Oficial: Série The L Word vai voltar com integrantes do elenco original
O canal pago Showtime confirmou a volta de “The L Word”, primeira série americana centrada no universo das mulheres lésbicas. A produção ganhará nova versão com a participação de integrantes do elenco original. O projeto começou a ser discutido há mais de um ano, mas só foi oficializado na quinta (31/1) durante o encontro semestral entre executivos da indústria televisiva e imprensa organizado pela TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA). O revival estará a cargo da cineasta indie Marja-Lewis Ryan, cujos créditos incluem o piloto de “College” na Amazon, o drama “6 Balões” e vários roteiros de longas em desenvolvimento, inclusive o remake de “Splash – Uma Sereia em Minha Vida” (1984). Ela vai trabalhar com a criadora da atração original Ilene Chaiken, que precisou ceder a função de showrunner por estar envolvida com a série “Empire” e ter um contrato de exclusividade com a Fox. “Marja trouxe sua visão única e contemporânea para ‘The L Word ‘ e misturou-a lindamente no tecido da série inovadora de Ilene”, disse Gary Levine, presidente do Showtime. “Essa série reverenciada foi divertida e impactante quando foi originalmente exibido no Showtime, e estamos confiantes de que nossa nova versão será isso e muito mais em 2019”. O revival trará de volta três das atrizes principais: Jennifer Beals, Kate Moennig e Leisha Hailey. Elas farão participações na série e dividirão créditos de co-produtoras com Chaiken e Ryan. Durante o TCA, a atriz Sarah Shahi também confirmou que retomará seu papel de Carmen, a namorada bissexta de Shane (Kate Moennig). Outras intérpretes da série original também devem aparecer em participações especiais para mostrar como seguiram suas vidas, amores e tribulações, em meio às novas personagens da produção. “The L Word” estreou em 2004 e foi aclamada, ajudando a dar visibilidade à comunidade lésbica na televisão. Ao lado de “Queer as Folk”, sobre homens gays, tornou-se pioneira da representatividade LGBTQIA+, inaugurando uma nova era nas séries. Durante sua exibição, discutiu temas como sexo, maternidade, direitos, preconceito, fetiches e até introduziu uma personagem transgênero, vivida por Daniela Sea, que fez sua transição de Moira para Max ao longo de uma temporada – uma década antes da estreia de “Transparent”. Ao longo de seis temporadas, a série também mostrou cenas quentes de sexo, o que ajuda a explicar porque foi bem aceita entre o curioso público heterossexual. Ilene Chaiken ainda pretendia fazer um spin-off centrado na personagem Alice (vivida por Leisha Hailey), que seria passado numa prisão – respondendo à pergunta que ficou no ar ao final da 6ª temporada de “The L Word”: quem matou Jenny (Mia Kirshner). Mas, na época, o Showtime achou o projeto muito apelativo, considerando que uma série sobre presidiárias lésbicas não teria audiência. Quatro anos depois, a Netflix lançou “Orange Is the New Black”. Mas a atração teve um derivado diferente, um reality show sobre lésbicas reais, “The Real L Word”, que durou três temporadas, exibido de 2010 a 2012. O retorno de “The L Word” acontece após o canal Showtime resgatar, com sucesso, a série clássica “Twin Peaks” e reflete uma estratégia que ganha cada vez mais força na TV americana: a exploração de marcas conhecidas, para fisgar o público na guerra pela audiência.
