Angie Tribeca é cancelada após quatro temporadas
O canal pago americano TBS anunciou o cancelamento da série “Angie Tribeca” após quatro temporadas. O programa era uma criação do casal Nancy e Steve Carrell (o astro de “The Office”) e contava com a atriz Rashida Jones (também de “The Office” e “Parks and Recreation”) no papel-título, como uma detetive da polícia de Los Angeles. A série seguia a linha das comédias de humor absurdo de Mel Brooks e David Zucker, especialmente “Corra que a Polícia Vem Aí”. Longe de ser um humor considerado velho, a série tinha a audiência mais jovem do canal. Curiosamente, a atração cresceu 8% na média de sua audiência (de 560 mil telespectadores ao vivo) em seu terceiro ano, graças a muitas participações especiais, como Chris Pine (o Capitão Kirk da franquia “Star Trek”), Natalie Portman (“Jackie”), Ed Helms (“Se Beber, Não Case”) e Michelle Dockery (série “Good Behavior”). Mas esse público sumiu na 4ª temporada, que perdeu mais da metade da audiência, atingindo 266 mil telespectadores ao vivo. Entretanto, isso pode ter sido efeito da estratégia do canal, que lançou os 10 episódios em apenas dois dias, cinco num sábado, dia 29 de dezembro, e os demais no domingo, dia 30. Se Angie Tribeca investigasse esse crime, concluiria que foi “suicídio por terceiros”. “Angie Tribeca” também era exibida no Brasil pelo TBS.
Série Máquina Mortífera é cancelada após três temporadas
A Fox anunciou o cancelamento de “Máquina Mortífera” (Lethal Weapon) após três temporadas. A série, exibida no Brasil pelo canal pago Warner e pela rede Globo, terminou seu terceiro ano num cliffhanger (gancho para a continuação), que não terá resolução. Mas o cancelamento não surpreendeu quem acompanha as notícias sobre a produção. “Máquina Mortífera” vinha enfrentando diversos problemas nos bastidores. O ator Clayne Crawford, que vivia o personagem Martin Riggs, foi demitido ao final da 2ª temporada por “mau comportamento”, após ataques de estrelismo e até agressões físicas contra o colega Damian Wayans, intérprete de Roger Murtaugh. Para justificar a saída do protagonista, os produtores resolveram matar Martin Riggs, que foi vivido por Mel Gibson nos filmes que originaram a série. E Murtaugh ganhou um novo parceiro: Wesley Cole, que nunca apareceu nos filmes. O papel foi interpretado por Seann William Scott (de “American Pie”) na 3ª e última temporada da série. Como se essa mudança radical no conceito da atração não fosse suficiente, Wayans surpreendeu a produção ao anunciar, durante uma entrevista realizada em outubro passado, que ia deixar a série. Ele alegou cansaço com a rotina da produção, que estaria afetando sua saúde. E isto foi antes da estreia do terceiro ano da produção. Em fevereiro, o produtor Matt Miller garantiu que os problemas com Wayans tinham sido resolvidos, e que as chances de renovação de “Máquina Mortífera” eram grandes. Mas a Fox pode ter se cansado de tanta confusão. A série “Máquina Mortífera” era inspirada na franquia cinematográfica de mesmo nome, estrelada por Mel Gibson e Danny Glover. Os quatro filmes da franquia foram lançados entre 1987 e 1998.
Kiefer Sutherland enfrenta eleições no trailer de Designated Survivor
A Netflix divulgou o trailer da 3ª temporada de “Designated Survivor”, a primeira que será lançada direto em streaming, após a plataforma salvar a atração cancelada pela TV americana. A prévia mostra que o presidente Kirkman, vivido por Kiefer Sutherland, vai disputar sua primeira eleição, já que não foi eleito para o cargo, mas começa fazendo tudo errado para permanecer na Casa Branca. Ao mesmo tempo, ele terá que enfrentar a ameaça de um ataque biológico iminente no país. A série dramática vai voltar com menos episódios (10), com um novo showrunner (Neal Baer, de “Under the Dome”) e sem a participação do ABC Studios. Ou seja, será uma produção original da Netflix, em parceria com o estúdio canadense Entertainment One. O título da série, “Designated Survivor”, é um termo técnico utilizado para se referir a um integrante do governo norte-americano que é levado a um local isolado e seguro, durante reuniões conjuntas do Presidente e outros líderes do país. O objetivo é que, em caso de algum acidente fatal, este “sobrevivente designado” possa assumir o comando do país. Pois, na trama, um atentado terrorista elimina todos os representantes eleitos do pais, cabendo ao sobrevivente, o secretário de desenvolvimento urbano Tom Kirkman (papel de Sutherland), assumir o governo durante o momento de crise. A série foi criada por David Guggenheim, roteirista do ótimo filme de ação “Protegendo o Inimigo” (2011), que divide a produção com Sutherland, Mark Gordon (produtor de “Criminal Minds”, “Grey’s Anatomy” e inúmeros filmes) e Simon Kinberg (produtor-roteirista da franquia “X-Men”). A estreia dos novos episódios está marcada para 7 de junho.
