Novo trailer de It: Capítulo Dois traz cenas sangrentas
A Warner divulgou um novo trailer de “It: Capítulo Dois”, uma das continuações mais esperadas do ano. Voltado para o lançamento em IMAX, o vídeo promete um filme mais sangrento que o anterior, com cenas de personagens banhados em gosma escarlate. Em entrevista recente, a atriz Jessica Chastain confirmou esse detalhe. “Alguém disse no set que uma cena do filme tem mais sangue que um longa inteiro de terror”, ela comentou no programa “The Tonight Show”. “It: Capítulo Dois” foca a segunda parte do livro de Stephen King. Nela, o Clube dos Perdedores volta a se reunir após 27 anos para, já adultos, enfrentar pela última vez o palhaço assassino. O elenco da fase adulta inclui Jessica Chastain (de “Mama”) como a personagem Beverly (papel de Sophia Lillis no primeiro filme), James McAvoy (“Vidro”) como Bill (Jaeden Lieberher), Bill Hader (série “Barry”) como Richie (Finn Wolfhard), James Ransone (“A Entidade”) como Eddie (Jack Dylan Grazer), Andy Bean (série “Power”) como Stanley (Wyatt Oleff), Jay Ryan (série “Beauty and the Beast”) como Ben (Jeremy Ray) e Isaiah Mustafa (série “Shadowhunters”) como Mike (Chosen Jacobs). Além deles, Bill Skarsgård retorna como o palhaço Pennywise e as crianças originais também aparecem em flashbacks. “It: Capítulo Dois” tem estreia marcada para 5 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Sessão de Terapia: Reboot da série com Selton Mello e Morena Baccarin ganha primeiro vídeo
A Globoplay divulgou o primeiro vídeo da 4ª temporada de “Sessão de Terapia”, que representa um reboot da série, com novos protagonistas. Nas três temporadas anteriores, exibidas pelo GNT, o ator Zecarlos Machado foi o protagonista, um terapeuta que atendia seus pacientes. Por conta de questões contratuais com a rede Record, ele precisou ser substituído nestes próximos episódios. Assim, Selton Mello, que já trabalhava como diretor na série, virou o novo protagonista. O vídeo é focado em seu personagem, Caio, com cenas dos episódios e depoimentos de bastidores. Além dele, a atração contará com a atriz Morena Baccarin. Será a primeira série brasileira da estrela de “Gotham” e “Deadpool”, que nasceu no Rio de Janeiro, mas mora nos Estados Unidos desde os sete anos de idade e construiu sua carreira inteira em produções americanas, como as séries “Firefly”, “V” e “Homeland”, que lhe rendeu uma indicação ao Emmy. Ela vai interpretar a supervisora do psicanalista Caio (Selton Mello). “Sessão de Terapia” é a versão brasileira da série israelense “BeTipul”, criada por Hagai Levi, mais conhecida pela adaptação americana da HBO, intitulada “Em Terapia” (In Treatment). A versão brasileira é produzida pela Mooshot Pictures e estreia sua 4ª temporada em 2019 na Globoplay, plataforma de streaming da Globo. A estreia está marcada para 30 de agosto em streaming.
Richard Williams (1933 – 2019)
O animador Richard Williams, criador de Roger Rabbit e vencedor de três Oscars, morreu na sexta-feira (16/8) em sua casa em Bristol, na Inglaterra, aos 86 anos. Nascido em Toronto, no Canadá, Williams mudou-se para o Reino Unido na década de 1950 e realizou seu primeiro filme animado, o curta “The Little Island”, em 1958. Este trabalho venceu seu primeiro prêmio, um BAFTA (o Oscar britânico). Ele também assinou a abertura da comédia mod “A Arte de Conquistar um Broto” (1968) e de dois filmes da franquia “Pantera Cor-de-Rosa” nos anos 1970, além de uma adaptação em curta animado de “Um Conto de Natal”, de Charles Dickens, que lhe rendeu seu primeiro Oscar em 1973. Seu trabalho mais conhecido foi a animação do filme “Uma Cilada para Roger Rabbit” (1988), que misturava atores e personagens de desenhos. Williams foi responsável pela supervisão de todas as sequências de animação, além de ter criado as versões cinematográficas de Roger Rabbit e sua esposa, Jessica Rabbit. O animador venceu dois Oscars pelo filme, por “Efeitos Especiais” e numa categoria de “Prêmio Especial” pela “criação e direção de personagens animados”. Williams também escreveu um livro, “The Animator’s Survival Kit” (Kit de Sobrevivência do Animador), e continuava trabalhando em animação até recentemente. Seu curta “Prologue” foi indicado ao Oscar em 2016.
