Marcius Melhem chama Dani Calabresa de “vingativa, cínica e mentirosa”
O ex-diretor da Globo Marcius Melhem fez uma live em seu canal do YouTube nesta quarta-feira (9/8) para rebater a denúncia de assédio e importunação sexual do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) e apontar o que chama de mentiras no processo. Ele também aproveitou para responder diretamente a Dani Calabresa, que publicou uma nota no Instagram sobre a ação. A humorista foi uma das mulheres que denunciou Melhem, mas teve seu caso arquivado pelo Ministério Público. Melhem questionou a postura de Calabresa, argumentando: “Quando vocês viram uma entrevista da Dani Calabresa dizendo ‘eu quero que o meu caso seja julgado’? Pelo contrário, ela só dava entrevista dizendo ‘por mim, não tinha chegado até isso, por mim eu me conformava com a coisa da Globo ter visto uma conduta inadequada dele’. Ela diz isso de ‘conduta inadequada’ agora, porque a Globo cravou que não teve assédio”. Melhem confronta Calabresa Melhem expressou sua insatisfação com o processo e ironizou a acusação de Calabresa, que o chamou de assediador em sua nota: “Ela não pode me chamar de assediador, a senhora mente ao dizer que eu sou assediador, porque nem a Globo diz que eu sou assediador da senhora, nem o Ministério Público levou seu caso adiante. Então, a senhora que tem que dormir com esse barulho, de saber que não é possível dizer que eu a assediei”. Ele continuou: “Todo mundo verá, porque uma hora isso se tornará público, todas as mentiras, inconsistências e incongruências da sua acusação. Já viram boa parte e verão. Eu não sou assediador, estou lhe processando, inclusive, por isso, na esfera cível, em São Paulo. A senhora é mentirosa”. Para finalizar, Melhem deixou uma espécie de alerta para o público, acusando Calabresa de ser “vingativa, cínica e mentirosa”. Ele afirmou: “Agora eu quero falar com vocês que tão me vendo nessa live: Dani Calabresa é vingativa, cínica e mentirosa. Fala mal de todo mundo pelas costas, falava de mim, mas falava de todo mundo. Algumas já vieram a público, mas tem muitas outras. Ela é cínica e mentirosa. Chegou a dizer que a Globo comprovou assédio, agora ela muda pra conduta inadequada”. Motivo do arquivamento e sequência do processo Dani Calabresa explicou que seu caso contra Melhem foi arquivado porque o crime já prescreveu e porque o ocorrido em 2017 foi tratado como importunação sexual, um crime só descrito na lei a partir de 2018. Apesar do arquivamento do caso de Calabresa, Melhem continua sendo investigado pelo Ministério Público. O processo iniciou com oito queixas, mas caiu para sete quando uma das supostas vítimas disse que era apenas testemunha, até ser reduzindo para três na acusação formal do MPF-RJ na terça-feira (8/8) O Ministério Público denunciou Marcius Melhem por assédio sexual com base no depoimento de duas atrizes subordinadas pelo ator e uma terceira mulher que não quis ser identificada – mas acabou nomeada na live. A primeira delas é Carol Portes, que contou que foi assediada quando fazia parte do humorístico “Tá No Ar”. Ela prestou depoimento na Delegacia da Mulher em abril. O outro depoimento usado como base foi da atriz Georgiana Góes, também ouvida pela Justiça, que considerou que houve abuso na conduta do então diretor do núcleo de humor da emissora. Defesa de Melhem Em sua live, Melhem afirmou que as três “entraram para fazer número” no processo. Ele mostrou elogios e torcidas públicas de Georgiana a seu favor durante a investigação do Compliance da Globo e citou declarações de Carol “de fevereiro de 2020, que diz que me ama”. O humorista também questionou a prescrição das demais acusadoras, mas não das três, citando que a própria Carol Porter diz no próprio processo não ter acusações recentes. “Quem fez a denúncia, feita às pressas, obviamente não teve tempo de ler e ver tudo”, ele apontou. “Mas a gente aqui leu e viu tudo”. “Esta escolha do que fica ou que sai, lá na denúncia, não obedece a critério nenhum”, ele acusa. “Esta história de que todas as outras denúncias caíram por prescrição, isto é uma lorota. Isto foi combinado”, seguiu. O humorista também questionou o vazamento de partes da denúncia do MPF-RJ na imprensa, apontando que fatos denunciados não constam dos autos e sim de uma reportagem da revista Piauí, que, inclusive, é alvo de processo movido por ele. “Você tão lembrados dessa história de ‘vou conferir esse figurino de maiô’? Isto que está na acusação não está nos autos, porque isto que tá na acusação saiu só na Piauí. Quando isso foi desmentido por mim publicamente, elas mudaram a história. Aliás a própria Piauí assume que isso não aconteceu. Dani Calabresa, em audiência que já vazou também, assume que esta história não aconteceu. A frase é mentira, foi assumida que não aconteceu, e faz parte da denúncia!”, ele aponta. “A história do sexo oral, do boquete, do maiô e outras coisas que tão publicando aí da denúncia será tudo desmoralizado. Por que é mentira”, completou. Veja abaixo a íntegra da live, que durou mais de duas horas.
