Rose McGowan se arrepende de ter tentado “cancelar” Natalie Portman
A atriz Rose McGowan mudou o tom, após criar polêmica com uma crítica ao traje usado por Natalie Portman no Oscar 2020, que incluía uma capa com os nomes de diretoras esnobadas pela premiação. McGowan acusou o feminismo de Portman de hipocrisia, chamando-a de “fraude” e afirmando ter se sentido “enojada” pela atitude da atriz. Agora, baixou a bola. No Twitter, ela chegou quase a pedir desculpas. “Minha crítica deveria ter sido sobre a contínua cultura de silêncio que cerca Hollywood. Percebi que, ao criticar alguém pessoalmente, perdi o quadro geral da situação”, escreveu. “Todas as vozes, por quem quer que seja falada, são válidas. Vamos continuar ultrapassando limites da maneira que pudermos. É hora de fazer barulho”. O tom é tão diferente que, antes, McGowan tinha acusado Portman de apenas “interpretar o papel de alguém que se importa” ao usar um vestido com o nome das diretoras, e que quanto teve oportunidade nunca lutou por mais cineastas mulheres. O que não é verdade. McGowan quis cancelar Portman, ao dizer para ela “pendurar seu casaco de ativista”, apontando que a atriz trabalhou com poucas mulheres cineastas na carreira, além de ter uma produtora que já realizou seis filmes, dos quais apenas um foi dirigido por mulher – a própria Portman. “O que há com atrizes do seu tipo? Vocês do primeiro escalão podem mudar o mundo caso se posicionem, em vez de ser o problema”, escreveu McGowan. “Sim, você, Natalie. Você é o problema. O apoio falso a outras mulheres é o problema.”. Natalie Portman respondeu, dizendo que não tentou se fingir de “corajosa”. “Eu concordo com McGowan que é impreciso me chamar de ‘corajosa’ por usar uma roupa com nomes femininos. Bravo é um termo que eu associo mais fortemente a ações como as das mulheres que testemunharam contra Harvey Weinstein nas últimas semanas, sob incrível pressão”. E acrescentou: “É verdade que só fiz alguns filmes com mulheres. Em minha longa carreira, só tive a chance de trabalhar com diretoras algumas vezes – fiz curtas, comerciais, videoclipes e longas-metragens com Marya Cohen, Mira Nair, Rebecca Zlotowski, Anna Rose Holmer, Sofia Coppola, Shirin Neshat e eu mesma. Infelizmente, os filmes não feitos que tentei fazer são como uma história de fantasmas”. Natalie Portman realmente teve vários projetos com direção feminina abortados. Entre eles, um “Thor” dirigido por Patty Jenkins. A atriz jogou sua influência na contratação da futura cineasta de “Mulher-Maravilha”, mas conflitos artísticos no começo da produção de “Thor: O Mundo Sombrio” (2013) fizeram a cineasta ser substituída por Alan Taylor. Portman chegou a ameaçar se demitir, mas precisou cumprir o contrato que assinou quando Jenkins entrou no filme. Outro projeto que deu errado foi o western feminista “Em Busca da Justiça” (2015), que seria originalmente dirigido por Lynne Ramsay. Logo na primeira semana de filmagem, a cineasta inglesa surtou e foi demitida, interrompendo a produção até que um substituto fosse contratado – Gavin O’Connor realizou o filme em situação de emergência – , dando grande prejuízo para a própria Portman, que empenhou seu dinheiro como produtora. Sem contar a história dos fantasmas que assombraram sua carreira, Portman continuou: “Como Stacy Smith da USC bem documentou, os filmes femininos têm sido incrivelmente difíceis de serem feitos nos estúdios ou de serem financiados de forma independente. Se esses filmes são feitos, as mulheres enfrentam enormes desafios durante a realização deles. Eu tive a experiência algumas vezes de ajudar as mulheres a serem contratadas em projetos dos quais elas foram forçadas a sair por causa das condições que enfrentavam no trabalho”, relembrou. “Depois de feitos, os filmes dirigidos por mulheres enfrentam dificuldades para entrar em festivais, obter distribuição e receber elogios por causa de obstáculos de todos os níveis. Então, eu quero dizer, eu tentei e continuarei tentando. Embora eu ainda não tenha tido sucesso, espero que estejamos entrando em um novo dia”, finalizou. A polêmica criada por McGowan não foi a primeira tentativa de cancelamento de uma colega por parte da atriz. Em 2018, ela também atacou a iniciativa Time’s Up, criada por um grupo de personalidades femininas para apoiar vítimas de abuso e lutar por maiores oportunidades e igualdade salarial para as mulheres. O motivo, aparentemente, foi o fato de não ter sido convidada a fazer parte de sua liderança. A atriz reclamou especificamente de não ter chamada para os “almoços e eventos” do grupo. “Honestamente, eu nem quero ir. É tudo a m**** de uma mentira. É uma mentira que faz com que elas se sintam melhor”, disse, em entrevista à revista dominical do jornal britânico The Times. “Elas não são campeãs, são perdedoras. Eu não gosto delas. Como você explica o fato de que ganhei um prêmio de ‘homem do ano’ da GQ, mas nenhum grupo de mulheres ou revista de mulheres me apoiou?”