Helstrom: Marvel define protagonistas da série baseada no Filho de Satã
A Marvel anunciou o elenco principal de “Helstrom”, série baseada nos quadrinhos homônimos, que foram lançados no Brasil com o título de “Filho de Satã”. Desenvolvida para o serviço de streaming Hulu, com previsão de estreia para 2020, a produção será protagonizada por Elizabeth Marvel (presidencial nas séries “House of Cards” e “Homeland”), Tom Austen (o Jasper de “The Royals”) e Sydney Lemmon (vista na última temporada como piloto de helicóptero num episódio memorável de “Fear the Walking Dead”). Elizabeth Marvel vai viver Victoria Helstrom, que está enclausurada em um hospício há décadas, acusada de uma série de assassinatos, enquanto Austen e Lemmon serão seus filhos. Traumatizados pelos supostos crimes da mãe, os irmãos Daimon e Ana dedicam suas vidas a combater os membros mais sórdidos e violentos da sociedade. A descrição difere radicalmente da trama original. Nos quadrinhos, Daimon Helstrom é filho de um demônio, concebido por uma mulher mortal chamada Victoria Wingate. Daimon e sua irmã, Satana Helstrom, herdaram poderes da escuridão. No entanto, enquanto Satana abraçou sua herança, Daimon se agarrou a sua humanidade. Ainda criança, foi internado num orfanato jesuíta e cresceu obcecado em destruir o mal. Ele se estabeleceu como um investigador ocultista e exorcista, e tomou posse de um tridente satânico, que transformou em arma para lutar contra o próprio pai e seus seguidores. Mas a série deve mudar tudo isso. Daimon será filho de um serial killer e sua irmã vai se chamar Ana. Os irmãos tem um relacionamento complicado, pela forma como lidam com o que existe de pior na humanidade, cada um com uma atitude diferente. O desenvolvimento está a cargo de Paul Zbyszewski, produtor-roteirista de “Agents of SHIELD”, “Hawaii Five-0” e “Lost”. O elenco ainda vai incluir Ariana Guerra (“Raising Dion”), Robert Wisdom (“Ballers”), June Carryl (“Mindhunters”) e Alain Uy (“True Detective”). Detalhe: a personagem de Ariana Guerra, Gabriella Rosetti, é um homem nos quadrinhos, um padre inspirado no filme “O Exorcista” (1973), conhecido como Devil-Hunter, o caçador de demônios. A produção está a cargo da Marvel Television, que tem enfrentado críticas internas da Disney por sua opção pelo barateamento de custos em detrimento da qualidade dos produtos – veja-se “Inumanos”. Para complicar, o Hulu também chegou a encomendar uma série do Motoqueiro Fantasma, que foi cancelada após conflitos com os produtores da Marvel Television. O motivo não ficou claro até o momento. Atualmente, a Marvel Television produz apenas três séries live-action, “Runaways” (Fugitivos), “Cloak and Dagger” (Manto e Adaga), que ainda não foi renovada, e “Agents of SHIELD”, que vai acabar na próxima temporada. Existem rumores de que os planos do CEO da Disney, Bob Iger, incluem restringir as produções da Marvel Television às séries animadas, na medida em que a Marvel Studios, que produz os filmes derivados dos quadrinhos da editora, começa a também desenvolver séries para o serviço de streaming Disney+ (Disney Plus) (Disney Plus). Trata-se de uma disputa interna, já que a Marvel Studios pertence ao organograma da Walt Disney Studios, enquanto a Marvel Television responde à Marvel Entertainment, comandada pelo ultraconservador Isaac “Ike” Perlmutter, que tentou vetar os filmes de “Pantera Negra” e “Capitã Marvel”.
Estreia da 10ª temporada de The Walking Dead registra pior audiência da série
O começo da 10ª temporada de “The Walking Dead” no domingo passado (6/10) registrou a pior audiência da série nos Estados Unidos. De acordo com levantamento da consultoria Nielsen, o episódio teve um total de 4 milhões de telespectadores ao vivo, 34% menos que a estreia da temporada anterior, e 1,4 ponto de audiência qualificada. Foi a primeira vez que um episódio de estreia ficou abaixo do público da 1ª temporada da atração, quando a trama dos zumbis ainda não era um fenômeno de popularidade – a série estreou em 2010 diante de 5,4 milhões de telespectadores nos Estados Unidos. Antes do episódio de domingo, o capítulo com o menor índice de audiência tinha sido o penúltimo da 9ª temporada, visto por 4,15 milhões de telespectadores. Já renovada para a 11ª temporada, “The Walking Dead” ainda é a série de maior audiência do canal. E o interesse do público pode ter sido diluído por uma estratégia do próprio canal pago AMC, que disponibilizou o capítulo de estreia em streaming com uma semana de antecedência. De todo modo, “The Walking Dead” não foi a única série que perdeu audiência ao retornar ao ar na atual temporada de outono norte-americana. Outras séries de sucesso como “This Is Us”, “The Good Doctor” e “Young Sheldon” também apresentaram queda de 33%, 29% e 39% respectivamente entre o público adulto. Os motivos especulados para essa queda na audiência generalizada são as diversas outras opções, que geram concorrência cada vez maior, e a possibilidade de assistir as séries por streaming. A AMC, por sinal, vai continuar a disponibilizar os episódios de “The Walking Dead” com antecedência em streaming. Os próximos capítulos serão lançados na plataforma do canal dois dias antes da exibição na TV. No Brasil, a série continuará a ser exibida junto da TV americana, todo o domingo pelo canal pago Fox.
