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    Em entrevista inédita, Romy Schneider revela que sua mãe era amante de Hitler

    27 de agosto de 2018 /

    Um documentário produzido pelo canal europeu Arte vai trazer à público, pela primeira vez, uma entrevista inédita da atriz Romy Schneider, falecida há 36 anos, em que a estrela austríaca de cinema revela que sua mãe era amante de Hitler. A entrevista foi gravada em 1976 pela feminista Alice Schwarzer e, após perceber o que tinha contado, Romy fez a entrevistadora prometer manter a revelação em segredo. “Nunca falei disso com ninguém porque respeitei sua vontade. Mas para entender o seu desespero, a sua vulnerabilidade, percebi que é importante saber disso. E agora já se pode revelar”, afirmou Schwarzer, em comunicado, considerando os anos que se passaram desde a morte da atriz. Intitulado “An Evening with Romy”, o documentário do Arte, sediado na França, pretende exibir a entrevista em 16 de setembro. Toda a conversa é feita em francês, para destacar o descontentamento da atriz até com a língua alemã. Após se tornar conhecida aos 17 anos pela série de filmes sobre a imperatriz Sissy, na Alemanha dos anos 1950, Romy lutou o resto de sua carreira para destruir a imagem da mulher ariana perfeita, mudando-se para Paris e filmando em inglês e francês até sua morte por suicídio. Romy e sua mãe, a também atriz Magda Schneider, sempre tiveram uma relação complicada. Ela nunca a perdoou por visitar Hitler em Obersalzberg, onde o ditador nazista tinha sua casa de veraneio. Segundo Shwarzer, Romy estava completamente convencida de que sua mãe tinha dormido com Hitler. Magda era a atriz favorita do Führer. A gravação também revela a fragilidade da atriz, que sofria de depressão e seis anos depois morreria de ataque cardíaco, numa espiral alcoólica precipitada pela dor causada pela morte do filho. Durante a entrevista, ela teria chorado em diversas ocasiões. As revelações incluem tentativas de abuso de seu padastro e a inveja que ela tinha de Alain Delon, seu primeiro marido, que a fez acreditar que não conseguiria mais bons papéis. “Eu era muito invejosa e pensava: o que vai ser de mim agora?”. Ela também expressa seu desespero por ter sido a atriz de Sissi, e se tenha tornado um símbolo e de projetar uma imagem que nunca foi a dela. Uma das estrelas mais lindas do cinema, Romy entrou para a história da sétima arte como protagonista de diversos clássicos, em que trabalhou com alguns dos maiores cineastas de sua época. A lista inclui, entre outros, “O Processo” (1962), de Orson Welles, “O Cardeal” (1963), de Otto Preminger, “O Inferno” (1964), de Henri-Georges Clouzot, “Espionagem Internacional” (1966), de Terence Young, “A Piscina” (1969), de Jacques Deray, “Ludwig: A Paixão de um Rei” (1973), de Luccino Visconti, “O Importante é Amar” (1975), de Andrzej Zulawski, “Assassinato por Amor” (1975), de Claude Cabrol, “Um Homem, uma Mulher, uma Noite” (1979), de Costa-Gavras, e “A Morte ao Vivo” (1980), de Bertrand Tavernier.

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    Diretor Kevin Smith perde 23 quilos com dieta após sofrer ataque cardíaco