Dani Calabresa explica porque sua denúncia contra Marcius Melhem foi arquivada
A humorista Dani Calabresa veio a público para falar sobre o arquivamento da denúncia feita por ela contra Marcius Melhem, por assédio e importunação sexual. Melhem tornou-se réu por assédio sexual contra três vítimas na terça-feira (8), mas o caso envolvendo Calabresa foi arquivado. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), a investigação que tinha a atriz e outras cinco mulheres como vítimas foi arquivada “em razão da prescrição punitiva dos fatos”. Declarações de Calabresa Calabresa comentou em seu Instagram as decisões da Justiça e expressou que o acusado se tornar réu é um reconhecimento da seriedade das acusações. “A decisão do Ministério Público de denunciar meu ex-chefe por assédio sexual é um reconhecimento da seriedade das acusações apresentadas pelas vítimas. Um segundo reconhecimento, porque a TV Globo já havia demitido-o por conduta inadequada após eu levar o caso ao compliance da emissora no início de 2020”, escreveu. Ela também lamentou que seu caso e de outras mulheres tenham sido arquivados, mas entendeu os motivos. “É uma pena que alguns casos tenham sido arquivados porque os crimes já prescreveram. No meu caso, eram duas acusações: uma, de assédio sexual e outra de importunação sexual, que é um crime ainda mais grave. Só que a importunação aconteceu em 2017, e isso só passou a ser oficialmente um crime em 2018. E o assédio infelizmente também já prescreveu”, explicou. A famosa ainda afirmou que o arquivamento das denúncias sempre foi a intenção de Melhem ao atacar a reputação das vítimas nos últimos anos. “Foi por isso, para ganhar tempo e apostar na prescrição, que o assediador passou os últimos anos atacando a reputação de suas vítimas”, contou. Por fim, Dani expressou sua confiança na Justiça e solidariedade às mulheres envolvidas. “O que importa, para mim e para todas as mulheres que tiveram a coragem de falar, é que o assédio foi reconhecido pelo Ministério Público. Continuo a confiar na Justiça, apoiar essas 3 mulheres tão corajosas e estarei sempre ao lado delas. Nada justifica o assédio!”, finalizou. O início do caso Melhem é investigado desde dezembro de 2019, quando Dani Calabresa e outras mulheres o denunciaram como “assediador” no compliance da Globo. O caso se tornou público no mesmo mês, numa nota do colunista Leo Dias. Em março de 2020, o comitê de compliance do Grupo Globo absolveu o comediante das denúncias. Mesmo assim, a empresa encerrou o contrato com o então chefe de departamento da emissora, divulgando um texto elogioso sobre o profissional em agosto. Em outubro de 2020, as acusações contra Melhem deixaram de ser boatos e assumiram o peso de denúncia de uma advogada, Mayra Cotta, que se apresentou como representante das mulheres supostamente assediadas nas páginas do jornal Folha de S. Paulo. Em dezembro, a revista Piauí publicou a primeira reportagem sobre o caso, repleta de informações detalhadas – algumas desmontadas – sobre os casos de assédio de Melhem contra ex-funcionárias, especialmente Dani Calabresa. A publicação gerou ira nas redes sociais contra Melhem, que entrou na justiça contra a revista, a advogada, Calabresa e vários colegas comediantes que o chamaram de assediador. O caso chama especial atenção por conta desse detalhe. Não foram as supostas vítimas, mas o acusado que decidiu tirar tudo à limpo, ao fazer, em dezembro de 2020, uma interpelação extrajudicial para que Dani Calabresa confirmasse ou desmentisse o teor da reportagem da revista Piauí, que não cita fontes nem usa declarações entre aspas. Foi só depois disso que a advogada entrou com ação criminal por assédio contra o humorista. Melhem então passou a dar entrevistas e apresentar as mensagens trocadas com Calabresa como prova de sua versão dos fatos. As mensagens apresentadas à Folha e à rede Record demonstravam que os dois mantinham uma relação íntima e amigável entre os anos de 2017 e 2019, época em que, segundo a revista Piauí, ele teria assediado a atriz moral e sexualmente. Dois dias depois, a defesa de Calabresa entrou na Justiça para impedir a divulgação dos textos e áudios, e com um pedido de indenização por danos morais por Melhem ter revelado conversas privadas. A alegação é que a atriz estava tendo sua “vida íntima devassada”. Além disso, a defesa das atrizes alegou que as peças estavam sendo tiradas do contexto e usadas para tentar constrangê-las. Passaram-se quase dois anos, mas a Justiça negou o pedido de Calabresa, dando direito a Melhem de se defender na mídia, onde estava sendo atacado. Apesar do inquérito ter apresentado inicialmente relatos de oito mulheres, uma das envolvidas afirmou que nunca se apresentou como vítima. Suzana Pires declarou ser apenas uma testemunha disposta a continuar colaborando, o que reduziu para sete denúncias. O MP acabou descartando mais acusações, incluindo de Dani Calabresa, antes de denunciar Melhem formalmente por assédio sexual na terça-feira (8/8). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Daniella Giusti 🍕☎️ CAT BBB23 (@danicalabresa)
