Kit Harington confessa que “Game of Thrones” afetou sua saúde mental
O ator inglês Kit Harington, que ficou conhecido como o Jon Snow de “Game of Thrones”, assumiu ter enfrentado problemas de saúde mental durante e após o término da série, exibida entre 2011 e 2019. Em entrevista ao podcast “The Jess Cagle Show”, o ator de 34 anos confirmou que fez uma pausa na carreira após o fim da série para se recompor. “Eu passei por algumas dificuldades de saúde mental depois e durante o fim de ‘Game of Thrones’, para ser sincero. E eu acho que isso teve a ver diretamente com a natureza da série e o que venho fazendo há anos. Fiz uma pausa depois de ‘GoT’, pensei: ‘Não quero trabalhar por um ano, quero realmente me concentrar em mim mesmo’. Estou muito feliz por ter feito isso”, ele revelou. Logo após o final das gravações, o site Page Six descobriu que o ator tinha se internado numa clínica de reabilitação. Um representante confirmou à revista People em 2019 que Harington entrou em tratamento para “trabalhar em alguns problemas pessoais” logo após a série sair do ar. “O papel e especialmente o nível de fama em que ele foi colocado… era muito para alguém tão jovem e recém-saído da escola de teatro”, disse uma fonte da publicação na época. Agora, Harington contou que, ao retornar às atividades em 2020, analisou quais projetos gostaria de fazer, mas acabou tendo que adiar os planos de retorno ao trabalho devido ao início da pandemia do novo coronavírus. “Quando eu estava querendo voltar ao trabalho, a pandemia começou e eu pensei: ‘Pelo amor de Deus'”, se divertiu o ator. Harington será visto a seguir num episódio da 2ª temporada da antologia “Modern Love”, que chega em 13 de agosto no Amazon Prime Video, e como Dane Whitman (o herói Cavaleiro Negro) no filme da Marvel “Eternos”, que estreia em 5 de novembro nos cinemas.
Francisco Weffort (1937-2021)
O cientista político e ex-ministro da Cultura Francisco Weffort morreu no domingo (1/8), aos 84 anos, em decorrência de um infarto do miocárdio. Ele nunca trabalhou no cinema. Mas foi um dos homens mais importantes para a História do Cinema Brasileiro. Professor acadêmico da USP com várias obras publicadas e um dos fundadores do PT, ele participou ativamente da campanha das Diretas Já e foi filiado ao partido até 1994, quando foi convidado a assumir o cargo de ministro durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Ele permaneceu no cargo de ministro da Cultura por sete anos, de 1995 a 2002, onde teve papel importante na retomada da produção cinematográfica no país, com a implementação da Lei do Audiovisual. Tanto a lei federal de incentivo, iniciada por Sérgio Paulo Rouanet (por isso Lei Rouanet) em 1991, e a Lei do Audiovisual, iniciada por Antônio Houaiss em 1992, já existiam antes do governo FHC. Mas só passaram a funcionar amplamente a partir de 1995. No intuito de criar uma “cultura de investimentos” pelas leis de incentivo, Weffort estimulou empresas estatais, como a Petrobrás, o Banco do Brasil e principalmente as empresas de telecomunicações (Telebrás, Telesp, Telerj etc.) a se tornarem as principais investidoras do cinema brasileiro. O sucesso dos primeiros filmes incentivados logo chamou atenção da iniciativa privada. Não por acaso, este período ficou conhecido pelo nome de “Retomada”, por representar o resgate da produção cinematográfica brasileira, praticamente interrompida durante o governo Collor, que fechou a Embrafilme em 1990. A partir de 1995, com o sucesso de “Carlota Joaquina, Princesa do Brazil”, “Terra Estrangeira” e “O Quatrilho”, o cinema brasileiro tomou novo rumo e embalou. De cerca de 15 filmes produzidos em 1995, o país saltou para 185 longas-metragens em 2018, último ano antes da devastação do governo Bolsonaro. E foi um salto também de qualidade. Enquanto Weffort foi ministro, o Brasil teve quatro filmes indicados ao Oscar – os longas “O Quatrilho” (em 1996), “O Que é Isso, Companheiro?” (em 1998) e “Central do Brasil” (em 1999), além do curta “Uma História de Futebol” (em 2001). Em 2019, Bolsonaro acabou com o Ministério da Cultura, paralisou a Lei Rouanet, proibiu o patrocínio cultural de estatais, aparelhou a Ancine para congelar o Fundo Setorial do Audiovisual e vetou a renovação do Recine e da Lei do Audiovisual. Mas em agosto de 2020, o Congresso Nacional restituiu a Lei do Audiovisual, derrubando o veto