    27 de agosto de 2018 /

    O diretor Kevin Smith (“O Balconista”), que sofreu um infarto quase fatal há seis meses, está seguindo as instruções de dieta médica à risca. E resolveu comemorar com um post no Instagram a incrível quantidade de peso que já perdeu. Durante o período de recuperação e dieta, ele emagreceu 23 kg, e a diferença é notável. “Estou animado em anunciar que perdi 51 libras! (cerca de 23 kg)”, exclamou ele no texto. “Há seis meses, eu estava no hospital me recuperando de um ataque cardíaco que tinha sofrido na noite anterior. Quando fui ao meu médico uma semana depois, ele falou: ‘A melhor coisa que você tem a fazer é perder 50 libras. Meio ano depois, posso dizer que segui suas instruções. Comecei com 116 kg e estou com 93 kg. É meu menor peso desde o colegial”, completou. A expectativa agora é de perder mais cerca de 5kg. “Aí vou ficar com o peso que nasci”, brincou ele. Kevin teve acompanhamento profissional para modificar sua alimentação, passando a adotar um estilo de vida vegano, visando conseguir completar o objetivo. No início de agosto, ele chegou a postar uma foto em que comparava a mudança de seu corpo desde que começou a se dedicar a emagrecer. Veja abaixo. Quando ele foi levado ao hospital, em 25 de fevereiro, uma das artérias mais importantes do seu coração tinha 100% de obstrução. Uma cirurgia de emergência o salvou. O diretor já tinha passado por um problema cardíaco anterior, que também o levou a fazer dieta. Na última década, ele perdeu cerca de 40 kg, mas logo voltou a ficar muito acima do peso indicado para seu tipo físico, sofrendo com problemas de obesidade. Como mostra sua camiseta, ele costumava brincar que era o Fatman, trocadilho para indicar que era o Batman gordo. This @weightwatchers Ambassador is thrilled to announce that I’VE LOST 51 POUNDS! Six months ago from right now, I was in the hospital recovering from a heart attack I’d had the night before. When I went to my Doctor a week later, she told me “The best thing you can do for yourself now is to lose 50 pounds.” Half a year later, I can report that I followed Doctor’s orders: I started at 256 and now I weigh 205. This is the lightest I’ve been since high school! My hope now is I can slowly lose another 10 with #weightwatchers and get down to my birth weight of 195! But for now, I’m ecstatic to have reached this chunky milestone! I wanna thank #pennjillette for his book #presto, @raycronise for getting me started with his potato famine, and the good folks at #weightwatchers for their app-based program that made it easy to keep track of and control my eating! And I also wanna thank my kid @harleyquinnsmith – the little vegan astronaut who explored this meatless/milkless galaxy ahead of me, leading by example. Since I never wanted to see the inside of a hospital ever again, I simply copied the Kid. So this wasn’t a diet: these results came from a total lifestyle change of eating solely plant-based foods (which is tough because I hate vegetables). But mostly, I wanna thank all of you as well – for the kind and encouraging words along the way. Never underestimate the power of positive feedback: you folks telling me I looked better or healthier helped me stick with it. An encouraging word can really make a difference in someone’s life and your compliments kept me going! And just look where I went! #KevinSmith #WWambassador #WWFreestyle #WWFamily #WWBros #weightlosstransformation #weightloss #WWCommunity #ad *People following the Weight Watchers program can expect to lose 1-2lbs per week. Uma publicação compartilhada por Kevin Smith (@thatkevinsmith) em 26 de Ago, 2018 às 12:56 PDT Wide World of Jorts, Then and Now. Years ago, a paparazzo snapped the infamous shot on the left of me wearing my giant jorts at my all-time heaviest. The photo on the right was taken at the same gas station today. I’m very near the goal weight I was told to shoot for after the heart attack, so big thanks go out to @weightwatchers, #pennjillette, @raycronise & @veggiegrill for reshaping my district, so to speak! #KevinSmith #wwambassador #wwfreestyle #vegan #weightlosstransformation #weightwatchers *People following the Weight Watchers program can expect to lose 1-2lbs per week. Uma publicação compartilhada por Kevin Smith (@thatkevinsmith) em 4 de Ago, 2018 às 5:07 PDT

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    Traficante de Demi Lovato conta sua versão sobre a overdose da artista

