Robert Conrad (1935 – 2020)
O ator Robert Conrad, que ficou conhecido como o cowboy espião James West na década de 1960, morreu neste sábado (8/2) aos 84 anos. “Ele viveu uma vida maravilhosamente longa e, embora a família fique triste com sua morte, viverá para sempre em seus corações”, disse o porta-voz da família, sem informar mais detalhes sobre o falecimento. Nascido em Chicago, Illinois, em 1º de março de 1935, Conrad se mudou para Los Angeles em 1958 e encontrou sucesso quase instantâneo ao ser contratado para estrelar a série “Hawaiian Eye”, em 1959, como Tom Lopaka, sócio de uma agência de detetives no Havaí. A produção durou quatro temporadas, até 1963, e se tornou tão popular que o personagem do ator ainda apareceu em quatro crossovers na série “77 Sunset Strip”. Mas foi a atração seguinte que marcou sua carreira. Exibida entre 1965 e 1969, “James West” (The Wild Wild West) acompanhava as aventuras do personagem-título e seu parceiro Artemus Gordon (Ross Martin), um mestre dos disfarces, como os primeiros agentes do Serviço Secreto dos EUA, enfrentando supervilões que ameaçavam o governo Ulysses S. Grant (de 1869 até 1877). A série combinava duas tendências disparatadas, mas que faziam sucesso na mesma época: as tramas de espionagem de James Bond e as séries de western, como “Paladino do Oeste” e “Bat Masterson”. Embora também durado quatro temporadas, seus 104 episódios se multiplicaram em reprises infinitas, devido ao fato de “James West” ter sido uma das primeiras séries coloridas da TV – a partir da 2ª temporada. A produção à cores também consagrou os olhos azuis do ator, cuja intensidade se tornou uma marca registrada tão conhecida quanto seus músculos, apertados numa roupa extremamente justa para delírio do público feminino – e LGBTQIA+, claro. As calças de James West eram tão justas que costumavam rasgar nas gravações, o que fez o ator desenvolver predileção por cuecas azuis – da mesma cor das roupas do personagem. Repleta de lutas, cavalgadas, trens em disparada e ação intensa, “James West” também permitiu a Conrad explorar sua capacidade física. Décadas antes de Tom Cruise se provar destemido, ele ficou conhecido nos bastidores de Hollywood por dispensar dublês e fazer as cenas mais perigosas da produção – riscos que eram muito maiores então, devido à precariedade dos equipamentos de prevenção de acidentes do período. Durante a gravação de um episódio, o ator quase morreu ao cair de uma altura de 4 metros direto no chão de cimento. Ele sofreu o que descreveu como “uma fratura linear de quinze centímetros com alta concussão temporal”. O acidente fez os executivos da rede CBS obrigarem o astro da série a usar dublês. Mas assim que Conrad se sentiu curado, voltou a “quebrar algumas coisas”, como sempre fazia. Por conta disso, tornou-se um dos poucos atores reconhecidos no Hall da Fama dos Dublês. De fato, sua carreira foi praticamente consequência de sua capacidade de se arriscar. Logo em seu começo, quando surgiu fazendo figurações em séries, ele conseguiu um papel de índio em “Maverick”, cuja participação no episódio se resumia a levar um tiro e cair do cavalo. Ele caiu para trás, tão bem e de forma tão corajosa, que o diretor e os produtores perceberam que aquele novato era dinheiro no banco – contratavam um ator e ganhavam um dublê grátis. Os olhos azuis, o físico encorpado, a vaga semelhança com James Dean, o fato de sua mãe trabalhar como relações públicas da Warner e namorar um executivo do estúdio também ajudaram, é verdade. Mas isso também alimentou o impulso de se provar merecedor dos