Andy Serkis negocia viver Alfred no novo filme de Batman
O novo filme de Batman definiu mais um intérprete de personagem importante da mitologia dos quadrinhos da DC Comics. O ator Andy Serkis, que viveu o vilão Ulysses Klaue em “Pantera Negra”, está negociando o papel de Alfred Pennyworth, o mordomo de Bruce Wayne. O diretor do filme conhece bem Serkis. Matt Reeves comandou dois longas da franquia “Planeta dos Macacos”, em que o ator inglês deu vida ao macaco César (Caesar). O papel não deve ser grande, porque Serkis também está bastante ocupado com a pré-produção de sua própria produção de super-herói, “Venom 2”, que ele vai dirigir. Ou, então, as filmagens de “The Batman” não devem começar tão cedo. A Warner ainda não fez um anúncio oficial, mas a notícia das negociações com Serkis já chegou nas publicações americanas que cobrem a indústria cinematográfica. O ator Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) vai interpretar o herói em “The Batman”, substituindo Ben Affleck, que viveu o personagem em “Batman vs. Superman”, “Esquadrão Suicida” e “Liga da Justiça”. A produção também já escalou Jeffrey Wright (“Westworld”) como Comissário Gordon, Zoë Kravitz (“Big Little Lies”) como Mulher-Gato e Paul Dano (“12 Anos de Escravidão”) como Charada. Escrito e dirigido por Matt Reeves (“Planeta dos Macacos: A Guerra”), “The Batman” tem previsão de estreia para junho de 2021.
Assassinato de pianista da bossa nova será tema de animação internacional dos diretores de Chico & Rita
A nova animação da dupla espanhola Fernando Trueba e Javier Mariscal, indicados ao Oscar de 2012 por “Chico & Rita”, vai contar uma história brasileira que mistura personagens reais, ditadura e bossa nova. Intitulada, em inglês, “They Shot The Piano Player”, a produção foi definida, em comunicado da produtora britânica Film Constellation, como “uma história comemorativa de origem” da bossa nova, que “captura um tempo fugaz repleto de liberdade criativa em um momento decisivo na história da América Latina nas décadas de 1960 e 1970, pouco antes de o continente ser tomado por regimes totalitários”. O personagem principal é um jornalista musical de Nova York, que investiga o desaparecimento do talentoso pianista brasileiro Tenório Jr. No dia 18 de março de 1976, quando acompanhava os artistas Toquinho e Vinícius de Moraes em show na Argentina, Tenório desapareceu misteriosamente em Buenos Aires, depois de deixar no hotel um bilhete dizendo que ia “comer um sanduíche e comprar um remédio. Volto logo.”. Nunca mais voltou. Segundo testemunhas, Tenório Jr. teria sido sequestrado pelo serviço secreto da Marinha da Argentina e torturado durante nove dias. Após ter ficado claro que o pianista não tinha envolvimento em atividades políticas, foi morto com um tiro na cabeça. O ator Jeff Goldblum (de “Jurassic Park” e “Independence Day”) foi escalado como dublador do jornalista que apura essa história. A animação também prestará homenagens a João Gilberto (1931-2019), Caetano Veloso, Gilberto Gil, Vinicius de Moraes (1913-1980) e Paulo Moura (1932-2010). “They Shot The Piano Player” ainda não tem previsão de estreia.
