“Cavaleiro da Lua” ganha vídeo nacional de bastidores
A Marvel divulgou a versão nacional do vídeo de bastidores de “Cavaleiro da Lua” (Moon Knight), que combina cenas da série com depoimentos do elenco e equipe de produção. Uma das frases que mais chama atenção é a descrição da obra feita pela atriz May Calamawy (“Rami”): “O tom é tipo ‘Clube da Luta’ encontra ‘Indiana Jones'”. Trata-se de uma definição muito interessante, já que a trama envolve um herói com múltiplas personalidades e mitologia egípcia. Nos quadrinhos, o Cavaleiro da Lua é um militar chamado Mark Spector, que numa missão no Egito encontra o deus Khonshu, transformando-se num avatar da divindade egípcia. O detalhe é que o protagonista (vivido por Oscar Isaac da franquia “Star Wars”) sofre de transtorno dissociativo de identidade e passa a assumir diferentes personalidades a partir desse encontro. A série está a cargo do roteirista-produtor Jeremy Slater, que criou “The Exorcist” e “The Umbrella Academy” (também sobre super-heróis, na Netflix), e a equipe conta com os diretores Mohamed Diab (“Clash”), uma das grandes revelações recentes do cinema egípcio, e a dupla Justin Benson e Aaron Moorhead, especialistas em terrores independentes, como os premiados e cultuados “Primavera” (2014) e “O Culto” (2017). O elenco ainda destaca Ethan Hawke (“Boyhood”) e o francês Gaspard Ulliel (“Saint Laurent”), que faleceu em janeiro num acidente de ski. A estreia vai acontecer nesta quarta (30/3) na plataforma Disney+.
“It: A Coisa” terá série derivada na HBO MAX
A HBO Max vai voltar a Derry, a cidadezinha assombrada pelo palhaço Pennywise, numa série derivada de “It: A Coisa”. Segundo apurou a revista Variety, a nova série em desenvolvimento para o streaming será um prólogo – isto é, uma história passada antes dos eventos mostrados nos filmes de Andy Muschietti. E o diretor argentino, que comandou os filmes em duas parte da adaptação, será o responsável pela atração. Muschietti desenvolveu a premissa ao lado da esposa, Barbara Muschietti, e de Jason Fuchs, roteirista de “Mulher-Maravilha”, que curiosamente figurou no elenco de “It: Capítulo 2”. Fuch escreverá o roteiro da produção televisiva. Com o nome provisório de “Welcome to Derry”, a série se passará nos anos 1960 e revelará a desconhecida origem de Pennywise. Nos filmes, o personagem foi vivido pelo ator Bill Skarsgård. Um dos maiores clássicos literários de Stephen King, “It: A Coisa” já tinha sido adaptado como minissérie em 1990 e virou blockbuster de terror ao ser levado às telas em dois filmes, em 2017 e 2019. A trama da obra original acompanha um grupo de crianças que investiga uma ameaça sobrenatural em sua pequena cidade interiorana nos Estados Unidos. A premissa é uma das maiores inspirações de “Stranger Things”. Veja abaixo o trailer do primeiro filme.
Trailer do final de “Ozark” revela morte impactante
A Netflix divulgou o trailer da segunda e última parte da 4ª temporada de “Ozark”, que mostra um acontecimento impactante. Na prévia, Ruth Langmore (Julia Garner) cumpre uma promessa e assassina um personagem importante por vingança. O crime leva caos à vida do casal Byrde (Jason Bateman e Laura Linney), com consequências violentas vislumbradas no trailer. Com sete episódios remanescentes, o final de “Ozark” chega à Netflix em 29 de abril.
