O Bem-Amado volta em streaming para mostrar que Brasil virou Sucupira
A clássica novela “O Bem-Amado” estreou em streaming nesta segunda (15/2), disponibilizada pelo Globoplay. E seu retorno, quase meio século após sua exibição original, surpreendeu público e imprensa pela atualidade de sua trama. Em seus capítulos, a antiga Sucupira de Odorico Paraguaçu ressurge quase como uma premonição sobre o Brasil atual de Jair Bolsonaro. Adaptação feita por Dias Gomes de sua própria peça “Odorico, O Bem-Amado e Os Mistérios do Amor e da Morte” (1962), a obra foi exibida originalmente em 1973 como a primeira novela à cores da Globo. Foi também a primeira exportada e a primeira a conquistar premiação internacional. Marcou época por muitos motivos, mas principalmente graças à fantástica interpretação de Paulo Gracindo no papel do prefeito corrupto Odorico Paraguaçu. O personagem fez tanto sucesso que depois ainda rendeu uma série e permaneceu culturalmente relevante a ponto de ganhar um filme recente (de 2010) com Marco Nanini no papel principal. “O Bem-Amado” também lançou as carreiras da atriz Sandra Brea e até de Lima Duarte como ator da Globo – ele tinha sido contratado como diretor, um ano antes. Ela vivia a filha de Odorico e ele interpretou o matador Zeca Diabo. A história criticava o Brasil do regime militar, satirizando o cotidiano da cidade fictícia de Sucupira. Mas mesmo enfrentando censura – a ditadura proibiu que se falasse em “coronéis”, entre outras coisas – , pintou um retrato da política nacional que se revela extremamente atual no Brasil de Bolsonaro. Candidato a prefeito de Sucupira, o corrupto Odorico Paraguaçu era considerado um mito pela maior parte da população que acreditava em suas mentiras. Ele se elege com a promessa de inaugurar o primeiro cemitério na cidade, mas, como não morria ninguém, resolveu permitir o retorno do matador Zeca Diabo, com a esperança de que ele matasse alguém. Só que Zeca Diabo virou crente e prometeu nunca mais matar ninguém. A esperança do prefeito se volta então para uma epidemia de tifo, na metade da trama, que o levar a querer atrapalhar uma campanha de vacinação (do médico vivido por Jardel Filho) que pode impedir as mortes. Esta não é a única possível coincidência com a realidade atual. Odorico também reagiu com um sonoro “E daí?” ao ser informado sobre a ameaça à saúde da população de Sucupira, disse que não admitia que um adversário político fosse reconhecido por providenciar vacinas e afirmou que iria interceptar os imunizantes para distribuir ele mesmo num posto de saúde que iria inaugurar, ficando com as glórias pelo esforço alheio. O personagem também vivia fazendo trapaças e espalhando mentiras (fake news) para derrotar seus adversários, era aliado das fanáticas religiosas locais, as irmãs Cajazeiras (Ida Gomes, Dorinha Durval e Dirce Migliaccio), defensoras da moral e dos bons costumes, queria controlar a polícia e enxergava a imprensa como sua maior inimiga, perseguindo o principal jornalista da cidade (vivido por Carlos Eduardo Dolabella) por denunciar seus desmandos. Confira abaixo uma cena que confirma como a trama de quase meio século atrás tornou-se extremamente atual.