Veja o trailer do final da série Shadowhunters
A Freeform divulgou o trailer do episódio final de “Shadowhunters”, que será exibido em duas partes em 7 de maio nos Estados Unidos. A chefe de programação do canal, Karey Burke, veio a público garantir que a decisão de cancelar “Shadowhunters” não foi criativa, mas “puramente econômica”. Segundo ela, os executivos estavam “muito felizes criativamente” com o programa, que inaugurou o canal em 2016, marcando a transformação do antigo ABC Family no atual Freeform. A culpa teria sido da Netflix, que vem boicotando programas da Disney – Freeform é um canal da Disney. A plataforma decidiu não renovou seu contrato de exibição. Assim, o estúdio alemão Constantin Film, que produz “Shadowhunters”, pediu à Freeform para aumentar seu investimento na produção, que seria o único modo de equilibrar as finanças para continuar a série. “Nós negociamos com eles, mas no final não conseguimos fazer a parte financeira funcionar”, disse Burke, lembrando que a atração era uma das mais caras de sua programação. O cancelamento foi anunciado logo após a exibição da primeira metade da 3ª temporada, encerrada em maio do ano passado, e chegou a surpreender a equipe de produção e especialmente ao público, que premiou “Shadowhunters” como série favorita no Teen Choice e no People’s Choice Awards de 2018. A atração vai acabar após os dois capítulos, que foram produzidos como “bônus”, encomendados especificamente para encerrar a trama. O Freeform, inclusive, adiou a exibição da midseason para 2019, visando incluir os “bônus” como uma extensão natural da trama, fazendo com que os 12 capítulos remanescentes fossem apresentados em sequência. Desta forma, não haverá uma 4ª temporada da série, que encerrará sua história com a exibição do 22º episódio da 3ª temporada. Vale observar que os 10 episódios originais da midseason adaptaram o quinto volume da coleção literária de “Os Instrumentos Mortais”, enquanto os 2 capítulos extras resumirão o sexto e último romance. Assim, a série completará a transposição de toda a história da escritora Cassanda Clare, que originalmente deveria ter virado uma franquia cinematográfica, mas ficou incompleta após o fracasso do primeiro longa, “Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos”, de 2013.
Wrecked é cancelada após três temporadas
O canal pago americano TBS anunciou o cancelamento da série “Wrecked” após três temporadas. A comédia sobre um grupo de sobreviventes de um acidente de avião que passam a viver em uma ilha deserta foi um sucesso em sua estreia em 2016, graças a comparações com “Lost”, mas perdeu audiência nos anos seguintes. O programa concluiu a sua 3ª temporada em outubro do ano passado e, desde então, aguardava uma decisão do canal sobre seu destino. Criada pelos irmãos Jordan e Justin Shipley (roteiristas de “Deadbeat”), a série trazia em seu elenco Brian Sacca (“O Lobo de Wall Street”), Zach Cregger (“About a Boy”), Asif Ali (“Mr. Robinson”), Ally Maki (“Manto e Adaga”), Rhys Darby (“Medidas Desesperadas”), Will Greenberg (“Halt & Catch Fire”), Brooke Dillman (“The Middle”) e Jessica Lowe (“Feliz Aniversário de Casamento”).