Redes de cinema dos EUA boicotam O Irlandês, que será lançado em teatro da Broadway
Martin Scorsese virou assunto nesta semana ao dizer que achava que os filmes da Marvel não eram cinema. Ironicamente, os donos das salas cinemas agora demonstram não achar que seu novo filme seja cinema. Produção da Netflix, “O Irlandês” está enfrentando um boicote das grandes redes de exibidoras dos Estados Unidos. Com o objetivo de qualificar o longa para a disputa do Oscar 2020, a Netflix planejou um lançamento antecipado em circuito limitado em Los Angeles e Nova York, mas as redes fecharam suas portas para a iniciativa, recusando-se a ceder telas para o “inimigo”. Para o parque exibidor americano, os filmes da Netflix não são cinema porque não respeitam janela de 90 dias de exibição e são lançamentos imediatamente em streaming. Por conta disso seriam, como defende Steven Spielberg, telefilmes. Surpreendida pela resistência, a Netflix refez seus planos e alugou um teatro da Broadway para fazer o lançamento em Nova York. Assim, “O Irlandês” será exibido no Teatro Belasco, de 1º de novembro a 1º de dezembro, marcando a primeira projeção de um filme no local em mais de um século – exatamente 112 anos. Para a exibição no Belasco, a Netflix vai precisar investir na instalação de equipamentos de exibição modernos no teatro e ainda seguir o horário de programação padrão da Broadway, ou seja, realizar apenas oito exibições por semana entre terça e domingo, com matinês nos finais de semana. “Perdemos tantos teatros maravilhosos na cidade de Nova York nos últimos anos, incluindo espaços como Ziegfeld e Paris”, disse Scorsese em comunicado. “A oportunidade de recriar essa experiência singular no histórico Teatro Belasco é incrivelmente emocionante”, concluiu, vendo o lado positivo do boicote. De acordo com a revista Variety, a Netflix também está negociando com cadeias independentes para exibir o filme, que no Brasil estreia em 27 de novembro, diretamente em streaming.
Não se sai de Coringa sem sentir o peso de suas questões
Coringa, como é do conhecimento geral, é o poderoso e misterioso vilão das histórias do Batman. É um desses vilões que fazem sucesso junto ao público. Por isso, explorar as suas origens pode ser uma tarefa atraente. O filme de Todd Phillips, que leva o nome do personagem, vai nessa linha. “O difícil de ser um doente mental é que todo mundo espera que você aja como se não fosse”, frase dita pelo personagem no filme, pode ser o começo de tudo para entender o Coringa, ou melhor, esta mais recente versão cinematográfica dele. Acometido por uma risada assustadora, o filme nos informa que o riso incontrolável do personagem é uma doença que está em desacordo com os sentimentos ou a situação vivida por ele. As feições embranquecidas ou com máscara remetem à figura do palhaço, sua ocupação inicial. E é na condição de palhaço que ele mata e capitaneia ações violentas e destrutivas, que alcançam toda a Gotham City. É, digamos, a vingança pela rejeição e maus tratos sofridos por toda a vida e sempre reiterados pela sociedade. A revolução dos palhaços, porém, tem outras dimensões. A cidade vive abandonada, cercada de lixo por todos os lados, fruto de uma greve nunca resolvida, e espalhando super-ratos por todos os lugares. Ou seja, trata-se de uma Gotham City maltratada pelos políticos e ainda sem sombra de um Batman para salvá-la. História em quadrinhos à parte, “Coringa” reflete o mal estar do nosso mundo, em que a violência é onipresente e, em alguns casos, pode aparecer como solução para alguma coisa. Tudo pode começar com um doente mental ressentido, a quem alguém entrega uma arma, com a pretensão de ajudá-lo a se defender das pessoas que o atacam. Soa familiar? Claro e, também, assustador. O lançamento do filme nos Estados Unidos chegou cercado por cuidados, na suposição de que sua violência pudesse estimular atiradores, como já há às pencas no país. Já tem armas, precisam ainda do estímulo do cinema? Duvidoso. Desde “Pequenos Assassinatos”, filme de Alan Arkin de 1971, está posta a prática do assassinato em massa, sem motivo palpável, como uma chaga contemporânea ao lado do terrorismo – este com motivações políticas, econômicas, culturais e religiosas detectáveis. Lobos solitários, excluídos e que se excluem, vivem aparecendo, fato revelador da solidão e da exclusão sociais. Se esses lobos forem capazes de inflamar multidões, estaria posto o clima do caos. E é o caso da história de “Coringa”. O filme de Todd Philips é surpreendentemente forte e impactante. Não se sai do cinema sem sentir o peso da questão. O espectador sai mexido, quer queira, quer não. Quem for assistir só pensando em super-heróis e batalhas com os vilões de costume vai se decepcionar. “Coringa” tem muito mais força e reflexão do que isso. Não por acaso, venceu o Leão de Ouro do Festival de Veneza 2019. Entre os méritos do filme é preciso destacar, de modo evidente e reluzente, o desempenho de Joaquin Phoenix. Ele é perfeito para o papel de Arthur Fleck, o Coringa. Ou ele se faz perfeito para todos os papéis: é um grande ator. Até Robert De Niro desaparece no filme, diante da atuação de Joaquin Phoenix. Só pelas gargalhadas deslocadas da ação já se pode ver a capacidade de comunicação que ele tem. Sem ele, o filme talvez fosse pouca coisa, com ele, ganha importância. Mas todo o elenco também dá bem conta do recado, levando a ação de um filme polêmico, palpitante para o público. iframe width=”650″ height=”365″ src=”https://www.youtube.com/watch?v=jfVTJm9NilA” frameborder=”0″ allowfullscreen>
