Armie Hammer é dispensado por sua agência
O ator Armie Hammer foi dispensado por sua agência, WME, que representava seus negócios artísticos, cuidando de seus contratos e negociações para novos papéis. Ele vive um pesadelo de relações públicas após supostas mensagens privadas virem à tona, em que o astro de “Me Chame pelo Seu Nome” se confessa canibal e com desejos típicos de um serial killer. As mensagens foram publicadas por uma conta de Instagram administrada por uma mulher não identificada, que afirma ter vivido um caso com o ator. Desde então, várias outras mulheres disseram ter recebido mensagens ou ter ouvido conversas semelhantes de Hammer, que nega as acusações. Por conta do escândalo, ele perdeu dois papéis recentes. Hammer teria tomado a iniciativa e se afastado da comédia “Shotgun Wedding”, que estrelaria ao lado de Jennifer Lopez, e sido demitido da minissérie “The Offer”, sobre os bastidores da produção de “O Poderoso Chefão” (1972), na qual desempenharia o papel principal, como o produtor Al Ruddy. A única referência pública que ele fez sobre a polêmica foi um comunicado à época de seu distanciamento de “Shotgun Wedding”, em que afirmou: “Não estou respondendo a essas alegações de m*rda, mas à luz dos ataques online viciosos e espúrios contra mim, não posso, em sã consciência, deixar meus filhos por quatro meses para fazer um filme na República Dominicana. A Lionsgate está me apoiando nisso e sou grato a eles por isso”.
Haya Harareet (1931 – 2021)
A atriz israelense Haya Harareet, que interpretou Esther ao lado de Charlton Heston no épico “Ben-Hur” de 1959, morreu na quarta-feira (3/2) em sua casa em Buckinghamshire, no Reino Unido, aos 89 anos. Nascida em Haifa, na época Palestina (hoje Israel), Harareet começou sua carreira aos 24 anos, no filme de guerra israelense “Colina 24 não Responde…”, que atraiu atenção internacional ao fazer sua première na competição do Festival de Cannes de 1955. Em seguida, ela estrelou o drama italiano “La Donna del Giorno”, de 1956, ao lado de Virna Lisi, antes de ser escalada para o grandioso épico hollywoodiano “Ben-Hur”, de William Wyler. Ela conseguiu o papel de Esther, o interesse amoroso do personagem-título, vivido por Charlton Heston, por ter conhecido o diretor anteriormente em Cannes. Mas o sucesso comercial e de crítica de “Ben-Hur”, vencedor de 11 Oscars, não a manteve em Hollywood. Ela só fez mais um filme americano, o drama médico “Viver, Amar, Sofrer” em 1962. Sua carreira de atriz foi curta, encerrada em 1964 após o suspense britânico “O Sócio Secreto” (1961) e três aventuras italianas pouco memoráveis. Depois disso, ela ainda co-escreveu o roteiro do cultuadíssimo filme britânico “Todas as Noites às Nove” (1967), estrelado por Dirk Bogarde, e anos depois se casou com o diretor daquele longa, Jack Clayton. O casamento durou até a morte dele, em 1995.
Acidente em filmagens fere Jennifer Lawrence
A atriz Jennifer Lawrence, vencedora do Oscar por “O Lado Bom da Vida” (2012), sofreu um acidente e se feriu no set de seu novo filme, “Don’t Look Up”, que está em produção em Boston com direção de Adam McKay (“Vice”) De acordo com o jornal Boston Globe, o incidente ocorreu durante uma filmagem com efeitos especiais por volta da 1h30 da madrugada desta sexta (5/2), horário local. Uma explosão planejada para a cena fez uma lata de lixo voar e bater numa janela, quebrando vidro e jogando fragmentos pelos ares. Um pedaço de vidro teria atingido Lawrence perto do olhos. O jornal publicou que a atriz estava segurando seu rosto quando os médicos chegaram. Mas fontes do site Deadline garantem que ela está se recuperando bem após o incidente. Neste meio tempo, as filmagens encontram-se suspensas. “Don’t Look Up” é uma superprodução da Netflix, que reúne um dos elencos mais famosos a participar de um filme feito para streaming. Além de Jennifer Lawrence, o longa conta com Leonardo DiCaprio (“Era uma Vez em Hollywood”), Meryl Streep (“A Dama de Ferro”), Chris Evans (o Capitão América da Marvel), Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”), Timothée Chalamet (“Me Chame pelo seu Nome”), Jonah Hill (“O Lobo de Wall Street”), Matthew Perry (“Friends”), Rob Morgan (“A Fotografia”), Himesh Patel (“Yesterday”), Tomer Sisley (“Messiah”), o rapper Kid Cudi (“We Are Who We Are”) e até a cantora Ariana Grande (“Sam & Cat”). Não é brincadeira. Na produção, Lawrence vive uma astrônoma que descobre a aproximação de um cometa que pode destruir o planeta Terra. Mas ao sair alertando o mundo pela imprensa, ela e seu colega (DiCaprio) são recebidos com desdém e descrença. Esta premissa já foi filmada várias vezes. A diferença é que Adam McKay pretende contar a história como comédia. Além de dirigir o filme, ele também assina o roteiro. O filme ainda não tem previsão de estreia.
