anos encerro um ciclo incrível na Globo. Aprendi e cresci muito trabalhando ao longo dos anos aqui. Tive muitas oportunidades e também muitas conquistas. Serei eternamente grata por tudo o que eu conquistei com os meus trabalhos na Globo”, escreveu. E ainda acrescentou: “Não é um adeus, apenas um até breve. Ainda vou estar trabalhando por obra e com todos os projetos incríveis na Globoplay (Alerta Spoiler: vocês vão amar assistir Rensga!!!)

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  • TV

    Alice Wegmann troca Globo por HBO Max

    8 de abril de 2022 /

    A atriz Alice Wegmann juntou-se à lista dos artistas que encerraram seus contratos de exclusividade com a Globo. Após 11 anos na emissora, ela confirmou que está deixando a emissora para seguir novos caminhos e desafios. Segundo informações da coluna de Patrícia Kogut no jornal O Globo, Wegmann optou por não renovar o contrato, que se encerra no fim de maio, para integrar o elenco de “Segundas Intenções”, primeira novela da HBO Max – que a assessoria do canal já convenceu alguns sites a chamar de “telessérie”. Num post publicado em suas redes sociais, a atriz resgatou algumas de suas personagens marcantes e relembrou seus trabalhos na Globo, como “Malhação”, “Órfãos da Terra”, “Ligações Perigosas” e “Cidade Proibida”. “Cabem muitas vidas em 11 anos de TV Globo. Eu sou muito grata pelos encontros que tive trilhando esse caminho, pelas coisas que aprendi, pelas oportunidades que me deram. Quantas vidas!”, ela escreveu na publicação. “Tô indo ali alcançar outros voos e já já eu volto pra contar mais histórias junto com vocês. Foram 11 anos de parceria, 7 novelas, 4 séries e incontáveis dias crescendo e aprendendo dentro dessa casa tão acolhedora! Tô feliz demais com essa mudança e muito animada pelo que vem por aí!”, acrescentou. Antes de estrear na HBO Max, Wegmann ainda poderá ser vista numa nova série do Globoplay, “Rensga Hits”, em que interpreta uma cantora sertaneja inspirada em Marília Mendonça. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alice Wegmann (@alicewegmann)

