Law & Order: Organized Crime ganha primeira foto e estreia com crossover
Elliot Stabler está de volta. A NBC divulgou a primeira foto oficial e a data de estreia da nova série de Dick Wolf, “Law & Order: Organized Crime”, que apresenta o retorno de Christopher Meloni como Stabler. O ator fechou contrato para voltar a interpretar o detetive televisivo uma década após sair de “Law & Order: SVU”. De acordo com a premissa da nova série, desde então Stabler passou a chefiar uma divisão de crime organizado do Departamento de Polícia da cidade de Nova York. Como se passa na mesma cidade de “SVU”, o reencontro de Stabler com os colegas da antiga série foi assumido pelos produtores como inevitável. Mas não deve ser uma reunião muito alegre, já que ele não se despediu de Olivia Benson (Mariska Hargitay), ao se afastar do departamento sem dizer uma palavra, com a notícia de que teria “se aposentado”. Na verdade, Meloni não chegou a um acordo para renovar seu contrato e não foi convidado para gravar um episódio de despedida do personagem, deixando Hargitay como última integrante do elenco original de “SVU”, que começou a ser transmitida em 1999. Meloni deixou a série em 2011, no final da 12ª temporada. Para tirar logo esse “detalhe” do caminho, “Law & Order: Organized Crime” vai estrear durante um crossover com “Law & Order: SVU”, que vai marcar o reencontro de Stabler com a agora Capitã Benson, uma década após a última cena que compartilharam. A estreia da segunda metade da 22ª temporada de “SVU” vai acontecer em 1 de abril às 21h nos EUA, seguida pelo lançamento de “Organized Crime”, às 22h. Os dois programas terão uma história em comum para fortalecer os laços entre suas produções. No Brasil, “Law & Order: SVU” é exibida no canal pago Universal.
Donald Trump renuncia antes de ser expulso do Sindicato dos Atores
Donald Trump apresentou nesta quinta (4/2) uma carta com pedido de desfiliação ao sindicato dos atores dos EUA, SAG-AFTRA. A notificação aconteceu após o Conselho Nacional da instituição abrir um processo administrativo, visando sua expulsão. A presidente do sindicato, Gabrielle Carteris, justificou a ação em janeiro, dizendo que “Donald Trump atacou os valores pelos quais este sindicato mais preza — democracia, verdade, respeito aos americanos de todas as raças e religiões, e a santidade da imprensa livre”. A instauração do processo aconteceu após o então presidente dos EUA incitar uma turba de seguidores fanáticos a invadir o Congresso americano, dando início a cenas de violência e vandalismo, que resultaram em quatro mortes e várias prisões. Trump inicia sua carta dizendo: “Escrevo sobre a audiência do tal Comitê Disciplinar que visa revogar minha filiação ao sindicato. Quem liga!” Ele cita seus trabalhos como ator (como “Esqueceram de Mim 2”, “Zoolander” e “O Aprendiz”) e completa: “Sua organização fez pouco para seus membros, e nada para mim — além de pedir dinheiro e promover políticas e ideias nada americanas —, como fica evidente pelas enormes taxas de desemprego e processos de atores renomados”. O então empresário entrou no SAG-AFTRA em 1989, quando apareceu em seu primeiro filme, o trash de baixo nível “Os Fantasmas Não Transam”, interpretando seu papel favorito: ele mesmo. A partir daí passou a exigir aparecer em todo o filme que usasse alguma de suas propriedades como cenário, o que o levou a entrar em produções como “Esqueceram de mim 2: Perdido em Nova York” (1992), “Celebridades” (1998), “Zoolander” (2001) e nas séries “Um Maluco no Pedaço” e “Sex and the City”. Sempre como Donald Trump. Embora tenha renunciado ao sindicato, Trump não atendeu a pedidos da sociedade americana para renunciar à presidência dos EUA após o vexame de janeiro passado. Por conta disso, um processo de impeachment foi aberto no Congresso. Embora o mandado de Trump tenha acabado, ele ainda será julgado – a partir de terça (9/2) – e pode ter os direitos políticos caçados caso seja considerado culpado pelo Senado. O ex-presidente dos EUA também foi expulso das redes sociais.