Instinct é cancelada na 2ª temporada
A rede CBS cancelou a série policial “Instinct” antes do final de sua 2ª temporada. A atração queimará o material ainda inédito com a exibição de dois a três episódios nos próximos domingos. O criador da série, Michael Rauch, anunciou o cancelamento na sexta-feira (16/8) no Twitter. “Estou muito triste em transmitir a notícia de que ‘Instinct’ não será renovada para uma 3ª temporada. Vamos dobrar neste domingo e nosso final de temporada/série será em 25 de agosto.” Rauch também agradeceu as estrelas da série Alan Cumming e Bojana Novakovic por “fazer de Dylan & Lizzie mais do que eu jamais poderia ter esperado”. “Obrigado à nossa equipe incrível, elenco, escritores, produtores e todos os que ajudaram a fazer nosso show, com respeito, talento e bondade”, acrescentou. “E um gigante obrigado aos nossos fãs obstinados por seu amor, lealdade e excelente gosto (é cedo demais para pedir um reboot?)” Novakovic, que interpretou a parceira de Cumming, Lizzie, no programa, compartilhou sua decepção no Twitter. “Mas quando uma porta se fecha outra … na verdade, f—se. Isso é um pé no saco. Amor a todos os nossos fãs, ao elenco e à equipe mais incrível. Obrigado a todos por dois anos fantásticos.” Lançada em 2018, “Instinct” foi alardeada como o primeiro drama da TV aberta americana com protagonista gay. Baseado no romance homônimo do escritor James Patterson (autor do livro que inspirou a série “Zoo”), a série girava em torno do Dr. Dylan Reinhart (Alan Cumming), um ex-agente da CIA que se tornou escritor e professor, e que é procurado pela polícia para auxiliar uma investigação, após um serial killer se inspirar num de seus livros para cometer assassinatos. Mas, apesar da distinção LGBT do protagonista, a premissa criada por Michael Rauch (roteirista-produtor de “Royal Pains”) era bastante genérica, alimentada pelo conflito de uma parceria forçada entre um detetive da polícia (Bojana Novakovic, de “Eu, Tônia”) e um assistente amador – fórmula que tem sido requentada desde que Eddie Murphy estreou no cinema há 36 anos com “48 Horas”. Junte-se à receita o elemento literário e o resultado fica ainda mais próximo do óbvio, ou melhor, do casal de “Castle”. Não por acaso, a rede CBS é responsável pelas produções mais convencionais da TV americana. E, ironicamente, vinha sendo criticada pela falta de diversidade entre os personagens de suas séries. Com 6,6 milhões de telespectadores em sua 1ª temporada, “Instinct” poderia ser considerado mais um sucesso policial do canal, mas a baixa pontuação de 0,63 na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes) já incomodava ao revelar uma obviedade: que o público que acompanha séries de fórmulas batidas é bem mais velho que o desejado. O cancelamento se tornou inevitável quando a audiência caiu para a metade no segundo ano da produção, rendendo apenas 3,5 milhões de telespectadores ao vivo e 0,31 na demo. Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen.