Renato Aragão junta-se a Luccas Neto em novo filme infantil
As filmagens de “Príncipe Lu e a Lenda do Dragão” começaram no Rio de Janeiro, marcando um novo capítulo na carreira de Luccas Neto. O filme, que promete ser uma superprodução medieval, conta com a participação especial do eterno Trapalhão, Renato Aragão, junto a Gi Alparone, Beatriz Couto, Maurício Mattar e Zezé Motta. Enredo e personagens O filme narra a história do brincalhão Príncipe Lu, herdeiro do trono do Reino de Lucebra, interpretado por Luccas Neto. Sem preocupações e pregando peças em seus familiares e amigos, o príncipe vive uma vida despreocupada. No entanto, uma lenda diz que, ao completar 18 anos, ele enfrentará o misterioso Dragão da Maldade e salvará o povo da Terra Média. Após uma tragédia, o príncipe precisa amadurecer para proteger sua família e súditos de inimigos assustadores. Ele contará com a ajuda da irmã, a Princesa Encantada (Gi Alparone), da Feiticeira Real (Zezé Motta), dona de grandes poderes místicos, da misteriosa Guerreira Mascarada e do lendário Mestre dos Mestres, interpretado por Renato Aragão. Produção e direção Além das filmagens no Rio de Janeiro, o filme também terá cenas gravadas em um castelo em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Com cenas de batalhas, efeitos especiais e figurinos, caracterização e direção de arte de época, a produção é assinada pela Luccas Toon e Take4Content, com distribuição da H2O Films. A direção é de Leandro Neri (“Socorro, Virei uma Garota!”), que também assina o roteiro ao lado de Luccas e Paulo Halm (“Ninguém Entra, Ninguém Sai”). Segundo projeto exclusivo de Luccas Neto para o cinema, após “Os Aventureiros: A Origem”, o filme tem estreia prevista para o início de 2024, durante as férias de verão.
Robbie Robertson, líder da The Band e lenda do rock, morre aos 80 anos
O guitarrista lendário Robbie Robertson, compositor e líder da The Band, faleceu nesta quarta (9/8) após uma longa doença não especificada. O empresário de longa data de Robertson, Jared Levine, compartilhou a notícia informando que o músico estava cercado por sua família no momento de sua morte, incluindo sua esposa Janet, sua ex-esposa Dominique, seus três filhos e netos. Nascido em Toronto, Canadá, Robertson começou a tocar guitarra aos 10 anos e, aos 16, juntou-se ao baterista Levon Helm nos Hawks, a banda de apoio de Ronnie Hawkins. Os Hawks acompanharam Bob Dylan em suas turnês históricas “Going Electric” em 1965 e 1966, e gravaram as famosas “basement tapes” com o ícone antes de mudar o nome do grupo para The Band. Carreira com The Band The Band lançou seu álbum de estreia solo em 1968. Considerado um dos maiores clássicos do rock americano, “Music From Big Pink” incluiu o hit “The Weight”, escrito por Robertson, e credenciou o grupo a se apresentar no Festival de Woodstock poucos meses depois. Robertson também compôs outros sucesso da banda, como “Up on Cripple Creek”, “Rag Mama Rag” e “Time to Kill”. Ele também compôs o maior sucesso da carreira da cantora folk Joan Baez, “The Night They Drove Old Dixie Down”, que alcançou o 3º lugar em 1971. “Music From Big Pink”, bem como os álbuns subsequentes “The Band” (1969) e “Stage Fright” (1970), combinaram o rock com o folk americano e se tornaram sucessos comerciais e de crítica, influenciando as carreiras de contemporâneos como Eric Clapton e George Harrison, bem como várias gerações de artistas. Mas a consagração levou à disputas criativas entre os membros da banda, que acompanhadas por abusos de drogas e álcool, levaram à implosão do grupo. Após oito anos, Robertson decidiu encerrar The Band em 1976, culminando com um concerto histórico de despedida, batizado de “The Last Waltz”. Bob Dylan, Eric Clapton, Muddy Waters, Van Morrison, Neil Young e Joni Mitchell se juntaram ao grupo para a performance em São Francisco, que foi filmada e transformada num filme icônico por Martin Scorsese – batizado no Brasil de “O Último Concerto de Rock”. A trilha sonora de “The Last Waltz” foi lançada em 1978 e alcançou o 16º lugar na Billboard 200. Carreira solo Robertson fez sua estreia em álbum solo em 1987 com seu álbum batizado com seu nome, que contou com participações de Peter Gabriel e da banda U2. Em 1991, Robertson lançou “Storyville”, um álbum que explorou a rica herança musical de Nova Orleans. O título do álbum é uma homenagem ao famoso distrito de entretenimento da cidade, e a música reflete essa