Daniella Pineda rebate críticas à sua aparência em “Cowboy Bebop”
A atriz Daniella Pineda, conhecida pelo papel da bruxa Sophie Deveraux em “The Originals”, publicou vídeos nos Stories de seu Instagram para ironizar a reação às primeiras fotos da série live-action de “Cowboy Bebop” divulgadas nesta semana pela Netflix. Nas imagens, apenas Ein, o cachorro da raça corgi que faz parte da tripulação da nave Bebop, surgiu idêntico a seu equivalente na série anime cultuada do Japão. Já a caracterização de Pineda como Faye Valetine foi considerada a mais diferente de todas. E os fãs reclamaram muito. Nos vídeos, Pineda ridicularizou o fato de não ser igual a uma pin-up desenhada em 2D. “Primeiro, eu gostaria de me desculpar com os fãs por não corresponder anatomicamente à personagem Faye Valentine. Eles procuraram por aquela mulher em todos os lugares e não conseguiram encontrá-la, estranho… Então, ficaram com a minha bunda pequena. Eu sei…”, disse a atriz, que também comentou as diferenças de seu traje em relação ao anime. Na animação, Faye Valentine usa roupas justas e possui medidas desproporcionais, como seios enormes e cintura finíssima. Mesmo assim, tem inspirado muitos cosplays, que não tiveram a mesma dificuldade da produção em recriar o visual da personagem, uma caçadora de recompensas que se juntou à tripulação da Bebop para quitar suas dívidas. Mas se o visual é diferente, a atitude de Pineda deve conquistar fãs, porque sua ironia é pura Faye Valentine. De todo modo, fãs também reclamaram das diferenças de outros intérpretes e até do elenco inteiro, que ainda inclui John Cho (“Procurando…”) como o protagonista Spike Spiegel, Mustafa Shakir (o vilão John “Bushmaster” McIver em “Luke Cage”) como Jet, Elena Satine (a Dreamer de “The Gifted”) como Julia e Alex Hassell (“Suburbicon”) como Vicious, o assassino mais notório da galáxia. Curiosamente, a produção ainda não anunciou o intérprete de Radical Edward, hacker prodígio da nave Bebop, que parece ter sido esquecida na adaptação – o que só pioraria a já abalada reputação do projeto entre os fãs da cultuadíssima animação original. Mas como Ed só aparece a partir do nono episódio da série animada, pode ser que a versão live-action tenha deixado sua introdução para a 2ª temporada. Originalmente, a versão americana ia ser um filme, que entrou em desenvolvimento na década passada, quando os direitos da adaptação foram adquiridos pela Fox. No projeto de 2009, Keanu Reeves viveria Spike Spiegel, mas a produção foi abandonada após o orçamento beirar os US$ 500 milhões – segundo revelou Reeves. A nova encarnação começou a ganhar vida em 2017 num estúdio televisivo, o Tomorrow Studios, responsável pelas séries “Aquarius” e “Good Behavior”, numa parceria com o estúdio japonês Sunrise, proprietário da franquia, e a produtora Midnight Radio, de Josh Appelbaum, Andre Nemec, Jeff Pinkner e Scott Rosenberg, criadores da série “Zoo”. A adaptação foi desenvolvida pelo roteirista Christopher Yost (de “Thor: Ragnarok”) e conta com o diretor do anime, Shinichiro Watanabe, como consultor. A 1ª temporada terá dez episódios com estreia marcada para o dia 19 de novembro. Veja abaixo um tuíte que reúne alguns Stories de Pineda sobre sua caracterização. Queen. The things she's saying should be obvious to anyone with half a brain, and she isn't even being mean about it, even though she has every right to be. #CowboyBebop #anime #DaniellaPineda pic.twitter.com/WhdJNJQNcK — カルロス (@Gotmyselfagun) August 27, 2021
Netflix salva “Manifest” e série terá temporada final
