Will Smith comemora Oscar com foto em família
Após estapear Chris Rock, vencer o Oscar e festejar na festa da revista Vanity Fair dançando seus hits, Will Smith encerrou a madrugada desta segunda (28/3) reunindo a família para uma foto de celebração, registrada por Mark Seliger para a Vanity Fair. A foto recebeu muitos comentários positivos no começo do dia pelo simbolismo, mostrando o ator recebendo o apoio da família, após defender a esposa de forma violenta, subindo no palco do Dolby Theatre para dar um tapa em Chris Rock por uma piada sobre a alopecia de Jada Pinkett Smith. Ele ainda xingou o comediante com palavrões. A atitude de Will Smith, que depois do escândalo ainda venceu o Oscar de Melhor Ator, acabou dividindo opiniões nas redes sociais. Mas a imagem da família junta também representou uma mensagem forte, marcando uma virada de positividade nos comentários sobre o artista. “Ótimo amor e ótimo marido”, escreveu uma fã na foto publicada no Instagram do fotógrafo. “Para as pessoas que pensam que Will Smith fez alguma coisa rude. Ele é apenas um cara normal! Imagine que alguém fala merda sobre seu amado.. o que você vai fazer?”, acrescentou outro. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mark Seliger (@markseliger)
Academia diz não tolerar violência após tapa de Will Smith em Chris Rock
Com a repercussão do tapa de Will Smith em Chris Rock, durante a premiação do Oscar, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA usou seu perfil no Twitter para condenar a agressão. Mas a crítica não foi além de um comentário genérico, sem mencionar nomes. “A Academia não tolera violência de qualquer forma. Hoje à noite, tivemos o prazer de celebrar os vencedores do 94º Oscar, que merecem este momento de reconhecimento de seus colegas e amantes do cinema em todo o mundo.” Will Smith acertou um tapa na cara de Chris Rock depois do humorista fazer uma piada com a atriz Jada Pinkett Smith, com quem o ator é casado. A atriz está com os cabelos raspados, pois sofre com alopecia, que faz com que ela tenha queda capilar. O ator não gostou, subiu no palco e deu um tapa no comediante. Depois ainda o xingou com palavrões duas vezes ao vivo. Após a premiação, Chris Rock foi questionado se tinha interesse em prestar queixa contra Will Smith por agressão, mas não quis fazê-lo. Ao receber o Oscar de Melhor Ator por “King Richard: Criando Campeãs”, Will Smith pediu desculpas à Academia e aos outros indicados em seu discurso. The Academy does not condone violence of any form. Tonight we are delighted to celebrate our 94th Academy Awards winners, who deserve this moment of recognition from their peers and movie lovers around the world. — The Academy (@TheAcademy) March 28, 2022
Saiba porque Will Smith estapeou Chris Rock no Oscar 2022
Muita gente não levou a sério o tapa de Will Smith em Chris Rock durante a transmissão do Oscar 2022, achando que fazia parte de uma esquete. Afinal, coisas de gosto duvidoso já tinham sido feitas pelas apresentadoras oficiais (Wanda Sykes, Amy Schumer e Regina Hall) da cerimônia, como zombar dos indicados e brincar de assédio sexual com os convidados masculinos. Mas o tabefe foi muito real, assim como os xingamentos com palavrões que se seguiram e a situação que se criou com a vitória de Will Smith como Melhor Ator por “King Richard: Criando Campeãs”. Chis Rock brincou com o fato de a atriz Jada Pinkett Smith comparecer careca à cerimônia, dizendo que ela já estava ensaiando para “Até o Limite da Honra 2”, numa referência ao filme (chamado em inglês “G.I. Jane”) em que Demi Moore raspou o cabelo para entrar na tropa de elite da Marinha dos EUA. A referência foi considerado uma ofensa pessoal por Will Smith, marido de Jada, porque a a atriz sofre de uma doença autoimune, que causa perda de cabelos. Smith, que estava sentado perto do palco do Dolby Theatre, levantou-se e se dirigiu a passos largos em direção ao comediante, agredindo-o com um tapa bem dado em seu rosto. Ao voltar para seu assento, a câmera deu um close no momento em que ele xingou Chris Rock: “Mantenha o nome da minha esposa longe da p*rra da sua boca!”