papéis, arriscando-se com força maior. Essa ousadia, porém, acabou tornando “James West” mais realista que sua premissa fantasiosa propunha. E após os assassinatos de Robert Kennedy e Martin Luther King Jr. em 1968, a violência na TV passou a ser condenada por políticos em busca de um bode expiatório, levando a opinião pública a questionar seus próprios gostos em relação às séries de ação. A polêmica acabou levando ao cancelamento da atração em 1969, quando ainda era uma das mais vistas da TV americana. As reprises mantiveram “James West” popular por pelo menos mais uma década, inspirando os produtores a retomarem o personagem numa série de telefilmes, entre o final dos anos 1970 e o começo de 1980. Até que Will Smith encarnou o personagem no cinema, ridicularizando e enterrando a franquia. Conrad chamou o longa de 1999 de “horrível” e “patético” e foi à cerimônia do Framboesa de Ouro para aceitar o troféu de Pior Filme do ano como representante não oficial da produção. Embora ele tenha protagonizado diversas outras séries, nenhuma outro papel lhe rendeu o mesmo destaque. A exceção entre os cancelamentos em 1ª temporada que se seguiram foi “Black Sheep Squadron”, trama de guerra que durou dois anos, entre 1976 e 1978, e pelo qual Conrad foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator de Série Dramática, como o Major Greg “Pappy” Boyington, um piloto que realmente existiu. Ele ainda brilhou em “Centennial” (1979), minissérie sobre 200 anos da história do Colorado, que dizia ter sido seu trabalho favorito. Conrad também teve uma pequena carreira cinematográfica, chegando a interpretar o gângster “Pretty Boy” Floyd em “Eu Sou Dillinger” (1965) e o próprio Dillinger em “A Mulher de Vermelhp” (1979), além de atuar na sátira “O Homem com a Lente Mortal” (1982), ao lado do “007” Sean Connery, e na comédia “Um Herói de Brinquedo” (1996), com Arnold Schwarzenegger. Apareceu ainda em inúmeras séries clássicas como ator convidado. O primeiro papel importante foi ninguém menos que o pistoleiro Billy the Kid num episódio de 1959 de “Colt 45”, e o último aconteceu numa participação especial de 2000 na série “Nash Bridges”. Artista versátil, ele até gravou discos, sob o nome de Bob Conrad, e aproveitou sua fama de “durão” em campanhas publicitárias, virando garoto-propaganda das pilhas Eveready. Casado duas vezes, deixa oito filhos e 18 netos.
Kingdom: 2ª temporada da série sul-coreana de zumbis ganha teaser e pôster
A Netflix divulgou o pôster e um teaser da 2ª temporada de “Kingdom”, uma série de zumbis passada na Coreia medieval. A prévia mostra os protagonistas cercados por uma horda de mortos-vivos, enfatizando a tensão da trama. Criada por Kim Eun-hee, roteirista-produtor da série “Signal – uma espécie de “Frequency” sul-coreana – , a produção se passa durante a dinastia Joseon e traz Ju Ji-hoon (de “O Traidor”) como um príncipe herdeiro que vê seu reino dominado por um surto de zumbis. A praga se espalha logo após o rei recém-falecido se levantar. E caba ao príncipe enfrentar essa nova espécie de inimigos canibais para salvar seu reino. O elenco também inclui Bae Doona (“Sense8”), Ryu Seung-ryong (“A Guerra das Flechas”) e Kim Sang-ho (“Fabricated City”). A série é dirigida pelo aclamado cineasta coreano Kim Seong-hun, responsável pela excepcional combinação de crime e humor negro de “Um Dia Difícil” (2014) e pelo drama de sobrevivência “The Tunnel” (2016). E deve ter agradado muito, pois, antes mesmo da estreia, a série foi renovada para sua 2ª temporada. A 2ª temporada de “Kingdom” chega ao streaming em 13 de março.