Andi Mack vai acabar na 3ª temporada no Disney Channel
Um dos maiores sucessos atuais do Disney Channel, a série “Andi Mack” vai acabar em sua 3ª temporada. Atualmente em hiato, a série retorna para a segunda metade da agora última temporada em 21 de junho. Os últimos episódios serão exibidos em ritmo de maratona até o encerramento, marcado para 26 de julho. A série sobre a menina do título (vivida por Peyton Elizabeth Lee), que descobre que sua irmã mais velha era na verdade sua mãe, tem sido louvada como uma história emocionante e diversificada sobre os ritos de passagem para a maturidade, ao abordar as coisas mais importantes na vida de qualquer jovem: família, amigos e a jornada de autodescoberta. A produção representa um capítulo importante na história do canal infantil, por ter mostrado, durante a estréia de sua 2ª temporada, um dos protagonistas assumindo-se gay. O personagem Cyrus Goodman, de 13 anos, interpretado por Joshua Rush, saiu do armário após seus amigos perceberem que ele era claramente gay, marcando a primeira vez que o Disney Channel abordou essa etapa na vida de um adolescente. Recentemente, outro ator do elenco de “Andie Mack” ganhou muita projeção: Asher Angel, que viveu Billy Batson no filme de super-herói “Shazam!”. “‘Andi Mack’ foi um trabalho de amor de roteiristas apaixonados e criativos, uma equipe talentosa e dedicada e um elenco extraordinário e milagroso que nos inspirou a todos”, disse a criadora da série Terri Minsky, em um comunicado nesta quarta-feira (24/4). “Tivemos a honra de abrir novos caminhos para o Disney Channel. Fomos a primeira atração serializada do canal, a primeira série centrada em uma família asiática-americana e a primeira a apresentar um personagem LGBTQ que falou as palavras ‘Sou gay’. Mas a melhor parte de fazer ‘Andi Mack’ foi nosso público, que nos deixou saber que fomos importante para eles. O final da série é para eles”, completou.
The Gifted: Série derivada dos filmes dos X-Men é cancelada pela Fox
A Fox anunciou o cancelamento de “The Gifted”, série derivada dos filmes dos “X-Men”, após duas temporadas. A atração perdeu muito muito público após a 1ª temporada, vista por 3,31 milhões de espectadores ao vivo nos EUA, apesar de melhorar em qualidade durante seu segundo ano – subiu de 74% para 82% de aprovação no Rotten Tomatoes. Já a média de público caiu para 1,95 milhão – e foi de 1 para 0,59 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Apesar disso, a série contava com uma arma “secreta”: a internet. Quando somadas as exibições em plataformas online e gravação digital, sua audiência atingia 8,3 milhões de espectadores. Isto pode ser um fator a ser considerado pela Disney, que, de uma hora para outra, viu diminuir drasticamente as produções realizadas pela Marvel Television – além de “The Gifted”, foram canceladas todas as cinco séries da produtora na Netflix. Atualmente, o estúdio produz apenas três séries live-action: “Fugitivos” (Runaways) na plataforma Hulu, “Manto e Adaga” (Cloak & Dagger) no canal pago Freeform e “Legion”, que vai acabar em sua 3ª temporada no FX. Com o cancelamento de “The Gifted” e o anunciado encerramento de “Legion”, a Marvel não ficará com nenhuma herança televisiva da Fox, podendo optar por um reboot completo, assim como o estúdio de cinema planeja fazer com os “X-Men” na tela grande. Apesar disso, há fãs fazendo campanha para que a Disney salve “The Gifted” num de seus canais ou plataformas. Os número de internet da série podem fazer diferença nessa decisão. Assim como a recém-cancelada série “Rel”, “The Gifted” também era coproduzido pela 20th Century Fox Television, que agora é da Disney. Com os dois cancelamentos, a rede Fox, que se tornou independente do estúdio, mostra-se inclinada a cortar as séries de sua antiga produtora, que não deverão fazer mais parte de sua nova programação. “The Gifted” tinha personagens dos quadrinhos dos “X-Men”, mas o centro da trama de Matt Nix (criador também da série “Burn Notice”) eram personagens inéditos. A atração se passava numa realidade distópica, onde mutantes são caçados pelo governo americano, e girava em torno de uma família em fuga, após seus filhos manifestarem poderes. Perseguidos por uma equipe militarizada, eles encontram refúgio com um grupo de mutantes rebeldes. A família era formada por Amy Acker (série “Pessoa de Interesse/Person of Interest”), Stephen Moyer (série “True Blood”) e os adolescentes Natalie Alyn Lind (série “The Goldbergs”) e Percy Hynes White (série “Between”). Já os mutantes rebeldes incluíam os X-Men Blink (Jamie Chung, da série “Gotham”), Pássaro Trovejante (Blair Redford, da séries “The Lying Game”), Polaris (Emma Dumont, da série “Aquarius”) e as infames irmãs gêmeas Cuckoo (Skyler Samuels, de “Scream Queens”, em três papéis), além de Eclipse (Sean Teale, da série “Reign”), concebido especialmente para a série.
