Assalto sofrido por Kim Kardashian em Paris vai virar filme
O cineasta e artista de quadrinhos Joann Sfar, que dirigiu a cinebiografia “Gainsbourg, o Homem que Amava as Mulheres” (2010) e a animação “O Gato do Rabino” (2011), vai transformar em filme o assalto que Kim Kardashian sofreu em um hotel em Paris, em 2016. Ele também abordou o tema em uma revista em quadrinhos, que será publicada em março de 2020. Kardashian foi assaltada quando esteve na capital francesa para acompanhar a Paris Fashion Week. Ela foi algemada, amordaçada e trancada no banheiro do quarto do hotel em que estava hospedada durante o assalto. Os ladrões levaram um anel no valor de US$ 4,4 milhões, um cofre com joias avaliado em US$ 5,5 milhões e fugiram de bicicleta. Sfar está escrevendo o roteiro em parceria com Marion Festraets (criadora da série “Chefs”) e também será o diretor do longa, que ele classifica como uma comédia. Intitulado “Fashion Week”, o filme tocará em temas como violência contra a mulher, relacionamento entre pessoas de diferentes classes sociais e questões sobre o mundo da moda. A história vai acompanhar um grupo de ladrões que planejam roubar uma importante influencer durante a viagem dela para Paris para acompanhar a Fashion Week na capital francesa. Provavelmente, o nome de Kardashian não será utilizado na trama.
Martin Scorsese acredita que tecnologia digital vai substituir a maquiagem no cinema
Para Martin Scorsese, o futuro do cinema, cada vez mais avançado em termos de tecnologia, é usar efeitos especiais até como substituto de maquiagens – sejam elas mais leves ou trabalhos pesados, como rejuvenescer ou envelhecer um ator. A declaração foi feita durante uma longa entrevista (de três horas de duração) para a revista Sight and Sound, prestigiosa publicação do British Film Institute, e faz parte da jornada do diretor para promover seu novo filme, “O Irlandês”. No longa, produzido pela Netflix, Scorsese usa efeitos visuais para rejuvenescer os astros veteranos Al Pacino e Robert De Niro. O último, por exemplo, aparece como uma pessoa na faixa dos 40 anos – ele tem 76. “Há uma convenção no cinema do uso da maquiagem. Se você assistir a um filme antigo, há a aceitação por parte do público de que aquele cabelo é uma peruca, ou aquele bigode é falso. Mas as pessoas compravam essa ilusão”, disse ele à publicação. “Sempre me lembro da maquiagem para envelhecer o personagem de Dustin Hoffman em ‘Pequeno Grande Homem’. Ou a maquiagem usada em ‘O Homem Elefante’. Onde está a arte? Onde está a performance. Estão ali, porque John Hurt era ótimo. Mas eu sei que é maquiagem, então o espectador aceita a ilusão”, adicionou Scorsese. Para ele, os efeitos especiais estão chegando a um novo nível de ilusão, que pode ser ainda maior. Mas Scorsese não vê isso negativamente. Para o diretor, isso permite um controle melhor da performance. Por exemplo, os efeitos não limitam as expressões faciais, como uma maquiagem ou prótese. Por fim, ele afirma que efeitos especiais não recriam performances nem as substituem. Ao contrário. Em “O Irlandês”, sua função foi evitar a substituição dos atores que ele tinha em mente por jovens desconhecidos. “O principal era que eu não queria fazer um filme em que atores jovens fingissem que eram De Niro, Pacino e Pesci, e depois fossem substituídos no final. Eu não queria isso. Então tentei achar algo que me permitisse ter os atores interpretando versões deles mais jovens – ou mais velhas”, contou. Questionado se essa opção é mesmo viável, já que encarece muito as produções – “O Irlandês” é um dos filmes mais caros da Netflix – , ele concluiu: “Acho que esta é uma primeira vez e ela tem um custo. Mas, quando mais for usada, mais este custo será razoável”. “O Irlandês” terá lançamento limitado nos cinemas em 14 de novembro, chegando ao streaming logo em seguida, no dia 27 de novembro.