Diretor da série de Tekashi 6ix9ine diz que o rapper é um “ser humano horrível”
O polêmico Tekashi 6ix9ine é personagem de uma série biográfica, intitulada “Supervillain: The Making of Tekashi 6ix9ine”, que estreia em 21 de fevereiro nos EUA (no canal pago Showtime). E o diretor da obra aproveitou a divulgação do lançamento para ressaltar que, apesar de ganhar sua própria série, o rapper é um “ser humano horrível”. “O público e a mídia o odeiam porque ele é realmente um ser humano horrível que fez coisas terríveis”, disse Karam Gill (“G-Funk”) ao site Page Six. Tekashi foi condenado vários vezes, por tráfico de heroína, por gravar sexo com uma menor (supostamente de 13 anos) e incluir cenas em seus vídeos, por extorsão, tentativa de assassinato, ameaças com armas de fogo, etc. O rapper, que assumiu a culpa pelos atos de violência, dedurou parceiros num acordo para cumprir 24 meses de prisão. Após ser libertado, seu primeiro lançamento musical, intitulado “GOOBA”, quebrou o recorde do YouTube como o vídeo de rap mais assistido em 24 horas. Ele também teria forjado um sequestro de si mesmo e deixou “uma cidade inteira querendo matá-lo”, como diz o trailer da série. Diante desse perfil, Gill disse que chegou a hesitar em entrar no projeto e precisou fazer uma longa reflexão para mudar de perspectiva. “Percebi que é uma história extremamente importante que ilumina onde estamos como cultura”, ele ponderou. “Estamos vivendo na era das celebridades manufaturadas, onde as pessoas podem criar personas online inautênticas e chegar à fama sem nenhum talento ou moral. A história de Tekashi é exatamente isso, ele é alguém que percebeu o poder de ter sua própria plataforma.” De acordo com o diretor, cada publicação do rapper é calculada para gerar repercussão na mídia. “Tekashi era alguém que nunca fazia nada online por acidente. Cada clique, palavra e ação online foram concebidos com cuidado para provocar uma reação.” “De uma perspectiva geral, ele adora instigar e agravar, o que é algo que provoca uma reação natural” e gera engajamento, comentários, público. Por esta ótica, mesmo os que o odeiam ajudam a torná-lo popular. A série de três capítulos, que se baseia num artigo da revista Rolling Stone sobre como aconteceu a ascensão e a queda do rapper, também ajuda Tekashi 6ix9ine em seu objetivo de causar e virar a causa de outras pessoas. Veja o trailer abaixo.
Documentário faz Perez Hilton lamentar sua crueldade com Britney Spears
O fofoqueiro profissional Perez Hilton, um dos blogueiros mais populares dos EUA que até já apareceu no “Celebrity Big Brother”, resolveu pedir desculpas a Britney Spears pela maioria das vezes (não todas as vezes) em que praticou bullying, fazendo comentários cruéis sobre a cantora. O mea culpa foi arrancado pela repercussão do documentário “Framing Britney Spears”, produzido pelo jornal The New York Times e exibido pelo canal pago FX e a plataforma Hulu. Hilton fez parte do cerco à Britney citado no filme, responsável por submeter a artista a piadas agressivas e tratamento desumano durante sua crise pessoal, ao perder a guarda dos filhos. “Lamento muito ou a maior parte do que disse sobre Britney. Felizmente, muitos de nós ficamos mais velhos e mais sábios”, ele disse, antes de defender Diane Sawyer, que aparece no filme fazendo uma entrevista completamente inapropriada com a cantora, pressionando-a sobre o fim de seu relacionamento com Justin Timberlake e sua imagem sexy. “Alguém que foi falado neste documentário muito brevemente foi Diane Sawyer, jornalista respeitada, uma boa mulher, mas muitas pessoas estão pintando-a como uma vilã”, disse, antes de destacar que “há outras questões” que envolvem Britney, como “questões de saúde mental”. A entrevista citada foi antes de qualquer colapso nervoso da cantora e demonstrou como o machismo da mídia cercou Britney desde o começo de sua carreira. Hilton, que tentou encerrar a carreira de Britney na época, agora é alvo de campanha de cancelamento dos fãs da cantora. Muitos ficaram comovidos pelo documentário e foram às redes sociais para detonar o blogueiro pela cobertura do incidente de Britney Spears com paparazzis em 2007, em que o colunista chamou a cantora de “mãe inadequada”. Além disso, após a morte do ator Heath Ledger, o blogueiro exibiu mensagens que questionavam o porquê de Britney não ter morrido no lugar do intérprete do Coringa em “Cavavaleiro das Trevas”. Comentários pesados que mereciam um pedido de desculpas menos genérico. “Perez Hilton comentar agora sobre a situação de Britney é totalmente inapropriado, porque foi um dos líderes de torcida [anti-Britney]”, tuitou um usuário. “Eu sinto muito por ela ter que lidar com tanto ódio. Perez Hilton foi um dos piores!”, declarou outro. “Assim que libertarmos Britney, devemos prender Perez Hilton”, conclamou um terceiro. O blogueiro também provocou os canceladores em seu canal no YouTube, ao se comparar com Justin Timberlake, que emitiu um pedido de desculpas oficial – perfeito demais para ter sido escrito por ele mesmo, segundo o ainda venenoso Hilton. “Eu assino embaixo tudo o que ele escreveu. Muitos acham que eu não deveria falar sobre o que aconteceu com Britney Spears, Evan Rachel Wood ou quem quer seja por causa do meu passado. Mas eu genuinamente lamento aquilo, aprendi com aquilo e tento melhorar. E para as pessoas que não querem dar pra mim ou Justin Timberlake uma chance de fazer melhor… o que preferem? Tem gente malvada por aí que preferia ver Justin Timberlake sofrer, que tudo caísse em pedaços na vida dele, mas essa é um energia que deveria ser liberada?”, disse, antes de lançar uma teoria de que Britney pode ter tentado matar os próprios filhos… Veja abaixo.