Série Rel, com ator de Corra!, é cancelada pela Fox
A rede Fox anunciou o cancelamento de “Rel”, série de comédia estrelada por Lil Rel Howery, responsável pelas cenas cômicas do terror “Corra!”. A atração, porém, não reproduziu o sucesso daquele filme, encerrada ao final de sua 1ª temporada com uma audiência de 2 milhões de telespectadores ao vivo. Na trama, Lil Rel vivia uma versão exagerada de si mesmo, um cara de sucesso, seguindo o código de “sempre acreditar em si mesmo que grandes coisas virão”. Até que descobre que sua esposa está tendo um caso com seu barbeiro. Ele tenta reconstruir sua vida após o divórcio como um pai solteiro e distante dos filhos, enquanto busca amor, respeito e um novo barbeiro. Criada pelo próprio Lil Rel Howery, em parceria com Kevin Barnett e Josh Rabinowitz (roteiristas-produtores de “The Carmichael Show”), a série era gravada em estúdio diante de um auditório, como uma sitcom antiga, e também incluía no elenco Sinbad (“Um Herói de Brinquedo”), Jess “Hilarious” Moore (humorístico “Wild ‘N Out”) e Jordan L. Jones (série “Disjointed”). Um detalhe trágico sobre a produção é que o cocriador Kevin Barnett morreu subitamente durante uma viagem ao México em janeiro, aos 32 anos de idade, uma semana após a exibição do último episódio da temporada – e agora da série. A causa da morte foi pancreatite aguda. “Rel” era produzido pela 20th Century Fox Television, que agora é da Disney. A rede Fox, que se tornou independente do estúdio, deu, assim, a largada no corte das séries de sua antiga produtora, que não farão parte de sua nova programação.
Boy Erased finalmente chega ao Brasil… em DVD!
O filme “Boy Erased: Uma Verdade Anulada” não foi lançado nos cinemas brasileiros, mas ganhou edição especial numa mídia que poucos ainda consomem. O DVD do filme chegou nesta quarta (17/4) nas lojas que ainda oferecem esse tipo de produto. Veja a capa abaixo. O DVD conta com 47 minutos de conteúdo extra, como cenas excluídas da versão cinematográfica ou editadas em versões prolongadas. Dentre essas cenas, destacam-se o momento em que o personagem principal Jared Eamons (Lucas Hedges) visita a prisão e também quando ele não consegue fazer sexo com uma mulher. A Universal decidiu cancelar o lançamento do filme nos cinemas na véspera da data em que ele estava previsto para estrear. E a decisão repentina causou revolta na internet, relacionando o fato ao avanço da direita evangélica no governo federal. Os rumores se intensificaram após o autor do livro, Garrard Conley, lamentar o cancelamento em seu perfil no Twitter. Além dele, o ator Kevin McHale, famoso pela série “Glee”, usou o Instagram para reclamar, fazendo a conexão que os brasileiros anteciparam. “Banir um filme sobre terapia de conversão é perigoso! Bolsonaro é uma ameaça Às vidas LGBTQIA+. Eu te amo, Brasil, e vou lutar com vocês”, escreveu o ator. A explicação oficial da assessoria da Universal Pictures diz que o cancelamento da estreia foi “única e exclusivamente por uma questão comercial baseada no custo de campanha de lançamento versus estimativa de bilheteria nos cinemas”. O cancelamento também refletiu o anti-clímax criado pela falta de indicações do filme na temporada de premiações, apesar de ele ter conquistado elogios da crítica americana – tem 80% de aprovação no site Rotten Tomatoes, que compila críticas da imprensa escritas em inglês. Não por acaso, “Boy Erased” foi indicado apenas a prêmios de críticos, o Globo de Ouro e o Critics Choice Awards, e exclusivamente em categorias de interpretação e música. O longa é inspirado em livro de memórias homônimo, que foi lançado no Brasil no mês passado pela editora Intrínseca. Escrito por Garrard Conley, ele conta como o protagonista é forçado, aos 19 anos de idade, a escolher entre sua verdadeira orientação sexual e sua família aparentemente amorosa, mas religiosa – ou seja, intolerante. Por amar os pais, ele se deixa matricular num grupo de conversão evangélica para se “curar” da homossexualidade e voltar a ser bem-vindo em sua própria casa e no reino de Deus. Mas tudo o que consegue com esta decisão é humilhação e violência. O elenco destaca Lucas Hedge (de “Manchester à Beira-Mar”) como o personagem do título, Nicole Kidman (“Lion”) como sua mãe e Russell Crowe (“A Múmia”) como seu pai pastor, além de Joel Edgerton (“Operação Red Sparrow”) no papel do responsável pelo programa de conversão. Edgerton ainda assina o roteiro e a direção do longa, em seu segundo trabalho na função, após o intenso suspense “O Presente” (2015). Curiosamente, o lançamento do DVD acontece um dia antes da estreia nos cinemas de outro filme sobre “cura gay”. Vencedor do Festival de Sundance do ano passado, “O Mau Exemplo de Cameron Post” terá a distribuição que “Boy Erased” não conseguiu, mostrando que se trata mesmo de opção de distribuidora. A Pandora Filmes é bem menor que a multinacional Universal Pictures.