Dois Irmãos: Nova animação da Pixar ganha trailer dublado em português
A Disney divulgou um novo pôster americano e o trailer nacional da nova animação da Pixar, que chega ao Brasil sem o grande atrativo de seus dubladores originais e com um nome que não tem absolutamente nada a ver com o título da produção nos Estados Unidos. “Onward” virou “Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica”. Isto mesmo, um titulo minimalista de apenas seis letras virou épico de cinco palavras e um hífen na “tradução”. Já a obrigatória dublagem brasileira para as crianças joga no lixo os dólares investidos para enfatizar seus dubladores famosos americanos, que têm sido o principal destaque do projeto desde seu anúncio. Os irmãos do título nacional são originalmente dublados por Chris Pratt e Tom Holland, intérpretes do Senhor das Estrelas (dos Guardiões da Galáxia) e Homem-Aranha nos filmes da Marvel, que estiveram juntos recentemente em “Vingadores: Ultimato”. Além dos dois atores famosos que os brasileiros não ouvirão, o elenco de vozes do filme conta com Julia Louis-Dreyfus (“Veep”) como a mãe dos protagonistas, e Octavia Spencer (“A Forma da Água”). O filme tem roteiro e direção de Dan Scanlon, que também fez as duas funções em “Universidade Monstros” (2013). A trama acompanha dois irmãos de uma família de elfos, que abandonam sua confortável vida suburbana ao ganharem um cajado mágico. Decididos a completar o feitiço que trouxe metade de seu pai de volta à vida, eles embarcam numa aventura a bordo de seu carro velho, em busca do resto da magia que já existiu naquele lugar. A estreia está marcada para 5 março de 2020 no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
El Camino: Aaron Paul reflete sobre o destino de Jesse Pinkman em vídeo de bastidores
A Netflix divulgou um vídeo de bastidores de “El Camino”, filme derivado da série “Breaking Bad”, que traz depoimentos do ator Aaron Paul, do diretor-roteirista Vince Gilligan e de outros membros da equipe, além de cenas das gravações. “Eu sabia que essa história começaria onde nós terminamos ‘Breaking Bad’, mas eu não tinha ideia de onde terminaria”, diz Paul logo no começo no vídeo. O filme vai continuar a trama da série, acompanhando a fuga de Jesse Pinkman, visto pela última disparando pela estrada num El Camino (carro da Chevrolet que batiza o filme), ao ser salvo das mãos de traficantes caipiras por Walter White (Bryan Cranston), enquanto sirenes da polícia se aproximavam do massacre. Aaron Paul, que venceu três Emmys de Melhor Ator Coadjuvante por viver Jesse Pinkman, retorna ao papel, assim como Matt Jones e Charles Baker como seus capangas Badger e Skinny Pete, além, claro, do criador de “Breaking Bad”, Vince Gilligan, que assina o roteiro e a direção do filme, como fez com o capítulo final da atração televisiva. No vídeo, o protagonista indicou de como será a jornada de seu personagem no longa. “Eu acho que a história desse filme é bem forte. A luta de um homem em fuga para sobreviver e que não medirá esforços para finalmente se tornar livre”, declarou Paul. “El Camino: A Breaking Bad Movie” estreia nesta sexta na Netflix.
