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  • Série

    Golpista de “Inventando Anna” elogia interpretação de Julia Garner

    14 de março de 2022 /

    A golpista Anna Sorokin, ou Anna Delvey, que inspirou a minissérie “Inventando Anna” da Netflix, elogiou o trabalho realizado pela atriz Julia Garner ao interpretá-la na trama. Em entrevista ao podcast “Forbidden Fruit”, ela contou que Garner foi visitá-la pessoalmente na cadeia e classificou a atriz como uma pessoa “muito doce”, além de elogiar o seu sotaque. “Ela foi muito legal. Ela veio me visitar e foi uma garota muito doce”, contou, ressaltando que Julia a retratou no período que compreende os anos de 2015, 2016 e 2017, por esse motivo o sotaque da atriz na série, considerado exagerado por alguns, era mesmo como ela falava. “Agora estou há mais de quatro anos nos Estados Unidos, porém, naquela época eu estava falando francês, alemão e inglês diariamente”, ressaltou. Sorokin nasceu em Domodedovo, na Rússia. Seu pai era um caminhoneiro e sua mãe dona de uma loja de conveniência. Eles se mudaram para a Alemanha em 2007, quando ela tinha 16 anos. Em 2014, ela se mudou para os Estados Unidos e passou a aplicar golpes em hotéis de luxo com a identidade falsa de Anna Delvey, que usava para circular na alta sociedade de Nova York e fingir que era milionária, aparentando um estilo de vida de opulência. A farsa durou até 2017, quando não conseguiu pagar um almoço de US$ 200 e precisou se explicar com a polícia. A golpista foi presa em 2017 e julgada em 2019, sendo considerada culpada de oito acusações e condenada a 12 anos de prisão. Entretanto, sua sentença foi encurtada por bom comportamento e, em fevereiro do ano passado, depois de passar quase quatro anos presa, ela foi colocada em liberdade condicional. A liberdade, porém, foi curta. Um mês depois foi detida novamente pela imigração, por estar com visto vencido. A Netflix pagou US$ 320 mil para a criminosa real pelos direitos de sua história. Mas ela não pôde usufruir de todo o dinheiro, devido a uma lei de Nova York que impede que criminosos lucrem com seus crimes. Desta forma, o pagamento foi usado para ressarcir prejuízos causados por seus atos. Foram US$ 199 mil de restituição às instituições financeiras lesadas e US$ 24 mil para liquidar multas, além de US$ 75 mil para quitar honorários advocatícios, entre outras despesas. Mesmo assim, ela tem feito postagens no Instagram com seu nome fictício, Anna Delvey, e vem explorando a popularidade da série para arrecadar mais seguidores. No mês passado, a Netflix revelou que “Inventando Anna” quebrou seu recorde de audiência de estreia. A minissérie criada por Shonda Rhimes (criadora de “Grey’s Anatomy”) sobre a vigarista Anna Delvey teve a maior abertura de uma série em inglês desde que a plataforma mudou a maneira de apresentar seus dados, baseando-se em horas de consumo. A atração estrelada por Julia Garner foi assistida durante 196 milhões de horas entre 14 e 20 de fevereiro. Com isso, superou a estreia das temporadas mais recentes de “Você” (vista durante 179 milhões de horas), “The Witcher” (168 milhões), “Sex Education” (160 milhões) e “Cobra Kai” (120 milhões).

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  • Etc

    HBO Max e Discovery+ vão virar um único streaming

    14 de março de 2022 /

    Uma das decisões mais aguardadas da fusão entre a WarnerMedia e a Discovery, finalizada na sexta-feira passada (11/3), já teria sido tomada. As plataformas de streaming da nova empresa, batizada de Warner Bros. Discovery, vão se juntar num único serviço que combinará ambos acervos. O diretor financeiro da Discovery, Gunnar Wiedenfels, falou sobre o plano de fundir HBO Max e Discovery+ nesta segunda (14/3), durante seu discurso na 30ª Conferência Anual de Mídia do Deutsche Bank. “Um dos itens mais importantes aqui é que acreditamos em um produto combinado em vez de um pacote”, disse o CFO no evento. “Acreditamos que a amplitude e a profundidade do conteúdo oferecido será uma proposta valiosa e fenomenal para o consumidor”. “Não tenho dúvida de que criaremos um dos produtos mais completos para atingir os quatro quadrantes, velhos, jovens, masculino e feminino, por aí. Mal posso esperar para ver as primeiras métricas combinadas diretas ao consumidor porque, em teoria, o poder de aquisição do HBO Max combinado com o poder de retenção do conteúdo do Discovery certamente devem impulsionar um crescimento de receita muito saudável nos próximos anos”, acrescentou. O executivo ponderou que ainda há estudos para a empresa definir como proceder e a questão não será resolvida em semanas, mas sim em meses. “Mas o principal objetivo será harmonizar a plataforma tecnológica. Construir uma plataforma e um produto muito forte e combinado diretamente para o consumidor, e isso vai demorar um pouco”, acrescentou, lembrando que cerca de 100 milhões de assinantes serão afetados pela mudança. No Brasil, ambas as plataformas estão disponíveis de forma individual desde 2021. Enquanto a HBO Max aposta em conteúdo de filmes e séries de ficção, a Discovery+ é especializada em documentários e reality shows.