. Ele repetiu duas vezes o xingamento em voz alta, criando um silêncio constrangedor no ambiente. Buscando uma saída da situação, Chris Rock encontrou uma piada, resumindo: “Este foi o maior momento da história da televisão”. O fato é que já havia indisposição entre os dois desde que Chris Rock apresentou o Oscar 2016 e fez outra piada sobre Jada. Na ocasião, ele ridicularizou um anúncio de boicote da atriz pela falta de atores negros entre os indicados. “Jada boicotar o Oscar faz tanto sentido quanto eu boicotar as calcinhas de Rihanna. Eu não fui convidado”, brincou, arrancando largas risadas de todos os presentes. Durante o momento escandaloso, Denzel Washington buscou acalmar Smith. E ao vencer o prêmio de Melhor Ator, ele mencionou o fato. “Denzel me disse há alguns minutos. ‘Em seu momento de maior grandeza, tome cuidado. É nessa hora que o Diabo irá te procurar'”, contou. Em seu discurso de agradecimento pelo Oscar, o ator se mostrou muito emocionado, fez uma analogia entre sua atitude e o tema do filme “King Richard” e pediu desculpas à Academia. “Richard Williams era um defensor feroz de sua família. Nesse momento da minha vida, estou tomado pelo o que Deus me pediu para ser e fazer nesse mundo. Fazendo esse filme, eu pude proteger Aunjanue Ellis (atriz de ‘King Richards’), uma das mulheres mais fortes e delicadas que já conheci; pude proteger Saniyya e Demi (que vivem Venus e Serena Williams). Na minha vida, nesse momento, fui chamado para amar as pessoas, proteger as pessoas e ser um rio para meu povo. Eu sei que, para fazermos isso, você precisa aceitar abusos, as pessoas falam bobagens sobre você e desrespeitam você, e você tem que sorrir e fazer de conta que está tudo bem”, ele iniciou. Em outro momento do longo monólogo, ainda observou: “A arte imita a vida. Eu pareço o pai maluco exatamente como falaram sobre o Richard Williams, mas o amor faz você fazer coisas doidas. Obrigado por essa honra, por esse momento, agradeço em nome de Richard e família Williams e espero que a Academia me convide para a próxima festa.” Todo o momento da agressão e dos xingamentos foi exibido sem censura para as televisões de vários países. O som da TV japonesa ajuda a mostrar de forma bem clara que não foi uma esquete, nem um meme para ser compartilhado como gracinha. Veja abaixo. O momento digno de escândalo foi o ponto mais baixo de uma transmissão repleta de problemas conceituais e que deve e precisa gerar muita reflexão sobre o tipo de humor adequado para transmissões ao vivo. O Oscar 2022 passou longe do politicamente correto. E acabou levando um tapa literal na cara. Transmissão japonesa do #Oscars não cortou NADA do que se falou entre o Chris Rock e o Will Smith. Dá pra ouvir tudo. Palavrões e tudo. pic.twitter.com/mv3PxKxyb2 — Guilherme "Ghost" Jacobs (@GhostJacobs) March 28, 2022
“No Ritmo do Coração” vence Oscar marcado por agressão de Will Smith
O drama independente “No Ritmo do Coração” foi o grande vencedor da cerimônia do Oscar 2022 realizada na noite de domingo (27/3) em Los Angeles. Ao todo, recebeu três prêmios, todos a que concorreu. Além de Melhor Filme, conquistou as estatuetas de Melhor Roteiro Adaptado, para a diretora Sian Heder, e Melhor Ator Coadjuvante para Troy Kotsur. Outro destaque da premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA foi “Duna”, maior vencedor da noite, que conquistou seis troféus, dominando as categorias técnicas. Sem surpresas nos resultados, de um modo geral venceram todos os favoritos. Por isso, o Oscar 2022 será mais lembrado por um único momento fora do script, uma cena para entrar nas antologias dos Academy Awards: um tapa de verdade e não combinado de Will Smith na cara de Chris Rock, após o comediante fazer uma piada sobre a queda de cabelos de Jada Pinkett Smith, esposa do ator que sofre de uma doença. Aumentando o escândalo, Will Smith ainda xingou com palavrões Chris Rock. Ao receber o Oscar de Melhor Ator, Smith aproveitou para tentar se justificar, fazendo uma analogia entre seu ato impulsivo e seu papel no filme “King Richard”, como protetor de sua família, além de se desculpar, chorar e tentar fazer piada com a situação. Vencedora do Oscar de Melhor Atriz por “Os Olhos de Tammy Faye” (por sinal, inédito no Brasil), Jessica Chastain também se estendeu num discurso longo, lembrando a morte de sua irmã em 2003 para abordar a importância da prevenção ao suicídio, uma das principais causas de morte da comunidade LGBTQIAP+. Principal celebração de Hollywood, o Oscar também registrou feitos históricos, como a mencionada vitória de Troy Kotsur na categoria de Melhor Ator Coadjuvante. Foi a primeira vez que um ator surdo venceu o troféu – 35 anos após sua colega de elenco, Marlee Matlin, se consagrar como primeira atriz surda a vencer como Melhor Atriz por “Filhos do Silêncio”. Houve também vitórias latinas significativas, puxadas pela animação “Encanto”, mas principalmente por Ariana DeBose, Melhor Atriz Coadjuvante por “Amor, Sublime Amor” e também primeira atriz LGBTQIAP+ reconhecida pela Academia. E, claro, Jane Campion consagrou-se como a terceira mulher a vencer o Oscar de Melhor Direção, após ter sido indicada