Atriz de Harry Potter se casa com filho do fundador da Playboy
A atriz Scarlett Byrne, que viveu Pansy Parkinson na franquia “Harry Potter”, virou oficialmente Scarlett Hefner. Ela se casou com Cooper Hefner, herdeiro e atual chefe da Playboy, após noivar com o filho do fundador da revista, Hugh Hefner (1926-2017), por quatro anos. Scarlett também posou nua para a Playboy em 2017. “Cooper e eu estamos animados para compartilhar que nos casamos legalmente”, escreveu a atriz, que apareceu em três filmes de “Harry Potter” (“Enigma do Príncipe”, “Relíquias da Morte 1” e “Relíquias da Morte 2”), além das séries “The Vampire Diaries” e “Falling Skies”. “Estamos ansiosos para planejar nosso casamento nos próximos meses, onde celebraremos com nossos amigos e familiares. Eu te amo, Cooper. Tenho orgulho de estar ao seu lado, como sua parceira, amiga e mulher. Mal posso esperar para continuar construindo uma vida juntos. Meu coração está tão cheio e sou muito grata por nosso amor”, complementou ela. O atual chefão da Playboy também compartilhou uma foto do casamento civil: “Scarlett e eu nos casamos oficialmente e não poderíamos estar mais felizes”. “Brindaremos uma vida cheia de amor, felicidade, aventura e grande propósito, sra. Hefner. Eu te amo muito e estou ansioso para planejar nossas celebrações de casamento nos próximos meses. Eu te amo, Scarlett”, finalizou o executivo. Ver essa foto no Instagram Cooper and I are excited to share that we legally married. We are looking forward to planning our wedding in the coming months where we will celebrate further with our friends and family. I love you Cooper. I am proud to stand by your side, as your partner, your friend, and your wife. I cannot wait to continue building a life together. My heart is so full and I am so grateful for our love. Uma publicação compartilhada por Scarlett Hefner (@scarletthefner) em 4 de Nov, 2019 às 11:35 PST Ver essa foto no Instagram Scarlett and I have made it officially legal and the two of us could not be happier. Cheers to a life full of love, happiness, adventure, and great purpose, Mrs. Hefner. I love you dearly and very much look forward to planning our wedding celebrations in the months ahead. I love you, Scarlett. Uma publicação compartilhada por Cooper Hefner (@cooperhefner) em 4 de Nov, 2019 às 11:21 PST
Hala: Drama de adolescente muçulmana nos EUA ganha primeiro trailer da Apple
A Apple divulgou o trailer de “Hala”, um dos destaques do Festival de Sundance deste ano. A prévia acompanha a jovem do título, uma americana de família paquistanesa, que sofre com o choque cultural entre a tradição muçulmana que a faz cobrir a cabeça com hijab e a adolescência numa high school, descobrindo o skate e o amor com uma adolescente ocidental. A trama amplia um curta de 2016 da diretora Minhal Baig, tem produção da atriz Jada Pinkett Smith (“Gotham”) e é estrelado por Geraldine Viswanathan (“Não Vai Dar”), Jack Kilmer (“Lords of Chaos”), Gabriel Luna (“O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”), Purbi Joshi (“Comedy Circus”) e Anna Chlumsky (“Veep”). “Hala” estreia em 22 de novembro em circuito limitado nos Estados Unidos, antes de ser disponibilizado mundialmente em streaming pela Apple TV+ em 6 de dezembro.
Matthew McConaughey completa 50 anos e estreia no Instagram
O ator americano Matthew McConaughey, vencedor do Oscar por “Clube de Compra Dallas” (2013), completou 50 anos nesta segunda-feira (5/11) e comemorou a data fazendo seu primeiro post no Instagram. Em menos de 24 horas, ele alcançou cerca de 850 mil seguidores. O primeiro (e, por enquanto, único) post do autor é um vídeo gravado dentro de um cômodo com uma porta branca ao fundo — já são mais de 1,15 milhão de visualizações. “Quando as pessoas vêm à minha página, quero que elas me vejam”, diz o ator. “Mas está é a minha primeira aventura em compartilhar a mim mesmo, minhas opiniões com o mundo. E estou um pouco nervoso com isso”, afirma. “Porque, francamente, eu sei que quero ter um monólogo. Não tenho certeza se quero ter o diálogo”, ele ri na mensagem. Veja abaixo. Ver essa foto no Instagram officially mcconaughey Uma publicação compartilhada por Matthew McConaughey (@officiallymcconaughey) em 4 de Nov, 2019 às 8:00 PST