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  • Filme

    Jane Campion vence o prêmio do Sindicato dos Diretores dos EUA

    13 de março de 2022 /

    O Sindicato dos Diretores dos EUA (DGA, na sigla em inglês) consagrou a cineasta Jane Campion com seu prêmio anual, DGA Awards, em cerimônia realizada em Los Angeles na noite de sábado (12/3). Ela superou Steven Spielberg (“Amor, Sublime Amor”), Paul Thomas Anderson (“Licorice Pizza”), Kenneth Branagh (“Belfast”) e Denis Villeneuve (“Duna”) com seu trabalho em “Ataque dos Cães”. Quem entregou o troféu em suas mãos foi Chloé Zhao, que venceu este mesmo prêmio no ano passado por “Nomadland”, antes de faturar o Oscar de Melhor Direção – e de Melhor Filme também . “Estou tão orgulhosa de você”, disse Campion a Zhao, que foi a primeira mulher não branca a ganhar o Oscar da categoria. “Sou muito orgulhosa dessa mulher. Ela fez história e tornou tudo melhor. Eu estava tão orgulhosa dela no ano passado, e aquela vitória está fazendo tanta diferença. É por isso que estou aqui também. Estou aqui porque me importo com as mulheres que têm voz também. Estou muita animado com a próxima geração de cineastas. Maggie Gyllenhaal fez um filme [‘A Filha Perdida’] tão lindo. De ponta, adoro”, continuou em seu discurso. Com sua vitória no DGA, Campion se tornou favorita ao Oscar. Desde 1948, apenas oito vezes o resultado do prêmio do Sindicato foi diferente do nome no envelope da premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Além da diretora neozelandesa, o DGA Awards destacou Maggie Gyllenhaal com o troféu de Melhor Filme de Estreia. Ela também trocou elogios com a colega, ao afirmar que “O Piano”, dirigido por Campion em 1993, “mudou minha vida”. Por este filme, Campion se tornou a primeira mulher indicada ao Oscar de Melhor Direção – ela acabou vencendo a estatueta de Melhor Roteiro Original. Tanto “Ataque dos Cães” quanto “A Filha Perdida” são produções da Netflix. O DGA Awards ainda homenageou Spike Lee com um troféu pela carreira e reconheceu os melhores diretores de séries, premiando o cineasta Barry Jenkins (“The Underground Railroad”), Lucia Aniello (“Hacks”) e Mark Mylod (“Succession”). Confira abaixo os principais vencedores. MELHOR DIREÇÃO DE CINEMA Jane Campion por “Ataque dos Cães” MELHOR ESTREIA NA DIREÇÃO Maggie Gyllenhaal por “A Filha Perdida” MELHOR DIREÇÃO EM DOCUMENTÁRIO Stanley Nelson por “Attica” MELHOR DIREÇÃO EM SÉRIE DRAMÁTICA Mark Mylod, por “Succession” (episódio “All the Bells Say”) MELHOR DIREÇÃO EM SÉRIE CÔMICA Lucia Aniello, por “Hacks” (episódio “There is no Line”) MELHOR DIREÇÃO EM TELEFILME OU MINISSÉRIE Barry Jenkins, por “The Underground Railroad” MELHOR DIREÇÃO EM PROGRAMA INFANTIL Smriti Mundhra por “Through Our Eyes” (episódio “Shelter”) PRÊMIO PELA CARREIRA Spike Lee

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  • Etc

    Megafusão da Warner com a Discovery é aprovada

    12 de março de 2022 /

    Os acionistas da Discovery aprovaram na sexta-feira (11/3) a megafusão da empresa com a WarnerMedia, que vai criar uma nova companhia de entretenimento global: a Warner Bros. Discovery. O chefão da Discovery, Davis Zaslav, é quem vai comandar o novo conglomerado, que não encontrou objeção jurídica após o departamento antitruste norte-americano perder o prazo de contestação – ao contrário do que aconteceu com os vários entraves levantados pelo governo Trump contra a aquisição da Warner pela AT&T. No Brasil, a megafusão também já foi aprovada pelo Cade sem restrições. A criação da Warner Bros. Discovery passa a originar uma empresa mais valiosa que a Netflix e a NBCUniversal, ficando atrás apenas da Walt Disney Company em termos de grupos de mídia norte-americanos. O valor estimado da nova companhia é de US$ 150 bilhões, juntando um portfólio de canais como Discovery, HGTV, Food Network, TLC e Animal Planet ao grupo Warner, dono de estúdios de cinema e TV e canais como HBO, CNN, TNT e Cartoon Network, além da plataforma HBO Max, a editora DC Comics e metade da rede The CW. Segundo os termos do acordo, os acionistas da AT&T controlarão 71% da nova empresa, enquanto os acionistas da Discovery deterão 29% e ainda precisarão desembolsar US$ 43 bilhões em compensação financeira. Na prática, porém, a Discovery está pagando para ser a cabeça do negócio, enquanto a AT&T abandona o mercado de entretenimento para se forcar em seu negócio original, tecnologia de comunicação. Por conta disso, Zaslav deve montar uma equipe formada basicamente por executivos da Discovery, mantendo apenas um punhado de profissionais da WarnerMedia em posições de chefia. Uma das decisões mais esperadas da nova companhia é sobre o destino dos streamings HBO Max e Discovery+, que atualmente são plataformas distintas. Ambos podem continuar coexistindo, como aconteceu com a Disney+ e a Hulu (Star+ no Brasil) após a fusão da Disney com a Fox, ou podem ser integrados num único serviço. Segundo apurou o site Deadline, Zaslav não deve se apressar para implementar mudanças, porque há riscos de abalos no mercado de ações. Afinal, a Discovery será a terceira empresa a comandar os destinos corporativos da Warner em menos de quatro anos. Uma nova mexida grande no comando do grupo pode ser percebida como um tiro no próprio pé, diante do sucesso atual da HBO Max e das adaptações dos quadrinhos da DC Comics nos cinemas e em séries.