duas vezes – a primeira em 1994, com “O Piano”. Filme com o maior número de indicações, concorrendo a 12 prêmios, “Ataque dos Cães” levou unicamente o prêmio de Campion. Neste sentido, a cerimônia foi uma grande decepção para a Netflix. Acabou que a Apple TV+, que comprou os direitos de exibição de “No Ritmo do Coração” nos EUA durante o Festival de Sundance de 2021, virou a primeira plataforma de streaming a vencer o prestigioso Oscar de Melhor Filme. Confira abaixo a lista completa dos premiados. Melhor Filme “No Ritmo do Coração” Melhor Atriz Jessica Chastain – “Os Olhos de Tammy Faye” Melhor Ator Will Smith – “King Richard: Criando Campeãs” Melhor Atriz Coadjuvante Ariana DeBose – “Amor, Sublime Amor” Melhor Ator Coadjuvante Troy Kotsur – “No Ritmo do Coração” Melhor Direção Jane Campion – “Ataque dos Cães” Melhor Roteiro Adaptado Sian Heder – “No Ritmo do Coração” Melhor Roteiro Original Kenneth Branagh – “Belfast” Melhor Fotografia Greig Fraser – “Duna” Melhor Edição Joe Walker – “Duna” Melhor Design de Produção “Duna” Melhor Figurino Jenny Beavan – “Cruella” Maquiagem e Penteado “Os Olhos de Tammy Faye” Efeitos Visuais “Duna” Melhor Som “Duna” Melhor Trilha Sonora Hans Zimmer – “Duna” Canção Original “No Time to Die”, de Billie Eilish e Finneas O’Connell – “007 – Sem Tempo Para Morrer” Melhor Filme Internacional “Drive My Car” (Japão) Melhor Animação “Encanto” Melhor Documentário “Summer of Soul (Ou, Quando a Revolução Não Pode Ser Televisionada)” Melhor Curta-Metragem “The Long Goodbye” Melhor Curta de Animação “The Windshield Wiper” Melhor Documentário de Curta-Metragem “The Queen of Basketball”
Saiba porque “Ataque dos Cães” e “No Ritmo do Coração” são favoritos ao Oscar 2022
Há poucas horas do começo da premiação, o Oscar 2022 apresenta dois claros favoritos ao prêmio principal de Melhor Filme do ano: “Ataque dos Cães” e “No Ritmo do Coração”. A inclinação por “Ataque dos Cães” é natural, considerando que se trata do filme com o maior número de indicações, concorrendo a 12 prêmios. O filme também garantiu um momento histórico para Jane Campion. A cineasta neozelandeza se tornou a primeira mulher a disputar duas vezes o Oscar de Melhor Direção, após ter sido indicada pela primeira vez em 1994, com “O Piano”. Ela ainda concorre na categoria de Melhor Roteiro Adaptado. Além disso, “Ataque dos Cães” é o filme com mais atores na 94ª edição do Oscar. Benedict Cumberbatch foi indicado a Melhor Ator, Kirsten Dunst a Atriz Coadjuvante e Jesse Plemons e Kodi Smit-McPhee entraram juntos na categoria de Ator Coadjuvante. Trata-se de um domínio evidente e bastante distante da quantidade de prêmios a que concorre “No Ritmo do Coração”. O filme de Sian Heder está indicado em apenas três categorias. Só que é franco favorito em todas. Troy Kotsur venceu todos os prêmios possíveis como Melhor Ator Coadjuvante e deve realizar um dos muitos feitos desta noite, tornando-se o primeiro ator surdo reconhecido com o Oscar – 35 anos após sua colega de elenco, Marlee Matlin, se consagrar como primeira atriz surda a vencer como Melhor Atriz por “Filhos do Silêncio”. Sian Heder disputa diretamente com Jane Campion a categoria de Melhor Roteiro Adaptado, e já venceu duas vezes: no BAFTA (o Oscar britânico), em confronto direto, e no WGA Awards (prêmio do Sindicato dos Roteiristas), que nem considerou o trabalho da neozelandesa. Já a disputa de Melhor Filme está aberta, graças aos reconhecimentos que cada obra conquistou antes desta noite. “Ataque dos Cães” começou sua trajetória premiada com o troféu de Melhor Direção no Festival de Veneza, em setembro passado. Também venceu o Festival de San Sebastián, o Globo de Ouro, o Critics Choice e o BAFTA. Mas “No Ritmo do Coração” teve uma jornada mais longa, vencendo os prêmios do Júri e do Público do Festival de Sundance em janeiro de 2021. Desde então, veio acumulando prêmios de atuação e roteiro. Até que, há uma semana, surpreendeu prognósticos e ganhou o PGA Awards (do Sindicato dos Produtores), superando “Ataque aos Cães”. Considerado o maior termômetro do Oscar, nos últimos 10 anos o PGA Awards só não adiantou o vencedor da Academia duas vezes: ao premiar “La La Land” (2016) e “1917” (2019), que perderam respectivamente para “Moonlight” e “Parasita”. Se este for mesmo o confronto final desta noite, qualquer dois dois que vença mandará uma mensagem clara para a indústria: os melhores filmes não estão mais no cinema, mas no streaming. “Ataque dos Cães” foi uma produção da Netflix e “No Ritmo do Coração”, realizado de forma independente, foi adquirido e exibido com exclusividade pela Apple TV+ nos EUA. Não é um detalhe pequeno.
