
Divulgação/Luzbola
Morre Indio Solari, lenda do rock argentino, aos 77 anos
Vocalista da banda Patricio Rey y sus Redonditos de Ricota sofria de Parkinson e faleceu em sua residência
Ícone do rock argentino
O cantor Carlos Alberto “Indio” Solari, reconhecido como um dos artistas de rock mais influentes da Argentina nas últimas décadas, morreu nesta sexta-feira aos 77 anos de idade. O músico sofria da doença de Parkinson pelo menos desde o ano de 2016.
Morte na madrugada na região de Buenos Aires
De acordo com veículos de imprensa locais, o artista faleceu durante a madrugada em sua casa localizada em Parque Leloir, região situada a cerca de 33 quilômetros de Buenos Aires. O documento policial reforça o diagnóstico de Parkinson do cantor e indica que não há elementos que apontem para outra causa da morte.
Trajetória com os Redonditos de Ricota e carreira solo
Solari ficou famoso por arrastar multidões em seus shows. Ele alcançou o sucesso inicialmente como vocalista e líder da lendária banda Patricio Rey y sus Redonditos de Ricota, que permaneceu ativa entre os anos 1970 e 2001. Com o grupo, o cantor lançou dez álbuns e gravou a música “Ji ji ji”, faixa marcada por provocar o que os fãs e o próprio músico chamavam de “o maior pogo do mundo”.
Após o fim do grupo, o vocalista seguiu em frente com o projeto solo Indio Solari y los Fundamentalistas del Aire Acondicionado, fundado em 2004 e com o qual gravou cinco discos até 2018. Por conta da imensa popularidade, alguns de seus concertos registraram episódios de superlotação, como o show de 2017 em Olavarría, onde uma avalanche humana causou duas mortes e deixou 12 pessoas hospitalizadas.
Repercussão e homenagens de músicos e políticos
A notícia do falecimento motivou reações imediatas no país, onde muitas de suas composições são tratadas como hinos. O guitarrista Eduardo “Skay” Beilinson, parceiro de Solari na banda Patricio Rey y sus Redonditos de Ricota, publicou uma homenagem em sua conta no Instagram manifestando imensa dor e chamando o cantor de querido amigo.
No campo político, as composições de Solari também despertavam atenção devido às letras com críticas sociais, questionamentos ao consumismo, ao capitalismo e à repressão estatal. O ex-presidente argentino Alberto Fernández usou a rede social X para lamentar a perda, destacando o compromisso humano, a dignidade do músico e o profundo impacto social e cultural gerado por seu trabalho.