Thor 4 é confirmado com o diretor de Ragnarok
O diretor Taika Waititi, responsável por reinventar o super-herói nórdico da Marvel em “Thor: Ragnarok”, vai retornar à franquia. Ele assinou contrato para escrever e dirigir “Thor 4”. O projeto transforma Thor no primeiro herói da Marvel a chegar ao quarto filme individual. Nem Homem de Ferro, o mais popular protagonista do Universo Cinematográfico da editora de quadrinhos, mereceu essa consideração. Até aqui, apenas o grupo dos Vingadores teve quatro filmes lançados. O detalhe é que “Thor 4” também repercute em outra produção baseada em quadrinhos. A confirmação do diretor neozelandês garante que “Akira” voltará a ser adiado. O longa baseado no mangá está em desenvolvimento há mais de 15 anos na Warner e, após várias trocas de comando, tinha definido Waititi como diretor e estabelecido seu lançamento para maio de 2021. Mas boatos já circulavam sobre a paralisação da produção. O motivo agora fica claro: a volta do cineasta para a Marvel. A continuação de “Thor: Ragnarok” foi facilitada pela vontade de Chris Hemsworth e Tessa Thompson de retornarem a seus papéis, respectivamente como Thor e Valquíria. Hemsworth, em particular, adorou a abordagem cômica de Waititi no filme anterior e disse várias vezes que gostaria de explorar mais esse aspecto do personagem. Enquanto isso, Thompson cansou de avisar que a produção tinha tudo para acontecer. Mais bem-sucedido dos três filmes de Thor, “Ragnarok” estreou nos cinemas em novembro de 2017, arrecadando US$ 853,9 milhões em todo o mundo.
Stranger Things e Big Little Lies ficam fora do Emmy 2019
A Netflix perdeu sua batalha particular contra a HBO pela liderança em indicações ao Emmy 2019, principal premiação da indústria televisiva dos EUA. Mas embora a presença de “Game of Thrones” tenha sido avassaladora na lista da Academia de Televisão, a plataforma foi à luta sem sua principal arma. “Stranger Things”, série mais popular da plataforma de streaming, não foi indicada a prêmio algum. Mas a ausência não diz respeito à suposta queda de qualidade da produção em sua 3ª temporada. Trata-se de uma simples formalidade técnica: o período de exibição que o prêmio considera em cada ano. Para o Emmy 2019, foram consideradas elegíveis produções cujo primeiro episódio foi exibido entre 1º de junho de 2018 e 31 de maio de 2019. “Stranger Things” ficou fora da lista porque foi lançada em 4 de julho deste ano. O mesmo também aconteceu com a 3ª temporada de “The Handmaid’s Tale”, a 2ª temporada de “Big Little Lies” e a estreia de “Euphoria”, entre as séries de maior repercussão atualmente em exibição. Se todas essas séries fossem contabilizadas, talvez a HBO até aumentasse sua liderança, pois duas são produções do canal da WarnerMedia. Sem “Big Little Lies”, o Emmy até perde muito de seu glamour, já que não contará com as estrelas que protagonizam a produção – entre elas, Nicole Kidman, Reese Witherspoon, Laura Dern e Meryl Streep. De todo modo, elas deverão concorrer ao Emmy de 2020.
