Produtora diz que James Bond continuará a ser homem e britânico no cinema
A produtora Barbara Broccoli, responsável pela franquia “007”, afirmou que o espião James Bond continuará sendo interpretado por um homem nos cinemas. Ela ainda acrescentou que o ator precisa ser britânico, ao descrever o perfil do próximo intérprete do personagem, que será anunciado no ano que vem, seguindo-se a despedida de Daniel Craig da franquia em “007 – Sem Tempo Para Morrer”. Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Broccoli disse não estar convencida de que “uma mulher deva interpretar James Bond” e, por esse motivo, o personagem deve continuar sendo vivido por um homem. “Acredito em criar novos personagens para as mulheres, em vez de colocá-las em personagens masculinos. Não há bons personagens femininos o bastante por aí, logo, é importante que se produzam filmes para mulheres e sobre mulheres”, declarou. Mas se James Bond não deve passar por uma mudança de gênero, ela pode mudar de raça, desde que interpretado por um ator do Reino Unido, como, por exemplo, o cotado Idris Elba. “James Bond deve ser britânico e, por britânico, isso significa qualquer etnia ou raça”. A opinião de Broccoli é compartilhada por Daniel Craig. Pouco antes da estreia de “Sem Tempo Para Morrer”, ele disse que, mais importante que uma mulher assumir o posto do 007, era a criação de personagens “tão bons” quanto o de Bond para ser vivido por atrizes.
Marvel comprova popularidade no People’s Choice Awards
O principal prêmio popularidade dos EUA, o People’s Choice Awards, anunciou seus vencedores na noite de terça (7/12). A votação aberta para todo o público do país elegeu “Viúva Negra” como filme favorito, Scarlett Johansson como atriz e Dwayne “The Rock” Johnson com três prêmios – ator e astro de comédia favorito, além de People’s Champion (campeão do povo) pelo compromisso de apoiar crianças e famílias em diversas instituições filantrópicas. Demonstrando a predileção do público pelas produções da Marvel, além dos prêmios de “Viúva Negra”, “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” foi reconhecido como filme de ação favorito e seu astro, Simu Liu, o ator favorito de ação. Além disso, “Loki” e seu protagonista, Tom Hiddleston, venceram as categorias de série e astro favorito de séries. Já nas categorias musicais, o favoritismo ficou com o grupo sul-coreano BTS, que levou três troféus: grupo musical, música e clipe – os dois últimos pelo hit “Butter”. Olivia Rodrigo também se destacou com duas vitórias: álbum favorito, por “Sour”, e revelação favorita. Pela segunda vez, o prêmio contou com uma categoria exclusiva para influenciadores brasileiros, e a vencedora foi Juliette Freire, do “BBB 21”. O evento ainda homenageou a atriz Halle Berry com o Icon Award, o prêmio de ícone popular, Kim Kardashian como ícone da moda e Christina Aguilera como ícone da música. Veja abaixo a lista dos premiados. Filme Favorito “Viúva Negra” Comédia Favorita “Free Guy: Assumindo o Controle” Filme de Ação Favorito “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” – Filme de Drama Favorito “Cruella” Filme Infantil Favorito “Luca” Ator Favorito Dwayne Johnson (“Jungle Cruise”) Atriz Favorita Scarlett Johansson (“Viúva Negra”) Astro de Drama Favorito Kevin Hart (“Paternidade”) Astro de Comédia Favorito Dwayne Johnson (“Jungle Cruise”) Astro de Ação Favorito Simu Liu (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) Série Favorita “Loki” Série de Drama Favorita “Grey’s Anatomy” Série de Comédia Favorita “Eu Nunca” Reality Show Favorito “Keeping Up With the Kardashians” Reality de Competição Favorito “The Voice” Ator de Série Favorito Tom Hiddleston (“Loki”) Atriz de