Katy Keene: Spin-off de Riverdale vai se passar após a formatura dos personagens no colegial
O spin-off da série “Riverdale” teve novos detalhes revelados durante a participação de Mark Pedowitz, presidente da rede CW, no encontro semestral entre executivos da indústria televisiva e imprensa organizado pela TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA). O piloto de “Katy Keene” foi encomendado na semana passada e ainda está em fase inicial do desenvolvimento, mas Pedowitz revelou uma informação crucial, que dificulta (mas não impossibilita) a possibilidade de crossovers com “Riverdale”. Caso seja aprovada (e será), a nova série vai se passar anos depois da formatura dos personagens de “Riverdale”. Assim, segundo Pedowitz, se “algum dos personagens de ‘Riverdale’ aparecer em ‘Katy Keene’ será numa versão mais velha”. “Katy Keene” é descrita como uma comédia musical centrada no personagem-título, uma modelo, atriz e cantora que tem sua própria revista de quadrinhos desde os anos 1940. No piloto em desenvolvimento, ela aparecerá em versão atualizada. Não mais a pin-up que inspirou o visual da cantora pop Katy Perry, mas uma aspirante a estilista da cidade de Nova York. Em comunicado oficial, a CW resumiu o projeto como “a vida e os amores de quatro personagens icônicos da Archie Comics – incluindo a futura lenda da moda Katy Keene – enquanto eles perseguem seus sonhos aos 20 e poucos anos em Nova York. A trama musical vai narrar os inícios e as lutas de quatro aspirantes a artistas que tentam chegar à Broadway, às passarelas de moda e aos estúdios de gravação”. Lembra “Fama” mesclado com “Glee” e… “Project Runway”. “Katy Keene” será o segundo spin-off de “Riverdale”, após a produção de “O Mundo Sombrio de Sabrina”. Originalmente, a série da aprendiz de feiticeira foi concebida para acompanhar “Riverdale” na rede CW, mas o canal percebeu que teria três séries de bruxas e preferiu ficar só com “Legacy” e Charmed”, deixando “Sabrina” se tornar um dos maiores sucessos da Netflix. O roteirista-produtor Roberto Aguirre-Sacasa, que criou “Riverdale” e “O Mundo Sombrio de Sabrina”, também é o responsável por “Katy Keene”, ao lado do coprodutor das duas séries Greg Berlanti. Sacasa descreve o novo projeto como completamente diferente dos anteriores, com um tom mais leve. Outra novidade revelada no evento da TCA é que a diretora Maggie Kiley, que comandou episódios de “Riverdale” e “O Mundo Sombrio de Sabrina”, vai assinar o piloto.
Última temporada de Homeland tem estreia adiada devido às gravações internacionais
O canal pago americano Showtime adiou a estreia da 8ª e última temporada de “Homeland”. Prevista para junho, a exibição dos últimos episódios vai começar apenas no final do ano. O motivo para o atraso foram as gravações internacionais da temporada. A maior parte dos capítulos tem locação no Marrocos, que se passará pelo Afeganistão na trama da produção. Gravar no exterior acarreta maior tempo de produção. “Eu li os primeiros roteiros, e posso te dizer que é uma viagem de montanha-russa para chegarmos à conclusão da série”, garantiu o presidente da emissora, Gary Levine, ao anunciar a mudança de planos durante o evento semestral da TCA, a Associação dos Críticos de TV dos EUA. O final da série vai retomar a passagem conturbada da protagonista Carrie Mathison (Claire Danes) pelo Oriente Médio e contará com o retorno de dois intérpretes marcantes da atração, Nimrat Kaur, que viveu Tasneem Qureshi, uma agente do serviço de inteligência do Paquistão, e Numan Acar, que interpretou o líder talibã Haissam Haqqani. Carrie deixou assuntos inacabados com os dois ao sair do Oriente Médio de forma atabalhoada na 4ª temporada, e deve buscar vingança contra Haqqani, que lhe deu um baile na trama. Desde que estreou em 2011, “Homeland” venceu cinco Globos de Ouro e oito Emmys. A série faz parte da programação do canal pago FX no Brasil.
