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Filme

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1 de maio de 2026
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    Juntos a Magia Acontece: Especial de Natal da Globo é o mais diferente já feito

    25 de dezembro de 2019 /

    A Globo exibe nesta noite de Natal (25/12) um especial patrocinado, “Juntos a Magia Acontece”, que faz parte de uma campanha da Coca-Cola, lançada em outubro com o mesmo nome. A ação comercial inclui cobertura no site da Globo, quadro no “Mais Você” e reportagem no “Encontro com Fátima Bernardes”. Conteúdo artístico e publicitário andam cada vez mais indistinguíveis nas novas iniciativas de marketing do mercado. E o especial desta quarta ainda acrescenta nesse enredo um verniz de marketing social. A emissora carioca, que há décadas insere campanhas de interesse público em suas novelas, também desenvolve ações afirmativas fora das telas. Uma delas é o Laboratório de Narrativas Negras para o Audiovisual – uma parceria da Globo com a FLUP (Festa Literária das Periferias) – , onde uma escritora novata e muito jovem, chamada Cleissa Regina Martins, criou em 2017 o argumento que acabou virando o roteiro do especial. “Juntos a Magia Acontece” é, assim, duplamente resultado de marketing. E não deixa de ser muito interessante como o encontro entre interesses de mercado e relações públicas convergem para subverter o gênero do especial natalino. Sem esquecer que também ilustra, contra expectativas de governos conservadores, uma transformação irreversível no extrato cultural – à base de pesquisas comerciais, o que é mais incrível ainda. A história de Cleissa, de apenas 24 anos, revoluciona a trajetória dos especiais natalinos da TV brasileira por um motivo singelo: a representatividade de uma trama centrada numa família negra. O programa acompanha o primeiro Natal de uma família de moradores de Madureira, no Rio, após a morte de sua matriarca, Neuza (Zezé Motta). Na história, o viúvo Orlando (Milton Gonçalves) vai morar na casa da filha Vera (Camila Pitanga), cujo marido Jorge (Luciano Quirino) está desempregado há sete meses. Eles têm uma filhinha, Letícia (Gabriely Mota). E aos moradores da casa ainda se junta André (Fabrício Boliveira), irmão mais velho de Vera. Vendo as dificuldades da família, o aposentado Orlando decide voltar ao mercado de trabalho. Ele busca emprego provisório como Papai Noel, mas se defronta com racismo de forma explícita. O papai negro “não se encaixa no perfil” e é dispensado por uma loira (Alice Wegmann) que contrata papais noéis para shoppings. Até um comerciante negro (Tony Tornado) questiona: “Papai Noel negro?”. Nem com ajuda do padre (Francisco Cuoco) da paróquia, que recorre à maior benemérita da comunidade (Aracy Balabanian), Orlando deixa de ouvir “não”. “Não vou dizer por mim, mas pensando nas crianças, elas estranhariam. Ele é mais moreno, né?” O drama emociona e corta o coração, mas tem final “natalino”, num clima muito similar ao sentimento evocado pelo célebre “A Felicidade Não se Compra” (1946), um dos maiores clássicos natalinos de todos os tempos, do mestre hollywoodiano Frank Capra. “Juntos a Magia Acontece” tem supervisão de texto de George Moura (roteirista de “O Grande Circo Místico”) e direção artística de Maria de Médicis, responsável por uma dúzia de novelas. Veja o trailer abaixo.

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    Bolsonaro estabelece novas – últimas? – Cotas de Tela do cinema brasileiro