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  • Série

    Trailer de “The Boys” destaca estreia de Jensen Ackles na série

    12 de março de 2022 /

    A Amazon Prime Video divulgou o pôster e o aguardado trailer da 3ª temporada de “The Boys”. Entre as cenas de violência excessiva e música da banda Imagine Dragons, destaca-se a estreia de Jensen Ackles (o Dean de “Supernatural”) como o herói Soldier Boy (ou Jovem Soldado nos quadrinhos brasileiros), o Capitão América do mundo de “The Boys”. A prévia ainda traz a personagem Condessa Escarlate (vivida por Lauren Holden, de “The Walking Dead”), um número musical e Billy Butcher (Karl Urban), conhecido como Bruto na tradução dos quadrinhos nacionais, adquirindo superpoderes que ele não consegue controlar. Os olhos incandescentes do inimigo dos super-heróis também são destaques no cartaz oficial da temporada. Apesar da divulgação, a estreia ainda vai demorar. Os novos episódios só irão ao ar em 3 de junho. E isto que gravações acabaram em setembro do ano passado. Grande vencedora do Critics Choice Super Awards, a premiação geek da crítica americana, “The Boys” também é a série mais popular da Amazon, detendo o recorde de público da plataforma de streaming em sua 2ª temporada. Sem revelar números oficiais, a empresa afirmou que a temporada passada teve o lançamento global mais assistido dentre todas as suas séries originais e, em suas primeiras semanas, quase dobrou (+89%) a audiência mundial atingida pelo primeiro ano de produção, atraindo milhões de novos espectadores a cada semana. Não por acaso, a atração ganhou um spin-off animado, “The Boys: Diabolical”, lançado na semana passada, e prepara um spin-off juvenil, centrado em estudantes de uma universidade de super-heróis.

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  • Série

    “Magnatas do Crime” vai virar série da Netflix

    12 de março de 2022 /

    A Netflix está prestes a fechar acordo para produzir uma série baseada no filme “Magnatas do Crime” (2019), de Guy Ritchie. O projeto começou a ganhar forma há dois anos e tem o próprio Richie à frente das negociações. O cineasta britânico co-escreveu o episódio piloto e planeja dirigir os dois capítulos iniciais, além de servir como produtor ao lado de executivos da Miramax TV e da Moonage Pictures (formada há quatro anos por produtores de “Peaky Blinders”). Com a aprovação do negócio, a adaptação marcará o terceiro filme de Guy Ritchie a virar série. “Lock, Stock…”, inspirada em “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” (1998), foi ao ar no ano 2000 no Channel 4 britânico, e “Snatch”, inspirada em “Snatch: Porcos e Diamantes” (2000), durou duas temporadas, de 2017 a 2018, na plataforma de streaming Crackle. A adaptação virou prioridade da Miramax, que sob a nova chefia de Marc Helwig tem buscado capitalizar seu extenso catálogo cinematográfico em licenciamento de séries. Neste sentido, a produção de “The Gentlemen” (título original) vai se juntar à anunciada adaptação de “Mutação” (Mimic, 1997), terror do estúdio que se transformará numa série produzida e dirigida por Paul WS Anderson (“Resident Evil”). Elogiado pela crítica internacional (73% de aprovação no Rotten Tomatoes), “Magnatas do Crime” marcou a volta do diretor do blockbuster “Aladdin” (2019) às tramas de gângsteres do começo de sua carreira. A trama gira em torno da sucessão de um chefão americano do crime, interpretado no cinema por Matthew McConaughey (“Interestelar”), que construiu um império de drogas no Reino Unido. Quando rumores começam a circular sobre sua aposentadoria, todos os outros criminosos de Londres criam seus próprios esquemas para tomar o lugar dele. O elenco do filme ainda incluiu Charlie Hunnam (Rei Arthur: A Lenda da Espada”), Henry Golding (“Podres de Ricos”), Michelle Dockery (“Downton Abbey”), Jeremy Strong (“Succession”), Eddie Marsan (“Ray Donovan”), Colin Farrell (“Dumbo”) e Hugh Grant (“Florence: Quem é Essa Mulher?”). Veja abaixo o trailer legendado de “Magnatas do Crime”.

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  • Série

    Série “O Clube das Babás” é cancelada após duas temporadas

    12 de março de 2022 /

    A Netflix cancelou “O Clube das Babás” após duas temporadas. A atração inspirada nos livros de Ann M. Martin era a primeira série teen da plataforma sem crimes ou maldades e foi interrompida com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. A responsável pela produção, Rachel Shukert (roteirista de “Supergirl”), foi quem revelou o cancelamento num comunicado. “Eu queria fazer parte do mundo que Ann M. Martin criou desde que eu tinha 7 anos, e por duas temporadas incríveis eu realmente consegui. Foi um sonho tornado realidade”, disse Shukert. “Embora eu esteja com o coração partido por não voltar a Stoneybrook por mais 20 temporadas, estou muito orgulhosa da série incrível que nosso incrível elenco e equipe criaram e a maneira como trouxe alegria e conforto para muitos quando eles mais precisavam. Obrigado à Walden Media e à Netflix por nos dar a oportunidade de apresentar Kristy, Claudia, Stacey, Mary Anne, Dawn, Jessi e Mallory para uma nova geração de fãs que eu sei que vão amá-las tanto quanto nós nos próximos anos.” O elenco, muito mais jovem que as adaptações anteriores – incluindo um filme de 1995 – , com atrizes mais próximas da idade das personagens, era formado por Shay Rudolph (a Maya de “Máquina Mortífera”), Momona Tamada (a versão mirim de Laura Jean em “Para Todos os Garotos: P.S. Ainda Amo Você”), Malia Baker (“Flash”), Sophie Grace (“Terror in the Woods”) e Xochitl Gomez (“Gentefied”), Anais Lee (“O Sol Também é uma Estrela”) e a estreante Vivian Watson. Na trama, elas viviam melhores amigas adolescentes da cidade de Stoneybrook que começam a trabalhar como babás. Apesar de iniciarem o negócio visando retorno financeiro, elas logo descobrem que o clube tem outro tipo de impacto em suas vidas, refletindo em autoconfiança, namoros e evolução pessoal, graças à sororidade que a união promove entre todas as envolvidas. A adaptação também destacava os adultos Alice Silverstone (a eterna Cher de “Patricinhas de Beverly Hills”) e Mark Feuerstein (“Do que as Mulheres Gostam”) em seu elenco, além da cineasta Lucia Aniello (“A Noite É Delas”) na direção dos episódios.