Diretora de Nomadland vai filmar nova versão de Drácula para a Universal
Os dias de cinema independente de Chloé Zhao estão definitivamente no passado. Antes mesmo de vencer os festivais de Veneza e Toronto com “Nomadland”, a cineasta chinesa, radicada nos EUA, já tinha filmado “Eternos”, superprodução da Marvel. Ela agora fechou contrato para dirigir uma nova versão de “Drácula” para a Universal. “As lentes singulares de Chloé iluminam histórias de pessoas esquecidas e incompreendidas”, disse Peter Cramer, presidente da Universal Pictures, em comunicado sobre o projeto. “Estamos entusiasmados em trabalhar com ela enquanto ela reimagina um dos personagens outsider mais icônicos já criados.” “Sempre fui fascinada por vampiros e pelo conceito do Outro que eles personificam”, disse Zhao, no mesmo comunicado. “Estou muito animada para trabalhar com Donna, Peter e a equipe da Universal para reimaginar um personagem tão querido.” Zhao vai escrever, dirigir e produzir o filme por meio de sua produtora Highwayman. O mais curioso, porém, é que esse novo “Drácula” está sendo descrito pelas publicações americanas como um western de ficção científica futurista…
Humberto Braga (1946 – 2021)
Humberto Braga morreu nesta quinta (4/2) no Rio, aos 74 anos, de causa ainda não revelada. Ator e produtor, ele teve atuação mais destacada como servidor público, iniciada em 1968, no então Ministério da Educação e Cultura. Em 1976, ainda sob a ditadura militar, integrou o Serviço Nacional de Teatro (STN), entidade que, em 1982, passou a se chamar Instituto Nacional de Artes Cênicas (Inacen). Depois, em 1989, já na redemocratização, participou da Fundação Nacional de Artes Cênicas (Fundacen). A partir da criação da Funarte, em 1994, tornou-se diretor de Artes Cênicas da instituição, até 2000, quando assumiu a secretaria de Música e Artes Cênicas do Ministério da Cultura (MinC), que ocupou até 2003. Braga também chefiou o setor de teatro de bonecos do extinto SNT, fundou a Escola Nacional de Circo, criador dos projetos Mambembão e Pixinguinha e participou ativamente da regulamentação das profissões de artista e técnico. Ele foi braço direito de Regina Duarte e articulador do plano de cultura da atriz, chegando a ser cotado para ser secretário especial do Ministério da Cultura, em maio do ano passado. Mas foi alvo de uma campanha de ódio dos apoiadores de Bolsonaro, que o rotularam de “esquerdista” tentando se infiltrar no governo do presidente. Seu nome foi vetado. Já a Associação dos Produtores de Teatro do Rio (APTR) o definiu de forma bem diferente, em nota sobre seu falecimento: “Um homem das artes com um legado de honestidade, ética e amor ao teatro”. “Humberto era um aliado e defensor da democracia, do diálogo, da liberdade de expressão e da classe artística”, concluiu a nota da APTR.
BAFTA Awards 2021: Bacurau é semifinalista no “Oscar britânico”
O filme brasileiro “Bacurau” passou pela primeira peneira do BAFTA Awards 2021 (o Oscar britânico) e é um dos 15 longas-metragens que concorrem a uma vaga entre os indicados finais na categoria de Melhor Filme em Língua Não Inglesa da premiação. A lista dos pré-selecionados foi divulgada nesta quinta (4/2) pela Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas (BAFTA, na sigla em inglês), junto com os finalistas em diversas outras categorias. Assim como o Oscar, para conseguir indicações ao BAFTA os filmes passam por uma espécie de “eliminatória”, em que a longa lista de todos os filmes elegíveis é diminuída para 15 títulos. Um novo corte a partir desses semifinalistas resulta na lista definitiva dos indicados na premiação. Para conseguir ser nomeado ao prêmio, o filme de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles precisará superar candidatos fortes, como o dinamarquês “Druk – Mais uma Rodada” (Another Round), que venceu o prêmio da Academia Europeia, o italiano “Rosa e Momo”, com Sophia Loren, e o americano (falado em coreano) “Minari”, que venceu o Festival de Sundance no ano passado. A lista preliminar da categoria de Melhor Filme em Língua Não Inglesa também incluiu “Os Miseráveis” (França), “Transtorno Explosivo” (Alemanha), “Collectiv” (Romênia), “Dorogie Tovarishchi” (Rússia), “Ya No Estoy Aquí” (México), “El Agente Topo” (Chile), “Nuevo Orden” (México), “The Painter and the Thief” (Noruega), “Quo Vadis, Aida?” (Bósnia), “O Traidor” (Itália) e “The Truffle Hunters” (Itália). Os indicados serão anunciados em 9 de março e a cerimônia de premiação está marcada para 11 de abril, em Londres.