    27 de agosto de 2018 /

    O traficante que teria fornecido as drogas que causaram a overdose de Demi Lovato deu uma entrevista ao site TMZ, onde assumiu o crime “sem má intenção” e destacou a suposta amizade com benefícios que tinha com a artista. Brandon Johnson contou, em vídeo gravado nas ruas de Los Angeles, que foi chamado às 4h da madrugada por Demi Lovato para lhe trazer drogas, e que era comum receber essas ligações de Demi, com quem às vezes chegava a transar – “era uma amizade sexual”, afirmou. Mas, naquela madrugada em específico, os dois apenas relaxaram e viram séries policiais até ela adormecer. Demi estava dormindo quando ele foi embora pela manhã, como supostamente sempre fez. “Ela me mandou uma mensagem às quatro da manhã, porque ela queria se drogar. Por que mais alguém ligaria pra um cara às quatro da manhã?”, disse ele, ao TMZ. “Nós ficamos juntos, assistimos programas de detetives, como era comum… Ela às vezes tinha dias tão longos e trabalhos tão estressantes…” Questionado se Demi sabia o que estava tomando, ele confirmou, apesar de afirmar não saber exatamente o que estava misturado nas pílulas: “Ela sabia 100% o que estava tomando. Eu expliquei para ela que não eram produtos farmacêuticos, que eram pílulas ilegais e muito mais fortes. Ela entendeu completamente.” “O que aconteceu foi algo infeliz, mas é absolutamente ridículo as pessoas acharem que houve alguma má conduta da minha parte. Não estou aqui para machucar ninguém. Eu ligo muito para ela, ela importa para mim. Foi algo que aconteceu, foi algo infeliz”, afirmou ele, que a descreveu como um pouco bêbada quando ele chegou, mas nada fora da normalidade. Johnson negou as acusações de que abandonou o local quando ela começou a apresentar sintomas de overdose. “Ela dormiu, como sempre acontece. Nós ficamos juntos, fazemos o que temos para fazer e ela dorme. Era 7 ou 8 da manhã, ela dormiu e eu saí, como faço sempre. Coloquei suas cobertas e saí.” O traficante bonzinho ainda disse que isso serviria de alerta, tanto para ele, que parece ter finalmente descoberto que drogas são perigosas, e “obviamente” para a cantora, a quem desejou melhoras. “Definitivamente, é um alerta para para ela acordar, obviamente. Para mim, abre os olhos para os perigos dessas drogas. Elas são divertidas, mas nas mãos erradas e com uso errado elas podem machucar. Eu odeio que tenha machucado alguém, não quero machucar minha amiga, ela é minha amiga. Espero que ela saia dessa melhor do que era antes.” Demi Lovato foi encontrada em sua casa, desacordada, próximo das 11h da manhã, e teve de ser ressuscitada pelos paramédicos e hospitalizada. Segundo o TMZ, a artista quase morreu após consumir as drogas, que seriam uma mistura de oxicodona com fentanil – dois potentes anestésicos. Além de mal-contada, a história do traficante gente-boa cara-de-pau, que dá entrevistas, pode ser usada para incriminá-lo em inquérito policial. Embora seja possível imaginar que Johnson seja um Zé que inventou tudo para ficar conhecido, que tenha embarcado na exposição por estar chapado ou ainda que acredite numa estratégia ingênua de marketing pessoal para ganhar mais clientes/amigas/amantes famosas, narcotráfico é – vale lembrar – crime. Veja o vídeo abaixo.

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    Netflix fecha acordo para adaptar os livros do escritor Harlan Coben, autor da série Safe

    27 de agosto de 2018 /

    Um dos escritores americanos de maior sucesso comercial da atualidade, Harlan Coben assinou contrato de exclusividade com a Netflix para a produção de adaptações de seus livros, inclusive alguns de seus futuros lançamentos. O acordo expande o relacionamento de Coben com a Netflix, que teve início com “Safe”. Criação original do escritor, a série estreou em maio na plataforma de streaming, estrelada por Michael C. Hall (“Dexter”), e recebeu 77% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Até hoje, a adaptação mais bem-sucedida da obra de Coben foi a primeira, o filme francês “Não Conte à Ninguém”, lançado há 12 anos com roteiro e direção do ator Guillaume Canet. Por conta disso, suas obras se tornaram bastante populares no mercado francês, onde foram adaptadas em duas minisséries de suspense, ““Une Chance de Trop” (2015) e “Juste un Regard” (2017) – a primeira, inclusive, pode ser conferida na Netflix. O canal pago britânico Sky Atlantic ainda levou ao ar uma terceira minissérie, “The Five”, em 2016. E, curiosamente, “Safe” também foi uma produção britânica. Coben lançou mais de 30 livros desde sua estreia em 1990, que venderam mais de 75 milhões de exemplares ao redor do mundo. Entre seus títulos mais conhecidos estão uma saga de 11 volumes estrelada pelo detetive Myron Bolitar. Seu novo romance, “Run Away”, está incluído no negócio. Ele será lançado em 19 de março nos Estados Unidos.