Bad Boys para Sempre: Will Smith e Martin Lawrence retomam parceira em novo trailer legendado
A Sony divulgou um novo pôster e o segundo trailer legendado de “Bad Boys para Sempre” (Bad Boys for Life), terceiro filme da antiga franquia “Bad Boys”, que volta a juntar os atores Will Smith, Martin Lawrence e cenas de ação explosiva. Eles retomam os papéis de Mike Lowrey e Marcus Burnett, que já viveram em dois filmes anteriores – o primeiro, de 1995, lançou Michael Bay (“Transformers”) como diretor de cinema. Mas enquanto Smith se manteve em forma e ainda segue carreira como astro de ação, o sumido Lawrence ganhou alguns quilos e ressurge fora de forma para o papel. Esta discrepância foi incorporada na trama, que traz Burnett pensando em se aposentar, enquanto Lowrey tenta convencê-lo a apoiá-lo numa perigosa investigação final. O terceiro “Bad Boys” também inclui em seu elenco os atores Vanessa Hudgens (“A Princesa e a Plebeia”), Alexander Ludwig (o Bjorn de “Vikings”), Charles Melton (o Reggie de “Riverdale”) e a mexicana Paola Nuñez (“The Son”), além dos músicos DJ Khaled e Nicky Jam. A direção é da dupla Adil El Arbi e Bilall Fallah, mais conhecidos por seu trabalho na série “Snowfall”, e a estreia está marcada para 30 de janeiro no Brasil, duas semanas após o lançamento nos Estados Unidos.
Dois Papas: Novo trailer legendado destaca os elogios ao novo filme de Fernando Meirelles
A Netflix divulgou um novo trailer legendado de “Dois Papas” (The Two Pope). Dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”), o filme aborda a mais recente transição do poder no Vaticano, entre os papas Bento 16 e Francisco. A prévia mostra Anthony Hopkins (vencedor do Oscar por “O Silêncio dos Inocentes”) na pele do papa Bento 16 e Jonathan Pryce (o Alto Pardal de “Game of Thrones”) como o cardeal Bergoglio. Frustrado com a direção da Igreja, o cardeal Bergoglio pediu permissão ao papa Bento 16 para se aposentar em 2012. Em vez disso, tornou-se o seu sucessor, o papa Francisco. O roteiro de Anthony McCarten (indicado ao Oscar por “A Teoria de Tudo”) é uma versão fictícia da história dessa transição real, que aconteceu em meio a escândalos de pedofilia e corrupção na Igreja Católica. O resultado é elogiadíssimo. O novo trailer, inclusive, destaca algumas das louvações da imprensa internacional. Após ser exibido no circuito de festivais de fim de ano, o filme atingiu 90% de aprovação no site Rotten Tomatoes. De olho no Oscar, “Dois Papas” terá lançamento limitado nos cinemas em 5 de dezembro, antes de estrear mundialmente em streaming no dia 20 de dezembro.
Feliz Natal e Tal: Série com Dennis Quaid ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de “Feliz Natal e Tal” (Merry Happy Whatever), que tem uma premissa típica de comédia natalina da Sessão da Tarde, mas na verdade é uma série. Trata-se de uma sitcom tradicional, gravada em estúdio e com aqueles risinhos de fundo que caracterizam produções antigas, criada pelo produtor-roteirista Tucker Cawley (“Everybody Loves Raymond”). A trama gira em torno do encontro de uma família durante o feriado de Natal. O ator Dennis Quaid (“Juntos Para Sempre”) interpretada o patriarca, cujos planos festivos são colocados em cheque quando sua filha caçula leva um novo namorado para passar o fim de ano com seus parentes. O elenco também inclui Brent Morin (“Undateable”), Bridgit Mendler (também de “Undateable”), Ashley Tisdale (“High School Musical”), Siobhan Murphy (“The Bold Type”), Elizabeth Ho (“Disjointed”), Adam Rose (“Veronica Mars”) e Hayes MacArthur (“Angie Tribeca”). A 1ª temporada terá 8 episódios, embora a história já tenha aparecido em menos de duas horas no cinema. É basicamente “Entrando numa Fria” de Natal, “Tudo em Família” ou algo similar. Caso faça sucesso, temporadas futuras poderão explorar outras reuniões de família em diferentes feriados. A estreia está marcada para 28 de novembro.