Ryan Reynolds coloca 3º filme no Top 10 de todos os tempos da Netflix
Dos 10 filmes falados em inglês de maior audiência da História da Netflix, três são estrelados por Ryan Reynolds. Em sua terceira semana de exibição, “O Projeto Adam” apareceu no Top 10 de todos os tempos, classificando-se na 7ª posição com 209,5 milhões de horas de visualizações desde 11 de março. Os outros filmes do ranking protagonizados por Reynolds são “Esquadrão 6”, atualmente em 9º lugar com 204 milhões de horas, e “Alerta Vermelho”, que lidera a lista com 364 milhões de horas. O ator é seguido nesta competição individual por Sandra Bullock, que tem dois filmes originais da Netflix na lista: “Bird Box” em 3º lugar e, mais recentemente, “Imperdoável” em 5º. Os algoritmos da empresa já devem estar escrevendo o filme que vai juntar os dois atores para quebrar todos os recordes da matemática do streaming. O sucesso de “O Projeto Adam” também fez de Shawn Levy o único produtor/diretor com conteúdos em duas listas de maior audiência de todos os tempos da Netflix. O diretor da aventura estrelada por Ryan Reynolds também é produtor de “Stranger Things”, a segunda série mais vista da plataforma – que atingiu 582,1 milhões de horas de visualizações em sua 3ª temporada.
“Bridgerton” volta com audiência recorde na Netflix
A 2ª temporada de “Bridgerton” estreou na sexta (25/3) com uma audiência recorde na Netflix. Em três dias (até domingo), acumulou 193 milhões de horas de exibição em todo o mundo, maior marca para qualquer estreia de série em inglês da Netflix. A atração entrou no Top 10 de 92 dos 93 países contabilizados pela Netflix, falhando apenas no Japão. Considerando todo o universo de séries da plataforma, apenas a Parte 5 de “La Casa de Papel”, que encerrou o sucesso espanhol, teve mais público em seus três primeiros dias: 201,9 milhões de horas, entre 3 e 5 de setembro de 2021. Com o lançamento dos novos capítulos, a 1ª temporada de “Bridgerton” também reapareceu no ranking, ocupando o 3º lugar entre as séries mais vistas da semana passada com mais de 32 milhões de horas assistidas. Para completar o sucesso da produtora Shondaland, outra série produzida por Shonda Rhimes tem destaque no Top 10: “Inventando Anna”, que está em 5º lugar com 29 milhões de horas após um mês e meio de seu lançamento. “Inventando Anna” é considerada a quarta série em inglês mais vista da Netflix em todos os tempos, com 511,92 milhões de horas. Mas esse número é bastante defasado. Como é praxe, a plataforma parou de contabilizar a audiência após 28 dias e a produção está no Top 10 há 44 dias. Pelos mesmos critérios, a 1ª temporada de “Brigerton” lidera o ranking como a série em inglês mais vista da História do serviço, com 625,4 milhões de horas de streaming. “Round 6”, claro, está na frente de todos esses números, tendo acumulado impressionantes 1,65 bilhão de horas de visualização em todo o mundo em seus primeiros 28 dias. Mas a produção sul-coreana é considerada em outro ranking, de séries não faladas em inglês.