Jornada de Brad Pitt em Ad Astra é Apocalypse Now no espaço
Em julho de 1969, quando Neil Armstrong e Buzz Aldrin davam seus primeiros passos na Lua, parte da população mais carente dos Estados Unidos protestava contra aquele feito histórico e científico. Na época, o programa Apollo custou cerca de US$ 25 bilhões (o equivalente a 150 bilhões hoje em dia). E enquanto o governo gastava fortunas com a corrida espacial, a comunidade negra passava fome e o país continuava envolvido no conflito do Vietnã, enviando milhares de jovens para a morte todos os dias. A ideia de olhar para o lado de fora pareceu, àqueles que a criticavam, uma forma de ignorar a realidade interna. O filme “Ad Astra – Rumo às Estrelas” parte de uma crítica similar, mas oferece uma abordagem mais intimista. Dirigido por James Gray (“A Cidade Perdida de Z”), que também escreveu o roteiro em parceria com Ethan Gross (série “Fringe”), “Ad Astra” se passa em um futuro próximo, quando a humanidade já avançou na exploração espacial. Viagens à lua tornaram-se rotineiras – para quem consegue pagá-las – e uma base em Marte foi estabelecida como ponto de partida para jornadas mais longas. A trama acompanha o astronauta Roy McBride (Brad Pitt), um sujeito frio, impassível e aparentemente destemido, disposto a sempre colocar a missão à frente da vida pessoal. Sua vivência é ancorada na lembrança do pai, o também astronauta H. Clifford McBride (Tommy Lee Jones), considerado um pioneiro espacial. Há mais de três décadas, o McBride pai liderou o projeto Lima, uma ambiciosa expedição espacial com o intuito de encontrar vida inteligente em outros planetas. Mesmo após o desaparecimento e suposta morte de Clifford, a busca por respostas e por vida alienígena não cessou. E o fantasma do pai ainda assombra o filho, determinando as suas decisões. Quando conhecemos o McBride filho, ele é visto trabalhando em uma gigantesca antena utilizada com o intuito de estabelecer comunicações extraplanetárias. Recuperando-se após um acidente que quase lhe custou a vida, Roy recebe a notícia de que seu pai pode estar vivo, orbitando o planeta Netuno. Não só isso, mas ele também pode estar trás de uma série de ataques energéticos que atingem todo o sistema solar. Roy é escalado para tentar fazer contato com o pai, encontrá-lo e, consequentemente, salvar o universo. Sua jornada, porém, é recheada de descobertas em relação ao pai, em relação a si mesmo e ao próprio universo. E nisto o filme se aproxima bastante da clássica ficção científica “2001 – Uma Odisseia no Espaço” (1968). Ainda assim, a principal referência de “Ad Astra” – apontada pelo próprio diretor – é “Apocalipse Now” (1979). A estrutura do longa-metragem segue à risca a obra de Francis Ford Coppola, desde a chamada à missão, passando pelo percurso a ser seguido, as paradas pelo caminho e culminando nas transformações sofridas pelo protagonista ao longo da jornada. E Gray ainda aborda a figura de McBride como se ele fosse uma espécie de Coronel Kurtz espacial: alguém que antes era visto como um herói, mas que agora virou uma ameaça. E a presença/ausência de Tommy Lee Jones é intimidadora, assim como era a de Marlon Brando. A principal diferença reside no laço familiar. Pois se no filme de Coppola a hierarquia militar era o único relacionamento entre os dois personagens, aqui há uma força muito maior aproximando os dois. O pai é o herói e o vilão da vida do protagonista. E é neste espaço de conflito e admiração que a narrativa de “Ad Astra” é construída. A jornada de pai e filho são similares. Em ambos os casos, as viagens são sucedidas por fatalidades. Aliás, Roy parece atrair tragédias para quem está ao seu redor, seja por meio de ação direta (como quando invade uma nave espacial) ou quando não tem controle pelo ocorrido (quando é perseguido por piratas na Lua). Nada disso, porém, parece afetá-lo. Não apenas os seus batimentos cardíacos mantêm-se ritmados, como suas constantes avaliações psicológicas o qualificam como apto a continuar a missão. Pitt carrega seus segredos no seu rosto e no seu silêncio. E Gray não hesita em aproximar sua câmera do rosto do ator, para captar nuances da sua atuação, como a única lágrima que escorre do seu rosto durante o clímax. Além disso, o cineasta mantém o seu apuro estético característico, presenteando-nos com tomadas que exploram a imensidão e a beleza do espaço. O contraste entre as cenas passadas no espaço – ou em outros planetas – e aquelas ambientadas na Terra, sempre escura e opressiva, serve para explicitar justamente aquilo que o filme busca criticar: a ideia de buscar algo (resposta, beleza, etc) naquilo que está longe, e nunca no que está ao nosso lado. A jornada do herói se completa quando ele percebe a sua ínfima importância diante da vastidão do universo.