Ator da série Genius será David Bowie no cinema
Uma época marcante da vida de David Bowie vai virar filme indie. Intitulado “Stardust”, o longa vai narrar uma viagem do cantor para os Estados Unidos em 1971. Bowie foi duas vezes para os Estados Unidos naquele ano. A primeira foi em janeiro e inspirou a criação do álbum “Hunky Dory”, que reflete seu contato com a cultura americana em faixas de títulos auto-explicativos, como “Andy Warhol” e “Song for Bob Dylan”, além de “Queen Bitch”, influenciada por Lou Reed. A experiência também rendeu uma das músicas mais icônicas do cantor, “Changes”, que marcou sua fama como camaleão do rock, além de “Life on Mars?”, a semente do que se tornaria o disco conceitual “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars” em 1972, com temática de ficção cientifica. O título do filme, curiosamente, cita nominalmente o disco de 1972 e não o que Bowie gravou seis meses após voltar da primeira viagem. Mas Bowie fez uma segunda viagem em setembro, para assinar com a gravadora RCA. E foi quanto finalmente conheceu Lou Reed e Iggy Pop, inspirando-se neles para criar a persona de Ziggy Stardust – logo em seguida, também produziria discos dos dois. O roteiro é de Christopher Bell (“The Last Czar”), a direção está a cargo de Gabriel Range (“A Morte de George W. Bush”) e o elenco já começou a ser escalado. O ator sul-africano Johnny Flynn, que viveu o jovem Einstein em “Genius”, vai interpretar o jovem Bowie. Além dele, Jena Malone (“Jogos Vorazes”) será Angie, a primeira mulher do cantor, e Marc Maron (“GLOW”) viverá um executivo de gravadora. Flynn não é só ator. Ele também é músico e cantor – e compôs a trilha da série “Detectorists”, da BBC. O plano é começar as filmagens em junho para um lançamento em 2020.
Bryan Cranston vai estrelar nova série do criador de Criminal Justice
O ator Bryan Cranston, vai estrelar uma nova produção televisiva, marcando seu segundo trabalho em séries desde que se consagrou como o Walter White de “Breaking Bad”. Ele dará vida a um respeitado juiz na minissérie “Your Honor”, coproduzida pelo casal Robert e Michelle King, criadores de “The Good Wife”, para o canal pago americano Showtime. “Your Honor” é uma adaptação da série israelense “Kvodo”, exibida em 2017, que tinha Yoram Hattab no papel principal. Na trama, a Sua Excelência do título coloca a reputação em jogo para tentar livrar seu filho de uma condenação por atropelamento. A versão americana tem roteiro do inglês Peter Moffat, que criou a famosa série britânica “Criminal Justice”, adaptada pela HBO nos EUA com o título de “Night of”. Ele transportou a história original israelense para Nova Orleans, onde a série será gravada. Desde o fim de “Breaking Bad”, em 2013, que lhe rendeu quatro Emmys de Melhor Ator, Cranston vem privilegiando papéis de cinema. Mas ele teve participação importante nas duas primeiras temporadas de “Sneaky Pete”, série da Amazon da qual é cocriador – ao lado de David Shore, de “House”. Ainda não previsão de estreia para “Your Honor”.
Editorial: Nova teoria sobre Vingadores: Ultimato é que Thanos dizimou o jornalismo cultural
Quem ainda aguenta ler sobre teorias de “Vingadores: Ultimato”? O fórum Reddit tem uma nova por dia. E o pior é que sites de notícias estão reproduzindo cada uma delas como se fossem… notícias. Com um estalar de dedos, Thanos dizimou o jornalismo cultural. O velho jornalismo cultural já andava combalido desde que a era dos blogues multiplicou as vozes dos fãs, causando, como efeito colateral, o inverso do imaginado. Em vez de disseminar dissonância, o aumento de opiniões elevou o volume da concordância. Formou-se uma geração de vozes redundantes, sem nada para acrescentar, a não ser a capacidade de elucubrar o elogio mais babante sobre o melhor boneco de personagem secundário de todos os tempos neste minuto. Com as redes sociais e a proliferação de fake news, a análise diferenciada e a reportagem investigativa foram condenadas de vez. Hoje, até o UOL publica a teoria do fã do dia como se fosse relevante. Jornalismo cultural virou fan fiction. Ao menos, é um fenômeno cultural. Para jornalistas analisarem. Onde estão? Ah, hoje é quinta e há uma nova teoria sobre Thanos. E a melhor “teoria do dia” ainda é de 2004. Tudo não passa de sonho do cachorro de “Lost”. Estale os dedos para acordar.