Netflix desenvolve novo documentário sobre Britney Spears
A Netflix estaria preparando um novo documentário sobre Britney Spears. A produção teria começado bem antes da repercussão causada pelo popular documentário “Framing Britney Spears”, produzido pelo jornal The New York Times para o canal pago FX e a plataforma Hulu, que redimensionou a história da cantora, apresentando-a como vítima de bullying e machismo da mídia. De acordo com o canal de notícias Bloomberg, a cineasta Erin Lee Carr está à frente do projeto. Ela trabalhou com a Netflix no ano passado na minissérie documental “Perícia Viciada” (How to Fix a Drug Scandal) e fez os documentários de sucesso da HBO “Eu Te Amo, Agora Morra – O Caso de Michelle Carter” e “At the Heart of Gold: Inside the USA Gymnastics Scandal” (ambos de 2019). Nenhum outro detalhe foi disponibilizado sobre o foco específico do projeto da Netflix, que ainda não foi concluído e não tem data de estreia. A plataforma de streaming nem sequer anunciou o projeto.
Netflix revela trailer de documentário sobre o rapper Notorious B.I.G.
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de “Notorious B.I.G. – A Lenda do Hip Hop” (Biggie: I Got a Story To Tell), documentário que retrata os muitos lados do rapper The Notorious B.I.G., também conhecido como Biggie Smalls e que nasceu Christopher Wallace. Um dos mais talentosos rappers dos anos 1990, Biggie foi assassinado em 1997 e já inspirou um filme sobre sua vida, “Notorious B.I.G. – Nenhum Sonho é Grande Demais” (2009), além de produções dedicadas à investigação de sua morte, como a minissérie “Unsolved” (2018) e o filme “City of Lies” (2018), com Johnny Depp. De acordo com a Netflix, o documentário “oferece um novo olhar sobre um dos maiores e mais influentes rappers de todos os tempos, feito por aqueles que o conheceram melhor. Produzido em colaboração com a família de Biggie, ‘A Lenda do Hip Hop’ é o retrato de um homem cuja rápida ascensão e fim trágico esteve no centro da tradição do rap por mais de 20 anos.” Dirigido por Emmett Malloy, que fez carreira dirigindo clipes de “rock” (de Metallica a Avril Lavigne), o filme apresenta imagens raras gravadas pelo melhor amigo de Wallace, Damion “D-Roc” Butler e novas entrevistas com amigos e familiares do rapper que foi assassinado em um tiroteio nunca solucionado em 9 de março de 1997, e teria relação com o assassinato de Tupac Shakur um ano antes. O filme tem produção executiva de Sean Combs, o produtor musical (também conhecido como Puff Daddy, P Diddy e Puffy) que lançou a carreira de Biggie, além de sua mãe, Voletta Wallace, Mark Pitts, Stanley Buchthal e Emmett e Brendan Malloy. “Notorious B.I.G. – A Lenda do Hip Hop” tem estreia marcada para 1º de março.
