Globo planeja volta do “Linha Direta” na onda da temática “true crime”
Em meio à disparada de interesses por podcasts e documentários de true crime, a Globo decidiu resgatar seu principal programa policial, o “Linha Direta”, que teve episódios exibidos entre 1990 e 2007. Segundo a coluna de Patricia Kogut, no jornal O Globo, o projeto de resgate ainda está em fase inicial e sendo desenvolvido em sigilo pelo diretor Mariano Boni. O sucesso do podcast/série sobre o Caso Evandro, na Globoplay, teria alertado para o interesse do público nas notícias de crime real. E o fenômeno da audiência da série sobre o assassinato de Daniella Perez, na HBO Max, só confirmou a tendência. Além disso, um canal independente que reúne edições antigas do próprio “Linha Direta” virou um fenômeno no YouTube, com quase 200 mil inscritos e 3 milhões de visualizações em alguns episódios. Ainda não há detalhes sobre quem seria o novo apresentador, nem se a atração seguirá o mesmo formato dos últimos anos em que ficou no ar. A versão original do “Linha Direta” estreou em março de 1990 com casos de crimes em que os suspeitos estavam foragidos da Justiça. O programa exibia simulações feitas por atores e depoimentos de testemunhas. Essa primeira fase do Linha Direta ficou no ar até julho daquele ano, apresentada por Hélio Costa. Em 1999 o programa voltou, desta vez sob o comando de Marcelo Rezende (1951-2017), com base em noticiários recentes, mas também reconstituindo casos célebres, como o assassinato de Ângela Diniz. Domingos Meirelles assumiu o programa em 2002 e permaneceu até o fim da atração, em 2007. Ao longo de sua exibição, a produção jornalística contribuiu para a prisão de quase 400 foragidos. Em setembro de 2002, representantes do Centro Brasileiro de Defesa dos Direitos Humanos afirmaram que a atração era de utilidade pública. “Linha Direta” também teve edições especiais sobre casos com elementos sobrenaturais, como o do Edifício Joelma e o da Operação Prato.
SBT desiste de cancelar “Casos de Família”
Conhecido por anunciar e voltar atrás dos anúncios em questões de dias, o SBT manteve a tradição com “Casos de Família”. Dez dias depois de um comunicado sobre o fim do programa, o canal decidiu mantê-lo na grade de programação. O último programa inédito seria exibido no feriado de 7 de setembro, mas a direção do canal reconsiderou e decidiu continuar a exibi-lo, introduzindo algumas novidades, que ainda não foram anunciadas. Apresentadora atual, Christina Rocha, vai permanecer no posto. O anúncio sobre o cancelamento se deu por meio de uma nota oficial enviada à imprensa em 23 de agosto. Na época, o SBT disse que iria suspender as gravações do “Casos de Família” a partir daquela semana e que haveria a possibilidade do programa voltar em 2023 com novas histórias. No lugar, a programação da emissora exibiria uma nova faixa de novelas. No ar desde maio de 2004, a atração foi criada numa época em que barracos davam boa audiência na TV. Cada edição era baseada em conflitos diferentes entre membros da mesma família, vizinhos e até no ambiente de trabalho, e muitas vezes incluía gritos, xingamentos e briga generalizada entre os participantes. Mas também exibiu distribuição de beijos em desconhecidos por casais brigados. Além dos convidados, a plateia participava ativamente do programa com opiniões e perguntas sobre as histórias relatadas. Apesar do climão garantir a audiência, a justificativa do programa para se basear em conflitos era orientar e até mesmo solucionar os casos apresentados, contando com a participação de um psicólogo. Entretanto, a produção não escapou de ser questionada pela autenticidade dos relatos. Frequentemente, participantes do “Casos de Família” eram vistos em outros programas, como “Programa do Ratinho” no SBT e “Você na TV” e “Teste de Fidelidade” da RedeTV!.