A Netflix salvou a série “Manifest”, cancelada há dois meses pela rede americana NBC. A plataforma encomendou 20 capítulos inéditos, que darão um final à trama, interrompida sem fim em sua 3ª temporada. Com isso, a 4ª temporada será a maior de toda a série, que geralmente tinha 13 episódios por temporada. Mas a Netflix deve dividir a exibição em duas partes. O salvamento marca uma reviravolta notável para a série, após a própria Netflix afirmar que não tinha como salvá-la, devido aos vários contratos internacionais firmados pela Warner com diferentes empresas, mercado por mercado – por exemplo, para o canal pago Sky no Reino Unido e a plataforma Globoplay no Brasil. Mas o detalhe é que, desde que foi cancelada, “Manifest” viu seus fãs se multiplicarem. E não apenas em campanhas pelo salvamento da série, que incluíram até o escritor Stephen King tuitando “save Manifest”. Em audiência mesmo. A atração estreou na Netflix na mesma época do cancelamento e ficou mais um de um mês como a atração mais vista da plataforma nos EUA. Atentos a este desdobramento, o criador da série, Jeff Rake, e a equipe da Warner Bros. TV fizeram plantão para convencer a Netflix a salvar a atração. A princípio, a resposta da plataforma foi negativa, o que levou até o elenco a se despedir dos fãs nas redes sociais. Alguns atores, inclusive, já negociavam papéis em novas atrações. Mas os números de audiência não caíram como muitos acreditavam que aconteceria com o cancelamento, que deixou a trama sem fim. Ao contrário, as maratonas aumentaram. Impressionada com esse fenômeno, a Netflix voltou à mesa de negociações. “Desde sua estreia na Netflix em junho, ‘Manifest’ provou ser muito popular entre nossos membros”, disse Bela Bajaria, chefe de TV global da Netflix. “Jeff Rake e sua equipe criaram um mistério cativante que deixa os telespectadores de todo o mundo ansiosos e acreditando novamente em segundas chances, e estamos entusiasmados por eles trazerem aos fãs um desfecho final nesta temporada vitaminada”. “O que começou anos atrás como um voo de fantasia no fundo da minha imaginação evoluiu para a jornada de uma vida”, acrescentou o showrunner Jeff Rake. “Nunca, em meus sonhos mais loucos, eu poderia imaginar a demonstração mundial de amor e apoio por esta história, seus personagens e à equipe que trabalha tão duro para trazer tudo à vida. O fato de que agora somos capazes de recompensar os fãs com o final que eles merecem me comove sem parar. Em nome do elenco, da equipe, dos escritores, diretores e produtores, obrigado à Netflix, à Warner Bros. e, claro, aos fãs. Vocês fizeram isso.” Uma curiosidade sobre a renovação é que seu anúncio foi feito às 8h28 deste sábado (28/8) em Los Angeles, horário e dia que contém os números do fatídico Voo 828 da série. “Manifest” acompanha os passageiros de um avião, que após ficar cinco anos desaparecido, chega ao aeroporto de seu destino como se fosse um voo normal. Os passageiros estão exatamente como eram, sem que o tempo tivesse avançado para eles, o que chama atenção do governo, da mídia e afeta as famílias que os consideravam mortos. Além do mistério do desaparecimento, os viajantes do voo 828 ainda precisam lidar com um efeito colateral inesperado, passando a ouvir “chamados” para fazer determinadas coisas. Segundo os produtores, entre eles o célebre cineasta Robert Zemeckis (“De Volta para o Futuro”), a trama foi inspirada pelo desaparecimento misterioso do voo 370 da Malaysia Airlines, mas a premissa também sugere influência de “Lost” e “The 4400”. O elenco é liderado por Josh Dallas (o Príncipe Encantado de “Once Upon a Time”), Melissa Roxburgh (série “Valor”), Parveen Kaur (série “Beyond”), Luna Blaise (série “Fresh Off the Boat”), J.R. Ramirez (série “Jessica Jones”), Athena Karkanis (série “Zoo”), Matt Long (“Helix”), Daryl Edwards (“Demolidor”), Holly Taylor (“The Americans”) e o menino Jack Messina (“Maravilhosa Sra. Maisel”). Jack Messina não deve voltar, pois o cliffhanger que encerrou a 3ª temporada mostrou que ele tinha viajado no tempo e retornado mais velho, interpretado por outro ator. E enquanto o impasse se estendia, Matt Long entrou no piloto de uma nova série. Não está claro se ele voltará atrás nesta decisão, nem quem mais se encontra na mesma situação. O anúncio também não foi acompanhado de maiores explicações sobre as consequências do resgate em relação aos contratos internacionais da produção, em especial sobre a forma com que o público de outros países terá acesso ao episódios inéditos. Isto é, se a última temporada é exclusiva da Netflix ou se será exibida, por exemplo, pela Globoplay no Brasil.
