Guerra Cultural: Bolsonaro nomeia pastor e diretora de festival cristão para a Ancine
Jair Bolsonaro costuma repetir, nos mais de 40 eventos evangélicos que frequentou desde que assumiu a presidência da República, que o Estado é laico, mas ele é cristão. Mas com cada vez mais nomeações de cristãos e servidores “terrivelmente evangélicos” para cargos estratégicos, a linha que separa a atividade estatal da religião começa a se dissipar. Nesta sexta (21/2), o presidente nomeou um pastor e uma diretora de festival de cinema cristão para integrar a diretoria da Ancine. As indicações foram publicadas no Diário Oficial da União e agora o Senado precisa avaliar e aprovar os nomes de Edilásio Santana Barra Júnior e Verônica Brendler. Edilásio Barra, o “pastor Tutuca”, já faz parte dos quadros da Ancine. Em 2019, ele assumiu a Superintendência de Desenvolvimento Econômico da Ancine, responsável pela gestão do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual), a verba que responde pela principal fonte de fomento à produção de cinema no país, e que se encontra congelada desde que Bolsonaro foi eleito. Ele também é apresentador de TV e bispo da Igreja Continental do Amor de Jesus. Verônica Brendler é produtora cultural e diretora do Festival Internacional de Cinema Cristão. Em seu currículo, ela cita “mais de 80 projetos aprovados pela Rei Rouanet”, além de ter realizado a 1ª Mostra de Cinema Cristão, dirigir a Escola de Cinema Cristão e organizar 30 encontros de cineastas cristãos. As indicações fazem parte do projeto de instalar “filtros” na liberação de verbas para a aprovação de filmes e séries no Brasil, anunciado por Bolsonaro no ano passado. Bolsonaro já tinha posicionado peça importante na nova orientação que pretende impor ao cinema brasileiro ao nomear Hiran Silveira, um diretor da rede Record, braço televisivo da Igreja Universal, para o comitê que administra o caixa do FSA. Seria uma forma “malandra” de driblar a Constituição, que estabelece que o presidente pode ser cristão, mas o Estado não. Na prática, porém, o Estado deixa de ser laico quando regras religiosas passam a determinar a produção cultural de um país, estabelecendo que tipo de conteúdo é incentivado e, consequentemente, o que será vetado.
Série Zé do Caixão é liberada na internet, em homenagem do canal Space
O canal pago Space disponibilizou em sua página no YouTube a minissérie “Zé do Caixão” na íntegra, em homenagem ao cineasta José Mojica Marins, falecido na quarta (19/2) em São Paulo, aos 83 anos de idade. Exibida na TV em 2015, a produção acompanha momentos marcantes da vida do diretor, que criou um dos maiores ícones do cinema nacional, o Zé do Caixão. Protagonizada por Matheus Nachtergaele, a trama foi inspirada na biografia “Maldito”, escrita em 1998 pelos jornalistas Ivan Finotti e André Barcinski. “Esta foi a primeira série de ficção do canal Space Brasil. Foi escolhida a dedo tendo com o objetivo de homenagear um dos maiores cineastas brasileiros, mostrando seu processo de criação e produção”, conta Silvia Fu, Diretora Sênior de Conteúdo da Turner Brasil. “Nada mais justo nesse momento do que disponibilizar essa homenagem para todo público. Matheus Nachtergaele teve uma interpretação irreparável, emocionando o próprio Mojica em uma visita ao set”, completa. Com seis episódios de 45 minutos cada, a série foca na figura de Mojica e sua carreira no cinema, mostrando as filmagens e dificuldades das produções do cineasta, além de contar paralelamente como era sua vida pessoal e a relação com elenco, produtores e equipe dos longas. Cada capítulo do programa é dedicado a um de seus filmes, incluindo “À Meia-Noite Levarei sua Alma”, que traz a primeira aparição do personagem Zé do Caixão. Veja a minissérie completa abaixo.