Indígena brasileiro é premiado como Melhor Ator no Festival de Locarno, na Suiça
O intérprete brasileiro Regis Myrupu, de descendência indígena, foi premiado como Melhor Ator no 72º Festival de Locarno, na Suíça, por seu papel no filme “A Febre”. Tanto o ator quanto a diretora brasileira Maya Da-Rin são estreantes em longas de ficção. Coprodução entre Brasil, França e Alemanha, o filme foi considerado pelo site Cineuropa “uma extraordinária oportunidade de observar a riqueza e complexidade de uma cultura”, enquanto o periódico italiano Cinque Quotidiano o aclamou como “extraordinário”. A repercussão decorre de Locarno ser um dos principais festivais de cinema da Europa. “Estou muito emocionado com esse prêmio. Nós, povos indígenas, estamos vivendo um momento muito difícil. Não só nós, mas também a nossa casa, a floresta, está sendo destruída”, disse o ator, em comunicado para a imprensa sobre a premiação. “Então, um indígena recebendo um prêmio como esse, mostra a nossa força e capacidade de atuarmos na sociedade não indígena, seja participando de um filme, seja como médicos ou advogados, sem que isso signifique a perda das nossas origens ou o esquecimento da nossa cultura.” “A Febre” narra a história de Justino, um indígena do povo Desana que trabalha como vigilante em um porto de cargas e vive na periferia de Manaus. Desde a morte da sua esposa, sua principal companhia é a filha Vanessa, que está de partida para estudar Medicina em Brasília. Com o passar dos dias, Justino é tomado por uma febre forte. Durante a noite, uma criatura misteriosa segue seus passos. Durante o dia, ele luta para se manter acordado no trabalho. O longa participará a seguir do Festival de Toronto, na mostra Wavelengths (dedicada a filmes de linguagem mais arrojada), que acontece entre os dias 5 e 15 de setembro no Canadá. Ainda sem data de estreia marcada, o filme será distribuído no Brasil pela Vitrine Filmes.
Apenas 12 filmes são inscritos para representar o Brasil no Oscar 2020
A Secretaria do Audiovisual divulgou os 12 títulos inscritos para representar o Brasil na disputa de uma vaga no Oscar 2020. O longa escolhido vai concorrer a uma indicação à categoria de Melhor Filme Internacional (novo nome da categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira) na premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. No ano passado, quando “O Grande Circo Místico” foi escolhido, 22 produções participaram da disputa. A grande diferença causa estranheza. Ainda mais que um dos favoritos, “Amor Divino”, de Gabriel Mascaro, não foi listado. Premiado em festivais internacionais e com 100% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes, “Amor Divino” mostra o Brasil do futuro como uma nação subjugada pela extrema direita evangélica, que proibiu até o carnaval. Era provavelmente o representante que mais desagradaria Johnny Bravo (“quem manda aqui sou eu”), que seria capaz de mandar a indicação “pro saco” e dizer que “não é censura”. Entre os filmes habilitados, dez são ficção e dois (“Humberto Mauro” e “Espero tua (re)volta”) são documentários. Apenas três são dirigidos por mulheres. Já os destaques são as duas produções premiadas no Festival de Cannes: “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles (Prêmio do Júri), e “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz (Melhor Filme da mostra Um Certo Olhar). A escolha do representante brasileiro será feita pela Academia Brasileira de Cinema – a mesma que escolheu “O Grande Circo Místico” no ano passado, mas na hora de fazer sua própria premiação de Melhor Filme preferiu “Benzinho”. A Comissão Especial de Seleção será formada pelos cineastas Anna Muylaert (“Que Horas Ela Volta?”), David Shürmann (“Pequeno Segredo”) e Zelito Viana (“Avaeté – Semente da Vingança”), pelas produtoras Sara Silveira (“As Boas Maneiras”) e Vania Catani (“O Palhaço”), o diretor de fotografia Walter Carvalho (“Central do Brasil”), o roteirista Mikael de Albuquerque (“Real: O Plano por Trás da História”), pelo crítico e curador Amir Labaki, fundador do Festival É Tudo Verdade, e por Ilda Santiago, diretora do Festival do Rio. Será também uma boa oportunidade para Muylaert pedir desculpas para Shürmann por ter ridicularizado seu filme “Pequeno Segredo”, escolhido para representar o Brasil em 2017, chamando-o de “O Pequeno Golpe”, “dirigido por Michel Temer e cia.” O representante do país será anunciado no dia 27 de agosto. Ele vai disputar uma vaga entre os indicados ao Oscar 2020, que serão conhecidos em 13 de janeiro. A cerimônia de premiação está marcada para o dia 19 de fevereiro, em Los Angeles. Confira abaixo a lista dos filmes inscritos. “Bacurau”. de Kleber Mendonça Filho “Los Silencios”, de Beatriz Seigner “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz “Sócrates”, de Alex Moratto “A Última Abolição”, de Alice Gomes “A Voz do Silêncio”, de André Ristum “Bio”, de Carlos Gerbase “Legalidade”, de Zeca Brito “Humberto Mauro”, de André Di Mauro “Espero tua (re)volta”. de Eliza Capai “Chorar de Rir”, de Toniko Melo “Simonal”, de Leonardo Domingues