obscurantista e mantendo vivo o legado de Weffort e Houaiss. Weffort foi um dos ex-ministros da Cultura que protestaram contra a extinção do Ministério por Bolsonaro. “A extinção do Ministério da Cultura é um erro. A existência do Ministério tem garantido um olhar à altura da relevância da cultura e da arte na vida brasileira. Mesmo com recursos limitados, a pasta foi capaz de defender, formular, fomentar, criar e inovar a relação do Estado com a sociedade no plano da cultura, em respeito às tradições brasileiras desde o império”, dizia o texto de um manifesto assinado por ele e outros ex-ministros da pasta, que também questionavam “a demonização das redes de incentivo”. A política anticultural de Bolsonaro culminou numa coincidência trágica. Enquanto Weffort morria, o ministro-sanfoneiro Gilson Machado, do Turismo, dava vexame como representante do Brasil numa conferência internacional de Ministros da Cultura, falando mentiras absurdas sobre a preservação da Amazônia – desmascaradas pelo vice-presidente Mourão no dia seguinte – num discurso ideológico que repercutiu negativamente em todo o mundo, ao mesmo tempo em que ignorou a pauta de Cultura do evento – de resto, irrelevante para o atual governo. Nesta segunda-feira (2/8), o ex-presidente Fernando Henrique prestou uma homenagem a seu antigo ministro em suas redes sociais. “Hoje minha homenagem e minhas considerações estão voltadas especialmente ao caro Weffort, que deixa um vazio imenso em todos os que lhes eram próximos. Saudades”, escreveu. Por meio de nota, o ex-presidente Lula também destacou a importância do antigo ministro, em seu caso para a estruturação do PT. “Francisco Weffort foi um cientista político que marcou a academia brasileira, um professor por vocação, e um intelectual público dedicado a pensar sobre a democracia e o Brasil, não só estudando e refletindo sobre nossa realidade, mas também atuando como cidadão pelas causas que acreditava para um país melhor”, escreveu o petista. Ex-ministros da Cultura também manifestaram pesar pela morte de Weffort. Sérgio Sá Leitão, que ocupou o posto no governo Temer, destacou que o cientista político “ajudou a consolidar o MinC, valorizou as instituições federais da área e potencializou a Lei Rouanet”. Marcelo Calero afirmou nas redes sociais que Weffort foi “um grande nome na construção de políticas públicas culturais”.
Reese Witherspoon vende sua produtora
A atriz Reese Witherspoon negociou sua produtora Hello Sunshine com o grupo de investimento Blackstone por um valor não revelado. A companhia, avaliada em cerca de US$ 900 milhões pelo mercado, integrará um novo grupo de mídia, que terá Witherspoon entre suas sócias. Ainda sem nome, a nova empresa será liderada pelos ex-executivos da Walt Disney Co. Kevin Mayer e Tom Staggs, e pretende fazer novas aquisições. Apesar da venda, Witherspoon e sua sócia, Sarah Harden, continuarão a comandar a Hello Sunshine, que desde sua fundação em 2016 produziu as séries “Big Little Lies”, da HBO, “The Morning Show” e “Truth Be Told”, da Apple TV+ e “Pequenos Incêndios em Toda Parte”, da Amazon, além de ter vários projetos em desenvolvimento, inclusive seus primeiros filmes. A aquisição foi uma oportunidade comercial para aproveitar a guerra entre os serviços de streaming, que força as plataformas a gastar bilhões de dólares em conteúdo, ao mesmo tempo em que limita a oferta ao mercado de produções de empresas que têm seus próprios streamings. Sem estúdio próprio, a Amazon se viu impelida a comprar a MGM neste ano, enquanto Apple TV+ e Netflix continuam dependentes de produções externas. “A rápida procura por conteúdo de alta qualidade é um dos temas de investimento de maior convicção de nossa firma”, disse Joe Baratta, chefe global de private equity (aquisição de empresas promissoras) da Blackstone, em um comunicado. Witherspoon também se manifestou, comemorando a negociação nas redes sociais. “Que dia tremendo!”, ela escreveu em seu Instagram. “Eu comecei a Hello Sunshine para mudar a forma como todas as mulheres são vistas na mídia. Nos últimos anos, vimos nossa missão prosperar por meio de livros, TV, filmes e plataformas sociais. Hoje, estamos dando um grande passo a frente ao firmar parceria com a Blackstone, que nos permitirá contar histórias ainda mais divertidas, impactantes e esclarecedoras sobre a vida das mulheres em todo