Cardi B beija dançarinas em clipe com cenas quentes
Cardi B esquentou o YouTube nesta sexta (5/2) com o clipe de “Up”. As cenas de pegação entre a cantora e suas dançarinas, com muitas línguas de fora e nas bocas alheias, beijos a três, passadas de mão e chupada de dedo renderam ao vídeo quase 10 milhões de visualizações e o primeiro lugar entre os mais vistos do dia, antes de 24 horas. Com direção de Tanu Muino, que já trabalhou com Katy Perry e Rosalía, o vídeo também capricha nas coreografias, trocas de figurino (com direito a roupa de plástico “invisível”) e também na propaganda deslavada de produtos – de sex toy à bebida alcoólica. Tudo isso, enquanto a rapper rebola e rima sua bunda em inglês, em frases que sempre incluem flexão do verbo gozar. “Up” é o segundo single do segundo álbum de Cardi B pela Atlantic Records. O disco ainda não teve seu título revelado, nem tem previsão de estreia.
HBO revela série documental de Mia Farrow contra Woody Allen
A HBO produziu em segredo uma série documental sobre a guerra de versões entre Woody Allen e sua ex, Mia Farrow, em torno da acusação de suposto abuso sexual cometido pelo diretor em sua filha Dylan, com 7 anos de idade em 1992. Intitulada “Allen v. Farrow”, a atração foi revelada junto com um primeiro trailer, que destaca entrevistas de apenas um dos lados da história, apresentando uma indignada Mia Farrow e cenas atuais de Dylan adulta, junto com imagens de arquivo de Allen e um tom de narrativa escandalosa. Dirigida pelos documentaristas Kirby Dick e Amy Ziering, a série tem quatro episódios e se concentra no período do julgamento de custódia dos filhos do ex-casal, quando Farrow fez acusações contra Allen e trouxe à luz o relacionamento do diretor com sua filha adotiva, Soon-Yi Previn. Allen e Soon-Yi estão casados até hoje, e adotaram duas meninas, que nunca trouxeram queixas à público. A lista de entrevistados para o programa, entretanto, não inclui Allen, Soon-Yi ou suas filhas. Nem mesmo Moses Farrow, irmão de Dylan, que era o único filho de Mia com idade suficiente para dar um testemunho válido sobre o que realmente aconteceu. Ele diz que Allen é inocente e a mãe manipulou os filhos para que mentissem. Em compensação, todos os acusadores terão voz. Mia Farrow, Dylan Farrow, Ronan Farrow, amigos da família e até o promotor do caso, Frank Maco. Ao lado de “especialistas”, a série da HBO também promete apresentar gravações, vídeos caseiros e “testemunhas oculares em primeira mão, muitas delas falando publicamente sobre os eventos pela primeira vez”, além de uma dissecação da obra de Woody Allen “num contexto mais amplo”, o que sugere um ataque também à arte e não apenas ao artista. Dick e Ziering são especialistas em documentários sobre abuso sexual. Seu filme “The Invisible War” (2012), sobre o estupro de militares femininas por colegas masculinos, foi indicado ao Oscar, e seu trabalho mais recente, “On the Record” (2020), detalha acusações de estupro contra o magnata do hip-hop Russel Simmons. A HBO vai estrear a série em 21 de fevereiro às 21h, com novos episódios indo ao ar nos domingos subsequentes.