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  • Etc,  Série,  TV

    Henrique Martins (1933 – 2018)

    26 de agosto de 2018 /

    Morreu o ator e diretor Henrique Martins, que estava internado no hospital Samaritano, em São Paulo, após cair em casa e quebrar duas costelas. Ele faleceu neste domingo (26/8), aos 84 anos, por falência múltipla de órgãos. Nascido em Berlim, na Alemanha, com o nome de Heinz Schlesinger, ele tinha três anos de idade quando se mudou com a família para o Brasil. A longa carreira de mais de seis décadas de Martins é um recorte da história da TV brasileira, com passagens pelos canais Excelsior, Tupi, Globo, Band, Manchete, Record e SBT, e participações que se estendem de novelas clássicas a sucessos contemporâneos, como “O Sheik de Agadir” (1966), “A Sombra de Rebeca” (1967), “O Meu Pé de Laranja Lima” (1970), “Pão Pão, Beijo Beijo” (1983), “Ribeirão do Tempo” (2010) e o remake de “Carrossel” (2012). O ator estreou na TV no elenco de “Os Anjos Não Tem Cor”, novela exibida pela Tupi em 1953. Chegou a participar de um seriado de aventura aos moldes do Zorro, chamado “Falcão Negro” (1954), que ganhou até revista em quadrinhos. E, em 1964, foi para trás das câmeras, dirigindo sua primeira novela, “Quem Casa com Maria?” (1964). Martins permaneceu na Tupi até 1966, quando se transferiu para a Globo para exercer função dupla, na frente e atrás das câmeras, em “O Sheik de Agadir”, um dos primeiros fenômenos de audiência do canal. Ele dirigiu outras novelas famosas, como “O Direito de Nascer” (1964), “Anastácia, A Mulher Sem Destino” (1967), “Rosa-dos-Ventos” (1973), “A Barba Azul” (1974), “Um Sol Maior” (1977), “Roda de Fogo” (1978), “Os Imigrantes” (1982), “A História de Ana Raio e Zé Trovão” (1990), “Éramos Seis” (1994), “Fascinação” (1998), “Pequena Travessa” (2002), “Os Ricos Também Choram” (2005) e “Amigas e Rivais” (2007). A dedicação à TV resultou numa filmografia curta, de apenas quatro trabalhos no cinema, todos como ator: “O Sobrado” (1956), de Walter George Durst e Cassiano Gabus Mendes, futuros profissionais da Globo, a comédia “Casei-me com um Xavante”, de Alfredo Palácios (1957), o drama criminal “A Lei do Cão” (1967), de Jece Valadão, e a pornochanchada “Império das Taras” (1980), de José Adalto Cardoso. Seus últimos trabalhos foram como diretor da novela “Revelação”, exibida pelo SBT em 2008, e como ator em “Carrossel”, sucesso do mesmo canal, no papel do Sr. Lourenço em 2012, um viúvo de bom coração.

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    Neil Simon (1927 – 2018)