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  • Filme

    Compositor da trilha de “Batman” vai dirigir filme da Marvel

    11 de março de 2022 /

    O compositor Michael Giacchino, autor da trilha do filme “Batman” e vencedor do Oscar pelas músicas de “Up – Altas Aventuras” (2009), fará sua estreia como diretor de longa-metragem num filme da Marvel. Ele vai dirigir o filme especial de Halloween da Disney+ sobre o Lobisomem. Mas não será o primeiro trabalho que o coloca atrás das câmeras. O compositor já havia dirigido um curta-metragem (“Monster Challenge” em 2018) e um episódio animado da série “Star Trek: Short Treks” (em 2019). A produção do especial de Halloween está programada para começar ainda este mês, trazendo Gael García Bernal (“Tempo”) no papel principal. Vale apontar que a editora tem dois lobisomens importantes em suas publicações. O principal é Jack Russell, criado em 1972 por Roy Thomas, Gerry Conway e Mike Ploog, que originou a revista em quadrinhos “Werewolf by Night” (lançada com o título resumido de “Lobisomem” no Brasil, pela antiga editora Bloch). O segundo, batizado de Jake Gomez, surgiu há dois anos e é um jovem descendente de uma tribo nativa americana que sofre a maldição do lobo há várias gerações. Um detalhe curioso é que este personagem foi criado por Taboo, cantor da banda The Black Eyed Peas, em parceria com Benjamin Jackendoff e Scot Eaton. Taboo, por coincidência, também é o nome de um dos principais inimigos de Jack Russell nos quadrinhos originais. Outro personagem famoso que enfrentou Jack Russell foi o Cavaleiro da Lua, que vai ganhar sua própria série na Disney+ em 2022, estrelada por Oscar Isaac. A primeira aparição deste herói foi numa edição de “Werewolf by Night” em 1975, antes de ganhar sua própria revista. Os detalhes do enredo do especial, que ainda não tem título, estão sendo mantidos em segredo. Não está claro se a Marvel incorporará na história outros personagens de sua linha de terror, introduzida nos anos 1970 pelo editor Roy Thomas. A última produção live-action da Marvel Television, antes de ser fechada e absorvida pelo Marvel Studios, foi “Helstrom”, série baseada nessa linha de publicações. O Motoqueiro Fantasma também deveria ganhar sua própria série, mas o fim da divisão televisiva cancelou o projeto.

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  • Série

    Série “Elza e Mané” registra maior audiência do ano na Globoplay

    11 de março de 2022 /

    Lançada na semana passada, a série documental “Elza e Mané – Amor em Linhas Tortas” bateu o recorde de audiência de 2022 da Globoplay em seus três primeiros dias de exibição. Revelado pelo jornal O Globo, o recorde teria sido tanto em horas consumidas como em alcance, mas nenhum número foi divulgado para servir de critério de comparação com o mercado. O documentário de quatro episódios é produzido pelo Departamento de Esporte da Globo, equipe que já foi responsável por outro grande sucesso do Globoplay, “Doutor Castor”, em 2021. “Elza e Mané” aborda o casamento tumultuado de Elza Soares e Mané Garrincha em quatro episódios, mas sob a ótica moderna e não como foi tratado pela mídia conservadora do passado. Dirigido e roteirizado por Carolina Zilberman, a atração começa mostrando a origem de cada um e como se conheceram em 1962. O segundo capítulo é focado na decadência do atleta e na perseguição que o casal sofreu da imprensa, da sociedade e da ditadura. A terceira parte acompanha o exílio na Itália, o fim do casamento e a barra pesada de violência doméstica que a cantora viveu. E o capítulo final trata da morte do jogador da seleção brasileira de futebol e a tentativa da cantora de reerguer a carreira, o que resultou em sua ascensão como uma das maiores cantoras do país. Elza veio falecer em 20 de janeiro de 2022, no mesmo dia em que o ex-marido tinha morrido 39 anos antes. A produção conta com três entrevistas inéditas e profundas de Elza, que falou abertamente sobre seu relacionamento com Garrincha, semanas antes de morrer. Ela abordou da paixão arrebatadora, que descreve como “uma coisa assim de louco”, ao alcoolismo do ex-marido, doença que levou à separação do casal. Junto disso, também enquadra o machismo da época, que fez a cantora se tornar a pessoa mais odiada do Brasil, condenada pela opinião pública por “acabar com a carreira” de Garrincha, um dos maiores ídolos do futebol brasileiro, enquanto apanhava em casa.

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  • Filme

    Mark Ruffalo e Jennifer Garner revivem “De Repente 30” para divulgar “O Projeto Adam”

    11 de março de 2022 /

    Mark Ruffalo e Jennifer Garner aproveitaram o fato de voltar a interpretar um casal em “O Projeto Adam” para lembrar de seu primeiro encontro em “De Repente 30”. Os dois gravaram um vídeo de reminiscências em que dividem um pacote de Razzles, bala que seus personagens compartilham na comédia de 2004. A iniciativa faz parte da campanha de lançamento da nova produção da Netflix. Afinal, quem também aparece é o jovem Walker Scobell, intérprete do filho do casal em “O Projeto Adam”, zoando a idade dos atores, já que ele nem tinha nascido quanto “De Repente 30” estreou. Além do vídeo, postado no Instagram dos dois atores, a atriz Jennifer Garner aproveitou para mostrar que o novo filme tem uma cena que faz referência ao antigo sucesso, comparando em seu Instagram os dois momentos do casal num sofá. Veja abaixo. “O Projeto Adam” é uma aventura com DNA dos anos 1980, que traz Ryan Reynolds numa jornada ao passado para impedir seu falecido pai de inventar as viagens no tempo. Mas ao ser perseguido por inimigos do futuro, ele precisa se aliar a sua versão de 13 anos de idade para cumprir sua missão. Ruffalo e Garner são os pais do protagonista, Zoe Saldana (“Guardiões da Galáxia”) vive sua esposa e o estreante Walker Scobell interpreta sua versão mirim. Com 70% de aprovação, a produção exclusiva da Netflix também volta a juntar Reynolds e o diretor Shawn Levy após o sucesso de “Free Guy: Assumindo o Controle”, que se tornou um dos grandes êxitos da Disney durante a pandemia. O filme está disponível a partir desta sexta (11/3) em streaming. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mark Ruffalo (@markruffalo) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jennifer Garner (@jennifer.garner)