o mundo. Eu não poderia estar mais animado com o que isso significa para o nosso futuro. Estou empenhado em continuar a criar oportunidades para que cineastas, autores e criadores de todas as origens e experiências possam contar suas histórias de sua própria maneira e alcançar ainda mais público, que verão que suas histórias são importantes. Estou profundamente orgulhosa da equipe que nos trouxe a este momento incrível e estou muito feliz por estar trabalhando com Blackstone, Kevin Mayer e Tom Staggs para desenvolver uma empresa de mídia de próxima geração. Eles estão empenhados em ajudar nossa missão de empoderar as mulheres e as pessoas que as celebram. Uma história de cada vez”, a estrela completou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Reese Witherspoon (@reesewitherspoon)
Comediante Kathy Griffin revela câncer no pulmão
A comediante americana Kathy Griffin comunicou nesta segunda-feira (2/8) que foi diagnosticada com câncer pulmonar, embora nunca tenha fumado. Em publicações nas redes sociais, ela informou que passará por uma cirurgia para remover parte de um pulmão e que os médicos estão otimistas com o resultado. “Tenho câncer. Estou prestes a passar por uma cirurgia para a remoção de metade do meu pulmão esquerdo. Sim, tenho câncer pulmonar, embora nunca tenha fumado!”, escreveu. “Os médicos estão muito otimistas, já que é de estágio um e limitado ao pulmão esquerdo”, acrescentou. Vencedora de dois prêmios Emmy, a atriz de 60 anos, conhecida pela série “Suddenly Susan” (1996-2000), também superou uma internação por covid-19 e uma fase difícil em sua carreira profissional. Ela perdeu trabalhos e patrocínios depois de fazer piada com uma cabeça decapitada de um boneco do então presidente Donald Trump em 2017. O Serviço Secreto dos EUA chegou a iniciar uma investigação sobre o incidente, mas não nenhum processo foi aberto contra a artista – ao contrário do Brasil, onde processos tem sido corriqueiros contra críticos de Bolsonaro. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Kathy Griffin (@kathygriffin)
Ashley Judd volta a caminhar após quase perder a perna
A estrela Ashley Judd está andando novamente depois de quase perder a perna em um acidente no Congo há cerca de seis meses. A estrela de “Risco Duplo” e da franquia “Divergente” fez uma caminhada pelo Parque Nacional da Suíça neste fim de semana, caminhando lentamente rumo a sua recuperação. “Queridos amigos, é com reverência e admiração silenciosa que ofereço esta atualização”, ela escreveu na legenda de um vídeo de sua caminhada postado no Instagram. “Hoje, cinco meses e três semanas após o acidente na floresta tropical congolesa, voltei a caminhar e de que maneira! Eu caminhei no Parque Nacional da Suíça. Ao fazer a trilha, me senti à vontade, em meu estado natural, em casa em meu espírito. Minha perna e meu pé funcionaram lindamente. Subi a colina em superfícies irregulares por uma hora com confiança e desci com cuidado e facilidade. Eu descansei em um prado na terra fecunda de Deus por horas”. A atriz sofreu o que descreveu como acidente “catastrófico” quando estava na floresta do Congo para participar de uma campanha em prol dos bonobos, espécie de macaco ameaçada de extinção. Numa manhã de fevereiro, ela decidiu dar uma volta ao redor do acampamento antes do nascer do sol, e não viu uma árvore caída no escuro, onde tropeçou, quebrando a perna. Em posts detalhados do Instagram, ela descreveu a natureza emocional e física “incrivelmente angustiante” de sua jornada para o hospital, que incluiu ficar deitada no chão da floresta por cinco horas e segurar a parte superior de sua tíbia quebrada por seis horas enquanto andava de moto. A jornada épica que precisou enfrentar desde a fratura até o tratamento, viajando em macas improvisadas pela selva, até começar sua viagem de moto, por terra batida, para chegar num centro urbano e de lá partir para uma cirurgia de emergência em outro país foi material de cinema. Mas ela descreveu de outra forma. “A diferença entre uma pessoa congolesa e eu é o plano de saúde e o seguro contra acidentes que me permitiu, 55 horas após meu acidente, chegar a uma mesa de operação na África do Sul”, disse Judd em seu primeiro post sobre o ocorrido, em sua cama de hospital. Após a atenção médica na África do Sul, Judd retornou aos EUA, em uma viagem de 22 horas com quatro voos, num