Novo Halloween vai resgatar as crianças do filme de 1978
Quem viu o “Halloween” original, escrito e dirigido por John Carpenter em 1978, deve recordar que Laurie Strode (papel consagrado por Jamie Lee Curtis) trabalhava como babá quando foi atacada por Michael Myers. O que poucos lembram são as crianças da história. Pois os personagens mirins do filme original vão reaparecer na próxima continuação da franquia. Lindsay Wallace e Tommy Doyle, as crianças que estavam sob os cuidados de Laurie durante o ataque do psicopata mascarado, fazem parte da nova história. Doyle será interpretado, em sua versão adulta, por Anthony Michael Hall (“O Vidente”). Mas a menina terá a mesma intérprete do filme original: Kyle Richards, que deu continuidade à carreira de atriz e foi até uma das enfermeiras da série “Plantão Médico” (E.R.). Intitulado “Halloween Kills”, o próximo filme será o segundo de uma nova trilogia, iniciada no ano passado por “Halloween” e que se encerrará com “Halloween Ends”. “Halloween Kills” vai estrear em 15 de outubro de 2020 e “Halloween Ends”, de nome bastante sugestivo, chega aos cinemas brasileiros em 16 de outubro de 2021, sempre um dia antes do lançamento nos Estados Unidos. Ambos serão novamente escritos por Danny McBride e David Gordon Green, com o último assumindo a direção. Os dois também trabalharão com John Carpenter, criador da franquia, que mais uma vez assinará a trilha sonora da produção.
Hailee Steinfeld vive a poeta Emily Dickinson em trailer de série da Apple
A Apple divulgou o primeiro trailer de “Dickinson”, série de comédia sobre a aclamada poeta do século 19 Emily Dickinson. A prévia enfatiza os aspectos rebeldes da jovem, retratando-a na pós-adolescência como uma garota moderna – isto é, dos dias de hoje, que conhece movimentos de kung fu, faz dedinhos de heavy metal e passos de hip-hop. Este comportamento anacrônico (isto é, fora de época) evoca “Maria Antonieta” e contrasta com a ambientação e os demais personagens. Para completar, o vídeo também mostra uma interação entre as poesias de Emily Dickinson e seus atos de rebeldia. Na vida real, porém, a poeta viveu reprimida pela família e teve seu talento literário reconhecido apenas após a morte. Criada por Alena Smith (roteirista-produtora de “The Affair”), a série é descrita como um olhar cômico no mundo de Dickinson, explorando as restrições da sociedade, gênero e família na perspectiva de uma escritora iniciante que não se encaixa em seu próprio tempo. O papel principal é vivido por Hailee Steinfeld (“Quase 18”). “Dickenson” tem produção do cineasta David Gordon Green (“Especialista em Crise”) e vai marcar o primeiro papel regular de Steinfeld em uma série de televisão. O elenco também inclui Jane Krakowski (“Unbreakable Kimmy Schmidt”), Toby Huss (“Halt and Catch Fire”), Anna Baryshnikov (filha do bailarino Mikhail Baryshnikov e vista em “Manchester à Beira-Mar”), Ella Hunt (“Anna e o Apocalipse”), Gus Birney (“The Mist”) e Adrian Enscoe (“À Beira do Abismo”). A série deve ser disponibilizada no lançamento da plataforma de streaming Apple TV+, previsto para novembro nos Estados Unidos.
Chris Pine viverá o lendário jornalista Walter Cronkite em filme sobre a cobertura do assassinato de JFK
O ator Chris Pine (“Mulher-Maravilha”) vai interpretar o lendário jornalista Walter Cronkite, âncora mais famoso da TV americana, no drama “Newsflash”. O filme vai se concentrar na cobertura dos acontecimentos de 22 de novembro de 1963, quando as emissoras de televisão correram para noticiar o assassinato do presidente John F. Kennedy no Texas. O produtor de Cronkite, Don Hewitt, o chefe da CBS Jim Aubrey e o jovem colega de trabalho Dan Rather também são personagens do filme. Durante décadas, Walter Cronkite foi considerado o homem de maior credibilidade dos EUA. Ele apresentou o principal jornal da rede, o CBS Evening News, até 1981, e sua carreira também foi marcada pelas coberturas da chegada do homem à lua e da guerra do Vietnã. Em desenvolvimento há pelo menos dois anos, o filme já chegou a ter Seth Rogen previamente contratado para viver Cronkite, mas esta versão do projeto tinha David Gordon Green (“Especialista em Crise”) anexado como diretor. Green preferiu deixar “Newsflash” para dirigir “Halloween”, que ainda ganhará mais duas sequências. Por conta disso, “Newsflash” está atualmente sem diretor confirmado. O roteiro é de Ben Jacoby (do terror “Bleed”), a produção está a cargo de Greg Silverman (“No Limite do Amanhã”) e não há previsão de estreia.