Cleo, Erika Januza e Giovanna Ewbank viram bruxas da Disney
A Disney+ divulgou nesta terça (29/3) a primeira foto e um vídeo de bastidores de sua nova série infantil brasileira, “A Magia de Aruna”, que traz Cleo (“Me Tira da Mira”), Erika Januza (“Verdades Secretas”) e Giovanna Ewbank (“Escrito nas Estrelas”) como bruxas. As gravações começaram nesta semana para uma estreia em 2023. De acordo com a sinopse, “A Magia de Aruna” conta a história de Mima, uma adolescente do Rio de Janeiro que tenta esconder seu estranho poder de hiperempatia em um mundo separado da magia, que “vive uma crise solar”. No entanto, durante uma importante competição faz Mima perder o controle de seu misterioso poder e descobre um feitiço realizado há 300 anos, que acaba acordando três Bruxas Guardiãs. A atriz e cantora Jamilly Mariano (“Canta Comigo Teen 2”) será a protagonista Mima, responsável por despertar o trio “Abracadabra” Cleo, Giovanna Ewbank e Erika Januza – ou melhor, as bruxas Cloe, Juno e Latifa. O elenco ainda conta com Suzana Pires (“De Perto Ela Não é Normal”). A produção da Disney+ conta com direção de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put (que trabalharam em dupla na comédia “Juntos e Enrolados”). A data de estreia oficial deve ser anunciada nos próximos meses, assim como outros nomes do elenco principal. Avisa que são elas! @cleo, @erikajanuza e @gioewbank são umas das novas integrantes do clã das bruxas da Disney. ⚡️#AMagiaDeAruna, uma Série Original. Em breve no #DisneyPlus. pic.twitter.com/aFQDdFeUeW — Disney+ Brasil (@DisneyPlusBR) March 29, 2022
Série sobrenatural com Elisabeth Moss e Wagner Moura ganha primeiro trailer
A Apple TV+ divulgou o trailer legendado de “Shining Girls”, minissérie de suspense que será estrelada por Elisabeth Moss (“O Homem Invisível”) e pelo brasileiro Wagner Moura (“Narcos”). A produção também ganhou título nacional, que é o mesmo do livro de Lauren Beukes, em que se baseia, no Brasil: “Iluminadas”. A trama gira em torno de um serial killer capaz de viajar no tempo para assassinar “garotas brilhantes”, mulheres com potencial de grandeza, certo de sua impunidade. Voltando no tempo após cada assassinato, seus crimes são perfeitos e impossíveis de serem rastreados. Ou pelo menos é o que ele pensa, já que cada morte altera a linha temporal e uma das vítimas potenciais percebe a mudança. Moss vai viver um dos alvos do assassino nos anos 1990, a primeira mulher que sobrevive a seu ataque, enquanto Moura interpretará um jornalista que investiga o atentado contra ela e se torna tanto um aliado quanto um possível suspeito. A adaptação foi desenvolvida por Silka Luisa (produtora-roteirista de “Strange Angel”) e também destaca no elenco Amy Brenneman (“The Leftovers”), Phillipa Soo (“Dopesick”) e Jamie Bell (“Quarteto Fantástico”) como o serial killer. Além de atuar, Moss divide a produção executiva da atração com Leonardo DiCaprio, por meio da empresa do ator, Appian Way. A estreia está marcada para 29 de abril.
Filme “Ou Tudo ou Nada” vai virar série com elenco original
A popular comédia britânica “Ou Tudo ou Nada” (The Full Monty) vai virar uma série de streaming com participação do elenco original, liderado por Robert Carlyle. A produção começou nesta segunda (28/3) nas regiões de Sheffield e Manchester, na Inglaterra. Vinte e cinco anos depois da exibição original de 1997, a série vai reencontrar os desempregados de Sheffield, que se despiram para ganhar um pouco de dinheiro extra num show de striptease. A trama deve acomodar os veteranos ao lado de uma nova geração, vítima do impacto econômico do coronavírus. A série é uma criação do roteirista Simon Beaufoy, que foi indicado ao Oscar pelo filme original, e também contará com participação do produtor do filme, Uberto Pasolini. Ainda sem previsão de estreia, “The Full Monty” (título original) será exibida pela Star+ no Brasil e no restante da América Latina. Nos demais países, a atração irá ao ar pela Disney+, exceto nos EUA, onde fará parte da programação da Hulu. Veja o trailer abaixo para lembrar o filme original.