Rutherford Falls: Nova comédia do criador de “Parks and Recreation” é cancelada
A plataforma americana Peacock cancelou “Rutherford Falls”, nova criação de Dan Schur (“Parks and Recreation”), após a 2ª temporada. Em um comunicado reagindo à decisão, a showrunner e cocriadora Sierra Teller Ornelas indicou que a equipe tentará encontrar um novo lar em outra plataforma, mas nenhuma série cancelada conseguiu ser resgatada desde “Manifest” há um ano, vindo da TV aberta para o streaming. A série era elogiada por sua representação nativa-americana, tanto na frente quanto atrás da câmera. Aclamada pela crítica, tinha 96% de aprovação na média do Rotten Tomatoes. Seu cancelamento é o segundo consecutivo de uma atração de Dan Schur, que teve o projeto da adaptação do filme “Campo dos Sonhos” descartado em junho, um mês antes de começar a ser gravado. Schur criou “Rutherford Falls” em parceria com Ornelas e o ator Ed Helms. Ele e o ator trabalharam juntos em outro sucesso televisivo, “The Office”, que Schur escreveu e Helms estrelou. A comédia gira em torno de dois melhores amigos de longa data, Nathan Rutherford (Helms) e Reagan Wells (Jana Schmieding, de “Blast”), que se encontram em uma encruzilhada – literalmente – quando sua cidadezinha interiorana, à beira de uma reserva indígena, passa a ser “ameaçada” pelo progresso. Nathan é descendente do fundador da cidade e quer defender a estátua de seu ancestral da remoção pela Prefeitura, enquanto Reagan busca construir um centro cultural indígena para o qual nem os índios dão importância. A série entrou para a História da TV por incluir cinco roteiristas indígenas em sua equipe de produção – um marco na representatividade nativa-americana na televisão dos EUA. Os escritores incluem a própria Schmieding (descendente da nação Cheyenne e Lakota Sioux), Ornelas (Navajo), Bobby Wilson (Sisseton-Wahpeton Dakota), Tai Leclaire (da nação Moicana e Mi’kmaq) e Tazbah Chavez (descendente das tribo Paiute, Navajo e Apache). O elenco ainda destaca Michael Greyeyes (da nação Muskeg Lake Cree, que estrelou “I Know This Much Is True”), Jesse Leigh (“Heathers”) e Dustin Milligan (“Schitt’s Creek”). Veja abaixo o trailer da atração, que permanece inédita no Brasil.
Jane Fonda revela câncer e inicio de quimioterapia
A atriz Jane Fonda (“Grace and Frankie”) revelou nesta sexta-feira (2/9) por suas redes sociais que está com câncer. Ela já está fazendo quimioterapia contra o linfoma não Hodgkin, tipo de câncer que tem origem nas células do sistema linfático, descoberto há seis meses. No texto, ela também se diz “privilegiada” por ter plano de saúde, ao contrário de muitos americanos. “Quase todas as famílias nos EUA já tiveram que lidar com câncer uma vez ou outra e muitas não têm acesso aos cuidados de saúde de qualidade que estou recebendo, e isso não está certo”. Publicando uma foto serena e sorridente ao lado da informação, Jane Fonda procurou passar otimismo sobre o enfretamento da doença. “Este é um câncer muito tratável. 80% das pessoas sobrevivem, então me sinto com muita sorte”, afirmou. Por isso, ela diz que o tratamento não vai interferir com seu cotidiano, que atualmente é se dividir entre filmes e lutas em favor da defesa do meio ambiente e contra as mudanças climáticas. “Estamos vivendo o momento mais importante da história humana porque o que fazemos ou não fazemos agora determinará que tipo de futuro teremos, e não permitirei que o câncer me impeça de fazer tudo o que puder, usando todas as ferramentas que disponho, e isso inclui continuar a construir uma comunidade e encontrar novas maneiras de usar nossa força coletiva para fazer mudanças”. Mesmo assim, ela afirma que a doença lhe sacudiu para a realidade da idade. “O câncer é um professor e estou prestando atenção nas lições que ele guarda para mim. Uma coisa que já me mostrou é a importância da comunidade. De crescer e aprofundar a comunidade para que não estejamos sozinhos. E o câncer, junto com minha idade – quase 85 – definitivamente ensina a importância de se adaptar a novas realidades”, acrescentou. Desde o fim da série “Grace & Frankie” em abril na Netflix, Jane Fonda já filmou as comédias “Moving On”, de Paul Weitz (“Um Grande Garoto”), que vai estrear no Festival de Toronto, “Eighty for Brady”, ainda sem previsão de estreia, e a continuação de “Do Jeito que Elas Querem” (2018), com estreia marcada para maio de 2023. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jane Fonda (@janefonda)