trajeto que contou com uma ambulância aérea. Nos EUA, ainda teve que passar por uma cirurgia de oito horas para reparar os danos causados pelo acidente. E vinha desde então enfrentando uma maratona de fisioterapia para recuperar os movimentos perdidos. No novo post, ela relatou que os médicos não esperavam que pudesse mover o pé novamente tão cedo. “O vídeo do meu pé se movendo é inédito”, disse Judd. “Esperávamos que meu pé começasse a se mover em um ano – ou nunca. Em quatro meses, ele surpreendeu a todos nós. Agora, depois de chorar enquanto tentava soletrar o ABC com um pé paralisado… bem, vocês veem! Minha perna nunca mais será a mesma. Ela é uma nova perna. E eu a amo. Somos amigos. Percorremos um longo caminho e temos uma vida fabulosa pela frente.” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ashley Judd (@ashley_judd)
Plataforma Peacock revela planos de expansão internacional
A plataforma de streaming Peacock, inédita no Brasil, começará seu lançamento internacional ainda neste ano. Em apresentação da NBCUniversal para o mercado, os executivos da companhia revelaram que ela passará a ser oferecida nos próximos meses com um acréscimo gratuito da plataforma da rede Sky na Europa, o que lhe dará prontamente uma base de 20 milhões de assinantes. O acordo é facilitado pelo fato de a rede de TV paga Sky e a plataforma Peacock pertencerem ao mesmo conglomerado, Comcast, que controla a NBCUniversal. Nos EUA, a Peacock atingiu 54 milhões de assinantes desde seu lançamento em abril de 2020. De acordo com dados divulgados pela empresa, sua produção original mais popular foi a minissérie dramática “Dr. Death”, mas a plataforma também viu aumentar seu tráfego com o lançamento híbrido da animação “O Poderoso Chefinho 2: De Volta aos Negócios”, simultaneamente aos cinemas, e com sua exclusividade na cobertura da Olimpíada de Tóquio. Sem muito alarde, os executivos da NBCUniversal também estão sondando parceiros na América Latina para tentar repetir a estratégia de lançamento casado com outra empresa neste mercado. No Brasil, a NBCUniversal é parceira do grupo Globo no segmento de TV paga. Mas, há duas semanas, começou a conversar com outros interessados, incluindo investidores da Faria Lima (o centro do dinheiro de São Paulo e, por consequência, do Brasil) sobre seus planos para a Peacock no país.
Saginaw Grant (1936-2021)
O ator nativo-americano Saginaw Grant, que interpretou o chefe da tribo de “O Cavaleiro Solitário”, morreu na quarta-feira (28/7) durante o sono, de causas naturais em uma instituição de saúde privada em Hollywood. Ele tinha 85 anos. Seu primeiro trabalho como ator foi num comercial de carros da Chrysler na década de 1980, que o levou a ser escalado em “A Festa da Guerra” (1988), drama de Franc Roddam sobre a encenação de uma batalha histórica entre índios e a cavalaria americana que termina em briga racial e mortes. Depois de aparecer na série “O Jovem Indiana Jones”, ele passou a integrar o elenco fixo de “Harts of the West”, estrelada por Beau Bridges e seu pai, Lloyd Bridges, entre 1993 e 1994. Curiosamente, ainda interpretou o mesmo Auggie de “Harts of the West” numa participação no desfecho de “Breaking Bad”, vendendo um carro para Walter White (Bryan Cranton) no antepenúltimo episódio da atração, “Ozymandias”, de 2013. O ator apareceu em episódios de “Nash Bridges”, “Baywatch”, “My Name Is Earl”, “Saving Grace”, “American Horror Story”, “Shameless”, “The League”, “Baskets” e “Veep”. Mas desde que interpretou um pajé no filme independente de 1996, “Small Time”, passou a se dedicar mais ao cinema. Ele chegou e contracenar duas vezes com Anthony Hopkins, em “Desafiando os Limites” (2005) e “Um Sonho Dentro de um Sonho” (2007). Atuou também com Pierce Brosnan em “O Guerreiro da Paz” (1999), Johnny Depp em “O Cavaleiro Solitário” (2013), Jean-Claude Van Damme em “Jogo Sujo” (2014) e Adam Sandler em “Os 6 Ridículos” (2015). Seu último filme foi “Valley of the Gods” (2019), do polonês Lech Majewski. Saginaw Morgan Grant também serviu no Corpo de Fuzileiros Navais durante a Guerra da Coréia e participava de grupos de nativos veteranos de guerra, lutando pelo reconhecimento dos feitos dos índios no serviço militar dos EUA. Além disso, era o chefe hereditário e curandeiro da tribo Sac & Fox, e viajou o mundo falando de suas tradições, suas experiências e sua fé.