Eternos: Set de filme da Marvel com Angelina Jolie é evacuado após descoberta de bomba
O set de “Eternos”, produção da Marvel estrelada por Angelina Jolie, que está sendo rodada nas Ilhas Canárias, precisou ser evacuado após uma bomba ser encontrada durante as filmagens. A equipe de filmagens e os atores foram mantidos a uma distância segura do local onde a bomba foi encontrada, mas o pânico se espalhou rapidamente nos bastidores, de acordo com fontes ouvidas pelo jornal britânico The Sun. “Era obviamente aterrorizante, a bomba poderia estar lá intocada durante décadas, mas quem sabe o que poderia ter acontecido se fosse tocada. Algumas das maiores estrelas do mundo estavam no set e ninguém queria se arriscar. Felizmente, os especialistas souberam lidar com a situação”, afirmou um integrante da equipe. A bomba pode ser da época da 2ª Guerra Mundial, porque a ilha espanhola abrigou uma base nazista no período. Previsto para estrear em novembro de 2020, “Eternos” tem direção da chinesa Chloé Zhao (“Domando o Destino”) e ainda destaca em seu elenco Richard Madden e Kit Harington, ambos de “Game of Thrones”.
Keanu Reeves desfila pela primeira vez com a namorada num tapete vermelho
Astro mais discreto de Hollywood, Keanu Reeves (de “Matrix” e “John Wick”) assumiu seu primeiro namoro publicamente, aparecendo de mãos dadas com a artista plástica Alexandra Grant. O ator de 55 anos e a artista de 46 desfilaram de mãos dadas pelo tapete vermelho de um evento da grife Gucci que aconteceu no sábado (2/10) em Los Angeles, Califórnia. Segundo o jornal Daily Mail, o casal chegou junto ao evento e não se desgrudou — enquanto posavam para fotos, trocaram carícias e olhares apaixonados em frente aos fotógrafos para assumir mesmo a relação. Em 35 anos de carreira, é a segunda vez que Keanu apareceu com uma namorada no tapete vermelho de um evento. Mas o relacionamento do casal é antigo. Os dois, inclusive, trabalharam juntos em dois livros, em 2011 e 2016, e são sócios numa editora. Antes de Grant, o último relacionamento oficial do ator foi em 1999, com a atriz Jennifer Syme. O casal se conheceu enquanto Jennifer era assistente do cineasta David Lynch e teriam se apaixonado instantaneamente. A relação, porém, teve um final trágico. Na véspera de Natal de 1999, enquanto o ator gravava Matrix, a filha do Casal, Ava, nasceu morta aos 8 meses de gestação. Devido ao luto, o relacionamento chegou ao fim, mas os dois continuaram amigos até que Jennifer foi morreu em um acidente de carro em 2001, aos 28 anos de idade. Em alta devido ao sucesso da trilogia “John Wick”, Keanu vai revistar em breve duas franquias de sua carreira, num terceiro “Bill & Ted” e num quarto “Matrix”. Ele também dublou “Toy Story 4”, está no videogame “Cyberpunk 2077” e ainda grava uma série em São Paulo, intitulada “Rain”.