Série Favorita Ellen Pompeo (“Grey’s Anatomy”) Astro de Drama Favorito Chase Stoke (“Outer Banks”) Astro de Comédia Favorito Selena Gomez (“Only Murders in the Building”) Maratona Favorita “Round 6” Série de Sci-Fi/Fantasia Favorita “Lucifer” Talk-Show Diurno Favorito “The Ellen DeGeneres Show” Talk-Show Noturno Favorito “The Tonight Show Starring Jimmy Fallon” Participante de Reality de Competição Favorito JoJo Siwa (“Dancing With the Stars”) Estrela de Reality Show Favorita Khloé Kardashian (“Keeping Up With the Kardashians”) Cantor Favorito Lil Nas X Cantora Favorito Adele Grupo Musical Favorito BTS Música Favorita “Butter” – BTS Álbum Favorito “Sour” – Olivia Rodrigo Artista Country Favorito Blake Shelton Artista Latino Favorito Bad Bunny Revelação Favorita Olivia Rodrigo Clipe Favorito “Butter” – BTS Colaboração Favorita “Stay” – The Kid Laroi & Justin Bieber Estrela Social Favorita Britney Spears Especial Pop Favorito “Friends: The Reunion” Espetáculo de Comédia Favorito Vaccinated and Horny Tour (Chelsea Handler) Atleta Favorito Simone Biles Podcast Favorito Anything Goes With Emma Chamberlain Influenciador Brasileiro Favorito Juliette Freire
Alec Baldwin deleta conta no Twitter após entrevista emocional
Alec Baldwin e sua esposa, Hilaria Baldwin, excluíram suas contas oficiais do Twitter após a repercussão da primeira entrevista exclusiva do ator sobre a tragédia no set do filme “Rust”, que resultou na morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins. A conversa aconteceu com George Stephanopoulos, da emissora ABC News. A conta @AlecBaldwin foi retirada da rede social e pesquisas resultam na mensagem “esta conta não existe”. No entanto, ele mantém um conta secundária, com nome @AlecBaldwIn__, sem uso há mais de um ano e que se tornou privada nesta semana, com acesso apenas a seguidores autorizados. Foi por meio da conta deletada que Baldwin publicou sua primeira declaração sobre incidente de 21 de outubro, quando um tiro disparado de sua arma cenográfica matou a diretora de fotografia de “Rust”. Na entrevista exibida pela ABC News na noite de quinta (2/12), o ator se mostrou bastante emocionado e disse acreditar que sua carreira tenha acabado. “Eu não dou a mínima para a minha carreira mais. Talvez ela tenha acabado”, ele declarou. Durante a conversa, Baldwin explicou que não apertou o gatilho da arma que causou a morte da cinematógrafa. “Eu mexi no cão da arma, porque era isso que eles precisavam que eu fizesse na cena. Eu puxei e falei [para Hutchins]: ‘Está bom assim? Consegue ver?’. Quando soltei o cão, a arma disparou”, contou. Reiterando que “jamais puxaria o gatilho de qualquer arma quando ela estivesse apontada para alguém”, Baldwin disse que ficou chocado ao ver a diretora de fotografia cair no chão. Inicialmente, ele achou que ela tinha desmaiado. “Eu só fui ter noção de que havia uma bala de verdade dentro da minha arma e ela tinha sido atingida depois de 45 minutos, uma hora”, explicou. “Quando dei minha primeira declaração para a polícia, me disseram que ela não tinha sobrevivido. Só fiquei sabendo naquele momento”, comentou ainda. São deste momento as fotos que circularam na internet, mostrando Balwin chorando ao telefone. Além de Hutchins, a bala disparada da arma de Baldwin também atingiu o ombro do diretor de “Rust”, Joel Souza, que sobreviveu. A investigação criminal está sendo conduzida pelo Gabinete do Xerife da Comarca de Santa Fé e pelo Primeiro Procurador do Distrito Judicial do Novo México, e pode levar meses para ser concluída. Mas mesmo com a investigação em andamento, integrantes da equipe de “Rust” já deram entrada em processos contra os produtores do filme, incluindo Alec Baldwin.