Missão Impossível 7 se despede de Abu Dhabi para encerrar produção em Londres
A produção de “Missão: Impossível 7” se aproxima do fim após um notável esforço cinematográfico, com filmagens ao redor da Europa e Oriente Médio durante a pandemia. O diretor Christopher McQuarrie revelou em seu Instagram no domingo (14/2) que a equipe concluiu as filmagens em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e está viajando de volta a Londres para dar os “retoques finais” nas gravações. Isto provavelmente significa acrescentar cenas ou ângulos novos no material registrado entre agosto e setembro passados na capital da Inglaterra. O post também sugere que os planos de filmar “Missão: Impossível 7” e “Missão: Impossível 8” ao mesmo tempo foram alterados. McQuarrie termina seu post avisando que filmar a próxima continuação será “um desafio ainda maior”, que está por vir. O site Deadline foi buscar mais detalhes e ouviu de suas fontes na Paramount que a estratégia foi alterada, devido à mudança no calendário de lançamentos forçada pela pandemia. O astro da franquia, Tom Cruise, terá que se afastar para cumprir tarefas promocionais do estúdio visando o lançamento de “Top Gun: Maverick”, planejado para 2 de julho, e por isso ficará longe dos sets por mais tempo que o esperado. Por conta disso, a produção de “Missão: Impossível 8” só poderá começar após a estreia da continuação do filme dos anos 1980. Neste meio tempo, McQuarrie vai trabalhar na edição do sétimo longa-metragem. Ainda sem título oficial, “Missão: Impossível 7” tem previsão de lançamento para 19 de novembro de 2021 e deve ser concluído a tempo – uma façanha notável, considerando os desafios que enfrentou, com várias paralisações por contaminação de covid-19 e acidente de dublês. Enquanto isso, “Missão: Impossível 8” permanece no calendário do estúdio com a data de 4 de novembro de 2022. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Christopher McQuarrie (@christophermcquarrie)
Hasbro cancela boneco de Cara Dune após demissão de Gina Carano
A Luscasfilm não foi a única empresa que decidiu romper com a atriz Gina Carano. Após ela ser dispensada da série “The Mandalorian”, a Hasbro cancelou o lançamento de uma “action figure” de sua personagem Cara Dune. A informação foi revelada por um cliente da loja Big Bad Toy Store, que publicou uma captura de tela com a explicação sobre o fim da pré-venda do boneco colecionável. “Fomos informados pela Hasbro que eles cancelaram a produção [da action figure] de Cara Dune (‘O Mandaloriano’), [da coleção] ‘Star Wars: The Black Series 6’, e não irão atender nosso pedido. Infelizmente, isso significa que devemos cancelar nossas pré-vendas deste item. Pedimos desculpas pelo transtorno e agradecemos muito a sua compreensão. ” Uma pesquisa nas lojas da Hasbro revelam que o estoque atual de bonecos de Cara Dune está vazio. Não é possível comprar sua action figura em nenhum lugar. A ex-lutadora de MMA interpretou Cara Dune nas duas primeiras temporadas de “The Mandalorian” na Disney+ (Disney Plus), mas não participará mais dos próximos episódios ou de qualquer outro projeto ligado ao universo de “Star Wars”. Um comunicado avisou simplesmente que a atriz “não está empregada atualmente pela Lucasfilm e não há planos para ela no futuro”. Carano foi demitida de “The Mandalorian” por minimizar o Holocausto, desdenhar do uso de máscaras contra covid-19 e outros posts polêmicos nas redes sociais. A gota d’água foi um post em que ela comparou os republicanos, como ela, aos judeus perseguidos na Alemanha nazista. “Os judeus foram espancados nas ruas, não por soldados nazistas, mas por seus vizinhos … até por crianças. Como a história é editada, a maioria das pessoas hoje não percebe que, para chegar ao ponto em que os soldados nazistas puderam facilmente prender milhares de judeus, o governo primeiro fez com que seus próprios vizinhos os odiassem simplesmente por serem judeus. Como isso é diferente de odiar alguém por suas opiniões políticas?”, ela escreveu, acrescentando uma foto do Holocausto. As redes sociais reagiram, fazendo com que a hashtag #FireGinaCarano (demita Gina Carano) virasse tendência. Após a demissão, ela também perdeu o empresário, dispensada por sua agência de talentos, a UTA. Hasbro says bye bye Carano pic.twitter.com/gCpg05zoJt — KC Walsh – BLM (@TheComixKid) February 12, 2021
WandaVision pode ter virado a série mais vista do mundo