Universal anuncia mais duas continuações do terror Halloween
O psicopata Michael Myers nunca morre. E nem, aparentemente, sua inimiga Laurie Strode. Graças a isso, a franquia de terror “Halloween” terá mais duas continuações escritas por Danny McBride e dirigidas por David Gordon Green, que assinaram o revival de sucesso de 2018. As continuações foram anunciadas por meio de um vídeo do estúdio Universal, que revela os títulos e suas datas de estreia nos Estados Unidos. “Halloween Kills” vai estrear em 16 de outubro de 2020 e “Halloween Ends”, de nome bastante sugestivo, chega aos cinemas americanos em 15 de outubro de 2021. Os filmes ainda não têm previsão de lançamento no Brasil. Jamie Lee Curtis, estrela do longa original de 1978 e do revival, vai repetir o papel de Laurie Strode nos dois filmes. Ela repercutiu a notícia das produções no Twitter, avisando: “Bem, meus amigos… estou apenas me aquecendo. Feliz Halloween!”. O diretor John Carpenter, que concebeu os personagens nos anos 1970, também continua a bordo como produtor, ao lado de Jason Blum, da Blumhouse.
Foto de produtor de Halloween com Jamie Lee Curtis sugere nova continuação da franquia
O produtor Jason Blum, dono da Blumhouse Pictures, compartilhou uma foto ao lado da atriz Jamie Lee Curtis, sugerindo uma nova continuação da franquia. “Estamos discutindo algumas coisas…”, ele escreveu ao lado da imagem, em que Jamie aparece segurando uma embalagem de boneca de sua personagem no filme, Laurie Strode. Na verdade, a surpresa é a demora nessas “discussões”. O retorno de “Halloween” aos cinemas foi um dos maiores sucessos do ano passado. Elogiado pela crítica, o filme arrecadou mais de US$ 255 milhões nas bilheterias mundiais. E só custou US$ 10 milhões para ser filmado. Desde fevereiro, circulam rumores de que a Blumhouse contratou o roteirista Scott Teems, criador da série “Rectify” – e que também assina o vindouro remake de “Chamas da Vingança”, baseado em livro de Stephen King – para escrever uma nova continuação. O “Halloween” de 2018 foi escrito pelo comediante Danny McBride e o cineasta David Gordon Green, que trabalharam juntos na série de comédia “Eastbound & Down” da HBO. O filme mostrava um novo confronto entre Laurie Strode (Curtis) e o assassino Michael Myers, que a atormentou no filme original de John Carpenter, de 1978, e em várias outras sequências, desconsideradas pelo longa. Curiosamente, já houve dois “Halloween 2”. O terceiro ainda não tem previsão de estreia. We’re discussing stuff. @jamieleecurtis pic.twitter.com/gs3gw5r95k — Jason Blum (@jason_blum) June 5, 2019
Saiba quais são as séries em desenvolvimento para a Apple TV+
A Apple liberou a primeira prévia da programação de sua plataforma de streaming, a Apple TV+, anunciada em evento realizado nesta segunda (25/3) em Cupertino, na California. Com cerca de um minuto e meio de duração, é uma apresentação picotada que vai da comédia de época à ficção científica sem se deter em nenhuma produção, mas ao menos revela os títulos das novas séries. A programação construída pelos ex-chefes da Sony Television, Jamie Erlicht e Zach Van Amburg, inclui as séries descritas abaixo. “The Morning Show”: estrelada por Jennifer Aniston, Reese Whiterspoon e Steve Carell, acompanhará os bastidores de um programa de notícias matinal. “Nós vamos trazer um olhar honesto sobre relações entre homens e mulheres no ambiente de trabalho”, disse Aniston durante o evento de apresentação