    25 de dezembro de 2019 /

    Um decreto publicado na terça-feira (24) pelo presidente Jair Bolsonaro estabelece as novas cotas obrigatórias de exibição de filmes brasileiros nos cinemas do país em 2020. A regulamentação era aguardada pelo setor audiovisual, por conta da ocupação predatória de “Vingadores: Ultimato” (80% de todas as salas) em 2019, enquanto “De Pernas pro Ar 3” ainda lotava sessões. O setor passou 2019 inteiro sem regulamentação. Desde que Bolsonaro assumiu o governo, há um ano, a política para o audiovisual foi sobretudo de desmontagem do que existia até então. Apesar de finalmente agir sobre o assunto, o governo pretende extinguir o mecanismo no próximo ano, quando ele deveria ser renovado para um novo período. Em agosto, o ministro da Cidadania Osmar Terra, então à frente da Cultura, revelou com todas as letras os planos federais. “É uma lei que até ano que vem tem cota. Depois tem que rever isso”, disse, relacionando a reserva obrigatória para filmes brasileiros com salas de cinemas vazias. A primeira versão da Cota de Tela foi criada nos anos 1930, no governo de Getúlio Vargas. Atualmente, o tema é regulado por Medida Provisória assinada em 2001 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. O mecanismo determina que, até 2021, as salas brasileiras são obrigadas a exibir filmes brasileiros por um número mínimo de dias. A cada ano, este número deve ser definido por meio de um decreto. O descumprimento implica uma multa de 5% da receita bruta média diária do cinema, multiplicada pelos dias em que as cotas não forem respeitadas. O número de filmes brasileiros que devem ser exibidos varia de acordo com o tamanho das empresas exibidoras. Pelo novo decreto, uma empresa que tiver apenas uma sala é obrigada a exibir por 27 dias até três filmes brasileiros em sua programação de 2020. Já empresas que tenham a partir de 201 salas devem dedicar 57 dias de sua programação ao cinema nacional, com pelo menos 24 títulos diferentes. Salas que optarem por programar voluntariamente filmes brasileiros a partir das 17h poderão reduzir em 20% a cota obrigatória. A proteção defendida por FHC, o presidente sociólogo que entendia de economia (veja-se o plano Real), foi estabelecida durante a multiplicação das salas multiplex, que substituíram os antigos cinemas de rua com programações de grandes redes, cujas sedes encontram-se no exterior. As redes programam em bloco, uniformizando a exibição de filmes em todo o país a partir do modelo de distribuição americano. Um dos motivos para a revolução cinematográfica em curso em vários países asiáticos, como a China e a Coreia do Sul, por exemplo, deve-se a Cotas de Tela que desagradam aos EUA, restringindo a quantidade e a ocupação de filmes hollywoodianos em seus mercados. É famosa a foto em que o cineasta Park Chan-wook protesta, em 2006, segurando um cartaz em que se lê “Sem Cota de Telas não haveria ‘Oldboy'”, numa reação dos cineastas do país à pressão dos EUA para diminuir as cotas. Na ocasião, a reserva foi reduzida e ainda assim os cinemas coreanos permaneceram obrigados a exibir 76 dias completos de programação nacional. Em 2012, o cinema local registrou um “market share” de 52,9% e, em 2019, venceu a Palma de Ouro do Festival de Cannes pela primeira vez, com “Parasita”, de Bong Joon Ho. A China já chegou a restringir a entrada de filmes americanos a 20 por ano. Aos poucos, aumentou esse número, mas sobretaxa a produção estrangeira, usando um imposto similar ao Condecine brasileiro para reverter os dólares de Hollywood em incentivo ao seu cinema nacional. Graças a esses mecanismos, tornou-se o segundo maior e mais rico mercado cinematográfico do mundo. A União Europeia trata a situação de forma diferente, oferecendo incentivos financeiros aos países que reservem 50% de suas telas para produções do continente. Na França, o “market share” atingiu 41,6% neste século, e o país ainda promove seu cinema com eventos no exterior – como o Festival Varilux de Cinema Francês, que acontece anualmente no Brasil. Na Espanha, além do incentivo da UE, ainda existe uma reserva de 25% de toda a programação de cinema para filmes nacionais. Mesmo com a Cota de Tela, produções brasileiras ocuparam apenas 14,4% do parque exibidor nacional em 2018, de acordo com relatório da Ancine. Como ficaria sem ela? Segundo Paula Barreto, da LCBarreto — uma das maiores produtoras de cinema do Brasil —, a bilheteria nacional do cinema deste ano, comparada ao mesmo período do ano passado, ficou 40% mais fraca. A diferença? Bolsonaro não assinou a Cota de Tela em 2019.

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    Beijo lésbico de Star Wars: A Ascensão Skywalker é censurado em Singapura e Emirados Árabes

    25 de dezembro de 2019 /

    A cena em que duas personagens secundárias femininas aparecem se beijando em “Star Wars: A Ascensão Skywalker” foi censurada nos cinemas de Singapura e nos Emirados Árabes. No trecho eliminado, o beijo surge em meio a uma comemoração coletiva e dura poucos segundos. A BBC apurou que a cena foi cortada para que o filme pudesse ter classificação indicativa de 13 anos em Singapura e ser lançado nos Emirados Árabes, onde o homossexualismo é considerado crime. “Foi omitida uma cena breve que, segundo as diretrizes de classificação de filmes, exigiria uma classificação mais alta”, disse um porta-voz do Departamento de Desenvolvimento de Mídia de Singapura. Filmes com cenas LGBTQIA+ costumam receber classificação etária para 21 anos no país, como a comédia romântica adolescente “Com Amor, Simon” (2018), exibida para maiores de 12 anos no Brasil. Os dois países estão entre os mais conservadores do mundo. Enquanto em Singapura é proibido o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em Dubai, nos Emirados Árabes, a pena para relacionamentos homossexuais chega a 14 anos de detenção. Curiosamente, a China, que costuma cortar cenas de afeto LGBTQIA+ no cinema, não viu nada demais no beijo lésbico de “Star Wars”, permitindo sua exibição sem cortes no país.

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    Festival Verão Sem Censura vai celebrar filmes e artistas atacados por Bolsonaro