Clipe transforma hit de Pabllo Vittar em marchinha de Carnaval. E fica ótimo
Pabllo Vittar lançou um pequeno clipe (dura menos de 1 minuto) para registrar uma versão de seu hit “Amor de Que” como marchinha de Carnaval. Muito colorido, alegre e dançante, o vídeo recria uma rua colorida do Brasil antigo – ou da Salvador atual – em estúdio, onde Pabllo rebola em meio a um bloco carnavalesco animado, na companhia de “influencers” como Christian Figueiredo, Foquinha e Laddy Nada. O cover de “Amor de Que” em clima de marchinha carnavalesca foi criado pelo Bloco Casa Comigo, um dos mais tradicionais do Carnaval de São Paulo. E o nome do bloco é um dos elementos de destaque do vídeo – que desta vez não faz propaganda subliminar de bebida ou perfume. “Eu amei a versão”, contou Pabllo. “Quero ver todo mundo ‘quengando’ muito nesse Carnaval, mas com segurança e camisinha, hein! Espero que todos se divirtam com o vídeo, assim como me diverti ao lado de todos que estavam ali. Estou muito empolgada e feliz com esse Carnaval, que tem sido um dos melhores da minha carreira”. A música também deve ser sucesso no Bloco da Pabllo durante o Carnaval, que vai sambar em Salvador na segunda-feira (24/2) e em São Paulo na terça (25/2).
Cinearte, tradicional cinema de São Paulo, fecha as portas após 56 anos
O Cinearte, um dos cinemas mais tradicionais da cidade de São Paulo, localizado no Conjunto Nacional, no coração da Avenida Paulista, fechou as portas na noite de quarta-feira (19/2) devido à política cultural do governo Bolsonaro. O cinema foi inaugurado em 1963 com o nome de Cine Rio. Também já foi chamado de Cine Bombril, Cine Livraria Cultura e, até março de 2019, Cinearte Petrobras. Segundo orientação de Bolsonaro, a Petrobras não renovou o contrato de patrocínio com o cinema no começo de 2019. O corte foi geral e também atingiu festivais, como o Anima Mundi e o Festival de Rio, além de outros eventos culturais. A atriz Angela Leal revelou que chegou a enfartar quando seu teatro, o Rival, perdeu o apoio da Petrobrás no ano passado. O cinema não conseguiu novo patrocinador para ficar aberto, ao contrário do Cine Belas Artes, que enfrentou o mesmo problema em relação à Caixa Econômica Federal. Mas enquanto o Belas Artes, a poucos metros de distância, tornou sua situação – e causa – pública, o desfecho do Cinearte foi melancólico, sem aviso prévio ou alarde. A maioria do público chegou desavisado ao cinema na noite de quarta, sem saber que se tratava da última sessão. “Foram 22 anos de várias parcerias que tornaram possível a apresentação de inúmeros filmes independentes, debates, mostras, pré-estreias. Agradecemos a todos que, ao longo desta jornada, estiveram conosco nesta empreitada. Fechamos duas salas, mas não apagamos a crença na diversidade possível no cinema e que nosso lema Democracia na Tela esteja também no nosso cotidiano sempre”, disse Adhemar Oliveira, diretor do Circuito Cinearte, em comunicado. O último filme exibido foi “Parasita”, vencedor do Oscar 2020. Além de proibir que estatais possam ajudar a manter cinemas abertos, Bolsonaro vetou integralmente em dezembro a prorrogação do Recine (Regime Especial de Tributação para Desenvolvimento da Atividade de Exibição Cinematográfica) e dos incentivos fiscais da Lei do Audiovisual, que, entre outros objetivos, visavam fomentar a abertura de novos cinemas no Brasil. Não por acaso, durante o primeiro ano do governo Bolsonaro, o parque exibidor nacional registrou sua maior retração desde os anos 1990, perdendo 155 cinemas em relação ao relatório da administração anterior sobre a quantidade de salas de exibição existentes no país. A principal ironia desses dados é que a Ancine comemorou o resultado “robusto”. Quem quiser comparar e reparar na briga com a realidade, pode verificar um exemplo prático do orweliano Ministério da Verdade no próprio site oficial da Ancine, onde o relatório oficial de 2018 (aqui) exalta o recorde de 3.356 cinemas, enquanto o texto mais recente (aqui) afirma que o número era 3.194 e houve um crescimento “robusto” para 3.201 salas em 2019, “ressaltando o fortalecimento do número de cinemas no país”. O mesmo texto traz um link para powerpoints que não cobrem o ano passado, mas citam 3.352 salas em 2018. Noves fora, continuam aproximadamente 150 cinemas a menos.