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  • Série

    10 séries novas para acompanhar em streaming

    8 de abril de 2022 /

    A programação de séries da semana está ótima para fãs de cinema, especialmente porque uma das atrações junta os diretores de “Shang-Chi” e do clássico “Fogo Contra Fogo”. Há também o final da adaptação de “Gomorra” e uma produção derivada da franquia iniciada por “O Código Da Vinci”. Produções europeias, entre elas a popular “Elite”, e uma nova série sul-coreana também se destacam na lista dos 10 principais títulos que chegam ao streaming. Confira abaixo os títulos selecionados com informações detalhadas e os respectivos trailers.   TOKYO VICE | HBO MAX A minissérie de ação sobre o submundo da Yakuza é um thriller estiloso de grife, assinado por dois cineastas famosos: Destin Daniel Cretton (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) e o veterano Michael Mann (“Fogo Contra Fogo”). A trama se baseia no livro-reportagem de Jake Adelstein, em que o jornalista relata sua experiência nos dois lados da Lei em Tóquio, descrevendo o estilo de vida violento da máfia japonesa e a corrupção no departamento de polícia da capital. Estrelada por Ansel Elgort (“Amor, Sublime Amor”) no papel de Adelstein, a série também destaca em seu elenco Ken Watanabe (“Godzilla 2”), Hideaki Ito (“Memórias de um Assassino”), Shô Kasamatsu (“O Diretor Nu”), Tomohisa Yamashita (“The Head: Mistério na Antártida”), Rachel Keller (“Legion”), Ella Rumpf (“Raw”) e Rinko Kikuchi (“Círculo de Fogo”).   GOMORRA | HBO MAX A série que superou a audiência de “Game of Thrones” na Itália encerra-se em sua 5ª temporada, mostrando a luta final pelo poder da Camorra, uma feroz organização criminosa napolitana. Desenvolvida por Roberto Saviano, autor do livro homônimo e de sua adaptação cinematográfica – o filme “Gamorra” (2008) – , a produção foi eleita a Melhor Série do Mundo durante seu lançamento no Festival de TV de Monte-Carlo. Exibida de 2014 a 2021, a trama rendeu um spin-off, o filme “O Imortal” (2019), que é sequência da 4ª temporada e também está disponível na HBO Max.   ELITE | NETFLIX A 5ª temporada de “Elite” repercute os eventos traumáticos da season finale passada, entre eles o assassinato de Armando (Andrès Velencoso) e a hospitalização de Ari (Carla Díaz) após quase morrer afogada, além de trazer algumas novidades após a despedida de vários integrantes nos últimos capítulos. Entre os destaques estão as estreias do brasileiro André Lamoglia (“Juacas”), falando em português, e da argentina Valentina Zenere (“Sou Luna”), visando explorar a popularidade da série na América do Sul.     GENTLEMAN JACK | HBO MAX A produção britânica de época era originalmente uma minissérie, mas fez tanto sucesso que neste domingo (10/4) inicia sua 2ª temporada. Ambientada na Inglaterra do século 19, conta a história real de Anne Lister (vivida por Suranne Jones), uma mulher muito à frente de seu tempo, que trocou os vestidos elaborados das damas de sua época por um traje masculino mais prático, assumindo-se lésbica e lutando para assumir os negócios da família e ficar rica. A trama é baseada no diário de Lister e registros da época, e é escrita, dirigida e produzida por Sally Wainwright (criadora de “Happy Valley”). O INFORMANTE | HBO MAX A produção húngara de espionagem se passa em 1985, nos últimos dias da Cortina de Ferro, e acompanha um estudante universitário que é coagido pelo Estado a espionar seus amigos para salvar seu irmão. Conforme o radicalismo dos estudantes aumenta, mais ele fica indeciso sobre o que fazer, especialmente após surgir a desconfiança de que um informante está infiltrado no grupo.   DISQUE PRAZER | NETFLIX A série holandesa recria a origem dos serviços de sexo por telefone. Passada em Amsterdã nos anos 1980, a trama gira em torno de uma estudante ambiciosa, que descobre uma nova carreira por acaso, ao fazer gravações para um serviço de telessexo criado por dois irmãos bem diferentes. A primeira linha telefônica dedicada exclusivamente ao serviço vira um enorme sucesso, transformando a ideia de gravações picantes num negócio gigantesco.   PRETENDENTE SURPRESA | NETFLIX A nova atração sul-coreana da Netflix é uma comédia romântica de erros. Tudo começa quando a protagonista é convencida por uma amiga a se passar por ela num encontro às cegas e fazer de tudo para ser rejeitada pelo homem que encontrará no jantar. Só que o plano começa a dar errado quando o homem do encontro se revela o CEO da empresa em que ela trabalha e, por motivos inesperados, ele acaba lhe fazendo uma proposta de casamento. Assim, o que deveria ser apenas um favor para uma amiga, transforma-se numa grande confusão. O papel principal é interpretado por Kim Sejeong, que iniciou a carreira no reality feminino “Produce 101” e fez parte dos grupos de K-pop I.O.I e Gugudan.   O SÍMBOLO PERDIDO | GLOBOPLAY Baseada no livro homônimo de Dan Brown, a série apresenta uma aventura completa de Robert Langdon, personagem que foi interpretado por Tom Hanks em três filmes. Na trama, o professor de Harvard (agora vivido por Ashley Zukerman da série “Succession”) é convidado a desvendar o significado da pirâmide maçônica e impedir uma (mais uma, para quem viu os filmes) conspiração global. A atração durou apenas uma temporada com adaptação da Dan Dworkin e Jay Beattie (criadores da série sci-fi “The Crossing”), e também contava com produção do diretor Ron Howard, que filmou os longas da franquia: “O Código Da Vinci” (2006), “Anjos e Demônios” (2009) e “Inferno” (2016).   THE HARDY BOYS | DISNEY+ A Disney+ está disponibilizando duas temporadas da nova versão dos detetives mirins – a 2ª em lançamento simultâneo com os EUA. Muito famosos, os irmãos Hardy já venderam dezenas de milhões de livros de mistérios juvenis desde sua concepção em 1927, tiveram sua primeira série da Disney em 1957, um desenho animado em 1969 e uma atração conjunta com Nancy Drew em 1977. Desenvolvida para o streaming pelos roteiristas Jason Stone (“É o Fim”), Chris Pozzebon (“Blindspot”) e Steve Cochrane (“Lost Girl”), a trama acompanha Frank (Rohan Campbell, de “Virgin River”) e Joe Hardy (Alexander Elliot, visto em “Locke & Key”) de mudança com o pai para a cidadezinha de Bridgeport. Ao procurar respostas para uma recente tragédia que mudou suas vidas, eles acabam descobrindo algo muito mais sinistro – mas também novos amigos.   iCARLY | PARAMOUNT+ A 2ª temporada de “iCarly” é especialmente indicada para fãs de outra série infantil dos anos 2000, “Drake & Josh”. Para quem não lembra, antes de assumir o papel-título de “iCarly”, Miranda Cosgrove foi Megan Parker na série de Drake Bell e Josh Peck. E a participação de Peck é um dos pontos altos dos novos capítulos do atual revival, que se passa 10 anos após o final da atração original do Nickelodeon, mostrando o que aconteceu com Carly e seus amigos Spencer (Jerry Trainor) e Freddie (Nathan Kress) ao iniciarem a vida adulta.  