influência, misturando jazz, blues e R&B com duetos com Neil Young e The Meters. Sua discografia variada ainda inclui “Music for The Native Americans” (1994), álbum da trilha do documentário “The Native Americans”, em que Robertson explorou a música e a cultura indígena americana, e “Contact from the Underworld of Redboy” (1998), no qual o roqueiro veterano mergulhou na música eletrônica em colaboração com o DJ Howie B. Seu último álbum solo, “Sinematic” (2019), foi inspirado em sua carreira bem-sucedida como compositor de trilhas sonoras. Além disso, ele também contribuiu em gravações de Tom Petty, Ringo Starr, Neil Diamond e outros. Apesar de aclamado pela crítica, Robertson nunca ganhou um Grammy – teve cinco indicações ao longo dos anos – , mas venceu cinco Juno Awards em sua terra natal, Canadá, incluindo três em 1989 por seu primeiro disco solo. Contribuições ao Cinema A experiência cinematográfica de “The Last Waltz” animou Robertson a seguir uma nova carreira e mergulhar nas telas. Ele compôs a trilha, produziu e coestrelou o filme “O Circo da Morte” (1979), aparecendo no pôster do longa ao lado de Gary Busey e Jodie Foster. Mas essa primeira incursão foi um fracasso de bilheterias. Depois disso, ele só voltou a atuar em “Acerto Final” (1995), de Sean Penn. Entretanto, acabou se especializando em trilhas, firmando uma duradoura parceria com Martin Scorsese, iniciada com o clássica “Touro Indomável” (1980). Robertson produziu seleções musicais, compôs trilhas e foi parceiro criativo de Scorsese em alguns dos filmes mais famosos do diretor, como “O Rei da Comédia” (1983), “A Cor do Dinheiro” (1986), “Cassino” (1995), “Gangues de Nova York” (2002), “Os Infiltrados” (2006), “A Ilha do Medo” (2009), “O Lobo de Wall Street” (2013), “Silêncio” (2016) e “O Irlandês” (2019), além de ter contribuído como consultor do documentário “Chuck Berry – O Mito do Rock” e trabalhado no filme vencedor do Oscar “Beleza Americana” (1999), de Sam Mendes, entre outros. Antes de morrer, ele deixou pronta sua 14ª trilha e última parceria com Scorsese, feita para o filme “Assassinos da Lua das Flores”, que vai estrear em outubro nos cinemas. Reação de Martin Scorsese Martin Scorsese, cujas colaborações com o guitarrista abrangeram quase meio século, lamentou a perda. “Robbie Robertson foi um dos meus amigos mais próximos, uma constante em minha vida e em meu trabalho”, disse em comunicado. “Eu sempre poderia ir até ele como um confidente. Um colaborador. Um conselheiro. Eu tentei ser o mesmo para ele. “Muito antes de nos conhecermos, sua música desempenhou um papel central em minha vida – eu e milhões e milhões de outras pessoas em todo o mundo. A música da banda, e a própria música solo de Robbie, pareciam vir do lugar mais profundo do coração deste continente, suas tradições, tragédias e alegrias”, continuou. Nem é preciso dizer que ele era um gigante, que seu efeito na forma de arte foi profundo e duradouro. Nunca há tempo suficiente com quem você ama. E eu amava Robbie.”
Aderbal Freire Filho, um dos maiores diretores teatrais brasileiros, morre aos 82 anos
Morreu nesta quarta-feira (9/8) o diretor teatral Aderbal Freire Filho, aos 82 anos, um dos grandes encenadores brasileiros do século 20. Aderbal estava internado há meses devido a um acidente vascular cerebral, sofrido em 2020. Desde então, a atriz Marieta Severo, sua mulher, montou uma UTI em casa para cuidar do artista. Conhecido por sua articulação e espírito aguçado, Aderbal era natural de Fortaleza, nascido em 1941, mas sua história se confunde com a cultura do Rio de Janeiro, onde chegou em 1970 para se tornar um nome proeminente nos palcos cariocas. Aderbal começou a dirigir trabalhando como ator, colaborando com colegas como Nelson Xavier e Cecil Thiré. Sua primeira direção foi uma adaptação de “Flicts”, de Ziraldo, que foi apresentada nos horários livres do teatro que ocupavam na Lagoa. Arte contra a ditadura Ele se especializou em adaptações literárias, mas também se dedicou a encenar uma geração de dramaturgos brasileiros. Uma das peças mais marcantes do começo de sua carreira foi “Apareceu a Margarida”, de 1973, uma representação do autoritarismo na educação, que teve sua temporada interrompida pela censura. Sua abordagem crítica se refletiu em produções como “A Morte de Danton”, onde usou uma cratera de metrô em construção como palco e metáfora concreta das forças revolucionárias subterrâneas no enfrentamento da ditadura. Seus prêmios incluem dois Mambembes por “Mão na Luva”, de 1984, e reconhecimento internacional, incluindo o prêmio de melhor espetáculo estrangeiro de 1985 no Uruguai. O teatro maior que o teatro Em 1990, ele fundou o Centro de Demolição e de Construção do Espetáculo, marcando sua crença de que no teatro não há