    26 de agosto de 2018 /

    Um dos criadores mais importantes da História do teatro americano, Neil Simon morreu neste domingo (26/8), aos 91 anos. Com suas peças, o autor ajudou a redefinir o humor americano, enfatizando os problemas da vida urbana e os conflitos de intimidade familiar, fosse por meio do romance, do musical, da catástrofe ou do mais completo absurdo. Antes de se tornar um dramaturgo famoso, Simon se destacou como roteirista de televisão, escrevendo episódios de séries de comédias estreladas por grandes nomes do humor dos anos 1950, como Sid Caesar, Phil Silvers e Garry Moore. Esta experiência marcou seu estilo de humor, ao criar obras tão populares que eram chamadas de “máquinas de riso”, pois faziam o público gargalhar do começo ao fim da apresentação. Suas peças redefiniram as comédias da Broadway e reinaram absolutas em bilheteria entre os anos 1960 e 1970 — só em 1966, ele teve quatro montagens simultâneas nos principais teatros de Nova York. A maioria das peças foi levada para os cinemas. A primeira adaptação foi “O Bem Amado” (1963), estrelada por Frank Sinatra, seguida por “O Fino da Vigarice” (1966), com Peter Sellers. Mas ninguém imaginaria o sucesso que viria a partir de “Descalços no Parque” (1967), que marcou as carreiras de Robert Redford e Jane Fonda. Muito menos o impacto cultural causado pelo filme seguinte, “Um Estranho Casal” (1968), que transformou o nome de Neil Simon em estrela de Hollywood. A trama dos dois solteiros, vividos por Jack Lemmon e Walter Matthau, que decidem dividir um apartamento e se revelam neuróticos como um casal, virou um fenômeno. Acabou inspirando série de TV em 1970, que durou cinco temporadas bem-sucedidas, e até remake televisivo recente, com Matthew Perry e Thomas Lennon, entre 2015 e 2017. Jack Lemmon estrelou outro clássico absoluto inspirado em obra de Simon, “Forasteiros em Nova Iorque” (1970), sobre a viagem de um casal que se vê perdido em Nova York durante uma viagem repleta de contratempos. A trama inspirou incontáveis variações cinematográficas e ganhou remake em 1999, com Steve Martin e Goldie Hawn. Outras peças famosas de Simon levadas para o cinema incluem “Charity, Meu Amor” (1969), com Shirley MacLaine, “Hotel das Ilusões” (1971), estrelado por Matthau, “O Prisioneiro da Segunda Avenida” (1975), novamente com Lemmon, “Uma Dupla Desajustada” (1975), outra vez com Matthau, o cultuadíssimo “Assassinato por Morte” (1976), com Peter Sellers, Peter Falk e David Niven, e “A Garota do Adeus” (1977), que rendeu o Oscar de Melhor Ator para Richard Dreyfuss. Alguns diretores se tornaram especialistas em suas adaptações, como Arthur Hiller, Herbert Ross e Gene Saks. Mas, a partir dos anos 1980, nem eles conseguiam mais repetir o mesmo tipo de sucesso unânime conquistado pelos clássicos com as novas peças de Simon. Mesmo assim, as adaptações não pararam, testemunhando uma troca de guarda nas gerações do humor americano, com a entrada em cena de Steve Martin, Goldie Hawn, Chevy Chase, Matthew Broderick, e depois, nos anos 1990, de Alec Baldwin, Ben Stiller, Sarah Jessica Parker, Kelsey Grammer e Julia Louis-Dreyfus. Até Woody Allen estrelou uma adaptação de Simon, “Feitos Um para o Outro” (1996), e a saudosa dupla Jack Lemmon e Walter Matthau se reuniu pela última vez em “Meu Melhor Inimigo” (1998), continuação, 30 anos depois, do clássico de 1968. Sua última adaptação cinematográfica foi “Antes Só do que Mal Casado” (2007), remake de seu roteiro original para “Corações em Alta” (1972) com direção dos irmãos Farrelly (“Débi & Lóide”), cujo tipo de humor escatológico não poderia passar mais longe do estilo de Simon. Popular no passado, Simon acabou se distanciando dos gostos contemporâneos, o que também joga nova luz sobre suas comédias, altamente refinadas na comparação com os temas líquidos (mijo, sêmen, diarreia) do humor americano no século 21. Na introdução de uma antologia de suas peças, Simon citou uma frase do crítico Clive Barnes para refletir como sua contribuição artística seria avaliada pela posteridade: “Neil Simon está destinado a permanecer rico, bem-sucedido e subestimado”.

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    Dave Bautista posta vídeo repugnante para mostrar à Disney quem criou a campanha que demitiu James Gunn