Fora da Globo, Oscar explode em audiência e viraliza nas redes sociais
A repercussão do Oscar 2022 foi, simbolicamente, um tapa na cara da Globo. No ano em que a emissora decidiu não exibir a premiação na TV aberta, o evento viralizou nas redes sociais de todo o mundo e explodiu em audiência nos EUA. Nos EUA, a exibição ao vivo pela rede ABC atraiu 15,3 milhões de espectadores e atingiu de 3,2 pontos de audiência entre adultos de 18 a 49 anos, de acordo com a classificação da empresa Nielsen. O mais impressionante é que os números não incluem visualizações por streaming. O resultado é um salto significativo em relação ao ano anterior, quando a exibição do Oscar registrou a menor audiência de sua História – 9,85 milhões de espectadores ao vivo e uma classificação desanimadora de 1,9 entre o público alvo dos anunciantes (entre 18 e 49 anos) em sua primeira apuração, que posteriormente foram ajustados para 10,4 milhões de espectadores e uma classificação de 2,12. Historicamente, todos os eventos televisados de premiações tem registrado quedas, ano após ano, e esse aumento de mais de 50% superou todas as expectativas. Apesar disso, vale apontar que, até o desastre do ano passado, o Oscar costumava atrair em média mais de 20 milhões de espectadores. A premiação também se tornou o assunto mais falado do Twitter por horas e horas, avançando pela madrugada, manhã e começo da tarde desta segunda (28/3). O tema mais comentado foi, como não poderia deixar de ser, a agressão de Will Smith. O ator decidiu defender a esposa de forma violenta, subindo no palco do Dolby Theatre para dar um tapa no apresentador Chris Rock por uma piada sobre a alopecia de Jada Pinkett Smith. Ele ainda xingou o comediante com palavrões. Depois do escândalo, Will Smith ainda venceu o Oscar de Melhor Ator, rendendo ainda mais comentários com seu discurso choroso. Em poucas horas, a reação de Will Smith foi transformada numa variedade quase infinita de memes. Fora da Globo, o Oscar teve uma transmissão problemática, com muito falatório – com direito a informações erradas – na Globoplay, onde a disputa por espaço entre quatro comentaristas fez com que suas vozes aparecessem mais que os discursos dos vencedores. O Oscar também foi exibido no Brasil pelo canal pago TNT.
“No Ritmo do Coração” vence Oscar marcado por agressão de Will Smith
O drama independente “No Ritmo do Coração” foi o grande vencedor da cerimônia do Oscar 2022 realizada na noite de domingo (27/3) em Los Angeles. Ao todo, recebeu três prêmios, todos a que concorreu. Além de Melhor Filme, conquistou as estatuetas de Melhor Roteiro Adaptado, para a diretora Sian Heder, e Melhor Ator Coadjuvante para Troy Kotsur. Outro destaque da premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA foi “Duna”, maior vencedor da noite, que conquistou seis troféus, dominando as categorias técnicas. Sem surpresas nos resultados, de um modo geral venceram todos os favoritos. Por isso, o Oscar 2022 será mais lembrado por um único momento fora do script, uma cena para entrar nas antologias dos Academy Awards: um tapa de verdade e não combinado de Will Smith na cara de Chris Rock, após o comediante fazer uma piada sobre a queda de cabelos de Jada Pinkett Smith, esposa do ator que sofre de uma doença. Aumentando o escândalo, Will Smith ainda xingou com palavrões Chris Rock. Ao receber o Oscar de Melhor Ator, Smith aproveitou para tentar se justificar, fazendo uma analogia entre seu ato impulsivo e seu papel no filme “King Richard”, como protetor de