Game of Thrones e HBO lideram indicações ao prêmio Emmy 2019
A Academia de Televisão dos Estados Unidos divulgou nesta terça (16/7) os indicados à edição 2019 do Emmy, principal premiação da indústria televisiva americana. Anunciada pelos atores Ken Jeong (“Podres de Ricos”) e D’Arcy Carden (“The Good Place”), a lista destacou a liderança de “Game of Thrones” em sua 8ª e última temporada, apesar da repercussão negativa do desfecho nas redes sociais. A produção da HBO somou 32 indicações. Trata-se de um número recorde no Emmy. Nunca antes uma produção recebeu tantas indicações pela mesma temporada. Dez das nomeações foram para os atores da série, tanto nas categorias de protagonistas como nas de coadjuvantes. Estão indicados Kit Harington (Jon Snow), Emilia Clarke (Daenerys), Peter Dinklage (Tyrion), Nikolaj Coster-Waldau (Jaime), Alfie Allen (Theon), Sophie Turner (Sansa), Maisie Williams (Arya), Gwendoline Christie (Brienne), Lena Headey (Cersei) e Carice van Houten (Melisandre). As 22 restantes estabeleceram um verdadeiro domínio nas chamadas categorias criativas – a parte técnica – , cuja cerimônia de premiação acontece em data diferente da transmissão televisiva. Os concorrentes de “Game of Thrones” na categoria de Melhor Série de Drama são “Killing Eve”, “Ozark”, “This Is Us”, “Better Call Saul”, “Pose”, “Succession” e “Bodyguard”. A última, lançada como “Segurança em Jogo” pela Netflix no Brasil, curiosamente é uma minissérie. Mas o Emmy está ressabiado de premiar minisséries que ganham 2ª temporada e admite desconfiar que este seria o mesmo caso. “Game of Thrones” também ajudou a HBO a se manter como o canal mais prestigiado pela Academia, com 137 indicações, à frente da Netflix, que recebeu 112. Entretanto, não foi o único destaque da emissora da WarnerMedia. “Chernobyl” e “Veep” também se projetaram, respectivamente entre as minisséries e séries de comédia. Assim como a produção dos dragões, “Veep” está se despedindo da TV e busca conquistar seus últimos prêmios e ampliar recordes da Academia. Por conta disso, o Emmy 2019 servirá como cortina final de uma era. A cerimônia de premiação do 71º Emmy Awards acontecerá no dia 22 de setembro no Microsoft Theater, em Los Angeles. Veja abaixo a lista dos principais indicados (sem as categorias técnicas). Melhor Série de Drama Game of Thrones This Is Us Killing Eve Ozark Better Call Saul Succession Segurança em Jogo Pose Melhor Série de Comédia Veep Boneca Russa The Marvelous Mrs. Maisel Barry Fleabag The Good Place Schitt’s Creek Melhor Telefilme Black Mirror: Bandersnatch Deadwood – O Filme Brexit Meu Jantar com Herve Rei Lear Melhor Minissérie ou Série Limitada Sharp Objects Escape at Dannemora Chernobyl Olhos que Condenam Fosse/Verdon Melhor Ator em Série de Drama Sterling K. Brown (This Is Us) Milo Ventimiglia (This Is Us) Jason Bateman (Ozark) Billy Porter (Pose) Bob Odenkirk (Better Call Saul) Kit Harington (Game of Thrones) Melhor Atriz em Série de Drama Sandra Oh (Killing Eve) Jodie Comer (Killing Eve) Emilia Clarke (Game of Thrones) Laura Linney (Ozark) Robin Wright (House of Cards) Mandy Moore (This Is Us) Viola Davis (How to Get Away With Murder) Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama Alfie Allen (Game of Thrones) Peter Dinklage (Game of Thrones) Nikolaj Coster-Waldau (Game of Thrones) Jonathan Banks (Better Call Saul) Giancarlo Esposito (Better Call Saul) Michael Kelly (House of Cards) Chris Sullivan (This Is Us) Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama Gwendoline Christie (Game of Thrones) Lena Headey (Game of Thrones) Fiona Shaw (Killing Eve) Maisie Williams (Game of Thrones) Sophie Turner (Game of Thrones) Julia Garner (Ozark) Melhor Ator Convidado em Série de Drama Ron Cephas-Jones (This Is Us) Michael McKean (Better Call Saul) Michael Angarano (This Is Us) Kumail Nanjiani (The Twilight Zone) Glynn Turman (How to Get Away With Murder) Bradley Whitford (The Handmaid’s Tale) Melhor Atriz Convidada em Série de Drama Laverne Cox (Orange Is The New Black) Cherry Jones (The