O Clube dos Canibais representa momento especial do cinema brasileiro
O lançamento de “O Clube dos Canibais” representa um momento especial do cinema brasileiro, que se manifesta com pluralidade cada vez maior de estilos, gêneros, maneiras de se fazer filmes. Representa também uma espécie de consolidação da chamada “primavera do cinema cearense”, como alguns vêm denominando o movimento cinematográfico do estado. E ainda é a afirmação do atual ciclo de terror nacional, que dedica um cuidado muito especial ao formalismo visual. Seu diretor, Guto Parente, já havia mostrado esse virtuosismo no ótimo “A Misteriosa Morte de Pérola” (2014), feito sem recurso algum do Estado, com um valor de produção próximo do zero. Parente escreveu o roteiro de “O Clube dos Canibais” em 2013, aplicou o projeto em edital em 2014 e finalizou as filmagens em 2016, tendo suas primeiras exibições em festivais ligados ao gênero fantástico em 2018. Ou seja, o filme atravessou todo esse turbilhão de pesadelo pelo que tem passado o Brasil ao longo desta década. E por conta do contexto histórico, a crítica à elite, que come os mais pobres – e pardos e pretos – e que elogia o “primeiro mundo” acabou se tornando ainda mais atual. Na verdade, ela nunca deixou de ser uma realidade do nosso país. Apenas as máscaras caíram. “O Clube dos Canibais” conta a história de Otávio (Tavinho Teixeira), dono de uma empresa de segurança privada, e Gilda (Ana Luiza Rios), sua esposa, que adora ficar na piscina tomando uns drinques enquanto sensualiza para o caseiro. Os caseiros, logo veremos, passam por uma rotatividade intensa na casa, já que são sugados para a cilada de seus patrões. Gilda os atrai para o sexo enquanto o patrão está supostamente indo para Fortaleza. A cena que mostra o sexo de Gilda com o caseiro, a masturbação de Otávio, o machado na cabeça da vítima, o êxtase, tudo isso é filmado com muita sensualidade, assim como a visão de Gilda, descendo as escadas, com o corpo nu banhado de sangue, como uma versão maligna e poderosa da inocente Carrie (difícil não lembrar do filme do De Palma). O interessante é que o gore, a violência gráfica, não parecem tão perturbadores neste filme, por conta de um senso de humor satírico muito agradável. Sem falar que Guto Parente, sendo um esteta, preza pela beleza das imagens. Assim, o vermelho do sangue e tudo o mais que compõe essas cenas integra uma intenção de fazer um cinema mais sensorial, que valoriza a fotografia e o desenho de produção em vez de apenas chocar – como alguns filmes do subgênero torture porn, em voga na década passada. Além do mais, o filme não se limita simplesmente a uma repetição desses eventos na casa de Otávio e Gilda. Na verdade, há uma cena em especial que mudará o destino dos personagens. Isso acontece quando, em uma festa do clube do título, em que Gilda flagra o grande líder, Borges (Pedro Domingues), um deputado influente, em um ato secreto. Impagável a cena de Gilda indo conversar com Borges no dia seguinte. Um convite à gargalhada. A produção de “O Clube dos Canibais” conta com uma equipe de dar gosto. Fernando Catatau, guitarrista célebre de Fortaleza, faz a trilha sonora, que valoriza tanto os sintetizadores quanto a bateria, amplificando o prazer fílmico. A supervisão de efeitos especiais é de Rodrigo Aragão, famoso por sua filmografia voltada ao horror gore. E há toda a turma que vem crescendo cada vez mais no cinema cearense, como Ticiana Augusto Lima, Breno Baptista, Luiz Pretti, Ricardo Pretti, Samuel Brasileiro, Lia Damasceno, Luciana Vieira, entre outros, que fazem parte do filme em variadas funções. Por isso, não seria um exagero colocar “O Clube dos Canibais” na mesma lista de obras como “As Boas Maneiras”, de Juliana Rojas e Marco Dutra, “O Animal Cordial”, de Gabriela Amaral Almeida, e até “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dorneles, divisor de águas deste momento. Todos esses terrores recentes tem uma característica marcante em comum: o ataque às classes menos favorecidas. Para completar, é preciso elogiar a elegante performance de Ana Luiza Rios como Gilda, e também Tavinho Teixeira, claro. O cinema nacional está cada vez mais pulsante, enfrentando com sangue nos olhos os ataques do governo federal. Tanto talento assim não morre fácil, não.