Atriz da série clássica Melrose é condenada a passar 30 dias numa clínica de saúde mental
A atriz Heather Locklear (da série clássica “Melrose”) foi condenada a 30 dias de internação em uma clínica de saúde mental na sexta-feira (17/8) em Los Angeles, após se declarar culpada de agressão a um policial que foi atender a uma chamada de emergência em sua casa durante o mês de junho. Na ocasião, um membro da família da atriz chamou a policia por ela estar “altamente intoxicada”. Mas quando a viatura chegou a atriz ficou agressiva e deu um soco no policial que tentava separá-la da família e um chute em um paramédico que tentou colocá-la numa maca. Heather foi levada ao hospital e depois foi direto para a prisão, por violência doméstica e agressão a um policial. Vinte e quatro horas após pagar uma fiança de US$ 20 mil e sair em liberdade condicional, viaturas e ambulâncias foram novamente mobilizadas para o endereço de sua casa, após nova chamada de familiares por suspeita de overdose. Ela foi para levada de ambulância até a um hospital, onde recebeu tratamento médico. O juiz do caso a condenou a ingressar numa clínica no dia 6 de setembro e permanecer em tratamento durante um mês. Caso não cumpra a sentença, ela deverá passar três meses numa prisão. Mesmo após cumprir a internação, a atriz permanecerá em liberdade condicional por três anos, além de estar proibida de consumir álcool, medicamentos sem prescrição médica e portar armas. Locklear já tinha sofrido uma internação psiquiátrica involuntária em novembro passado, que durou duas semanas. Desde os surtos, ela não recebeu mais convites para trabalhar como atriz. Antes disso, integrava o elenco “Too Close to Home”, do canal pago TLC, e participou de um episódio da série “Fresh off the Boat”, da rede americana ABC. A atriz de 57 anos foi casada com Tommy Lee, baterista da banda Mötley Crüe, e com Richie Sambora, ex-guitarrista do Bon Jovi, com quem teve uma filha, Ava, hoje com 21 anos e modelo.
Bolsonaro errou tudo em seu ataque a “filmes” LGBTQIA+
O ataque de Jair Bolsonaro a filmes de temática LGBTQIA+, realizado em sua live de quinta-feira (15/8), consagrou a desinformação do presidente sobre o assunto. Na verdade, os títulos citados, de filmes que ele afirmou ter impedido de captar verbas pela Ancine (Agência Nacional de Cinema), na verdade eram projetos de séries, e foram selecionados por um edital do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), com participação da Ancine e da EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), que previa uma linha declarada de produções de temática LGBTQIA+. Ou seja, Bolsonaro disse ter impedido filmes, que eram séries, de receber autorização para captar verbas por meio da Ancine, quando o edital era do BRDE. Ele ainda se orgulhou de ter impedido produções LGBTQIA+ de receber incentivo num projeto voltado a produções desta temática. Desinformado, Bolsonaro disse ainda ter impedido a produção de um curta que já tinha sido exibido em 2017. O curta “Afronte”, que dramatiza relações entre negros homossexuais em Brasília, entrou no projeto da EBC para ter sua história transformada em série, junto com os outros títulos citados pelo presidente, como “Transversal” e “Religare Queer”. Os projetos estão entre os finalistas da linha de “diversidade de gênero” da EBC, que visa selecionar séries para a programação da TV pública em canais como a TV Brasil. Os vencedores seriam financiados diretamente por meio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e não por autorização para captar incentivos. O FSA é formado pela taxa conhecida como Condecine, que incide sobre empresas de cinema, vídeo e telefonia. O edital foi lançado durante o governo passado com regras claras, que foram cumpridas pelas produções inscritas. Além do tema da “diversidade de gênero”, o edital também contemplou séries nas categorias de “sociedade e meio ambiente”, “profissão”, “animação infantil” e “qualidade de vida”, entre outras. Como o presidente diz que os projetos já estavam “prontos para captar”, a lista que ele atacou deve conter os vencedores do edital. Ele teria barrado apenas a linha de “diversidade de gênero”. Isto seria um ato arbitrário, configuraria prática de censura e criaria insegurança jurídica, levando à contestação na Justiça. A judicialização do caso poderia, inclusive, levar à abertura de um processo de Impeachment contra Bolsonaro por descumprir leis e atentar contra direitos de indivíduos. Regras de concurso público não podem ser alteradas no curso do processo, sob pena de ofensa ao princípio da vinculação ao instrumento convocatório. São aceitas exceções quando há mudanças em leis que afetam o concurso, o que não aconteceu. Com base nesse entendimento, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, já concedeu uma liminar em mandado de segurança contra mudanças após o início do concurso para serventias extrajudiciais no estado do Rio de Janeiro. Procurada pela imprensa, a assessoria do Planalto não se manifestou até o momento.