Estreias: Projeto Gemini é o maior lançamento em semana com oito filmes brasileiros
São 12 estreias de cinema nesta quinta-feira (10/10), e o interessante é que deste total oito filmes são brasileiros. A distribuição mais ampla, porém, pertence a um lançamento de Hollywood: “Projeto Gemini”, longa de ação em que Will Smith é perseguido por seu clone mais jovem. O filme de Ang Lee (“As Aventuras de Pi”) foi feito com muitas inovações tecnológicas, mas nenhum cinema do país (nem dos Estados Unidos!) é capaz de reproduzir a qualidade da captação 3D de suas imagens em velocidade de 120 FPSs em 4K de resolução. E sem esse diferencial, a obra não passa de um thriller convencional de perseguição e tiros, incapaz de empolgar – tanto que tem apenas 33% de aprovação no site Rotten Tomatoes. “O Pintassilgo” é um desastre pior (25%), fazendo com que o destaque internacional da semana seja o drama francês “Em Guerra”. A trama explora a luta de classes no capitalismo moderno sob a ótica sindical. Tenso, com reprodução fiel do clima grevista numa grande fábrica, é considerado uma obra-prima por crFíticos de esquerda (a maioria) e lixo comunista por detratores de direita. Oitavo filme de Stéphane Brizé, volta a juntar o diretor com o grande ator Vincent Lindon após “O Valor de um Homem” (2015), de tema similar, e registra média de 71% no Rotten Tomatoes. A seleção brasileira, por sua vez, é bastante variada. “Greta” alcançou projeção após ser selecionado para o Festival de Berlim e vencer o Festival Cine Ceará. A temática LGBTQIA+ também lhe dá maior relevância no momento político atual. Além disso, traz um show de interpretação de Marco Nanini (“A Grande Família”) como um enfermeiro que, para liberar uma vaga em seu hospital e internar uma travesti amiga, resolve ajudar um jovem criminoso a fugir do local e se refugiar na sua casa, onde acabam tendo um romance. Inspirado livremente na peça de teatro “Greta Garbo, Quem Diria, Acabou no Irajá”, sucesso dos anos 1970, o filme de estreia de Armando Praça (da série “Me Chama de Bruna”) ainda foi premiado no Festival Internacional de Cinema Gay e Lésbico de Milão, mas sua carreira internacional foi tolhida por cortes de apoios do governo federal. A grande surpresa da programação é “Luna”. Também com personagens LGBTQIA+, foi aplaudidíssimo no Festival de Brasília passado e chega em circuito limitado merecendo ser descoberto, visto e comentado, principalmente pelo público jovem, por abordar melhor o tema explorado por “Ferrugem”, o vazamento do vídeo íntimo de uma garota. A protagonista vítima de bullying é interpretada por Eduarda Fernandes, uma grande revelação do filme escrito e dirigido por Cris Azzi, que ainda demonstra muita criatividade cinematográfica em seu primeiro longa de ficção, ao lidar com o difícil tema da tentativa de suicídio. Comprovando a boa fase do terror brasileiro, três títulos têm tramas sobrenaturais. Principal lançamento, “Morto Não Fala”, em que Daniel de Oliveira (“Aos Teus Olhos”) é um funcionário de necrotério que conversa com cadáveres, participou de vários festivais do gênero e conquistou críticas bastante positivas no exterior, atingindo impressionantes 92% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes, nota extremamente alta para um terror. Primeiro longa dirigido por Dennison Ramalho (um dos criadores da série “Carcereiros”), inclui em seu elenco Fabiula Nascimento (“SOS: Mulheres ao Mar”), Bianca Comparato (“3%”) e Marco Ricca (“Chatô: O Rei do Brasil”). As outras duas obras from hell são “A Noite Amarela” e “Amor Assombrado”. Este último tem pouco sangue, viés de drama espírita e direção de um especialista em filmes da religião, Wagner de Assis (“Nosso Lar”). Há mais quatro opções. Confira abaixo a lista completa das estreias com suas sinopses e trailers. Projeto Gemini | EUA | Ação Henry Brogan (Will Smith) é o melhor assassino profissional do mundo, com uma taxa de sucesso maior do que de qualquer outro, mas, quando decide se aposentar, acaba se tornando um alvo da Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos, para quem trabalhava anteriormente. Enquanto luta para se manter vivo, ele se depara com um clone de si mesmo e descobre que as ações do governo americano são para esconder um grande segredo, que só Brogan, com toda sua experiência, é capaz de desmascarar. Em Guerra | França | Drama A administração da fábrica Perrin Industrie decide pelo fechamento total da empresa. Vendo um acordo feito dois anos antes desprezado e as promessas não respeitadas, os 1100 