regras, e as formas são constantemente demolidas e reconstruídas. No mesmo ano, recebeu o Prêmio Shell pelo romance-em-cena “A Mulher Carioca aos 22 Anos”. No ano seguinte, nova revolução. Aderbal abandonou o palco tradicional do teatro para encenar “O Tiro que Mudou a História”, trajetória política de Getúlio Vargas, nos cômodos na sua antiga morada, o Palácio do Catete, atual Museu da República. Com ação itinerante, o espetáculo conduzia o público pelos diversos cômodos da casa, onde a história gradativamente passava da mesa de reuniões à cama em que o presidente cometeu suicídio. O projeto foi seguido por outra montagem arrojada, “Inconfidência no Rio” (1992), em que o público era distribuído em seis ônibus, visitando separadamente seis diferentes locações no centro da cidade do Rio de Janeiro, para reencontrarem-se todos na Praça Tiradentes, cenário final do espetáculo. Volta aos palcos Em 1994, passou a dirigir o Teatro Carlos Gomes, onde montou “A Senhora dos Afogados”, de Nelson Rodrigues. Nos anos 2000, ampliou seu trabalho com romances-em-cena, como “Púcaro Búlgaro”, de 2006, e “Moby Dick”, de 2009. Sua carreira continuou a florescer com produções como o “Hamlet” despojado de Wagner Moura, em 2008. E sua parceria com Marieta Severo ainda produziu peças notáveis como “As Centenárias”, de 2009, e “Incêndios”, de 2013. Líder da revitalização do teatro carioca, Aderbal trabalhou não apenas como diretor, mas como mentor para várias gerações de atores e dramaturgos. Além de seu trabalho em teatro, ele participou como ator em filmes e séries de televisão, expandindo sua arte para outras plataformas. Na televisão, ele é lembrado por seus papéis em “Confissões de Adolescente” (1994-1996), onde interpretou um professor, e “Dupla Identidade” (2014), no qual atuou como Senador. No cinema, participou de “Juventude” (2008), “Paixão e Acaso” (2012), ” Giovanni Improtta” (2013), “Amores de Chumbo” (2018) e “Dente por Dente” (2020). A parceria com Marieta Severo O relacionamento entre Aderbal e Marieta Severo, ambos figuras centrais no mundo do teatro brasileiro, não foi apenas um casamento, mas uma parceria profissional e um símbolo de amor maduro. Juntos desde 2004, o casal tinha dois filhos, Camilo e Aderbal, e construiu uma relação pautada pela compreensão e respeito às individualidades. Os dois mantiveram casas separadas até o acidente vascular do diretor em junho de 2020. Após a tragédia, Marieta montou um esquema hospitalar em casa para recebê-lo, com fisioterapia e fonoterapia, após um período de mais de seis meses internado.
Diretor de “007” e criador de “Veep” farão paródia de super-heróis
A HBO decidiu enfrentar a fadiga dos super-heróis. A emissora anunciou a produção de “The Franchise”, uma comédia de meia hora que vai explorar os bastidores de um filme de super-heróis fictício em dificuldades. A descrição oficial da série traz uma visão sobre a indústria cinematográfica de super-heróis: “A equipe de um filme de franquia desamado luta por seu lugar em um universo cinematográfico selvagem e indisciplinado. ‘The Franchise’ ilumina o caos secreto dentro do mundo da produção de filmes de super-heróis, para fazer a pergunta – como exatamente a salsicha cinematográfica é feita? Porque todo equívoco tem uma história de origem.” Elenco e Equipe de Produção A equipe de produção é composta por grandes nomes, como o cineasta Sam Mendes (“007: Operação Skyfall”), o roteirista Armando Iannucci (“Veep”) e o showrunner Jon Brown (“Succession”). A série marca o primeiro projeto televisivo de Sam Mendes, que ganhou um Oscar de Melhor Diretor por “Beleza Americana” (1999) e obteve três indicações ao troféu da Academia por “1917” (2019), nas categorias de Melhor Filme, Direção e Roteiro Original. Amy Gravitt, vice-presidente executiva da programação da HBO, declarou: “Com um toque hábil que só ele pode trazer, Sam capturou brilhantemente o romance e a realidade da produção de filmes hoje. Jon é excelente em satirizar mundos que pensamos já conhecer. Juntos, com Armando, entregaram uma comédia verdadeiramente hilária. Mal posso esperar para ver mais.” Para completar, a série conta com um elenco estelar, incluindo Himesh Patel (conhecido por “Yesterday”) e Aya Cash (que já foi uma super-heroína/supervilã em “The Boys”), Jessica Hynes (“Years and Years”), Billy Magnussen (“A Noite do Jogo”), Lolly Adefope (“Ghosts”), Darren Goldstein (“Ozark”), Isaac Powell (“American Horror Story”), além de Richard E. Grant (um dos “Loki”) e Daniel Brühl (vilão da Marvel em produções como “Capitão América: Guerra Civil” e “Falcão e o Soldado Invernal”). O trabalho no piloto foi concluído antes da greve SAG-AFTRA do mês passado, mas a produção dos demais episódios não começará até que as greves tenham terminado.