Matthew Gray Gubler se despede de Criminal Minds no Instagram
O ator Matthew Gray Gubler, que viveu o Dr. Spencer Reid em 15 temporadas de “Criminal Minds”, despediu-se da série e do personagem com um post no Instagram, após a exibição do último capítulo da atração, que foi ao ar na noite de quarta (19/2) nos EUA. Ele postou uma foto da mesa de seu personagem, colocando em seu centro um revólver, um relógio e o crachá do FBI de Spencer. “Eu carreguei esses três artefatos quase todos os dias nos últimos 15 anos. Depois desta noite, eu vou carregá-los apenas no meu coração, onde guardarei para sempre as memórias da melhor equipe, elenco e amigos que um combatente fictício do crime poderia ter”. Uma das séries mais longevas da TV americana, “Criminal Minds” teve ao todo 323 episódios, mas se encerrou com uma temporada mais curta que o habitual, de apenas 10 capítulos, produzida especificamente para finalizar sua trama. Criada por Jeff Davis (também criador de “Teen Wolf”), a produção da rede CBS chega ao Brasil pelo canal pago AXN, que programou a exibição do capítulo final para 9 de março. Ver essa foto no Instagram i’ve carried these 3 props with me almost every day for the last 15 years. after tonight i’ll just carry them in my heart where i will forever keep memories of the best crew, the best cast, and the best fands (fans/friends) a fictional crimefighter could ever have. Uma publicação compartilhada por official matthew gray gubler (@gublergram) em 19 de Fev, 2020 às 2:23 PST
The Plot Against America: Série que imagina EUA nazista ganha trailer legendado
A HBO divulgou o pôster e um novo trailer legendado de “The Plot Against America”, minissérie sobre História alternativa, ao estilo de “The Man in the High Castle”, da Amazon, que imagina o que aconteceria com os EUA com um presidente nazista nos anos 1940. A produção adapta o livro homônimo de 2004 do renomado autor Philip Roth (“Pastoral Americana”), lançado no Brasil como “Complô Contra a América”, que considera as consequências de uma candidatura e vitória de Charles Lindbergh sobre Franklin D. Roosevelt, com impacto profundo no destino do país. Considerado um herói nacional após realizar a primeira travessia aérea do Atlântico, Lindbergh realmente se manifestou contra a miscigenação racial e a “predominância” dos judeus nos EUA, além de ter sido admirador confesso da Alemanha nazista e se engajado ativamente contra a participação dos EUA na 2ª Guerra Mundial, por meio do comitê America First – citado no trailer e que, por coincidência, também foi um slogan usado por Donald Trump em sua eleição presidencial. A narrativa acompanha uma família judia de classe média de Nova Jersey, vivida por Morgan Spector (“The Mist”), Winona Ryder (“Stranger Things”), John Turturro (“Transformers”) e Zoe Kazan (“Doentes de Amor”). Ryder interpreta Evelyn, que não pode aproveitar sua juventude porque estava cuidando de sua mãe gravemente doente. Quando um apoiador de Lindbergh se apaixona por ela, Evelyn fica dividida entre sua herança cultural e este novo amor. Tururro vive o apaixonado Lionel Bengelsdorf, que apesar de ser rabino apoia Lindbergh. Zoe Kazan (“Doentes de Amor”) vive a irmã mais nova de Evelyn, uma dona de casa dedicada que vê seu mundo desmoronar com as tensões criadas pelo novo presidente. Morgan Spector (“Homeland”) interpreta seu marido, que sente na própria pele como o preconceito contra os judeus começa a crescer, sob a sombra do nazismo. A minissérie é criação do premiado roteirista-produtor David Simon (criador de “A Escuta/The Wire” e “The Deuce”) em parceria com o multitalentoso Edward Burns (ator e criador de “Public Morals”). A estreia está marcada para 16 de março.
Todxs Nós: Vídeos de bastidores apresentam a nova série brasileira da HBO
A HBO divulgou vários vídeos de bastidores de “Todxs Nós”, nova série brasileira, que tem como gancho a questão da identidade de gênero. Os vídeos trazem entrevistas com o elenco e os diretores, além de evidenciar os temas abordados com cenas da atração. Criada pelos cineastas Vera Egito (“Amores Urbanos”), Daniel Ribeiro (“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”) e Heitor Dhalia (“Tungstênio”), “Todxs Nós” é a primeira produção nacional a tratar claramente de não-binarismo, também conhecido como gênero neutro, mas não se resume a isso. Também o feminismo e a igualdade racial embalam os oito episódios de 30 minutos da atração, ao acompanhar o cotidiano dos personagens vividos por Clara Gallo (“Mãe Só Há Uma”), Kelner Macêdo (“Corpo Elétrico”) e Julianna Gerais (do vindouro “Selvagem”). Clara vive Rafa, jovem de 18 anos, pansexual e não-binário que decide deixar a família no interior de São Paulo e mudar-se para a casa de seu primo gay, Vini (Kelner Macêdo), na capital. Vini, que já divide o espaço com Maia (Julianna Gerais), fica surpreso ao descobrir que Rafa se identifica com o pronome neutro e não com o gênero feminino ou masculino. Enquanto isso, uma denúncia de assédio acontece no ambiente de trabalho de Maia. Realizada com recursos próprios da HBO Latin America – em outras palavras, sem apoio do governo – , a série tem estreia marcada para 22 de março.