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  • Série

    10 lançamentos de séries pra maratonar no fim de semana

    11 de março de 2022 /

    As 10 melhores séries da semana têm vikings, super-heróis e Andy Warhol, fazem rir, pular na poltrona e ainda surpreendem, como a primeira série live-action estrelada por Samuel L. Jackson. Confira abaixo a seleção de estreias, com os principais detalhes e seus respectivos trailers.   THE LAST KINGDOM | NETFLIX A aguardada temporada final da saga viking vai trazer o embate definitivo entre o protagonista Uhtred (Alexander Dreymon) e Brida (Emily Cox), sua amiga de infância e viúva de seu irmão de criação, numa luta pelo destino de Wessex. Se isso não fosse suficiente, Uhtred ainda vai tentar mais uma vez retomar seu reino original, Bebbanburg. O quinto ano da produção leva às telas o nono e o décimo volumes da franquia literária conhecida como “Crônicas Saxônicas”, do autor inglês Bernard Cornwell, que têm ao todo 13 livros. A Netflix optou por cancelar a série antes do final literário, mas pretende produzir um filme para completar a história.   UPLOAD | AMAZON PRIME VIDEO A primeira série criada por Greg Daniels após o fim de “Parks and Recreation” em 2015 é uma espécie de “The Good Place” do futuro digital, que se passa numa época em que os seres humanos podem continuar existindo após a morte, por meio do upload de suas consciências num céu virtual. Mas o negócio é caro e apenas os muito ricos conseguem uma pós-vida deluxe. Na trama, o remediado protagonista Nathan (vivido por Robbie Amell, o Nuclear da série “The Flash”) só vai pro céu porque sua namorada (Allegra Edwards, de “Briarpatch”) rica e fútil quer continuar a vê-lo via realidade virtual. Ao ter a consciência enviada para o paraíso, Nathan também passa a conviver com Nora (Andy Allo, de “A Escolha Perfeita 3”), funcionária responsável pelo atendimento ao cliente desse negócio, e os dois acabam se conectando de formas que não poderiam esperar. A 2ª temporada segue os dois enquanto Nathan se acostuma com chegada da namorada a seu mundo digital, ao mesmo tempo em que Nora, ainda viva, luta para conciliar sua vida real e um potencial triângulo amoroso virtual com o rapaz.   AS SEGUIDORAS | PARAMOUNT+ A primeira série brasileira da Paramount+ é uma comédia sangrenta sobre o mundo das influencers com produção do Porta dos Fundos. Maria Bopp (a Bruna Surfistinha de “Me Chama de Bruna”) vive uma influenciadora digital que leva sua obsessão por ganhar seguidores às últimas consequências, transformando-se em uma serial killer. Só que entre suas “seguidoras” está uma podcaster de “true crime” (Gabz, de “Temporada de Verão”) que busca desmascará-la. Criada por Manuela Cantuária (“Escola de Gênios”), a atração ainda inclui no elenco Raissa Chaddad (“Chiquititas”), Victor Lamoglia (“Ninguém Tá Olhando”), Tatsu Carvalho (“Lov3”) e outros.   THE LAST DAYS OF PTOLEMY GREY | APPLE TV+ Ao contrário de “Capitã Marvel”, em que foi rejuvenescido por maquiagem, Samuel L. Jackson surge envelhecido nesta minissérie, como um homem de 91 anos que sofre de demência e foi esquecido por sua família, seus amigos e até por si mesmo. Mas ele tem a chance de participar de um programa revolucionário, capaz de recuperar todas as suas lembranças por um curto período e decide usar este momento de lucidez para resolver a morte de um sobrinho, tentando fazer as pazes com o passado. A história dramática com um fundo de fantasia e mistério é uma adaptação do romance homônimo de Walter Mosley (“O Diabo Veste Azul”), levada às telas com direção do cineasta Ramin Bahrani (“O Tigre Branco”). Os dois primeiros capítulos (de um total de seis) chegam ao streaming nesta sexta (11/3).   HOW I MET YOUR FATHER | STAR+ Derivada de “How I Met Your Mother”, a produção tem a mesma estrutura da sitcom anterior, trazendo em cada episódio uma noite de diversão da protagonista com os amigos, enquanto sua versão mais velha conta aos filhos como conheceu o pai deles em 2022. É basicamente o que fez Ted Mosby (voz de Bob Saget) ao narrar a história da mãe de seus filhos ao longo de 9 temporadas da série anterior, entre 2005 e 2014. Estrelada por Hilary Duff (“Younger”), a nova comédia estreou em janeiro nos EUA e já foi renovada para a 2ª temporada, mas foi um fracasso de crítica, atingindo apenas 38% de aprovação no Rotten Tomatoes.   