Wynonna Earp vai acabar ao final da 4ª temporada
O dia em que as primeiras três temporadas de “Wynonna Earp” chegaram na Globoplay também marcou o anúncio oficial do fim da série. Em comunicado divulgado nesta sexta (5/2), o canal pago americano SyFy informou que os episódios da segunda metade da 4ª temporada vão encerrar a série de maior audiência e aprovação crítica de sua programação. A midseason estreia daqui a exatamente um mês, em 5 de março nos EUA. E como o material inédito consiste de apenas seis episódios, isso significa que o final da série vai ao ar em 9 de abril. A criadora da série, Emily Andras (de “Lost Girl”), agradeceu ao elenco, equipe e fãs fieis e apaixonados pelas quatro temporadas aclamadas da atração. E acrescentou: “Não poderíamos estar mais orgulhosos desses últimos seis episódios no Syfy e estamos emocionados em compartilhá-los com nossos amados fãs, que mudaram nossas vidas para sempre”. A nota de despedida, porém, sugere que a decisão do SyFy não foi compartilhada pelos estúdios que produzem a série e ainda sugere a possibilidade de continuação em outro endereço. “Tive a honra de contar a história de Wynonna e de sua família e, junto com Seven24, Cineflix e CTV Sci-Fi, tenho esperança de poder continuar a compartilhar suas histórias inspiradoras no futuro.” “Wynonna Earp” adapta os quadrinhos homônimos de Beau Smith, publicados pela editora IDW, sobre uma descendente delinquente do famoso delegado do Velho Oeste Wyatt Earp, que recebe de forma relutante a missão de caçar demônios e acabar com uma maldição secular de sua família. Nas mãos da produtora-roteirista Emily Andras, o que seria um mero faroeste sobrenatural virou cult ao combinar feminismo, rebeldia, monstros e sensualidade de forma indissociável. Estrelada por Melanie Scrofano (série “Damien”) como a ovelha negra da família e heroína do título, Dominique Provost-Chalkley (“Vingadores: Era de Ultron”) como sua irmã caçula, Katherine Barrell (série “Workin’ Moms”) como a policial “hot” (ou melhor, Haught) e Tim Rozon (série “Vagrant Queen”) como o pistoleiro Doc Holliday, a série faz uma mistura bem dosada de aventura, terror, western moderno, humor, empoderamento feminino, fantasia sexy e orgulho LGBTQIA+. Só para situar o tamanho da aclamação crítica, duas das três primeiras temporadas disponibilizadas pela Globoplay têm simplesmente 100% de aprovação no Rotten Tomatoes.
Christopher Plummer (1929 – 2021)
O ator Christopher Plummer, intérprete de papéis icônicos desde “A Noviça Rebelde” nos anos 1960 ao recente “Entre Facas e Segredos”, morreu nesta sexta (5/2) de causas naturais e cercado pela família aos 91 anos. Natural de Toronto e bisneto do ex-primeiro-ministro canadense John Abbott, Plummer começou sua trajetória pelos palcos e televisão de seu país natal. Mas sua voz estrondosa perfeita para o teatro o motivou a mudar-se para Nova York e tentar entrar na Broadway. Acabou se destacando na TV, em teleteatros gravados ao vivo, e fez sua estreia cinematográfica em 1958, no filme “Quando o Espetáculo Termina”, de Sidney Lumet, no papel de um dramaturgo. Sua carreira só foi deslanchar mesmo em meados dos anos 1960. Ele começou a chamar atenção como o vilão Commodus no épico “A Queda do Império Romano” (1964), de Anthony Mann – o mesmo antagonista que Joaquin Phoenix interpretou em “Gladiador” (2000). E em seguida deu vida a um de seus personagens mais famosos, o Capitão Von Trapp, viúvo que contrata a jovem Maria (Julie Andrews) como babá de seus filhos em “A Noviça Rebelde” (1965). O musical se tornou um dos maiores sucessos de Hollywood, catapultando o ator ao estrelato. Colhendo os louros de “A Noviça Rebelde”, Plummer assumiu uma coleção variadíssima de papéis, como o Marechal Rommel no suspense de guerra “A Noite dos Generais” (1967), o personagem-título da tragédia grega “Édipo Rei” (1968), o imperador inca Atahualpa em “Real Caçador do Sol” (1969), o Duque de Wellington em “Waterloo” (1970), o escritor