funcionários, liderados por seu porta-voz Laurent Amedeo (Vincent Lindon), recusam esta decisão brutal e vão fazer de tudo para salvar seus empregos. Greta | Brasil | Drama Pedro (Marco Nanini) é um enfermeiro de 70 anos que trabalha em um hospital público de Fortaleza. Sua melhor amiga é Daniela (Denise Weinberg), artista transexual que enfrenta graves problemas de saúde. Quando ela precisa ser internada, mas não encontra leito disponível, Pedro sequestra um paciente recém-chegado, Jean (Démick Lopes), e o abriga em sua casa. Inicialmente, o enfermeiro tem medo do rapaz agressivo, que se esconde da polícia por ter assassinado um homem a facadas. Depois, nasce entre eles uma relação de cumplicidade e afeto. Luna | Brasil | Drama Luana (Eduarda Fernandes) e Emília (Ana Clara Ligeiro) se conhecem no primeiro dia de aula do último ano da escola e uma amizade floresce rapidamente. A relação intensa, divertida e explosiva entre as duas é interrompida quando uma foto de Luana é vazada nas redes sociais. Agora ela precisa escolher como pretende enfrentar a sociedade. Morto Não Fala | Brasil | Terror Plantonista de um necrotério, Stênio (Daniel de Oliveira) possui um dom paranormal de se comunicar com os mortos. Trabalhando a noite, ele já está acostumado a ouvir relatos do além. Porém, quando essas conversas revelam segredos sobre sua própria vida, o homem ativa uma maldição perigosa para si e todos a sua volta. A Noite Amarela | Brasil | Terror Em um breve feriado, um grupo de jovens decide ir até uma ilha. No entanto, lá se mostra um lugar extremamente escuro tanto durante o dia quanto à noite e acontecimentos sinistros acontecem enquanto os amigos estão por lá. Ou seriam meras alucinações? Amor Assombrado | Brasil | Drama Ana Clara (Vanessa Gerbelli) é uma famosa escritora que vive em conflito com seus próprios contos, uma vez que eles se misturam com sua vida real desde a adolescência até sua fase adulta. Além dos personagens fictícios que ela criou, Ana Clara ainda lida com pessoas que não fazem ideia da dimensão em que estão vivendo. Eu Sinto Muito | Brasil | Drama Júlio (Rocco Pitanga) está tentando rodar um documentário sobre pessoas que sofrem do transtorno de personalidade borderline, mas tem encontrado dificuldade em encontrar quem esteja disposto a falar sobre o tema, e se expôr, na telona. Um de seus alvos é Isabelle (Juliana Schalch), uma jovem que adora dançar e se divertir em festas de forma a amenizar a solidão e as dificuldades sociais decorrentes do transtorno. O Pintassilgo | EUA | Ação Um atentado terrorista no Metropolitan Museum of Art, em Nova York, modifica para sempre a vida do jovem Theodore Decker (Ansel Elgort em fase adulta). Além de sua mãe falecer no evento, ele é incentivado por um desconhecido a levar consigo um quadro lá exposto, O Pintassilgo, além de um anel com o brasão de sua família. Nos dias seguintes, Theo recebe o abrigo da sra. Barbour (Nicole Kidman) e, ao pesquisar sobre o brasão, conhece Hobie (Jeffrey Wright), um vendedor de antiguidades que agora é o tutor de Pippa (Ashley Cummings em fase adulta), filha do homem desconhecido, que também estava no museu no momento do atentado. Tal encontro modifica para sempre a vida do garoto, seja por seu interesse no mercado de antiguidades ou mesmo pela paixão que passa a nutrir pela jovem. Jessica Forever | França | Fantasia Jessica (Aomi Muyock) é a líder de um grupo paramilitar, formado por órfãos em torno de 20 anos com forte tendência à violência. Eles passam o dia fazendo musculação e treinando com armamentos, cultivando uma seita em torno de sua líder e evitando ao máximo qualquer relacionamento com pessoas fora do grupo. O problema é que, sempre que enfrentam as Forças Especiais e seus drones assassinos, eles precisam se mudar em busca de um lugar que lhes ofereça segurança. A Princesa de Elymia | Brasil | Animação Zoé é uma menina de 10 anos, que tem sua vida mudada quando acha o portal para o Reino de Elymia na Pedra da Gávea. Por ser herdeira dos poderes mágicos que podem salvar este mundo, ela precisa aprender a usar a magia para derrotar bruxos, dragões e monstros. Frans Krajcberg: Manifesto | Brasil | Documentário Enquanto prepara-se para expor suas obras e receber uma grande homenagem na 32ª Bienal de Arte de São Paulo, o consagrado artista Frans Krajcberg desabafa sobre a implacável luta que foi a sua vida. Da 2ª Guerra Mundial até grandes queimadas na Amazônia, Frans remonta quatro décadas da sua vida marcadas por manifestações artísticas e dificuldades extremas.