Eddie Murphy e Jonah Hill vão estrelar nova comédia da Netflix
Os atores Eddie Murphy (“Meu Nome é Dolemite”) e Jonah Hill (“Anjos da Lei”) vão fazer sua primeira parceria numa comédia que Kenya Barris (criador de “Black-ish”) está desenvolvendo para a Netflix. Ainda sem título, a comédia marcará o segundo trabalho seguida de Murphy com Barris, que roteirizou “Um Príncipe em Nova York 2”, sucesso da Amazon no início deste ano. Desta vez, Barris divide o roteiro com Jonah Hill (que além de estrelar, escreveu “Anjos da Lei”) e também pretende fazer sua estreia como diretor de longa-metragem à frente da produção. Ele já dirigiu episódios de suas séries “Black-ish” e “#BlackAF”. Os detalhes do enredo estão sendo mantidos em segredo, mas aparentemente o filme examinará o amor moderno e a dinâmica familiar pela forma como culturas conflitantes, expectativas sociais e diferenças geracionais moldam e afetam os relacionamentos. Murphy e Hill se encontrarão em lados opostos de algumas dessas divisões. Não há previsão para estreia.
Doogie Kamealoha: Conheça a nova versão de “Tal Pai, Tal Filho”
A Disney+ divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Doogie Kamealoha: Doutora Precoce”, série inspirada pelo sucesso juvenil dos anos 1980 “Tal Pai, Tal Filho” (Doogie Howser MD). Criada por Steven Bochco e David E. Kelley, a atração original de 1989 lançou Neil Patrick Harris ao estrelato como um menino prodígio que aos 16 anos se tornava o mais jovem médico residente dos EUA, trabalhando num hospital de Los Angeles ao lado de seu pai. A nova versão foi desenvolvida por Kourtney Kang, que por coincidência trabalhou com Neil Patrick Harris quando escreveu e produziu “How I Met Your Mother” entre 2005 e 2014. Sua trama faz uma inversão de gênero nos papéis principais, trazendo Peyton Elizabeth Lee como uma jovem gênio de 16 anos que se torna a mais jovem médica residente num hospital do Havaí, desta vez trabalhando ao lado de sua mãe. A prévia explica que ela ganhou o apelido de Doogie pela coincidência de sua trajetória com a trama da série clássica – ou seja, Doogie Howser é um personagem de ficção em “Doogie Kamealoha”. Além da troca de gêneros, o cenário havaiano é outro diferencial da produção, com direito até a pai surfista. Mas os conflitos existenciais causados por trabalhar entre adultos na época em que o melhor da vida é a diversão continuam presentes na nova atração. Peyton Elizabeth Lee já é bem conhecida do público da Disney por ter vivido o papel-título da série “Andi Mack” dos 13 aos 15 anos (de 2017 a 2019). Seus pais são interpretados por Jason Scott Lee (o vilão de “Mulan”) e Kathleen Rose Perkins (“I Am Not Ok with This”), e o elenco ainda destaca Jeffrey Bowyer-Chapman (“UnReal”), Matthew Sato (“Side Hustle: Uma Tarefa Complicada”), Alex Aiono (“Em Busca de ‘Ohana”), Mapuana Makia (também de “Em Busca de ‘Ohana”), Emma Meisel (“American Horror Story”) e o estreante Wes Tian, entre outros. A estreia está marcada para 8 de setembro.
“Stargirl” confirma vilões da 3ª temporada
A produção de “Stargirl” confirmou o retorno dos atores Neil Hopkins e Joy Osmanski na 3ª temporada da atração, atualmente em desenvolvimento. Eles não só retornarão como os supervilões Mestre dos Esportes e Tigresa como serão parte do elenco fixo do próximo ano da série baseada nos quadrinhos da DC Comics. Integrantes da Liga da Injustiça da América, os dois foram derrotados ao final da 1ª temporada, mas farão uma breve aparição já no segundo ano da trama, atualmente em exibição no Brasil pela HBO Max. O retorno do casal tende a ter impacto no destino de sua filha, Artemis Crock, interpretada por Stella Smith. Nos quadrinhos, antes do reboot mais recente da DC Comics, Artemis virava uma versão adolescente de Tigresa, seguindo os passos da mãe. Só que esta história foi “zerada” há 10 anos com uma mudança radical: ela ressurge no crossover “Novos 52” com uma heroína dos Jovens Titãs, mantendo o nome Artemis. Outra versão atual da personagem, que ganhou enorme popularidade entre os fãs, foi introduzida na série animada “Justiça Jovem” (Young Justice) juntando as duas premissas. Nesta atração, Artemis se revela uma heroína infiltrada entre os supervilões. A HBO Max está disponibilizando os novos episódios de “Stargirl” semanalmente, junto com a exibição nos EUA (na rede The CW). O capítulo mais recente é o terceiro de um total de 13 produzidos para a 2ª temporada.