    26 de agosto de 2018 /

    Dave Bautista, astro de “Guardiões da Galáxia”, publicou um post para lembrar à Disney quem é pessoa responsável pela campanha de extrema direita que levou o presidente do estúdio a demitir o diretor James Gunn de “Guardiões da Galáxia Vol. 3”. “Ei, Disney, eis o seu cara. Que inspiração para a humanidade!”, escreveu Bautista, incluindo no post um vídeo bizarro, escroto e repugnante do jornalista Mike Cernovich, em que ele aparece se gabando de ter inventado uma mentira a respeito de um blogueiro que ousou falar mal dele, espalhando que ele tinha feito doxxing (significa revelar dados privados, geralmente num assédio virtual) num adolescente de 15 anos, e exultando por o rival ter recebido ameaças de morte e quase ser linchado por sua mentira no Twitter. “Eu consigo fazer os artigos mais nojentos que existem contra qualquer um”, proclama Cernovich no vídeo virulento. Ele conclui, entre muitos palavrões e dedos do meio erguidos para sua vítima de fake news, que “ninguém se importa se é verdade ou não, essa é a narrativa agora”. Mike Cernovich foi o principal responsável pela campanha contra James Gunn, distorcendo, redimensionando e denunciando antigos tuítes ofensivos do diretor, posts de dez anos atrás sobre pedofilia e estupro. Gunn pediu desculpas pelos comentários e disse que eram piadas feitas quando ele estava em uma fase diferente da vida. Mas a Disney engoliu a isca. James Gunn foi demitido em 20 de julho pelo presidente da Disney, Alan Horn, que classificou os posts como “indefensáveis” e não voltou atrás, mesmo diante de uma carta-aberta do elenco de “Guardiões da Galáxia” e petição de fãs na internet, que já reuniu mais de 380 mil assinaturas. Para piorar, a demissão validou Mike Cernovich. Defensor dos “direitos dos homens”, ele é um dos maiores difusores de “fake news” e teorias de conspiração dos Estados Unidos, e também lançou campanha para que o FBI analisasse o material disponibilizado para prender Gunn por crimes de pedofilia. Como a tática deu resultado, Cernovich passou a vasculhar tuítes antigos de outros “inimigos”. Os comediantes Patton Oswalt (“Agents of SHIELD”), Dan Harmon (criador de “Rick and Morty”) e Michael Ian Black (“Wet Hot American Summer: Ten Years Later”) estão entre os que foram intimidados pelo fã de Trump, buscando forçar novas demissões. Ele começou a postar tuítes e até um vídeo controverso dos artistas, feitos há vários anos atrás. Mas nenhuma outra produtora lhe deu bola. Na verdade, Cernovich é um falso moralista. Se não tem piadas de estupro em sua timeline, ele possui uma condenação criminal. O jornalista foi acusado por estupro em 2003, mas fechou um acordo para ser condenado “apenas” por agressão e cumpriu uma pena de serviços comunitários. Ao responder um dos ataques, Michael Ian Black lembrou do fato: “Há uma diferença qualitativa entre um comediante que faz piadas – mesmo piadas ofensivas (eu) – e alguém acusado de estupro em 2003 (você)”. Hey @Disney ! Here’s your guy!! What an inspiration to humanity! https://t.co/vBW7s1ZtQx — Dave Bautista (@DaveBautista) August 24, 2018

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  • Etc,  Filme

    Spike Lee é acusado de inventar fatos em Infiltrado na Klan para favorecer imagem da polícia

    26 de agosto de 2018 /

    O cineasta Spike Lee envolveu-se numa polêmica com outro diretor afro-americano, Boots Riley (de “Sorry to Bother You”), por conta de seu novo filme, “Infiltrado na Klan” (BlacKkKlansman). Numa longa crítica publicada nas redes sociais, Riley desancou o filme de Lee, acusando-o de mudar eventos históricos para retratar a policia americana de uma forma mais positiva. Ele alega ainda que Lee teria recebido US$ 200 mil da polícia de Nova York para dirigir uma campanha publicitária para melhorar a sua imagem junto das comunidades minoritárias e que “Infiltrado na Klan” se assemelha a uma espécie de extensão desse trabalho. Riley ainda comparou o novo filme de Lee ao anterior, “Chi-Raq”, afirmando que o diretor bate na tecla de que “os negros devem deixar de se preocupar com a violência policial e preocuparem-se com o que fazem uns aos outros, pois a policia é contra o racismo”. E isto acontece enquanto o movimento Black Lives Matter denuncia a violência policial contra os negros nos Estados Unidos, que só tem aumentado. O diretor ainda afirma que a história supostamente real de Ron Stallworth, um ex-detetive que se infiltrou na Ku Klux Klan nos anos 1970, tem várias partes inventada, com o único objetivo de pintar uma imagem positiva da polícia. “É uma história inventada em que as partes falsas tentam fazer do policial o protagonista na luta contra a opressão racial”, diz. Ele chama atenção para o fato de que, na vida real, Stallworth fez parte da COINTELPRO, uma série de operações secretas e muitas vezes ilegais conduzidas pelo FBI para atacar organizações políticas, entre elas os militantes dos Pantera Negras. Stallworth chegou a se infiltrar por três anos no grupo para sabotá-lo, atuando contra a luta pela igualdade racial. “Sem as coisas inventadas e com o que sabemos da história real do trabalho policial em grupos radicais, e como eles se infiltraram e conduziram organizações de Supremacia Branca para atacar esses grupos, Ron Stallworth é na verdade um vilão”, afirma Riley. “Spike lançar um filme em que pontos da história são fabricados para fazer um policial negro e seus colegas parecerem aliados na luta contra o racismo é realmente decepcionante, para dizer o mínimo”, concluiu. Durante a divulgação de “Infiltrado na Klan”, Lee tentou evitar a polêmica, mas acabou comentando, rapidamente, numa entrevista ao jornal britânico The Times. “Vejam os meus filmes, eles têm sido muito críticos em relação à polícia, mas, por outro lado, nunca direi que todos os policias são corruptos, que todos os policias detestam as pessoas de cor. Eu não vou dizer isso. Quer dizer, nós precisamos da polícia. Infelizmente, a polícia, em muitos casos, não aplica a lei; eles quebraram a lei”. Lee ainda frusiy que “os negros não são um grupo monolítico”, e citou algumas críticas que recebeu quando anunciou “Malcom X”. “Como pode um burguês como Spike Lee fazer ‘Malcolm X?’”, lembrou, citando comentários negativos que ouviu antes das filmagens. “Infiltrado na Klan” rendeu o Grande Prêmio do Juri do Festival de Cannes 2018 para Spike Lee. O filme, que já está em cartaz nos Estados Unidos, tem estreia marcada no Brasil apenas para novembro. Ok. Here's are some thoughts on #Blackkklansman. Contains spoilers, so don't read it if you haven't seen it and you don't wanna spoil it. pic.twitter.com/PKfnePrFGy — Boots Riley (@BootsRiley) August 17, 2018