Handmaid’s Tale) Jessica Lange (American Horror Story: Apocalypse) Phylicia Rashad (This Is Us) Cicely Tyson (How To Get Away With Murder) Carice van Houten (Game of Thrones) Melhor Ator em Série de Comédia Anthony Anderson (Black-ish) Bill Hader (Barry) Ted Danson (The Good Place) Michael Douglas (The Kominsky Method) Don Cheadle (Black Monday) Eugene Levy (Schitt’s Creek) Melhor Atriz em Série de Comédia Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel) Julia Louis-Dreyfus (Veep) Natasha Lyonne (Boneca Russa) Phoebe Waller-Bridge (Fleabag) Christina Applegate (Disque Amiga para Matar) Catherine O’Hara (Schitt’s Creek) Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia Henry Winkler (Barry) Tony Shalhoub (The Marvelous Mrs. Maisel) Alan Arkin (O Método Kominsky) Tony Hale (Veep) Stephen Root (Barry) Anthony Carrigan (Barry) Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia Kate McKinnon (Saturday Night Live) Alex Borstein (The Marvelous Mrs. Maisel) Anna Chlumsky (Veep) Betty Gilpin (GLOW) Marin Hinkle (The Marvelous Mrs. Maisel) Sarah Goldberg (Barry) Olivia Colman (Fleabag) Sian Clifford (Fleabag) Melhor Ator Convidado em Série de Comédia Adam Sandler (Saturday Night Live) Peter MacNicol (Veep) John Mulaney (Saturday Night Live) Luke Kirby (The Marvelous Mrs. Maisel) Matt Damon (Saturday Night Live) Robert De Niro (Saturday Night Live) Rufus Sewell (The Marvelous Mrs. Maisel) Melhor Atriz Convidada em Série de Comédia Jane Lynch (The Marvelous Mrs. Maisel) Sandra Oh (Saturday Night Live) Maya Rudolph (The Good Place) Kristin Scott Thomas (Fleabag) Fiona Shaw (Fleabag) Emma Thompson (Saturday Night Live) Melhor Ator em Série Limitada ou Telefilme Mahershala Ali (True Detective) Jared Harris (Chernobyl) Jharrel Jerome (Olhos que Condenam) Sam Rockwell (Fosse/Verdon) Benicio del Toro (Escape at Dannemora) Hugh Grant (A Very English Scandal) Melhor Atriz em Série Limitada ou Telefilme Michelle Williams (Fosse/Verdon) Patricia Arquette (Escape at Dannemora) Amy Adams (Sharp Objects) Joey King (The Act) Aunjanue Ellis (Olhos Que Condenam) Niecy Nash (Olhos Que Condenam) Melhor Ator Coadjuvante em Série Limitada ou Telefilme Asante Blackk (Olhos Que Condenam) Paul Dano (Escape At Dannemora) John Leguizamo (Olhos Que Condenam) Stellan Skarsgård (Chernobyl) Ben Whishaw (A Very English Scandal) Michael K. Williams (Olhos Que Condenam) Melhor Atriz Coadjuvante em Série Limitada ou Telefilme Patricia Arquette (The Act) Patricia Clarkson (Sharp Objects) Emily Watson (Chernobyl) Margaret Qualley (Fosse/Verdon) Marsha Stephanie Blake (Olhos Que Condenam) Vera Farmiga (Olhos Que Condenam) Melhor Direção em Série de Drama Game of Thrones (The Iron Throne) Game of Thrones (The Last of the Starks) Game of Thrones (The Long Night) The Handmaid’s Tale (Holly) Killing Eve (Desperate Times) Ozark (Reparations) Succession (Celebration) Melhor Direção em Série de Comédia Barry (The Audition) Barry (ronny/lilly) The Big Bang Theory (The Stockholm Syndrome) Fleabag (Episódio 1) The Marvelous Mrs. Maisel (All Alone) The Marvelous Mrs. Maisel (We’re Going To The Catskills!) Melhor Direção em Série Limitada ou Telefilme Chernobyl Escape at Dannemora Fosse/Verdon (Glory) Fosse/Verdon (Who’s Got the Pain) A Very English Scandal Olhos Que Condenam Melhor Roteiro em Série de Drama Better Call Saul (Winner) Segurança em Jogo (Episódio 1) Game of Thrones (The Iron Throne) The Handmaid’s Tale (Holly) Killing Eve (Nice and Neat) Succession (Nobody is Ever Missing) Melhor Roteiro em Série de Comédia Barry (ronny/lilly) Fleabag (Episódio 1) The Good Place (Janet(s)) PEN15 (Anna Ishii-Peters) Boneca Russa (Nothing In This World Is Easy) Boneca Russa (A Warm Body) Veep Melhor Roteiro em Série de Limitada ou Telefilme Chernobyl Escape at Dannemora (Episódio 6) Escape at Dannemora (Episódio 7) Fosse/Verdon (Providence) A Very English Scandal Olhos Que Condenam (Parte 4) Melhor Programa de Esquetes Saturday Night Live Drunk History I Love You, America At Home with Amy Sedaris Documentary Now