da plataforma, afirmando estar animada por voltar à TV com o projeto – sua primeira série desde o fim de “Friends”, em 2004. “Amazing Stories”: nova versão da série de antologia sci-fi criada por Steven Spielberg em 1985. “Vamos ressuscitar essa marca e levá-la a um novo público”, proclamou o cineasta. “See”: uma nova série de ficção científica estrelada por Jason Momoa (“Aquaman”) e Alfre Woodward (“Luke Cage”). O projeto é um “épico futurista” e se passa após a humanidade perder a capacidade de enxergar. Nesse futuro, a sociedade encontrou novas formas de interagir, construir, caçar e sobreviver. É então que um par de gêmeos nasce com olhos perfeitos, balançando o status quo. A série é criação do roteirista britânico Steven Knight (criador de “Taboo” e “Peaky Blinders”) e terá seus episódios dirigidos pelo cineasta Francis Lawrence (“Jogos Vorazes: Em Chamas”). “Truth to Be Told”: título oficial da produção que estava sendo desenvolvida como “Are You Sleeping”, sobre a obsessão norte-americana com podcasts de histórias de crimes reais não resolvidos. O elenco é liderado por Octavia Spencer (“A Forma da Água”), Lizzy Caplan (“Truque de Mestre 2”), Aaron Paul (“Breaking Bad”) e Ron Cephas Jones (“This Is Us”). Spencer vive a repórter investigativa de um podcast de crimes verdadeiros, que reabre o caso do assassinato do pai de duas irmãs gêmeas, interpretadas por Caplan. “Home Before Dark”: drama de mistério baseado na vida real da jornalista mirim Hilde Lysiak, que, obcecada em virar repórter, desvendou um crime sozinha aos 11 anos de idade. Brooklynn Prince (a estrelinha de “Projeto Flórida”) interpreta a jovem protagonista, que se muda de Nova York para a cidadezinha de seu pai (Jim Sturgess, de “Tempestade: Planeta em Fúria”), onde sua perseguição obstinada pela verdade a leva a desenterrar um caso criminal que todos naquele lugar, incluindo seu próprio pai, tentaram enterrar. “Mythic Quest”: comédia de meia hora de Rob McElhenney e Charlie Day (criadores e estrelas de “It’s Always Sunny in Philadelphia”), que traz o primeiro como diretor criativo de um estúdio de videogames. “Servant”: thriller psicológico desenvolvido pelo cineasta M. Night Shyamalan (“Vidro”) e o roteirista britânico Tony Basgallop (criador de “Hotel Babylon”), que envolve uma babá (Nell Tiger Free, de “Game of Thrones”) contratada por um casal para cuidar de seu filho recém-nascido. Toby Kebbell (o Messala de “Ben-Hur”) e Lauren Ambrose (“A Sete Palmos”, “Arquivo X”) vivem o casal e o elenco ainda inclui Rupert Grint (o Ron Weasley de “Harry Potter”) como o irmão da personagem de Ambrose. “Dickson”: comédia de época sobre a juventude da escritora Emily Dickson, estrelada por Hailee Steinfeld (“Quase 18”), em seu primeiro papel regular numa série. A produção é do cineasta David Gordon Green (“Especialista em Crise”). “For All Mankind”: sci-fi produzida por Ronald D. Moore, criador do reboot de “Battlestar Galactica” e da série “Outlander”, que vai lidar com uma linha temporal alternativa. A trama imagina o que aconteceria se a corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética não tivesse acabado nos anos 1970, após a conquista da lua. O protagonista é o ator Joel Kinnaman (“Esquadrão Suicida”). “Dear…”: série de documentários. “Hala”: filme sobre uma jovem muçulmana, produzido pela atriz Jada Pinkett Smith (“Gotham”), que teve sua première no Festival de Sundance. Além destes títulos citados no vídeo