
Divulgação/Globo
Juiz rejeita laudo de “surto psicótico” em processo de Pedro contra a Globo
Magistrado considerou que o ex-participante do BBB 26 estava em plenas capacidades mentais ao assinar contrato comercial com a emissora
Justiça do Paraná julga ação contra a Globo
O juiz responsável pelo processo de Pedro Henrique Espíndola contra a Globo descartou o argumento de que o ex-participante sofreu um “surto psicótico” durante o BBB 26. O caso envolvendo o vendedor ambulante foi noticiado pelo portal Metrópoles e confirmado pelo Estadão na noite desta sexta-feira (3/4).
O que o magistrado avaliou sobre a saúde mental do ex-BBB?
O juiz Wilson José de Freitas Júnior, titular da 2ª Vara Cível de Colombo (PR), analisou o laudo médico anexado pela equipe jurídica do paranaense. Ele apontou que o documento psiquiátrico havia sido assinado por um profissional de saúde há mais de dois anos.
Diante do atestado defasado, o magistrado concluiu que o ex-BBB estava no pleno domínio de suas capacidades mentais e tinha total aptidão para tomar decisões no momento em que assinou o contrato com o reality show.
A validade do contrato comercial
A decisão também rechaçou a tese de que o vendedor seria uma “parte vulnerável” no acordo firmado com a rede de televisão. O juiz entendeu que o confinamento estabeleceu uma relação de negócios clara, baseada no uso e na exploração da imagem e voz do competidor em troca de visibilidade.
Inicialmente, o tribunal paranaense determinou a transferência da ação para o foro do Rio de Janeiro. No entanto, o processo acabou encerrado de forma definitiva apenas seis dias após a decisão inicial. O caso só voltará à pauta judicial se houver uma nova demanda ou pedido formal de uma das partes envolvidas.
O episódio que motivou a saída do reality
A participação de Pedro terminou de forma abrupta após um episódio de assédio contra Jordana Morais. A polêmica aconteceu na despensa da casa, quando ele tentou beijar a colega de confinamento à força.
A Globo exibiu as imagens da investida não consentida na edição. Pedro optou por apertar o botão da desistência e abandonar o jogo logo após o ocorrido. Ao ser confrontado pelos outros participantes sobre a situação, ele se resumiu a responder que fez “o que não devia ter acontecido”.
Na época do episódio, o apresentador Tadeu Schmidt avisou ao público que a direção da emissora expulsaria o participante caso ele não tivesse abandonado o confinamento antes da punição oficial.
A briga com a emissora
Pedro foi internado numa clínica no Paraná e diagnosticado com Transtorno Afetivo Bipolar. Sua defesa reclamou de ele ter sido abandonado pela Globo, que cancelou o contrato após a desclassificação sem oferecer nenhuma assistência, e entrou com um processo de R$ 4,2 milhões por danos morais e quebra de contrato. A defesa anexou trechos do acordo assinado com o programa na ação.
A Globo considerou a atitude uma violação da cláusula de confidencialidade e passou a cobrar uma multa contratual de R$ 1,5 milhão do ex-confinado. A atual decisão judicial confirma a validade do contrato.
O espaço segue aberto para posicionamentos, declarações e atualizações das partes citadas, que queiram responder, refutar ou acrescentar detalhes em relação ao que foi noticiado.