Recém-lançada, série Locke & Key ganha novo vídeo legendado
A Netflix divulgou um novo vídeo legendado de “Locke & Key”, que estreou na sexta (7/2) na plataforma de streaming. A prévia traz muitas cenas da série, acompanhados por depoimentos do elenco e dos produtores, que detalham a trama, baseada nos quadrinhos homônimos de Joe Hill, filho do escritor Stephen King. Excessivamente bem divulgada em comparação a outros conteúdos da plataforma, a série chegou na Netflix em sua terceira configuração, após ter dois pilotos recusados pela Hulu e pela Fox. A estreia aconteceu após a produção sofrer quase uma década de rejeições. Vale lembrar que a Fox encomendou a primeira adaptação em 2011 – para Alex Kurtzman, Roberto Orci (roteiristas de “Star Trek” e criadores da série “Fringe”) e Josh Friedman (criador da série “Terminator: The Sarah Connor Chronicles”), mas rejeitou o piloto, dirigido pelo cineasta Mark Romanek (“Não Me Abandone Jamais”), por lembrar muito a 1ª temporada de “American Horror Story” – aprovada na ocasião. O produtor Carlton Cuse (de “Lost” e “Bates Motel”) se envolveu com o material durante o desenvolvimento de um segundo piloto para a Hulu. Na época, a falta de entusiasmo daquela plataforma chegou a surpreender o mercado, já que o diretor do piloto era ninguém menos que Andy Muschietti, de “It: A Coisa”, e o projeto tinha em seu elenco três jovens atores daquele filme. Com a recusa do piloto de Muschietti, Cuse e Hill decidiram assumir a produção e levá-la para a Netflix. Muschietti continuou creditado como produtor, mas sem dirigir nenhum episódio. E apenas o menino Jackson Robert Scott, intérprete do pequeno Georgie em “It: A Coisa”, foi mantido nessa terceira versão. Além dele, o elenco inclui Connor Jessup (“Falling Sky”), Emilia Jones (“Utopia”) e Darby Stanchfield (a Abby de “Scandal”). “Locke & Key” acompanha uma mãe (Stachfield) e seus três filhos que se mudam para a antiga casa da família após o brutal assassinato do pai. No local, eles são assombrados por uma entidade do mal chamada Dodge, determinada a assombrá-los até conseguir o que quer: chaves para outras dimensões, que estão escondidas na residência. Como curiosidade, a intérprete de Dodge é uma atriz canadense de pais brasileiros, Laisla de Oliveira, que também apareceu em “The Gifted” e estrelou o terror “Campo do Medo” (2019) na Netflix. A 1ª temporada de “Locke & Key” tem 10 episódios.
Elenco de Friends entra em acordo para gravação de episódio especial de reencontro
Após meses de negociações, as estrelas de “Friends”, Jennifer Aniston, Courteney Cox, Lisa Kudrow, David Schwimmer, Matt LeBlanc e Matthew Perry, chegaram a um acordo com a produtora WBTV (Warner Bros. Television) para a gravação de um especial de uma hora da série para a plataforma HBO Max. O programa será um reencontro, que complementará as festividades de 25 anos da série, mas não está claro se eles aparecerão como os personagens originais ou como eles mesmos, recordando suas relações. O fato é que, segundo o site Deadline, os atores vão ganhar uma verdadeira fortuna pelo programa. Segundo apurou o site Deadline, cada uma das seis estrelas será paga na faixa de U$ 3 milhões a US$ 4 milhões para gravar o especial. As negociações se estendem há quase um ano e foram congeladas no final de 2019, diante de um impasse financeiro entre o que a WBTV ofereceu e o que os atores pretendiam receber. Neste meio tempo, a notícia do projeto vazou e passou a alimentar o frenesi dos fãs, que começaram a surtar a cada postagem dos atores nas redes sociais, com compartilhamentos de fotos ao lado de alguns – ou todos – os Friends. Uma selfie de Aniston com suas co-estrelas chegou a estabelecer um novo recorde mundial do Guinness como o post mais rápido a atingir 1 milhão de seguidores no Instagram, ressaltando o quanto o programa continua popular. Para completar, um tuíte enigmático de Matthew Perry no início desta semana lotou de comentários e compartilhamentos, ao indicar que o especial poderia ser anunciado a qualquer momento. “Grandes notícias vindo…”, ele postou na terça (4/2). Os co-criadores da série, Marta Kauffman e David Crane, também devem participar do reencontro, que está sendo projetado para ajudar a lançar a HBO Max. A plataforma desembolsou US$ 425 milhões pelos direitos da sitcom imensamente popular, que costumava ser um dos maiores sucessos da Netflix, até a WarnerMedia revelar os planos de seu próprio serviço de streaming.