Elisabeth Moss vai estrelar remake de O Homem Invisível
A Universal confirmou a atriz Elisabeth Moss, protagonista da série “The Handmaid’s Tale”, no remake de “O Homem Invisível”. Não está claro se ela vai substituir Johnny Depp (“Criaturas Fantásticas: Os Crimes de Grindelwald”), previamente escalado no papel-título. Caso isso aconteça, logicamente, o filme não deverá mais ser chamado de “O Homem Invisível”. Vale lembrar que Depp foi contratado em 2016, quando a Universal tinha planos megalômanos para atualizar seu catálogo de monstros clássicos, projetando o lançamento de um universo compartilhado – batizado de “Dark Universe”. Mas tudo ruiu quando “A Múmia”, filme que deveria inaugurar esse projeto, fracassou nas bilheterias no ano seguinte. Em vez de uma “Marvel de monstros”, o estúdio recalibrou as expectativas e reiniciou seus planos, desta vez em parceria com a produtora Blumhouse, especialista em terrores baratos bem-sucedidos. E, assim, a produção trocou seu astro decadente de salário cinematográfico por uma atriz em ascensão de preço televisivo. Na história original de H.G. Wells, publicada em 1897, um cientista descobria a fórmula para ficar invisível, mas isso o tornava paranoico e acabava transformando-o num assassino procurado. Nada nesta premissa impede uma mulher de assumir o papel principal. Mas há uma ironia evidente nesta troca de gêneros. Afinal, ela repete a opção narrativa da “A Múmia”, ao transformar o monstro do título numa mulher. Além disso, vale lembrar da aparência de Claude Rains, que marcou época com seu visual “invisível” no primeiro filme a adaptar o romance clássico de H.G. Wells. Sob a direção do mestre James Whale (que também fez “Frankenstein”), ele se enrolava em trapos, feito uma múmia em 1933. Teremos uma nova múmia mulher num terror recente da Universal? O responsável por evitar essa comparação será o cineasta Leigh Whannell, um dos criadores das franquias de terror “Jogos Mortais” e “Sobrenatural”, que estreou como diretor em “Sobrenatural: A Origem” e assinou recentemente a ficção científica “Upgrade”. Ele vai escrever e dirigir o remake de “O Homem Invisível”. Ou Mulher Invisível. Ou Criatura de Sexualidade Indefinida que Ninguém Consegue Distinguir Visualmente. Ainda não há previsão para a estreia.