Série derivada de “John Wick” ganha trailer com Mel Gibson, kung fu e black power
A plataforma americana Peacock divulgou um novo pôster e o trailer completo de “The Continental”, série baseada nos filmes de “John Wick”. A produção é um prólogo, passado nos anos 1970, que a prévia apresenta em ritmo intenso, com muita ação, tiros, kung fu, soul music e black power, evocando os filmes da época. A atração vai contar a origem do hotel que serve de ponto de encontro e refúgio para os personagens da franquia, acompanhando a chegada do jovem Winston Scott (visto na trilogia cinematográfica com interpretação de Ian McShane) ao famoso Continental. A versão jovem de Winston é vivida por Colin Woodell (“The Flight Attendant”), que para ajudar o irmão em dificuldades irá confrontar ninguém menos que Mel Gibson (“Pai em Dose Dupla 2”), intérprete de um personagem chamado Cormac, um chefão do submundo e atual gerente do hotel. Os dois vão disputar o controle do local, com Winston reunindo uma gangue diversificada para tomar de assalto a fortaleza do rival. Os demais atores da produção incluem Katie McGrath (“Supergirl”), Ayomide Adegun (“Jogos Vorazes – A Cantiga dos Pássaros e das Serpente”), Peter Greene (“Luta Pela Liberdade”), Hubert Point-Du Jour (“The Good Lord Bird”), Jessica Allain (“A Lavanderia”), Mishel Prada (“Vida”), Nhung Kate (“The Housemaid”) e Ben Robson (“Animal Kingdom”), entre outros. “The Continental” tem roteiro de Greg Coolidge (“Policial em Apuros”) e Kirk Ward (“Wayne”), que compartilham a produção com o roteirista e o diretor dos filmes de “John Wick”, Derek Kolstad e Chad Stahelski. Já a direção dos episódios está a cargo do cineasta Albert Hughes (“O Livro de Eli”). A minissérie de apenas três episódios terá estreia mundial em 22 de setembro. No Brasil, a exibição vai começar na mesma data, na plataforma Prime Video, da Amazon.
Maitê Proença anuncia venda de seu apartamento pelo Instagram
Em um movimento inovador, a atriz Maitê Proença, conhecida por suas atuações em produções da Rede Globo, anunciou a venda de seu apartamento através de suas redes sociais. Abandonando o método tradicional de “classificados de jornal”, a atriz surpreendeu ao utilizar o Instagram para comercializar o imóvel de 300 metros quadrados, localizado em Copacabana, no Rio de Janeiro, pelo valor de R$ 4,9 milhões. “Gente, alguém ainda lê classificados no jornal? Acho que não, né? Então eu vou inaugurar os classificados no Instagram”, brincou Maitê, durante o anúncio. “Preço dentro da média. Apartamento amplo e com vista para o mar”, completou. Detalhes do imóvel O apartamento fica no famoso Edifício Chopin, um dos complexos residenciais mais cobiçados da região. Com uma moradia por andar, o condomínio oferece serviço exclusivo e é vizinho ao luxuoso hotel Copacabana Palace. O imóvel que está à venda tem pé direito alto, vista lateral para a praia e para a piscina do hotel centenário Copacabana Palace. Com salão, sala de jantar, copa, cozinha espaçosa, dois quartos, uma suíte e uma vaga de garagem, o valor mensal para a taxa de condomínio é de R$ 2.831, além de R$ 1.300 de IPTU. “Estou vendendo um apartamento em que morei durante muitos anos. O que ele tem de maravilhoso e diferente em relação a outros no mesmo prédio é a luz. Ele é absolutamente claro, todo iluminado, dos cômodos à área de serviço. É um apartamento alegre e que produz alegria, dá uma olhada!”, convidou a atriz. Quem são os vizinhos de prédio O apartamento anunciado não é o único que Maitê possui no mesmo prédio. Ela atualmente mora em outra unidade no 10º andar, totalmente de frente para o mar, e será vizinha do novo morador. Figuras notáveis como a socialite Narcisa Tamborindeguy e o cantor e compositor Gilberto Gil também residem no Chopin. Polêmica paralela A venda acontece em meio a uma controvérsia envolvendo Maitê e a Justiça de São Paulo. A atriz enviou uma planilha à Justiça pleiteando o direito de receber R$ 254 mil de pensão pelos meses em que o benefício não foi pago. O imbróglio envolve a suspensão de um benefício que Maitê recebia como filha de pais servidores públicos e por nunca ter se casado no papel. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Maitê Proença (@eumaiteproenca)
Jojo Todynho confirma cirurgia bariátrica após negar: “Todo dia uma perturbação”
A cantora Jojo Todynho confirmou ter realizado uma cirurgia bariátrica na terça-feira (8/8) no Hospital Unimed, no Rio de Janeiro. Ela saiu do CTI (Centro de Terapia Intensiva) nesta quarta-feira (9/8), sendo transferida para um quarto. Em recuperação, a artista reapareceu nas redes sociais com um traje hospitalar, ainda deitada na cama. “Sempre em busca do melhor para mim. Ontem, após a cirurgia, eu senti muita dor, e saí do CTI agora de manhã. Vim para o quarto, mas estou bem”, avisou. Mentira sobre o procedimento No relato via Stories do Instagram, Jojo Todynho admitiu que mentiu na internet sobre a cirurgia para manter a discrição. Ela se revoltou com notícias que afirmavam que ela teria escondido a informação com medo de sofrer críticas, já que é conhecida por incentivar mulheres a amarem seus corpos. “Para deixar uma coisa bem frisada aqui, eu não contei que não ia fazer a bariátrica com medo de ser cancelada, não. É uma cirurgia delicada, e eu não tenho que responder se eu vou fazer ou não. Decisões da minha vida são tomadas por mim e não pela internet”, declarou a cantora. Motivos para a cirurgia A cantora deixou claro que o procedimento estava relacionado à saúde, não à estética. “Era todo dia uma perturbação, ‘quando vai fazer, com que médico?’