Jennifer Lawrence e Adam McKay farão novo filme após “Não Olhe para Cima”
O diretor Adam McKay e a atriz Jennifer Lawrence vão voltar a filmar juntos após “Não Olhe para Cima”, lançamento de 24 de dezembro na Netflix. A Apple TV+ vai produzir “Bad Blood”, um projeto antigo da dupla, que estava há cinco anos sem desenvolvimento. Foi “Bad Blood” que juntou diretor e atriz pela primeira vez, mas o projeto enfrentou várias dificuldades para sair do papel, levando-os a adiar os planos e fazer outro filme antes. Os principais problemas foram resolvidos nesta terça (7/12), quando a Apple TV+ se prontificou a financiar as filmagens em parceria com o estúdio Lionsgate. No filme, Lawrence dará vida à história real de Elizabeth Holmes, jovem que largou a faculdade de Engenharia para fundar a startup Theranos, especializada em rápidos diagnósticos médicos a partir de apenas uma gota de sangue. A promessa revolucionária da startup atraiu muitos investidores e, em pouquíssimo tempo, transformou Holmes na mais jovem bilionária dos Estados Unidos e a única a figurar na lista sem o respaldo de uma grande herança. Mas o que, na superfície, parece mais uma história de empreendedorismo, como a atriz estrelou em “Joy – O Nome do Sucesso” (2015), tem uma reviravolta trágica. Após uma década de atividade e de atingir o valor de mercado de US$ 9 bilhões, o sucesso da Theranos se provou controvertido, levando o negócio a se desvalorizar de forma vertiginosa. Resultados equivocados, profissionais desqualificados e laboratórios fora dos padrões aceitáveis derrubaram o prestígio do empreendimento, levando Holmes a ser processada por fraude, conforme novas provas foram surgindo de que o negócio não tinha a capacidade de fazer o que anunciava. A trama foi escrita pela roteirista Vanessa Taylor (“A Forma da Água”) e é baseada num livro do jornalista John Carreyrou, que denunciou a fraude. Além de estrelar, Lawrence vai coproduzir “Bad Blood” com McKay. Ainda não há cronograma de filmagens ou previsão de estreia.
Thandiwe Newton entra no novo filme de “Magic Mike”
A atriz Thandiwe Newton (“Westworld”) vai contracenar com Channing Tatum na sequência de “Magic Mike”. Intitulada em inglês “Magic Mike’s Last Dance”, a produção está sendo desenvolvida para a plataforma HBO Max. O cineasta Steven Soderbergh, que dirigiu o “Magic Mike” original, de 2012, mas participou apenas como produtor de “Magic Mike XXL” (dirigida por Gregory Jacobs em 2015), vai voltar para comandar a nova continuação. Já o roteiro continua a cargo de Reid Carolin, que escreveu os dois primeiros filmes e acabou virando sócio de Tatum numa empresa de produção, a Free Association. A história original foi inspirada nas memórias de Tatum de seus dias de stripper masculino – quando dançava para mulheres, antes de virar ator. Não há notícias sobre o retorno do resto do elenco, que nos filmes anteriores incluiu Joe Manganiello, Matt Bomer, Adam Rodriguez, Matthew McConaughey e Alex Pettyfer. A data de estreia ainda não foi definida.
Penélope Cruz, Jessica Chastain e Lupita Nyong’o juntam-se em trailer de espionagem
A Diamond Films divulgou um novo trailer legendado de “As Agentes 355” (The 355), filme que devia chegar em janeiro passado, mas que teve a estreia atrasada em um ano pela pandemia de covid-19. A produção é um thriller de espionagem que reúne um grande elenco feminino, formado pela americana Jessica Chastain (“X-Men: Fênix Negra”), a alemã Diane Kruger (“Em Pedaços”), a mexicana/queniana Lupita Nyong’o (“Pantera Negra”), a espanhola Penélope Cruz (“Dor e Glória”) e a chinesa Fan Bingbing (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”). As estrelas são o grande atrativo do projeto, que ainda conta com Sebastian Stan (“Vingadores: Ultimato”) e Edgar Ramirez (“Wasp Network”), mas vale observar que a francesa Marion Cotillard (“Assassin’s Creed”) chegou a ser cotada e preferiu fazer algo melhor. Na trama, espiãs de diferentes agências internacionais resolvem se aliar para enfrentar um “inimigo invisível” em comum. A premissa promete uma aventura mundial, com cinco atrizes de primeira linha representando espiãs de agências internacionais rivais, que precisam superar suspeitas e conflitos enquanto lutam para impedir que uma organização global lance o mundo no caos. Ao longo da jornada, as ex-rivais tornam-se companheiras e uma nova irmandade de espionagem, de codinome 355, é formada. O roteiro é de Theresa Rebeck (do infame “Mulher-Gato”) e a direção é assinada por Simon Kinberg em seu segundo trabalho oficial na função (após o abissal “X-Men: Fênix Negra”). A estreia está marcada para 6 de janeiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Produtora confirma “Venom 3”
A produtora Amy Pascal confirmou a produção de um terceiro filme de “Venom”. Sem dar muitos detalhes, a responsável pelo universo dos filmes do Homem-Aranha revelou em entrevista ao site Collider que a continuação está “no estágio de planejamento”, mas o foco da Sony no momento era “fazer com que todo mundo vá ver ‘Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa'”. Terceira maior bilheteria de Hollywood em 2021, “Venom: Tempo de Carnificina” rendeu US$ 483 milhões em todo o mundo, atrás de “Velozes e Furiosos 9” (US$ 726 milhões) e “007 – Sem Tempo para Morrer” (US$ 764,8 milhões). A continuação voltará a ser estrelada por Tony Hardy, mas não há informações sobre o retorno dos demais atores, tendo em vista do desenvolvimento visto nas cenas pós-créditos do último filme.