abaixo, a Apple desenvolve muito mais atrações. Confira abaixo algumas delas, que ainda podem mudar de título quando forem oficialmente anunciadas. “Little America”: antologia sobre a vida real de imigrantes nos Estados Unidos, baseado em relatos publicados na revista Epic Magazine e criada pelo casal de roteiristas Kumail Nanjiani e Emily V. Gordon, indicados ao Oscar 2018 por “Doentes de Amor”. Cada episódio destacará “a vida engraçada, romântica, sincera, inspiradora e inesperada dos imigrantes na América”, segundo a sinopse. “Little Voice”: drama musical produzido por J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”), com músicas originais da cantora e compositora Sara Bareilles, e roteiro e direção da cineasta Jessie Nelson (“Uma Lição de Amor”). Descrito como uma carta de amor à diversidade musical de Nova York, a série tem o mesmo título do álbum de estreia de Bareilles, de 2007, e vai explorar a jornada de uma jovem em busca de sua própria voz aos 20 e poucos anos. “Helpsters”: atração infantil, de caráter educativo, com os personagens da série clássica “Vila Sésamo”. “Foundation”: baseada na trilogia “Fundação”, do escritor Isaac Asimov (1942-1993), uma das obras mais famosas da ficção científica. A produção está sendo desenvolvida pela dupla de roteiristas-produtores David S. Goyer (criador de “Krypton” e “Constantine”) e Josh Friedman (criador de “Emerald City”). Os livros “Fundação” (1951), “Fundação e Império” (1952) e “Segunda Fundação” (1953) têm como pano de fundo um futuro em que a Via Láctea está sob o controle do Império Galático. Mas um matemático chamado Hari Seldon desenvolve um método de prever a queda do império. “Central Park”: série animada sobre uma família de zeladores do famoso parque de Nova York, que precisa salvar o local – e o mundo – , enquanto canta alguns números musicais. Foi criada por Loren Bouchard (o criador de “Bob’s Burgers”), Nora Smith (roteirista de “Bob’s Burgers”) e o ator Josh Gad (O LeFou de “A Bela e a Fera”). O próprio Josh Gad será uma das vozes principais, voltando a se reunir com Kristen Bell (série “The Good Place”), com quem fez parceria na dublagem do blockbuster animado “Frozen” – ele é a voz original de Olaf e ela dubla Anna. “Time Bandits”: adaptação da sci-fi “Os Bandidos do Tempo” (1981), desenvolvida pelo diretor Taika Waititi (“Thor: Ragnarok”). Na trama original, um menino é levado numa viagem pelo tempo por um grupo de anões, enquanto eles roubam grandes tesouros da História e encontram figuras épicas e míticas, como Napoleão Bonaparte e Robin Hood. “Life Undercover”: thriller de espionagem estrelado por Brie Larson (a “Capitã Marvel”), baseada nas experiências reais de uma ex-agente da CIA. “Peanuts”: a Apple fechou acordo para produzir uma nova série animada, programas variados e especiais protagonizados por Snoopy, Charlie Brown e os Peanuts, do desenhista americano Charles Schulz. Além destes, também estão em desenvolvimento uma série escrita e dirigida pelo cineasta Damien Chazelle (“La La Land”), um universo de séries de Justin Lin (“Velozes e Furiosos 6”), um filme de Sofia Coppola (“Maria Antonieta”), um documentário e um programa sobre saúde mental da apresentadora Oprah Winfrey, filmes exclusivos do estúdio indie A24, e muitas outras novidades. Apenas parte disso é apresentado no curtíssimo vídeo, que pode ser visto a seguir. Outros detalhes sobre a plataforma de streaming podem ser conferidos neste link.