Tiffany Haddish e Aries Spears são acusados de abuso de menores
Os comediantes Tiffany Haddish (“Depois da Festa”) e Aries Spears (“MADtv”) estão sendo processados sob acusações de abuso e aliciamento sexual de uma menina de 14 anos e do irmão dela, de sete anos. Segundo a acusação, Haddish se aproveitou da proximidade que tinha com a mãe das crianças para forçar os dois a filmarem esquetes sexualmente explícitas para os comediantes. A ação foi protocolada nessa sexta (2/9) na Corte Superior de Los Angeles e afirma que as duas vítimas – cujos nomes não foram divulgados – ficaram profundamente traumatizadas pelos incidentes ocorridos. Supostamente, os casos aconteceram em pelo menos duas ocasiões diferentes. O primeiro, envolvendo a adolescente, aconteceu em 2013, quando ela participou de um acampamento de comédia e Haddish foi uma oradora convidada. Lá, Haddish teria dito à adolescente que “tinha um papel perfeito para ela.” Haddish é descrita na ação como uma “amiga de longa data” da mãe das crianças, o que teria servido para estabelecer confiança e também teria facilitado o seu acesso às vítimas. Com o intuito de filmar esse “papel perfeito”, a comediante teria levado a garota para um estúdio, onde ela e Spears lhe mostraram um vídeo de “um homem mais velho e uma mulher em idade universitária” comendo um sanduíche enquanto “gemiam e faziam sons sexuais, de uma maneira que simulava o ato de felação”. Ao final do vídeo, Spears teria dito à vítima que “queria que ela imitasse o que ela tinha visto na tela, incluindo os ruídos, exatamente como os que ela ouviu no vídeo”. Diante da situação, a menina ficou nervosa e enojada, o que fez com que Haddish se aproximasse, sentasse ao seu lado e lhe explicasse em detalhes o que a garota deveria fazer no vídeo. A explicação, supostamente, também continha detalhes de “como fazer felação, incluindo movimentos, ruídos, gemidos e gemidos.” Apesar de ter ficado “fisicamente, emocionalmente e mentalmente desconfortável”, a menina fez o que a comediante pediu para que pudesse ir para casa. Haddish supostamente pagou a ela a quantia de US$ 100 pelo vídeo. O segundo caso teria acontecido em 2014, quando Haddish se propôs a organizar e filmar um conteúdo do menino de sete anos, para ajudá-lo a conseguir um papel no canal infantil Nickelodeon. Na ocasião, o menino estava acompanhado da irmã. Mas Haddish e Spears – que também estava presente – o levaram para outro cômodo e despiram a criança, que ficou só de cueca. Então, eles gravaram um suposto esquete de comédia, intitulado “Through a Pedophile’s Eyes” (Através dos Olhos de um Pedófilo), no qual Spears era visto cobiçando a criança e esfregando suas costas. Fotos dessa gravação supostamente foram incluídas na denúncia. O tal esquete “Through a Pedophile’s Eyes” (Através dos Olhos de um Pedófilo) foi produzido com o intuito de ser postado no site Funny or Die. Isso levou o portal de vídeos humor a emitir um comunicado ao site TMZ negando qualquer envolvimento com a produção do vídeo “absolutamente nojento”. Na sua declaração oficial, o Funny of Die afirma que “não esteve envolvido no conceito, no desenvolvimento, no financiamento ou na produção deste vídeo. Ele foi carregado no site como conteúdo gerado pelo usuário e foi removido em 2018, imediatamente após tomarmos conhecimento da sua existência.” O advogado de Haddish, Andrew Brettler, negou todas as acusações e disse que processo é uma tentativa de extorsão. “A mãe da demandante, Trizah Morris, vem tentando afirmar essas alegações falsas contra a Sra. Haddish há vários anos”, disse Brettler em comunicado. “Todos os advogados que inicialmente assumiram o caso dela – e houveram vários – desistiram do assunto quando perceberam que as reivindicações não tinham mérito e que a Sra. Haddish não seria abalada”, continuou, As vítimas estão processando Haddish e Spears por danos gerais, especiais e “qualquer dano legal apropriado”.