Gerard Butler processa estúdios de “Invasão à Casa Branca”
O ator Gerard Butler está processando os estúdios Nu Image e a Millennium Films, alegando que subestimaram a receita do filme “Invasão à Casa Branca” (2013) em dezenas de milhões de dólares, diminuindo assim o que ele teria direito de receber. Além disso, também não lhe informaram que descontaram do faturamento o pagamento de US$ 8 milhões para seus próprios executivos. Na ação, que foi aberta na sexta-feira (31/7) em Los Angeles, Butler pede pelo menos US$ 10 milhões que lhe seriam devidos pelas produtoras. “Invasão à Casa Branca” arrecadou US$ 170 milhões em todo o mundo e ainda gerou duas sequências de sucesso, “Invasão à Londres” e “Invasão ao Serviço Secreto”, todas também estreladas pelo ator. Em documentos entregues ao Tribunal Superior de Los Angeles, a defesa de Butler alega que só a quantia levantada nos Estados Unidos teria sido reduzida em US$ 17,5 milhões no relatório dos estúdios. “Os produtores ganharam dezenas de milhões de dólares com a ‘Invasão à Casa Branca’, mas se recusam a pagar a Butler um centavo das receitas e lucros prometidos a ele no acordo das partes”, diz o processo A abertura do processo aconteceu um dia após Scarlett Johansson abrir uma ação contra a Disney, alegando quebra de contrato pelo lançamento de “Viúva Negra” nos cinemas e também no streaming.
Disney é criticada por “ataque de gênero” contra Scarlett Johansson
As organizações Women in Film, ReFrame e Time’s Up emitiram uma declaração conjunta neste sábado (31/7) chamando a caracterização de Scarlett Johansson feita pela Disney, em nota sobre o processo aberto pela atriz, de um “ataque de gênero”. A declaração das organizações que atuam na defesa dos direitos das mulheres na indústria do entretenimento diz: “Embora não tomemos posição sobre as questões de negócios no litígio entre Scarlett Johansson e a The Walt Disney Company, nos posicionamos firmemente contra a declaração recente da Disney que tenta caracterizar Johansson como insensível ou egoísta por defender os direitos de seu contrato de negócios. Esse ataque de gênero não tem lugar em uma disputa de negócios e contribui para um ambiente no qual mulheres são percebidas como menos capazes do que os homens de proteger seus próprios interesses sem enfrentar críticas ad hominem”. Scarlett Johansson iniciou uma ação contra o estúdio na quinta-feira (29/7), alegando que seu contrato estipulava que a Disney só poderia lançar “Viúva Negra” no cinema e não simultaneamente em streaming, e que esta decisão unilateral teria o objetivo de diminuir o percentual das bilheterias que ela tem direito de receber como produtora. Como resposta, o estúdio afirmou que o processo da atriz era “triste” e representava um “desrespeito cruel” às vítimas de pandemia de covid-19. Além disso, revelou o cachê da estrela, geralmente considerado matéria sensível e confidencial, o que demonstra o tamanho de sua insatisfação. “Não há mérito algum neste processo. Ele é especialmente triste e angustiante em seu desrespeito cruel aos terríveis e prolongados efeitos globais da pandemia de covid-19. A Disney cumpriu totalmente o contrato da Sra. Johansson e, além disso, o lançamento de ‘Viúva Negra’ no Disney+ com Premier Access aumentou significativamente sua capacidade de conseguir uma compensação adicional em cima dos US$ 20 milhões que ela já recebeu até o momento.” A nota da Disney também irritou o empresário da atriz, Bryan Lourd, um dos chefes da CAA, uma das maiores agências de talento de Hollywood, que representa vários artistas contratados pela Disney. E ele detonou o estúdio, chamando-o de “sem vergonha”. “Eles acusaram falsamente e sem nenhuma vergonha a Sra. Johansson de ser uma pessoa insensível com relação à pandemia de covid-19, tentando fazê-la parecer alguém que eles e eu sabemos que ela não é. A empresa ainda incluiu o salário dela na sua declaração para a imprensa, em uma tentativa de constrangê-la com o seu sucesso como artista e mulher de negócios. Ela não tem nada do que se envergonhar”, Lourd comentou em comunicado. Para piorar, Matthew Belloni, ex-editor da revista The Hollywood Reporter, afirmou em sua newsletter que até Kevin Feige, chefão da Marvel, está furioso e decepcionado com a briga pública. ‘Ele pressionou a Disney contra o plano para a ‘Viúva Negra’, preferindo a exclusividade da tela grande e então, quando ‘a merda atingiu o ventilador’, o filme começou a afundar e a equipe de Johansson ameaçou um processo, ele queria que a Disney acertasse as coisas com ela”, afirmou o jornalista. “Viúva Negra” foi um dos títulos que a Disney decidiu lançar simultaneamente no streaming, pelo valor adicional de R$ 70 (US$ 30, nos EUA), em razão da pandemia do coronavírus, e o filme faturou US$ 60 milhões mundiais apenas no lançamento em Premier Access – em seu primeiro fim de semana disponibilizado na Disney+. Nos cinemas, por sua vez, o longa arrecadou mundialmente US$ 149 milhões em seu fim de semana inaugural, dos quais US$ 80 milhões vieram do mercado norte-americano. Desde então, “Viúva Negra” ultrapassou os US$ 320 milhões mundiais.