OUTLANDER | STAR+ Mantendo o costume de adaptar um livro da escritora Diana Gabaldon por temporada, o sexto ano segue a história de “Um Sopro de Neve e Cinzas” (2005), que encontra Jamie (Sam Heughan) e Claire (Caitriona Balfe) no lar que eles construíram em Fraser’s Ridge, na Carolina do Norte, sabendo qual lado irá vencer a inevitável guerra do século 18 entre a coroa britânica e os habitantes das colônias americanas. Uma das séries mais vistas da TV paga dos Estados Unidos, “Outlander” já se encontra renovada para sua 7ª temporada. Isto indica que a série vai adaptar todos os oito livros da “Saga Outlander”, também conhecida pelo nome do primeiro volume, “A Viajante do Tempo”. A trama possui elementos de romance, sci-fi, História e aventura, e acompanha a enfermeira britânica Claire Randall, que sem querer viaja no tempo, ao entrar numa ruína celta que a conduz dos anos 1940 ao século 18, onde se apaixona por um jovem escocês rebelde chamado Jamie Fraser. Desde esse começo, a trama já foi e voltou no tempo várias vezes, junto com a protagonista, alguns conhecidos e até parentes de seu futuro.   KUNG FU | HBO MAX Após uma das melhores estreias recentes da rede americana The CW, a série de ação chega a sua 2ª temporada com exibição semanal simultânea no Brasil pela HBO Max. Produzida por Greg Berlanti, o criador do Arrowverso, é um reboot completo da atração clássica de mesmo nome que marcou a década de 1970, em que David Carradine (o Bill de “Kill Bill”) vivia um jovem mestre do kung fu no Velho Oeste. Mesmo assim, preserva vários elementos, atualizados para o cenário contemporâneo. Na trama desenvolvida por Christina M. Kim (produtora-roteirista de “Blindspot” e “Hawaii Five-0”), Olivia Liang (intérprete da malvadinha Alyssa Chang em “Legacies”) interpreta Nicky, uma americana de descendência asiática que deixa a faculdade após uma crise e embarca numa jornada que muda sua vida, tornando-se estudante de kung fu num mosteiro isolado na China. De volta aos EUA, ela passa a usar suas habilidades em artes marciais para proteger sua família e comunidade, enquanto procura a assassina que matou sua mentora shaolin – missão cumprida na 1ª temporada – e se envolve numa conspiração mística, cujos desdobramentos alimentam os capítulos inéditos.   SUPERGIRL | NETFLIX Os capítulos finais de “Supergirl” revelam a conclusão da terceira produção do Arrowverso, seguindo “Arrow”, encerrada após oito temporadas com a morte do protagonista, e “Raio Negro” (Black Lightning), que chegou a um final feliz em sua 4ª temporada. A 6ª e derradeira temporada da Garota da Aço encontra um meio termo entre as duas produções, com casamento, funeral, adoção e batalha entre super-heróis e supervilões, além de um reencontro romântico, seguido por nova despedida. Ao menos fora das telas, o final foi mais feliz para os intérpretes de Supergirl e Mon-El. Melissa Benoist e Chris Wood começaram a namorar durante a participação especial do ator na série, entre a 2ª e a 3ª temporada, e já aumentaram a família com o pequeno Huxley Robert Wood, de um ano de idade.   KOTARO VAI MORAR SOZINHO | NETFLIX Baseado no mangá de Mami Tsumura, que já rendeu uma série live-action, a animação acompanha um menino de 5 anos que decide morar sozinho e se torna vizinho de um artista de mangá pouco popular, que de uma hora para outra vê-se envolvido à contragosto na vida da criança.   DIÁRIOS DE ANDY WARHOL | NETFLIX A produção documental mergulha na vida de Andy Warhol, uma das personalidades mais influentes do século 20 – artista plástico visionário, fotógrafo inovador, cineasta underground, produtor de rock revolucionário, inventor de revista de estilo, catalizador de cenas culturais e primeiro influencer moderno, que ditou modas ao longo de décadas. Os episódios são baseados nos diários ditados por telefone para seu amigo Pat Hackett a partir de 1976. Assim, o próprio Warhol narra sua história (com ajuda tecnológica para recriação de sua voz), partindo de detalhes mundanos para fazer um retrato de época, complementado por depoimentos de amigos e conhecidos do artista. O documentarista Andrew Rossi (“After Truth: Disinformation and the Cost of Fake News”) foi responsável por escrever e dirigir a série, que conta com produção de Ryan Murphy, criador de “American Horror Story”, “Pose” e mais.  