Transmissão do Oscar será mais curta que em outros anos
A cerimônia do Oscar 2022, que começa às 21h deste domingo (27/3), será mais curta que nos anos anteriores e contará com voto do público. Para assegurar uma transmissão com menos de três horas de duração, uma parte das 23 categorias que disputam o troféu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA não será premiada ao vivo. Em uma iniciativa que causou polêmica entre os membros da Academia – mas que provavelmente será bem recebido pelo público em geral – , a entrega de oito troféus foi marcada para antes do início da transmissão oficial do Oscar, apenas para os convidados que chegarem com antecedência no Dolby Theatre, local da premiação. As categorias que não serão premiadas ao vivo são: Melhor Edição, Design de Produção, Trilha Sonora, Som, Maquiagem e Cabelo, Curta, Curta Documental e Curta de Animação. Os discursos de agradecimento dos vencedores destas categorias serão gravados, editados e apresentados de forma concisa durante a transmissão. O Tony Awards, premiação do teatro americano, já utiliza um modelo semelhante. Mas a decisão gerou muita reclamação de cineastas, críticos de cinema e integrantes dos sindicatos das categorias afetadas. Mas ao contrário de outras ocasiões, em que a Academia reverteu medidas polêmicas, desta vez o barulho foi ignorado – e a gritaria nem foi tão alta quanto se poderia imaginar. O motivo é evidente. Embora seja uma premiação de cinema, o Oscar é acima de tudo um programa de TV. E a rede americana ABC paga uma fortuna para a Academia por seus direitos de transmissão e comercialização. Nos últimos anos, porém, o retorno em audiência tem sido cada vez menor. O corte no número de categorias premiadas ao vivo ocorre um ano após a exibição do Oscar atingir a menor audiência de sua História – 9,85 milhões de espectadores ao vivo e uma classificação desanimadora de 1,9 entre o público alvo dos anunciantes (entre 18 e 49 anos) em sua primeira apuração, que posteriormente foram ajustados para 10,4 milhões de espectadores e uma classificação de 2,12. Em compensação, a Academia criou duas novas categorias na premiação. Numa iniciativa para aumentar o engajamento, levou adiante a inclusão do voto do público em Filme Favorito e Cena Favorita. A votação popular aconteceu pelo Twitter com duas hashtags, respectivamente #OscarFanFavorite e #OscarsCheerMoment, e vale para qualquer filme lançado em 2021 — independentemente de ter sido indicado ao prêmio deste ano ou não. O filme com mais votos dos fãs será reconhecido durante o evento desta noite. Mas isto não significa a entrega de um novo Oscar do Público. Será apenas uma menção. Já as cenas mais votadas serão exibidas durante a transmissão do Oscar. A 94ª edição do Oscar vai acontecer no Teatro Dolby, em Los Angeles, com transmissão no Brasil pelo canal pago TNT e a plataforma de streaming Globoplay.