Regina Duarte, que iria “presidir” Cinemateca, cala-se sobre o incêndio
A atriz Regina Duarte, que ganhou a promessa de Jair Bolsonaro de virar “presidente” da Cinemateca Brasileira ao ser demitida da secretaria da Cultura no ano passado, silenciou sobre o incêndio que atingiu a instituição após intervenção do governo federal. Num vídeo divulgado durante sua demissão, em maio de 2020, a atriz chegou a celebrar o “cargo” imaginário – uma suposta compensação – como um grande presente. “Acabo de ganhar um presente, que é o sonho de qualquer profissional de comunicação, de audiovisual, de cinema e de teatro, um convite para fazer a Cinemateca, que é um braço da cultura em São Paulo. Ficar secretariando o governo na cultura dentro da Cinemateca. Pode ter presente maior do que isso?” Ao lado da atriz no mesmo vídeo, Bolsonaro ainda comentou: “Ir para Cinemateca do lado do apartamento, saber que você vai ser feliz e produzir muito mais. Fico feliz por isso”. Só que o tal “cargo” não existia. Nenhuma surpresa nisso, para quem acompanha as famosas “lives” de universo paralelo. O problema, entretanto, foi o que aconteceu depois. Na ocasião em que Bolsonaro prometeu dar a Regina Duarte o controle da Cinemateca Brasileira, a instituição não era administrada diretamente pelo governo federal, mas por uma organização social, a Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto). Só após promover o retorno da Cinemateca à administração federal é que o governo poderia alterar sua diretoria. E foi o que aconteceu. Para pressionar a Acerp, Bolsonaro cortou as verbas destinadas à administração da Cinemateca. Em 2019, a previsão era de entrada de R$ 13 milhões, mas só R$ 7 milhões foram transferidos até dezembro. Em 2020, nada. Paralelamente, o polêmico ex-ministro da Educação Abraham Weintraub criou uma confusão jurídica ao romper unilateralmente o contrato com a Acerp para a produção de programas da TV Escola. Como a administração da Cinemateca era um adendo daquele contrato, a gestão do mais importante espaço de preservação da história do cinema brasileiro caiu no limbo. Diante do caos criado por Weintraub, a expectativa da Acerp era obter um contrato de emergência com a Secretaria Especial de Cultura, que marcou uma reunião para discutir a situação. Mas o resultado do encontro em junho foi uma nota, divulgada pelo ministério do Turismo, que afirmava que a Cinemateca Brasileira seria reincorporada à União. Para tanto, o governo decidiu pela oficialização do encerramento do contrato de gestão com a Acerp. “A Cinemateca Brasileira não será fechada e agora entra na fase natural de reincorporação pela União, uma vez que não existe respaldo contratual para a Organização Social permanecer”, disse a nota. E o texto oficial ainda completou: “A Cinemateca Brasileira, que detém uma parcela significativa da memória audiovisual e documental brasileira, prosseguirá sob a Direção da Secretária Regina Duarte”. Dias depois, ao assumir o cargo que pertencia a Regina Duarte, Mario Frias confirmou os planos. “A Regina é um ícone que faz parte da nossa história, merece todo o respeito. É um pedido pessoal do presidente da República. Existe, sim, a possibilidade de ser criada uma secretaria para ela cuidar da Cinemateca e ela vai ser tratada com toda dignidade que merece. Assim que o imbróglio jurídico se resolver, a Regina Duarte vai ter um lugar de destaque na Cinemateca”, afirmou Frias à Rádio Jovem Pan. Durante a entrevista, o ex-ator de “Malhação” ainda disse que havia um movimento “forte” para tentar resolver o impasse. “A minha primeira ação como secretário foi fazer uma visita técnica. O contrato acabou em 2019 e não foi renovado. O acervo e os profissionais deveriam ser muito valorizados porque são profissionais únicos. Não tenho dúvida nenhuma de que aquele acervo é do povo brasileiro. Há um imbróglio jurídico, a meu ver lamento o fato de as pessoas não estarem pensando no acervo e no potencial que aquilo tem. Juridicamente a gente não pode intervir nesse momento enquanto não há uma solução. Há um movimento muito forte tanto meu quanto do ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio. Temos um projeto emergencial para ajudar”, disse. Ele ainda acrescentou: “Mandamos um corpo técnico para uma visita e avaliação de