Anne Heche ficou presa em meio à chamas por 45 minutos
A atriz Anne Heche (“Jogando com Prazer”) ficou presa por cerca de 45 minutos dentro do seu carro em chamas, durante o acidente do dia 5 de agosto em que o veículo que dirigia bateu em uma casa e pegou fogo na área de Mar Vista, em Los Angeles. A informação foi apurada pela emissora de notícias NBC4, que teve acesso às gravações de áudio feitas pelo Departamento de Bombeiros de Los Angeles na ocasião. De acordo com as gravações, os bombeiros não conseguiram chegar ao carro de Heche por pelo menos 20 minutos devido ao incêndio, e levaram mais de 20 minutos para conseguir retirar o veículo de dentro da casa em chamas. Só depois a atriz foi levada a uma ambulância. “Dadas as condições pesadas de fogo e fumaça, você não podia ver claramente o veículo ou nem era capaz de acessá-lo”, disse o chefe dos Bombeiros de Los Angeles, Richard Fields. Graças às gravações, emissora conseguiu construir uma linha do tempo do resgate, que começou às 23h01, quando os bombeiros chegaram ao local do acidente e, momentos depois, confirmaram que havia “uma pessoa presa dentro veículo”. Sete minutos depois, às 23:07, os bombeiros confirmaram que não havia outras vítimas dentro da casa. Outros 15 minutos se passaram, quando um dos comandantes pediu confirmação do caso. “Deixe-me esclarecer isso, então – você tem um paciente no carro?”, ele perguntou, às 23h22. Três minutos depois, o corpo de Heche foi localizado no veículo. “Identificamos um paciente, inacessível no momento e pressionado contra o assoalho!”, disse o socorrista Por volta das 23:49, Heche foi retirada dos destroços. “Temos um paciente no automóvel, sendo avaliado, prestes a ser carregado na maca para transporte”, disse um bombeiro na gravação. Heche foi transportada para o Centro Médico Ronald Reagan e depois transferida para o Centro de Queimaduras Grossman, do Hospital West Hills, para atendimento especializado. Ela morreu uma semana depois devido à inalação de fumaça e lesões térmicas, de acordo com o médico legista do condado de Los Angeles.
Robert Rodriguez anuncia fim das filmagens do novo “Pequenos Espiões”
O diretor Robert Rodriguez anunciou no Instagram o término das filmagens do novo filme da franquia “Pequenos Espiões”. Compartilhando duas fotos com o filho, Racer Rodriguez, uma no set do segundo longa, de 2002, e outra agora, ele escreveu: “Nada mudou muito. Só que agora ele é corroteirista, coprodutor e está um pouco mais pesado”. Rodriguez lançou o filme original em 2001, seguido por “Pequenos Espiões 2: A Ilha dos Sonhos Perdidos” no ano seguinte e “Pequenos Espiões 3: Game Over” logo depois. Mas deixou passar vários anos para retomar a saga com “Pequenos Espiões 4” em 2011, mostrando as crianças originais já adolescentes. O elenco original incluía Antonio Banderas e Carla Gugino como os pais, e Alexa PenaVega e Daryl Sabara como as crianças. Até o atual filme, os quatro atores vinham participando de toda a franquia. Já a atual produção, desenvolvida para a Netflix, traz Gina Rodriguez (“Jane the Virgin”) e Zachary Levi (“Shazam!”) como os pais dos novos “Pequenos Espiões”. Protagonistas adultos da trama, eles viverão um casal de espiões internacionais, enquanto seus filhos serão vividos por Everly Carganilla (“The Afterparty”) e o estreante Connor Esterson. O novo “Pequenos Espiões” é o segundo revival infantil concebida por Rodriguez na Netflix. O reboot foi encomendado logo depois do sucesso de “Pequenos Grandes Heróis”, de 2020, em que o diretor resgatou os personagens de seu filme “As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3-D” (2005) para a plataforma de streaming. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Robert Rodriguez (@rodriguez)
Globo anuncia data de estreia e grandes mudanças no “BBB 23”