Who Is America? Melhor Programa de Variedade Full Frontal with Samantha Bee Jimmy Kimmel Live! Last Week Tonight The Daily Show with Trevor Noah The Late Late Show with James Corden The Late Show with Stephen Colbert Melhor Programa de Competição RuPaul’s Drag Race American Ninja Warrior Mandou Bem! (Nailed It) Top Chef The Voice The Amazing Race Melhor Documentário ou Especial de Não-ficção FYRE: The Greatest Party That Never Happened Jane Fonda In Five Acts Leaving Neverland Love, Gilda Minding The Gap The Inventor: Out For Blood In Silicon Valley(HBO) Melhor Série Animada Big Mouth Bob’s Burgers BoJack Horseman Os Simpsons (Mad About the Toy) Come Along With Me (Hora da Aventura)
Netflix corta cena de suicídio de Hannah da série 13 Reasons Why
A Netflix resolveu limar a cena de suicídio da personagem Hannah Baker em “13 Reasons Why”, dois anos depois do lançamento da série. A decisão foi tomada tendo em vista a campanha agressiva de grupos conservadoras contra a série, especialmente a forma detalhista com que a morte da personagem foi registrada. Entre os argumentos críticos, até o aumento do índice de suicídios nos EUA foi brandido. Prevendo uma reprise e até intensificação deste debate com o lançamento da 3ª temporada, a plataforma decidiu ceder, anunciando a mudança por meio de um comunicado que tenta minimizar o lobby e sugerir que a decisão foi espontânea, ao mesmo tempo em que o texto evita o “mea culpa” e qualquer vestígios de desculpas. “Ouvimos de muitos jovens que ’13 Reasons Why’ os encorajou a começar conversas sobre temas difíceis como depressão e suicídio. Enquanto nos preparamos para lançar a 3ª temporada no final deste verão americano, ouvimos o debate sobre a série. Seguindo conselho de especialistas médicos, incluindo a Dra. Christine Moutier, chefe médica na American Foundation for Suicide Prevention, decidimos com o criador Brian Yorkey e os produtores editar a cena em que Hannah tira sua própria vida na 1ª temporada”, diz o comunicado. No texto, “editar” foi usado como eufemismo. A cena será eliminada completamente. A nova versão mostrará Hannah se olhando no espelho e fim. A imagem seguinte será a reação de seus pais ao encontrá-la, já sem vida. A cena polêmica, que mostrava a personagem de Katherine Langford cortando os pulsos e sangrando na banheira, sempre foi a mais criticada da série, considerada por seus detratores como um “tutorial sobre como se suicidar”. Mas também ajudou a série a se tornar uma das mais vistas da Netflix, graças à fama de “perigosa”. Vale lembrar que, logo os primeiros protestos surgiram, o CEO da Netflix Reed Hastings saiu em defesa da atração, dizendo: “É controvertido, mas ninguém precisa assistir.” Agora, porém, até o roteirista-produtor Brian Yorkey se manifestou a favor da “censura social”. ‘Era nossa esperança, ao fazer ’13 Reasons Why’, contar uma história que ajudasse os jovens espectadores a se sentirem vistos e ouvidos, e incentivar a empatia em todos que a assistiram, como o livro best-seller fez antes de nós”, disse Yorkey no comunicado. “Nossa intenção criativa, ao retratar a realidade feia e dolorosa do suicídio em detalhes tão gráficos na 1ª temporada, foi contar a verdade sobre o horror de tal ato e garantir que ninguém jamais desejasse imitá-lo. Mas, quando estávamos prontos para a 3ª temporada, ouvimos as preocupações sobre a cena da Dra. Christine Moutier, da Fundação Americana para a Prevenção do Suicídio, e de outros, e concordamos com a Netflix em reeditá-la. Nenhuma cena é mais importante do que a vida do show e sua mensagem de que devemos cuidar melhor uns dos outros”. Várias organizações e profissionais relacionados à prevenção do suicídio assinaram um comunicado paralelo, em que dizem apoiar o corte. “Tem havido muito debate sobre a série na comunidade médica. Mas essa mudança positiva garantirá que ’13 Reasons Why’ continue incentivando conversas abertas sobre saúde mental e prevenção do suicídio – ao mesmo tempo em que atenua seu risco para os espectadores adolescentes mais vulneráveis.”