. Ela também caluniou e levou Asia Argento a ser demitida de um programa da TV italiana, posteriormente retratando-se com um pedido de desculpas por espalhar “um número de fatos incorretos”, e é acusado pela família de sua ex-empresária, Jill Missick, de tê-la levado ao suicídio. Missick admitiu, em email usado pela defesa de Weinstein, que McGowan teria lhe dito que seu relacionamento com o produtor tinha sido “consensual”. McGowan reagiu como costuma reagir e sua ex-empresária, que sofria de depressão, matou-se em fevereiro de 2018. A moderna “cultura do cancelamento” é tão tóxica quanto a patrulha ideológica brasileira dos anos 1960 e 1970, quando supostos fiscais de ética da esquerda atacavam aliados… em plena ditadura militar. My critique should’ve been about Hollywood’s ongoing culture of silence. I realize that by critiquing someone personally, I lost sight of the bigger picture. All voices, however spoken, are valid. Let’s all keep pushing boundaries in whatever way we can, it’s time to get loud. — rose mcgowan (@rosemcgowan) February 17, 2020
Venom 2: Vídeos do set flagram Woody Harrelson como o vilão Carnificina
As filmagens de “Venom 2” estão acontecendo em São Francisco – cidade californiana que atualmente recebe também a produção de “Matrix 4” – e os primeiros vídeos com bastidores da produção começaram a aparecer nas redes sociais na segunda (17/2). Um fã conseguiu flagrar com bastante proximidade uma cena em que Woody Harrelson aparece como Cletus Kasady, o serial killer que se torna o supervilão Carnificina. O vídeo revela que o personagem recebe diversos tiros de um policial, mas não se abala, reagindo como se manifestasse seus poderes (que devem ser acrescentados como efeitos visuais na pós-produção). O ator já tinha aparecido no papel nas cenas pós-créditos do primeiro “Venom”, e agora deverá enfrentar o personagem-título da franquia, vivido por Tom Hardy. Além de Venom e Carnificina, o longa ainda trará outra vilã dos quadrinhos. A atriz Naomie Harris, indicada ao Oscar por “Moonlight” (2016), vai interpretar Shriek, que é amante de Cletus. A continuação também inclui Michelle Williams em seu elenco, novamente no papel de Anne Weying, a namorada de Eddie Brock, o Venom. Atrás das câmeras, o ator e diretor Andy Serkis (“Mogli: Entre Dois Mundos”) substitui Ruben Fleischer, responsável pelo primeiro longa, numa filmagem bastante corrida – considerando que a estreia está marcada para daqui a sete meses, em 2 de outubro. "#CletusKasady scene. #carnage #venom2 #venom source: @msmugler"https://t.co/0Lu0UtBiyV#TomHardy #WoodyHarrelson #ETHX pic.twitter.com/MvXfxYiMvv — E.T.H.X. (@ETHXTomHardy) February 17, 2020 Found #Venom2 filming a block away from my apartment tonight pic.twitter.com/2x9RQxAI9t — Blue🦄PandaNW🦄 (@nw_panda) February 17, 2020
Georgiana Goes e Felipe Abib filmam comédia de fantasmas gays
Os atores Georgiana Goes e Felipe Abib, que já trabalharam juntos em “Vai que Dá Certo” (2013), estão filmando “Poltergay”, uma comédia sobrenatural LGBTQIA+ no Rio de Janeiro. O filme é remake da comédia francesa homônima de 2006, com direção de Felipe Joffily e roteiro adaptado de Rosana Ferrão (ambos de “Muita Calma Nessa Hora”). E já começou a ser rodado num casarão antigo projetado por Sérgio Bernardes (1919-2002). Na trama, Goes e Adib vivem um casal de arquitetos que se muda para o imóvel. No passado, o local foi uma boate LGBTQIA+ badalada e agora é assombrado por fantasmas gays. Também estão no elenco Julia Lemmertz (“Pequeno Segredo”) e Joana Fomm (“Magnífica 70”). “Poltergay” é uma coprodução da Movie&Art e da 20th Century Studios (ex-Fox), comprada pela Disney no ano passado.