YouTube cancela quatro séries e troca foco de sua plataforma de streaming
O YouTube Premium cancelou quatro séries originais, assumindo que pretende abandonar a produção de séries, apesar de negativas dissimuladas de seus porta-vozes. Em novembro passado, a plataforma anunciou que iria descontinuar seu serviço de assinatura Premium, passando a oferecer o conteúdo produzido com exclusividade para a plataforma de forma gratuita para todos os usuários a partir de 2020. Na ocasião, o YouTube garantiu que isso não afetaria a produção de séries. Já afetou. Em meio a uma mudança completa de foco da plataforma, as produções de “Ryan Hansen Solves Crimes on Television”, “Champaign ILL”, “Sideswiped” e “Do You Want to See a Dead Body?” foram descontinuadas. Destas, apenas a primeira teve repercussão. Além dos cancelamentos, o YouTube também parou de encomendar novas séries nos últimos meses. Estas ações recentes da plataforma sugerem sua desistência de competir em produção de conteúdo com a Netflix. Em vez disso, o YouTube estaria planejando reforçar seu projeto original, explorando aquilo que sempre fez: exibir vídeos com anúncios. Em vez de séries, priorizar aquilo que seus usuários já buscam: shows, humor e vídeos sem roteiro. E apostar em outro filão, como transmissões de streaming ao vivo – algo que o Facebook já começou a fazer com eventos esportivos. “Nosso objetivo é criar uma programação incrível focada em música, educação, criadores de conteúdo do YouTube e outros programas”, disse Susanne Daniels, chefe global de conteúdo original do YouTube, em comunicado que confirma a tendência. O maior sucesso original do YouTube é “Cobra Kai”, série que dá sequência à história de Karatê Kid com os mesmos atores do original. A 2ª temporada estreia em 24 de abril, mas a expectativa é saber se o programa será renovado para um terceiro ano. Em 2019, o mercado de assinaturas de streaming ganhará mais três serviços gigantes concorrentes: as plataformas da Disney, Apple e Warner Media. E outros players já anunciaram projetos similares para 2020.
Preacher vai acabar na 4ª temporada
A 4ª temporada de “Preacher” vai encerrar a série do canal pago americano AMC. O anúncio se manifestou num vídeo postado no Twitter por Seth Rogen, um dos criadores da atração, que também divulgou a data de estreia dos últimos episódios: 4 de agosto. Assim, a produção televisiva deve deixar sem adaptação o terço final da trama dos quadrinhos criados por Garth Ennis e Steve Dillon. A 4ª temporada inicia o arco conhecido como “War in the Sun”, quinto volume de um total de oito publicados pela Vertigo (linha adulta da DC Comics). A série foi desenvolvida por Sam Catlin (roteirista da série “Breaking Bad”) em parceria com a dupla Evan Goldberg e Seth Rogen (“A Entrevista”). “Preacher” estreou em 2016, mostrando a jornada de Jesse Custer (Dominic Cooper), o pastor de uma pequena cidade dos EUA que é possuído por uma entidade chamada Genesis. Com ela, Custer é capaz de fazer qualquer pessoa obedecer suas ordens. Em busca de respostas para esse milagre, ele se junta ao vampiro bêbado Cassidy (Joseph Gilgun) e a sua ex-namorada pistoleira Tulip (Ruth Negga) e parte em busca de Deus, que sumiu misteriosamente do Céu. Após pistas os conduzirem até Nova Orleans, eles se tornam alvo de fanáticos religiosos liderados por Herr Starr (Pip Torrens), e acabam no interior da Louisianna perseguidos pelo Santo dos Assassinos (Graham McTavish) e o próprio diabo. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago AXN. pic.twitter.com/tlIXrl1ow3 — Seth Rogen (@Sethrogen) April 8, 2019
Berlin Station é cancelada após três temporadas
O canal pago americano Epix anunciou o cancelamento da série “Berlin Station” após sua 3ª temporada. O último episódio foi ao ar em 18 de fevereiro nos Estados Unidos. Criada pelo estreante Olen Steinhauer e o veterano Bradford Winters (série “Boss”), “Berlin Station” acompanhava as atividades do agente da CIA Daniel Meyer (Richard Armitage, da trilogia “O Hobbit”) numa missão secreta em Berlim, Alemanha. Com a ajuda de um espião veterano (Rhys Ifans, de “O Espetacular Homem-Aranha”), Daniel tenta identificar quem é o espião responsável por divulgar para o público informações secretas do governo. Durante suas investigações, ele se depara com uma conspiração que liga o caso a Washington. O último episódio servia tanto para encerrar a série como para continuar numa nova temporada, deixando apena alguns personagens sem resolução. O bom elenco da atração também incluía Richard Jenkins (minissérie “Olive Kitteridge”), como o veterano da Guerra Fria que atua como chefe da CIA em Berlim, Michelle Forbes (série “Powers”), como a chefe de um dos departamentos da agência, e Keke Palmer (série “Scream Queens”) no papel da mais nova e jovem agente designada para a sede alemã da CIA.