Amazon vai produzir série de Jack Reacher
A Amazon vai produzir uma série da franquia “Jack Reacher”, baseada nos livros de Lee Child, que já rendeu dois filmes estrelados por Tom Cruise. A adaptação está a cargo de Nick Santora (criador de “Scorpion”), mas a produção também conta com a participação do cineasta Christopher McQuarrie, que dirigiu os filmes de 2012 e 2016. Vale lembrar que os longas estrelados por Cruise descontentaram os leitores dos livros devido à baixa estatura do ator, que não combina com a descrição literária do personagem. Outro ator será agora escalado no papel, e Lee Child garantiu que a produção escolherá um intérprete mais alto e encorpado. A série está sendo desenvolvida pela Skydance e a Paramount, que já foram bem-sucedidas ao relançar outra franquia literária que derrapava cinemas como uma série da Amazon: “Jack Ryan”.
Stephen Verona (1940 – 2019)
O cineasta Stephen Verona, co-roteirista e co-diretor de “Os Lordes de Flatbush”, morreu de câncer de pulmão no último final de semana em Los Angeles. Ele tinha 78 anos. Lançado no começo de 1974, “Os Lordes de Flatbush” seguia quatro “greasers” do Brooklyn em 1958, enquanto roubam carros e pegam garotas. O filme ajudou a lançar as carreiras de Sylvester Stallone e Henry Winkler, que viveram dois membros da gangue antes de encontrar sucesso com seus personagens mais famosos, no filme “Rocky” (1976) e na série “Happy Days” (1974–1984), respectivamente. Winkler acabou vivendo uma paródia de seu personagem de “Faltbush” em “Happy Days”, o eterno rebelde de topete engomado Fonzie. Já Stallone estava pensando em desistir de atuar quando foi descoberto por Verona em uma oficina de teatro. O próprio ator disse mais tarde que seu desempenho como Stanley Rosiello, um rebelde grosseiro com um lado sensível, serviu de modelo para sua performance icônica como Rocky Balboa. Antes de “Os Lordes de Flatbush”, que realizou em parceria com o diretor Martin Davidson, Verona fez vários curtas entre os anos 1960 e 1970, inclusive filmes promocionais de músicas pop, precursores dos videoclipes, para a Columbia Records entre 1970 e 1972, trabalhando com artistas tão diferentes quanto Barbra Streisand, Chicago, Santana, Roberta Flack e The Lovin’ Spoonful. Ele também trabalhou com John Lennon em um curta de animação baseado na canção dos Beatles “I Feel Fine” e recebeu uma indicação ao Oscar pelo curta “The Rehearsal”, em 1972, sobre o Actors Studio, de Nova York. Verona também dirigiu a estreia da cantora Gladys Knight no cinema, o longa “Pipe Dreams” (1976), e o drama “Flores e Espinhos” (1979), que foi exibido no Festival de Cannes. Seu quarto e último longa de ficção foi “Talking Walls” (1987), sobre um estudante que gravava sex tapes. O filme foi destruído pela crítica. Ele ainda fez um documentário em vídeo sobre Angela Lansbury, estrela da série “Assassinato por Escrito”, em 1988, antes de passar a se dedicar exclusivamente à fotografia e artes plásticas.