The Walking Dead: Episódio que marca a volta da série ganha 17 fotos inéditas
O canal pago americano AMC divulgou 17 fotos do primeiro episódio de 2020 de “The Walking Dead”. As imagens mostram o grupo liderado por Daryl (Norman Reedus) e Carol (Melissa McBride) na caverna cheia de zumbis em que o foram parar, após cair numa armadilha de Alpha (Samantha Morton), além de Negan (Jefrey Dean Morgan) entre os Sussurradores, Alpha sendo confrontada por Beta (Ryan Hurst), um cerco de zumbis à Alexandria e imagens avulsas de Gamma (Thora Birch), Michonne (Danai Gurira), Rosita (Christian Serratos) e Judith (Cailey Fleming). Intitulado “Squeaze”, o capítulo que abre a segunda metade da 10ª temporada será transmitido em 23 de fevereiro, após hiato de três meses. No Brasil, a exibição acontece pelo canal pago Fox.
Série documental de Justin Bieber bate recorde de visualizações no YouTube
“Justin Bieber: Seasons” quebrou o recorde de visualização de estreia de uma série original no YouTube. Lançado em 27 de janeiro, o capítulo inicial teve mais de 32 milhões de visualizações em sua primeira semana na plataforma. Com isso, ultrapassou a audiência de estreia de “Liza On Demand”, concentrando o maior público de uma produção original do YouTube durante sua semana inaugural. Até hoje, a estreia de “Justin Bieber: Seasons”, de apenas 11 minutos de duração, já foi vista 42,1 milhões de vezes. O seriado tem, ao todo, dez episódios e acompanha o cotidiano do cantor após o cancelamento de sua turnê em 2017. É possível assistir à produção com legendas em português pelo YouTube, que já disponibilizou gratuitamente mais três capítulos. Veja abaixo. “Changes”, o próximo álbum de estúdio de Bieber, será lançado em 14 de fevereiro.
Superman terá filhos adolescentes em sua nova série
A nova série live-action de Superman será realmente diferente de todas as demais. Depois de apresentar sua adolescência em “Smallville”, a rede americana The CW vai mostrar um herói pai de família, lidando com problemas do cotidiano, como emprego e filhos adolescentes. Isto mesmo. O crossover “Crise nas Infinitas Terras” transformou o bebê Jonathan, recém-nascido, em dois irmãos adolescentes, Jonathan e Jordan. A produção escalou os atores Jordan Elsass e Alexander Garfin para os papéis. O detalhe é que eles não têm a mesma idade, eliminando a possibilidade de interpretarem gêmeos. Elsass, que já atuou em diversos videoclipes e ainda aparecerá na série “Little Fires Everywhere”, na Hulu, tem 19 anos. Já Garfin, que é mais reconhecido por seu trabalho como dublador, tendo interpretado Linus em “Snoopy & Charlie Brown: Peanuts, o Filme” (2015), tem 14 anos. A série vai trazer os atores Tyler Hoechlin e Elizabeth Tulloch nos papéis principais, como Clark Kent/Superman e Lois Lane. O casal já tinha aparecido como Superman e Lois Lane em “Supergirl” e em dois crossovers do Arrowverso. Segundo a sinopse oficial, a série “segue o super-herói e a jornalista mais famosos dos quadrinhos” enquanto eles “lidam com todo o estresse, pressão e complexidades de pais que trabalham na sociedade de hoje”. Vale lembrar que a paternidade de Superman chegou a ser explorada no filme “Superman – O Retorno” (2006), mas era um tema inédito na TV. “Superman & Lois” será a primeira série protagonizada por Superman em mais de 20 anos – desde “Lois & Clark: As Novas Aventuras de Superman” (1993-1997) – , lembrando que “Smallville” era centrada em Clark Kent, o herói conhecido como “Borrão” (Blur). Na época, os produtores foram proibidos de chamar o super-herói de Superman por imposição da divisão de cinema da Warner. Tyler Hoechlin e Tom Welling, o intérprete do “Borrão”, chegaram a dividir uma cena de “Crise nas Infinitas Terras”, que mostrou o que aconteceu com Clark após o final de “Smallville”. A nova atração do Arrowverso faz parte do acordo milionário do produtor Greg Berlanti com a Warner – ele produz todas as séries de super-heróis da CW e boa parte das atrações da plataforma DC Universe – e pode vir acompanhada de mais uma adaptação de quadrinhos, um spin-off de “Arrow” centrado na filha do Arqueiro Verde.