Scorsese vs Marvel: Diretor continua guerra infinita com novo ataque publicado no New York Times
Martin Scorsese está transformando sua crítica sobre como a Marvel reduz o cinema a franquias de parques temáticos numa franquia em si mesma. O novo capítulo dessa guerra infinita foi publicado na segunda-feira (4/11) na forma de um artigo opinativo no jornal The New York Times, que não acrescenta elementos novos na discussão, mas reforça tudo o que diretor já disse. Enquanto a manchete do ensaio (“Martin Scorsese: Eu disse que os filmes da Marvel não são cinema. Deixe-me explicar”) parece potencialmente conciliatória, o texto do cineasta só oferece desdém à Marvel Studios. Seu alvo principal é a mitologia abrangente dos filmes e sua abordagem formulística. “Alguns dizem que as filmes de Hitchcock eram todos parecidos, e talvez isso seja verdade – o próprio Hitchcock se questionou sobre isso. Mas a mesmice dos filmes de franquia de hoje é outra coisa diferente. Muitos dos elementos que definem o cinema como eu o conheço estão nos filmes da Marvel. O que não existe é revelação, mistério ou perigo emocional genuíno. Nada está em risco. Os filmes são feitos para satisfazer um conjunto específico de demandas de consumo e projetados como variações em um número finito de temas”. “Muitos filmes de franquia são feitos por pessoas de considerável talento e arte. Você pode ver isso na tela. O fato de os filmes em si não me interessarem é uma questão de gosto e temperamento pessoal. Sei que, se eu fosse mais jovem, se tivesse amadurecido mais tarde, ficaria empolgado com esses filmes e talvez até quisesse fazer um. Mas eu cresci quando cresci e desenvolvi um senso de cinema – do que é cinema e do que poderia ser – que passa tão longe do universo Marvel quanto nós, na Terra, de Alpha Centauri.” Vale considerar que, se fosse mais velho, Scorsese também não teria problema em se empolgar com a Marvel, já que teria crescido em meio aos seriados de aventura, que inventaram o termo “cliffhanger” e a falta de perigo emocional genuíno. Seu contemporâneo George Lucas é o primeiro a admitir ter se inspirado nos seriados dos anos 1930 e 1940, em particular “Flash Gordon” (por sinal, também uma adaptação de quadrinhos), para criar “Star Wars”. E, de fato, é muito interessante que Scorsese reclame da Marvel, mas silencie sobre “Star Wars”, de seu amigo Lucas, ou sobre outras franquias de colegas prestigiados, como “Jurassic Park”, de Steven Spielberg, “Aliens”, de Ridley Scott, “O Senhor dos Anéis”, de Peter Jackson, e “O Exterminador do Futuro”, de James Cameron. Até Francis Ford Coppola, que ecoou seus ataques contra a fábrica de franquias da Marvel, desenvolveu seu próprio universo cinematográfico com três “O Poderoso Chefão”. Para Scorsese, o problema é amplificado pela natureza interconectada dos filmes da Marvel e o uso de personagens arquetípicos, enredos melodramáticos e riscos supostamente sem consequências, que reduziriam os filmes de super-heróis a algo artisticamente estridente e economicamente perigoso para o futuro do cinema. “Eles são sequências no nome, mas remakes em espírito, e tudo neles é oficialmente sancionado porque não pode realmente ser de outra maneira. Essa é a natureza das franquias modernas de cinema: pesquisadas no mercado, testadas pelo público, avaliadas, modificadas, reavaliadas e refeitas novamente até estarem prontas para o consumo. Outra maneira de dizer seria que eles são tudo o que os filmes de Paul Thomas Anderson ou Claire Denis ou Spike Lee ou Ari Aster ou Kathryn Bigelow ou Wes Anderson não são. Quando assisto a um filme de qualquer um desses cineastas, sei que vou ver algo absolutamente novo e ser levado a áreas de experiência inesperadas e talvez até inomináveis. Meu senso do que é possível ao contar histórias com imagens e sons em movimento será expandido.” A visão de Scorsese reflete uma escola de cinema que busca pensar o diretor como autor de obras de identidades