. Falei que tinha desistido, mas continuei fazendo o processo, acompanhamento com psicóloga, os exames, que são muitos. E deu tudo certo, depois eu conto tudo direitinho”, disse Jojo, explicando a razão para ter mentido sobre a operação. Perda de peso antes da operação Antes da cirurgia, Jojo conseguiu emagrecer 24 kg em dois meses. A dona do hit “Que Tiro Foi Esse?” revelou em março que eliminou o peso após começar o “projeto saúde” em janeiro. “Estava com 159 e devo estar com 135 kg. Mudei a alimentação, treino e estou feliz com o resultado”, afirmou na época, no programa “Mais Você”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por JoJo (@jojotodynho)
Modelos do Miss Bumbum acusam Andressa Urach de queimar imagem do concurso
A modelo Marina Smith lamentou a exposição midiática de Andressa Urach, o nome mais famoso já revelado pelo Miss Bumbum. No podcast oficial da competição, a jornalista afirmou que a ex-participante “queima a imagem” do concurso. “Ela nunca ganhou o título de Miss Bumbum”, lembrou Marina. “[Mas] muitas meninas estavam com vergonha por ela se expor tanto. A imagem dela vincula todas as envolvidas como se fossem prostitutas.” Marina ainda lembrou que Urach é vista como “dona” do concurso e que a atual profissão da ex-Panicat acaba atrelada à disputa: “Quem trabalha com conteúdo adulto não é necessariamente prostituta. Isso queima a nossa imagem”, destacou. “Ela fala abertamente sobre prostituição. É um concurso de beleza como qualquer outro. As pessoas acabam julgando. Eu fui julgada, disseram que eu fazia programa. […] Eu sou jornalista, apresentadora. Acionei meu jurídico, precisam provar o que estão falando.” A modelo ainda reforçou que as falas polêmicas de Urach trouxeram má fama ao concurso: “Ela só fala sobre prostituição e admite que está em uma boate. Não acho que seja bom para a imagem do Miss Bumbum.” “Já me perguntaram se o concurso será em uma boate com prostituição. Acho errada [essa relação] […] Nenhuma menina vai querer colocar a cara sendo julgada como prostituta”, pontuou Marina. Virou chacota A influencer Bia Fernandes é uma das candidatas que hesitou em participar do Miss Bumbum 2023, justamente por temer comparações com Andressa Urach. “Não quero comparações com ela. Não é porque ela foi revelada pelo concurso que todas agem assim. Mas já fui comparada nas redes sociais e odiei, pois ela é mulher sem noção e limites”, afirmou Fernandes. “Ela conseguiu ser manter na mídia. É bem famosa, mas faz e fala muita besteira. E nem é por trabalhar em boate. Não tenho nada contra quem faz, mas não precisa romantizar isso.” Por outro lado, Bia também fatura alto com conteúdo adulto publicado no Privacy, onde explora sua sensualidade e até recebe pedidos inusitados do público. A grande final do Miss Bumbum será disputada no dia 18 de agosto com a modelo Marina Smith entre as juradas do concurso.
Jamie Reid, criador da estética punk, morre aos 76 anos
Jamie Reid, o artista e designer gráfico responsável por criar a estética punk, morreu aos 76 anos. Reid foi responsável por algumas das imagens mais icônicas do movimento punk, com obras associadas à banda Sex Pistols. Reid deixa um legado enorme e inspirador, marcado por uma carreira que desafiou e redefiniu os padrões visuais da arte e da música. A morte de Reid foi confirmada pelo seu galerista John Marchant, que o descreveu como “artista, iconoclasta, anarquista, punk, hippie, rebelde e romântico”. Impacto no movimento punk Nascido em Londres em 1947, Jamie Reid se matriculou na Wimbledon Art School aos 16 anos, mudando-se posteriormente para a Croydon Art School. Foi lá que conheceu o futuro empresário dos Sex Pistols, Malcolm McLaren. Reid ficou conhecido após ser convencido por McLaren a criar as capas dos discos dos Sex Pistols, incluindo a arte do icônico álbum “Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols”, bem como dos famosos singles “God Save the Queen”, “Pretty Vacant” e “Holidays in the Sun”. A icônica capa de “God Save the Queen” com a imagem de Elizabeth II desfigurada por Reid tornou-se uma de suas artes mais conhecidas, causando controvérsia na Inglaterra pelo desrespeito à rainha. Reid criou ainda o pôster do single “Anarchy in the UK”, com uma bandeira britânica rasgada, imagem que definiu status in da era punk. Dos fanzines para os museus de arte Seu estilo de colagem e a abordagem inovadora foi desenvolvimento na Suburban Press, uma publicação contracultural que ele iniciou em 1970. As letras incluídas em suas obras imitavam recortes de palavras de revistas, ao estilo de notas de resgate anônimas, enviadas por sequestradores. A estética inspirou uma geração inteira de artistas, designers e fanzineiros. Anos depois, o que chegou a ser considerado trabalho de “arteiro” acabou ganhando exposições em instituições renomadas como a Tate Britain, o Museu de Arte Moderna de Nova York e o Museu de Belas Artes de Houston. Outros trabalhos Além de suas famosas colagens, Reid também produziu centenas de pinturas abstratas. Nos anos mais recentes, colaborou com Shepard Fairey, famoso pela imagem “Hope” de Obama, e apoiou movimentos como Occupy e a banda Pussy Riot. Em 2017, criou outra versão famosa da sua obra “God Save the Queen” com Donald Trump, intitulada “God Save Us All”.