Isis Valverde viverá Ângela Diniz no cinema
O assassinato de Ângela Diniz vai virar filme estrelado pela atriz Isis Valverde (“Simonal”). A produção será o próximo longa de Hugo Prata (“Elis”), mas o crime também deve render duas minisséries – uma assinada por Bruno Barreto (“O Hóspede Americano”) para a Globoplay e outra em desenvolvimento pela Conspiração Filmes. A boa notícia é que a existência dos demais projetos dificulta negociações para transformar o filme de Prata numa série, como aconteceu com “Elis” – iniciativa que costuma render produtos híbridos, sem foco e com montagem aos trancos, por tópicos. A morte da socialite voltou a despertar interesse devido ao sucesso do recente podcast “Praia dos Ossos”, que, por sinal, será adaptado nas séries. O crime cometido por Doca Street tornou-se um divisor de águas no movimento feminista e no Direito brasileiros. Durante o julgamento do assassino, que deu quatro tiros no rosto da companheira em dezembro de 1976, no auge de uma discussão na Praia dos Ossos, em Búzios, Rio de Janeiro, a defesa alegou “legítima defesa da honra” para tentar absolvê-lo do caso. Ele alegou ter matado “por amor”. O argumento gerou polêmica. Militantes feministas organizaram um movimento cujo slogan – “quem ama não mata” – tornou-se, anos mais tarde, o título de uma minissérie da Globo. Até o grande poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) se manifestou: “Aquela moça continua sendo assassinada todos os dias e de diferentes maneiras”, referindo-se à estratégia da defesa de culpabilizar Ângela Diniz por seu próprio assassinato. A tese da “legítima defesa da honra” constava no Código Penal da época, mas mesmo assim Doca Street foi condenado a 15 anos de prisão. Na década seguinte, a nova Constituição, elaborada ao fim da ditadura, acabou com essa desculpa para o feminicídio. O famoso crime dos anos 1970 se junta a outras produções de “true crime” brasileiros, que ganharam impulso com o sucesso dos filmes sobre Susanne von Richthofen, vivida por Carla Dias nos lançamentos da Amazon Prime Video.
Teaser do novo especial de Natal do Porta dos Fundos já causa surtos
A Paramount+ divulgou o pôster e o primeiro teaser de “Te Prego Lá Fora”, novo especial de Natal do Porta dos Fundos, que desta vez será uma animação. E não foi preciso mais que 30 segundos para bolsonaristas e envangélicos surtarem com ameaças nas redes sociais. Uma deputada baiana, que se define no Instagram como “serva de um Deus vivo”, já tomou a iniciativa de apresentar uma moção de repúdio na Assembleia Legislativa de seu estado contra o que ela define “como produto de péssima qualidade feito por quem apenas falhou na vida”. E isto que só viu 30 segundos da produção. A animação de humor apresenta os dilemas de Jesus (dublado por Rafael Portugal) durante a adolescência, como aluno novato na Escola Municipal Eva & Adão. Visando esconder que é o Messias, ele deixa para trás o comportamento benevolente e se torna um “bad boy”. Num dos trechos do teaser, Jesus é questionado por Lázaro se ele guardaria uma imagem pornográfica, como o desenho dos pés de uma mulher num pergaminho. Em outra cena, Jesus vai a um prostíbulo e diz: “Isso não é de Deus”. Ao que outra pessoa afirma, apontando para uma das garotas de programa: “Na verdade, aquela mais alta ali é exclusiva de Deus”. Além de Rafael Portugal como Jesus, Fábio de Luca foi escalado como Lázaro e Fabio Porchat, que assina o roteiro, vai dublar Herodes. Vale lembrar que Fábio de Luca já tinha sido Lázaro no especial “A Primeira Tentação de Cristo”, da Netflix, que também incluiu no elenco Porchat e Portugal. A estreia está marcada para a próxima semana, no dia 15 de dezembro.