Novo Halloween é homenagem relevante ao clássico de John Carpenter
Passou da hora de muita gente admitir que terror é um gênero relevante. É verdade que, quando um filme de horror faz sucesso, a fórmula é desgastada até não dar mais com continuações infinitas e repetitivas. Mas quando inaugura tendências ou, pelo menos, comprova sua conexão com discussões importantes para a sociedade de sua época, o filme costuma marcar seu nome na história do cinema. Em 1978, por exemplo, o lendário cineasta John Carpenter lançou um filme que influenciaria para sempre a cultura pop, além de dezenas de imitações. O slasher movie de Carpenter gerou um subgênero inteiro de terror ao mostrar um psicopata mascarado solitário tocando o terror numa cidadezinha pacata, na década do assassino do zodíaco. Tamanho foi impacto que sem ele não haveria “Sexta-Feira 13”, “A Hora do Pesadelo” ou “Pânico”. E tem outra: Michael Myers adorava matar mulheres, crime que ainda pauta o cinema de hoje por, infelizmente, nunca ter deixado de refletir a nossa realidade. Atento a suas origens, o “Halloween” de 2018 segue relevante. Admirador da obra de John Carpenter, o diretor eclético David Gordon Green, que assinou “Segurando as Pontas”, não assumiu riscos e prestou uma homenagem, com referências que deixarão os fãs com sorrisos enormes. É um caminho seguro e válido, que opta por reverenciar o único filme da franquia que fez História, fingindo que nenhuma continuação existiu e dando sequência aos eventos do clássico. Além disso, toma a estrutura do roteiro original como base e retoma com saudosismo a trilha composta pelo próprio John Carpenter. Mas faz Michael Myers esfolar o dobro, talvez o triplo de pessoas que ele esfaqueou no primeiro, conduzindo ao inevitável confronto com Laurie Strode (novamente vivida por Jamie Lee Curtis), a babá que sobreviveu ao clássico e esperou quatro décadas para reviver o pesadelo. Mas o “Halloween” de 2018 é mais que uma simples continuação da história original. Mais que as mudanças trazidas pela técnica, a produção também atualiza os temas da obra. Trata-se de um legítimo slasher, com todos os prós e contras do gênero, mas também um exemplar da era #MeToo. Em cena, mulheres decididas, corajosas e influentes se destacam em oposição a homens babacas ou burros, com exceção do assassino mascarado, claro, que, apesar de demente, consegue ser o macho mais inteligente do filme, embora represente um agressor violento de mulheres por motivos óbvios. Tirando bebês (uma grata surpresa), Michael mata sem explicações tudo que encontra pela frente, embora mantenha sua preferência por mulheres, especialmente as tradicionais babás. Só que o filme não é do monstro, mas da atriz que deve sua carreira ao primeiro “Halloween”. Jamie Lee Curtis, filha dos astros Tony Curtis (“Quanto Mais Quente Melhor”) e Janet Leigh (“Psicose”), protagoniza aqui o filme de maior sucesso liderado por uma atriz de 60 anos muito bem vividos, e que merecia mais reconhecimento da Academia por “Um Peixe Chamado Wanda” (1988) e “True Lies” (1994). Sua presença em cena é tão hipnotizante que ameaça o apelo pop da imagem de Michael Myers. A estrutura do roteiro reflete tanto o “Halloween” de 1978 que deixou o esperado embate entre os dois personagens principais somente para os tensos minutos finais, exatamente como no original. A diferença é que, agora, o público anseia pelo confronto, enquanto há 40 anos ninguém tinha certeza se Laurie chegaria viva até o final. Como, desta vez, Laurie se diz pronta para a volta de Michael, o roteiro de Danny McBride (ele mesmo, o comediante de “Segurando as Pontas”) peca ao rechear o miolo do filme com personagens descartáveis que entram em cena somente para servir de guisado para o psicopata. Para provar que há um excesso de gente sem propósito, onde diabos foi parar o crush da neta de Laurie após a festa de Halloween? Não adianta dizer que a última cena entre os dois serviu apenas para isolar a menina pelas ruas como presa fácil para o monstro, porque foi criada uma expectativa e o personagem simplesmente desapareceu sem nem ao menos dar de cara com Michael Myers. Aliás, há um certo desperdício da neta (Andi Matichak) e a filha (Judy Greer) de Laurie durante toda a trama, embora elas se mostrem importantes na conclusão da história. Ao menos, as portas ficam abertas para mais uma sequência, que virá, graças ao sucesso do filme, e tem a obrigação de ser superior. Mas ficam duas certezas: não dá para fazer “Halloween” sem Jamie Lee Curtis e a volta Michael Myers embute a consequência de um revival da tendência que ele despertou há 40 anos. Hollywood já prepara a volta de Jason, de “Sexta-Feira 13”, e outros monstros da era slasher devem ressuscitar para o século 21, com a promessa de extirpar à facadas qualquer resquício de originalidade que sobreviver.