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  • Filme

    Os 10 melhores filmes que estreiam em streaming

    11 de março de 2022 /

    Dos filmes infantis aos filmes de guerra, da fábula romanceada ao terror sanguinário, as 10 melhores estreias de streaming e VOD da semana trazem opções para os públicos mais variados. Confira abaixo a seleção de títulos com os principais detalhes e seus respectivos trailers.   RED – CRESCER É UMA FERA | DISNEY+ Lançado com exclusividade na Disney+, “Red” é o primeiro longa da cineasta Domee Shi, que venceu o Oscar de Melhor Curta de Animação com outra produção da Pixar, “Bao”, em 2019. Ela assina roteiro e direção da animação que conta a história de Mei, uma adolescente determinada de 13 anos que vira uma panda vermelha gigante quando fica muito agitada. Já é o terceiro longa consecutivo da Pixar que a Disney tira dos cinemas. A mesma decisão afetou “Luca” (2021) e “Soul” (2020), distribuídos em streaming apesar de terem sido concebidos para a tela grande. “Soul”, inclusive, venceu o Oscar de Melhor Animação. Exaltado com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme destaca a menina Rosalie Chiang (“Clique Wars”) como a voz original da protagonista e Sandra Oh (“Killing Eve”) na dublagem de sua mãe superprotetora – para quem preferir assistir legendado.   TURMA DA MÔNICA: LIÇÕES | AMAZON PRIME VIDEO A adaptação dos quadrinhos de Mauricio de Sousa fechou 2021 como maior bilheteria do cinema nacional. Produção infantil de altíssima qualidade, bem melhor que o primeiro longa, explora o amadurecimento dos personagens famosos, mostrando as consequências de tentar fugir às reponsabilidades escolares. Pegos, os jovens protagonistas são separados pelos pais a forçados a encarar desafios pessoais. Enquanto Mônica (Giulia Benite) troca de colégio, Cebolinha (Kevin Vechiatto), Magali (Laura Rauseo) e Cascão (Gabriel Moreira) passam a ter atividades extracurriculares durante as folgas, o que lhes permite conhecer outras pessoas – isto é, outros personagens dos quadrinhos – e crescer individualmente. Com isso, também abrem as portas para um “universo Mauricio de Sousa” nas telas. Assim como em “Turma da Mônica - Laços”, a continuação é baseada numa graphic novel dos irmãos Lu e Vitor Cafaggi e a direção é novamente assinada por Daniel Rezende.   O PROJETO ADAM | NETFLIX A aventura com DNA dos anos 1980 traz Ryan Reynolds numa jornada ao passado para impedir seu falecido pai de inventar as viagens no tempo. Mas ao ser perseguido por inimigos do futuro, ele precisa se aliar a sua versão de 13 anos de idade para cumprir sua missão. O elenco inclui Mark Ruffalo (“Vingadores: Ultimato”) e Jennifer Garner (“O Dia do Sim”) – que foram um casal de sucesso em “De Repente 30” (2004) – como os pais do protagonista, Zoe Saldana (“Guardiões da Galáxia”) como sua esposa e o estreante Walker Scobell como sua versão mirim. Com 70% de aprovação, a produção exclusiva da Netflix volta a juntar Reynolds e o diretor Shawn Levy após o sucesso de “Free Guy: Assumindo o Controle”, que se tornou um dos grandes êxitos da Disney durante a pandemia.   PÂNICO | NOW, VIVO PLAY, VOD* O primeiro “Pânico” sem a assinatura do diretor Wes Craven, falecido em 2015, volta a reunir os três sobreviventes interpretados por Neve Campbell, Courteney Cox e David Arquette quando um novo assassino mascarado começa a matar adolescentes em sua cidadezinha. No clima autorreferencial que marca a franquia, o trio logo percebe que as vítimas atuais têm relação com os personagens do primeiro filme. E qualquer um deles pode ser o assassino ou o próximo a morrer. Dirigido pela dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, que assinaram o bom terrir “Casamento Sangrento” (Ready or Not), o filme fez um sucesso acima das expectativas entre público e crítica (76% de aprovação) e já garantiu continuação.   HEADHUNTERS | MUBI O suspense nórdico de 2011 foi a primeira adaptação cinematográfica dos thrillers literários de Jo Nesbø (“Boneco de Neve”) e projetou o cineasta Morten Tyldum no mercado internacional – três anos depois, ele disputou o Oscar de Melhor Direção por “Jogo da Imitação”. O filme fez tanto sucesso que vai virar série, atualmente em produção na Noruega. A trama é um jogo tenso de gato e rato. Gira em torno da obsessão de um executivo realizado, que secretamente rouba obras de arte de seus clientes e arrisca tudo para obter um quadro valioso de propriedade de um ex-mercenário. A dupla central é vivida por Aksel Hennie (“O Paradoxo Cloverfield) e Nikolaj Coster-Waldau (no começo do fenômeno “Game of Thrones”), que embarcam numa jornada de destruição mútua assegurada, numa luta sem regras um contra o outro.   NOVE DIAS | NOW, VIVO PLAY, VOD* Uma das boas surpresas de 2020 (89% no Rotten Tomatoes), que venceu o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Sundance, finalmente chega ao streaming. O que permite que o público nacional conheça melhor o trabalho de um cineasta brasileiro que encantou os EUA. Estreia do paulista Edson Oda, “Nove Dias” conta com produção do americano Spike Jonze (“Ela”) e um elenco hollywoodiano, encabeçado por Winston Duke (“Pantera Negra”), Zazie Beetz (“Coringa”), Bill Skarsgård (“It: A Coisa”), Benedict Wong (“Doutor Estranho”) e Tony Hale (“Veep”). Eles interpretam uma trama metafísica, em que o personagem de Duke entrevista almas candidatas a nascer na Terra.   UNDINE | NOW, VIVO PLAY, VOD* Um dos melhores filmes de 2020 (90% no Rotten Tomatoes), o drama do alemão Christian Petzold (“Em Trânsito”) consagrou Paula Beer (parceira de “Em Trânsito”) como Melhor Atriz no Festival de Berlim e na premiação da Academia Europeia de Cinema. Ela interpreta uma sereia urbana que precisa lidar com o fim de um relacionamento, numa abordagem cheia de referências aquáticas e que não perde de vista a inspiração nas fábulas encantadas.   O BOMBARDEIO | NETFLIX O drama dinamarquês é baseado numa tragédia real, o bombardeio que resultou em 104 mortos, sendo 86 crianças, realizado por forças aliadas que confundiram uma escola de Copenhague com um QG dos invasores nazistas durante a 2ª Guerra Mundial. Uma paulada de Ole Bornedal (“Instintos Diabólicos”), que escalou sua filha Fanny Bornedal como uma das personagens centrais e conquistou dois prêmios da Academia Dinamarquesa de Cinema.   EM CAMPO MINADO | NOW, VIVO PLAY, VOD* Suspense intenso, a estreia do diretor Paul Katis se passa durante a guerra contra o Talibã no Afeganistão. Durante uma patrulha, soldados britânicos vão parar no meio de um campo minado, que pode matar ou mutilar a todos ao menor movimento em falso. Com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, concorreu ao BAFTA (o Oscar britânico) e venceu quatro prêmios internacionais em 2015.   UMA RELAÇÃO DELICADA | NOW, VIVO PLAY, VOD* Uma médica que vive em uma grande cidade decide que a mãe, que acabou de enviuvar no interior, deve morar com ela para não ficar sozinha. Mas o ato de afeto logo se revela uma experiência sufocante para a mãe, e a convivência faz com que o relacionamento entre elas entre em colapso. Vencedor do Festival de Milão, o drama de Linda Dombrovszky (“Don Juan Kopaszodik”) é uma adaptação do livro homônimo da autora húngara Magda Szabó.   * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Looke, Microsoft Store e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.