Predadores Assassinos cria situação tensas com ataque de crocodilos
No início dos anos 2000, o nome de Alexandre Aja foi celebrado como um dos expoentes de um vindouro novo cinema de horror produzido na França, tamanho foi o rebuliço que causou o seu “Alta Tensão” (2003), que trazia alguns elementos de violência gráfica que se tornariam característicos daquela década. Ao contrário de seus contemporâneos, Aja foi rapidamente acolhido por Hollywood, ingressando na indústria dos remakes com “Viagem Maldita” (2006), “Espelhos do Medo” (2008) e “Piranha 3D” (2010). Mas os filmes posteriores, “Amaldiçoado” (2013) e “A Nona Vida de Lous Drax” (2016), praticamente passaram batidos. Ou seja, Aja ganhou a fama de só fazer sucesso com refilmagens. Por isso, em seu novo trabalho, “Predadores Assassinos”, o nome que o marketing preferiu destacar foi do produtor Sam Raimi, afastado da direção há alguns anos, mas ainda celebrado por suas trilogias “Evil Dead” e “Homem-Aranha”. O filme é uma obra bem despretensiosa sobre uma garota que tenta salvar o pai de uma tempestade, durante uma inundação que leva crocodilos enormes a atacá-los na velha casa da família. As questões familiares são poucos exploradas. Apenas o suficiente para o público ter noção da proximidade entre Haley (Kaya Scodelario, que parece estar se “especializando” em filmes de gênero) e seu pai, Dave (Barry Pepper). Interessante notar que ambos estiveram juntos também na franquia “Maze Runner”. O filme tem o mérito não só de manter a tensão na torcida pela salvação dos personagens, mas também pela criatividade com que retrata as tentativas dos dois para lidar com sua situação desesperadora. Não bastasse o fato de estarem feridos e incomunicáveis com a cidade, o nível da água continua a subir na inundação e o tempo que lhes resta é muito pouco para ficarem simplesmente esperando a tempestade passar. Como filmar na água é uma tarefa complicada para qualquer cineasta, há que se dar o devido crédito a Aja, que leva seus protagonistas a situações bem intensas e até mesmo apavorantes. Outro dado positivo é que os crocodilos não se revelam gigantes devido à radiação, fenda submarina ou coisa do tipo. Muito menos surgem girando dentro de um tornado (para citar a franquia trash “Sharknado”). Isso faz com que a filmagem fique mais próxima do realismo e torne mais fácil para o espectador se deixar envolver pelo suspense.
Um Amor Impossível acompanha evolução feminina por meio século
Pelo título, “Um Amor Impossível”, de Catherine Corsini, parece uma dessas obras bem água com açúcar, mas o que temos aqui é uma verdadeira pedrada, que trata não apenas da relação entre um homem e uma mulher, mas também da evolução da mulher ao longo de algumas décadas, começando no final dos anos 1950. A história é contada por Chantal (Jehnny Betty, na fase adulta) e a personagem principal é sua mãe, Rachel (Virginie Efira, que vive a mesma personagem desde a tenra juventude até a velhice, o que é sempre um risco). A princípio, o foco da narrativa, baseada no best-seller de Christine Angot, gira em torno do relacionamento entre Rachel e Philippe (Niels Schneider). Ela vem de classe mais humilde da sociedade; ele é um rapaz que conseguiu escapar da guerra da Argélia por causa de influências de sua família, rica e culta. A relação dos dois parece correr muito bem, mas Rachel fique triste quando Philippe revela que tem entre seus princípios jamais se casar. E essa decisão não muda nem mesmo quando Rachel se descobre grávida. Mas a posição covarde de Philippe em não reconhecer oficialmente a paternidade se torna até pequena diante do que o filme ainda guarda para a pobre mãe solteira. Embora a figura de Philippe continue sendo de fundamental importância para a história, aparecendo para visitar a filha e Rachel de vez em quando, “Um Amor Impossível” se transforma em um filme sobre a relação de proximidade entre mãe e filha, e sobre o quanto o pai distante fará parte da vida da jovem. A cineasta Catherine Corsini vem de um belo filme sobre a relação afetiva entre duas jovens mulheres – “Um Belo Verão (2015) – e volta a mostrar um cinema interessado em lidar com as questões do lugar da mulher no mundo moderno. Sua nova protagonista é por demais sofrida, seja por causa de uma paixão não correspondida, seja pela sociedade que não vê com bons olhos uma mãe solteira. Nesse sentido, é também um modelo da evolução do papel da mulher na sociedade ocidental (ou pelo menos francesa) entre o século 20 e o início do 21.