Cena inédita do novo Halloween mostra confronto entre a sobrevivente original e Michael Myers
A Universal divulgou uma cena de “Halloween”, sequência que tem o mesmo título do terror original de 1978. A prévia mostra o confronto entre o psicopata Michael Myers e sua velha rival, Laurie Strone, vivida por Jamie Lee Curtis. Para quem não lembra, Laurie Strode era a babá adolescente que sobreviveu ao primeiro e segundo filmes criados por John Carpenter. Ela voltou no longa que celebrou 20 anos da franquia e foi finalmente derrotada e morta pelo serial killer mascarado no último “Halloween” antes do remake de Rob Zombie, que recomeçou a história com uma intérprete adolescente. Mas o novo filme vai ignorar tudo o que aconteceu após 1978, revelando que Michael Myers passou os últimos 40 anos preso num hospício. Até que uma equipe de documentaristas revolve contar sua história e desperta seu impulso de terminar o que começou. Além da atriz original, quem também retorna é Nick Castle, o primeiro ator a viver o psicopata no clássico de John Carpenter. Devido à idade avançada – tem 70 anos – , ele alternou o trabalho com um dublê. Até o diretor do longa de 1978 está envolvido nesta continuação, desta vez como produtor e autor da trilha sonora. Entretanto, o responsável pelo novo filme é David Gordon Green, que tem comédias péssimas no currículo, como “O Babá(ca)” (2011) e o recente fracasso de Sandra Bullock “Especialista em Crise” (2015). Para completar, o roteiro foi escrito por ele e seu parceiro comediante, o ator Danny McBride. Os dois produziram juntos a série de comédia “Eastbound & Down” da HBO. Por conta disso, acabou sendo uma grande surpresa a recepção positiva obtida pela continuação durante sua exibição no Festival de Toronto 2018. Elogiado pela crítica, o terror conseguiu 83% de aprovação na cotação do site Rotten Tomatoes. A estreia está marcada para 25 de outubro no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos.
Michael Myers volta a atacar no novo trailer da continuação de Halloween
A Universal divulgou o terceiro trailer de “Halloween”, sequência que tem o mesmo título do terror original de 1978. A prévia reforça o descarte de todas as continuações anteriores e remakes da franquia, ao contar que, após seu primeiro ataque, o psicopata Michael Myers permaneceu trancado num hospício por 40 anos. E quem explica esta história é ninguém menos que Laurie Strode, personagem que ressurge viva, saudável (ainda que paranoica) e sem lembranças de ter enfrentado o bicho papão várias vezes desde sua primeira aparição. O contexto do reboot é resumido para uma equipe de documentaristas, que entrevista a protagonista, novamente interpretada por Jamie Lee Curtis, a scream queen original. Mas esse filme dentro do filme acaba por inspirar Michael a escapar e terminar o que começou. Mal sabe ele, porém, que a “vítima” original também esperou todo esse tempo para se vingar. E está mais determinada que nunca, já que agora tem uma filha e uma neta para proteger. Para quem não lembra, Laurie Strode era a babá adolescente que sobreviveu ao primeiro e segundo filmes criados por John Carpenter. Ela voltou no longa que celebrou 20 anos da franquia e foi finalmente derrotada e morta pelo serial killer mascarado no último “Halloween” antes do remake de Rob Zombie, que refilmou a história com uma intérprete adolescente. Além da atriz original, quem também retorna é Nick Castle, o primeiro ator a viver o psicopata Michael Myers no clássico de John Carpenter. Devido à idade avançada – tem 70 anos – , ele alternou o trabalho com um dublê. Até o diretor do longa de 1978 está envolvido nesta continuação, desta vez como produtor e autor da trilha sonora. Já o responsável pelo novo filme é David Gordon Green, que tem comédias péssimas no currículo, como “O Babá(ca)” (2011) e o recente fracasso de Sandra Bullock “Especialista em Crise” (2015). Para completar, o roteiro foi escrito por ele e seu parceiro comediante, o ator Danny McBride. Os dois produziram juntos a série de comédia “Eastbound & Down” da HBO. Por conta disso, acabou sendo uma grande surpresa a recepção positiva obtida pela continuação durante sua exibição no Festival de Toronto 2018. Elogiado pela crítica, o terror conseguiu 83% de aprovação na cotação do site Rotten Tomatoes. A estreia está marcada para 25 de outubro no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos.