inventário, para averiguar as necessidades emergenciais. A nossa equipe foi impedida de entrar, fizemos um boletim de ocorrência porque não podem impedir, pois é patrimônio do brasileiro e responsabilidade nossa cuidar. Hoje estou aguardando um parecer jurídico, com toda vontade do mundo de fazer o bem”, ressaltou. Na verdade, o chamado “corpo técnico” da secretaria de Cultura foi enviado para pegar as chaves da instituição, com a intenção de assumir a Cinemateca na marra. Apesar do chamado “imbróglio jurídico” – isto é, o contrato original de seção pública da Cinemateca, datado de 1984, que proibia o governo de assumir seu controle – , três meses após Bolsonaro prometer dar a Cinemateca de “presente” para Regina Duarte, viaturas da PF ocuparam a frente do prédio e, com escolta ostensiva, um representante da secretaria da Cultura pegou as chaves da Cinemateca Brasileira. Em seguida, todo corpo técnico da instituição, responsável pela manutenção e preservação de seu arquivo histórico, foi demitido. Weintraud rasgou o contrato com a Acerp em dezembro de 2019. Bolsonaro prometeu dar a Cinemateca para Regina Duarte em maio de 2020. Em agosto de 2020, a Polícia Federal foi usada para a tomada das chaves da instituição e todos os funcionários foram demitidos. Em abril de 2021, os ex-funcionários alertaram que a falta de responsáveis pela manutenção do acervo poderia gerar um incêndio. Em julho de 2021, o MPF-SP (Ministério Público de São Paulo) reforçou o alerta de perigo de incêndio. Uma semana depois, o acervo da Cinemateca Brasileira pegou fogo. Um dia depois, a secretaria de Cultura publicou edital para contratar uma nova organização social que tomasse conta da Cinemateca, oficialmente desistindo dos planos de transformar Regina Duarte em sua presidente. Nem Weintraud, nem Bolsonaro, muito menos Regina Duarte se manifestaram sobre o incêndio do patrimônio histórico e cultural brasileiro, que aconteceu na quinta-feira (31/7). Na sexta-feira (30/7), Regina Duarte publicou o seguinte texto em seu Instagram: “O segredo dessa vida é beleza e paciência. Se der certo: beleza! Se der errado: paciência”.
Samantha Schmütz cobra reação ao incêndio na Cinemateca e Marina Ruy Barbosa veste a carapuça
A atriz Samantha Schmütz comprou nova briga com colegas num protesto contundente em suas redes sociais após o incêndio na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. “É muito triste o que está acontecendo com o nosso cinema, com a nossa cultura. E eu fico pensando que as artistas que apoiam esse governo, que ajudaram a eleger esse governo, que fazem cinema, estão quietas. Essas pessoas que usurpam da arte somente pra fazer coisas periféricas, elas usam da arte somente pra fazer publis, capas, eventos, presenças… Mas elas não estão nem aí pro cinema nacional. Essas pessoas deveriam ter vergonha na cara e nunca mais pisar num set de filmagem. Nem pra fazer figuração, que fosse”, iniciou a atriz numa sequência de posts. “E cadê as beldades que estavam em Cannes, desfilando seu colares? Atrizes, modelos… Cadê vocês, lindas, que foram pra Cannes? Cadê vocês que têm milhões de seguidores, que vão pra lá e desfilam vestidos de marca? Pessoas vão pra Cannes representar o cinema brasileiro, mas não venderam um ingresso”, continuou, manifestando inconformismo e raiva. “Está tudo errado! Parem de pensar só no seu umbigo, na sua conta bancária. Meu sonho é que pseudos artistas não ocupem o lugar de verdadeiros artistas. Ao invés de estar em Cannes vocês deveriam estar em cana. É isso que eu acho. Presos por omissão, por colaborar, por serem coniventes com a destruição, com o sucateamento da nossa profissão”. Os seguidores da artista logo deram nomes para os alvos do desabafo. E uma das atrizes que esteve este ano no Festival de Cannes sem filme para divulgar resolveu se manifestar. Marina Ruy Barbosa, que cruzou o tapete vermelho de Cannes com um longo vestido preto de tule da Maison Valentino, além de joias da grife Chopard, num passeio com o namorado deputado do PP, partido do Centrão, publicou um textão de resposta. “O incêndio à Cinemateca é uma agressão à cultura do nosso país. Estamos vendo nossa história ser queimada há tempos, nossa cultura sendo completamente abandonada. Isso é inquestionável. E é sobre isso que