sua família, além de se desculpar, chorar e tentar fazer piada com a situação. Vencedora do Oscar de Melhor Atriz por “Os Olhos de Tammy Faye” (por sinal, inédito no Brasil), Jessica Chastain também se estendeu num discurso longo, lembrando a morte de sua irmã em 2003 para abordar a importância da prevenção ao suicídio, uma das principais causas de morte da comunidade LGBTQIAP+. Principal celebração de Hollywood, o Oscar também registrou feitos históricos, como a mencionada vitória de Troy Kotsur na categoria de Melhor Ator Coadjuvante. Foi a primeira vez que um ator surdo venceu o troféu – 35 anos após sua colega de elenco, Marlee Matlin, se consagrar como primeira atriz surda a vencer como Melhor Atriz por “Filhos do Silêncio”. Houve também vitórias latinas significativas, puxadas pela animação “Encanto”, mas principalmente por Ariana DeBose, Melhor Atriz Coadjuvante por “Amor, Sublime Amor” e também primeira atriz LGBTQIAP+ reconhecida pela Academia. E, claro, Jane Campion consagrou-se como a terceira mulher a vencer o Oscar de Melhor Direção, após ter sido indicada duas vezes – a primeira em 1994, com “O Piano”. Filme com o maior número de indicações, concorrendo a 12 prêmios, “Ataque dos Cães” levou unicamente o prêmio de Campion. Neste sentido, a cerimônia foi uma grande decepção para a Netflix. Acabou que a Apple TV+, que comprou os direitos de exibição de “No Ritmo do Coração” nos EUA durante o Festival de Sundance de 2021, virou a primeira plataforma de streaming a vencer o prestigioso Oscar de Melhor Filme. Confira abaixo a lista completa dos premiados. Melhor Filme “No Ritmo do Coração” Melhor Atriz Jessica Chastain – “Os Olhos de Tammy Faye” Melhor Ator Will Smith – “King Richard: Criando Campeãs” Melhor Atriz Coadjuvante Ariana DeBose – “Amor, Sublime Amor” Melhor Ator Coadjuvante Troy Kotsur – “No Ritmo do Coração” Melhor Direção Jane Campion – “Ataque dos Cães” Melhor Roteiro Adaptado Sian Heder – “No Ritmo do Coração” Melhor Roteiro Original Kenneth Branagh – “Belfast” Melhor Fotografia Greig Fraser – “Duna” Melhor Edição Joe Walker – “Duna” Melhor Design de Produção “Duna” Melhor Figurino Jenny Beavan – “Cruella” Maquiagem e Penteado “Os Olhos de Tammy Faye” Efeitos Visuais “Duna” Melhor Som “Duna” Melhor Trilha Sonora Hans Zimmer – “Duna” Canção Original “No Time to Die”, de Billie Eilish e Finneas O’Connell – “007 – Sem Tempo Para Morrer” Melhor Filme Internacional “Drive My Car” (Japão) Melhor Animação “Encanto” Melhor Documentário “Summer of Soul (Ou, Quando a Revolução Não Pode Ser Televisionada)” Melhor Curta-Metragem “The Long Goodbye” Melhor Curta de Animação “The Windshield Wiper” Melhor Documentário de Curta-Metragem “The Queen of Basketball”
Oscar 2022 é nesta noite. Conheça os indicados
O Oscar 2022 acontece na noite deste domingo (23/3) no Dolby Theatre em Los Angeles, com apresentação de três comediantes: Wanda Sykes (“The Other Two”), Amy Schumer (“Viagem das Loucas”) e Regina Hall (“Nove Desconhecidos”). Pela primeira vez fora da TV aberta brasileira desde que começou a ser transmitido pela TV Tupi em 1970, o evento poderá ser acompanhado ao vivo, a partir das 20h, pelo canal pago TNT e pela plataforma de streaming Globoplay (que vai abrir o sinal e permitir que o público assista gratuitamente). A lista de indicados à premiação foi revelada em 8 de fevereiro. Entre surpresas e confirmações de expectativas, o filme com o maior número de citações é “Ataque dos Cães”, que disputa 12 prêmios e garantiu um momento histórico para