Oscar 2019 confirma apresentação ao vivo dos candidatos a Melhor Canção
O Oscar 2019 terá apresentações musicais dos candidatos a Melhor Canção Original. Inicialmente, os produtores pretendiam cortar as músicas para diminuir a duração da cerimônia. A ideia era trazer apenas as duas canções mais populares da lista como forma de atrair a audiência para a transmissão televisiva da premiação. Assim, estavam confirmadas apenas as apresentações de “Shallow”, tema de “Nasce Uma Estrela”, cantada por Lady Gaga e Bradley Cooper, e “All The Star”, tema de “Pantera Negra”, em interpretação de Kendrick Lamar e SZA. Mas agora a Academia confirmou que Jennifer Hudson também vai cantar “I’ll Fight”, indicada pelo documentário “RBG”, sobre a juíza Ruth Bader Ginsburg. O anúncio oficial apontou uma mudança de planos. Segundo fontes da revista Variety, após confirmar Jennifer Hudson, a Academia deve incluir na cerimônia todas as cinco músicas indicadas. Ou sofrer muita pressão dos que se sentirem excluídos, especialmente se um deles vencer o Oscar da categoria. As outras músicas indicadas como Melhor Canção Original são “The Place Where the Lost Things Go”, cantada por Emily Blunt em “O Retorno de Mary Poppins”, e “When a Cowboy Trades His Spurs for Wings”, cantada por Tim Blake Nelson e Willie Watson em “A Balada de Buster Scruggs”. A premiação do Oscar 2019 vai acontecer em 24 de fevereiro em Los Angeles, com transmissão ao vivo no Brasil pelos canais Globo e TNT. Relembre abaixo as músicas indicadas.
CW renova 10 programas, incluindo Riverdale, Supernatural e todas as séries de super-heróis
A rede CW anunciou nesta quinta-feira (31/1) a renovação de nada menos que 10 séries de sua programação. A lista inclui todas as atrações de super-heróis da DC Comics produzidas pela WBTV (Warner Bros. Television): “Arrow”, “The Flash”, “Supergirl”, “Legends of Tomorrow” e “Black Lightning” (Raio Negro), além de “Riverdale”, adaptação da Archie Comics que tem o mesmo produtor das outras, Greg Berlanti. As quatro que completam a lista são a veterana “Supernatural”, que vai para sua 15ª temporada, consolidando-se como uma das séries mais longas da televisão atual, a combalida “Dynasty”, que tem uma das piores audiências da TV americana, e as novatas “Charmed” e “Legacies”, lançadas em 2018. “Essas séries fornecem uma base sólida para nossa estratégia de programação multiplataforma, e estamos ansiosos para construir isso com ainda mais retornos e novos programas”, disse o presidente da CW, Mark Pedowitz. É a programação atual quase completa do canal. Com uma significativa exceção: “All American”, que tem quase o mesmo público que “Dynasty”, mas não o contrato internacional que o remake de “Dinastia” fechou com a Netflix. Com relação a “mais retornos”, Pedowitz se refere a séries que ainda vão estrear suas novas temporadas no verão, em especial a favorita dos fãs “The 100”. Além de “All American”, que aguarda a oficialização de seu cancelamento, três atrações vão se despedir ao final de suas próximas temporadas na CW: “iZombie”, “Crazy Ex-Girlfriend” e “Jane the Virgin”. A última, porém, deve ganhar um spin-off e manter seu universo no canal. A CW tem, atualmente, cinco pilotos em desenvolvimento. Além de “Jane the Novela”, há “Batwoman” (sobre a heroína da DC Comics introduzida no crossover “Elseworlds”), “The Lost Boys” (adaptação do filme de vampiros “Os Garotos Perdidos”, de 1987), “Katy Keene” (spin-off de “Riverdale”) e “Nancy Drew” (nova atração da famosa detetive-mirim literária). Clique no título de cada piloto para saber mais sobre cada um desses projetos.