Rudyard Kipling em “O Homem que Queria ser Rei” (1975) e até o detetive Sherlock Holmes em “Assassinato Por Decreto” (1979). A voz poderosa, o rosto sério e a postura enérgica lhe renderam uma filmografia repleta de figuras de autoridades. Ele parecia sisudo até na hora de fazer rir, como um aristocrata em “A Volta da Pantera Cor-de-Rosa” (1975), a comédia mais engraçada da franquia de Blake Edwards. Mas após o sucesso da ficção científica romântica “Em Algum Lugar do Passado” (1980), sua carreira deu uma guinada rumo ao cinema B, com suspenses, thrillers de ação e até filmes de terror, entre eles o cultuado “Morte nos Sonhos” (1984), passando uma década com mais destaque na TV, onde estrelou o mega hit “Os Pássaros Feridos” (1983) e telefilmes que lhe renderam prêmios da Academia da Televisão. Plummer venceu dois Emmys, como Melhor Ator por “Arthur Hailey’s the Moneychangers” (1976) e Melhor Dublagem pela animação “As Novas Aventuras de Madeline” (1994). Ele retomou as produções cinematográficas de prestígio com uma pequena aparição em “Malcolm X” (1992), de Spike Lee, que foi seguida por desempenhos em “Lobo” (1994), de Mike Nichols, e “Eclipse Total” (1995), de Taylor Hackford. A lista segue com o papel de pai de Brad Pitt na influente sci-fi “Os 12 Macacos” (1995), de Terry Gilliam, de avô de Nicolas Cage em “A Lenda do Tesouro Perdido” (2004), além de um klingon em “Jornada nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida” (1991), Van Helsing em “Drácula 2000” (2000) e Aristóteles em “Alexandre” (2004). Também teve participações destacadas em “O Informante” (1999), de Michael Mann, indicado ao Oscar de Melhor Filme, “Uma Mente Brilhante” (2001), de Ron Howard, vencedor do Oscar de Melhor Filme, e “Syriana – A Indústria do Petróleo” (2005), que rendeu um Oscar para George Clooney. Mas ele próprio teve reconhecimento tardio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, sendo indicado ao Oscar pela primeira vez apenas aos 80 anos de idade, por “A Última Estação” (2009), em que viveu o escritor russo Tolstoi. Curiosamente, após a indicação, não demorou a comemorar sua vitória, conquistando o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 2012 por “Toda Forma de Amar” (2010), drama indie de Mike Mills, onde interpretou um viúvo que se assumia gay para o filho (Ewan McGregor). Na ocasião, aos 82 anos de idade, Plummer se tornou o ator mais velho a vencer um Oscar. “Você é só dois anos mais velha que eu, querida. Onde esteve minha vida toda?”, disse ele ao subir no palco e receber a estatueta, arrancando gargalhadas e aplausos da plateia de estrelas. Plummer ainda recebeu uma última nomeação por “Todo o Dinheiro do Mundo” (2017), de Ridley Scott, após substituir Kevin Spacey em refilmagens emergenciais, como o milionário pão-duro John Paul Getty. E com isso registrou um novo recorde em Hollywood. Aos 88 anos, se tornou o ator mais velho a ser indicado ao Oscar. Entre seus últimos desempenhos marcantes estão os papéis-títulos de “O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus” (2009) e “Barrymore” (2011, cinebiografia do ator John Barrymore), de Júlio César em “César e Cleópatra” (2009), do kaiser Guilherme II em “A Exceção” (2016), do velho Scrooge em “O Homem Que Inventou o Natal” (2017), sem esquecer o desempenho como empresário de Al Pacino em “Não Olhe para Trás” (2015), como par de Shirley Maclaine em dois romances de terceira idade, “Um Amor para Toda a Vida” (2007) e “Elsa & Fred: Um Amor de Paixão” (2014), e os dois milionários excêntricos que dão início às tramas de “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres” (2011) e “Entre Facas e Segredos” (2019). Com a vasta carreira e reconhecimento artístico, a morte do ator repercutiu em Hollywood, trazendo à tona muitas memórias compartilhadas por atores e diretores que trabalharam com ele. Ellen Mirren foi uma das estrelas a celebrar o colega: “Tive a grande honra de trabalhar com Chris Plummer em seu papel