Novo filme do He-Man pode sair direto em streaming pela Netflix
O novo filme live-action do He-Man, “Mestres do Universo”, pode virar programa de streaming. Segundo a revista The Hollywood Reporter, a Sony Pictures estaria cogitando vender o projeto para a Netflix. A publicação cita fontes que afirmam que o presidente do estúdio, Tom Rothman, estaria explorando a possibilidade de conseguir dinheiro do streaming com a produção. A Sony tenta tirar um filme do He-Man do papel desde 2007. A dificuldade enfrentada se deve à frustração com o primeiro e único filme da franquia, lançado em 1987 com Dolph Lundgren (“Os Mercenários”) no papel de He-Man e Frank Langella (“Frost/Nixon”) como o vilão Esqueleto. Com efeitos precários e resultado discutível, “Mestres do Universo” é mais lembrado por ter lançado a carreira da atriz Courteney Cox (da série “Friends”). Com o filme entrando direto no streaming, não haveria receios com um novo fracasso no cinema. Caso o acordo seja fechado, a Sony se tornará o segundo estúdio depois da Paramount a fazer filmes com exclusividade para a Netflix. A incerteza em relação ao projeto tem adiado o início da produção. O roteiro de Art Marcum e Matt Holloway, roteiristas do primeiro “Homem de Ferro” (2008) e do novo “MIB: Homens de Preto – Internacional” (2019), está pronto há muitos anos e os irmãos Aaron e Adam Nee, conhecidos pelo thriller independente “Band of Robbers”, foram anunciados no ano passado. Para completar, Noah Centineo (“Para Todos os Garotos que Já Amei”) foi confirmado em abril no papel de He-Man. Originalmente, o personagem fazia parte de uma coleção de brinquedos da Mattel, lançada em 1982. Mas ficou mais conhecido após se tornar desenho animado, com direito com muito sucesso nas manhãs da TV Globo nos anos 1980. Vale lembrar que outra personagem de “Mestres do Universo”, She-Ra, estrela uma série animada que já vai para sua 4ª temporada na Netflix.
Marvel é processada por plágio na trilha da série animada dos X-Men
A Marvel Television e todas as empresas envolvidas na produção e distribuição da série animada clássica dos X-Men, grande sucesso dos anos 1990, estão sendo processadas por plágio do compositor de trilhas sonoras György Vukán (1941–2013). O húngaro Zoltan Krisko, que administra o legado de Vukan, acusa a série de se apropriar do tema composto por Vukan para a série policial “Linda”, que foi sucesso na Hungria entre 1984 e 1991, e reciclá-lo na abertura de “X-Men: A Série Animada”, lançada em 1992. Krisko alega que Ron Wusserman, que assina o tema de abertura de X-Men, chegou a se reunir com produtores de TV húngaros na época em que “Linda” podia ser ouvida numa das séries mais populares no país. A má notícia para a Marvel é que, de fato, as duas músicas são muito parecidas, como se pode verificar abaixo. Em seu processo, Krisko quer que a Marvel e seus parceiros de produção, como a Disney e a Fox, além de Apple e a Amazon, que a distribuíram, paguem direitos autorais e de exibição para a família do compositor original. Apesar de já terem decorrido 27 anos do lançamento de “X-Men: A Série Animada”, a lei americana protege os direitos de obras originais por até 70 anos. Krisko justificou a demora para entrar com o processo, dizendo que a série animada dos mutantes não foi amplamente exibida na Hungria.