Parasita dispara nas bilheterias brasileiras após vencer o Oscar
O suspense sul-coreano “Parasita” disparou nas bilheterias brasileiras após conquistar quatro Oscars, incluindo o de Melhor Filme do ano. Refletindo a estratégia da distribuidora, que dobrou a quantidade de cópias disponíveis, o longa foi o 3º mais visto no Brasil no último fim de semana, aumentando seu público em 364%. Com projeção em 316 salas, “Parasita” teve 158 mil espectadores e arrecadou R$ 3,3 milhões em ingressos vendidos de quinta a domingo (16/2). No mesmo período da semana anterior, tinha sido exibido em 102 salas, com público de apenas 32,8 mil pessoas e faturamento de R$ 607 mil. Há 15 semanas em cartaz nos cinemas brasileiros, o único filme a vencer tanto o Festival de Cannes quanto o Oscar já acumula público de 563 mil espectadores e renda de R$ 10,6 milhões em ingressos vendidos no país. A premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas também teve efeito na bilheteria dos Estados Unidos, onde “Parasita” teve sua arrecadação ampliada 234%. Atualmente, a obra-prima do diretor Bong Joon-ho soma US$ 175 milhões de faturamento mundial. Acima da produção sul-coreana no ranking nacional, só ficaram dois blockbusters americanos, “Sonic: O Filme” e “Aves de Rapina”, em 1º e 2º lugar, respectivamente. O adaptação do videogame levou 708 mil pessoas aos cinemas e obteve R$ 11,6 milhões, enquanto o filme baseado em quadrinhos teve 306 mil espectadores e R$ 5,1 milhões em ingressos vendidos. Veja abaixo o Top 10 das bilheterias brasileiras, em levantamento da empresa Comscore. #Top10 #filmes #bilheteria Final Semana 13 a 16 FEV:1. Sonic – O Filme2. Aves de Rapina3. Parasita4. Bad Boys Para Sempre5. 9176. Minha Mãe É Uma Peça 37. O Grito8. Jumanji – Próxima Fase9. Jojo Rabbit10. Frozen 2 — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) February 17, 2020
Melissa McCarthy confirma que vai viver a vilã de A Pequena Sereia
A atriz Melissa McCarthy (“Alma da Festa”) confirmou que vai interpretar a vilã Ursula na versão live-action de “A Pequena Sereia” da Disney, que será dirigida por Rob Marshall (“Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas”). Ela fez a revelação durante sua participação no programa americano “The Ellen Show”, na tarde desta segunda-feira (17/2). Na conversa com a apresentadora Ellen Degeneres, McCarthy disse que atuar no longa é como “um sonho febril” e que topa tudo o que a produção propõe, inclusive “escorregar em conchas gigantes”. Confira no vídeo abaixo. A negociação de McCarthy para o papel da vilã de “A Pequena Sereia” aconteceu em meados de 2019, mas ela ainda não tinha sido anunciada oficialmente na produção, ao contrário de outros integrantes do elenco, como a atriz e cantora Halle Bailey (da série “Grown-ish”), intérprete de Ariel, e Jonah Hauer King (da minissérie “Little Women”, da BBC), que viverá o Príncipe Eric. Outros atores citados em negociações da produção incluem Jacob Tremblay (“Extraordinário”), Awkwafina (“Podres de Rico”) e Javier Bardem (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”). “A Pequena Sereia” é uma das últimas animações que restam para a Disney refilmar com atores, uma estratégia que continua a render hits, como “Aladdin”, lançado em maio com arrecadação de mais de US$ 1 bilhão em todo o mundo. Na trama, a filha do Rei Tritão da Atlântida rebela-se para fazer parte do mundo humano e acaba se casando com um humano, o príncipe Eric, que ela resgatou de um naufrágio. A versão da Disney difere bastante do conto original de Hans Christian Anderson, que não tem final feliz. A nova adaptação começou a ganhar vida com roteiro de Jane Goldman (“Kingsman: O Círculo Dourado”), mas já foi reescrita por David Magee a pedido do diretor Rob Marshall. Ambos trabalharam juntos em “O Retorno de Mary Poppins”, no ano passado. O compositor Alan Menken, vencedor do Oscar de Melhor Canção Original pelo desenho dos anos 1980, também está no projeto, desenvolvendo com Lin-Manuel Miranda (outro de “O Retorno de Mary Poppins”) uma nova trilha. Além disso, o longa contará com mais três vencedores do Oscar acostumados a trabalhar com Rob Marshall: o diretor de fotografia Dion Beebe, a figurinista Colleen Atwood e o diretor de arte John Myhre. O trio colaborou com o cineasta em “Memórias de Uma Gueixa” (2005) e “Chicago” (2002). Ainda não há previsão de estreia para o novo “A Pequena Sereia”.
Diário de Pilar: Veja o capítulo de estreia da nova série animada brasileira do Nat Geo Kids
O canal Nat Geo Kids lançou nesta segunda (17/2) a série animada “Diário de Pilar”, inspirada nos best-sellers infantis homônimos de Flávia Lins e Silva, que terá episódios diários, de segunda à sexta, às 17h30. Quem perdeu o primeiro episódio pode assisti-lo na íntegra logo abaixo, e aproveitar para conhecer a série. A atração acompanha Pilar, uma menininha de 10 anos, seu melhor amigo Breno e seu gato Samba em aventuras pelo mundo. O trio viaja por vários países e por diversas épocas usando uma rede mágica, que Pilar herdou do seu avô Pedro. A cada episódio, Pilar, Bruno e Samba têm contato com novas culturas, hábitos inusitados e sabores surpreendentes, retornando transformados e animados para compartilhar suas descobertas com seus colegas do bairro no Goiabão – terreno baldio onde a turma se encontra para brincar e conversar. Com 26 episódios (com 11 minutos cada) em sua 1ª temporada, a série aborda temas como história e geografia. Na primeira semana, a Grécia será explorada por Pilar e seus amigos, mostrando seus deuses, sua mitologia e um pouco da cultura desse país que é considerado o berço da civilização ocidental. As histórias começam e terminam no mesmo episódio – o que facilita o acompanhamento da série. A produção é da Mono Animation, produtora paulista responsável também pela série “Mundo Ripilica – As Aventuras de Lilica, A Coala”, da Discovery Kids, além de vários curtas e comerciais animados. “Diário de Pilar” também será lançada no México e Argentina.