indicado ao Oscar, Tolstoi [no filme ‘A Última Estação’]. Ele era uma força poderosa tanto como homem quanto como ator. Ele era um ator no significado da palavra no século 19 – seu compromisso com sua profissão. A sua arte era total, sendo o teatro uma constante e a parte mais importante da totalidade da sua vontade de se envolver com a narrativa. Ele era destemido, enérgico, corajoso, experiente, profissional e um monumento ao que um ator pode ser. Um Grande Ator no sentido mais verdadeiro. ” “Uma lenda viva que amava seu ofício e era um cavalheiro absoluto”, definou Rian Johnson, que o dirigiu em “Entre Facas e Segredos”. “Tive a sorte de ter compartilhado um set com ele”. “Que sorte eu tive de ter você ao meu lado naquela que foi uma das melhores experiências da minha carreira”, acrescentou Ana de Armas, também sobre “Entre Facas e Segredos”. “Obrigada para sempre por suas risadas, seu calor, seu talento, suas histórias sobre Marilyn, as vitaminas quando adoeci, sua paciência, sua parceria e sua dedicação. Sempre pensarei em você com amor e admiração”, completou. Christopher Plummer era casado com a atriz Elaine Taylor (“Cassino Royale”) desde 1970, com quem teve uma filha famosa, a também atriz Amanda Plummer, conhecida por “Pulp Fiction” (1994) e “Jogos Vorazes: Em Chamas” (2013).
Filmes online: Novo anime do diretor de Seu Nome e drama de Zendaya no Top 10 da semana
Sem estreias nos cinemas, as plataformas digitais concentraram um número elevado de lançamentos neste fim de semana. Em outros tempos, muitos desses filmes começariam suas trajetórias em tela grande, talvez por isso sejam cada vez maiores as telas das TVs vendidas durante a pandemia. Embora o título mais badalado da lista seja “Malcolm & Marie”, o drama intimista se destaca mais por comprovar as capacidades dramática e empresarial de Zendaya, em seu primeiro papel adulto e seu primeiro filme como produtora. Durante a paralisação das gravações de “Euphoria”, a atriz ligou para o criador da série, Sam Levinson, perguntando se não teria algo fácil e rápido para filmar durante a quarentena, aproveitando que estavam todos parados. Em seis dias, Levinson escreveu uma discussão de relação, filmou Zendaya e John David Washington (“Tenet”) em preto e branco durante duas semanas e vendeu o projeto para a Netflix por US$ 30 milhões. Zendaya ganhou elogios da crítica e um cheque milionário. Apesar do investimento da Netflix, o grande filme da semana é uma animação disponibilizada em VOD (locação digital): “O Tempo com Você” (Weathering with You). Tão boa que o Japão resolveu selecioná-la como representante do país na busca por uma vaga no Oscar passado. Assim como “Seu Nome”, obra-prima anterior de Makoto Shinkai, o novo longa lida com romance sobrenatural, ao acompanhar a relação entre um garoto e uma garota que parece poder manipular o clima. O tema das mudanças climáticas, numa metáfora da situação do mundo atual, ajudou a obra a conquistar o público adulto, arrecadando mais de US$ 100 milhões nas bilheterias japonesas. A lista ainda inclui o último bom filme de Mel Gibson, lançado antes da fase trash atual, um thriller de guerra explosivo, duas ficções científicas diferentes (de países com pouca tradição no gênero) e, claro, “A Febre”. Longa de estreia da jovem cineasta Maya Da-Rin, “A Febre” rendeu a Regis Myrupu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Locarno, na Suiça, além de dezenas de troféus em vários festivais, como Biarritz (França), IndieLisboa (Portugal), Lima (Peru), Chicago (EUA), Punta del Este (Uruguai), Pingyao (China), Rio e Brasília. Com a produção adquirida pela Netflix, a história de Justino (Myrupu) será agora conhecida em todo o mundo. O protagonista é um indígena do povo Desana que trabalha como vigia em um porto de cargas e vive na periferia de Manaus. Muito branco para sua tribo, muito índio para os brancos, o viúvo só tem a companhia da filha Vanessa, que está de partida para estudar Medicina em Brasília. Com