Trailer do novo filme de Pedro Almodóvar traz Antonio Banderas e Penélope Cruz
A produtora El Deseo divulgou o primeiro trailer de “Dolor y Gloria”, novo filme do cineasta espanhol Pedro Almodóvar, que reúne dois atores que marcaram a carreira do diretor: Antonio Banderas e Penélope Cruz. À exceção de “Os Amantes Passageiros” (2013), em que fizeram figurações, os dois ainda não tinham contracenado nos filmes do diretor. E parece que vão continuar assim, já que eles vivem fases diferentes da história. A descrição oficial do projeto tem tom autobiográfico. O filme seguirá um famoso cineasta numa “série de encontros”, até seu declínio. Alguns dos temas abordados serão “primeiros amores, segundos amores, mortalidade, os anos 1960, os anos 1980 e o presente”. Antonio Banderas será o diretor, em sua oitava parceria com Almodóvar, começada em 1982, quando filmaram “Labirinto das Paixões” (1982). Já Penélope Cruz chega ao sexto longa do cineasta, numa filmografia iniciada em “Carne Trêmula” (1997). Aparentemente, ela vive a mãe do personagem de Banderas. Além dos dois, a produção também marcará um reencontro de Almodóvar com outra colaboradora histórica: Julieta Serrano, que começou a filmar com o cineasta em “Pepi, Luci, Bom e Outras Garotas de Montão” (1980) e interrompeu a parceria após “Ata-me” (1989). O elenco também inclui Raúl Arévalo (“Os Amantes Passageiros”), Asier Etxeandía (“A Porta Aberta”) e o argentino Leonardo Sbaraglia (“Relatos Selvagens”). A estreia de “Dolor y Gloria” está marcada para 22 de março na Espanha e ainda não há previsão para o resto do mundo.
Rebel Wilson acorda num mundo de comédias românticas em divertido trailer legendado
A Netflix divulgou o divertido trailer de “Megarromântico” (Isn’t It Romantic?), uma comédia romântica irônica estrelada por Rebel Wilson (“A Escolha Perfeita”) e grande elenco. A prévia criativa como a protagonista, que aprendeu desde criança que não é Julia Roberts em “Uma Linda Mulher”, leva uma pancada na cabeça e passa a ver o mundo de forma diferente. Não, ela não se torna romântica, mas o mundo inteiro à sua volta vira uma sucessão de clichês do gênero, com direito a declarações de amor de estranhos, melhor amigo gay, casa milionária e coreografias espontâneas que surgem do nada. A situação se revela um grande problema – e metalinguístico, ainda por cima – quando ela finalmente resolve transar com um bonitão, mas não consegue, porque cada iniciativa rende avanço de cena para a manhã seguinte, já que as comédias românticas são para menores, deixando-a sem sexo e frustrada. O grande elenco inclui Adam Devine (que também fez “A Escolha Perfeita”), Betty Gilpin (“GLOW”), Liam Hemsworth (“Jogos Vorazes”), Priyanka Chopra (“Baywatch”), Tom Ellis (“Lucifer”), Shyrley Rodriguez (“The Get Down”) e Jennifer Saunders (“Absolutely Fabulous”). A história foi concebida por Erin Cardillo, criadora da série “Life Sentence”, e a direção é de Todd Strauss-Schulson, que está virando especialista em filmes irônicos de metalinguagem, após ser premiado pelo similar “Terror nos Bastidores” (Final Girls) em diversos festivais de cinema fantástico em 2015. Mas o mais irônico, na verdade, é que a produção seria lançada nos cinemas brasileiros. Mudança de planos e um título macarrônico, carrancudo e rrepelente depois, eis que o mesmo trailer divulgado pela Warner para os cinemas dos EUA ganha legendas em português para lembrar que comédias românticas são agora tendência de streaming. A estreia está marcada para 28 de fevereiro em streaming, duas semanas antes da data em que originalmente chegaria aos cinemas brasileiros.