Oscar 2022 é nesta noite. Conheça os indicados
O Oscar 2022 acontece na noite deste domingo (23/3) no Dolby Theatre em Los Angeles, com apresentação de três comediantes: Wanda Sykes (“The Other Two”), Amy Schumer (“Viagem das Loucas”) e Regina Hall (“Nove Desconhecidos”). Pela primeira vez fora da TV aberta brasileira desde que começou a ser transmitido pela TV Tupi em 1970, o evento poderá ser acompanhado ao vivo, a partir das 20h, pelo canal pago TNT e pela plataforma de streaming Globoplay (que vai abrir o sinal e permitir que o público assista gratuitamente). A lista de indicados à premiação foi revelada em 8 de fevereiro. Entre surpresas e confirmações de expectativas, o filme com o maior número de citações é “Ataque dos Cães”, que disputa 12 prêmios e garantiu um momento histórico para Jane Campion. A cineasta neozelandeza se tornou a primeira mulher a disputar duas vezes o Oscar de Melhor Direção, após ter sido indicada pela primeira vez em 1994, com “O Piano”. Ela ainda concorre na categoria de Melhor Roteiro Adaptado. “Ataque dos Cães” também é o filme com mais atores na 94ª edição do Oscar. Benedict Cumberbatch foi indicado a Melhor Ator, Kirsten Dunst a Atriz Coadjuvante e Jesse Plemons e Kodi Smit-McPhee entraram juntos na categoria de Ator Coadjuvante. Outro marco foi alcançado por Denzel Washington, ao atingir sua 10ª indicação à honraria máxima do cinema, por seu desempenho em “A Tragédia de Macbeth”. Uma das principais “surpresas” do Oscar apareceu justamente nas categorias de interpretação. Kristen Stewart, no primeiro reconhecimento da Academia americana a seu talento (após já ter vencido um César, o Oscar francês), acabou ficando com a vaga que Lady Gaga dava como quase certa, numa inversão do que aconteceu no prêmio do Sindicato dos Atores. Elogiadíssima pela crítica, a protagonista de “Spencer” tinha sido esnobada pelos colegas no SAG Awards, enquanto a cantora, sem a mesma unanimidade na imprensa, foi considerada pelo Sindicato dos Atores como uma das melhores atrizes do ano pelo risível “Casa Gucci”. Mais uma surpresa positiva foi a presença de Penélope Cruz, que já tinha sido premiada como Melhor Atriz no Festival de Veneza por “Mães Paralelas” – drama espanhol que ainda disputa Melhor Trilha Sonora. Seu marido, Javier Bardem, também foi indicado como Melhor Ator por “Apresentando os Ricardos”, marcando um retorno do casal ao Oscar, após vencerem prêmios como Coadjuvantes. Estas indicações se somam às inclusões do japonês “Drive My Car”, do dinamarquês “Flee” e do norueguês “A Pior Pessoa do Mundo” em mais categorias que a evidente Melhor Filme Internacional para reforçar uma tendência irreversível de internacionalização da Academia. O Oscar, porém, não perdeu de vista seu legado hollywoodiano, representado pela inclusão de Steven Spielberg na disputa de Melhor Direção. O veterano cineasta alcançou uma marca histórica com a indicação, tornando-se o primeiro diretor a concorrer ao prêmio em seis décadas diferentes – nos anos 1970 por “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, nos 1980 por “Os Caçadores da Arca Perdida” e “ET: O Extraterrestre”, nos 1990 por “A Lista de Schindler” e “O Resgate do Soldado Ryan”, nos 2000 por “Munique”, nos 2010 por “Lincoln” e agora por “Amor, Sublime Amor”. Ele já venceu duas vezes. Embora a lista da Academia tenha corrigido supostas distorções da temporada de premiação, graças à Disney acabou criando outra, com a inclusão de “Dos Oruguitas” e não o fenômeno “We Don’t Talk About Bruno” na disputa de Melhor Canção por “Encanto”. O estúdio simplesmente não inscreveu a música mais popular do desenho animado na competição! Em compensação, Beyoncé, Billie Eilish e o veterano Van Morrison foram confirmados com suas respectivas gravações e cantarão no evento. Confira abaixo a lista completa dos indicados ao Oscar 2022. Melhor Filme “Belfast” “Não Olhe Para Cima” “Duna” “Licorice Pizza” “Ataque dos Cães” “No Ritmo do Coração” “Drive My Car” “King Richard: Criando Campeãs” “O Beco do Pesadelo” “Amor, Sublime Amor” Melhor Atriz Jessica Chastain – “Os Olhos de Tammy Faye” Olivia Colman – “A Filha Perdida” Penélope Cruz – “Mães Paralelas” Nicole Kidman – “Apresentando os Ricardos” Kristen Stewart- “Spencer” Melhor Ator Javier Bardem – “Apresentando os Ricardos” Benedict Cumberbatch – “Ataque dos Cães” Andrew Garfield – “Tick, tick… Boom!” Will Smith – “King Richard: Criando Campeãs” Denzel Washington – “A Tragédia de Macbeth” Melhor Atriz Coadjuvante Jessie Buckley – “A Filha Perdida” Ariana DeBose – “Amor, Sublime Amor” Judi Dench – “Belfast” Kirsten Dunst – “Ataque dos Cães” Aunjanue Ellis – “King Richard: Criando Campeãs” Melhor Ator Coadjuvante Ciarán Hinds – “Belfast” Troy Kotsur – “No Ritmo do Coração” Jesse Plemons – “Ataque dos Cães” J.K. Simmons – “Apresentando os Ricardos” Kodi Smit-McPhee – “Ataque dos Cães” Melhor Direção Kenneth Branagh – “Belfast” Ryûsuke Hamaguchi – “Drive My Car” Jane Campion – “Ataque dos Cães” Steven Spielberg – “Amor, Sublime Amor” Paul Thomas Anderson – “Licorice Pizza” Melhor Roteiro Adaptado Sian Heder – “No Ritmo do Coração” Ryûsuke Hamaguchi e Takamasa Oe – “Drive My Car” Denis Villeneuve, Jon Spaihts e Eric Roth “Duna” Maggie Gyllenhaal – “A Filha Perdida” Jane Campion – “Ataque dos Cães” Melhor Roteiro Original Kenneth Branagh – “Belfast” Adam McKay e David Sirota – “Não Olhe Para Cima” Zach Baylin – “King Richard: Criando Campeãs” Paul Thomas Anderson – “Licorice Pizza” Eskil Vogt e Joachim Trier – “A Pior Pessoa do Mundo” Melhor Fotografia Greig Fraser – “Duna” Ari Wegner – “Ataque dos Cães” Dan Laustsen – “Beco do Pesadelo” Bruno Delbonnel – “A Tragédia de Macbeth” Janusz Kaminski – “Amor, Sublime Amor” Melhor Edição Hank Corwin – “Não Olhe Para Cima” Joe Walker – “Duna” Pamela Martin – “King Richard: Criando Campeãs” Peter Sciberras – “Ataque dos Cães” Myron Kerstein e Andrew Weisblum – “Tick, tick… Boom!” Melhor Design de Produção “Duna” “Ataque dos Cães” “O Beco do Pesadelo” “A Tragédia de Macbeth” “Amor, Sublime Amor” Melhor Figurino Jenny Beavan – “Cruella” Massimo Cantini Parrini e Jacqueline Durran – “Cyrano” Jacqueline West e Robert Morgan – “Duna” Luis Sequeira – “O Beco do Pesadelo” Paul Tazewell – “Amor, Sublime Amor” Maquiagem e Penteado “Um Príncipe em Nova York 2” “Cruella” “Duna” “Os Olhos de Tammy Faye” “Casa Gucci” Efeitos Visuais “Duna” “Free Guy” “007 – Sem Tempo Para Morrer” “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” “Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa” Melhor Som “Belfast” “Duna” “007 – Sem Tempo Para Morrer” “Ataque dos Cães” “Amor, Sublime Amor” Melhor Trilha Sonora Nicholas Britell – “Não Olhe Para Cima” Hans Zimmer – “Duna” Germaine Franco – “Encanto” Alberto Iglesias – “Mães Paralelas” Jonny Greenwood – “Ataque dos Cães” Canção Original “Be Live”, de Beyoncé Knowles-Carter e Darius Scott – “King Richard: Criando Campeãs” “Dos Oruguitas”, de Lin-Manuel Miranda – “Encanto” “Down To Joy”, de Van Morrison – “Belfast” “No Time to Die”, de Billie Eilish e Finneas O’Connell – “007 – Sem Tempo Para Morrer” “Somehow You Do”, de Diane Warren -“Four Good Days” Melhor Filme Internacional “Drive My Car” (Japão) “Flee” (Dinamarca) “A Mão de Deus” (Itália) “A Felicidade das Pequenas Coisas” (Butão) “A Pior Pessoa do Mundo” (Noruega) Melhor Animação “Encanto” “Flee” “Luca” “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas” “Raya e o Último Dragão” Melhor Documentário “Ascension” “Attica” “Flee” “Summer of Soul (Ou, Quando a Revolução Não Pode Ser Televisionada)” “Writing With Fire” Melhor Curta-Metragem “Ala kanchuu – Take and run” “The Long Goodbye” “The Dress” “On My Mind” “Please Hold” Melhor Curta de Animação “Affairs of the art” “Bestia” “Boxballet” “Robin Robin” “The Windshield Wiper” Melhor Documentário de Curta-Metragem “Audible” “The Queen of Basketball” “Lead Me Home” “Three Songs For Benazir” “When We Were Bullies”
Sean Penn defende boicote do Oscar se Academia barrar presidente da Ucrânia
O ator Sean Penn defendeu um boicote à cerimônia do Oscar 2022, que vai acontecer na noite deste domingo (27/3), caso se confirme que a organização do prêmio vetou a participação do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para um pronunciamento sobre a guerra que o país trava contra a Rússia. Quem revelou a iniciativa e a decisão da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas foi a comediante Amy Schumer, uma das apresentadoras da premiação – ao lado de Regina Hall e Wanda Sykes. A declaração de Sean Penn aconteceu durante uma entrevista à CNN exibido no sábado (26/3). O ator, que está realizando um documentário sobre a guerra na Ucrânia, foi entrevistado na Polônia, onde registra atualmente a chegada dos refugiados. Questionado sobre a suposta decisão de barrar Zelensky, que também é ator, Penn replicou que espera que isso não tenha acontecido. Senão, este seria o “momento mais obsceno de toda a história de Hollywood”. “Não há nada mais nobre que a Academia poderia fazer do que dar essa oportunidade a ele, de falar com todos nós. Até porque aí está um cara que entende de filmes, e tem uma longa e bem-sucedida carreira na indústria”, disse o ator. “Se isso de fato tiver acontecendo, eu encorajaria qualquer um envolvido [na premiação] a protestar e boicotar o Oscar. Eu mesmo, se for o caso, derreteria os meus troféus em público”, prosseguiu ele, que tem duas estatuetas de Melhor Ator, por “Milk” (2008) e “Sobre Meninos e Lobos” (2003). Para Penn, que se encontrou pessoalmente com Zelensky durante a produção de seu documentário, o presidente da Ucrânia encarna “aquele tipo de coragem poética e expressividade que os filmes aspiram ter”.