    24 de dezembro de 2019 /

    A Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo anunciou a programação do Festival Verão Sem Censura, que reunirá na capital paulista atrações culturais atacadas pelo governo federal. O evento terá ao todo 45 atividades gratuitas de 17 a 31 de janeiro, que abrangem shows, filmes e peças. O idealizador do festival, o secretário de Cultura Alexandre Youssef, diz que o projeto não nasceu de algum antagonismo em relação ao governo de Jair Bolsonaro, mas por protagonismo em algo maior. “É uma medida de valorização da nossa cultura”, ele disse, em comunicado à imprensa, acrescentando que o objetivo é valorizar “uma resistência que luta pelo bem mais valioso da nossa cultura, a liberdade de expressão”. Apesar da prefeitura paulistana ser governada pelo PSDB, partido que “endireitou” muito nos últimos anos, aproximando-se de Bolsonaro após realizações históricas (Plano Real, medicamentos genéricos, Bolsa Família) como principal representante da centro-esquerda brasileira, o prefeito Bruno Covas tem desafinado o coro conservador, ao apoiar e elogiar eventos como a Parada LGBTQIA+ em São Paulo, e investir na expansão da Spcine, iniciativa do petista Fernando Haddad, que deu um grande salto qualificativo sob seu mandato. O Festival Verão Sem Censura terá abertura, na Praça das Artes, a cargo de Arnaldo Antunes, que teve um clipe, “O Real Resiste”, proibido na TV Brasil, segundo denúncia de funcionários da empresa. Na mesma noite, na sacada do Theatro Municipal, tocará o DJ Rennan da Penha, funkeiro que criou o Baile da Gaiola e passou sete meses preso pelo crime de associação para o tráfico, numa tentativa, segundo a OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil do Rio), de criminalizar o funk – ele agora vai produzir parceria de Ludmilla com a rapper americana Cardi B (do filme “As Golpistas”). Outro destaque da programação musical é o grupo russo de rock feminista Pussy Riot, que também teve integrantes presas na Rússia – e virou documentário da HBO – , com participação da cantora e atriz transexual Linn da Quebrada (da série da Globo “Segunda Chamada”). Na lista de filmes, está prevista uma exibição do já clássico “Bruna Surfistinha” (2011), que foi atacado nominalmente por Bolsonaro. Ele disse: “Não posso admitir que, com dinheiro público, se façam filmes como o da Bruna Surfistinha. Não dá”. Programada para o dia 18, na Praça das Artes, a sessão terá debate com a atriz Deborah Secco e a ex-prostituta Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha real, cuja história inspirou o filme. No dia seguinte, o Centro Cultural São Paulo exibirá “A Vida Invisível” (2019), de Karim Aïnouz, que foi cotado para representar o Brasil no Oscar. Em dezembro, uma sessão para funcionários da Ancine foi cancelada sem maiores considerações. Em protesto, os servidores da agência organizaram uma projeção na rua, no centro do Rio. Também está prevista no CCSP uma mostra com diversos pôsteres de filmes brasileiros, em resposta à retirada, no começo de dezembro, de cartazes da sede e do site da Ancine por ordem da nova direção da entidade. O espaço também apresentará uma Sessão de curtas LGBTQIA+ e os longas “Bixa Travesty” (2018) e “Corpo Elétrico” (2017), ambos com Linn da Quebrada, lembrando uma das lives mais perturbadoras de Bolsonaro em 2019 – na qual ele falou em “degolar” os integrantes da Ancine por “jogar dinheiro fora” com financiamento de produções LGBTQIA+. A programação, que inclui várias peças e até eventos literários, será encerrada pela montagem teatral de “Roda Viva”, do Teatro Oficina, com direção de José Celso Martinez Corrêa, que ganhou notoriedade pelo ataque violento e censura sofridos durante a ditadura militar. A programação completa do Festival Verão Sem Censura está disponível no site da Prefeitura de São Paulo. Informações para a retirada de ingressos ainda não foram divulgadas.

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    Fábio Porchat e Gregório Duvivier reagem a atentado contra o Porta dos Fundos: “Não vão nos calar!”

    24 de dezembro de 2019 /

    Os comediantes Fábio Porchat e Gregório Duvivier, do grupo Porta dos Fundos, repudiaram o atentado a bomba à sede do Porta dos Fundos, no Rio de Janeiro, realizado durante a madrugada desta terça (24/12). Porchat expressou sua indignação no Twitter. “Não vão nos calar! Nunca! É preciso estar atento e forte”, escreveu na rede social, citando trecho da letra da canção “Divino Maravilhoso”, de Caetano Veloso. O post recebeu vários apoios de solidariedade. “Força para vocês! Não se deixem intimidar!”, escreveu um seguidor. “É esse o espírito de Natal? Que absurdo!”, comentou outro. “Ato terrorista em nome de Deus é a versão brasileira dos que chamam muçulmanos de terroristas”, ponderou mais um. Mas teve gente que incentivou a violência. “Vocês estão sentindo na pele uma pitadinha do que fazem com o nosso Presidente. Tem que ser caba macho para aguentar”, disse uma bolsonarista. “Pena que vocês mesmo, ao colocarem a bomba na sede para se fazerem de vítima, não se explodiram junto com ela. Vocês são um lixo, são o que há de mais podre na sociedade”, escreveu outro, com erros de português (corrigidos neste texto). A teoria de conspiração do auto-atentado, por sinal, espalhou-se rapidamente, feito robô. Em entrevista ao El País Brasil, Gregório ponderou que o atentado refletia justamente esta onda de ódio enfrentada pelo grupo. “É assustador. Eles não estão sós. É um ódio que tem sido pregado na mídia conservadora e no Congresso”, disse. A ação terrorista aconteceu após o grupo sofrer ataque virtual de militantes da extrema direita, condenações de políticos conservadores, pedidos de explicações do Congresso, campanha de boicote de líderes religiosos, repúdio da rede Record e até processo judicial por conta do “Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”, da Netflix, que retratou Jesus Cristo como gay, além de fazer graça com um triângulo amoroso entre Maria, José e Deus. O ataque faz recordar o terrível atentado contra a revista francesa Charlie Hebdo, em 2015, quando outra controvérsia religiosa, a caricatura do profeta Maomé, foi usada como justificativa de terroristas para chacinar a equipe de humoristas da publicação. Vale lembrar ainda que o “Especial de Natal” anterior do Porta dos Fundos venceu o Emmy Internacional em novembro, como Melhor Comédia… do mundo. Além da polêmica envolvendo “A Primeira Tentação de Cristo”, Gregório Duvivier, intérprete de Jesus no especial, também foi atacado pela militância virtual após inquérito policial revelar que ele trocou mensagens com o hacker preso por invadir o Telegram de integrantes da Lava Jato, questionando “possíveis alvos” com a citação de nomes da rede Globo, do governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel e do juiz federal Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no estado. Duvivier apresentou sua defesa e não foi indiciado.