Patty Jenkins desiste de filmar “Cleópatra” com Gal Gadot
A cineasta Patty Jenkins, diretora de “Mulher-Maravilha”, desistiu de filmar “Cleópatra” com Gal Gadot. Em seu lugar, a Paramount Pictures já escalou Kari Skogland, que comandou a série “Falcão e o Soldado Invernal”, repleta de ação. Embora os motivos da troca não tenham rendido um anúncio oficial, Jenkins teria abandonado o comando do épico histórico para dedicar mais tempo à produção de “Mulher-Maravilha 3” na Warner. Apesar disso, ela continua ligada ao projeto como produtora-executiva. De forma curiosa, o anúncio acontece após a Disney suspender o lançamento de “Star Wars: Rogue Squadron”, que estava marcado para 2023, supostamente por conflitos criativos com a diretora. Não há outros detalhes de elenco, produção ou previsão para as filmagens de “Cleópatra”, mas no mês passado Gal Gadot confirmou que o roteiro estava pronto e que ela iria estrelar o filme, apesar da polêmica causada por sua escalação como a Rainha do Nilo. Quando veio à tona no ano passado, o projeto de mais um filme sobre Cleópatra protagonizado por atriz branca – após Claudette Colbert e Elizabeth Taylor, entre outras – gerou uma onda de protestos nas redes sociais. Para começar, houve a acusação de “whitewashing”, prática cultivada por Hollywood durante décadas para representar pessoas de diferentes etnias com intérpretes brancos. Os filmes mais recentes sobre o Egito antigo, “Êxodo: Deuses e Reis” (2014) e “Deuses do Egito” (2016), enfrentaram a mesma denúncia, mas desde então as campanhas para para que a prática seja encerrada ganharam maior repercussão, com ameaça de boicote e fracasso nas bilheterias. Só que este problema é amplificado com a escalação específica de Gadot, atriz de um país que há 50 anos travou guerra contra o Egito. Opiniões mais radicais consideraram a escolha uma afronta, com usuários muçulmanos das redes sociais lembrando o serviço militar cumprido por Gadot nas forças armadas de Israel. Em meio à polêmica, a intérprete de “Mulher-Maravilha” (2017) chegou a destacar no Twitter que o filme contaria a “história pela primeira vez através dos olhos das mulheres, tanto atrás quanto na frente das câmeras”. O roteiro é assinado por Laeta Kalogridis (criadora de “Altered Carbon”), que não gostou dos comentários e resolveu ensinar que Cleópatra não era negra nem, no limite, “africana”. Ela se manifestou após o escritor sul-africano James Hall, um branco que escreveu sete livros sobre a África, lamentar o suposto racismo da escalação de Gadot. “Hollywood sempre escala atrizes americanas brancas como a Rainha do Nilo. Pelo menos uma vez, eles não conseguem encontrar uma atriz africana?”, tuitou o autor, que não pesquisou a origem da intérprete da produção, chamando-a de americana. A roteirista retrucou os comentários dizendo apenas: “Incrivelmente animada para ter a chance de contar a história de Cleópatra, minha faraó ptolemaica favorita e indiscutivelmente a mulher greco-macedônia mais famosa da história”, ela escreveu. E a postagem foi retuitada por Gadot, sem acrescentar comentários sobre o tema. De descendência grega, Kalogridis aprendeu na escola que a governante egípcia do século 1 a.C. era descendente de Ptolomeu, general macedônico do Imperador Alexandre, o Grande. Por sinal, Kalogridis também foi roteirista do filme “Alexandre”, dirigido por Oliver Stone em 2004. Ela alega que os homens da dinastia ptolomaica eram obcecados pela Grécia e só se casavam com mulheres gregas, o que garantiu uma herança genética branca para Cleópatra, rainha que governou uma das maiores cidades helenistas do mundo antigo, Alexandria, fundada no Egito por Alexandre, e que abrigou a maior biblioteca, o maior farol e a maior comunidade urbana judaica de sua época. Judeus, gregos e egípcios conviveram simultaneamente no Egito antes e depois de Cleópatra, até a invasão Persa, que só aconteceu cerca de 600 anos após a morte da rainha. A propósito, assim que começaram os argumentos sobre Cleópatra ser grega, as redes sociais também reagiram, reclamando que, então, uma atriz grega devia interpretá-la.