Jane Campion. A cineasta neozelandeza se tornou a primeira mulher a disputar duas vezes o Oscar de Melhor Direção, após ter sido indicada pela primeira vez em 1994, com “O Piano”. Ela ainda concorre na categoria de Melhor Roteiro Adaptado. “Ataque dos Cães” também é o filme com mais atores na 94ª edição do Oscar. Benedict Cumberbatch foi indicado a Melhor Ator, Kirsten Dunst a Atriz Coadjuvante e Jesse Plemons e Kodi Smit-McPhee entraram juntos na categoria de Ator Coadjuvante. Outro marco foi alcançado por Denzel Washington, ao atingir sua 10ª indicação à honraria máxima do cinema, por seu desempenho em “A Tragédia de Macbeth”. Uma das principais “surpresas” do Oscar apareceu justamente nas categorias de interpretação. Kristen Stewart, no primeiro reconhecimento da Academia americana a seu talento (após já ter vencido um César, o Oscar francês), acabou ficando com a vaga que Lady Gaga dava como quase certa, numa inversão do que aconteceu no prêmio do Sindicato dos Atores. Elogiadíssima pela crítica, a protagonista de “Spencer” tinha sido esnobada pelos colegas no SAG Awards, enquanto a cantora, sem a mesma unanimidade na imprensa, foi considerada pelo Sindicato dos Atores como uma das melhores atrizes do ano pelo risível “Casa Gucci”. Mais uma surpresa positiva foi a presença de Penélope Cruz, que já tinha sido premiada como Melhor Atriz no Festival de Veneza por “Mães Paralelas” – drama espanhol que ainda disputa Melhor Trilha Sonora. Seu marido, Javier Bardem, também foi indicado como Melhor Ator por “Apresentando os Ricardos”, marcando um retorno do casal ao Oscar, após vencerem prêmios como Coadjuvantes. Estas indicações se somam às inclusões do japonês “Drive My Car”, do dinamarquês “Flee” e do norueguês “A Pior Pessoa do Mundo” em mais categorias que a evidente Melhor Filme Internacional para reforçar uma tendência irreversível de internacionalização da Academia. O Oscar, porém, não perdeu de vista seu legado hollywoodiano, representado pela inclusão de Steven Spielberg na disputa de Melhor Direção. O veterano cineasta alcançou uma marca histórica com a indicação, tornando-se o primeiro diretor a concorrer ao prêmio em seis décadas diferentes – nos anos 1970 por “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, nos 1980 por “Os Caçadores da Arca Perdida” e “ET: O Extraterrestre”, nos 1990 por “A Lista de Schindler” e “O Resgate do Soldado Ryan”, nos 2000 por “Munique”, nos 2010 por “Lincoln” e agora por “Amor, Sublime Amor”. Ele já venceu duas vezes. Embora a lista da Academia tenha corrigido supostas distorções da temporada de premiação, graças à Disney acabou criando outra, com a inclusão de “Dos Oruguitas” e não o fenômeno “We Don’t Talk About Bruno” na disputa de Melhor Canção por “Encanto”. O estúdio simplesmente não inscreveu a música mais popular do desenho animado na competição! Em compensação, Beyoncé, Billie Eilish e o veterano Van Morrison foram confirmados com suas respectivas gravações e cantarão no evento. Confira abaixo a lista completa dos indicados ao Oscar 2022. Melhor Filme “Belfast” “Não Olhe Para Cima” “Duna” “Licorice Pizza” “Ataque dos Cães” “No Ritmo do Coração” “Drive My Car” “King Richard: Criando Campeãs” “O Beco do Pesadelo” “Amor, Sublime Amor” Melhor Atriz Jessica Chastain – “Os Olhos de Tammy Faye” Olivia Colman – “A Filha Perdida” Penélope Cruz – “Mães Paralelas” Nicole Kidman – “Apresentando os Ricardos” Kristen Stewart- “Spencer” Melhor Ator Javier Bardem – “Apresentando os Ricardos” Benedict Cumberbatch – “Ataque