YouTube apresenta série de viagens de Whindersson Nunes pelo Brasil
O YouTube divulgou o trailer da 2ª temporada da série de viagens de Whindersson Nunes, “Próxima Parada”. A produção estreia na segunda-feira (30/8) levando o humorista e YouTuber pelo interior de diversas regiões do Brasil. A prévia tem muito verde, rios e precipícios, combinando as inevitáveis palhaçadas de Whindersson e seus amigos com turismo ecológico. Cada passeio contará com convidados especiais, entre eles a cantora Joelma e a influenciadora Thaynara OG. Trata-se de um grande contraste em relação à temporada inaugural, que em 2019 mostrou uma turnê internacional de stand-up do comediante. Os oito episódios de “Whindersson – Próxima Parada 2” irão ao ar semanalmente, sempre às segundas-feiras, no canal oficial do YouTuber.
“Run the World” é renovada para 2ª temporada
O canal pago americano Starz renovou a série de comédia “Run The World” para sua 2ª temporada, mas trocou a showrunner. Rachelle Williams (“Love Life”) assumirá o comando da produção no lugar de Yvette Lee Bowser (“Cara Gente Branca”), responsável pela 1ª temporada, que passará a trabalhar com a criadora Leigh Davenport (“Boomerang”) na produção executiva. A série acompanha quatro amigas negras bem-sucedidas do Harlem, em Nova York, e conta com impressionantes 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. O quarteto central é interpretado por Amber Stevens West (“O Espetacular Homem-Aranha”), Andrea Bordeaux (“Como Vencer na América”), Bresha Webb (“House Broken”) e Corbin Reid (“How To Get Away With Murder”). Encerrada há pouco mais de um mês, a 1ª temporada pode ser vista no Brasil pela plataforma Starzplay. Veja abaixo o trailer dos episódios inaugurais.
Série com personagem de “O Código Da Vinci” ganha novo trailer
A plataforma americana de streaming Peacock divulgou o pôster e um novo trailer de “Dan Brown’s The Lost Symbol”, série que estava sendo desenvolvida com o nome de seu protagonista, “Langdon”. Trata-se de Robert Langdon, que foi interpretado por Tom Hanks em três filmes. A versão de streaming é vivida por Ashley Zukerman (da série “Succession”) e, curiosamente, se passa entre a primeira a última adaptação cinematográfica dos livros de Dan Brown. Apesar da trama da atração ser baseada em “O Símbolo Perdido”, terceiro livro da saga, lançado entre o best-seller “O Código Da Vinci” e “Inferno”, mudanças foram feitas para apresentar a série como uma história de origem do personagem. Na trama, o professor de Harvard é convidado a desvendar o significado da pirâmide maçônica e impedir uma (mais uma, para quem viu os filmes) conspiração global. O elenco também inclui Valorie Curry (“The Following”), Sumalee Montano (“Scandal”), Rick Gonzalez (“Arrow”), Eddie Izzard (“A Batida Perfeita”) e Beau Knapp (“The Good Lord Bird”). O diretor Ron Howard, que filmou “O Código Da Vinci” (2006), “Anjos e Demônios” (2009) e “Inferno” (2016), é um dos produtores da atração, ao lado do próprio Dan Brown, mas a adaptação está a cargo da dupla Dan Dworkin e Jay Beattie, criadores da série sci-fi “The Crossing”. A estreia está marcada para 16 de setembro nos EUA, mas não há previsão para o lançamento no Brasil. Com a chegada da Star+, versão brasileira da Hulu, na próxima semana, a Peacock ficou como a última das grandes plataformas de streaming da América do Norte sem equivalente no país.