Mais um ator de Sense8 entra em Matrix 4
Mais um ex-integrante da série “Sense8” se juntou ao elenco de “Matrix 4”. O ator Brian J. Smith, que atuou como o policial Will Gorski na série da Netflix, entrou na produção, que já conta com Eréndira Ibarra (Daniela), Max Riemelt (Wolfgang) e Toby Onwumere (Capheus). Nenhum deles teve os papéis revelados. Os bastidores das filmagens também trazem profissionais da série da Netflix. A história foi escrita por Aleksandar Hemon (roteirista de “Sense8”) e David Mitchell (autor do livro que virou “A Viagem”) em parceria com Lana Wachowski, que criou “Sense8”. Lana também escreveu e dirigiu “Matrix” com a irmã Lilly, na época em que ambas eram “irmãos”. Desta vez, ela é a única Wachowski envolvida no projeto e assina sozinha a direção de “Matrix 4”, completando uma separação da irmã que se iniciou justamente na produção de “Sense8”. A continuação terá as voltas de Keanu Reeves como Neo e Carrie-Anne Moss na pele de Trinity – dois personagens que, curiosamente, morreram em “Matrix Revolutions” (2003). Além deles, Jada Pinkett Smith negociava retornar como Niobe, uma das líderes da rebelião de Zion contra as máquinas. E as novidades confirmadas ainda incluem Jessica Henwick (“Punho de Ferro”), Neil Patrick Harris (“Desventuras em Série”), Jonathan Groff (“Mindhunter”) e Yahya Abdul-Mateen II (“Watchmen”). As filmagens do quarto longa já começaram em San Francisco e a estreia foi marcada para maio de 2021.
Joaquin Phoenix regata bezerro de matadouro após vencer o Oscar
Menos de 48 horas depois de Joaquin Phoenix ter conquistado o primeiro Oscar de sua carreira, o astro de “Coringa” resgatou um bezerro recém-nascido e sua mãe de um matadouro de Los Angeles, levando-o a um santuário de animais de fazenda, o Farm Sanctuary, onde passarão o resto de suas vidas. O Farm Sanctuary registrou em vídeo o resgate pacífico, que foi consequência de uma conversa entre Phoenix e o proprietário do matadouro, durante uma visita às instalações em Pico Rivera, em que o astro foi acompanhado de sua noiva, a também atriz Rooney Mara (“Carol”), e de uma delegação de ativistas. A certa altura, o empresário Anthony Di Maria e o intérprete de Coringa têm um debate semântico sobre como tratar o destino dos animais no matadouro (“colheita” x “assassinato”), mas as imagens apresentadas mostram uma interação respeitosa. O vídeo termina com o ator escoltando a vaca e seu bezerro até uma instalação usada pelo Farm Sanctuary. Phoenix nomeou os refugiados bovinos de Liberty e Indigo, respectivamente. Eles são a quinta vaca e filhote bovinos resgatados do matadouro Manning Beef pelos ativistas da LA Animal Save. O grupo mantém vigílias pacíficas nos matadouros da região, algumas das quais com participação de Phoenix. Vegano convicto e militante da causa animal, o ator também divulgou uma declaração através do grupo. “Eu nunca pensei que encontraria amizade em um matadouro, mas conhecendo Anthony e abrindo meu coração para o dele, percebo que podemos ter mais em comum do que diferenças. Sem esse ato de bondade, Liberty e seu bebê, Indigo, teriam encontrado um terrível fim. Embora continuemos a lutar pela libertação de todos os animais que sofrem nesses sistemas opressivos, devemos fazer uma pausa para reconhecer e celebrar as vitórias e as pessoas que ajudaram a alcançá-las. Shaun Monson, Amy Jean Davis e toda a comunidade de LA Animal Save transformaram sua dor ao testemunhar os maus-tratos em uma advocacia diplomática e eficaz para os que não têm voz. Como resultado, Liberty e Indigo nunca experimentarão crueldade ou o toque de uma mão áspera. Minha esperança é que, enquanto assistimos o bebê Indigo crescer com sua mãe Liberty no Farm Sanctuary, que sempre lembraremos que amizades podem surgir nos lugares mais inesperados; e não importa nossas diferenças, bondade e compaixão devem dominar tudo ao nosso redor.”