claramente definidas. Para ele, os filmes da Marvel são produções de comitê, mais criação de um produtor, no caso Kevin Feige, do que de cineastas e, portanto, seriam todos iguais. Mas é importante lembrar que essa mesma escola de pensamento, desenvolvida entre os anos 1950 e 1960 na revista francesa Cahiers do Cinema, destacava que diretores como Hitchcock, John Ford e outros mestres de Hollywood criaram obras autorais num sistema de estúdio muito mais opressivo que o atual, que os tratava como meros funcionários de projetos encomendados. Se algum dia assistir aos filmes da Marvel, Scorsese perceberá que deve desculpas a colegas de profissão por usar esse argumento. “Guardiões da Galáxia” de James Gunn, “Thor: Ragnarok”, de Taika Waititi, e “Pantera Negra”, de Ryan Coogler, são tão autorais quanto os títulos de qualquer um dos cineastas citados por ele. Além disso, as produções são muito diversas entre si. O tom de espionagem setentista de “Capitão América: Guerra Civil” não tem nada a ver com o humor escrachado de “Homem-Formiga e a Vespa”. E há, sim, um envolvimento emocional genuíno do público em relação ao destino dos personagens. A morte do Tony Stark, de Robert Downey Jr., em “Vingadores: Ultimato”, gerou comoção tão grande quanto o destino de Jack, de Leonardo DiCaprio, em “Titanic”, filme vencedor de 11 Oscars. Mas, para Scorsese, a abordagem de franquia dos filmes da Marvel estaria sufocando o cinema “de verdade”. “Há entretenimento audiovisual mundial e há cinema. Eles ainda se sobrepõem de tempos em tempos, mas isso está se tornando cada vez mais raro. E temo que o domínio financeiro de um esteja sendo usado para marginalizar e até menosprezar a existência do outro. Para quem sonha em fazer filmes ou está apenas começando, a situação neste momento é brutal e inóspita para a arte. E o simples ato de escrever essas palavras me enche de uma tristeza terrível. ” A frase final revela que o problema, na verdade, pode ser outro. “Pantera Negra”, por exemplo, foi considerado cinema, no sentido mais artístico possível, pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, tornando-se o primeiro lançamento do gênero indicado ao Oscar de Melhor Filme. Não apenas isso. “Coringa” venceu o Festival de Veneza, reduto tradicional do cinema de arte. E agora Scorsese encara a possibilidade concreta de a adaptação de quadrinhos de Todd Phillips disputar o Oscar 2020 como favorito contra, vejam só, seu novo filme, “O Irlandês”. Ele desqualifica o gênero “filmes de super-heróis” como um todo, no momento que seus pares valorizam cada vez mais os aspectos artísticos desse mesmo gênero. Não só isso. A insistência de Scorsese com o assunto Marvel não deixa de ser um estratagema para desviar atenção de seu problema particular com a questão. Afinal, seu novo filme é uma produção da Netflix, que foi boicotada pelos donos das salas de cinemas. Para os exibidores, “O Irlandês” não seria cinema “de verdade”. Ao polemizar de forma gratuita com o estúdio dos super-heróis, o cineasta busca claramente mudar de assunto e evitar a polêmica que o envolve. A estridência de Scorsese contrasta com que sua turnê de divulgação de “O Irlandês” não aborda de jeito nenhum. Afinal, “O Irlandês” é cinema ou filme para ver no celular? Netflix é cinema? A Academia deve premiar filmes feitos para streaming? Spielberg já disse que não, que filmes da Netflix, como “O Irlandês”, são telefilmes e deveriam concorrer ao Emmy. Qual a opinião de Scorsese sobre isso? O que ele tem a dizer sobre o tema, contribuindo para uma discussão que pode realmente definir os rumos da arte cinematográfica? Nada. Absolutamente nada. Ou melhor, diz que tanto faz. “Não importa com quem você faça seu filme, o fato é que as telas na maioria dos multiplex estão repletas de filmes de franquias”. E, de fato, tem sido assim… por toda a História do cinema – ou, pelo menos, desde 1916, quando a sequência do infame “O Nascimento de uma Nação” entrou em cartaz.