Noite Adentro: Apocalipse continua no trailer da 2ª temporada
A Netflix divulgou o trailer legendado da 2ª temporada de “Noite Adentro” (Into the Night), sua primeira série belga, que retrata um apocalipse ocasionado por um evento solar. Na trama inspirada por best-seller do escritor Jacek Dukaj, o sol inexplicavelmente passa a matar todos que são tocados por sua luz. Mas um grupo de “sortudos” passageiros e tripulantes de um voo de Bruxelas consegue sobreviver por estar em viagem noturna quando o fenômeno acontece. E a única forma de permanecerem vivos é voar sem parar, rumo ao Oeste e à proteção da noite escura. Só que o combustível não dura para sempre e o final da 1ª temporada mostrava o avião chegando até um abrigo militar capaz de garantir sua sobrevivência. A prévia da 2ª temporada sugere uma espiral de loucura no bunker isolado, incluindo um conflito entre os tripulantes resgatados e os militares responsáveis pela instalação, devido à falta de alimentos. Criada por Jason George, roteirista de “Narcos” e “The Blacklist” (Lista Negra, na TV aberta), a série estreia seus novos episódios em 8 de setembro.
“Cobra Kai” é renovada para 5ª temporada
A Netflix renovou “Cobra Kai” para sua 5ª temporada. O anúncio foi feito pelas redes sociais e acontece três meses após a conclusão das gravações do quarto ano da atração – ainda inédito. A 5ª temporada será a segunda produzida pela Netflix. Criação dos roteiristas Josh Heald (“A Ressaca”), Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg (ambos de “American Pie: o Reencontro”), “Cobra Kai” era a série original de maior sucesso do YouTube Premium, um projeto que tentava transformar o YouTube num serviço de assinaturas para rivalizar com a Netflix, mas a iniciativa não emplacou porque as demais atrações não tiveram a mesma repercussão, levando ao abandono completo do projeto de conteúdo pago do portal. Com isso, a Sony, que produz o programa, acertou sua transferência para a Netflix. E o YouTube abriu mão até da exclusividade dos episódios que financiou para ajudar a produção a encontrar uma segunda vida na plataforma rival. Ao chegar na Netflix, a série comprovou sua popularidade. As duas temporadas que já tinham sido exibidas no YouTube tiveram juntas mais de 50 milhões de novas visualizações em suas primeiras quatro semanas na nova plataforma, enquanto o terceiro ano inédito, que também tinha sido produzido pelo YouTube, atingiu mais de 40 milhões de assinantes. Continuação de “Karatê Kid”, a trama retoma os personagens que marcaram época, mais de três décadas depois dos acontecimentos do filme, para abordar a rivalidade entre Daniel LaRusso (Ralph Macchio) e Johnny Lawrence (William Zabka), que se enfrentaram em 1984. Os dois são homens muito mudados, e Lawrence, que era um vilãozinho, experimenta uma jornada de redenção na trama. Mas isso também faz reviver sua antiga rixa com LaRusso, com consequências dramáticas. Os capítulos da 4ª temporada tem previsão de estreia para dezembro e incluem o retorno do sinistro instrutor de caratê Terry Silver (Thomas Ian Griffith), vilão da franquia cinematográfica. Ainda tem muita trocação pra rolar nesse dojô. Cobra Kai está oficialmente renovada para a 5ª temporada! 🥋👊 Só pra lembrar: a 4ª temporada estreia em dezembro. — netflixbrasil (@NetflixBrasil) August 27, 2021 The dojo is about to be 5x as rad. Cobra Kai has been renewed for a 5th season. pic.twitter.com/8iz2M6Bzw5 — Cobra Kai (@CobraKaiSeries) August 27, 2021
“Kevin Can F*** Himself” é renovada para 2ª temporada
O canal pago americano AMC anunciou nesta sexta (27/8) a renovação da série “Kevin Can F*** Himself” para sua 2ª temporada. A data coincide com o lançamento da 1ª temporada no Brasil pela plataforma Amazon Prime Video. Um dos destaques da programação online deste fim de semana, “Kevin Can F*** Himself” é uma comédia de humor sombrio sobre uma dona de casa de sitcom que não suporta mais as piadas e abusos do marido machista. Ousada, a estrutura dos capítulos combina cenas de comédia antiquada, caracterizadas por cenários de estúdio e claque de auditório (risos e aplausos) sempre que o marido está presente, com momentos de comédia moderna, em que a protagonista vai às ruas desabafar sua frustração sem nenhum som de fundo. A atriz Annie Murphy (de “Schitt’s Creek”) tem o papel principal como Allison, a esposa perfeita de sitcom que entra em um mundo muito mais realista quando sai da órbita de seu marido Kevin (Eric Petersen, de “Kristie”). O mais interessante é que a temporada inaugural conduz à protagonista ao ponto de ruptura. Por isso, o presidente da AMC, Dan McDermott se disse, em comunicado, “entusiasmado para ver esta equipe talentosa sair do momento decisivo do final e continuar a jornada de Allison, ultrapassando os limites da narrativa convencional a cada passo do caminho”. A criadora da série, Valerie Armstrong (roteirista de “Lodge 49”), também se manifestou em comunicado sobre a renovação. “Criar a primeira temporada de ‘Kevin Can F**k Himself’ e poder contar essa história tem sido a alegria da minha vida. Não poderíamos estar mais entusiasmados por ficar presos em Worcester com Allison por mais um ano”, celebrou. Além de Murphy e Petersen, o elenco também inclui Mary Hollis Inboden (“Família do Ano”), Alex Bonifer (“Film Fest”), Brian Howe (“Westworld”) e Raymond Lee (“Top Gun: Maverick”). Veja abaixo o trailer legendado da temporada inaugural de “Kevin Can F**k Himself”.