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    Cantor do Slipknot está escrevendo seu primeiro filme de terror

    24 de dezembro de 2019 /

    O cantor Corey Taylor, da banda Slipknot, está desenvolvendo o roteiro de seu primeiro filme de terror. Falando sobre seus planos para 2020, em entrevista para a revista de rock Kerrang!, Taylor revelou: “Escrevi um filme de terror que está me deixando bastante animado!”. E completou, para a revista Rolling Stone, que agora está “agressivamente vendendo o projeto para produtores e investidores”. Ainda não há detalhes sobre o longa, mas Taylor já tem um pé no terror hollywoodiano. E não apenas por participações em trilhas sonoras ou pela estética adotada pelo Slipknot. Ele produziu o documentário ainda inédito “ICON: The Robert Englund Story”, sobre o intérprete de Freddy Krueger na franquia “A Hora do Pesadelo”, atuou em alguns filmes como “Fear Clinic” (2014) e “Sharknado: Corra Para o 4º” (2016), e chegou a estagiar com Tom Savini, veterano dos efeitos especiais de clássicos como “Despertar dos Mortos” (1978) e “Sexta-Feira 13” (1980). O álbum mais recente do Slipknot, “We Are Not Your Kind”, foi lançado em agosto passado.

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    Ativistas de Hong Kong realizam boicote bem-sucedido ao filme chinês Ip Man 4

    24 de dezembro de 2019 /

    Ativistas pró-democracia em Hong Kong organizaram um boicote ao filme de artes marciais “Ip Man 4: The Finale”, que encerra a franquia “O Grande Mestre” (Ip Man), para protestar contra postura pró-Pequim do produtor Raymond Wong e das estrelas Donnie Yen e Danny Chan. A quarta parte da bem-sucedida franquia quebrou recordes de bilheteria na China, Taiwan e Cingapura. Mas, em Hong Kong, faturou apenas US$ 660 mil em sua estreia no fim de semana passado, atrás de “Star Wars: A Ascensão Skywalker” (que fracassou na China). Para desencorajar o público a assistir ao filme, os ativista encontraram uma forma criativa de manifestação, que troca piquetes por publicações de spoilers do filme nas redes sociais e cartazes em pontos estratégicos com a hashtag #BoycottIpMan4. O boicote foi organizado por usuários do fórum LIHKG, o similar local do Reddit, que tem sido um dos centros estratégicos do movimento pró-democracia de Hong Kong, iniciado em junho e enfrentado de forma dura pelas forças policiais. A ação faz parte da iniciativa popular “círculo econômico amarelo”, que começou a ganhar força nos últimos meses, com o objetivo de valorizar restaurantes, lojas e marcas que apoiam o movimento e prejudicar estabelecimentos “azuis” ou pró-China. Mapas e guias de “restaurantes/lojas amarelos” foram elaborados para incentivar o apoio de cidadãos de Hong Kong aos empreendedores democráticos. Raymond Wong tem notória posição pró-China, tendo organizado um fundo para uma organização contrária a movimentos por democracia em 2014 e criticado publicamente a vitória do drama politizado “Ten Years” no Hong Kong Film Awards em 2015, chamando a consagração do filme na cerimônia de “um grande erro” e “uma piada”. Donnie Yen, que interpreta o personagem-título da franquia, mostrou sua posição política ao subir ao palco e cantar com o líder chinês Xi Jinping em uma festa de gala comemorativa do 20º aniversário da reincorporação de Hong Kong à China continental, em 2017, além de ter feito uma declaração no início deste ano reafirmando a importância da “determinação da pátria”. E Danny Chan, que interpreta Bruce Lee no final da saga (Ip Man foi o mestre de Bruce Lee na vida real), tem apoiado abertamente a polícia de Hong Kong, postando nas mídias sociais que a polícia não deve “pegar leve com nenhum [manifestante]” nem “deixar ninguém escapar”. O produtor veterano Wong inaugurou a franquia “Ip Man” em 2008, fazendo de Yen uma estrela e abrindo caminho para seu envolvimento em superproduções de Hollywood, incluindo o spin-off de “Star Wars”, “Rogue One”, e o vindouro remake live-action de “Mulan”. “Mulan”, por sinal, deve se tornar o próximo alvo de boicote na região. Além de contar com Yen em papel importante, a intérprete da personagem-título, Liu Yifei, expressou apoio à repressão do movimento democrático. A atriz, que também é conhecida como Crystal Liu, usou a plataforma Weibo para dizer que “apoia os policiais” que estão reprimindo brutalmente as manifestações e que as críticas à repressão são “uma vergonha para Hong Kong”. Entretanto, a questão não é assim tão simples. A China é um país totalitário. Muitos confundem a liberdade econômica que tornou o gigante asiático numa potência comercial com a chegada de uma suposta democracia à região, mas a ditadura comunista continua no poder. E sua capacidade de retaliação lembra pesadelos stalinistas, com artistas sendo presos na calada da noite apenas por criticarem o governo ou por agirem de forma a contrariar os princípios do partido. Vale lembrar do sumiço forçado da atriz Fan Bingbing, que foi levada a lugar desconhecido e “pressionada” por cerca de quatro meses para confessar supostos crimes de sonegação de impostos, sendo liberada apenas após “pedir perdão” ao povo chinês pela mesma Weibo e assumir a culpa pelo que o governo a acusava. Neste ano, também veio à tona a notícia de que a China estava obrigando todos seus estúdios e artistas a boicotar a mais tradicional premiação do cinema da região, porque ela é realizada em Taiwan, que, como Hong Kong, rebela-se contra o poder central. Se algum artista chinês participasse ou simplesmente fosse premiado no Golden Horse Awards 2019, que aconteceu em novembro, ficaria proibido de trabalhar no país. Ninguém se rebelou e apenas participantes de Taiwan, Malásia e Singapura concorreram ao chamado “Oscar chinês” deste ano.