Zeroville: Trailer de filme “quase perdido” é Era uma Vez em Hollywood de James Franco
Considerado quase um filme perdido, “Zeroville”, estrelado e dirigido por James Franco (“Artista do Desastre”), ganhou pôster e seu primeiro trailer. A filmagem aconteceu em 2014, mas a produção caiu no limbo desde então, em parte porque o próprio Franco entrou em ostracismo após ser denunciado por assédio sexual em 2017. A prévia dá outra razão para o sumiço do filme: é puro trash. O vídeo traz Franco em clima de “Era uma Vez em Hollywood”, como um recém-chegado na capital do cinema americano em 1969, que é interrogado sobre o assassinato de Sharon Tate. Mas as cenas misturam períodos diferentes, numa falta de coesão narrativa que tem punks, Spielberg e momentos que parecem contemporâneos, num tom assumidamente amador, apesar do elenco reunido. Para completar, o personagem de Franco tem uma tatuagem de seu filme favorito, “Um Lugar ao Sol” (1951), em sua cabeça careca. Ele começa como construtor de sets e acaba virando diretor assistente, obcecado por uma estrela trágica de cinema, vivida por Megan Fox (“As Tartarugas Ninja”). O elenco também inclui Seth Rogen (“Vizinhos”), Jacki Weaver (“As Rainhas da Torcida”), Joey King (“A Barraca do Beijo”), Craig Robinson (“Ghosted”), Danny McBride (“Alien: Covenant”), Will Ferrell (“Pai em Dose Dupla”) e Dave Franco (“Artista do Desastre”). O resgate de “Zeroville” pode ser o primeiro de muitos. James Franco filmou vários filmes nesta década que nunca foram exibidos em circuito comercial. Alguns chegaram a passar em festivais. Outros nem sequer foram terminados.
Peter Fonda (1940 – 2019)
O ator Peter Fonda, conhecido por seu trabalho no inovador “Easy Rider – Sem Destino”, que ele co-escreveu, produziu e co-estrelou em 1969, morreu na manhã desta sexta-feira (16/8), aos 79 anos, na sua casa em Los Angeles, acompanhado pela família. A causa oficial da morte foi insuficiência respiratória devido a câncer de pulmão. Filho do lendário astro de Hollywood Henry Fonda (“As Vinhas da Ira”), irmão de Jane Fonda (“Grace & Frankie”) e pai da também atriz Bridget Fonda (“Jackie Brown”), Peter virou símbolo cinematográfico da contracultura, o movimento de contestação ao “sistema” dos anos 1960, e não apenas por “Easy Rider”. Ele estrelou vários marcos do período, como “Os Anjos Selvagens” (1966), no papel de líder de uma gangue de motoqueiros, e “Viagem ao Mundo da Alucinação” (The Trip, 1967), em que tentou replicar na tela o equivalente a uma viagem lisérgica de LSD. Peter perdeu a mãe na adolescência – Frances Fonda se suicidou em 1950 – , o que rendeu uma relação conturbada com o pai. O jovem nova-iorquino foi enviado para morar com parentes no Nebraska quando Henry Fonda se casou pela segunda vez. Ao atingir a maioridade, ele voltou para Nova York, onde deu seus primeiros passos como ator, recebendo prêmios da crítica como jovem mais promissor da Broadway em 1961 – mesmo ano em que se casou pela primeira vez, com Susan Brewer. No ano seguinte, passou a aparecer na TV, participando de episódios de “Cidade Nua”, “Caravana” e “Os Defensores”, antes de conseguir seu primeiro papel no cinema. Ele já estreou em tela grande como protagonista, formando par romântico com Sandra Dee na comédia “Artimanhas do Amor” (Tammy and the Doctor, 1963), último filme da franquia “Tammy” (estrelada por Dee). A sequência de sua carreira o viu amadurecer em dramas consistentes, que inspiraram a imprensa a rotulá-lo como “novo James