Séries online: “Walker” e as estreias da semana
A série “Walker”, que traz Jared Padalecki (o Sam de “Supernatural”) em papel que pertenceu a Chuck Norris nos anos 1990, é o lançamento mais popular da semana. A produção bateu recordes de audiência no canal americano The CW em sua estreia, apesar de não ter convencido grande parte da crítica. Remake da clássica “Walker, Texas Ranger”, exibida no Brasil como “Chuck Norris: Homem da Lei”, a atração acompanha o protagonista de volta a sua cidade natal no Texas após a morte da esposa e de trabalhar dois anos infiltrado em um caso de alta prioridade. Os episódios traçam suas tentativas para se reconectar com os filhos, retomar a carreira policial e encontrar um consenso com sua nova parceira (uma das primeiras mulheres na história do Texas Rangers), enquanto investiga os casos da semana e as circunstâncias que cercaram a morte de sua esposa. Quem preferir algo menos convencional pode se divertir com “Kevin Can F*** Himself”, comédia de humor sombrio sobre uma dona de casa de sitcom que não suporta mais as piadas e abusos do marido machista. Ousada, a estrutura dos capítulos combina cenas de comédia antiquada, caracterizadas por cenários de estúdio e claque de auditório (risos e aplausos) sempre que o marido está presente, com momentos de comédia moderna, em que a protagonista vai às ruas desabafar sua frustração sem nenhum som de fundo. O resto das novidades destaca produções de vários países diferentes. Os destaques são o thriller argentino “A Garota da Limpeza”, que vai ganhar remake americano, a comédia nórdica vampírica “Post Mortem: Ninguém Morre em Skarnes”, o drama político australiano “Total Control” e o suspense polonês “A Saída”, que tem a melhor premissa – sobre uma instituição que trata vítimas de amnésia – , mas depende de renovação para dar respostas satisfatórias a sua trama misteriosa. Entre as continuações, há o final da impactante “Mr. Robot”, série que projetou Rami Malek (vencedor do Oscar por “Bohemian Rhapsody”), e a 2ª temporada da fantasia pós-apocalíptica “See”, que nos novos episódios passa a juntar Jason Momoa (“Aquaman”) com Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”). Confira abaixo a seleção (com os trailers) de 12 opções de séries disponibilizadas em streaming nesta semana. Walker | EUA | 1ª temporada (Globoplay) Kevin Can F*** Himself | EUA | 1ª temporada (Amazon Prime Video) Post Mortem: Ninguém Morre em Skarnes | Noruega | 1ª temporada (Netflix) A Saída | Polônia | 1ª temporada (Netflix) Total Control | Austrália | 1ª temporada (HBO Max) A Garota da Limpeza | Argentina | 1ª temporada (HBO Max) D.P. Dog Day | Coreia do Sul | 1ª temporada (Netflix) Black Space | Israel | 1ª temporada (HBO Max) Edens Zero | Japão | 1ª temporada (Netflix) See | EUA | 2ª temporada (Apple TV+) Mr. Robot | EUA | 4ª temporada (Amazon Prime Video) Clickbait | EUA | Minissérie (Netflix)
Filmes online: Confira 12 lançamentos para ver em casa
A programação de estreias digitais não tem blockbusters, mas há um lançamento simultâneo com os cinemas. “Um Animal Amarelo”, de Felipe Bragança, conta a história de um cineasta brasileiro que, atormentado pelo passado escravocrata da família, se lança em viagem de autoconhecimento a Moçambique e a Portugal, levando o espectador a um jornada onde o tropicalismo encontra o realismo mágico. O filme teve boa repercussão em Portugal e conquistou cinco troféus no Festival de Gramado do ano passado. O resto da programação é um convite para “descobertas”. E uma das maiores é que “Tangerine” finalmente chegou ao streaming, disponibilizado com o titulo traduzido para “Tangerina” no MUBI. Primeiro longa-metragem a ser gravado