Donald Trump ataca o Oscar por premiar “um filme da Coreia do Sul”
Donald Trump resolveu atacar a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA por dar o Oscar de Melhor Filme a “Parasita”, durante um discurso para uma multidão de correligionários no estado do Colorado. Segundo o presidente dos EUA, “Parasita” deveria ser premiado apenas como Melhor Filme Internacional. “E o vencedor é um filme da Coréia do Sul. O que diabos foi isso? Já tivemos problemas suficientes com a Coréia do Sul no comércio e, além disso, eles dão o [Oscar de] melhor filme do ano. É bom? Eu não sei”. Ele continuou: “Vamos pegar ‘E o Vento Levou’… Podemos voltar à época de ‘E o Vento Levou’, por favor?”. “E o Vento Levou” venceu o Oscar em 1940, seis anos antes de Trump nascer. Ele ainda citou “Crepúsculo dos Deuses”, um pouco mais “novo”, de 1950, entre “tantos filmes excelentes” que representariam o cinema americano e mereciam mais o Oscar que “Parasita”. Trump ainda zombou da cerimônia sugerindo que eles trocaram o envelope, dizendo o nome do vencedor errado – como aconteceu em 2018. Fingindo apresentar o prêmio, ele disse: “‘O vencedor é da Coréia do Sul’. Eu pensei que era o melhor filme estrangeiro, certo? Melhor filme estrangeiro. Isso já aconteceu antes”. “Parasita” venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional e Melhor Filme, além de troféus de Direção e Roteiro Original. Foi a primeira produção falada em língua não inglesa a conquistar a estatueta de Melhor Filme na história da premiação. A declaração de Trump não é surpreendente, porque ele foi eleito prometendo colocar os interesses dos EUA em primeiro lugar. Tem sido assim em todas as áreas e não seria diferente no cinema. Mas o estúdio indie Neon, responsável pela distribuição de “Parasita” nos EUA, preferiu ironizar a falta de refinamento cultural de Trump ao responder ao ataque. “É natural, ele não sabe ler”, publicou a conta oficial da empresa no Twitter, reagindo ao vídeo do discurso com a lembrança de que o filme é exibido com legendas. Veja abaixo. Vale lembrar que o presidente anterior dos EUA, Barack Obama, venceu o Oscar 2020 como produtor do documentário “Indústria Americana”. Por sinal, Obama incluiu “Parasita” em sua lista de Melhores Filmes do ano. Trump ainda aproveitou seu discurso contra o Oscar para criticar Brad Pitt, premiado como Melhor Ator Coadjuvante por “Era uma Vez em Hollywood”. “E então você tem Brad Pitt. Eu nunca fui um grande fã dele. Levantou, fez uma gracinha [ao receber o Oscar]. Ele é um cara pouco inteligente”, disse o presidente. No discurso de agradecimento, Pitt mencionou brevemente o julgamento de impeachment de Trump. “Eles me disseram que eu só tenho 45 segundos aqui, o que são 45 segundos a mais do que o Senado concedeu a John Bolton esta semana”, afirmou Pitt em seu discurso, referindo-se à decisão do Senado de não ouvir as testemunhas de acusação do caso. Understandable, he can't read.#Parasite #BestPicture #Bong2020 https://t.co/lNqGJkUrDP — NEON (@neonrated) February 21, 2020
My Brilliant Friend: Trailer da 2ª temporada destaca violência doméstica na continuação de A Amiga Genial
A HBO divulgou o pôster e um novo trailer da 2ª temporada de “My Brilliant Friend”, série italiana que adapta a coleção de best-sellers inaugurada por “A Amiga Genial”, de Elena Ferrante. Os novos episódios são baseados no segundo volume do chamado “Quarteto Napolitano” de Ferrante e mostra as protagonistas como jovens adultas. Em “História do Novo Sobrenome”, Lila escolhe o caminho de ascensão social pelo casamento com um comerciante, enquanto Elena dedica-se aos estudos. O título se refere ao fato de Lila assumir o nome do marido, o que lhe deixa com a sensação de ter perdido a identidade. A prévia reforça que este não é o único motivo de sua infelicidade no matrimônio, ao mostrá-la como vítima de violência doméstica, numa época em que esse tipo de atitude era tolerada, contando apenas com o apoio de sua grande amiga Elena, por sua