“WandaVision” teria se tornado a série mais vista do mundo na semana passada. A conclusão é de uma pesquisa da empresa Parrot Analytics e foi divulgada com alarde pela revista Forbes. Para chegar a seu resultado, a Parrot Analytics disse ter usado dados de pesquisa dos internautas, streaming, redes sociais e downloads, incluindo pirataria. Segundo a análise da empresa de consultoria de dados, “WandaVision” começou a virar uma das séries mais vistas por ocasião de seu terceiro episódio e assumiu o topo após seu quinto capítulo, em 5 de fevereiro – o episódio que introduziu Pietro, vivido por Evan Peters. O analista de insights da Parrot Analytics, Wade Payson-Denney, diz que o bom desempenho se deve à estratégia de lançar os episódios semanalmente, em contraste com o costume da Netflix de liberar toda a temporada de uma vez. O mesmo recurso teria ajudado “O Mandaloriano” (The Mandalorian) a se tornou mais popular à medida que seus episódios foram liberados. “Quando vemos uma sequência de lançamentos excessivos como na Netflix, vemos a demanda disparar no início por cerca de uma semana”, explicou o executivo, citado pela Forbes. “Eles realmente aparecem bem no início, mas rapidamente desaparecem. É um sucesso rápido para esses programas. Enquanto que com o lançamento semanal vemos a popularidade aumentar gradualmente com o tempo, especialmente para programas como ‘O Mandaloriano’ e ‘WandaVision’. Isso realmente mantém essas séries no conversa por mais tempo”. Mas o anúncio da liderança da série da Disney+ (Disney Plus) tem um detalhe incômodo para quem buscar mais detalhes: a liderança não é respaldada por números. A Parrot Analytic não informa – ou não sabe – quantas pessoas viram a suposta série mais vista do mundo. Esta falta de dados jamais seria aceita em qualquer pesquisa científica, mas o universo do streaming tem criado uma realidade paralela em que empresas divulgam dados sem comprovação nenhuma e comemoram seus feitos imaginários. Desta forma, a liderança mundial de “WandaVision” é tão realista quanto os recordes da Netflix, que festejam audiências de 28 dias de séries lançadas há 5 dias. Primeira série da Marvel Studios criada exclusivamente para a plataforma Disney+, “WandaVision” traz Elizabeth Olsen e Paul Bettany nos papéis principais, respectivamente como Wanda, a Feiticeira Escarlate, e Visão, seus personagens nos filmes dos Vingadores. A atração tem só mais três semanas de exibição, encerrando-se no dia 5 de março.
Atores de Buffy se manifestam em apoio às denúncias das atrizes da série
Os atores masculinos da série “Buffy: A Caça-Vampiros” e seu spin-off “Angel” resolveram se manifestar após as denúncias das integrantes femininas das séries contra o criador das duas atrações, Joss Whedon. As denúncias começaram na quarta-feira passada (10/2), após Charisma Carpenter, a intérprete de Cordélia, revelar abusos e assédio moral cometidos pelo produtor nos bastidores. E, assim como no movimento original do #MeToo, o post acabou gerando um efeito cascata. O desabafo da atriz foi ecoado pela intérprete da própria Buffy, Sarah Michelle Gellar, que disse “ter orgulho de ter meu nome ligado ao de Buffy Summers”, mas “não quero ter meu nome ligado ao de Joss Whedon”, manifestando apoio às vítimas de abusos. E provocou calafrios, quando Michelle Trachtenberg comentou logo em seguida que o comportamento de Whedon foi impróprio “enquanto eu era uma adolescente” e que “Havia uma regra dizendo que [Whedon] não poderia ficar em uma sala sozinho com Michelle novamente”. David Boreanaz, intérprete de Angel, que trabalhou com Carpenter em “Buffy” e “Angel”, tuitou uma mensagem de apoio à atriz, sem mencionar Whedon. “Estou aqui para ouvi-la e apoiá-la”, ele escreveu no domingo (14/2). “Orgulho da sua força.” Ele apagou em seguida, mas não antes que Carpenter respondesse: “Eu sei que você está aqui para mim, David. Agradeço tudo o que você fez para demonstrar esse apoio também em particular. Especialmente desde quarta-feira… muito obrigada.” Em sua postagem na semana passada, Carpenter disse que a Whedon a chamava de gorda quando estava grávida e perguntou se ela planejava manter seu filho durante uma reunião privada. Como ela queria ser mãe, Whedon “passou a atacar minha personagem, zombar de minhas crenças religiosas, acusar-me de sabotar o programa e, em seguida, despedir-me sem cerimônia na temporada seguinte, assim que dei à luz”. Também expressando seu apoio às atrizes que falaram abertamente, James Marsters, intérprete de Spike nas duas séries, também escreveu no Twitter que “o set de ‘Buffy’ teve desafios”. “Embora eu sempre considere uma honra ter interpretado o personagem de Spike, o set de ‘Buffy’ teve desafios. Não apoio abusos de qualquer tipo e fico com o coração partido ao saber das experiências de alguns integrantes do elenco. Envio meu amor e apoio a todos os envolvidos”, ele escreveu. Já Anthony Head, que viveu Giles, o antigo mentor de Buffy, revelou ter sido surpreendido pelas notícias durante uma participação no programa britânico “This Morning”, do canal ITV. O ator de 66 anos se disse “destruído” pelas alegações das atrizes de que Whedon teria criado um ambiente de trabalho “hostil e tóxico”. “Passei a maior parte da noite acordado apenas repassando minhas memórias, pensando, ‘O que eu não vi?'”, disse Head durante sua entrevista. “Não sou um homem dizendo ‘Eu não vi, então não aconteceu'”, ele continuou. “Estou arrasado. Estou seriamente arrasado porque uma das minhas lembranças – minha lembrança mais querida – foi o fato de que ‘Buffy’ era tão empoderadora. Não apenas pelas palavras no roteiro, mas pela sensação de que havia um sentimento de família por trás da série.” Ele também lamentou que os membros do elenco, que eram em sua maioria mais jovens do que ele, não tenham procurado