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    Honest Trailers decide atacar Deadpool 2, mas toma invertida com Deadpool zoando o canal

    25 de agosto de 2018 /

    Um dos canais mais populares do YouTube, Honest Trailers, dedicado a zoar os furos dos blockbusters de Hollywood, decidiu abordar “Deadpool 2”. Mas o resultado foi completamente diferente do que o público está acostumado a encontrar nos “trailers honestos” da equipe do Screen Junkies. Usando seus poderes de metalinguagem, o mutante falastrão deu o troco e assumiu o controle do vídeo, antes que o narrador oficial do canal pudesse começar a atacar o filme. Com ajuda da dublagem exclusiva de Ryan Reynolds, Deadpool resolveu fazer o trailer honesto dos Honest Trailers, zombando do canal do YouTube, sem esquecer de ridicularizar “Lanterna Verde” no processo. Confira o vídeo abaixo, que aproveita para promover o lançamento do Blu-ray de “Deadpool 2” – metapublicidade.

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    Vincent Cassel se casa com modelo 30 anos mais nova

    25 de agosto de 2018 /

    O ator francês Vincent Cassel (“O Filme da Minha Vida”), de 51 anos, casou-se na sexta-feira (24/8) com a modelo Tina Kunakey, de 21. Os dois namoravam há três anos e a cerimônia aconteceu na Câmara Municipal de Bidart, na França. O casal foi destaque da edição italiana da revista Vanity Fair desta semana. Em entrevista à publicação, os dois falaram sobre o casamento e a intenção de formar uma família. Já a revista Paris Match divulgou a lista de convidados, que incluiu os atores Adèle Exarchopoulos (“Azul É a Cor Mais Quente”), Gilles Lellouche (“A Conexão Francesa”), Leïla Bekhti (“Carnívoras”), o humorista Elie Semoun (“Que Mal Eu Fiz a Deus?”) e o nadador olímpico Florent Manaudou. Veículos de imprensa locais noticiaram que os serviços municipais precisaram limpar as paredes da Câmara Municipal antes da cerimônia. Elas apareceram no começo da manhã pintadas com inscrições como “matrimônio machista” e “sexcravista”, de acordo com as reportagens. As pichações se devem à diferença de 30 anos de idade entre o casal. “Ela é muito mais jovem do que eu teria imaginado, mas você não escolhe a pessoa pela qual se apaixona”, disse Cassel à Vanity Fair. O ator contou que, quando a conheceu, não sabia sua idade, e confessou que se surpreendeu ao descobrir. “Mas pensei, bom, as coisas são assim”, acrescentou. A modelo, de pai marroquino e mãe siciliana, nasceu e cresceu na região do sul da França onde aconteceu o casamento. Cassel já foi casado com uma mulher mais velha que ele, a atriz italiana Monica Bellucci (“Irreversível”), de 53 anos, com quem tem duas filhas, de 8 e 14 anos.