Revival da série clássica Além da Imaginação estreia em abril
O serviço de streaming CBS All Access definiu a data de estreia da nova versão da série clássica de antologia sci-fi “Além da Imaginação” (Twilight Zone). A produção que marcou a história da televisão vai retornar com a disponibilização de dois episódios simultâneos no dia 1º de abril. O remake tem produção de Jordan Peele (vencedor do Oscar por “Corra!”), que também aparecerá na introdução de cada capítulo apresentando a história fantástica que o espectador irá acompanhar. Ele vai assumir a função exercida pelo criador da atração, Rod Serling, que aparecia no começo de todos os episódios originais, exibidos entre 1959 e 1964, para comentar os temas abordados. “Além da Imaginação” é pioneira do formato das antologias sci-fi, contando um episódio completo por episódio, numa estrutura que inspirou séries como “”Quinta Dimensão” (The Outer Limits), “Black Mirror” e “Philip K. Dick’s Electric Dreams”. A marca é tão forte que, além dos 156 episódios originais, a CBS já tinha feito dois revivals de sucesso da atração – o primeiro durou entre 1985 a 1989 (65 episódios) e o segundo entre 2002 a 2003 (44 episódios). O programa também virou filme: a antologia “No Limiar da Realidade” (Twilight Zone: The Movie, 1983), que apresentava quatro histórias dirigidas simplesmente por Steven Spielberg (“Guerra dos Mundos”), Joe Dante (“Gremlins”), John Landis (“Um Lobisomem Americano em Londres”) e George Miller (“Mad Max”). Serling, que faleceu em 1975, apresentou apenas a versão original – e outra série clássica, “Galeria do Terror” (1969–1973), que também deve voltar em breve. Como curiosidade, o remake mais recente já tinha sido apresentado por um ator negro: Forest Whitaker (“Pantera Negra”). A nova “Além da Imaginação” vai se juntar a “Star Trek: Discovery” no serviço de streaming da CBS, valorizando a plataforma na disputa por assinantes entre os fãs americanos de ficção científica. Para atrair o público, o elenco da produção é uma verdadeira constelação de astros e estrelas. Os episódios vão contar com John Cho (“Star Trek”), Taissa Farmiga (“American Horror Story”), Greg Kinnear (“Pequena Miss Sunshine”), Luke Kirby (“A Maravilhosa Sra. Maisel”), Sanaa Lathan (“Alien vs. Predador”), Kumail Nanjiani (“Doentes de Amor”), Adam Scott (“Big Little Lies”), Rhea Seehorn (“Better Call Saul”), Alison Tolman (“Fargo”), Jacob Tremblay (“O Quarto de Jack”), Jessica Williams (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”), Steven Yeun (“The Walking Dead”) e DeWanda Wise (“Ela Quer Tudo”), entre outros. O CBS All Access não é comercializado no Brasil, mas suas séries tem aparecido por aqui em outras plataformas, como a Amazon (“Good Fight”) e Netflix (“Star Trek: Discovery”).