sua ajuda durante seus momentos mais difíceis. “Eu era uma espécie de figura paterna… Esperava que alguém viesse até mim e dissesse: ‘Estou mal, acabei de ter uma conversa horrível'” “Reconheço que a primeira postagem de Charisma [Carpenter] foi sobre quando ela estava trabalhando em ‘Angel’ e eu estava longe”, observou ele, já que nunca apareceu na série derivada. “Mas há outros posts subsequentes de outras atrizes que me fizeram pensar: ‘Como diabos eu não sabia que isso estava acontecendo?'” Por enquanto, os desabafos estão sendo feitos no universo televisivo do produtor. Mas a própria Carpenter disse que foi inspirada a se posicionar após uma denúncia anterior, de Ray Fisher, o Ciborgue de “Liga da Justiça”, que teve coragem de chamar publicamente o comportamento de Joss Whedon nos bastidores das refilmagens do longa de 2017 de “nojento, abusivo, não profissional e inaceitável”. “Me bateu forte, porque Joss tem um histórico de crueldade”, ela justificou, ao contar o que sofreu. Os integrantes dos dois filmes dos Vingadores, da Marvel, que Whedon escreveu e dirigiu, ainda não se manifestaram sobre o tema. While I will always be honored to have played the character of Spike, the Buffy set was not without challenges. I do not support abuse of any kind, and am heartbroken to learn of the experiences of some of the cast. I send my love and support to all involved. — James Marsters (@JamesMarstersOf) February 12, 2021
Apresentador de The Bachelor se afasta após comentários racistas
O apresentador americano Chris Harrison, que comanda o popular reality show “The Bachelor”, anunciou que vai deixar o programa após ser criticado por fazer comentários racistas. Harrison admitiu no Instagram que errou ao defender uma concorrente do programa que teve que se desculpar por participar de uma festa temática do “Velho Sul” – a era dos Estados Unidos caracterizada por riqueza rural construída com trabalho escravo. “Ao justificar o racismo histórico, eu o defendi”, escreveu. “Tenho vergonha de como estava desinformado. Eu estava muito errado. Para a comunidade negra, para a comunidade BIPOC: sinto muito. Minhas palavras doeram”, escreveu Harrison, usando uma sigla que, em inglês, designa comunidades indígenas, negras e “pessoas de cor” em geral. À frente do reality show “The Bachelor” desde 2002, Harrison disse que depois de consultar a produtora Warner Bros. TV e a rede ABC, decidiu “se afastar por um período de tempo” de seu cargo. O reality show “The Bachelor” gera em torno da seleção de uma mulher num grupo de candidatas para virar esposa em potencial de um homem solteiro (o bachelor do título em inglês). A atual temporada conta com seu primeiro protagonista negro, e uma das concorrentes, que é branca e tida como favorita, foi criticada nas últimas semanas após o surgimento de fotos dela na festa temática racista que aconteceu em 2018. Harrison já havia se desculpado antes de decidir se afastar. Ele tomou a decisão após uma petição por sua demissão ganhar força e chegar a quase 40 mil assinaturas. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Chris Harrison (@chrisbharrison)
Léo Lins é condenado por fazer piada com transexual
A Justiça de São Paulo condenou o humorista Léo Lins (“Os Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro”) a pagar uma indenização de R$ 15 mil para uma transexual por ter feito piadas sobre sua mudança de gênero. Cabe recurso à decisão, que considerou ofensivo um vídeo feito pelo comediante em setembro de 2018 para divulgar um show na cidade de Jacareí, no interior de São Paulo. No início da gravação, ele compara a história da cidade com a da cabeleireira Whitney Martins de Oliveira. “O povoamento da região só começou em 1652 com a chegada de Antônio Afonso, fundador de Nossa Senhora da Conceição da Parayba, que cresceu e virou Jacareí”, disse. “Assim como Jurandir, que cresceu e virou Babalu”, referindo-se ao nome de batismo e ao apelido de Whitney. No final do vídeo, Léo volta a citar Whitney, sugerindo que sua imagem fosse incluída no brasão da cidade. A foto dela foi exibida nas duas ocasiões. Whitney foi à Justiça, afirmando que o vídeo reforça o preconceito que sempre sofreu. Ao abrir processo contra Lins, reforçou que a gravação lhe causa vergonha e que tem medo do comportamento das pessoas, “pois sabe o tipo de reação” que piadas assim podem desencadear. Em sua defesa, Léo Lins disse que não fez “juízo depreciativo”. “Ela alega que foram feitas menções homofóbicas no vídeo, mas isso não é verdade”, afirmou. “Dizer que uma pessoa mudou de nome não pode ser considerado uma menção homofóbica, tampouco é homofobia sugerir que uma pessoa figure no brasão da cidade.” Mas a juíza Mariana Sperb considerou em seu julgamento que, mesmo não tendo havido uma discriminação homofóbica textual, o humorista valeu-se da condição de transgênero para fazer chacota. “O conteúdo do vídeo a tratou com zombaria e deboche”, afirmou. Além disso, a juíza considerou que Lins não poderia ter utilizado a imagem de Whitney sem a sua prévia autorização em um vídeo que divulgava um evento com finalidades comerciais.