Pássaro do Oriente: Alicia Vikander é suspeita de assassinato em trailer legendado de suspense
A Netflix divulgou o pôster, fotos e o trailer legendado de “Pássaro do Oriente” (Earthquake Bird), suspense estrelado por Alicia Vikander (“Tomb Raider: A Origem”) e Riley Keough (“A Casa que Jack Construiu”). As duas se vêem envolvidas em um triângulo amoroso no Japão, que resulta no desaparecimento de uma delas. A trama é baseada no romance homônimo de Susanna Jones e acompanha Lucy Fly (Vikander), uma estrangeira residente em Tóquio, que em 1989 entra em um intenso relacionamento com Teiji (Naoki Kobayashi, de “Tatara Samurai”), um belo fotógrafo local. O exterior frio, distante e imperturbável de Lucy começa a rachar quando uma recém-chegada ingênua, Lily Bridges (Keough), envolve-se na vida de ambos e acaba desaparecendo, levando a polícia a suspeitar de assassinato. Escrito e dirigido por Wash Westmoreland (“Colette”), o thriller psicológico tem produção do cineasta Ridley Scott (“Perdido em Marte”) e também inclui em seu elenco Jack Huston (“Ben-Hur”), Kiki Sukezane (“Perdidos no Espaço”) e Ken Yamamura (“Godzilla”). A estreia está marcada para 15 de novembro em streaming.
Ator de Aquaman vai estrelar Matrix 4
O ator Yahya Abdul-Mateen II, que interpretou o vilão Arraia Negra em “Aquaman”, assinou contrato para estrelar “Matrix 4”. Ele será um dos protagonistas e vai contracenar com Keanu Reeves e Carrie-Anne Moss, que retomarão seus papéis como Neo e Trinity. Especula-se que o novo integrante do elenco possa interpretar uma versão mais jovem de Morpheus, personagem de Laurence Fishburne na trilogia original. O nome de Fishburne não é citado na produção, apesar de Morpheus ser o único sobrevivente do trio central na conclusão de “Matrix: Revolutions”. A produção está atualmente em fase de revisão de roteiro. A história foi escrita por Aleksandar Hemon (roteirista de “Sense8”) e David Mitchell (autor do livro que virou “A Viagem”) em parceria com Lana Wachowski, que criou “Matrix” com a irmã Lilly, na época em que ambas eram “irmãos”. Desta vez, Lana é a única Wachowski envolvida no projeto. Ela também vai assinar a direção, completando uma separação da irmã que se iniciou na produção de “Sense8”. A trama do filme original passava-se em um futuro no qual uma Inteligência Artificial tomou conta do mundo. A maioria das pessoas, no entanto, vive sem saber disso, habitando uma “simulação” virtual do planeta antes do apocalipse. Porém, alguns conseguem se libertar e o hacker Neo (Reeves) é escolhido para se “desplugar” deste universo virtual e ajudar os rebeldes na luta contra os computadores e robôs que escravizaram a humanidade. O filme de 1999 foi revolucionário por suas metáforas, que combinavam metafísica e sci-fi, mas também por suas cenas de ação, que introduziram o wire fu (o kung fu voador) e o feito “time bullet” (câmera lenta do ponto de vista de uma bala) no cinema ocidental. Fez tanto sucesso que ganhou duas continuações, que entretanto não tiveram a mesma repercussão, chegando a decepcionar os fãs da franquia. As filmagens do quarto longa devem começar nos primeiros meses de 2020, mas não há previsão para o lançamento nos cinemas.