SAG Awards 2021: Confira os indicados ao prêmio do Sindicato dos Atores dos EUA
O Sindicato dos Atores dos EUA (SAG-Aftra) divulgou nesta quinta (4/2) os indicados à sua premiação anual. Ao contrário do Globo de Ouro, a lista destaca o trabalho de atores não brancos, demonstrando que aquele outro prêmio representa um ponto totalmente fora da curva em 2021. Dentre os cinco filmes que concorrem a Melhor Elenco do ano no SAG Awards, apenas um tem maioria branca, “Os 7 de Chicago”. Os demais são “Destacamento Blood”, “A Voz Suprema do Blues”, “Uma Noite em Miami” e “Minari – Em Busca da Felicidade”. Quatro desses títulos empataram na liderança com o maior número de indicações. Tanto “Minari”, “Destacamento Blood”, “A Voz Suprema do Blues” e “Os 7 de Chicago” concorrem a três prêmios. Todos tiveram menos indicações que o ator Chadwick Boseman, responsável por um feito histórico, cinco meses após sua morte, ao se tornar o primeiro ator a disputar quatro troféus na mesma edição do SAG Awards. Boseman foi indicado a Melhor Ator, por sua performance como o músico Levee Green em “A Voz Suprema do Blues”, e também como Melhor Ator Coadjuvante, pelo desempenho como Stormin’ Norman em “Destacamento Blood”. Além disso, também concorre ao prêmio coletivo de Melhor Elenco pelos dois filmes. O reconhecimento do SAG Awards a “Destacamento Blood”, de Spike Lee, e “Minari”, de Lee Isaac Chung, também aumenta o tamanho do equívoco do Globo de Ouro, que ignorou totalmente o primeiro e confinou o segundo na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira, sem celebrar seu excelente elenco. As nomeações também representam uma sinalização importante para o Oscar, que costuma seguir de perto as listas do sindicato dos atores nas categorias de interpretação. No lado da televisão, a comédia “Schitt’s Creek” e os dramas “The Crown” e “Ozark”, os dois últimos exibidos pela Netflix, empataram com cinco indicações. A premiação vai acontecer apenas em 4 de abril, com transmissão televisiva no Brasil pelo canal pago TNT. Confira abaixo a lista completa dos artistas nomeados ao SAG Awards 2021. FILME Melhor Ator Riz Ahmed, por O Som do Silêncio Chadwick Boseman, por A Voz Suprema do Blues Anthony Hopkins, por Meu Pai Gary Oldman, por Mank Steven Yeun, por Minari – Em Busca da Felicidade Melhor Atriz Amy Adams, por Era Uma Vez um Sonho Viola Davis, por A Voz Suprema do Blues Vanessa Kirby, por Pieces of a Woman Frances McDormand, por Nomadland Carey Mulligan, por Bela Vingança Melhor Ator Coadjuvante Sacha Baron Cohen, por Os 7 de Chicago Chadwick Boseman, por Destacamento Blood Daniel Kaluuya, por Judas e o Messias Negro Jared Leto, por Os Pequenos Vestígios Leslie Odom Jr., por Uma Noite em Miami Melhor Atriz Coadjuvante Maria Bakalova, por Borat: Fita de Cinema Seguinte Glenn Close, por Era Uma Vez um Sonho Olivia Colman, por Meu Pai Yuh-Jung Yeun, por Minari – Em Busca da Felicidade Helena Zengel, por Relatos do Mundo Melhor Elenco Destacamento Blood A Voz Suprema do Blues Minari – Em Busca da Felicidade Uma Noite em Miami Os 7 de Chicago Melhor Equipe de Dublês Mulher-Maravilha 1984 Destacamento Blood Relatos do Mundo Os 7 de Chicago Mulan TELEVISÃO Melhor Ator em Série – Drama Jason Bateman, por Ozark Sterling K. Brown, por This Is Us Josh O’Connor, por The Crown Bob Odenkirk, por Better Call Saul Rege-Jean Page, por Bridgerton Melhor Atriz em Série – Drama Gillian Anderson, por The Crown Olivia Colman, por The Crown Emma Corrin, por The Crown Julia Garner, por Ozark Laura Linney, por Ozark Melhor Elenco em Série – Drama Better Call Saul Bridgerton The Crown Lovecraft Country Ozark Melhor Ator em Série – Comédia Nicholas Hoult, por The Great Daniel Levy, por Schitt’s Creek Eugene Levy, por Schitt’s Creek Jason Sudeikis, por Ted Lasso Ramy Yousef, por Ramy Melhor Atriz em Série – Comédia Christina Applegate, por Disque Amiga Para Matar Linda Cardellini, por Disque Amiga Para Matar Kaley Cuoco, por The Flight Attendant Annie Murphy, por Schitt’s Creek Catherine O’Hara, por Schitt’s Creek Melhor Elenco em Série – Comédia Disque Amiga Para Matar The Flight Attendant The Great Schitt’s Creek Ted Lasso Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme Bill Camp, por O Gambito da Rainha Daveed Diggs, por Hamilton Hugh Grant, por The Undoing Ethan Hawke, por The Good Lord Bird Mark Ruffalo, por Know This Much is True Melhor atriz em Minissérie ou Telefilme Cate Blanchett, por Mrs. America Michaela Coel, por I May Destroy You Nicole Kidman, por The Undoing Anya Taylor-Joy, por O Gambito da Rainha Kerry Washington, por Little Fires Everywhere Melhor Equipe de Dublês The Boys Cobra Kai Lovecraft Country O Mandaloriano (The Mandalorian) Westworld
Chadwick Boseman realiza feito histórico no SAG Awards 2021
Morto há cinco meses, o ator Chadwick Boseman realizou um feito histórico ao receber indicações póstumas no SAG Awards 2021, prêmio do Sindicato dos Atores dos EUA (SAG-Aftra), que elege os melhores intérpretes do ano. Destaque na lista de indicados revelados nesta quinta (4/2), Boseman disputa o prêmio de Melhor Ator, por sua performance como o músico Levee Green em “A Voz Suprema do Blues”, e também como Melhor Ator Coadjuvante, pelo desempenho como Stormin’ Norman em “Destacamento Blood”. Além disso, também concorre ao prêmio coletivo de Melhor Elenco pelos dois filmes. Com isso, tornou-se o primeiro ator a disputar quatro prêmios numa única edição do SAG Awards. Nesta semana, Boseman também recebeu uma indicação póstuma ao Globo de Ouro de Melhor Ator de Filme Dramático por seu desempenho em “A Voz Suprema do Blues”, mas foi ignorado – junto com o filme inteiro – em “Destacamento Blood”. O Globo de Ouro está sendo muito criticado por barrar atores e filmes de temática não branca em 2021.