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    Magnatas do Crime: Matthew McConaughey é o poderoso chefão em novo trailer

    23 de dezembro de 2019 /

    A STX divulgou um novo trailer de “The Gentleman”, que ganhou o título de “Magnatas do Crime” no Brasil. A produção traz o diretor Guy Ritchie de volta às histórias de gângsteres britânicos, repletas de humor negro, que lhe renderam fama no começo de sua carreira – época de “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” (1998) e “Snatch: Porcos e Diamantes” (2000). Definitivamente, não é “Aladdin” (2019) nem “Rei Arthur: A Lenda da Espada” (2017). Mas o protagonista é o intérprete do Rei Arthur, Charlie Hunnam, um gângster bem educado, que trabalha para um chefão do crime interpretado por Matthew McConaughey (“Interestelar”), americano que construiu um império de drogas no Reino Unido. Quando rumores começam a circular sobre uma aposentadoria do chefão, todos os outros criminosos de Londres criam seus próprios esquemas para tomar o lugar dele. O elenco ainda inclui Henry Golding (“Podres de Ricos”), Michelle Dockery (“Downton Abbey”), Jeremy Strong (“Succession”), Eddie Marsan (“Ray Donovan”), Colin Farrell (“Dumbo”) e Hugh Grant (“Florence: Quem é Essa Mulher?”). A estreia está marcada para 24 de janeiro nos Estados Unidos e apenas três meses depois, em 23 de abril, no Brasil.

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    Ascenção Skywalker é fanfic que enfraquece a Força da saga Star Wars