Dean”, entre eles “Lilith” (1964), em que interpretou um doente mental suicida, e “Os Jovens Amantes” (1964), retratando um universitário descompromissado que precisa lidar com a gravidez da namorada. Até que “Os Anjos Selvagens” (1966) o levou para as margens da lei e do cinema convencional. O filme dos motoqueiros rebeldes foi sua primeira parceria com Roger Corman. Na trama, ele desafiava a polícia local com atos de desordem, enquanto levava a filha de Frank Sinatra, Nancy, em sua garupa. A produção foi seguida por outro longa de Corman, “Viagem ao Mundo da Alucinação” (1967), uma ode ao consumo de LSD escrita por ninguém menos que Jack Nicholson. Como o elenco também contava com Dennis Hopper, que viva um personagem surtado, acabou juntando pela primeira vez a turma de “Easy Rider”. Seu sucesso entre o público universitário e a repercussão do tema acabou inspirando Fonda e Hopper a escrever o maior marco do cinema contracultural. Eles consideravam que Corman era um “quadrado” querendo fazer filme para jovens e acreditavam ser capazes de materializar uma visão muito mais fiel da contracultura se assumissem eles mesmos a produção de um filme. Dessas conversas, surgiu “Easy Rider”. Fonda coproduziu, coestrelou e assinou o roteiro com Hopper, que, por sua vez, ainda dirigiu o filme, que também contava com Nicholson numa participação antológica – responsável por torná-lo um astro da noite para o dia. Para completar, a trilha sonora reunia alguns dos maiores roqueiros da época, como Jimi Hendrix e The Byrds, além de destacar Steppenwolf e a música que virou tema do filme – e da época – , “Born to be Wild”. Lançado há 50 anos, “Easy Rider” materializou nas telas um retrato autêntico da chamada América profunda, acompanhando Fonda e Hopper enquanto dirigiam suas motos pelo Sul interiorano dos Estados Unidos, traficando drogas em seus tanques de gasolina para ter dinheiro para a viagem. O destino final era participar do Mardi Gras, em Nova Orleans, mas a jornada acabou sendo mais importante, por revelar o que acontecia no país, entre comunidades hippies, experimentações de drogas e a repressão violenta àquele estilo de vida pelos “homens de bem”, que também era homens bem armados. Realizado por apenas US$ 384 mil, o filme foi produzido de forma independente e exibido pela primeira vez no Festival de Cannes de 1969, onde foi recebido entusiasticamente pela crítica e ainda venceu a Câmera de Ouro de Melhor Filme de Diretor Estreante. A repercussão rendeu um contrato de distribuição com a Columbia Pictures, que, ao colocar o filme nos cinemas, percebeu rapidamente que precisava aumentar a quantidade de salas. Sem planejamento comercial, “Easy Rider” virou um dos maiores sucessos da década, com sua trilha também disparando em vendas. Ao mesmo tempo em que transformou o “Capitão América” vivido por Fonda em ícone da rebelião contracultural, com seus óculos escuros e jaqueta de couro estampadas em pôsteres nos quartos de milhões de adolescentes, o filme foi responsável por pavimentar o caminho para o cinema independente americano, dando início a uma revolução, que tirou dos grandes estúdios a capacidade de censurar os temas e a abordagem dos filmes que o sucederam. Entusiasmado com o efeito da obra, Peter Fonda resolveu estrear como diretor em seu longa seguinte, “Pistoleiro sem Destino” (1971. Obs: notaram o título nacional?), um dos primeiros westerns feministas. Ele também participou do longa seguinte de Hopper, “O Último Filme” (1971), e