A rede Globo anunciou nesta sexta (2/9) a data de estreia e grandes mudanças para o “BBB 23”. Boninho, produtor do programa, já tinha brincado que o reality podia estrear antes do previsto. Ele publicou um vídeo no Instagram indicando que deve acontecer uma espécie de pré-BBB com envolvimento do público (veja abaixo). Mas a data do começo oficial vai continuar sendo em janeiro. A maior mudança, porém, é que os participantes concorrerão a prêmios em dinheiro durante as dinâmicas do programa. E não será pouca coisa. O anúncio indica que até eliminados poderão levar uma bolada maior que o campeão. O anúncio não dá detalhes, afirmando que trará maiores informações em breve, mas inclui dicas. Aparentemente, escapar do paredão vai render dinheiro. Voltar também. E os concorrentes poderão acompanhar a progressão de seus ganhos durante o programa. Vai virar “Round 6”? Vale lembrar que a produção já tinha comentado que aumentaria o valor da premiação, que está fixo há 12 anos em R$ 1,5 milhão para o campeão. O “BBB 23”, com apresentação de Tadeu Schmidt, produção de Mariana Mônaco, direção artística de Rodrigo Dourado e direção de gênero de Boninho, vai estrear no dia 16 de janeiro. Leia abaixo a nota oficial da emissora, que começa brincando com um conhecido meme. “É verdade esse bilhete. E quando falamos da 23ª edição do ‘Big Brother Brasil’, é um bilhete pra lá de premiado. O ano nem terminou, mas a viagem para o BBB já está começando. Os fãs do reality podem esquentar as turbinas porque as novidades estão por aí. Na nova temporada, os brothers e sisters – que serão novamente divididos entre Pipoca e Camarote – poderão ver o valor do prêmio final mudar ao longo da temporada, com possibilidade de garantir uma quantia maior para o grande vencedor. Então, mais do que nunca, escapar dos paredões e resistir mais tempo no game será fundamental. Com previsão de estreia no dia 16 de janeiro, o programa volta com tudo aquilo que os apaixonados pelo BBB curtem: prova do líder, do anjo, bate-volta, resistência e, é claro, as festas. Os detalhes da nova dinâmica da premiação e outras surpresas contamos depois. E, talvez, as novidades cheguem mais cedo do que se imagina…” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Boninho (@jbboninho)
Bruno Gagliasso pediu a candomblecistas para incluir religião na série “Santo”
O ator Bruno Gagliasso contou ter pedido autorização de candomblecistas para viver um personagem da religião em sua nova série, “Santo”, produção espanhola da Netflix em que divide o protagonismo com o espanhol Raúl Arévolo. Assim como seu personagem, o policial Ernesto Cardona, Gagliasso também segue o candomblé e não quis desrespeitar a religião. “Eu sou do candomblé, eu tenho Oxóssi do meu lado, Exu entrou com força agora. Pedi licença e foi muito bem aceita”, ele revelou em entrevista à revista Quem. Como uma das facetas do personagem é justamente sua religião, a série ainda contou com a consultoria do pesquisador e pai de santo Antônio Arruda. “Ele foi muito importante nessa preparação conosco, porque a gente sabe do perigo que é uma representação errada, deturpada ou tendenciosa das religiões de matriz africana”, disse Vicente Amorim, diretor do projeto. Na trama, Cardona inicia a perseguição a um traficante de drogas internacional na Bahia e vai parar na Espanha, onde se une a um agente local para tentar capturar o criminoso, conhecido como Santo, que ninguém nunca conseguiu identificar. O ponto de partida é um crime contra uma criança, o que mexeu muito com Bruno Gagliasso, que tem três filhos. O ator assume que algumas cenas foram mais difíceis de fazer. “Mexeu muito, mexeu muito comigo. Inclusive, teve um dia específico em que eu fiquei mal, chorei pra caramba. Eu, geralmente quando estou construindo um personagem, construo de dentro. Então, eu sinto [mesmo]”, admitiu. “Não tem jeito, não sei fazer de outra forma, eu não gosto. Então, mexeu muito comigo, e em uma cena específica eu tive uma crise mesmo.” Gagliasso explicou que fez uma preparação intensa para viver o papel. “A minha preparação é muito