    23 de dezembro de 2019 /

    No belíssimo plano final de “Os Últimos Jedi”, o diretor Rian Johnson estabelecia três pontos muito claros: a Força não era mais apenas exclusiva de uma família, mas sim estava em toda a galáxia, em todas as pessoas – isso, por si só, definia que qualquer pessoa poderia almejar se tornar um herói. O segundo ponto era de que a esperança havia retornado à galáxia, visto que o sacrifício de Luke Skywalker o transformara em uma lenda ainda maior, o homem capaz de reconhecer seus erros e usá-los a seu favor. O terceiro, e talvez principal ponto, era o de que a saga apontava finalmente para o futuro: o olhar do garoto para um espaço infinito abria também infinitas possibilidades de avanço. O recado era claro: vamos deixar o passado para trás. Deixar de viver eternamente presos a um nome, mas acreditar em uma ideia, em um ideal, em um futuro brilhante no qual todos podemos fazer a nossa parte. Pois é. Pena que nem tudo é perfeito. A ousadia e a coragem de Rian Johson foram vistas por uma pequena – mas barulhenta – parte dos fãs de “Star Wars” como uma heresia. Muitos foram – e ainda são – incapazes de aceitar que Luke Skywalker talvez não fosse o mesmo personagem de 35 anos atrás. Afinal, quem muda em 35 anos?? Como era possível que o herói idealizado por décadas de repente se tornasse um velho ermitão ranzinza que em determinado momento da vida cometeu uma falha que o maculou para sempre (vale aqui lembrar que a ideia de que Luke fosse um sujeito isolado a la Coronel Kurtz veio de ninguém menos que George Lucas)? Como era possível que uma garota qualquer tivesse familiaridade com a Força? Como era possível que o Snoke morresse daquela forma sem sabermos mais sobre ele (um personagem cujo hype foi criado única e exclusivamente pelos fãs)? Tudo isso, alinhado a uma necessidade quase infantil de atender expectativas fez com que J.J Abrams – que havia feito um trabalho dos mais consistentes em “O Despertar da Força”, mesmo remakeando sem firulas o “Episódio IV” – transformasse este “A Ascensão Skywalker” em uma salada indigesta de fan service mesclada com uma trama digna de fanfic com a pior inspiração possível. Desta vez, a história começa com o retorno[!] do Imperador Palpatine, que aparentemente está fazendo um podcast em algum lugar da galáxia e avisando que construiu em segredo ao longo dos últimos 35 anos uma esquadra maligna com centenas de naves para dominar a galáxia. Sim, é isso mesmo. Os rebeldes, cientes dessa ameaça, precisam ir para um lugar achar uma adaga que precisa ser traduzida em outro lugar para que esta indique outro lugar onde estará o sinalizador que indicará o lugar onde está Palpatine. Ou algo assim. Nesse meio tempo, Kylo Ren é orientado por Palpatine a destruir Rey por motivos de ‘porque sim’ mas que no fundo não é bem isso porque ele tem outros planos para a garota. Este roteiro é de J.J escrito em parceria com Chris Terrio, o cara por trás de “Batman v Superman”. O que diz muita coisa. Nitidamente com o objetivo de disfarçar a fragilidade dessa história, J.J. faz uma escolha criativa que se mostra fatal para a trama, criando um filme acelerado, com uma montagem que parece saída de alguma obra de Michael Bay. Não há tempo para que o espectador possa apreciar ou mesmo ser tocado por certas passagens. Nem mesmo os money shots são aproveitados. Pra piorar, o filme usa um recurso vagabundo de morre/não morre várias vezes, o que enfraquece completamente o envolvimento do espectador, tanto que na hora da morte real de uma personagem realmente importante, esta acaba não tendo o menor impacto. As sequências de ação são eficientes, como sempre, mas não há sequer UM momento capaz de maravilhar o público, seja por conta de obviedade de suas escolhas (há um momento em que só faltou Lando Calrissian dizer “on your left” para Poe Dameron) como por uma mis en scène trôpega (como na sequência do sequestro de Chewbacca, em que todo mundo parece perder a visão periférica) e a completa falta de criatividade na criação de novos mundo (sim, temos novamente uma floresta, um deserto e um oceano). Nem mesmo o humor funcional de J.J. dá certo aqui, com C3-PO fazendo o possível para dar um mínimo de alma a essa obra planejada por comitê. A decisão de “esquecer” o que havia sido estabelecido em “Os Últimos Jedi” afeta o próprio desenvolvimento do trio principal de heróis [aqui vamos entrar na área de SPOILERS]. Se no último filme Rey havia finalmente se livrado do peso do passado ao descobrir que seus pais não eram ninguém e estava finalmente pronta para desenvolver seus dons naturais da Força, aqui J.J. dá uma marcha a ré indigna e a coloca como NETA de Palpatine – deixando pelo menos felizes todos os que a acusavam de ser uma Mary Sue, algo que nunca ninguém questionou em Anakin ou Luke. Na visão de Rian Johnson, qualquer pessoa pode ser um herói. Na de J.J. não, apenas quem for descendente de UMA única família. Finn, do mesmo modo, retorna ao seu personagem em busca de um caminho do primeiro filme. Se em “Os Últimos Jedi” ele havia finalmente compreendido – sim, lá em Canto Bight – que sua luta deveria ser em prol de um bem maior e não apenas “cadê a Rey”, aqui ele volta a ser o cara que passa o filme inteiro atrás da Rey. Já Poe Dameron, que, pelo sacrifício da General Holdo, finalmente compreendera a força e a necessidade de uma liderança carismática, aqui volta a ser o aventureiro engraçadão – e o filme ainda inventa um link com Han Solo ao informar aleatoriamente que ele havia sido um contrabandista no passado. Pelo menos, mas pelo menos, Kylo Ren consegue finalizar seu arco de forma digna, ainda que obviamente dentro das expectativas. Nada porém bate a covardia feita com a atriz Kelly Marie Tran e sua personagem Rose Tico, que aqui vira uma coadjuvante irrelevante com menos falas do que Greg Gunberg, amigão de J.J. O mesmo pode ser dito do General Hux, presenteado com um plot twist (mais um) vergonhoso. Maz Kanata (o dinheiro mais fácil ganho por Lupita N´yongo esse ano) entra apenas para explicar ao público o que está acontecendo – “Veja, Leia vai se conectar com seu filho, isso vai sugar toda sua energia vital”… Carrie Fischer, por sua vez, é inserida no filme com sobras de sua participação nos dois filmes anteriores, o que soa tristemente artificial, pois é nítido que os diálogos são adaptados para suas respostas – que na maioria das vezes, porém, não correspondem ao que está sendo conversado. Com truques baratos e soluções facilitadas para os protagonistas (como o fato deles caírem numa areia movediça que – nossa, olha só – leva eles diretamente para o objeto que estão procurando), “A Ascensão Skywalker” poderia se redimir por conta de uma conclusão poderosa – caso de “Retorno de Jedi”, um filme medíocre em seus dois terços iniciais mas com uma conclusão antológica. Nem isso. J.J. cria um clímax que parece saído de alguma produção genérica, que chupa – conscientemente ou não – momentos recentes de “Vingadores: Ultimato” (não falta nem um “Eu sou …. todos os Jedi”), o famigerado raio azul da morte de 90% dos filmes de ação desta década e uma conclusão basicamente igual a de “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II”. E nem vamos citar aqui a claque de personagens obscuros que fica observando tudo isso em uma arena sem iluminação e sem noção de espaço, dando a impressão de que Palpatine passou os últimos 30 anos criando uma armada invencível e clones para ficarem aplaudindo seus gritos de vilão de terceira. Há momentos emocionantes? Sim, há. Confesso que chorei duas ou três vezes ao longo do filme – ver Chewbacca finalmente ganhar a sua medalha é um fan service muito bacana. A conclusão, em que heróis confraternizam por sua vitória emociona, mas fica claro que essa emoção não vem por causa deste filme em especial, mas por toda a conexão estabelecida há anos pelo público com a saga. O plano final, ainda que lindo, é tão evidente que qualquer pessoa poderia imaginá-lo assim que o filme começa. Talvez seja este o grande problema de “Ascensão Skywalker”: com medo de desagradar o público, J.J. entrega um filme sem surpresas, sem imaginação, com plot twists que variam entre vergonhosos e inconsequentes e com um triste retrocesso nas possibilidades estabelecidas por Rian Johnson no filme anterior. Não é o pior filme de “Star Wars”. “Ataque dos Clones”, “Ameaça Fantasma” e “Han Solo” ainda tem seu lugar cativo. Não é um filme chato ou entediante. Há aqui e ali muito da magia que fez e faz “Star Wars” ser uma das sagas mais amadas de todos os tempos. Mas é triste perceber que a equipe criativa por trás deste novo filme pareceu muito mais preocupada em não ofender um público sensível do que em avançar a história, olhar para a frente. “Star Wars” – ou pelo menos esta saga – termina com um gosto amargo, em um filme que no afã de agradar todo mundo, acabou virando uma obra sem um pingo de personalidade, incapaz de reconhecer seus próprios erros e aprender com eles. Algo que até um personagem fictício como Luke Skywalker aprendeu.