Arcanjo Renegado: Globoplay estreia série sobre “tropa de elite” do Bope
A Globoplay lança uma nova série policial neste sexta (6/2). Intitulada “Arcanjo Renegado”, a produção traz policias do Bope, batalhão carioca celebrizado no filme “Tropa de Elite”, além de ex-criminosos de verdade. Arcanjo é o nome de uma equipe do Bope tida como a mais bem treinada, eficaz e letal do batalhão. Porém, um atentado ao vice-governador (Gutti Fraga, de “Aspirantes”) do Rio de Janeiro muda a vida de seu líder, o primeiro-sargento Mikhael (vivido por Marcello Melo Jr., que por sinal participou de “Tropa de Elite”). Dos 16 personagens policiais, 14 são integrantes reais do Bope. Já os papéis de traficantes foram desempenhados por egressos do sistema penal. “Na trama, o Mikhael perdeu muito cedo o pai, policial militar, vítima da violência, e a mãe, por conta de um câncer. Cresceu cuidando da irmã, Sarah (Erika Januza), mas, em função da morte do pai, e por ter um olhar extremamente equivocado da sua própria instituição e da sociedade fluminense, ele é um ser com uma visão de correção deturpada”, explicou Jose Junior, criador da série. A ideia é mostrar como personagens complexos se entrelaçam numa linha tênue entre o bem e o mal. Criada por José Junior (autor também de “A Divisão”) e dirigida pelo cineasta Heitor Dhalia (“Tungstênio”), “Arcanjo Renegado” teve cenas gravadas em favelas do Complexo da Maré, nos bairros da Penha e Ramos, na Avenida Brasil e em locações no Centro do Rio, tendo a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) como cenário constante na parte política da trama. O elenco também inclui Erika Januza (“O Filme da Minha Vida”), Flávio Bauraqui (“A Vida Invisível”), Rita Guedes (“1 Contra Todos”), Leonardo Brício (“O Mecanismo”), Danni Suzuki (“Vai que Cola”), Bruno Padilha (“Aruanas”) e participação especial da atriz Lea Garcia (“Pacificado”). Confira o trailer abaixo.
The First Lady: Viola Davis será Michelle Obama em série sobre Primeiras-Damas dos EUA
O canal pago americano Showtime anunciou a produção da série “The First Lady”, sobre três importantes primeiras-damas dos EUA, Eleanor Roosevelt (1884-1962), Betty Ford (1918-2011) e Michelle Obama (1964-). Por ocasião do anúncio, apenas a intérprete de Michelle Obama está definida. A atriz Viola Davis (“How to Get Away with Murder”) viverá a esposa de Barack Obama e também produzirá a atração. “Fazer Viola Davis interpretar Michelle Obama é um sonho tornado realidade, e não poderíamos ter mais sorte de ter seu talento extraordinário para ajudar a lançar esta série”, afirmou a presidente da Showtime Jana Winograde em comunicado. A série é uma criação do escritor Aaron Cooley (“Four Seats: A Thriller of the Supreme Court”) e vai focar na vida pessoal, atuação e influência política das primeiras-damas dos EUA. Caso se prove um sucesso, novas temporadas devem abordar outras esposas famosas de presidentes americanos. Em fase inicial de produção, “The First Lady” vai agora completar seu elenco, antes de definir cronograma de gravações e sua data de estreia.