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    Ator de How I Met Your Mother é proibido pela justiça de se aproximar dos vizinhos

    24 de agosto de 2018 /

    O ator Josh Radnor, que ficou conhecido como protagonista da série “How I Met Your Mother”, tornou-se um incômodo em sua vizinhança. Segundo o site TMZ, ele recebeu uma ordem da justiça para se manter afastado de seus vizinhos. A ordem de restrição proíbe Radnor de se aproximar das casas dos vizinhos, precisando manter uma distância de 7 jardas (cerca de 6,4 m). Os problemas do ator começaram quando ele construiu um deck enorme em sua casa, que invadiu parte da propriedade de um vizinho. A família “rival” o processou e venceu a disputa, afirmando que ele não tinha direito de fazer a construção. Mas quando o deck seria destruído, houve uma reviravolta, com Radnor obtendo uma vitória judicial que impediu a demolição. Para completar a novela, os vizinhos acusam Radnor de gritar para eles toda vez que vai ao deck. A disputa segue na justiça, mas o ator não pode mais importunar os vizinhos, precisando manter distância das casas ao seu redor.

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    Ben Affleck se interna em clínica de reabilitação após pedido da ex Jennifer Garner

    23 de agosto de 2018 /

    O ator Ben Affleck taria aceitado a recomendação da ex-mulher Jennifer Garner para se internar numa clínica de reabilitação em Los Angeles, afirma o site TMZ. Após a recente separação com a produtora do programa de televisão “Saturday Night Live”, Lindsay Shookus, o ator de 46 anos estaria passando por dificuldades para se manter sóbrio. Segundo a mídia americana, Ben mostrou sinais de consumo excessivo de bebidas alcoólicas na última semana. A atriz Jennifer Garner, com quem Affleck tem três filhos, teria ido à casa dele na quarta-feira (22/8) para oferecer ajuda, momento em que o ator acatou o pedido para buscar ajuda numa clínica de reabilitação. Garner e Affleck se separaram em 2014 e, em abril de 2017, a atriz pediu o divórcio, cuja papelada ainda não foi finalizada. Apesar do fim do relacionamento amoroso, eles ainda fazem parte da vida um do outro, principalmente por causa de seus três filhos, um menino de 6 anos e duas meninas de 9 e 12 anos. Ben Affleck já se internou duas vezes antes por vício em bebidas alcoólicas. A primeira internação ocorreu em 2001 e a segunda foi em dezembro do ano passado.

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    Nova denúncia de agressão sexual é apresentada contra Kevin Spacey

    22 de agosto de 2018 /

    Um porta-voz da promotoria de Los Angeles revelou nesta quarta-feira (22/8) que uma nova denúncia de agressão sexual foi apresentada contra o ator Kevin Spacey (“Em Ritmo de Fuga”). “Um caso de agressão sexual foi apresentado ontem ao nosso escritório pelo Departamento do Xerife do Condado de Los Angeles envolvendo Kevin Spacey. Ele continua em análise”, disse o porta-voz Greg Risling, sem fornecer detalhes. Representantes do ator não comentaram a denúncia, mas a promotoria de Los Angeles vinha investigando desde abril uma acusação de assédio contra Spacey, que teria ocorrido em 1992 e envolvia um homem adulto. Mais de 30 homens disseram que foram vítimas de avanços sexuais indesejados por Spacey, desde que o ator Anthony Rapp (da série “Star Trek: Discovery”) o acusou de tentar seduzi-lo em 1986, quando tinha apenas 14 anos de idade. Em outubro, Spacey pediu desculpas por qualquer conduta inadequada com Rapp, mas não comentou as novas denúncias que surgiram desde então. O escândalo foi tão grande que Spacey foi demitido da série “House of Cards”, na qual vivia o protagonista, e teve sua atuação apagada em “Todo o Dinheiro do Mundo”, sendo substituído em refilmagens por outro ator. A repercussão atingiu vários outros projetos que o envolviam. A Netflix, por exemplo, assumiu o prejuízo de ter produzido uma biografia de Gore Vidal com o ator, optando por vetar seu lançamento. A nova acusação coincide com o lançamento do último filme estrelado por Spacey. “Billionaire Boys Club” já estava filmado quando o escândalo estourou e chegou aos cinemas dos Estados Unidos na sexta-feira (17/8), com um número abismal de espectadores. Mesmo assim, foi um lançamento pro forma, pois a distribuição do longa foi negociada para plataformas de VOD (video on demand), com uma campanha que destacou outros atores do elenco.

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