Três Verões: Drama premiado com Regina Casé ganha trailer
A Vitrine Filmes divulgou o pôster e o trailer de “Três Verões”, novo filme da diretora Sandra Kogut (“Campo Grande”), que rendeu prêmios de Melhor Atriz para Regina Casé (“Que Horas Ela Volta?”) nos festivais do Rio e de Antalya, na Turquia. De ampla carreira internacional, o longa fez sua estreia mundial no Festival de Toronto, no Canadá, também foi premiado no Festival de Havana, em Cuba, e teve première nacional durante a 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. “Três Verões” retrata o Brasil contemporâneo por meio do olhar de Madá (Casé), caseira de um condomínio de luxo à beira-mar. A trama mostra, sob seu ponto de vista, o desmantelamento de uma família em função dos dramas políticos recentes que abalaram o país. O filme se passa ao longo de três anos consecutivos (2015, 2016 e 2017), sempre na última semana do ano, entre o Natal e o Ano Novo, na luxuosa casa de veraneio da família. O personagem de Madá está entre dois mundos, ela é a dona da casa sem realmente ser: Madá manda nos empregados, mas é também submissa aos patrões. Em 2015 tudo parece ir bem, mas em 2016 a mesma festa é cancelada e em 2017 os empregados precisam ser criativos. O filme pergunta o que acontece com aqueles que gravitam em torno dos ricos e poderosos quando a vida destes desmorona, ao mesmo tempo em que registra as mudanças sociais e políticas dos últimos anos no Brasil, ilustrada por meio da prisão do patrão (Otávio Müller, de “Segunda Chamada”) por corrupção. Coprodução com a França, “Três Verões” também traz em seu elenco Jéssica Ellen (“Filhos da Pátria”), Gisele Fróes (“O Menino no Espelho”) e seu pai, o veterano Rogério Fróes (“Magnífica 70”). A estreia está marcada para 19 de março nos cinemas brasileiros.
Governo Bolsonaro já paralisa entre 400 e 600 projetos de filmes e séries no Brasil
O jornal O Globo fez um levantamento do financiamento da produção de filmes e séries nacionais pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Chegou a um número expressivo de projetos paralisados, entre 400 e 600, e resumiu sua descoberta no título “2020: o ano que não começou para o audiovisual”. Mas se trata de uma conclusão equivocada. A verdade é que o audiovisual brasileiro está parado desde a eleição de Jair Bolsonaro. O título correto devia ser 2019: o ano que ainda não começou para o audiovisual. Os projetos que conseguiram alguma verba no ano passado foram resultados de editais aprovados até 2018, antes de Bolsonaro virar presidente e travar a produção cultural brasileira. Com uma política assumida de destruição, o governo Bolsonaro cortou apoio de estatais a eventos, comprometendo a realização de importantes festivais de cinema, vetou leis para incentivar a criação de novas salas de cinema no Brasil, vetou a prorrogação de incentivos da Lei do Audiovisual, diminuiu tetos de outras leis de incentivos de produções artísticas, acabou com o Ministério da Cultura, jogando a pasta da Cultura de um ministério para outro, ameaçou uma das mais importantes escolas de cinema do país de despejo, limou apoio do Ministério das Relações Exteriores à exportação cultural e participação de artistas em eventos internacionais, “mandou pro saco” financiamento de séries específicas de temática LGBTQIA+, proibiu exibição de obras LGBTQIA+ em centros culturais de estatais, atacou nominalmente artistas nacionais, usou a receita federal para passar pente fino nas finanças de atores da Globo, instalou um simpatizante nazista como Secretário de Cultura, esvaziou diretorias e comissões responsáveis pelo financiamento cultural ao não nomear seus integrantes, etc. Em relação ao FSA, de onde sai o dinheiro para financiar novas séries e filmes, a aprovação do orçamento do ano passado foi confirmada apenas em dezembro, na última semana de trabalho de 2019, ainda assim deixando sua liberação para 2020. Normalmente, a verba do FSA é encaminhada no começo de cada ano, não no seu final. Na prática, isto significa que Bolsonaro paralisou a liberação da verbas para o audiovisual brasileiro desde que assumiu o governo. E ainda não liberou. A Pipoca Moderna vem chamando atenção disso desde agosto passado. O dinheiro que se encontra parado não faz parte do orçamento federal para outras áreas, como Saúde, Educação, etc. Não é fruto de Imposto de Renda, mas de uma taxa de mercado, chamada Condecine, que incide exclusivamente sobre o lucro da própria atividade cultural – é paga por produtoras, emissoras e provedores de conteúdo – e vinculada à aplicação no próprio mercado. Portanto, é uma verba que não pode ser realocada. Este montante, que alimenta o FSA, serve para regular e fomentar a produção, e supera R$ 700 milhões só em 2019, valor coletado entre janeiro e dezembro de 2018 e estacionado há mais de um ano. Detalhe: mesmo tendo sentado em cima dessa fortuna, o governo não