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  • Reality,  TV

    Globo ignora racha entre Arthur e Lucas no “BBB” de quinta

    11 de março de 2022 /

    A edição do “BBB 22” exibida na noite de quinta-feira (10/3) na rede Globo acabou favorecendo Arthur Aguiar por não exibir o principal “causo” da noite anterior, dia da festa do líder Pedro Scooby. Não só isso. A edição deu ênfase a uma sondagem de Lucas Bissoli para ingressar no quarto Lollipop – destacada não uma nem duas, mas três vezes! – , sem incluir o contexto, situação que pode alimentar em breve uma narrativa do ex-rival de Jade Picon. A ausência da polêmica envolvendo Arthur rendeu comentários nas redes sociais. No mínimo, deixou claro que quem acompanha o reality show pela TV aberta não recebe informações fundamentais para votar conscientemente nos paredões do programa. A seleção de cenas para contar a “história” dos confinados é tão importante que pode gerar – como tem gerado – rejeição de alguns candidatos. Quem aparece menos na TV aberta é automaticamente rotulado como “planta”. Mas há casos mais polêmicos, envolvendo campanhas de ódio por ênfases em frases exibidas pela metade (exemplo aleatório: “errar é bom” é diferente de “errar é bom, porque o que você aprende e faz com esse erro é importante”), exaltação de equívocos diante da ausência de imagens do mesmo erro praticado por outros, perseguição narrativa para criar vilões e heróis, etc. Embora essa discussão seja complexa, o fato é que uma trollagem avaliada como flopada pelos críticos de TV e redes sociais ocupou grande parte do programa televisivo, enquanto o público da Globoplay esperava ver uma edição com tira-teimas e cronologia de fatos para ilustrar o racha entre aliados que movimentou a madrugada. A ausência da nova performance dramática de Arthur ajudou a demonstrar que quem vê pelo streaming está acompanhando um programa diferente. O que aconteceu na madrugada de quinta dividiu opiniões e rachou o favoritismo de quem até ontem era considerado imbatível para vencer o prêmio de R$ 1,5 milhão. Tudo começou na segunda (7/3), quando Eliezer do Carmo Neto acusou Lucas de combinar votos em Tiago Abravanel, indo contra seu grupo de apoio. A denúncia prosperou e enquanto Lucas falava para a namorada Eslovênia Marques que pretendia falar sobre isso com Arthur, o melhor amigo de Tiago no jogo se antecipou e foi cobrar a história. Lucas não mentiu e admitiu o fato, lembrando a cronologia e o que ele entendia que tinha sido combinado, mas foi rotulado como mentiroso e traidor por ter omitido a conversa com Eli até então – ele não teria visto necessidade de falar disso após Tiago desistir do jogo. Arthur passou a considerar a conversa de Lucas com Eli uma quebra de confiança, lembrando discussões que realmente existiram sobre Tiago ser sua prioridade. Ele chegou a desabafar com Paulo André de Oliveira, o P.A., que era a segunda facada que tomava – a primeira foi de Jade. Em seguida, falou com Eli, que destilou um caminhão de ódio contra Lucas, aumentando a história com o objetivo de queimar o rival. Cada palavra foi visivelmente saboreada por Arthur, que entre interjeições de desaprovação, pareceu preparar mentalmente um discurso de indicação ao paredão. Nas redes sociais, porém, um número expressivo de pessoas não comprou a 2ª temporada da vitimização. Primeiro, porque Lucas era alvo de Tiago, que votava no “Barão da Piscadinha”. Segundo, porque Lucas nunca escondeu e falava abertamente para Arthur sobre a possibilidade de votar em Tiago. Terceiro, porque quando poderia ter votado em Tiago, como líder, atendeu ao pedido de Arthur e optou por mirar em Brunna Gonçalves. Quarto, porque não organizou votação contra Tiago e nem combinou voto com o Lollipop, só falou para Eli que considerava Tiago uma opção melhor para um paredão em que ele já estava incluído – acabou se safando no “Bate e Volta”. Quinto, porque também trabalhou com votos contra Larissa no quarto Grunge, movimento típico de seu perigoso jogo (duplo) de navegar entre os grupos. Sexto, porque trouxe a informação da votação do Lollipop em Tiago para Arthur na noite anterior às indicações da casa. E sétimo, porque nessa conversa, da qual também participou Gustavo Marsengo, os três combinaram que salvariam Tiago. Mas para isso dar certo, Tiago precisaria votar em Larissa. Ao ser chamado para participar da estratégia, Tiago teve uma reação inesperada. Pediu para pensar e, sentindo-se rejeitado, acabou optando por sair do programa. Apesar dessa cronologia, Arthur acusou Lucas de traição e iniciou o afastamento de quem o colocou no VIP, comparando-o a Jade, que o indicou três vezes ao paredão. Lucas sentiu o golpe e buscou apoio na namorada do quarto Lollipop – daí, as conversas com sorrisos amarelos exibidas na Globo. Os fã-clubes do ex-“Rebelde” encheram a hashtag #BBB22 de comentários sobre a facada que o Lucas deu nas costas do Arthur. Boa parte do público aleatório concordou que foi isso mesmo – em resumo, bora tacar o Lucas traidor no paredão. Outros preferiram questionar a rapidez com que Arthur se voltou contra um aliado por uma traição que efetivamente não aconteceu – Lucas não combinou votos e nem votou em Tiago. Toda a cronologia dos fatos foi discutida em detalhes exaustivos, ainda que muitos argumentos fossem “traição é traição”. Em meio às acusações contra Lucas, ainda houve o resgate de duas situações: que Arthur deixou Tiago sozinho na prova do líder e depois teve uma conversa muito complicada sobre expectativas de jogo com o amigo. Os dois momentos aconteceram na véspera da decisão de Tiago e podem ter influenciado sua saída do jogo. O público da Globo, porém, não viu essa bola de neve começar a rolar. Só que ela deve crescer muito nos próximos capítulos, a ponto de não poder mais ser ignorada. Afinal, a narrativa preferida de Arthur no jogo, até agora, foi se apresentar como vítima e dizer que joga sozinho. Sem Jade, sua grande rival, manter esta história depende do surgimento de um novo vilão. Caso vá em frente no perceptível plano de jogar seu aliado no paredão, Arthur pode perder a invulnerabilidade que o protegeu até agora. Embora continue favorito, porque o público da Globoplay é infinitamente menor que o da Globo, as discussões nas redes sociais sinalizam que o movimento noturno abalou sua unanimidade. Ironicamente, o autointitulado Barão da Piscadinha entrou no “BBB” como uma piada, foi considerado planta e, do nada, virou o “coadjuvante” principal e assumido do favorito do público. Promovê-lo agora a vilão pode não ser tão fácil. Se o erro de Jade foi insistir em Arthur, o erro de Arthur pode ser mirar em Lucas. Difícil saber como a Globo vai contar esta história daqui pra frente, após ter ignorado o capítulo que lançou a premissa. Mas esse enredo está longe de acabar.

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