Projeto Gemini: Tecnologia 3D do filme é tão avançada que nenhum cinema é capaz de exibi-la como deveria
Com estreia marcada para esta semana, o filme “Projeto Gemini”, estrelado por Will Smith, usou técnicas de captação de imagens em 3D tão avançadas que não há cinema no mundo capaz de exibi-las de forma a reproduzir todos os avanços de sua produção. O filme do cineasta Ang Lee (“As Aventuras de Pi”) foi gravado em velocidade de 120 frames por segundo (FPS), com resolução 4K em câmeras 3D de última geração. Mas, de acordo com levantamento feito pelo site Polygon, apenas 14 cinemas dos Estados Unidos tem capacidade para projetar o filme em 3D de 120 FPS. Mesmo assim, suas telas possuem apenas resolução 2K. Isso não significa que o filme não pode ser reproduzido no cinema. Ele foi adaptado para rodar em diferentes capacidades de projeções. Portanto, o público será capaz de vê-los nas telas. Apenas não verá exatamente o que o diretor filmou. Ang Lee revelou, em entrevista ao site Deadline, que se sente frustrado pela falta de avanço no cinema 3D, tanto do ponto de vista tecnológico quanto artístico, lamentando a falta de mais obras inovadoras após iniciativas como “Avatar” (2009), “A Invenção de Hugo Cabret” (2011), seu próprio “As Aventuras de Pi” (2012) e “Gravidade” (2013). Ele revelou que, ao filmar em 120 FPS, mudou até seu estilo cinematográfico, desacelerando várias cenas para destacar a capacidade de captação de detalhes que só a imagem em altíssima definição é capaz de registrar. E ao fazer isso descobriu um paradoxo. Que cenas em 120 FPS parecem muito mais rápidas que as imagens tradicionais, mesmo durante uso de câmera lenta. Para quem não sabe, a velocidade tradicional, vista na maioria esmagadora dos filmes, é de 24 FPS – velocidade que sugere a “ilusão” do movimento na antiga projeção de fotogramas consecutivos. Além da tecnologia empregada nas gravações, “Projeto Gemini” também destaca efeitos visuais que criam uma versão jovem de Will Smith, em cenas em que o ator digital contracena com o Will Smith real. Na obra, Will Smith vive um agente secreto caçado por seu clone mais jovem. “Projeto Gemini” estreia nesta quinta-feira (10/10) no Brasil e no dia seguinte nos Estados Unidos. Veja abaixo um vídeo legendado dos bastidores, focado justamente na tecnologia 3D da produção.
Minissérie da HBO sobre Santos Dumont ganha trailer, fotos e vídeos de bastidores
A HBO divulgou dez fotos e oito vídeos da minissérie “Santos Dumont”, que narra a vida do “pai da aviação” nacional. São dois trailers, um deles em espanhol para o mercado latino-americano, e seis vídeos de bastidores, que detalham os desafios da produção, uma das mais ambiciosas já realizadas no Brasil. As prévias não evitam o tom ufanista nem as limitações evidentes do orçamento em reais, ao tentar evocar o visual grandioso de época que o público se acostumou a esperar dos dramas americanos e europeus da HBO. Trata-se da primeira minissérie brasileira histórica do canal, baseada na vida e na época do pioneiro da aviação. A atração mira o glamour da virada do século 20 e a façanha de Alberto Santos Dumont como o primeiro homem a voar em um avião, além de mostrar detalhes da vida do inventor bon vivant, que também criou o relógio de pulso. Ambientada na França e no Brasil, a trama acompanha a trajetória do aviador desde a infância nos cafezais de sua família no interior de Minas Gerais até os sofisticados salões e aeroclubes de Paris. A direção está a cargo de Estevão Ciavatta, que fez a fraquinha comédia “Made in China” (2014), estrelada por Regina Casé, e dirigiu a série “Preamar” (2012) na própria HBO, em parceria com Fernando Acquaron, que estreia na função após produzir documentários dirigidos por Ciavatta. O papel principal é encarnado por João Pedro Zappa, que brilhou em “Gabriel e a Montanha” (2017). Ele vive Santos Dumont da adolescência aos 40 anos, sendo antecedido no papel pelo menino Guilherme Garcia e sucedido pelo ator Gilberto Gawronski (“Aline”) na fase mais velha. Outro destaque é Bruna Scavuzzi (vista na série “Cidade Proibida”) como Aída de Acosta, socialite cubano-americana que virou a primeira mulher a voar sozinha num dirigível – façanha realizada seis meses antes dos irmãos Wright tentarem seu voo inaugural. “Santos Dumont” vai estrear em 10 de novembro.