a expectativa de ficar sozinho, ele é tomado por uma febre forte e passa a acreditar que uma criatura misteriosa segue seus passos, em meio ao seu cotidiano urbano, o que lhe impulsiona a reencontrar suas raízes. Uma obra para ver, refletir e discutir. Confira abaixo a relação completa e os trailers dos 10 melhores filmes (entre quase três dezenas) disponibilizados em streaming nesta semana. O Tempo com Você | Japão | 2019 (Apple TV, Google Play, YouTube Filmes) Nova Ordem Espacial | Coreia do Sul | 2021 (Netflix) Inteligência Artificial – Ascensão das Máquinas | Sérvia | 2018 (Apple TV, NOW) Justiça Brutal | EUA | 2018 (Apple TV, Amazon, Google Play, YouTube Filmes) Posto de Combate | EUA | 2019 (Apple TV, Google Play, NOW, SKY Play, YouTube Filmes) A Sombra de Stalin | EUA | 2018 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Malcolm & Marie | EUA | 2021 (Netflix) Todos os Meus Amigos Estão Mortos | Polônia | 2020 (Netflix) Inocência | Coreia do Sul | 2021 (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) A Febre | Brasil | 2019 (Netflix)
Series online: Wynonna Earp e Cidades Invisíveis são os destaques em streaming
Fãs de séries sobrenaturais estão bem servidos com os lançamentos desta sexta (5/2), que destacam “Wynonna Earp” e “Cidades Invisíveis” em streaming. Melhor atração do canal pago americano SyFy, “Wynonna Earp” adapta os quadrinhos homônimos de Beau Smith sobre uma descendente delinquente do famoso delegado do Velho Oeste Wyatt Earp, que recebe de forma relutante a missão de caçar demônios e acabar com uma maldição secular de sua família. O resultado é uma “Buffy” para o século 21. Nas mãos da produtora-roteirista Emily Andras (de “Lost Girl”), o faroeste sobrenatural virou cult ao combinar feminismo, rebeldia, monstros e sensualidade de forma indissociável. Estrelada por Melanie Scrofano (série “Damien”) como a ovelha negra da família e heroína do título, Dominique Provost-Chalkley (“Vingadores: Era de Ultron”) como sua irmã caçula, Katherine Barrell (série “Workin’ Moms”) como a policial “hot” (ou melhor, Haught) e Tim Rozon (série “Vagrant Queen”) como o pistoleiro Doc Holliday, a série faz uma mistura bem dosada de aventura, terror, western moderno, humor, empoderamento feminino, fantasia sexy e orgulho LGBTQIA+. Duas das três primeiras temporadas disponibilizadas pela Globoplay têm simplesmente 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Criada pelo cineasta Carlos Saldanha, que estreia no comando de uma obra em live-action (após dirigir as animações “A Era do Gelo”, “Rio” e “O Touro Ferdinando”), “Cidades Invisíveis” traz Marco Pigossi (“Tidelands”) no papel do detetive Eric, da Delegacia de Polícia Ambiental, que após encontrar um animal estranho numa praia carioca e conhecer a dona misteriosa de uma casa noturna (vivida por Alessandra Negrini), descobre um mundo habitado por entidades míticas normalmente invisíveis aos seres humanos. Cheia de reviravoltas e ritmo ágil, essa produção com criações do folclore brasileiro tem tudo para fazer sucesso internacional. Outros destaques da semana chegam na Disney+ (Disney Plus): a minissérie “Os Eleitos” (The Right Stuff), sobre a conquista do espaço nos anos 1960, baseada no livro homônimo que já tinha sido filmado em 1983 (num longa vencedor de quatro Oscars), e todos os episódios de “Ugly Betty”, uma das primeiras atrações a colocar temas LGBTQIA+ e a comunidade latina em evidência na TV americana. Para as crianças, o Top 10 semanal ainda traz os desenhos do “Snoopy e Sua Turma” e “Kid Cosmic”, nova série animada de Craig McCracken (criador de “As Meninas Superpoderosas”). Confira abaixo a relação completa e os trailers das 10 melhores séries disponibilizadas para streaming nesta semana. Wynonna Earp | EUA | 3 Temporadas (Globoplay) Cidade Invisível | Brasil | 1ª Temporada (Netflix) Os Eleitos | EUA | Minissérie (Disney+) Ugly Betty | EUA | 4 Temporadas (Disney+) Jovem Sheldon | EUA | 3ª Temporada (Globoplay) Hache | Espanha | 2ª Temporada (Netflix) Amar É… | EUA | Minissérie (Globoplay) Amigas para Sempre | EUA | 1ª Temporada (Netflix) Snoopy e Sua Turma | EUA | 1ª Temporada (Apple TV+) Kid Cosmic | EUA | 1ª Temporada (Netflix)