devemos falar. E cobrar do governo, que é quem realmente pode fazer alguma coisa. A cobrança em relação à minha ida e participação no festival de Cannes, não deveria ser pauta e nem motivo de preocupação”, ela escreveu. “Eu tenho muito orgulho de ser atriz, de trabalhar com o que eu amo desde os nove anos de idade, buscando meu espaço. O fato de ter ido para o festival, contratada por uma marca para trabalhar, e estar ao lado de mulheres incríveis como Sharon Stone e Melanie Thierry, não deveria causar tamanha indignação de alguns. Devemos respeitar todos os profissionais e todos os trabalhos, independentemente da nossa opinião. Não podemos nos achar no direito de desqualificar nossos colegas. Somos todos muito rápidos para cobrar. Mas lembremos: na rapidez que cobramos seremos cobrados também”, continuou. “A cobrança por um posicionamento imediato, que se traduz em um ‘post’ sobre algo que aconteceu há algumas horas, não reflete o que alguém pensa ou com o que ela realmente se importa. Existe muita vida fora das redes sociais. As redes sociais são apenas um recorte de uma pequena parte da vida. Enquanto eu estiver viva e houver oportunidade, seguirei trabalhando com muita dedicação, como sempre fiz desde criança. Acabamos de enaltecer a sábia decisão tomada por Simone Balis (sic), por exemplo, que abriu mão de competir nas olimpíadas para priorizar sua saúde mental. Ela declarou: ‘Eu não confio mais tanto em mim mesma.’ Vamos começar a pensar no quanto estamos colaborando e sendo responsáveis por esse tipo de pressão nas pessoas? Vamos olhar para como estamos utilizando de forma equivocada as nossas cobranças? Devemos acreditar em nós mesmos – e isso vale especialmente para as mulheres – , levantar sempre a cabeça, fazer o que está ao nosso alcance e não deixar nunca ninguém nos desmerecer ou subjugar”, finalizou, errando o nome da atleta americana Simone Biles. Enquanto isso, outras artistas que apoiam o governo continuam caladas. “Continuam em Narnia com seus tik tques”, lamentou Schmütz no Twitter.
Mário Monjardim (1935-2021)
Poucos dias após a morte de Orlando Drummond, foi a vez de seu colega Mário Monjardim falecer. Assim, foram-se praticamente juntos os dubladores dos inseparáveis Scooby-Doo e Salsicha. Assim como os personagens, os dois eram muito amigos, e Drummond chegou a ser um dos padrinhos de casamento do filho de Monjardim. O dublador morreu na sexta (31/7), aos 86 anos. Pai do diretor de dublagem Júlio Monjardim e primo do diretor de novelas Jayme Monjardim, ele faleceu em casa, no Rio de Janeiro. Monjardim já não trabalhava mais com dublagem, após sofrer um AVC no ano passado, mas continuará a ser ouvido por anos a fio, e por várias gerações que ainda não nasceram, por representar a voz brasileira de personagens icônicos. Além do Salsicha em “Scooby-Doo”, ele também foi responsável pela personalidade nacional do Pernalonga, símbolo máximo das animações da Warner. Ele começou a carreira em 1954 na Rádio Vitória, na capital capixaba, onde nasceu, e também teve uma breve experiência como ator em programas da Globo, entre eles as primeiras versões das séries “Carga Pesada” e “O Sítio do Picapau Amarelo”, e os programas humorísticos “Chico Anysio Show” e “Os Trapalhões”, todos na década de 1980.
Fernanda Montenegro grava vídeo emocionado sobre incêndio da Cinemateca
A atriz Fernanda Montenegro gravou um vídeo entristecida com o incêndio da Cinemateca Brasileira. Postado no Instagram da artista, o vídeo emocionado se multiplicou em compartilhamentos por todas as redes sociais. “O incêndio na nossa Cinemateca Brasileira em São Paulo é uma tragédia anunciada”, ela lamentou. “Toda a nossa Cultura das Artes sofre um ‘cala a boca’ neste momento. Mas vamos renascer, tenho certeza, das cinzas vamos renascer. É sagrado o eterno retorno. Um país não existe sem cultura ligada às artes”, completou. O desabafo galvanizou multidões virtuais em protesto pelo descaso que permitiu a catástrofe, apesar dos vários e repetidos avisos ignorados sobre o risco real de incêndio no acervo. Betty Faria comentou no post da colega: “Eles querem destruir tudo. Nós vamos sobreviver a este Nazi Fasci maldito”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Fernanda Montenegro (@fernandamontenegrooficial)