Zac Efron substitui Johnny Depp em filme sobre milionário excêntrico
Dois anos e muitas polêmicas depois de ter sido confirmado como protagonista de “King of the Jungle”, Johnny Depp (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”) foi substituído por Zac Efron (“O Rei do Show”) no papel de John McAfee, criador de um dos antivírus mais populares dos PCs e também um dos milionários mais excêntricos do planeta. O projeto, que será dirigido pela dupla Glenn Ficarra e John Requa (“Golpe Duplo”), veio à tona em março de 2017 e foi apresentado ao mercado no Festival de Cannes daquele mesmo ano. “King of the Jungle” vai contar a história de McAfee já em sua fase “louca”, quando levou um jornalista da revista Wired para conhecer sua residência em Belize em um passeio descrito como “tour de humor negro no estilo ‘Apocalypse Now'”, marcado por “paranoia, metralhadoras, sexo e assassinato”. A trama mostrará como o magnata da informática vivia numa fortaleza à beira do Caribe com seu próprio exército particular e harém de mulheres, até ser acusado de assassinar um vizinho, fugir pelas florestas da América Central, viver de forma clandestina e se meter em alguns negócios obscuros, como a fabricação e o tráfico de medicamentos ilegais. Esta história já rendeu até documentário, “Gringo: The Dangerous Life of John McAfee” (2016). O roteiro é da dupla Scott Alexander e Larry Karaszewski, que já tinham trabalhado com Depp em outra cinebiografia, a deliciosa “Ed Wood” (1994), e também assinaram o recente “Meu Nome é Dolemite”, lançado há poucos dias na Netflix. “King of the Jungle” deve começar a ser filmado no começo de 2020, com produção do estúdio STX, mas ainda não tem previsão de estreia.
Mayans MC é renovada para a 3ª temporada
O canal pago FX anunciou a renovação de “Mayans MC” para sua 3ª temporada. Os novos episódios do spin-off de “Sons of Anarchy” serão os primeiros gravados sem a participação do produtor-roteirista Kurt Sutter, criador tanto de “Sons of Anarchy” quanto do derivado, que foi demitido pelo canal por conta de “denúncias múltiplas” de comportamento agressivo no set do spin-off. O produtor reconheceu suas ações em carta aberta ao elenco e produção, descrevendo-se como “um babaca esquentado”. “Estamos felizes em continuar contando a história de ‘Mayans MC’ com nossos parceiros na Fox 21 e empolgados com o fato de Elgin James ter a oportunidade de se tornar o showrunner da série”, disse Nick Grad, presidente de programação original da FX, no comunicado. “Kurt Sutter identificou e escolheu Elgin como seu parceiro no programa desde o início, e Elgin tem sido fundamental para o sucesso da série, aproveitando sua experiência e visão criativa para fazer ‘Mayans MC’ com um elenco incrível e equipe criativa.” O desenvolvimento do spin-off foi realmente realizado em parceria entre Kurt Sutter e Elgin James, que tem uma trajetória de vida semelhante a dos personagens – ele fundou uma gangue em Boston e cumpriu pena na prisão. Sua estreia como cineasta aconteceu com o sensível e elogiado drama indie “Little Birds” (2011), exibido no Festival de Sundance, e ele também escreveu o roteiro de “Lowriders” (2017), drama sobre a cultura latina de carros envenenados. A trama da série se passa após os eventos do final de “Sons of Anarchy”, quando os motoqueiro latinos assumiram o controle do tráfico. O protagonista é o jovem EZ Reyes (JD Pardo, da série “Revolution”), cuja vida se dividiu entre um passado promissor e um presente sem rumo, após passar um tempo na prisão. Tentando encontrar sua nova identidade após sair da cadeia, ele se junta os motoqueiros de Santo Padre, responsáveis pelo narcotráfico na fronteira da Califórnia com o México. Além de JD Pardo, o elenco inclui Michael Irby (série “Taken”), Sarah Bolger (“Into the Badlands”), Maurice Compte (“Power”), Clayton Cardenas (“American Crime”), Antonio Jaramillo (“Shades of Blue”), Raoul Max Trujillo (“Sicario: Terra de Ninguém”), Edward James Olmos (“Battlestar Galactica”) e Emilio Rivera, que retoma o papel de Marcus Alvarez, o líder dos Mayans de Oakland em “Sons of Anarchy”. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Fox Premium.