Dias finais de Marilyn Monroe vão virar minissérie
Os misteriosos dias finais da vida de Marilyn Monroe vão virar uma minissérie. A produtora Seven Seas Films adquiriu os direitos do livro “Os Últimos Anos de Marilyn Monroe”, de Keith Badman, e conseguiu apoio dos responsáveis pela administração do legado da atriz para a adaptação. Para o projeto, a empresa se associou ao 101 Studios, responsável pela bem-sucedida série “Yellowstone”, no canal pago Paramount. “Muitas pessoas pensam que sabem a verdade sobre os meses finais de Marilyn Monroe, mas é uma história complicada e trágica, que queremos descrever com compaixão e sensibilidade”, afirmou Dan Sefton, co-fundador da Seven Seas Films, em comunicado “A amada lenda do cinema Marilyn Monroe criou muitas memórias sobre sua vida, mas nenhuma como essa. Keith Badman descobriu jóias de detalhes nunca antes divulgados, centradas nos últimos meses de sua vida sensacionalista e de acusações feitas. A série presta homenagem à estrela brilhante cuja vida foi extinta cedo demais”, completou David Glesser, CEO da 101 Studios. Marilyn Monroe morreu em 5 de agosto de 1962, com apenas 36 anos. A famosa estrela de Hollywood sofreu uma overdose de remédios, mas sua morte repentina deu margem a inúmeras teorias da conspiração, sugerindo até assassinato a mando de aliados ou rivais do presidente John F. Kennedy, de quem ela seria supostamente amante. Em fase inicial, o projeto ainda não tem equipe nem canal definidos.
Gene Reynolds (1923 – 2020)
Gene Reynolds, ex-astro mirim da MGM que virou co-criador das séries “M*A*S*H” e “Lou Grant”, morreu na segunda-feira (3/2) num hospital em Burbank, na Califórnia, aos 96 anos. Ele começou a carreira como ator infantil, aos 10 de idade, quando sua família se mudou de Cleveland para Los Angeles, aparecendo como figurante na comédia clássica “Era uma Vez Dois Valentes” (Babes in Toyland, 1934), da dupla o Gordo e o Magro. Fez várias figurações durante a década de 1930, inclusive no fenômeno infantil “Heidi” (1937), antes de conseguir o papel coadjuvante de Jimmy MacMahon em dois filmes de Andy Hardy, estrelados por Mickey Rooney. Reynolds seguiu como ator até os anos 1950, participando do ciclo noir e de vários filmes famosos, mas nunca conseguiu muita evidência. Tudo mudou quando decidiu explorar outro talento. Ele começou a trabalhar como diretor de casting, escalando atores de novas séries da rede NBC, e, em 1957, emplacou sua primeira criação televisiva, o western “Tales of Wells Fargo”, que durou seis temporadas até 1962. Tomou gosto pela direção após comandar vários episódios de “Wells Fargo”, passando os anos 1960 atrás das câmeras de diversas séries famosas, como “Os Monstros”, “Guerra, Sombra e Água Fresca”, “Meus 3 Filhos”, “Nós e o Fantasma” e “Room 222”, pela qual ganhou seu primeiro Emmy. Eventualmente, voltou a escrever. Sua segunda criação foi simplesmente “M*A*S*H”, uma adaptação do filme homônimo de Robert Altman, lançada em 1972 na televisão. Ele dirigiu o piloto e assinou a produção, mas os créditos da história ficaram com Larry Gelbart. A série de comédia sobre médicos americanos na Guerra da Coreia lhe rendeu três mais prêmios Emmy e durou 11 anos sem nunca perder audiência. Ao contrário, seu final em 1982 foi o episódio mais assistido de uma série de TV em todos os tempos, visto por 106 milhões de americanos. Nenhuma série chega perto desses números e apenas o Super Bowl (final do campeonato de futebol americano) de 2010 superou esse total. Diante do evidente sucesso de “M*A*S*H”, Reynolds e Gelbart tentaram repetir a dose com “Roll Out” (1973), outra comédia de guerra, mas o raio não caiu duas vezes no mesmo lugar. Foi cancelada na 1ª temporada, assim como “Karen” (1975), outra série da dupla. Mas Reynolds acabou encontrando novo sucesso com “Lou Grant”, um spin-off de “Mary Tyler Moore”, que ele desenvolveu com os criadores da série original, James L. Brooks e Allan Burns. Lançada em 1977, acompanhava o cotidiano da redação de um jornal comandado pelo personagem-título (o ex-patrão de Mary Tyler Moore), vivido por Ed Asner. A aposta em fazer uma produção de tom dramático, destoando completamente do aspecto de sitcom da série original e seus outros spin-offs (“Rhoda” e “Phyllis”), deu certo. “Lou Grant” se tornou um grande sucesso, durou cinco temporadas e rendeu mais dois Emmys para Reynolds. Como diretor, roteirista e produtor, Reynolds foi indicado a um total de 24 Emmys e também ganhou três prêmios do Sindicato dos Diretores dos EUA (DGA, na sigla em inglês), entidade da qual foi presidente nos anos 1990, quando se afastou das câmeras. Seu último trabalho foi a produção de um documentário sobre “M*A*S*H” lançado em 2002, que marcou o reencontro do elenco original após 30 anos da estreia da série. Em uma entrevista de 2009, a estrela de “M*A*S*H”, Alan Alda, apontou que Reynolds foi quem “envolveu Larry Gelbart e juntou o elenco… ele não era apenas maravilhoso com a câmera, mas também com atores. Você não consegue sempre essa combinação. Ele fazia com que os atores mostrassem o que era humano e genuíno e não apenas performances engraçadas. Ele sabia o que era engraçado, mas também o que era humano”. Na foto abaixo, ele aparece em “trajes civis” no set clássico de “M*A*S*H”, dirigindo Alda e Larry Linville.