Sia pede desculpas por Music, filme indicado ao Globo de Ouro
A cantora australiana Sia publicou um pedido de desculpas em suas redes sociais pela representação do autismo no filme “Music”, sua estreia na direção, depois que o filme surpreendentemente conseguiu duas indicações ao Globo de Ouro. “Music” gerou polêmica por escalar a atriz Maddie Ziegler para interpretar uma mulher autista que ouve música sem parar em seus fones de ouvido. No filme, a atriz se comporta como se tivesse retardo mental e não os sinais tradicionais de autismo. Após sua nomeação para o Globo, Sia prometeu remover as cenas mais graves, de contenção da personagem, e disse que o filme será atualizado com um aviso. “Sinto muito”, ela disse simplesmente em uma postagem. Em outra, acrescentou: “Pretendo remover as cenas de restrição de todas as cópias futuras. Ouvi as pessoas erradas e essa é minha responsabilidade, minha pesquisa claramente não foi completa o suficiente, não foi ampla o suficiente. ” Depois disso, ela simplesmente deletou sua conta no Twitter. Sia já esteve envolvida em discussões no Twitter sobre o filme, num tom bem diferente. Em novembro passado, ela protestou contra críticas que estava sofrendo de pessoas autistas, dizendo que tentou “representar a comunidade com amor”. Muitos perguntaram por que um ator deficiente não poderia ter preenchido o papel. Sia sugeriu que autistas não eram bons atores e reclamou das cobranças. “Duh. Passei três anos pesquisando, acho que é por isso que estou tão chateada. ” O filme foi destruído pela crítica nos EUA e tem apenas 29% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mesmo assim, ganhou duas indicações ao prêmio da Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA), concorrendo ao Globo de Ouro de Melhor Atriz (Kate Hudson) e Melhor Filme de Comédia ou Musical. Hudson, que vive a irmã mais velha de Ziegler no filme, disse que ficou “sem palavras” após a indicação. “Music” estreia comercialmente na próxima semana nos EUA. Veja o trailer abaixo.
Anime baseado no filme Círculo de Fogo ganha teaser e data de estreia
A Netflix divulgou o teaser da série animada baseada nos filmes da franquia “Círculo de Fogo”, criada pelo roteirista Travis Beacham e o cineasta Guillermo del Toro em 2013. Intitulado “Círculo de Fogo: The Black” (Pacific Rim: The Black), o desenho em estilo anime fecha um “círculo”, uma vez que o filme original incluía animes japoneses entre suas inspirações, especialmente o clássico “Neon Angel Evangelion”. A prévia apresenta novas ameaças de kaiju (monstros gigantes) e um casal de irmãos que embarcam num velho mecha (robô gigante pilotável), conhecido como Jaeger, para confrontá-los. O anime foi anunciado em 2018 e desenvolvido pela Polygon Pictures, que também foi responsável pela trilogia animada de Godzilla disponibilizada na Netflix, em parceria com a Legendary, estúdio do filme original. O projeto foi criado por Craig Kyle (roteirista de “Thor: Ragnarok”) e Greg Johnson (criador de “X-Men: Evolution”) e o vídeo anuncia a estreia em 4 de março.
Pelé reflete sobre sua trajetória em trailer de documentário da Netflix
A Netflix divulgou o trailer do novo documentário que revisita o extraordinário período em que Pelé passou de jovem craque em 1958 a herói nacional durante a Copa do Mundo de 1970, cobrindo, além dos feitos do atleta, uma era radical e turbulenta da história brasileira. O trailer é acompanhado por trilha fornecida pelo próprio Pelé, que batuca habilmente uma caixa de engraxate, marcando as batidas da prévia. Em meio às jogadas antológicas e imagens da época da Ditadura Militar, Pelé aparece refletindo sobre sua trajetória. Ele diz: “Sempre me procuram para ver se posso apoiar um lado ou outro”, sobre ter sido disputado por adeptos da ditadura e da oposição. E também: “Naquele momento, eu não queria ser Pelé”, sobre jogar na Copa do Mundo, durante a ditadura. O documentário também inclui cenas de arquivo e declarações de lendários ex-companheiros de Santos e da Seleção, como Zagallo, Amarildo e Jairzinho, além de depoimentos inéditos de familiares, jornalistas, artistas (como Gilberto Gil) e outras personalidades que viveram a época de ouro do futebol brasileiro. “Pelé” é uma produção da Pitch Productions, dirigida pelos britânicos David Tryhorn e Ben Nicholas (ambos de “Crossing the Line”) e produzida pelo cineasta vencedor do Oscar Kevin Macdonald (“Munique, 1972: Um Dia em Setembro”). O lançamento está marcado para o dia 23 de fevereiro.