Harry Styles vai viver primeiro papel gay no cinema
O cantor transformado em ator Harry Styles (“Dunkirk”) vai viver seu primeiro papel homossexual no cinema. Ele fará par com Emma Corrin, recém-indicada ao Globo de Ouro e ao SAG Awards por seu desempenho como a Princesa Diana de “The Crown”. Mas embora sejam um casal na trama, o personagem de Harry é na verdade um gay enrustido, apaixonado por outro homem. Adaptação do romance “My Policeman”, de Bethan Roberts, a produção do Amazon Studios se passa no final dos anos 1990, quando a chegada do idoso inválido Patrick na casa de Marion e Tom desencadeia uma exploração de eventos sísmicos acumulados de 40 anos anteriores: a relação apaixonada entre Tom e Patrick em um momento em que a homossexualidade era ilegal no Reino Unido. Styles e Corrin viverão as versões jovens de Tom e Marion, respectivamente. Os dois atores tem pouca experiência em longa-metragem. “My Policeman” será o terceiro longa de Styles, após a estreia em “Dunkirk” (2017) e o trabalho ainda inédito em “Don’t Worry Darling”, de Olivia Wilde, enquanto Corrin só atuou num filme anterior, “Misbehaviour (2020). Vale observar que, durante a produção, Lily James (“Rebecca” da Netflix) chegou a ser considerada para o papel feminino. A adaptação foi escrita por Ron Nyswaner (“Amor Por Direito”), a direção está a cargo de Michael Grandage (“O Mestre dos Gênios”) e a produção é comandada por Greg Berlanti (diretor de “Com Amor, Simon” e criador do “Arrowverso” televisivo) e sua sócia Sarah Schechter da Berlanti-Schechter Films.
Pedro Almodóvar filmará novo filme sobre mães com Penélope Cruz
A atriz Penélope Cruz e o diretor Pedro Almodóvar vão se juntar mais uma vez no filme “Madres Paralelas”. Almodóvar manteve “Madres Paralelas” em banho-maria por algum tempo, mas à medida que os meses de lockdown se desenrolaram durante a pandemia de covid-19 na Espanha, ele conseguiu focar e terminar o roteiro, que gira em torno de mães que dão à luz no mesmo dia. O filme acompanha a vida paralela dos dois primeiros anos de vida de seus filhos, disse Almodóvar à agência de notícias espanhola EFE, em junho. O novo filme reflete uma mudança temática na filmografia do diretor, que trocou o desejo, principal manifestação de seus primeiros filmes, por histórias de maternidade. A mudança já aconteceu há bastante tempo, como se constatar no vencedor do Oscar de 1999 “Tudo Sobre Minha Mãe” e em “Volver”, indicado ao Oscar de 2006 – e que também foi estrelado por Cruz. E esteve presente de forma clara em “Dor e Glória”, o filme mais recente e autobiográfico do diretor, em que Cruz interpretou a mãe do protagonista. “Com ‘Madres paralelas’ volto ao universo feminino, à maternidade, à família. Falo da importância dos ancestrais e descendentes. A inevitável presença de memória. Há muitas mães na minha filmografia, as que fazem parte dessa história são muito diferentes”, disse Almodóvar em comunicado. No novo longa, Cruz dividirá o protagonismo com Aitana Sánchez Gijón (“Velvet Colección”) e a novata Milena Smit (“No Matarás”), além de Israel Elejalde (“Veneno”) e de duas colaboradoras de longa data de Almodóvar, Julieta Serrano e Rossy de Palma, que trabalharam juntas em “Mulheres à Beira de um Colapso Nervoso” (1988), primeiro longa do cineasta espanhol indicado ao Oscar. “Como contador de histórias, mães imperfeitas me inspiram mais neste momento. Penélope Cruz, Aitana Sánchez Gijón e a jovem Milena Smit farão as três mães do filme, acompanhadas por Israel Elejalde como protagonista masculino. É também uma nova colaboração com as minhas queridas Julieta Serrano e Rossy de Palma. ‘Madres Paralelas’ será um drama intenso. Ou assim espero”, completou Almodóvar. As filmagens estão agendadas para o final de março.