Supergirl aparece com calça em foto do uniforme da 5ª temporada
A atriz Melissa Benoist, intérprete de Supergirl na televisão, postou em seu Instagram uma foto do novo visual da heroína na 5ª temporada da série. A imagem troca a minissaia vermelha da personagem por uma calça comprida azul. E acrescenta franjas ao rosto da atriz. Não há informação a respeito de como esse uniforme vai aparecer na série. Se será trajado num episódio específico ou se representará o novo visual oficial da personagem. Mas bastou a sugestão para trazer à tona uma discussão sobre feminismo e empoderamento. De um lado, há quem entenda a opção como forma de eliminar a objetificação da heroína. Por outro lado, deveria ser óbvio que empoderamento não significa sacrificar a sensualidade – em outras palavras, mulheres não precisam se vestir como homens para se provarem poderosas. O traje original era uma adaptação fiel dos quadrinhos, como todos os demais uniformes dos heróis das séries da DC Comics. O novo é criação da equipe de televisão. Entretanto, Supergirl já usou calças nos quadrinhos. Durante os anos 1970, ela teve um arco duradouro de aparições com diferentes trajes, durante uma “crise” fashion, adotando de calças a shorts, até que os leitores votaram no seu uniforme favorito – o mais parecido com o tradicional. Originalmente, ela foi desenhada com uma minissaia azul por Al Pastino em sua primeira aparição em 1959 – inspirada pelas personagens femininas da série sci-fi “Space Patrol” (1950-1955) – , anos antes da estilista Mary Quant transformar o visual em revolução de costumes. Mas só adotou a minissaia vermelha após a crise nas infinitas modas, seguindo um período com shorts da mesma cor em 1975. Vale mencionar que, nos anos mais recentes, passou a usar uma bermuda ciclista sob a minissaia. Para a discussão politicamente correta, ainda é importante trazer o argumento do site feminista The Mary Sue, que, em 2015, quando a série estreou, vibrou com o fato de Supergirl lutar com uma minissaia, porque dizer que ninguém consegue fazer cenas de ação com saias era um argumento machista – além de ignorar que os romanos conquistaram o mundo lutando de saias. As temporadas mais recentes de “Supergirl” têm sido altamente politizadas, com a inclusão de personagens LGBTQIA+ e a primeira super-heroína transexual da televisão, Sonhadora. Mas existe, ironicamente, uma linha muito tênue entre representar valores progressistas e adotar costumes conservadores. Cobrir as pernas era algo que a sociedade exigia das mulheres antes da revolução sexual dos anos 1960. E também é o argumento de todo estuprador para atacar quem “está pedindo” por isso. Fica a questão: em vez de cobrir Supergirl, não seria mais progressista mostrar Sonhadora de minissaia?
John Krasinski anuncia começo das filmagens de Um Lugar Silencioso 2
O diretor John Krasinski publicou uma imagem em suas redes sociais anunciando o início de filmagens de “Um Lugar Silencioso 2”. A foto de uma claquete traz como título da produção apenas “Part II”. Ainda não há detalhes sobre a história da sequência, que trará Krasinski de volta como diretor e roteirista, mas não como ator porque… spoiler, seu personagem morreu na trama. Em compensação, sua esposa Emily Blunt e os atores mirins Noah Jupe e Millicent Simmonds retornam ao elenco, que terá também participações de Cillian Murphy (“A Origem”) e Brian Tyree Henry (“Atlanta”). Não há detalhes conhecidos sobre a nova história, que continuará os eventos vistos no primeiro longa – um alívio para quem já cansou dos prólogos com elenco completamente diferente, produzidos como sequências de sucessos cinematográficos. O filme original acompanhou os esforços da família formada por Blunt, Krasinski e seus filhos num mundo pós-apocalíptico, criado pelo ataque em massa de monstros desconhecidos, que reagem ao menor barulho. Com um orçamento de US$ 17 milhões, “Um Lugar Silencioso” arrecadou US$ 341 milhões nos cinemas de todo o mundo e venceu vários prêmios, do troféu do Sindicato dos Atores (SAG Award) para Emily Blunt ao Critics Choice de Melhor Filme de Terror/Sci-Fi do ano passado. Ver essa foto no Instagram #PartII Uma publicação compartilhada por John Krasinski (@johnkrasinski) em 15 de Jul, 2019 às 6:51 PDT
O Doutrinador: Série do super-herói nacional estreia em setembro no canal Space