“Cidade Perdida” supera “Batman” nos EUA
A comédia romântica de aventura “Cidade Perdida”, estrelada por Sandra Bullock e Channing Tatum, superou expectativas ao estrear no topo das bilheterias da América do Norte, com US$ 31 milhões de arrecadação entre sexta e este domingo (27/3). O desempenho, considerado surpreendente para analistas do mercado, tirou o blockbuster “Batman” do topo das bilheterias e foi destacado pelo presidente de distribuição doméstica da Paramount, Chris Aronson. Em comunicado, ele disse que “Cidade Perdida” resgatou o sucesso do “gênero aventura-comédia-romance que tem sido um pouco escasso ultimamente”. “Uma abertura sensacional!”, comemorou. O filme também teve boa recepção entre a crítica, com 76% de aprovação no Rotten Tomatoes. Já no exterior, arrecadou apenas US$ 3,7 milhões em 16 países de menor expressão no mercado cinematográfico. “Batman” ficou em 2º lugar, faturando US$ 20,5 milhões. Ao todo, a adaptação dos quadrinhos da DC Comics já soma US$ 332 milhões no mercado interno. Além disso, a produção da Warner fez mais US$ 25 milhões no exterior para atingir US$ 672,9 milhões em todo o mundo. A maior surpresa das bilheterias, porém, foi a venda de ingressos de “RRR”, um filme de ação indiano, que se qualificou em 3º lugar com faturamento de US$ 9,5 milhões, um recorde para uma produção da Índia nos EUA. Um dos motivos do recorde foi a estratégia da distribuidora Sarigami de tratar a produção como um evento e decidir cobrar mais caro pelos ingressos. Em compensação, a aventura de alpinismo “Infinite Storm”, estrelada por Naomi Watts, tornou-se literalmente um filme de desastre, abrindo com apenas US$ 751 mil em mais de mil telas. O investimento do estúdio indie Bleeker Street resultou numa obra considerada medíocre pela crítica (58% no Rotten Tomatoes) e ficou em 10º lugar.
Criadora de “Harry Potter” rebate comparação feita por Putin
A escritora britânica J.K. Rowling rebateu o comentário de Vladimir Putin sobre a “cultura do cancelamento”. O líder russo tinha usado a criadora de “Harry Potter” como exemplo negativo da Cultura do Cancelamento do Ocidente. Segundo ele, a Europa e os EUA estariam tentando cancelar toda a cultura da Rússia como fizeram com a escritora, “cancelada” por suas manifestações transfóbicas. No Twitter, Rowling afirmou que “as críticas à cultura ocidental do cancelamento possivelmente não são mais bem feitas por aqueles que atualmente massacram civis pelo crime de resistência, ou que prendem e envenenam seus críticos”. Em sua publicação, a escritora também postou o link para um artigo sobre o ativista Alexei Navalny, líder da oposição a Putin, que foi envenenado na Rússia. Critiques of Western cancel culture are possibly not best made by those currently slaughtering civilians for the crime of resistance, or who jail and poison their critics. #IStandWithUkraine https://t.co/aNItgc5aiW — J.K. Rowling (@jk_rowling) March 25, 2022
“Halo” bate recorde de audiência da Paramount+
A Paramount+ declarou que a estreia de “Halo” estabeleceu um novo recorde de audiência em sua plataforma de streaming. O episódio inaugural da série que adapta a franquia de games do Xbox teria sido o programa mais visto nas primeiras 24 horas de lançamento do serviço em todos os tempos, superando o recorde estabelecido em dezembro pela estreia de “1883”, prólogo de “Yellowstone”. Os números deste recorde, entretanto, não foram divulgados. Uma noção mais clara da audiência de “Halo” poderá ser aferida quando a medição semanal da consultoria Nielsen for divulgada nos EUA. Até hoje, nenhuma produção original da Paramount+ conseguiu entrar no Top 10 da Nielsen. Lançada na quinta (24/3), “Halo” é a maior aposta da Paramount+ para atrair novos assinantes. Com grande orçamento, efeitos visuais apurados, cenas de ação intensa, escala épica e narrativa complexa, repleta de conflitos e personagens, a série acompanha a luta da humanidade contra uma aliança alienígena, mas deixa claro de imediato que a história não é tão simples, pois em meio a esse embate há rebeldes e inocentes na mira dos dois inimigos. A