Fim de semana não terá estreias de cinema
Os cinemas não vão receber estreias nesta quinta-feira (4/2), refletindo a decisão de manter as salas fechadas durante os fins de semana em São Paulo. As distribuidoras desistiram de lançar suas produções porque, sem os fins de semana paulistas, o circuito não se sustenta. O estado – e principalmente a capital paulista – concentra a maior quantidade de cinemas do país. O detalhe é que o governo estatual, que tinha anunciado o fechamento até meados de fevereiro, voltou atrás e liberou o funcionamento dos serviços não essenciais já neste fim de semana. A decisão de suspender a fase mais restritiva foi tomada após uma melhora nos indicativos de novos casos de covid-19 e, principalmente, de internações em leitos primários e de UTIs no estado. Segundo o governador João Doria, esse recuo permitiu que as atividades de final de semana fossem retomadas. Com essa decisão, 11 regiões do estado classificadas na fase laranja, incluindo a Grande São Paulo, terão o retorno dos serviços não essenciais aos finais de semana, mas com o horário reduzido. Nas seis regiões que permanecem na fase vermelha, os serviços seguem suspensos. Na fase laranja, os serviços não essenciais podem funcionar por até oito horas diárias, com atendimento presencial limitado a 40% da capacidade e encerramento das atividades às 20h. Apesar da reabertura na capital, a política de sanfona, fecha e abre, implodiu a programação dos exibidores, que agora funcionarão sem nenhuma estreia neste fim de semana. A programação da semana que vem também não prevê lançamentos, o que pode ser revisto diante dos novos desdobramentos.
Chefe da WarnerMedia elogia talentos negros barrados no Globo de Ouro
A chefe dos estúdios e canais da WarnerMedia, Ann Sarnoff, resolveu não passar pano para o Globo de Ouro, ao celebrar as 15 indicações obtidas pela empresa nesta quarta (3/2). Ao mesmo tempo em que citou as conquistas atingidas, ela argumentou que o Globo de Ouro precisa fazer mais para promover e celebrar histórias de artistas pouco representados em sua premiação. A WarnerMedia teve uma forte presença com seus programas e filmes, vindos da HBO, HBO Max, Warner Bros. TV e Warner Bros. Pictures, com várias indicações para títulos como “The Flight Attendant”, “Ted Lasso”, “The Undoing” e “Os Pequenos Vestígios”. “Este reconhecimento da indústria é uma prova do nosso compromisso em trazer a melhor narrativa do mundo para o público em todos os lugares. É também uma celebração da criatividade, do comprometimento e do trabalho árduo de nossos parceiros criativos e das equipes de conteúdo de toda a empresa”, escreveu Sarnoff num memorando obtido pela revista Variety. Ela elogiou sua equipe pelas conquistas, especialmente por acontecerem durante uma pandemia global que abalou Hollywood. “Tudo isso foi feito em face de circunstâncias sem precedentes que impactaram todas as partes de nossos negócios”. Entretanto, protestou pela falta de artistas negros em muitas categorias e a ausência absoluta de produções elogiadíssimas – e até premiadas – comandadas por negros. “Ao celebrarmos nossos indicados incrivelmente merecedores, devemos também reconhecer que mais trabalho precisa ser feito para que as histórias de todos os criadores e atores sejam incluídas de forma igualitária e devidamente reconhecidas”, escreveu Sarnoff. A executiva da WarnerMedia ainda fez questão de citar conteúdos da empresa com artistas negros que foram subestimados ou totalmente ignorados pelos 80 eleitores do Globo de Ouro. “Honramos os elencos de ‘Judas e o Messias Negro’, ‘I May Destroy You’ e ‘Lovecraft Country’ por suas incomparáveis performances individuais e coletivas no ano passado”, acrescentou Sarnoff. O memorando vem à tona após vários críticos americanos protestaram contra a seleção embranquecida de filmes e artistas que disputarão o Globo de Ouro 2021. Considerada a melhor série do ano passado por 9 entre 10 críticos dos EUA, “I May Destroy You”, criada, dirigida e estrelada por Michaela Coel, não foi lembrada em uma categoria sequer. “Lovecraft Country” emplacou uma vaga na disputa de Melhor Série de Drama, mas nenhum de seus atores foi lembrado nas listas de interpretação. “Judas e o Messias Negro”, por sua vez, concorre como Melhor Coadjuvante (Daniel Kaluuya) e Música, tendo sido considerado “um dos melhores filmes do ano” (frase que consta em seu cartaz e é justificada pelos 99% de aprovação no Rotten Tomatoes). Estes são apenas três casos que deram o que falar, e que pertencem à Warner. Vários outros títulos de representatividade negra de outros estúdios também foram barrados – incluindo “Destacamento Blood”, de Spike Lee, que não disputa prêmio algum. Em compensação, vários filmes e séries ruins com menos de 30% de aprovação, mas de criadores, produtores, diretores e atores brancos, entraram na seleção.