dos Cães” Andrew Garfield – “Tick, tick… Boom!” Will Smith – “King Richard: Criando Campeãs” Denzel Washington – “A Tragédia de Macbeth” Melhor Atriz Coadjuvante Jessie Buckley – “A Filha Perdida” Ariana DeBose – “Amor, Sublime Amor” Judi Dench – “Belfast” Kirsten Dunst – “Ataque dos Cães” Aunjanue Ellis – “King Richard: Criando Campeãs” Melhor Ator Coadjuvante Ciarán Hinds – “Belfast” Troy Kotsur – “No Ritmo do Coração” Jesse Plemons – “Ataque dos Cães” J.K. Simmons – “Apresentando os Ricardos” Kodi Smit-McPhee – “Ataque dos Cães” Melhor Direção Kenneth Branagh – “Belfast” Ryûsuke Hamaguchi – “Drive My Car” Jane Campion – “Ataque dos Cães” Steven Spielberg – “Amor, Sublime Amor” Paul Thomas Anderson – “Licorice Pizza” Melhor Roteiro Adaptado Sian Heder – “No Ritmo do Coração” Ryûsuke Hamaguchi e Takamasa Oe – “Drive My Car” Denis Villeneuve, Jon Spaihts e Eric Roth “Duna” Maggie Gyllenhaal – “A Filha Perdida” Jane Campion – “Ataque dos Cães” Melhor Roteiro Original Kenneth Branagh – “Belfast” Adam McKay e David Sirota – “Não Olhe Para Cima” Zach Baylin – “King Richard: Criando Campeãs” Paul Thomas Anderson – “Licorice Pizza” Eskil Vogt e Joachim Trier – “A Pior Pessoa do Mundo” Melhor Fotografia Greig Fraser – “Duna” Ari Wegner – “Ataque dos Cães” Dan Laustsen – “Beco do Pesadelo” Bruno Delbonnel – “A Tragédia de Macbeth” Janusz Kaminski – “Amor, Sublime Amor” Melhor Edição Hank Corwin – “Não Olhe Para Cima” Joe Walker – “Duna” Pamela Martin – “King Richard: Criando Campeãs” Peter Sciberras – “Ataque dos Cães” Myron Kerstein e Andrew Weisblum – “Tick, tick… Boom!” Melhor Design de Produção “Duna” “Ataque dos Cães” “O Beco do Pesadelo” “A Tragédia de Macbeth” “Amor, Sublime Amor” Melhor Figurino Jenny Beavan – “Cruella” Massimo Cantini Parrini e Jacqueline Durran – “Cyrano” Jacqueline West e Robert Morgan – “Duna” Luis Sequeira – “O Beco do Pesadelo” Paul Tazewell – “Amor, Sublime Amor” Maquiagem e Penteado “Um Príncipe em Nova York 2” “Cruella” “Duna” “Os Olhos de Tammy Faye” “Casa Gucci” Efeitos Visuais “Duna” “Free Guy” “007 – Sem Tempo Para Morrer” “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” “Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa” Melhor Som “Belfast” “Duna” “007 – Sem Tempo Para Morrer” “Ataque dos Cães” “Amor, Sublime Amor” Melhor Trilha Sonora Nicholas Britell – “Não Olhe Para Cima” Hans Zimmer – “Duna” Germaine Franco – “Encanto” Alberto Iglesias – “Mães Paralelas” Jonny Greenwood – “Ataque dos Cães” Canção Original “Be Live”, de Beyoncé Knowles-Carter e Darius Scott – “King Richard: Criando Campeãs” “Dos Oruguitas”, de Lin-Manuel Miranda – “Encanto” “Down To Joy”, de Van Morrison – “Belfast” “No Time to Die”, de Billie Eilish e Finneas O’Connell – “007 – Sem Tempo Para Morrer” “Somehow You Do”, de Diane Warren -“Four Good Days” Melhor Filme Internacional “Drive My Car” (Japão) “Flee” (Dinamarca) “A Mão de Deus” (Itália) “A Felicidade das Pequenas Coisas” (Butão) “A Pior Pessoa do Mundo” (Noruega) Melhor Animação “Encanto” “Flee” “Luca” “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas” “Raya e o Último Dragão” Melhor Documentário “Ascension” “Attica” “Flee” “Summer of Soul (Ou, Quando a Revolução Não Pode Ser Televisionada)” “Writing With Fire” Melhor Curta-Metragem “Ala kanchuu – Take and run” “The Long Goodbye” “The Dress” “On My Mind” “Please Hold” Melhor Curta de Animação “Affairs of the art” “Bestia” “Boxballet” “Robin Robin” “The Windshield Wiper” Melhor Documentário de Curta-Metragem “Audible” “The Queen of Basketball” “Lead Me Home” “Three Songs For Benazir” “When We Were Bullies”