deixou de cobrar a taxa. Isso significa que uma soma equivalente ao valor de 2019 já deve ter sido levantada (entre janeiro e dezembro passados) para 2020. Graças a isso, é bastante provável que o total de recursos paralisados pelo governo, que deveriam estar fomentando o audiovisual brasileiro, esteja atualmente girando em torno de R$ 1,5 bilhão. O Globo tentou questionar a Agência Nacional de Cinema (Ancine) sobre a paralisação do setor e ouviu que o órgão não comentaria o assunto. Para piorar, não há previsão para a liberação dos recursos. Para garantir a aplicação do montante tardiamente aprovado em dezembro, o Comitê Gestor do FSA ainda tem de detalhar as linhas de editais que serão abertos e quanto cada um ofertará para novos projetos. Mas o comitê não pode se reunir, porque está sem membros. Ele inclui a Secretaria Especial da Cultura, que ainda não teve sua chefia nomeada oficialmente – a falta de pressa de Regina Duarte em assumir a pasta coincide com o ritmo do governo – e também o secretário do Audiovisual. André Sturm chegou a ser indicado por Roberto Alvim e aceitou o convite, mas o ex-secretário foi exonerado – após fazer discurso nazista – , antes de assinar os papéis que oficializariam o novo secretário da pasta. Como Regina Duarte não assumiu, o governo segue sem secretário de Cultura e sem secretário do Audiovisual. E com toda as verbas de 2019 e 2020 paralisadas. É importante ressaltar sempre que a liberação do FSA em dezembro foi uma medida que deveria ter sido realizada em janeiro de 2019, e que neste momento o Comitê Gestor precisaria estar encaminhando a verba de 2020. Mas o governo não tem nem sequer previsão para pautar a reunião sobre a verba atrasada – melhor dizendo, retrasada. Os últimos projetos de filmes e séries beneficiados com verbas do FSA são ainda de editais do governo Temer. Em um balanço publicado em janeiro, a Ancine já começou a registrar a queda no número de lançamentos de filmes brasileiros. O total de títulos em 2019 foi 10,9% menor que em 2018. O número deve desabar em 2020. Não por acaso, durante o primeiro ano do governo Bolsonaro, o parque exibidor nacional também registrou sua maior retração desde os anos 1990, perdendo 155 cinemas em relação ao relatório da administração anterior sobre a quantidade de salas de exibição existentes no país. A principal ironia desses dados é que a Ancine comemorou o resultado “robusto”. Quem quiser comparar e reparar na briga com a realidade, pode verificar um exemplo prático do orweliano “Ministério da Verdade” no próprio site oficial da Ancine, onde o relatório oficial de 2018 (aqui) exalta o recorde de 3.356 cinemas, enquanto o texto mais recente (aqui) afirma que o número era 3.194 e houve um crescimento “robusto” para 3.201 salas em 2019, “ressaltando o fortalecimento do número de cinemas no país”. O mesmo texto traz um link para powerpoints que não cobrem o ano passado, mas citam 3.352 salas em 2018. Noves fora, continuam aproximadamente 150 cinemas a menos.
Pinóquio animado de Guillermo Del Toro define dubladores
A Netflix confirmou o elenco de dubladores da versão animada de “Pinóquio”, que tem produção, roteiro e direção de Guillermo Del Toro (“A Forma da Água”). O longa animado terá as vozes de Ewan McGregor (“Doutor Sono”), Tilda Swinton (“Doutor Estranho”), Christoph Waltz (“007 Contra Spectre”), Ron Perlman (o “Hellboy” original) e David Bradley (de “Game of Thrones” e “The Strain”) em sua versão original em inglês. Por enquanto, Bradley é o único que tem seu papel conhecido. O intérprete do vilão Walder Frey em “Game of Thrones” será Gepeto, o marceneiro que cria o menino-boneco. Ambientada na Itália dos anos 1930, a trama vai contar uma versão altamente estilizada da fábula de Carlo Collodi (1826–1890). O projeto está sendo desenvolvido há cerca de uma década – as primeiras imagens dos bonecos dos personagens foram divulgadas em 2011 – , porque é uma produção altamente artesanal. Para fazer o filme, Del Toro se juntou com Mark Gustafson, animador de “O Fantástico Sr. Raposo” (2009), com quem divide a direção, com Patrick McHale, que criou a minissérie animada “Over the Garden Wall” e escreveu episódios de “Adventure Time”, com quem divide o roteiro, e para o design da produção ainda se inspirou na arte de Gris Grimly, ilustrador de livros infantis, que concebeu o visual de um “Pinóquio” gótico em 2002. A produção, por sua vez, conta com parcerias com a Jim Henson Company (“O Cristal Encantado: A Era da Resistência”) e a ShadowMachine (“BoJack Horseman”). Com estreia prevista para 2021, a animação enfrentará concorrência de duas versões live-action de “Pinóquio”: uma italiana, dirigida por Matteo Garrone, que terá première no domingo (23/2), durante o Festival de Berlim, e outra da Disney, com direção de Robert Zemeckis (“De Volta Para o Futuro”), atualmente em pré-produção e ainda sem lançamento marcado.