vez também descontente com os rumos da sociedade napolitana do começo dos anos 1960. O elenco destaca Margherita Mazzucco e Gaia Girace, que interpretaram as versões adolescentes de Elena e Lila na 1ª temporada e que retornam para retratar a fase madura das personagens – mas ainda muito jovens. A série é uma coprodução da HBO com a rede pública italiana RAI e a produtora Wildside (também responsável por “The Young Pope”), e deve durar, ao todo, quatro temporadas, cada uma focada num livro diferente de Ferrante. Por curiosidade, o sucesso de “A Amiga Genial” também envolve um mistério de bastidores. Elena Ferrante é um pseudônimo e o(a) autor(a) verdadeiro(a) se nega a revelar sua identidade, o que tem gerado muitas teorias. A 2ª temporada terá seis episódios dirigidos pelo cineasta Saverio Costanzo (“A Solidão dos Números Primos”), que assinou todos os capítulos do primeiro ano, e mais dois episódios comandados por Alice Rohrwacher (“Feliz como Lázaro”). A estreia está marcada para 16 de março nos EUA, após a exibição italiana. No Brasil, a 1ª temporada foi transmitida com uma semana de atraso em relação ao mercado americano.
Final da saga de Steven Universo ganha data de exibição no Brasil
O final da cultuada série animada “Steven Universo” ganhou data de exibição no Brasil. O Cartoon Network vai apresentar os últimos episódios a partir de 3 de abril. Os novos capítulos são uma espécie de epílogo, uma minissérie intitulada “Steven Universo: Futuro” com 10 episódios inéditos de 11 minutos de duração, que pretende responder as questões que ainda ficaram abertas após cinco temporadas, além do longa “Steven Universo – O Filme”. “Steven Universo” é uma criação da escritora, animadora e compositora Rebecca Sugar lançada em 2013, que se tornou a primeira série animada a ganhar o Peabody Award, uma das premiações artísticas de maior prestígio nos EUA. A série acompanha as aventuras de Steven, o irmãozinho das alienígenas mágicas conhecidas como Crystal Gems – que defendiam o planeta Terra. Steven é filho de Diamante Rosa, ex-líder da equipe, e Greg Universo, um aspirante a astro de rock. Após salvar o universo e solucionar os problemas de todo mundo, nos últimos capítulos Steven terá que enfrentar os seus próprios desafios. Assombrado pelo passado e perdido no presente, o garoto meio humano e meio Gem começará a manifestar poderes incontroláveis, algo que as Crystal Gems nunca viram antes. O final da saga vai ser exibido em ritmo acelerado. O Cartoon vai exibir episódios duplos às sextas-feiras, de 3 a 17 de abril, às 20h, finalizando com um especial de quatro capítulos no dia 24. Depois disso, todos os episódios serão exibidos numa maratona no dia 2 de maio, às 16h. O público americano vai ver antes, é claro. Lá, o desfecho da saga vai ao ar com um mês de antecedência, de 6 a 26 de março.
The Blacklist é renovada para 8ª temporada
A rede americana NBC renovou “The Blacklist” (A Lista Negra) para sua 8ª temporada. A série chegou ao 150º episódio e não há previsão de que o próximo ano seja o último. “Parabéns ao nosso elenco incrível, produtores e equipe, que continuam a alcançar a excelência semana após semana”, disseram Lisa Katz e Tracey Pakosta, co-presidentes de programação de da NBC Entertainment, em comunicado. “Não poderíamos estar mais animados em continuar a história de Red e Liz na 8ª temporada.” A série, que estreou em setembro de 2013, traz James Spader como o criminoso procurado Raymond Reddington e Megan Boone como a agente do FBI Liz Keen, com quem Red tem um relacionamento pessoal complicado. Na trama, enquanto Liz busca respostas (geralmente falsas) sobre a misteriosa conexão dos dois, Red ajuda o FBI a rastrear criminosos perigosos. O elenco também inclui Diego Klattenhoff, Harry Lennix, Amir Arison e Hisham Tawfiq. Atualmente, o programa está em hiato, no meio da 7ª temporada, que recomeça em 20 de março. “The Blackist” é exibida no Brasil pelo canal pago AXN, pela Rede Globo e pela Netflix.