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    Justiça invalida censura a “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”

    6 de abril de 2022 /

    O ensaio da volta de censura de obras artísticas, prática costumeira da ditadura militar que o governo Bolsonaro buscou resgatar, durou 22 dias. Uma decisão da juíza Daniela Berwanger Martins, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, determinou a invalidade da censura federal ao filme “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”, de 2017, que o Ministério da Justiça proibiu de ser exibido num despacho publicado em 15 de março. Apesar da tentativa do governo, o resgate da censura, extinta com a redemocratização, nunca “pegou”. Apesar da proibição e de multa diária para a desobediência, as plataformas de streaming jamais tiraram o filme de seus catálogos. O grupo Globo, que disponibiliza a produção escrita e estrelada por Danilo Gentili nas plataformas Globoplay e Telecine, chegou a emitir comunicado afirmando que não aceitaria censura, porque “a decisão ofende o princípio da liberdade de expressão, é inconstitucional e, portanto, não pode ser cumprida”. A tentativa de censura foi resultado de um movimento de perfis bolsonaristas das redes sociais que passaram a associar o filme à pedofilia por conta de uma cena envolvendo os dois protagonistas menores e o ator Fabio Porchat. Um dia após a ordem de censura, o Ministério da Justiça mudou a classificação indicativa da obra: de 14 para 18 anos. Foi com base nesta mudança que a juíza Daniela Berwanger Martins determinou a extinção da ordem de censura. “Considerando que falha na classificação indicativa do filme foi apontada como situação fática a dar ensejo à decisão, com a sua alteração para o limite máximo pela Senajus, o motivo indicado para o ato deixa de se fazer presente”, escreveu a juíza na decisão. “Diante disso, é imperioso reconhecer que a decisão deixa de ter compatibilidade com a situação de fato que gerou a manifestação de vontade, tornando a motivação viciada e, consequentemente, retirando o atributo de validade do ato”, acrescentou. A decisão atendeu o pedido do MPF (Ministério Público Federal), que no dia 18 de março ingressou com ação civil pública para derrubar a censura ao filme. “O objetivo dessa ação é corrigir uma violação à liberdade de expressão artística”, declarou o procurador da República Claudio Gheventer na ocasião. A censura à produção de 2017 de Danilo Gentili foi a primeira de um filme desde o final da ditadura militar. Ela foi decidida cerca de 48 horas após “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola” passar a ser associado à pedofilia por perfis bolsonaristas e 24 horas após o ministro da Justiça Anderson Torres cobrar “providências” contra o filme. Dias depois, o mesmo Anderson Torres teve uma postura radicalmente oposta em relação ao aplicativo Telegram. Denunciado por disseminar pedofilia, tráfico de drogas e armas, desinformação, discursos de ódio, propaganda nazista e outras barbaridades, o aplicativo que se recusava a obedecer a Justiça brasileira foi defendido pelo Ministro da Justiça com base no “direito de escolha”. Em suas manifestações nas redes sociais e para a imprensa, Danilo Gentili sempre negou que o filme fizesse apologia à pedofilia e, pelo contrário, “vilaniza” esse tipo de crime.

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