Teaser de Penny Dreadful: City of Angels explora clima sobrenatural da série
O canal pago americano Showtime divulgou um novo teaser da série derivada de “Penny Dreadful”, que destaca a reconstituição de época, o clima de hostilidades e a atmosfera sobrenatural da atração. Intitulada “Penny Dreadful: City of Angels”, a série vai mostrar novos personagens e se passar nos anos 1930, explorando terrores reais, como o fascismo, e aparições do além. Na trama, um detetive (Daniel Zovato, de “O Homem nas Trevas”) investiga um assassinato macabro e acaba descobrindo um submundo das trevas na cidade de Los Angeles. O elenco inclui Natalie Dormer (“Game of Thrones”), , Lorenza Izzo (“Bata antes de Entrar”), Rory Kinnear (“Penny Dreadful”), Jessica Garza (“The Purge”), Nathan Lane (“Os Produtores”), Ethan Peck (“Star Trek: Discovery”), Adam Rodriguez (“Criminal Minds”), Piper Perabo (“Covert Affairs”) e a veterana Adriana Barraza (“Dora e a Cidade Perdida”). Desenvolvido por John Logan, roteirista da franquia “007” que também criou “Penny Dreadful”, “Penny Dreadful: City of Angels” tem estreia marcada para 26 de abril.
O Homem Invisível: Elisabeth Moss é aterrorizada em cena tensa do terror
A Universal divulgou uma cena tensa de “O Homem Invisível”, que apresenta um susto de Elisabeth Moss (de “The Handmaid’s Tale”) no filme, além de demonstrar como a premissa foi atualizada para os dias atuais. Na nova versão da história do monstro imaginado pelo escritor H.G. Wells, que já rendeu um filme clássico de 1933 da própria Universal, o Homem Invisível é transformado numa metáfora de relacionamento tóxico, em que um macho misógino e controlador usa a invisibilidade para aterrorizar a ex-mulher, que todos consideram louca por denunciar a verdade. A adaptação foi feita pelo diretor-roteirista Leigh Whannell, que criou as franquias “Jogos Mortais” e “Supernatural”, e destaca no elenco Oliver Jackson-Cohen (da série “A Maldição da Residência Hill”) como o personagem-título e Elisabeth Moss como sua vítima – e verdadeira protagonista da trama. O resto do elenco inclui Aldis Hodge (“Straight Outta Compton”), Storm Reid (“Euphoria”), Harriet Dyer (“The InBetween”) e Benedict Hardie (“Secret City”). A estreia está marcada para 27 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Jurassic World 3: Diretor compartilha foto de baby dinossauro do próximo filme
O diretor Colin Trevorrow compartilhou uma imagem de bastidores da pré-produção de “Jurassic World 3”, que revela um dos novos dinossauros animatrônicos. Trata-se de um baby da família dinossauro, ou melhor, um triceratops bebê. Assim como nos filmes anteriores, o terceiro “Jurassic World” vai usar uma combinação de animação digital e animatrônicos (bonecos eletrônicos) para dar vida aos dinossauros – desenvolvidos pela John Nolan Studios, que também desenvolveu recentemente criaturas para “The Witcher”, da Netflix, e “Carnival Row”, da Amazon Prime, entre outras produções. O filme vai juntar as trilogias “Jurassic World” e “Jurassic Park” por meio das participações de Jeff Goldblum, Laura Dern e Sam Neill, que estrelaram os filmes dos anos 1990. Eles vão se encontrar com Bryce Dallas Howard e Chris Pratt, os protagonistas da nova história. A trama vai retratar, pela primeira