Tom Holland: Homem-Aranha 3 “é o filme solo de super-herói mais ambicioso já feito”
Cercada por rumores, a produção do terceiro filme do “Homem-Aranha” estrelado por Tom Holland ganhou ainda mais expectativas após uma entrevista do ator para a revista Variety nesta quinta (4/2). Sem poder revelar detalhes ou confirmar nada, Holland se contentou em dizer que a próxima produção do Homem-Aranha será o filme solo de super-herói mais ambicioso já feito. “Posso dizer que é o filme solo de super-herói mais ambicioso já feito. Quando você se senta, lê o roteiro, vê o que eles estão tentando fazer e percebe que estão tendo sucesso… é realmente impressionante. Nunca vi um filme solo de super-heróis assim. E eu sou apenas, de novo, aquele merdinha sortudo que por acaso é o Homem-Aranha nisso tudo. Temos muito mais filmagens para fazer. Começamos antes do Natal e filmamos por umas sete semanas. Paramos para as férias de Natal e então começamos de novo. Estou tão animado quanto todo mundo para vê-lo, que dirá fazer parte dele.” O que se sabe é que o filme, ainda sem título oficial, deve seguir os eventos de “Homem-Aranha: Longe de Casa”, que terminou com J. Jonah Jameson revelando a identidade secreta do herói para o mundo. Holland, Zendaya, Marisa Tomei, Jacob Batalon e Tony Revolori vão voltar a seus papéis dos primeiros dois filmes, assim como J.K. Simmons como JJJ, mas o elenco contará com muitas novidades, desde a participação de Benedict Cumberbatch como Doutor Estranho até o retorno de Jamie Foxx como Electro e Alfred Molina como Doutor Octopus. Vale lembrar que Electro foi o vilão de “O Espetacular Homem-Aranha 2” (2012), em que o Aranha foi vivido por Andrew Garfield, e Octopus enfrentou o Aranha de Tobey Maguire em “Homem-Aranha 2” (2004). Por conta disso, é forte a boataria em torno de uma trama envolvendo o multiverso e o encontro dos três intérpretes do Homem-Aranha no cinema. A estreia do novo filme da Sony em parceria com a Marvel está marcada para 16 de dezembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Renée Zellweger vai estrelar minissérie de famoso crime real
A atriz Renée Zellweger, duas vezes vencedora do Oscar – por “Cold Mountain” (2003) e “Judy” (2019) – , vai estrelar e produzir a minissérie “The Thing About Pam” na rede americana NBC. A atração de seis episódios vai levar às telas a história de um crime verdadeiro, mas mais estranho que a ficção. Na trama, Zellweger interpreta Pam Hupp, que atualmente cumpre prisão perpétua. Mãe de meia-idade e funcionária de um escritório de seguros, ela se envolveu em um assassinato brutal em 2011 e foi condenada por outro homicídio cometido em 2016. A mulher ainda é suspeita de ter matado a própria mãe. Originalmente, o assassinato de Betsy Faria em 2011 resultou na condenação de seu marido Russ, que sempre insistiu que não matou a esposa. Com novas descobertas, sua condenação foi anulada, desencadeando uma cadeia de eventos que exporia um esquema diabólico envolvendo Pam Hupp. O escândalo que se seguiu virou sensação na mídia e foi apresentado com destaque em reportagens do programa “Dateline”, da rede NBC. Também se tornou tema de um popular podcast da NBC News, “The Thing About Pam”, que é um dos podcasts mais baixados do iTunes. A minissérie tem o mesmo nome do podcast e está sendo escrita por Jessika Borsiczky (“House of Lies”) com produção da Blumhouse Television, NBC News Studios e Big Picture (a empresa da atriz). “Como alguém que não perdeu um episódio de ‘Dateline’ em 10 anos, o que imediatamente se destacou para mim sobre Pam em outras histórias de crimes verdadeiras é que, embora em sua superfície tenha todas as voltas e reviravoltas de um mistério policial emocionante de assassinato, é realmente uma história de personagem em seu cerne, que reflete de uma maneira profunda a paisagem americana em torno de nós”, disse Borsiczky, em comunicado.