Brendan Gleeson será Trump em minissérie sobre escândalo político do presidente americano
O estúdio CBS Television vai produzir uma minissérie inspirada no livro “A Higher Loyalty”, do ex-diretor do FBI James Comey, demitido por Donald Trump em 2017 e grande crítico do presidente dos Estados Unidos. A produção anunciou um elenco de peso para o projeto nesta segunda (7/10), encabeçado pelo irlandês Brendan Gleeson (“O Guarda”) no papel de Trump e Jeff Daniels (“Steve Jobs”) na pele de Comey. Os atores Michael Kelly (de “House of Cards”) e Jennifer Ehle (“A Hora Mais Escura”) também integram o elenco estelar. A adaptação está a cargo do roteirista Billy Ray (“Jogos Vorazes”), que pesquisou durante um ano a história real que envolveu a demissão de Comey. Além de escrever, Billy Ray deve dirigir todos os episódios. Publicado em 17 de abril de 2018, o livro de Comey foi o primeiro a expor o interior da administração do governo Trump. Ele chegou às bancas um ano após o diretor ser demitido do FBI, porque afirmou em uma audiência no Senado em junho de 2017 que o presidente havia pedido que ele abandonasse parte da investigação sobre possível interferência russa nas eleições de 2016. Três anos depois de demitir Comey, Trump enfrenta um processo de Impeachment no Congresso por ter pedido para que o governo da Ucrânia investigasse o filho de um adversário político, praticamente uma sequência do padrão de comportamento denunciado pelo autor de “A Higher Loyalty”. A minissérie ainda não tem destino definido, mas o canal pago Showtime e a plataforma CBS All Access, que fazem parte do conglomerado da ViacomCBS, são os endereços mais prováveis. As gravações estão marcadas para novembro, com produção de Alex Kurtzman (criador de “Star Trek: Discovery”).
Cowboy Bebop: Vídeo revela bastidores da produção da série live-action inspirada no anime clássico
A Netflix divulgou o primeiro vídeo de bastidores da produção da série live-action baseada no anime “Cowboy Bebop”. O vídeo registra a chegada ao estúdio e a primeira leitura coletiva do roteiro, sob a perspectiva de um cachorro da raça corgi, que “interpreta” um dos personagens da atração, Ein. O cachorro é um dos membros da tripulação da nave Bebop. Os demais são John Cho (“Procurando…”), que irá interpretar o protagonista da série, Spike Spiegel, Elena Satine (a Dreamer de “The Gifted”) no papel de Julia, Daniella Pineda (a bruxa Sophie Deveraux de “The Originals”) como Faye Valentine, Mustafa Shakir (o vilão John “Bushmaster” McIver em “Luke Cage”) como Jet, e Alex Hassell (“Suburbicon”) como Vicious, o assassino mais notório da galáxia. Detalhe: só a “escalação” do cachorro reflete o visual dos personagens originais. “Cowboy Bebop” é um anime cultuadíssimo, que estreou no Japão em 1998, contando as aventuras de um grupo de caçadores de recompensa que viajava na espaçonave Bebop atrás de criminosos perigosos no ano de em 2071. Após o fim da série, os personagens ainda apareceram num longa de animação, “Cowboy Bebop: O Filme”, em 2001. Originalmente, a versão americana ia ser um filme, que entrou em desenvolvimento na década passada, quando os direitos da adaptação foram adquiridos pela Fox. No projeto de 2009, Keanu Reeves viveria Spike Spiegel, mas a produção foi abandonada pelo orçamento beirar os US$ 500 milhões – segundo revelou o ator. A nova encarnação começou a ganhar vida em 2017 num estúdio televisivo, o Tomorrow Studios, responsável pelas séries “Aquarius” e “Good Behavior”, numa parceria com o estúdio japonês Sunrise, proprietário da franquia, e a produtora Midnight Radio, de Josh Appelbaum, Andre Nemec, Jeff Pinkner e Scott Rosenberg, criadores da série “Zoo”. A adaptação foi desenvolvida pelo roteirista Christopher Yost (de “Thor: Ragnarok”) e conta com o diretor do anime, Shinichiro Watanabe, como consultor da produção. A 1ª temporada terá dez episódios, mas ainda não há previsão para sua estreia. Really hoping the entire season of Cowboy Bebop is shot in Corgi-Vision. #CowboyBebop pic.twitter.com/C42CLwYswa — ?? NheX ?? (@NXOnNetflix) October 7, 2019
Disputa de Melhor Filme Internacional do Oscar 2020 bate recorde de inscrições