Larissa Manoela e Leo Cidade terminam namoro após 3 anos
O casal de atores adolescentes Larissa Manoela (“Modo Avião”) e Leo Cidade (“Cinderela Pop”) não está mais junto. O final do namoro foi oficializado nesta segunda (15/2), num comunicado oficial emitido pela assessoria de imprensa da atriz. “Larissa Manoela e Leonardo Cidade não estão mais juntos. O namoro acabou, mas o carinho entre eles permanece. Larissa e Leo tomaram essa decisão nos últimos dias. Ambos entenderam que era o momento de seguir em frente, cada um por um caminho, sempre torcendo pela felicidade do outro”, diz o texto. Leo e Larissa assumiram o namoro em dezembro de 2017 e inspiraram uma legião de fãs a shippar “Laricity”. Mas nos últimos tempos os dois já não vinham postando fotos juntos em suas redes sociais. Para completar, recentemente Larissa viajou sozinha a Paraty. A atriz está concentrada agora em estrear na Globo, onde vai protagonizar a novela “Além do Ilusão”, das 18h, que teve sua estreia adiada por causa da pandemia.
Ataques de Lumena e Karol Conká juntam Chiquititas na torcida por Carla Dias no BBB 21
Karol Conká e Lumena são responsáveis por unir virtualmente as “Chiquititas” originais. Enquanto a rapper curitibana pegou o costume de desdenhar de Carla Dias no “BBB 21” por seu passado de ex-Chiquitita, a ativista sugeriu que o programa era racista por não ter crianças negras. Mas as duas erraram feio. Carla tinha 7 anos quando participou da novela do SBT, de 1997 a 1999, no papel de Maria, uma das órfãs do Raio de Luz. Mas se ela for como outras ex-Chiquititas, lembrar desse trabalho só vai lhe encher de orgulho. As colegas da atriz no elenco da novela demonstraram, nas redes sociais e em entrevistas, muita satisfação por terem feito parte do produção, que marcou época na televisão brasileira e ainda revelou talentos como Débora Falabella, Sthefany Brito, Kayky Brito e Bruno Gagliasso, todos ex-“Chiquititas”. A atriz Flávia Monteiro, que viveu a professora Carolina, postou um vídeo emocionado nas redes sociais em que exalta Carla e o trabalho na novela. “Conheço o caráter da Carla e fiquei muito aflita com as coisas que aconteceram lá dentro, com a sensação de querer proteger… Fiquei muito emocionada com as falas dela, que bom que ela está enxergando, lá dentro deve ser muito difícil. Dá vontade de entrar na televisão e falar, acorda!”, registrou. Ela tem publicado vários comentários sobre o programa, lamentando “aquela galera” que “combinou de criar situações para desestabilizar a Carla”. “Olha o nível dessa gente. Só nos resta torcer para que a pequena consiga manter o equilíbrio diante dessas atitudes doentias”, descreveu no Twitter. Já no Instagram, Flávia publicou uma foto da época da produção para lembrar que está fazendo 20 anos que a novela acabou. “Quero aproveitar e deixar aqui registrado o quanto sou grata e o meu amor profundo à todos que participaram da novela e partilharam comigo essa fase tão iluminada”, exaltou. Além da “professora”, atrizes que eram crianças na época da produção repercutiram o tratamento recebido pela colega no “BBB”. Giselle Medeiros, que interpretou a chiquitita Dani, lamentou que Karol Conká e Lumena tentem diminuir Carla por ser ex-atriz mirim. “Algumas pessoas têm o costume de dizer que atores são dissimulados, falsos, mentirosos, mas não sabem que pra ser ator é necessário muita, mas muita sensibilidade e empatia. Se colocar no lugar do outro não é simples, não existe uma técnica ou fórmula mágica, mas esses ingredientes estão em abundância na essência da Carla”, disse numa reportagem do UOL. Ela ainda destacou que a experiência de trabalhar em “Chiquititas”, gravada na Argentina, e a responsabilidade de se fazer uma novela com 7 anos foi dificílima. “São poucos que sabem da luta e foco que tivemos para participar desse trabalho, deixamos familiares, amigos, estilo de vida aqui no Brasil e fomos em busca do nosso sonho, estudo e horas de gravação”, lembrou. “Não foi ‘conto de fadas’, foi necessário muita garra e determinação, e a Carlinha, que mal sabia ler, já tinha a responsabilidade de decorar textos, gravar e se mostrava guerreira desde pequena sempre com um sorriso lindo no rosto, ninguém apagará isso”. Vivian Nagura, a chiquitita Bel, comparou as atitudes de Carla e Karol no reality show. “Achei uma falta de respeito e de integridade da participante Karol Conká. Por um surto e por uma situação criada em sua mente agiu de forma descompensada e alienada”. Em contraste, ela achou “a atitude da Carlinha fina e equilibrada. Haja inteligência emocional para esse tipo de pessoa!”. Renata Del Bianco, que foi Vivi em “Chiquititas”, quis dar um conselho. “Se eu pudesse sentar com a Carlinha agora, a primeira coisa que falaria é para se unir com o G3 [Gilberto, Sarah e Juliette], são pessoas do bem, são pessoas com caráter, estão jogando de uma forma leve e divertida. Diria para ela prestar a atenção para as pessoas que estão a volta dela e para confiar nos seus instintos, ela é racional, sensata, consegue distinguir quem está certo e quem está errado, só que lá dentro é mais complicado.” Ela também reproduziu, em suas redes sociais, a fala de Lumena, que criticou a novela do SBT por não ter negros no elenco. E apontou: “Alguém avisa pra Lumena que nas duas versões de ‘Chiquititas’ tinham sim artistas negros! Quer Militar?! Pelo menos tem que saber o que esta falando!” Aretha Oliveira, que interpretou a Pata, uma das meninas negras, também focou no comentário infeliz de Lumena. “Em uma coisa a Lumena está certa, ela realmente não assistiu ‘Chiquititas’ (e perdeu uma novelão por sinal). Eu no caso fiquei do começo ao fim, mas nos quase 4 anos de novela houve outras crianças negras também, como Dani, Neco, Mosca, Binho e Polyana…” Ela concordou que artistas negros precisam “estar em mais espaços de forma igualitária, não queremos ser ‘o único’ ou ‘um dos poucos'”. Mas ressaltou: “Não tenho dúvida que estamos lutando duro para isso, e que aos poucos as mudanças começaram a acontecer. Falta muito? Com certeza, mas negar cada conquista não é o caminho jamais…” Aretha concluiu falando do orgulho de ter interpretado uma das personagens mais queridas da novela. “Só agradeço a possibilidade de ter estado ali, por tudo que isso representou na minha vida e da minha família, e por tantas meninas terem se sentido representadas pela Pata, nossa Pata!” Veja abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Aretha Oliveira (@arethaoliveiraoficial) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Renata Del Bianco (@renatabdb) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Flavia Monteiro (@flaviamonteiro) Desculpem o desabafo, não me aguentei…🥺🤍🦋#bbb21 #estamosjuntos pic.twitter.com/UUv7Oeyt7u — Flavia Monteiro (@monteirosflavia) February 8, 2021 Hj é dia de festa! 🎉 E infelizmente soube q aquela galera 🤘🏼 combinou de criar situações p desestabilizar a @Carladiaz. Olha o nível dessa gente😓, só nos resta torcer p q a pequena consiga manter o equilíbrio diante dessas atitudes doentias. #ContigoCarlaDiaz #DiazNoBBB #BBB21 pic.twitter.com/KgGM3AD1hl — Flavia Monteiro (@monteirosflavia) February 11, 2021 “não sou atriz de Chiquititas” 🙄🐍Um grande favor! #bbb21 — Flavia Monteiro (@monteirosflavia) February 12, 2021