Halloween: Trailer legendado e imagens destacam volta de Jamie Lee Curtis à franquia
A Universal divulgou novo pôster, 18 fotos e o segundo trailer legendado de “Halloween”, que tem o mesmo título do terror clássico de 1978. A prévia confirma o descarte de todas as continuações e remakes da franquia, ao mostrar o psicopata Michael Myers trancado num hospício há 40 anos, além de Laurie Strode viva e sem lembranças de tê-lo enfrentado várias vezes desde sua primeira aparição – ainda que a personagem tenha voltado a ser interpretado por Jamie Lee Curtis, a scream queen original. A história se repete com a chegada de uma equipe de documentaristas, que resolve provocar o monstro com sua máscara, inspirando-o a escapar para terminar o que começou. Entretanto, a “vítima” original também esperou todo esse tempo para se vingar. Ainda mais que agora ela tem uma filha e uma neta para proteger. Para quem não lembra, Laurie Strode era a babá adolescente que sobreviveu ao primeiro e segundo filmes criados por John Carpenter. Ela voltou no longa que celebrou 20 anos da franquia e foi finalmente derrotada e morta pelo serial killer mascarado no último “Halloween” antes do remake de Rob Zombie, que retomou a personagem adolescente. Com a intérprete original, também retorna Nick Castle, o primeiro ator a viver o psicopata Michael Myers no clássico de John Carpenter. Devido à idade avançada – tem 70 anos – , ele alternou o trabalho com um dublê. Até o diretor do longa de 1978 está envolvido nesta continuação, desta vez como produtor e autor da trilha sonora. Mas, para surpresa dos fãs do terror, quem assina a direção é David Gordon Green, responsável por comédias péssimas, como “O Babá(ca)” (2011) e o recente fracasso de Sandra Bullock “Especialista em Crise” (2015). Para completar, o roteiro foi escrito por ele e seu parceiro comediante, o ator Danny McBride. Os dois produziram juntos a série de comédia “Eastbound & Down” da HBO. A estreia está marcada para 25 de outubro no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos.
Trailer do novo Halloween descarta todas as continuações e remakes do clássico de 1978
A Universal divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “Halloween”, filme que tem o mesmo título do terror original de 1978. A prévia mostra que todas as continuações e remakes são ignoradas pela nova trama, que mostra o psicopata Michael Myers trancado num hospício pelos últimos 40 anos e ainda renega a teoria de que ele era irmão de Laurie Strode. O estopim para o novo pesadelo é a chegada de uma equipe de documentaristas, que resolve provocar o monstro com sua máscara, inspirando-o a escapar para terminar o que começou. Entretanto, sua “vítima” original também esperou todo esse tempo para se vingar. O filme marca os retornos de Jamie Lee Curtis ao papel de Laurie Strode, personagem que já tinha morrido no cronologia original e virado adolescente nos remakes de Rob Zombie, e até de Nick Castle, o primeiro ator a viver o psicopata Michael Myers no clássico de John Carpenter. Devido à idade avançada – tem 70 anos – , ele alternou o trabalho com um dublê. O diretor do longa de 1978 também está de volta, desta vez como produtor e autor da trilha sonora. E, para surpresa dos fãs da franquia, quem assina a direção é David Gordon Green, responsável por comédias péssimas, como “O Babá(ca)” (2011) e o fracasso de Sandra Bullock “Especialista em Crise” (2015). Para completar, o roteiro foi escrito por ele e seu parceiro comediante, o ator Danny McBride. Os dois produziram juntos a série “Eastbound & Down” da HBO. Esta parceria talvez ajude a explicar porque o trailer não tem quase tensão e clima de terror. A estreia está marcada para 25 de outubro no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos.