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (7/10) que 93 países inscreveram seus representantes para concorrer ao Oscar 2020 de Melhor Filme Internacional (antiga categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira). Trata-se de um número recorde de inscrições, superando as 92 registradas em 2007, até então o ano com a maior quantidade de inscritos. A lista inclui as primeiras indicações já feitas por três países: Gana, Nigéria e Uzbequistão. O candidato brasileiro é “A Vida Invisível”, de Karim Ainouz, que venceu a mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes, mas outros dois filmes da relação também trazem atores brasileiros: o cubano “O Tradutor”, estrelado por Rodrigo Santoro, e o italiano “O Traidor”, que além de incluir a atriz Maria Fernanda Cândido é uma coprodução brasileira. Apesar da farta seleção, os filmes que são considerados favoritos não passam de um punhado. São eles o sul-coreano “Parasita”, de Bong Joon-ho, vencedor do Festival de Cannes, o espanhol “Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar, que rendeu troféu para o ator Antonio Banderas em Cannes, o senegalês “Atlantique”, de Mati Diop, primeira mulher negra a competir e ganhar prêmio em Cannes, e o francês “Les Miserables”, de Ladj Ly, que assim como o brasileiro “A Vida Invisível” contará com apoio financeiro da Amazon para disputar sua vaga. Também chama atenção o fato de o candidato japonês, “Weathering With You”, ser uma animação. 10 dos 93 candidatos serão pré-selecionados por um comitê e revelados no dia 16 de dezembro. Desta dezena sairão os cinco finalistas, apresentados durante o anúncio de todos os indicados ao Oscar, no dia 13 de janeiro. A cerimônia de premiação está marcada para 9 de fevereiro, com transmissão ao vivo para o Brasil pelos canais TNT e Globo. Confira abaixo a lista completa dos selecionados, a maioria com seus títulos internacionais (no inglês da Academia). África do Sul: “Knuckle City”, de Jahmil XT Qubeka Albânia: “The Delegation”, de Bujar Alimani Alemanha: “System Crasher”, de Nora Fingscheidt Arábia Saudita: “The Perfect Candidate”, de Haifaa Al Mansour Argélia: “Papicha”, de Mounia Meddour Argentina: “Heroic Losers”, de Sebastián Borensztein Armênia: “Lengthy Night”, de Edgar Baghdasaryan Austrália: “Buoyancy”, de Rodd Rathjen Áustria: “Joy”, de Sudabeh Mortezai Bangladesh: “Alpha”, de Nasiruddin Yousuff Bielorrússia: “Debut”, de Anastasiya Miroshnichenko Bélgica: “Our Mothers”, de César Díaz Bolívia: “I Miss You”, de Rodrigo Bellott Bósnia e Herzegovina: “The Son”, de Ines Tanovic Brasil: “Vida Invisível”, de Karim Aïnouz Bulgária: “Ága”, de Milko Lazarov Cambógia: “In the Life of Music”, de Caylee So e Sok Visal Canadá: “Antigone”, Sophie Deraspe: diretor Cingapura: “A Land Imagined”, de Yeo Siew Hua Chile: “Spider”, de Andrés Wood China: “Ne Zha”, de Yu Yang Colômbia: “Monos”, de Alejandro Landes Coreia do Sul: “Parasit”, de Bong Joon Ho Costa Rica: “The Awakening of the Ants”, de Antonella Sudasassi Furniss Croácia: “Mali”, de Antonio Nuic Cuba: “O Tradutor”, de Rodrigo Barriuso e Sebastián Barriuso República Tcheca: “The Painted Bird”, de Václav Marhoul Dinamarca: “Queen of Hearts”, de May el-Toukhy Egito: “Poisonous Roses”, de Ahmed Fawzi Saleh Equador: “The Longest Night”, de Gabriela Calvache Eslováquia: “Let There Be Light”, de Marko Skop Eslovênia: “History of Love”, de Sonja Prosenc Espanha: “Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar Estônia: “Truth and Justice”, de Tanel Toom Etiópia: “Running against the Wind”, de Jan Philipp Weyl Filipinas: “Verdict”, de Raymund Ribay Gutierrez Finlândia: “Stupid Young Heart”, de Selma Vilhunen França: “Les Misérables”, de Ladj Ly Geórgia: “Shindisi”, de Dimitri Tsintsadze Gana: “Azali”, de Kwabena Gyansah Grécia: “When Tomatoes Met Wagner”, de Marianna Economou Holanda: “Instinct”, de Halina Reijn Honduras: “Blood: Passion: and Coffee”, de Carlos Membreño Hong Kong: “The White Storm 2 Drug Lords”, de Herman Yau Hungria: “Those Who Remained”, de Barnabás Tóth Islândia: “A White: White Day”, de Hlynur Pálmason Índia: “Gully Boy”, de Zoya Akhtar Indonésia: “Memories of My Body”, de Garin Nugroho Irã: “Finding Farideh”, de Azadeh Moussavi e Kourosh Ataee Ireland: “Gaza”, de Garry Keane e Andrew McConnell Israel: “Incitement”, de Yaron Zilberman Itália: “O Traidor”, de Marco