trabalhada em cima da verdade; eu uso os sentimentos e o que tenho dentro de mim. Foi visceral. Eu me arrisco a dizer que o Cardona também foi um dos personagens mais importantes e intensos da minha vida, não só na preparação”, descreveu. Por isso e pelos detalhes dos bastidores, o ator se disse orgulhoso da série. “Tenho muito orgulho de estar fazendo uma série espanhola, fazendo um personagem brasileiro, falando português, sendo dirigido por um diretor brasileiro que faz histórias no Japão, nos Estados Unidos, no Brasil, que é o caso do Vicente. Só me deu a certeza também de que o Brasil faz muito bem o seu trabalho.”
Rock in Rio será transmitido pela TV e por streaming
Rock in Rio não é só show ao vivo. É também programação televisiva. As performances musicais que acontecem no Rio de Janeiro tem transmissão na TV e no streaming, com uma cobertura de grande fôlego. Os direitos de exibição são da Globo, que escalou um time estrelado para as apresentações, composto por Marcos Mion, Didi Wagner, Didi Effe, Dedé Teicher, Bielo Pereira, Kenya Sade, Ana Clara, Malena, Thais Barja, Jonathan Azevedo, Guilherme Guedes, Laura Vicente, China, Jimmy London e o ex-BBB Rodrigo Mussi. Eles vão se revezar entre shows e canais. A Globo vai exibir compactos com os melhores momentos durante as noites de festival, com apresentação de Marcos Mion, além de trechos ao vivo dos principais shows. Mas o festival também poderá ser acompanhado com mais detalhes no Multishow e Canal Bis, que farão a transmissão ao vivo dos palcos Mundo, Sunset, Favela e New Dance Order, além de mostrar bastidores e conteúdos exclusivos no YouTube, site e redes sociais dos canais, além de render uma cobertura no site Gshow da Globo. O Multishow ainda faz a transmissão em 4K para o público crescente das Smart TVs. Por sinal, além da TV convencional, a Globoplay vai abrir o sinal do Multishow para não assinantes durante o festival. Já o Canal Bis só poderá ser acessado por streaming pelos assinantes do pacote + Canais ao Vivo. A transmissão do Rock in Rio tem produção de Karina Ajuz, direção artística de Pedro Secchin e direção de gênero de Raoni Carneiro. Já pode preparar a pipoca, que em casa não custa R$ 30, pois a transmissão já começou.
Justiça considera Sílvio Santos misógino pela segunda vez, em vitória de Rachel Sheherazade
A jornalista Rachel Sheherazade teve nova vitória na Justiça na ação que move contra contra o SBT e Sílvio Santos, desta vez em segunda instância. A sentença ratificou a decisão da primeira instância, que tinha determinado uma indenização de R$ 500 mil por direitos trabalhistas e também danos morais por conta de um comentário de Silvio Santos, além de criticar o “comportamento claramente misógino” do apresentador. Os magistrados da 14ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho e a relatora Raquel Gabbai de Oliveira se manifestaram de forma unanimidade a favor da sentença original. “Aconteceu, está gravado, o Brasil inteiro assistiu e ela foi exposta a uma situação realmente muito constrangedora por ocasião da entrega do prêmio do Troféu Imprensa. E então está a merecer sim uma indenização”, argumentou o desembargador Davi Furtado Meirelles na ação. Protocolada em 11 de março, na 3ª Vara do Trabalho de Osasco (SP), onde o SBT é sediado, a ação cita a cerimônia do Troféu Imprensa realizada em 9 de abril de 2017, quando Sheherazade subiu ao palco para receber o Troféu Internet de melhor apresentadora de telejornal, que ela havia conquistado em 2016, quando foi humilhada por Silvio Santos. “Eu te chamei para você continuar com a sua beleza, com a sua voz, foi para ler as notícias, e não dar a sua opinião. Se quiser falar sobre política, compre uma estação de TV e faça por sua própria conta”, disse Sílvio Santos na ocasião. O caso ainda cabe recurso e o SBT informou que vai recorrer. Veja abaixo a declaração de Sílvio Santos que motivou o processo após a demissão da jornalista.