O canal pago Space divulgou a data de estreia da série do super-herói nacional “O Doutrinador”, estrelada por Kiko Pissolato (“Os Dez Mandamentos”). Adaptação de quadrinhos já levada ao cinema, a série mostra um vigilante que combate a corrupção no Brasil. Em comunicado, a Turner, dona do Space, define a produção como uma “série de ficção/ação com três eixos principais de dramaturgia: o thriller político, a ação investigativa e o drama pessoal das personagens”. A atração vai estrear no dia 1º de setembro, um domingo, às 21h, quase um ano após a exibição do filme homônimo. Enquanto o longa foi lançado no clima das eleições do ano passado, a série chegará à TV após as reportagens da chamada “Vaja Jato”, que consiste na publicação de mensagens privadas dos promotores da Lava Jato com o objetivo de questionar o combate à corrupção e a figura do juiz Sergio Moro. Assim, mantém-se extremamente atual, como reflexo do zeitgeist (o espírito desses tempos que vivemos). A ligação do personagem com a repercussão de fatos reais tem sido uma constante em sua trajetória. Originalmente, o Doutrinador foi concebido em 2008 pelo artista Luciano Costa, que deixou os quadrinhos na gaveta até 2013, quando resolveu publicar as primeiras páginas em seu Facebook. Três meses depois, explodiram as manifestações de protesto no país e o Doutrinador virou cult, ao encarnar, ainda que de forma extrema, a indignação com o panorama político e a revolta contra “tudo o que está aí”. Luciano Costa assumiu ter se inspirado nos quadrinhos do Batman de Frank Miller. Mas o personagem está mais para o Zorro, o mascarado perseguido pela justiça por enfrentar os governantes corruptos do pueblo de Los Angeles. No Brasil polarizado do século 21, acabou dividindo opiniões. Há quem o considere fascista e outros que o enxerguem como manifestação da anarquia. Agente da polícia federal, o protagonista virou justiceiro por não aguentar mais tanta impunidade. Revoltado com o sistema e com sede de vingança por uma tragédia pessoal, ele não mede esforços para eliminar políticos, donos de empreiteiras, dirigentes do futebol e até líderes religiosos, matando corruptos de todos os matizes. Apesar disso, o filme dirigido por Gustavo Bonafé (de “Legalize Já!”, cinebiografia da banda Planet Hemp) foi lançado sem causar a repercussão esperada em novembro passado. A versão televisiva terá 7 episódios de 45 minutos cada.
Astro de O Profeta viverá famoso serial killer de hippies em série da Netflix
O ator francês Tahar Rahim, astro de filmes como “O Profeta” (2009), “O Passado” (2013) e “Maria Madalena” (2018), vai estrelar “The Serpent”, nova série criminal desenvolvida em parceria entre a plataforma Netflix e a rede britânica BBC. Na trama, ele vai viver o serial killer Charles Sobhraj, que foi responsável por pelo menos uma dúzia de mortes de turistas hippies na região sudoeste da Ásia, durante os anos 1970. Sobhraj foi descoberto e perseguido por um jovem diplomata, e acabou sendo preso em 1976, na Índia. O assassino foi solto em 1997 e voltou a viajar pelo mundo, sendo preso novamente em 2003, no Nepal, onde está até hoje. A série baseada na história real está sendo desenvolvida pelo produtor-roteirista Richard Warlow, criador de “Ripper Street”, e terá direção de Tom Shankland, responsável pela recente minissérie “Les Misérables” e pela premiada “The Missing”. “The Serpent” será a segunda série de Rahim na Netflix. Ele também estrela a vindoura “The Eddie”, criada pelo cineasta Damien Chazelle (“La La Land”). Nenhuma das duas tem previsão de estreia.
Avril Lavigne lança clipe fúnebre com clichês de metal satânico
Avril Lavigne lançou um novo clipe de temática mórbida. Apesar de trazer caixão e carro fúnebre, “I Fell In Love With The Devil” não tem o tom confessional de “Head Above Water”, que marcou a volta da cantora no ano passado, refletindo a sua luta contra a doença de Lyme. Desta vez, o clima sombrio é clichê, reciclando a iconografia de vídeos de metal melódico satânico. No vídeo, a cantora se alterna entre longos vestidos vermelhos e o visual de uma noiva de preto, entre cruzes, um cenário montado num cemitério e um homem elegante como o diabo. Consta que os fãs evangélicos da cantora ficaram contrariados. “Você precisa de Jesus”, escreveu um seguidor. De todo modo, em contraste com o visual, a música é chorosa feito pop sertanejo. Lembra Sandy num clipe de metal – o que, por sinal, existe. A direção é do cineasta Elliott Lester (“Em Busca de Vingança”), que também assinou o clipe “Head Above Water”.