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    Fernando Meirelles diz que Bolsonaro está destruindo o cinema brasileiro

    23 de dezembro de 2019 /

    O cineasta brasileiro Fernando Meirelles participou de uma mesa redonda da revista The Hollywood Reporter com diretores de filmes celebrados na temporada de premiações. Cotado por “Dois Papas”, ele debateu a arte cinematográfica e o estado do cinema atual com Martin Scorsese (“O Irlandês”), Greta Gerwig (“Adoráveis Mulheres”), Noah Baumbach (“História de um Casamento”), Todd Phillips (“Coringa”) e Lulu Wang (“The Farewell”) Em determinado momento, a conversa acabou chegando no “ambiente político reacionário” no Brasil sob a gestão do presidente Jair Bolsonaro. “Para o cinema brasileiro, é um momento duro. Ele [Bolsonaro] está destruindo tudo o que construímos”, lamentou o cineasta, citando que, nas últimas décadas, o país passou por um boom de produção cinematográfica. “Nos anos 1990, antes de filmarmos ‘Cidade de Deus’, estávamos fazendo nove filmes por ano; no ano passado, foram 150”, citou. “Agora, Bolsonaro está bloqueando tudo. Tem sido difícil”. O diretor, que já assinou diversos filmes em Hollywood, ainda disse que não tem planos de trocar o Brasil pelos EUA. “Eu tenho raízes muito profundas no meu país, e eu amo dirigir em português. Eu entendo inglês, mas não sinto, sabe? Se você diz ‘mango tree’ em inglês, para mim é só uma árvore. Em português, ‘mangueira’ tem outros significados afetivos para mim”, comentou. “Dois Papas”, que foi lançado pela Netflix na sexta-feira (20/12) passada, disputa quatro troféus no Globo de Ouro, inclusive Melhor Filme de Drama, e pode aparecer no Oscar 2020. Veja um trecho da mesa redonda, centrado em Meirelles, no vídeo abaixo.

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    Cats chegou aos cinemas sem ter sido finalizado

    22 de dezembro de 2019 /

    Considerado um dos piores filmes do ano pela crítica internacional, “Cats” chegou aos cinemas neste fim de semana antes de ter sido finalizado. O diretor Tom Hooper já havia dito que não tinha terminado os efeitos em computação gráfica a tempo da première mundial em Nova York, na semana passada. E, agora, a Universal Pictures informou que vai enviar uma nova versão do filme, com “alguns efeitos visuais aprimorados”, em substituição às cópias que estão sendo exibidas. A decisão é bastante incomum, demonstrando os problemas criados por cronogramas de produção apertados. A atualização será feita online, via servidor, para os cinemas norte-americanos já integrados digitalmente (a imensa maioria), e deverá estar disponível já neste domingo. As redes que não têm acesso a esse sistema devem receber uma cópia até terça-feira. Mas não foi informado se a substituição irá se estender ao mercado internacional, com suas respectivas peculiaridades de distribuição. A jornalista da Variety Jenelle Riley chegou a brincar com a ruindade dos efeitos, ensinando ao público como identificar se a cópia não está finalizada. “Procure a mão humana de Judi Dench, a aliança de casamento e tudo mais”, ela explicou, incluindo uma foto do flagra mal digitalizado. Veja abaixo. “Cats” teve uma bilheteria tão ruim quanto as críticas recebidas. “A pior coisa que aconteceu com gatos desde os cachorros” fez apenas US$ 6,6 milhões em seu estreia na América do Norte, abrindo em 4º lugar e gerando grande crise contábil, como fonte de prejuízo financeiro milionário para o estúdio Universal. This isn’t a joke: CATS was rushed into theaters before being finished so a new version is being sent to theaters with updated effects. How do you know if you have the old version? Look for Judi Dench’s human hand, wedding ring and all. pic.twitter.com/VDUOevePU9 — Jenelle Riley (@jenelleriley) December 22, 2019

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    Star Wars: A Ascensão Skywalker estreia com pior bilheteria da nova trilogia