Festival de Berlim assume compromisso de ter mais cineastas femininas em sua seleção
O Festival de Berlim 2019 vai se juntar à iniciativa de outras grandes eventos do cinema europeu, ao se comprometer a aumentar a quantidade de filmes de cineastas femininas em sua seleção. Os festivais de Cannes, Veneza, Locarno e Sarajevo já assinaram o mesmo pacto Dieter Kosslick, o diretor do festival, vai firmar o compromisso no dia 9 de fevereiro, durante cerimônia da edição 2019 do evento. Ele será acompanhado de ativistas do grupo 5050×2020, que idealizou o pacto, introduzido em Cannes. Os festivais de Cannes, Veneza, Locarno e Sarajevo já assinaram o mesmo pacto, que assume o compromisso de tornar o processo de seleção de seus filmes mais transparente. Além disso, o texto determina que metade das posições de gerência do festival sejam preenchidas por mulheres. No comunicado sobre a decisão, Kosslick destacou que o Festival de Berlim 2019 está bem mais perto do equilíbrio de gêneros que os demais festivais europeus. “Neste ano, temos 17 filmes concorrendo ao Urso de Ouro, e sete são dirigidos por mulheres”, relembrou. Vale lembrar que o Festival de Veneza foi muito criticado por sua edição de 2018, por selecionar apenas um filme dirigido por mulheres para a competição principal: “The Nightingale”, da australiana Jennifer Kent (“O Babadook”). No ano passado, o vencedor do Festival de Berlim foi “Não me Toque”, dirigido por uma mulher: a romena Adina Pintilie. Neste ano, o evento cinematográfico alemão acontece de 7 a 17 de fevereiro.
Leonardo DiCaprio cobra Brasil por tragédia de Brumadinho em seu Instagram
Conhecido por sua militância em defesa do meio ambiente, o ator Leonardo DiCaprio pronunciou-se em protesto contra a tragédia de Brumadinho em seu Instagram. Ele publicou imagens da tragédia, lembrou do desastre recente de Mariana e repassou a cobrança de responsabilidades das empresas e do governo brasileiro, publicando um texto originalmente escrito pelo Greenpeace. “Na última sexta-feira, uma barragem de uma pequena cidade do Brasil se rompeu, liberando mais de 13 milhões de metros cúbicos de uma lama tóxica e deixando para trás um rastro de morte e desolação. Isso aconteceu apenas três anos após o maior desastre ambiental do país, quando outra barragem rompeu. Passou dos limites. Governos e corporações PRECISAM parar de colocar os lucros acima das vidas das pessoas e da natureza”, diz o texto do Greenpeace replicado por DiCaprio. Pouco antes da tragédia, ele já tinha usado o Brasil como exemplo negativo em outro protesto ecológico. Pegando o gancho do desafio dos 10 anos, DiCaprio postou fotos de 2006 e 2018 de uma área da Floresta Amazônica em Rondônia, demonstrando o desmatamento desmedido que é feito no país. “O Estado de Rondônia, no Brasil, tinha originalmente mais de 200 mil km² de floresta, mas se tornou um dos lugares mais desmatados da Amazônia”, ele alertou na legenda da foto, em inglês. O ator criou a Leonardo DiCaprio Foundation em 1998, aproveitando a popularidade de “Titanic” (1997) para promover maior conscientização ecológica no mundo. Ele apoia ativamente organizações ambientais e tem produzido diversos documentários sobre temas relacionados, entre eles “A Conspiração da Vaca: O Segredo da Sustentabilidade” (2014), “O Extermínio do Marfim” (2016), “Seremos História?” (2016), sobre o aquecimento global, e o indicado ao Oscar “Virunga” (2014), dedicado aos últimos gorilas das montanhas africanas. Visualizar esta foto no Instagram. #Regram #RG @greenpeace: Last Friday, a mining dam collapsed in a small town in Brazil, releasing almost 13 million cubic meters of toxic mud and leaving behind a trace of death and sorrow. This comes only 3 years after the biggest environmental disaster in the country, when another dam broke off. Enough is enough. Governments and corporations MUST stop putting profits over the lives of people and nature. Aerial shots: Fernanda Ligabue Land shots: Nilmar Lage . . . . #Brumadinho #forçabrumadinho #brumadinhomg #SOSBrumadinnho #Brazil #brasil #Mariana #Vale #semlicençaparadestruir #environment #greenpeace #nature #environmentaldisaster Uma publicação compartilhada por Leonardo DiCaprio (@leonardodicaprio) em 30 de Jan, 2019 às 7:23 PST