Séries da Marvel do Disney+ ganham previsão de estreia
A Disney+ (Disney Plus) marcou as datas de estreia de suas primeiras séries da Marvel. A revelação foi feita pelo CEO Bob Iger na terça-feira (5/2), durante uma teleconferência com investidores para a apresentação do balanço financeiro trimestral da corporação Disney. “Falcon and the Winter Soldier” (Falcão e o Soldado Invernal), “WandaVison” e “Loki” vão chegar, respectivamente, em agosto, dezembro e no começo de 2021. Iger também contou que a Marvel desenvolve, atualmente, mais sete séries para a Disney+ (Disney Plus). “Existem outras sete séries da Marvel em vários estágios de desenvolvimento ou pré-produção”, disse o executivo. Entretanto, apenas cinco são conhecidas: “Hawkeye” (Gavião Arqueiro), “She-Hulk” (Mulher-Hulk), “Ms. Marvel” (Miss Marvel), “Moon Knight” (Cavaleiro da Lua) e a animação “What If?” (O que Aconteceria Se?). O CEO da Disney ainda enfatizou que esses programas estarão entrelaçados com os filmes do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). “Falcon and the Winter Soldier”, por exemplo, trará os personagens vividos por Anthony Mackie e Sebastian Stan retomando eventos de “Vingadores: Ultimato”, enquanto “WandaVison” e “Loki” terão consequências para o próximo filme do Dr. Estranho, “Doctor Strange in the Multiverse of Madness”. As datas foram anunciadas dois dias após a exibição do primeiro comercial das produções, exibido no domingo (2/2) durante o intervalo do Super Bowl. Reveja abaixo.
The Mandalorian: Baby Yoda terá mais destaque na 2ª temporada e pode até ganhar série própria
Baby Yoda vai ganhar ainda mais destaque na 2ª temporada de “The Mandalorian”, que estreia em outubro. A revelação foi feita pelo CEO da Disney, Bob Iger, na terça-feira (5/2), indicando ainda a possibilidade do personagem, que virou febre nas redes sociais, estrelar sua própria série. “Ele conquistou o mundo”, causando “uma recepção sensacional”, disse Iger, durante uma teleconferência com investidores para a apresentação do balanço financeiro trimestral da Disney. “Sabemos que existem grandes expectativas para a gama de produtos Baby Yoda que serão lançados nos próximos meses”, acrescentou. Iger também garantiu que “The Mandalorian”, primeiro grande sucesso da plataforma Dysney+, terá várias temporadas, com “a possibilidade de integrar novos personagens”, que também poderão ter suas próprias séries independentes. O executivo acrescentou ainda que, sem nenhum novo filme em processo de produção, para “Star Wars”, “a prioridade são séries nos próximos anos”. Além de “The Mandalorian”, a plataforma Disney+ (Disney Plus) já tem encaminhadas um prólogo de “Rogue One” centrada em Cassian Andor, o personagem de Diego Luna, e uma série sobre Obi-Wan Kenobi, que marcará o retorno de Ewan McGregor ao papel. Durante a apresentação, o chefão da Disney também revelou que a Disney+ (Disney Plus) atingiu 28,6 milhões de assinantes, em menos de três meses desde seu lançamento.