viveu um desertor da Guerra do Vietnã em “Amor Sem Promessas” (1973), do veterano cineasta Robert Wise (de “A Noviça Rebelde”), antes de voltar à direção em “Idaho Transfer” (1973), uma sci-fi que já na época alertava para o perigo apocalíptico do descaso com o meio ambiente. Ele seguiu retratando personagens à margem da sociedade em filmes como “Fuga Alucinada” (1974), no qual era um motorista de corridas que precisava virar ladrão para poder competir, “Caçada Implacável” (1974), em que demonstrou o sadismo alimentado por veteranos de guerra, “Pelos Meus Direitos” (1976), enfrentando fazendeiros corruptos interessados em suas terras, etc. Foi nessa fase “de rebeldia” que acabou conhecendo sua segunda esposa, a atriz Portia Rebecca Crockett. Os dois contracenaram em “92 Graus à Sombra” (1975), quando a atriz ainda era casada com o diretor do filme, Thomas McGuane. Em 1979, Fonda dirigiu seu terceiro e último filme, “Wanda Nevada” (1979), que contou com uma participação especial de seu pai, marcando uma reaproximação dois anos antes da morte do astro veterano. Mas a partir daí sua carreira desandou, levando a uma série de projetos genéricos, da comédia “Quem Não Corre, Voa” (1981) ao filme de ação “Choque Mortal” (1985), culminando na sua decisão de passar a viver numa comunidade artística, longe de Hollywood. O exílio lhe fez bem, pois, ao retornar aos bons filmes, foi indicado ao Oscar por “O Ouro de Ullises” (1997), no papel de um apicultor recluso e veterano de guerra, que tentava reaproximar sua família disfuncional. Além dos longas marcantes em que expressou sua visão contracultural, Fonda também estrelou algumas produções cultuadas de gêneros mais comerciais, como o terror “Corrida com o Diabo” (1975), o thriller “O Estranho” (1999) e o western “Os Indomáveis” (2007), além de ter se divertido muito ao explorar seu legado como motoqueiro mitológico na adaptação de quadrinhos “Motoqueiro Fantasma” (2007) e na comédia “Motoqueiros Selvagens” (2007). Ainda em atividade, ele trabalhou em diversos lançamentos recentes, como “A Mulher Mais Odiada dos Estados Unidos” (2017), “Limites” (2018) e deixou um último filme inédito, “The Magic Hours”.
SyFy cancela Krypton e descarta série centrada em Lobo
O canal pago americano SyFy cancelou a série “Krypton”, sobre a origem do Superman. Assim, o fim da 2ª temporada, exibido na quarta-feira (14/8) nos EUA, virou o final da atração. Além do cancelado de “Krypton”, o SyFy também decidiu não desenvolver uma série derivada, que seria estrelada pelo caçador espacial de recompensas Lobo, personagem icônico dos quadrinhos da DC Comics, que foi introduzido na 2ª temporada do programa original. O ator Emmett J. Scanlan (“Safe”) interpretou o personagem em “Krypton” e iria reprisar o papel na série derivada. Os produtores de “Krypton” já estão conversando com outros canais e plataformas, visando continuar a explorar a franquia, considerando em especial os serviços de streaming DC Universe e HBO Max. Quando a série foi lançada, em março de 2018, o SyFy registrou recorde de público. Porém, a 2ª temporada teve uma queda inesperada de audiência – de uma média de 1,8 milhão de espectadores para 350 mil no capítulo final. O cancelamento de “Krypton” reflete uma crise criativa no SyFy, que desandou a cancelar séries, inclusive produções cultuadas como “Deadly Class”, “Happy!”, “Channel Zero”, “Blood Drive”, “Dark Matter” e “The Expanse”. Apenas a última foi resgatada, pela plataforma da Amazon.