Bellocchio Japão: “Weathering with You”, de Makoto Shinkai Kazaquistão: “Kazakh Khanate The Golden Throne”, de Rustem Abdrashov Quênia: “Subira”, de Ravneet Singh (Sippy) Chadha Kosovo: “Zana”, de Antoneta Kastrati Kirgistão: “Aurora”, de Bekzat Pirmatov Letônia: “The Mover”, de Davis Simanis Líbano: “1982”, de Oualid Mouaness Lituânia: “Bridges of Time”, de Audrius Stonys e Kristine Briede Luxemburgo: “Tel Aviv on Fire”, de Sameh Zoabi Malásia: “M for Malaysia”, de Dian Lee e Ineza Roussille México: “The Chambermaid”, de Lila Avilés Mongólia: “The Steed”, de Erdenebileg Ganbold Montenegro: “Neverending Past”, de Andro Martinović Marrocos: “Adam”, de Maryam Touzani Nepal: “Bulbul”, de Binod Paudel Nigéria: “Lionheart”, de Genevieve Nnaji Macedônia: “Honeyland”, de Ljubo Stefanov e Tamara Kotevska Noruega: “Out Stealing Horses”, de Hans Petter Moland Paquistão: “Laal Kabootar”, de Kamal Khan Palestino: “It Must Be Heaven”, de Elia Suleiman Panamá: “Everybody Changes”, de Arturo Montenegro Peru: “Retablo”, de Alvaro Delgado Aparicio Polônia: “Corpus Christi”, de Jan Komasa Portugal: “The Domain”, de Tiago Guedes Reino Unido “The Boy Who Harnessed the Wind”, de Chiwetel Ejiofor República Dominicana: “The Projectionist”, de José María Cabral Romênia: “The Whistlers”, de Corneliu Porumboiu Rússia: “Beanpole”, de Kantemir Balagov Senegal: “Atlantique”, de Mati Diop Sérbia: “King Petar the First”, de Petar Ristovski Suécia: “And Then We Danced”, de Levan Akin Suíça: “Wolkenbruch’s Wondrous Journey into the Arms of a Shiksa”, de Michael Steiner Taiwan: “Dear Ex”, de Mag Hsu e Chih-Yen Hsu Tailândia: “Krasue: Inhuman Kiss”, de Sitisiri Mongkolsiri Tunísia: “Dear Son”, de Mohamed Ben Attia Turquia: “Commitment Asli”, de Semih Kaplanoglu Ucrânia: “Homeward”, de Nariman Aliev Uruguai: “The Moneychanger”, de Federico Veiroj: diretor Uzbequistão: “Hot Bread”, de Umid Khamdamov Venezuela: “Being Impossible”, de Patricia Ortega Vietnã: “Furie”, de Le Van Kiet
Lula nega entrevista a José Padilha para documentário sobre a Lava-Jato
O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva recusou um pedido de entrevista do diretor José Padilha (“Tropa de Elite”), que queria inclui-lo num documentário sobre a Lava-Jato. O cineasta tem procurado diversas personalidades para falar sobre o tema e Lula está entre elas. Lula recusou-se a falar com Padilha por causa da série “O Mecanismo”, feita pelo diretor, que o retrata como criminoso e conspirador. A informação foi dada pela assessoria de imprensa de Lula, que afirmou que ele não atenderá o pedido porque “José Padilha não é honesto, como demonstrou na maneira que tratou o ex-presidente na série ‘O Mecanismo’”. Lula avalia que “O Mecanismo” é a versão chapa-branca dos procuradores e do então juiz Sergio Moro, hoje ministro, sobre os fatos que envolvem a investigação da Lava-Jato e que tem sido desmascarados pelas reportagens conhecidas como Vaza-Jato. Segundo a coluna de Bela Megale no jornal O Globo, o ex-presidente teria dito a um interlocutor que “esses caras são bons em cobrar autocrítica do PT e na hora de fazer a própria, nada”. Padilha chegou a fazer mea-culpa sobre a forma como retratou a atuação de Moro como juiz, mas não sobre Lula. Em entrevista a BBC Brasil, o diretor afirmou que “cometeu um erro de julgamento sobre Moro”, mas não sobre o petista, dizendo considerar “o ex-presidente Lula um picareta”. O cineasta também pediu entrevista para José Dirceu, que, assim como Lula, está preso em Curitiba. O ex-ministro petista ainda não decidiu se aceitará o pedido.
Show de Roberto Carlos em Jerusalém vai virar filme 3D com produção da equipe de Avatar
O show que Roberto Carlos realizou em Jerusalém, em 2011, vai ganhar uma versão diferenciada para o cinema. O espetáculo, em que Roberto canta em português, espanhol, inglês, italiano e hebraico, já rendeu um especial da Globo, disco ao vivo e foi lançado em DVD e Bluray com direção de Jayme Monjardim (“O Vendedor de Sonhos”). A diferença é que, para o cinema, também foram captadas imagens da visita do cantor a Jerusalém, que serão intercaladas às canções, em clima de documentário e produção em 3D da mesma empresa responsável pelo filme “Avatar”. A estreia está marcada para o dia 2 de dezembro.