Viagem de William Shatner ao espaço vira documentário
A viagem de William Shatner ao espaço, a bordo da nave Blue Origin, vai virar documentário da Amazon Prime Video. Intitulada “Shatner in Space”, a atração vai estrear em 15 de dezembro nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia, chegando aos demais territórios no início de 2022. Com o voo realizado em 13 de outubro, o intérprete do Capitão Kirk na série clássica “Jornada nas Estrelas” (Star Trek) se tornou o primeiro astro de Hollywood a ir ao espaço. Com 90 anos, Shatner também virou a pessoa mais velha a encarar uma viagem espacial. “Meu tempo no espaço foi a experiência mais profunda que eu poderia ter imaginado”, disse Shatner em um comunicado. “Este documentário especial da minha jornada dá uma visão dramática dessa experiência, e minha esperança é que inspire o mundo a ver que devemos ir ao espaço para salvar a Terra.” Ao todo, a viagem durou só 10 minutos, por isso o documentário também vai mostrar os preparativos e a chegada da viagem, além de servir de propaganda para a Blue Origin, empresa de turismo espacial de Jeff Bezos, o fundador da Amazon.
Simu Liu comemora sequência de “Shang-Chi” com ironia
O ator Simu Liu, intérprete do herói Shang-Chi no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), não deixou passar batido a torcida pelo fracasso de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” nas redes sociais, ao comemorar a oficialização da produção da sequência da produção. No Twitter, Liu compartilhou a novidade em tom de deboche. “Flopou tanto que vai ter uma sequência!”, ironizou. Feito na tarde de segunda (6/12), o anúncio na verdade foi duplo. Além de confirmar que a continuação voltará a ser dirigida por Destin Daniel Cretton, a Disney fechou um contrato de desenvolvimento com o diretor, para a criação de novas atrações para as plataformas Disney+ e Hulu. Maior bilheteria dos EUA em 2021, “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” também foi estrelado por Tony Leung (“O Grande Mestre”), Awkwafina (“A Despedida”) e Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”), entre outros astros. Flopped so hard we got a sequel!! https://t.co/69yPeuX2ma — Simu Liu (刘思慕) (@SimuLiu) December 6, 2021
Dave Bautista vai estrelar novo filme de M. Night Shyamalan
O novo filme de M. Night Shyamalan, “Knock at the Cabin”, definiu seu protagonista. O ator Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”) foi escalado para protagonizar a produção. Como é praxe, os detalhes sobre a trama estão sendo mantidos em sigilo. Só que se sabe sobre o filme é que ele será estrelado por Bautista, tem roteiro e direção de Shyamalan e vai estrear em 3 de fevereiro de 2023. Com o lançamento em 2023, Shyamalan mantém seu ritmo habitual, produzindo um terror novo a cada dois anos. O projeto é o quinto filme consecutivo do diretor com distribuição da Universal Pictures, parceria iniciada em “A Visita” (2015) e que rendeu ainda “Fragmentado” (2017), “Vidro” (2019) e “Tempo” (2021). Antes de começar a filmar, Shyamalan tem outro compromisso cinematográfico importante. Ele será o presidente do júri do 72º Festival de Berlim, que, por enquanto, está marcado para acontecer presencialmente entre 10 e 20 de fevereiro.