vez, um mundo literalmente de dinossauros, após os répteis gigantes saírem da Ilha Nublar e se espalharem pelo planeta. As criaturas não estão mais no parque, mas à solta por toda a parte. Emily Carmichael (“Círculo de Fogo: A Revolta”) coescreveu “Jurassic World 3” com Trevorrow. Eles trabalharam juntos no curta “Battle at Big Rock”, que serve como uma prévia do filme (e pode ser visto integralmente neste link). Ainda sem título oficial, “Jurassic World 3” tem estreia prevista apenas para junho de 2021. Ready. pic.twitter.com/mkTbGYbaGV — Colin Trevorrow (@colintrevorrow) February 17, 2020
Amazing Stories: Nova versão da série sci-fi clássica de Spielberg ganha primeiro trailer
O aguardado remake de “Amazing Stories”, série clássica de Stephen Spielberg, ganhou seu primeiro trailer, repleto de astros famosos, para seu lançamento no serviço de streaming Apple TV+. Descrita como uma “reimaginação” da série de antologia original, que foi exibida na rede NBC por duas temporadas em meados da década de 1980, a nova versão foi desenvolvida pela dupla Edward Kitsis e Adam Horowitz (criadores de “Once Upon a Time”), mas Spielberg continua creditado como produtor executivo. Originalmente, a série era uma antologia de ficção científica ao estilo de “Além da Imaginação” (Twilight Zone), com uma história diferente por episódio. O próprio Spielberg dirigiu o piloto, e a impressionante lista de cineastas que trabalharam no projeto também incluiu Martin Scorsese (“O Irlandês”), Clint Eastwood (“O Caso Richard Jewell”), Robert Zemeckis (“De Volta para o Futuro”), Irvin Kershner (“O Império Contra-Ataca”), Tobe Hooper (“Poltergeist”), Joe Dante (“Gremlins”), Tom Holland (“A Hora do Espanto”), Brad Bird (“Os Impossíveis”), Bob Clark (“Porky’s”), Donald Petrie (“Miss Simpatia”), Ken Kwapis (“Quatro Amigas e um Jeans Viajante”) e Peter Hyams (“Outland”), entre outros. Apesar desse time, “Amazing Stories” não teve grande audiência e foi cancelada pela rede NBC na 2ª temporada. A série durou 45 episódios, exibidos entre 1985 e 1987. No Brasil, teve até episódios lançados em VHS, com o título traduzido como “Histórias Maravilhosas”. Por curiosidade, a sci-fi “O Milagre Veio do Espaço” (1987) foi escrita como um episódio da série, mas Spielberg gostou tanto da história que optou por transformá-la em filme, dirigido por Matthew Robbins, que também comandou capítulos da série. O título “Amazing Stories”, na verdade, é bem mais antigo que a série dos anos 1980. Spielberg o escolheu para homenagear uma antiga publicação pulp de ficção científica lançada em 1926, que trazia histórias de Julio Verne, H.G. Wells e um novo herói espacial chamado Buck Rogers. O primeiro episódio da nova versão, estrelado por Dylan O’Brien (“Mazer Runner”), Victoria Pedretti (“Você”) e Sasha Alexander (“Rizzoli & Isles”), estreia em 6 de março. E os quatro demais serão disponibilizados nas sextas seguintes, incluindo em seus elencos Kerry Bishe (“Halt & Catch Fire”), Edward Burns (“A Sombra do Inimigo”), Josh Holloway (“Colony”), Sasha Lane (“O Mau Exemplo de Cameron Post”), Austin Stowell (“A Ilha da Fantasia”) e o falecido Robert Forster (“El Camino – A Breaking Bad Movie”) em seu último papel. Todos podem ser vistos no trailer abaixo.