Bacurau é exibido de graça em São Paulo
O filme “Bacurau”, dirigido por Kleber Mendonça Filho (“Aquarius”) e Juliano Dornelles (“O Ateliê da Rua do Brum”), será exibido de graça na noite desta quarta (9/10), às 19h, em 14 salas de cinema na cidade de São Paulo. Vencedor do Prêmio do Júri do Festival de Cannes, o filme, que se passa numa comunidade nordestina que desaparece dos mapas, promove uma mistura de gêneros e envolve o espectador numa trama misteriosa/metáfora de resistência estrelada por Sonia Braga (“Aquarius”), Barbara Colen (idem), Karine Teles (“Benzinho”) e pelo alemão Udo Kier (do clássico “Suspiria”), entre outros. A ação é uma iniciativa do Circuito Spcine e, para assistir, é necessário ir com antecedência a um dos locais de exibição, já que os ingressos começam a ser distribuídos uma hora antes da sessão, por ordem de chegada. Por conta do interesse, o site do Circuito Spcine chegou a sair do ar. A Spcine alerta que não é permitido reservar lugares e cada pessoa pode retirar no máximo dois ingressos. Confira abaixo os locais de exibição: CEU Aricanduva CEU Butantã CEU Caminho do Mar CEU Feitiço da Vila CEU Jaçanã CEU Jambeiro CEU Meninos CEU Parque Veredas CEU Perus CEU Quinta do Sol CEU Três Lagos CEU Vila Atlântica CEU Vila do Sol Centro de Formação Cultural da Cidade Tiradentes
Festival do Rio sofre adiamento, mas vai acontecer em 2019
A organização do Festival do Rio anunciou nesta quarta-feira que a 21ª edição do evento vai acontecer, após a campanha de crowdfunding do festival atingir 81% de sua meta de arrecadação. Mas não na data originalmente prevista. Para conseguir realizar o evento, os organizadores tiveram que dedicar mais tempo para fechar patrocínios e estender a campanha de financiamento coletivo. Assim, o Festival do Rio precisou sofrer um pequeno adiamento. Previsto originalmente para acontecer entre 7 e 17 de novembro, agora será realizado de 9 a 19 de dezembro. O adiamento da data foi necessário para “entregar ao público fiel e ao cinema um evento de qualidade”, segundo comunicado da organização. “Os desafios impostos pela situação do financiamento estão sendo vencidos. Porém, precisamos de mais tempo para organizar o festival da forma como o público e os realizadores merecem”, disse a diretora da mostra, Ilda Santiago, na nota. “A adesão de parceiros e apoiadores nos permitirá realizar o Festival do Rio”, completa. Em setembro, os organizadores fizeram um “apelo público” no Facebook, acenando para a possibilidade de o evento ser cancelado diante da dificuldade de levantar recursos. O cancelamento se tornou uma possibilidade após o governo Bolsonaro ordenar o corte de financiamento ao “setor que alguns dizem ser de cultura”. Por determinação do presidente, a Petrobras revelou que não renovaria o patrocínio de 13 eventos neste ano, o que incluiu o Festival do Rio, mas também a Mostra de Cinema de São Paulo, o Festival de Brasília e o Anima Mundi, entre outros projetos. Para completar, o governo encaminhou um novo modelo para aprovação de incentivos culturais no país, que estabeleceu o teto de R$ 1 milhão por projeto. Todos os festivais de cinema importantes do país foram atingidos duplamente pelas medidas. A meta inicial de R$ 500 mil, que o festival está prestes a alcançar, garante apenas a realização da Première Brasil, mostra competitiva de filmes nacionais, e a exibição de pelo menos 40 obras estrangeiras. Mas o objetivo é atingir uma segunda meta, de R$ 800 mil, que amplia a programação para 50 filmes de fora e 30 nacionais. Como se vê, será uma edição muito mais enxuta que os habituais 300 filmes a que os cariocas estavam acostumados a acompanhar no festival. Mesmo assim, a vaquinha virtual contempla apenas uma parcela do orçamento do evento, que custaria no mínimo R$ 3,5 milhões – R$ 1 milhão a menos que o originalmente planejado, segundo informação publicada pelo jornal O Globo. O valor total precisará ser completado por cotas de patrocínio e parcerias com o governo estadual.