Brad Pitt e Emma Stone negociam estrelar novo filme do diretor de La La Land
Os atores Brad Pitt (“Guerra Mundial Z”) e Emma Stone (“A Favorita”) estão negociando estrelar “Babylon”, o próximo filme do diretor Damien Chazelle (“O Primeiro Homem”). Stone retomaria a parceria bem-sucedida com o diretor após “La La Land” lhe render o Oscar de Melhor Atriz, e Pitt retomaria o tema de “Era uma Vez em Hollywood”, vindouro filme de Quentin Tarantino, que compartilha características de “Babylon”. O novo longa de Chazelle também será passado nos bastidores da indústria americana de cinema, mas nos anos 1920. Chazelle pretende recriar os primórdios de Hollywood em grande estilo, e busca o maior orçamento de sua carreira para as filmagens. Por isso, escreveu o roteiro antes de buscar um estúdio interessado em bancar a produção. Ele já recebeu propostas da Lionsgate, que produziu “La La Land”, e da Paramount. “Babylon” deve se concentrar no período da transição do cinema mudo para o falado, que aconteceu em 1927, e trará uma mistura de personagens reais e fictícios. Além desse projeto, Chazelle também está trabalhando em sua primeira série, “The Eddy”, desenvolvida para a Netflix. O diretor pretende começar filmagens de “Babylon” após finalizar a produção para o serviço de streaming.
Greta Gerwig e Noah Baumbach vão escrever o filme live-action da boneca Barbie
O casal de cineastas Greta Gerwig (“Lady Bird: A Hora de Voar”) e Noah Baumbach (“Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe”) assinaram contrato com a Warner para escrever o novo filme da boneca Barbie, que será estrelado por Margot Robbie (“Eu, Tonya”). A dupla começou a namorar durante a troca de ideias que resultou em “Frances Ha” (2012), primeiro filme que escreveram juntos, estrelado por Gerwig e dirigido por Baumbach. Os dois repetiram a parceria em “Mistress America” (2015). E, em março passado, viraram papais. Segundo o site da revista Variety, Gerwig também pode dirigir o projeto da Barbie, embora um acordo não tenha sido fechado. A cineasta foi indicada ao Oscar por seu primeiro trabalho como diretora em “Lady Bird”, e atualmente dá os toques finais no segundo, a adaptação de “Little Women”, que estreia em dezembro. A Warner firmou parceria com a Mattel para produzir o filme da Barbie em janeiro. A fábrica de brinquedos tinha fechado com antes com a Sony, mas o estúdio deixou vencer o contrato, válido por cinco anos, após uma série de decisões erradas. Para começar, a Sony esperou um ano para contratar a roteirista Diablo Cody (“Juno”, “Jovens Adultos” e “Tully”) e não aprovou o resultado, encomendando novos roteiros para escritores diferentes, na esperança de que surgisse algo melhor. A ideia vencedora foi a de Hillary Winston (criadora da série “Bad Teacher”). Definida a história, a Sony escalou a humorista Amy Schumer para viver a protagonista em 2016. Ela também resolveu mexer no roteiro, junto com sua irmã, Kim Caramele. E todo esse trabalho foi pago. Mas quando o estúdio foi marcar as filmagens, a atriz desistiu, alegando conflito de agenda. Com isso, Anne Hathaway (“Colossal”) foi contatada em 2017. Só que a Sony marcou a estreia para 2020, seis anos após fechar o negócio. E a Mattel deu o acordo por encerrado. A Warner ofereceu outra abordagem e já veio com uma atriz famosa anexada ao papel: Margot Robbie, que, além de viver Barbie, também será co-produtora do filme. Ainda não há data de estreia definida.