Diretor de “O Destino de uma Nação” fará série sobre Mussolini
O cineasta Joe Wright, responsável pelo filme “O Destino de uma Nação” (2017) sobre Winston Churchill, vai dirigir a série “M”, sobre o ditador italiano Benito Mussolini. Baseada no livro “M – O Filho do Século”, de Antonio Scurati, a série vai mostrar o nascimento do fascismo na Itália e a ascensão de Mussolini. A atração foi escrita por Stefano Bises (“Gomorra”), em parceria com Davide Serino (“The Comedians”). Já a produção está a cargo de Lorenzo Mieli (“A Mão de Deus”). “O escritor [Scurati] entendeu e colocou no papel, com fatos e documentos e tudo, que Mussolini é o cara que criou o que hoje conhecemos como populismo e fascismo – foi ele e só ele.”, disse Mieli, em entrevista no Festival de Veneza, onde ele está lançando o seu novo filme, “Bones and All”, dirigido por Luca Guadagnino (“Me Chame Pelo Seu Nome”). O produtor também falou que escolheu Wright para comandar a série porque gostou da maneira como o cineasta abordou o tema da política em “O Destino de uma Nação”, retratando outro líder da 2ª Guerra Mundial. “Eu amo o jeito que ele lidou com a política e eu amo o jeito que ele muda de gênero.” Além disso, Mieli também falou sobre a importância da série, principalmente nos dias de hoje. “O fascismo é algo que hoje é relevante para todos. Tem sido relevante nas últimas décadas, mas é especialmente relevante agora em todo o mundo”, disse ele. “E é interessante porque, antes de Trump, os EUA e a cultura anglo-saxônica pensavam que o fascismo era algo que não estava no radar deles. Mas agora é. É por isso que escolhi um diretor anglo-saxão.” “M” ainda não tem previsão de estreia. Atualmente, Joe Wright está envolvido no filme “Stoner”, drama de época que será estrelada por Casey Affleck (“Manchester à Beira-Mar”), atualmente em pré-produção.
“The Crown” define intérpretes de Príncipe William e Kate Middleton
A série “The Crown” encontrou os intérpretes de Príncipe William e Kate Middleton, que serão apresentados na vindoura 6ª temporada da atração. A produção da Netflix escalou o ator Rufus Kampa para viver o príncipe na sua adolescência e Ed McVey para interpretá-lo no início da sua vida adulta. Já a personagem de Kate Middleton será vivida por Meg Bellamy. Os três são novatos nas telas. Embora seja o mais jovem, Kampa possui uma extensa carreira no teatro. McVey, por sua vez se formou na escola dramática de Londres em 2021. E Bellamy já fez participações em filmes amadores. Esse será o primeiro trabalho do trio na televisão. A trama da 6ª temporada vai abordar dois momentos da vida do Príncipe William. No primeiro, ele precisa lidar com a morte da sua mãe, a Princesa Diana. Já o segundo momento vai mostrar o seu relacionamento com Kate, desde que eles se conheceram quando estudavam História da Arte na Universidade de St Andrews, em Fife, na Escócia, em 2001. Casados desde 2011, os dois agora são o Duque e a Duquesa de Cambridge. A 6ª temporada de “The Crown” começa a ser rodada ainda este ano, mas não tem previsão de estreia.