Aves de Rapina terá refilmagens com diretor de John Wick
Quatro meses após o anúncio do final das filmagens, a produção de “Aves de Rapina” vai voltar a reunir seu elenco para a realização de novas cenas. O detalhe é que a Warner contratou outro diretor para a missão. Segundo a revista The Hollywood Reporter, Chad Stahelski, diretor da franquia “John Wick”, vai comandar as refilmagens, supostamente ao lado da chinesa Cathy Yan (“Dead Pigs”), que faz sua estreia como diretora de uma grande produção. Com apenas um longa indie no currículo, a cineasta não tinha experiência em filmes de ação. Mas foi contratada assim mesmo, já que representava uma opção politicamente correta (uma mulher à frente de um filme de ação “feminino”) e de cachê baixo. O resultado é que a economia custou o dobro, pois agora o filme terá outro diretor – um profissional masculino experiente no gênero e que, pela situação, não deve ter custado barato. Oficialmente, Stahelski comandará a chamada “segunda unidade” da produção. Hollywood costuma chamar de “segunda unidade” a equipe liderada por um diretor assistente, que fica responsável pelas cenas de ação realizadas com figurantes. O trabalho é comum em grandes épicos para registrar detalhes de batalhas que não incluem diálogos, enquanto o diretor principal supervisiona o resultado final. O que não é comum é a contratação de uma “segunda unidade” após o final das filmagens para criar cenas adicionais com o elenco central. Stahelski vai trabalhar no desenvolvimento de novas cenas de ação, visando tornar o filme mais dinâmico. O THR apurou que ele não será creditado pelo trabalho da “segunda unidade”, recebendo apenas um pagamento adicional por meio de sua produtora, a empresa de dublês 87 Eleven, que já era contratada da produção desde o começo das filmagens. O cineasta começou sua carreira como dublê, estabelecendo-se como um especialista em cenas de ação durante as filmagens de “Matrix” (1999). A amizade com Keanu Reeves o ajudou a escalar o ator e conseguir verba para realizar seu primeiro filme como diretor, “De Volta ao Jogo” (John Wick), em 2014, que deu início a uma das franquias mais bem-sucedidas do cinema de ação atual. “Aves de Rapina” é uma das prioridades da Warner para 2020. Adaptação dos quadrinhos da DC Comics, o filme tem roteiro de Christina Hodson (“Bumblebee”) e vai juntar a vilã Arlequina (Margot Robbie, repetindo seu papel de “Esquadrão Suicida”) com o grupo de heroínas conhecido como Aves de Rapina. As demais personagens são Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell, de “True Blood”), Caçadora (vivida por Mary Elizabeth Winstead, de “Rua Cloverfield, 10”), Cassandra Cain (Ella Jay Basco, da série “Teachers”) e Renee Montoya (Rosie Perez, de “O Conselheiro do Crime”). Já a lista dos vilões destaca Máscara Negra (Ewan McGregor, de “Christopher Robin”) e Victor Zsasz (Chris Messina, de “The Mindy Project”). A estreia está marcada para fevereiro de 2020.
Normani volta aos anos 2000 em seu primeiro clipe solo
A cantora Normani lançou seu primeiro clipe solo após a separação do grupo Fifth Harmony. “Motivation” começa com sua versão adolescente assistindo ao antigo programa musical americano 106 & Park e imaginando-se uma estrela pop, e a partir daí passa a evocar os anos 2000 em diversas coreografias gravadas nas ruas de Los Angeles – apesar da forma explícita como sua camiseta declara estar nos anos 1990. As cenas dirigidas por Daniel Russell e Dave Meyers parecem flashbacks de clipes de Beyoncé, Ciara, Jennifer Lopez e até Britney Spears. Já a letra foi desenvolvida em parceria com Ariana Grande e, como sugere o título, tem recado motivacional. “Dê uma olhada em mim agora, uma pequena motivação”, incentiva a cantora, comentando o arco de sua personagem no clipe, uma jovem que tem o sonho realizado, ao crescer e virar uma estrela pop de verdade. Em menos de 24 horas, o clipe já gerou mais de 1,5 milhão de visualizações no YouTube. Embora seja seu primeiro clipe solo, o vídeo chega logo depois de uma parceria da cantora com Sam Smith, na música/clipe “Dancing With a Stranger”.