Trailer mostra que Punky, a Levada da Breca virou adulta na volta da série clássica
A plataforma americana Peacock, serviço de streaming com conteúdo da NBCUniversal, divulgou uma coleção de pôsteres e o trailer oficial do revival da série clássica “Punky, a Levada da Breca” (Punky Brewster). A atração vai voltar com a mesma atriz que vivia a menina nos anos 1980, Soleil Moon Frye. Como mostra o vídeo, a nova série é uma continuação da trama original e vai mostrar Punky (Frye) como uma mulher adulta. Na verdade, uma atrapalhada mãe divorciada de três crianças, que ainda não superou a separação do marido e ainda resolve incluir na família uma menina perdida que a lembra de sua própria infância. A premissa segue uma tendência de outras produções em que crianças de séries clássicas retornam adultas para estrelar continuações, o que aconteceu recentemente em “Fuller House” e “A Casa da Raven” (Raven’s Home). Soleil Moon Frye não é a única integrante do elenco original que está de volta. Chrie Johnson também retoma seu papel como Cherie, melhor amiga de Punky. As novidades ficam por conta de Freddie Prinze Jr. (“Ela É Demais”), que vive o ex-marido, Noah Cottrell (“Arranha-Céu: Coragem Sem Limite”), Oliver de los Santos (“Occupation: Rainfall”) e Lauren Lindsey Donzis (“No Good Nick”) como os filhos e a estreante Quinn Copeland, como a nova “Punky” – ou melhor, Izzy. “Punky, a Levada da Breca” foi exibida originalmente entre 1984 e 1988 e girava em torno de uma garota abandonada pela mãe em um shopping. Sem se deixar abater, ela começa a morar num apartamento vago de um prédio administrado pelo viúvo Henry (George Gaynes), que depois a adota. No Brasil, a sitcom foi transmitida com grande sucesso pelo SBT, e depois de cansar de reprisar por lá passou ainda pela Rede Bandeirantes. Além disso, uma versão em desenho animado da série foi produzida entre 1985 e 1987. A série acabou quando Soleil Moon Frye tinha 12 anos. Mas ela não parou de atuar, aparecendo em várias outras atrações televisivas, inclusive em “Friends”, “Galera do Barulho” (Saved by the Bell) e “Anos Incríveis” (The Wonder Years), até se destacar num papel fixo em “Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira” (1996–2003) e como dubladora da franquia animada baseada nas bonecas “Bratz” (2004-2013). O revival de “Punky” estava sendo desenvolvido pelos irmãos Steve e Jim Armogida (criadores da série “School of Rock”) para os estúdios Universal, visando um lançamento na rede NBC, lar da série original. Mas o projeto de streaming da empresa mudou tudo. A produção agora vai se juntar ao revival de “Galera do Barulho”, outro sucesso adolescente antigo, na plataforma Peacock, ainda não disponível no Brasil. A estreia está marcada para o dia 25 de fevereiro.