inteiramente com um iPhone, a obra também se destaca pela temática inusitada. Acompanha quase em tempo real uma prostituta trangênero recém-saída da prisão, que parte em busca do namorado/cafetão após descobrir que ele foi infiel durante o tempo em que esteve encarcerada. O humor é adulto e contém violência, mas nunca deixa de surpreender, o que explica a fama de cult da produção. Além disso, a fotografia que explora cores berrantes serviu de cartão de visitas para o diretor Sean Baker sair do Festival de Sundance em 2015 com um contrato para realizar um filme “de verdade” em 35mm – nada menos que o fantástico “Projeto Flórida” (2017), ainda mais colorido, mas com crianças. Se “Tangerina” dá boas-vindas a um novo talento, “Lucky” se despede de outro, o grande Harry Dean Stanton, falecido em setembro de 2017, aos 91 anos, que é mais lembrado como o andarilho atormentado Travis Henderson, de “Paris, Texas” (1984), um dos filmes mais belos já feitos. “Lucky” foi seu último trabalho, um verdadeiro filme-testamento sobre um personagem muito parecido com ele mesmo, descobrindo os sinais da proximidade do fim, mas cercado de amigos, como o diretor David Lynch, que o dirigiu em “Twin Peaks” e participa do longa como ator, e Tom Skerritt, com quem contracenou em “Alien” (1979). Trata-se de um drama sobre a finitude, sobre aceitar a realidade como ela é, tanto em discussões dos próprios personagens quanto nas entrelinhas, mas sem nenhuma amargura. Fãs de adrenalina não precisam se desesperar por falta de opções. Há bons lançamentos entre o terror “Raízes Macabras”, que apresenta um exorcismo brujo não indicado para corações fracos, o disaster movie “O Impensável”, onde aparente terrorismo e ameaça ambiental se combinam em crise apocalíptica, e o thriller “Zona de Confronto”, em que policiais lutam por suas vidas cercados por uma turba cansada de racismo num bairro de imigrantes. A lista ainda inclui dois dramas esportivos que exigem atenção: “O Quinto Set”, sobre a luta contra os limites de um atleta em fim de carreira, e “Slalom – Até o Limite”, que aborda o abuso de técnicos sobre jovens influenciáveis. As duas produções são francesas e muito impactantes. Mas adolescentes podem preferir a maior bobagem da lista: “Ele é Demais”, atualização de um “clássico” da geração X para consumo da geração TikToker. Tão esquecível quanto um vídeo com dois minutos de dancinha, a comédia adolescente que inverte os gêneros de “Ela é Demais” (1999) não vai marcar época como o original. No máximo, vira um “guilty pleasure” para quem ficar curioso em ver como um elenco de celebridades virtuais lida com uma trama que é basicamente sobre os méritos da superficialidade e da falta de identidade própria. Confira abaixo estes e outros títulos (com os trailers) de uma dúzia de opções selecionadas entre os lançamentos das plataformas digitais nesta semana. Tangerina | EUA | Comédia (MUBI) Lucky | EUA | Drama (Reserva Imovision) Raízes Macabras | EUA | Terror (Netflix) O Inimaginável | Suécia | Thriller (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Zona de Confronto | Dinamarca | Thriller (Apple TV, Google Play, NOW, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) O Quinto Set | França | Drama (Netflix) Slalom – Até o Limite | França | Drama (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Um Animal Amarelo | Brasil, Portugal, Moçambique | Drama (Apple TV, Google Play, YouTube Filmes) Lina from Lima | Chile, Peru | Drama (MUBI) Um Ano em Nova York | EUA | Drama (Apple TV, Google Play, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Ele é Demais | EUA | Comédia (Netflix) The Witcher: Lenda do Lobo | EUA | Animação (Netflix)