    22 de dezembro de 2019 /

    “Star Wars: A Ascensão Skywalker” cumpriu a expectativa de uma bilheteria arrasadora em sua estreia no fim de semana. Entretanto, as críticas negativas que o longa recebeu ajudaram a diminuir o impacto vislumbrado pelo mercado. Na famosa metáfora do copo, ele está definitivamente mais cheio que vazio, mas poderia ter transbordado. A arrecadação de US$ 175,5 milhões passa longe de ser considerada irrisória. Afinal, é a terceira maior bilheteria de estreia já registrada no mês de dezembro na América do Norte. O detalhe é que as duas maiores foram “O Despertar da Força” (US$ 248 milhões em 2015) e “Os Últimos Jedi” (US$ 220 milhões em 2017). E isto torna “A Ascensão Skywalker” a pior bilheteria de estreia da nova trilogia – e a única a não largar com mais de US$ 200 milhões. Antes das críticas serem publicadas, a expectativa era que “A Ascensão Skywalker” faturasse US$ 215 milhões… O filme chegou a decepcionar em alguns mercados, como a China, onde a franquia nunca teve força – devido à falta de lançamento da trilogia original. Foram apenas US$ 12,6 milhões nos cinemas chineses. Com isso, o lançamento simultâneo em 52 países rendeu US$ 198 milhões, diante de uma projeção de até US$ 250 milhões. Também foi a menor abertura internacional da trilogia. Somando tudo, “A Ascensão Skywalker” atingiu US$ 373,5 milhões mundiais. Outras comparações negativas dentro da saga ficaram por conta das avaliações da crítica (57% – pior aprovação da trilogia e a segunda mais baixa de toda a franquia) e do público (B+ no CinemaScore, primeiro “Star Wars” a receber menos que a nota A). O Top 3 norte-americano se completou com “Jumanji: Próxima Fase”, que foi líder na semana passada, e “Frozen 2”, que está atualmente com US$ 1,1 bilhão mundiais, ainda atrás do primeiro filme e do recorde de “O Rei Leão” em arrecadação de animação. Já o outro grande lançamento da semana, “Cats”, foi um fracasso completo. Pode-se dizer que também cumpriu expectativas, diante das críticas mais viscerais do ano. “A pior coisa que aconteceu com gatos desde os cachorros” fez apenas US$ 6,6 milhões em seu estreia na América do Norte, abrindo em 4º lugar e gerando grande crise contábil, como fonte de prejuízo financeiro milionário para o estúdio Universal. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana na América do Norte, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Star Wars: A Ascensão Skywalker Fim de semana: US$ 175,5M Total EUA e Canadá: US$ 175,5M Total Mundo: US$ 373,5M 2. Jumanji: Próxima Fase Fim de semana: US$ 26,1M Total EUA e Canadá: US$ 101,9M Total Mundo: US$ 311,9M 3. Frozen 2 Fim de semana: US$ 12,3M Total EUA e Canadá: US$ 386,5M Total Mundo: US$ 1,1B 4. Cats Fim de semana: US$ 6,6M Total EUA e Canadá: US$ 6,6M Total Mundo: US$ 10,9M 5. Entre Facas e Segredos Fim de semana: US$ 6,1M Total EUA e Canadá: US$ 89,5M Total Mundo: US$ 185,5M   6. Escândalo Fim de semana: US$ 5M Total EUA e Canadá: US$ 5,4M Total Mundo: US$ 5,4M 7. O Caso Richard Jewell Fim de semana: US$ 2,5M Total EUA e Canadá: US$ 9,5M Total Mundo: US$ 9,5M 8. Queen & Slim Fim de semana: US$ 1,8M Total EUA e Canadá: US$ 36,5M Total Mundo: US$ 36,5M 9. Natal Sangrento Fim de semana: US$ 1,8M Total EUA e Canadá: US$ 7,2M Total Mundo: US$ 13,3M 10. Ford vs. Ferrari Fim de semana: US$ 1,8M Total EUA e Canadá: US$ 101,9M Total Mundo: US$ 192,9M

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    Downhill: Remake de Força Maior ganha trailer com Will Ferrell e Julia Louis-Dreyfus

    22 de dezembro de 2019 /

    A Fox Searchlight divulgou o primeiro trailer de “Downhill”, remake americano de “Força Maior”, produção sueca premiada no Festival de Cannes de 2014. A prévia mostra cenas praticamente iguais ao filme de Ruben Östlund, mas é ligeiramente diferente. A escalação de dois comediantes nos papéis principais entrega o que mudou. O tom de comédia é mais evidente. Não rasgada, mas com um humor negro bem demarcado. Estrelado por Will Ferrell (“Pai em Dose Dupla”) e Julia Louis-Dreyfus (“Veep”), o filme tem como premissa uma situação dramática, ao ponderar as consequências de um impulso do personagem de Ferrell. Diante da ameaça de uma avalanche de gelo, ele abandona mulher e filhos, enquanto salva seu iPhone e sai correndo. O elenco também inclui Kristofer Hivju (“Game of Thrones”), que participou do filme original, além de Miranda Otto (“Annabelle 2: A Criação do Mal”), Zach Woods (“Silicon Valley”) e Zoe Chao (“Living with Yourself”). O remake foi escrito e dirigido por Nat Faxon e Jim Rash (“O Verão da Minha Vida”) e a estreia está marcada para 14 de fevereiro nos Estados Unidos. Não há previsão de lançamento no Brasil.

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