Sixto Rodriguez, lenda do folk rock, morre aos 81 anos
Sixto Rodriguez, um dos músicos latinos mais lendários do mundo, conhecido principalmente pelo documentário “Procurando Sugar Man” de 2012, faleceu aos 81 anos nesta quarta-feira (9/8). A família confirmou a notícia em suas redes sociais, sem revelar a causa e outros detalhes sobre sua morte. Uma trajetória inesperada Filho de imigrantes mexicanos nascido em Detroit, nos Estados Unidos, Sixto lançou apenas dois álbuns: “Cold Fact” em 1970 e “Coming from Reality” em 1971. Nenhum deles obteve sucesso nos Estados Unidos, mas foram levados para a África do Sul, onde Sixto se tornou uma celebridade, sem sequer saber disso à época. O músico, cansado de não encontrar seu espaço no meio musical, deixou os palcos e trabalhou em subempregos nos Estados Unidos. Contudo, com a chegada da internet nos anos 1990, sua obra foi redescoberta. Em busca da comprovação de que ele ainda estava vivo, um grupo de fãs conseguiu encontrá-lo e contar-lhe sobre seu sucesso internacional. Assim, ele organizou uma turnê com ingressos esgotados na África do Sul em 1998. Ele voltou a cantar e a fazer turnês, mas só se tornou realmente grande em 2012, quando o documentarista sueco Malik Bendjelloul, impressionado com sua história de vida, lançou o filme “Procurando Sugar Man”. O documentário traçou o percurso errático do músico, que havia sido alvo de boatos, incluindo que havia se suicidado em pleno palco. O filme acabou ganhando o Oscar de Melhor Documentário em 2013. Impacto social Sixto, chamado assim por ser o sexto filho em sua família, cantava um folk rock típico do início dos anos 1970. A canção “Sugar Man”, lançada em “Cold Fact”, tornou-se um clássico. Cantando sobre a opressão sofrida pelos trabalhadores pobres nos Estados Unidos, ganhou conexão imediata com os sul-africanos contrários ao regime do Apartheid. Ele virou um ídolo no país sem nunca ter tido consciência disto. Também fez grande sucesso na Austrália e na Nova Zelândia. A vida sem música Sem saber do sucesso internacional e sem conseguir viver de sua música, ele trabalhou na construção civil, especializando-se demolição, e também como faxineiro diarista. Apesar das dificuldades, também tentou carreira política, em candidaturas derrotadas para o Detroit City Council (equivalente ao cargo de vereador), à prefeitura de Detroit e à Michigan House of Representatives (equivalente a deputado estadual), entre 1989 e 2000. Reconhecimento tardio Depois de sua extraordinária história ser imortalizada no documentário “Procurando Sugar Man”, ele conquistou um sucesso tardio nos Estados Unidos e experimentou orenascimento de sua carreira musical. Isto lhe permitiu comprar uma casa em leilão em Detroit e continuar ativo politicamente em sua comunidade. Em uma entrevista em 2008, Sixto refletiu sobre sua jornada: “Foi uma grande odisseia. Durante todos esses anos, você sabe, sempre me considerei um músico. Mas a realidade aconteceu”. Veja o trailer de “Procurando Sugar Man”:
B.O.: Leandro Hassum é delegado atrapalhado no trailer de nova série da Netflix
A Netflix divulgou o trailer de “B.O.”, sua nova série de comédia protagonizada por Leandro Hassum (“Vizinhos”). A atração se passa em uma delegacia de polícia no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde um novo e atrapalhado chefe acaba de chegar. A série traz Hassum como o delegado Suzano, um personagem medroso, mas empático, que é um grande fã de Sandy & Junior e vai parar na delegacia da capital após capturar por acidente um criminoso procurado. Apesar das dúvidas iniciais de seus colegas, sempre prontos para a ação, os métodos nada convencionais de Suzano, aliados ao seu bom coração, logo ganham a equipe. A prévia escrachado sugere que o resultado é uma mistura de “Os Trapalhões” com a comédia policial americana “Broklyn Nine-Nine”. Elenco e equipe Além de Hassum, a série conta com Luciana Paes (“3%”), Jefferson Schroeder (“Crô em Família”), Babu Carreira (“O Dono do Lar”) e Digão Ribeiro (“Dom”), entre outros integrantes do elenco. A redação final é de Carol Garcia (“Bom Dia, Verônica”) e a direção está a cargo de Pedro Amorim (“Derrapada”), com Hassum e Carol Minêm (“O Rei da TV”) também na direção de alguns episódios. A estreia está marcada para o dia 6 de setembro.