trama toma grandes liberdades em relação ao jogo lançado em 2001, sendo a menor delas o fato de o supersoldado Master Chief, estrela do game, tirar seu capacete. O personagem nunca revelou o rosto nos jogos, mas na série mostra as feições do ator Pablo Schreiber (“American Gods”) em seus primeiros minutos. Ele lidera uma elite de combatentes na linha de frente da guerra interplanetária, mas ao entrar em contato com uma tecnologia alienígena começa a questionar suas ordens e programação mental. A adaptação é assinada por Kyle Killen (criador de “Mind Games”) e Steven Kane (criador de “The Last Ship”), que foram demitidos sem alarde durante a produção, deixando o comando nas mãos de Otto Bathurst, cineasta de “Robin Hood: A Origem”, responsável pela direção de alguns episódios. Mas o nome mais imponente dos bastidores é o de Steven Spielberg, produtor da série via sua empresa Amblin, que tirou a adaptação do papel após várias idas e vindas.
Atriz famosa da Rússia exila-se na Letônia após condenar guerra na Ucrânia
Chulpan Khamatova, uma das atrizes mais famosas e premiadas da Rússia, resolveu se exilar na Letônia com suas filhas. Ela deu uma entrevista para o programa “Tell Gordeeva”, publicada nesta semana no YouTube, explicando que estava de férias em Riga, mas decidiu não voltar à Rússia após as tropas militares do país invadirem a Ucrânia. “No começo, eu pensei apenas em aguardar. Mas então assinei uma petição contra a guerra. E logo ficou claro para mim que não seria eu bom voltar”, disse ela. Khamatova acrescentou que recebeu indicação que só poderia voltar à Rússia se parasse de falar que há uma guerra acontecendo e se desculpasse por não apoiar o que o presidente Vladimir Putin chama de “operação militar especial”. Mas ela encara essa situação de modo diferente: “As pessoas que poderiam dizer: ‘volte que nada vai te acontecer’… Eu não acredito nelas, porque o presidente do meu país prometeu ao mundo inteiro que não haveria guerra”. A atriz ficou conhecida por estrelar o premiado filme “Adeus Lenin!”, de 2003. Ela também deu vida à Lara no remake russo de “Doutor Zhivago”, estrelou uma minissérie sobre o escritor Dostoevskiy e tem dezenas de obras em sua filmografia, entre elas produções internacionais como “O Corvo Branco”, dirigido em 2018 pelo astro britânico Ralph Fiennes. Ela se junta a outros artistas que fugiram da Rússia após protestarem contra a guerra na Ucrânia, incluindo Olga Smirnova, bailarina principal do Balé Bolshoi em Moscou até a semana passada, quando trocou a Rússia pela Holanda – e imediatamente assumiu destaque no Balé Nacional Holandês. Veja abaixo o vídeo integral da entrevista.
Baterista do Foo Fighters teria morrido de overdose
A causa da morte do baterista Taylor Hawkins, da banda Foo Fighters, teria sido overdose, segundo as autoridades policiais da Colômbia. No corpo do músico foram encontradas pelo menos dez substâncias diferentes, entre elas maconha, antidepressivos e heroína. “No exame toxicológico de urina realizado em Taylor Hawkins foram encontrados preliminarmente dez substâncias, entre elas: maconha, antidepressivos, benzodiazepínicos e opióides”, informou a Procuradoria Geral da Nação, que dará continuidade a investigação. O músico de 50 anos morreu em seu quarto de hotel na Colômbia, durante a turnê da banda na América do Sul. Mais cedo, a polícia colombiana elaborou um relatório em que apontou a presença de uma substância branca, similar à cocaína, no quarto do artista, segundo o jornal El Tiempo. No relatório policial, as autoridades também ressaltaram que o baterista sentiu dores no peito antes de falecer. Essa não teria sido a primeira overdose do artista. Em 2001, ele ficou em coma por duas semanas após sofrer uma overdose de heroína. Hawkins ainda assumiu que tinha problemas com álcool e drogas no documentário “Foo Fighters: Back & Forth” (2011). Com a morte do baterista, todas as apresentações da turnê do Foo Fighters na América do Sul foram canceladas, incluindo o show que aconteceria em São Paulo no domingo (27/3), no último dia do festival Lollapalooza.