Hailee Steinfeld viverá a poeta Emily Dickinson em série de comédia da Apple
A Apple encomendou uma série de comédia sobre a aclamada poeta do século 19 Emily Dickinson. Intitulada “Dickinson”, a atração será estrelada por Hailee Steinfeld (“Quase 18”). Criada por Alena Smith (roteirista-produtora de “The Affair”), a série é descrita como um olhar cômico no mundo de Dickinson, explorando as restrições da sociedade, gênero e família na perspectiva de uma escritora iniciante que não se encaixa em seu próprio tempo. “Dickenson” tem produção do cineasta David Gordon Green (“Especialista em Crise”) e vai marcar o primeiro papel regular de Steinfeld em uma série de televisão. A atriz entrou em cena em 2010 com apenas 14 anos de idade e com um desempenho indicado ao Oscar, estrelando o remake de “Bravura Indômita” dos irmãos Coen. Ela também integra a franquia de filmes “A Escolha Perfeita” e muitos consideram injusto ela não ter sido indicada ao Oscar pela segunda vez por seu papel em “Quase 18″, a comédia indie adolescente perfeita que coloca “Ladybird” no chinelo. Recentemente, o filme dramático “Além das Palavras” mostrou as dificuldades da vida de Emily Dickinson, que viveu reprimida pela família e teve seu talento literário reconhecido apenas após a morte. Leia a crítica.
Mozart in the Jungle é cancelada após quatro temporadas
A Amazon anunciou o cancelamento da série “Mozart in the Jungle”, estrelada por Gael Garcia Bernal (“Neruda”), após quatro temporadas. A decisão foi tomada pela nova diretora de programação da plataforma de streaming, Jennifer Salke, que assumiu o cargo em fevereiro deste ano. A atração, que venceu o Globo de Ouro de Melhor Série de Comédia em 2016, ainda era bastante querida pela crítica, tendo atingido 100% de aprovação em sua última temporada, disponibilizada em fevereiro na plataforma de streaming. “Estamos muito orgulhosos pelas quatro temporadas que fizemos e agradecemos ao elenco, equipe, fãs e à Amazon por escrever esta sinfonia para a gente. Esperamos que as pessoas sigam descobrindo a série por muitos anos”, destacaram os produtores executivos Paul Weitz, Roman Coppola, Jason Schwartzman e Will Graham em comunicado oficial. “Mozart in the Jungle” era uma criação do roteirista Roman Coppola (“Moonrise Kingdom”), filho de Francis Ford Coppola, e seu primo, o ator Jason Schwartzman (também de “Moonrise Kingdom”), que foram inspirados pelo livro de memórias da música Blair Tindall, cuja “personagem” é vivida na trama por Lola Kirke (“Mistress America”). O elenco também incluía Saffron Burrows (“Efeito Dominó”), Bernadette Peters (“Acontece nas Melhores Famílias”), Mark Bloom (“Não Sei Como Ela Consegue”) e o veterano Malcolm McDowell (“Halloween: O Início”). O cancelamento da produção segue o novo direcionamento da plataforma, após a demissão de Roy Price, afastado da empresa após denúncias de assédio sexual, e ao apelo do dono da empresa, Jeff Bezos, para que o serviço criasse seu próprio “Game of Thrones”. Contratada para tornar a Amazon mais popular, Salke vem da rede NBC, onde lançou “This Is Us” e quatro séries procedimentais de Dick Wolf passadas em Chicago. Neste contexto, “Mozart in the Jungle” passou a ser considerado um patinho feio. A série se passava num universo pouco popular, o mundo da música clássica, centrada nos bastidores da Filarmônica de New York e a relação de seu excêntrico maestro (Bernal) com seus integrantes. Mas na última temporada tinha se assumido como uma singela e leva comédia romântica, com grande potencial comercial, se melhor divulgada. A limpeza geral em curso na Amazon também já varreu “One Mississippi”, “I Love Dick”, “Jean-Claude Van Johnson”, “The Last Tycoon”, “Z: The Beggining of Everything” e “Hand of God”.