“Halo” bate recorde de audiência da Paramount+
A Paramount+ declarou que a estreia de “Halo” estabeleceu um novo recorde de audiência em sua plataforma de streaming. O episódio inaugural da série que adapta a franquia de games do Xbox teria sido o programa mais visto nas primeiras 24 horas de lançamento do serviço em todos os tempos, superando o recorde estabelecido em dezembro pela estreia de “1883”, prólogo de “Yellowstone”. Os números deste recorde, entretanto, não foram divulgados. Uma noção mais clara da audiência de “Halo” poderá ser aferida quando a medição semanal da consultoria Nielsen for divulgada nos EUA. Até hoje, nenhuma produção original da Paramount+ conseguiu entrar no Top 10 da Nielsen. Lançada na quinta (24/3), “Halo” é a maior aposta da Paramount+ para atrair novos assinantes. Com grande orçamento, efeitos visuais apurados, cenas de ação intensa, escala épica e narrativa complexa, repleta de conflitos e personagens, a série acompanha a luta da humanidade contra uma aliança alienígena, mas deixa claro de imediato que a história não é tão simples, pois em meio a esse embate há rebeldes e inocentes na mira dos dois inimigos. A trama toma grandes liberdades em relação ao jogo lançado em 2001, sendo a menor delas o fato de o supersoldado Master Chief, estrela do game, tirar seu capacete. O personagem nunca revelou o rosto nos jogos, mas na série mostra as feições do ator Pablo Schreiber (“American Gods”) em seus primeiros minutos. Ele lidera uma elite de combatentes na linha de frente da guerra interplanetária, mas ao entrar em contato com uma tecnologia alienígena começa a questionar suas ordens e programação mental. A adaptação é assinada por Kyle Killen (criador de “Mind Games”) e Steven Kane (criador de “The Last Ship”), que foram demitidos sem alarde durante a produção, deixando o comando nas mãos de Otto Bathurst, cineasta de “Robin Hood: A Origem”, responsável pela direção de alguns episódios. Mas o nome mais imponente dos bastidores é o de Steven Spielberg, produtor da série via sua empresa Amblin, que tirou a adaptação do papel após várias idas e vindas.
Saiba como será a transmissão do Oscar no Brasil
O canal pago TNT e a plataforma Globoplay divulgaram seus planos para a transmissão do Oscar 2022, que, pela primeira vez, desde a estreia na rede Tupi em 1970, não será exibido na TV aberta no Brasil. Em sua 94ª edição, o Oscar vai voltar a ser realizado presencialmente no Dolby Theatre, em Los Angeles, após o evento anticlimático que aconteceu no ano passado na Union Station, principal estação de trem de Los Angeles. A premiação também voltará a contar com apresentadores oficiais, após passar três anos sem anfitriões. O comando do palco estará nas mãos das comediantes Wanda Sykes (“The Other Two”), Amy Schumer (“Viagem das Loucas”) e Regina Hall (“Nove Desconhecidos”). O TNT tem a exclusividade televisiva e marcou o começo da transmissão para às 20h, com cobertura desde o tapete vermelho, além de reforço nas redes sociais do canal e um pós-show no Tiktok. O clima e as entrevistas do tapete vermelho vão ficar por conta de Carol Ribeiro, que vem cumprindo a missão muito bem nos últimos anos, acompanhada por comentários no estúdio do ator Murilo Rosa e da drag queen Ikaro Kadoshi A transmissão da cerimônia propriamente dita está marcada para as 21h, com apresentação e comentários de Aline Diniz e Michel Arouca. Já o Globoplay vai abrir seu sinal para permitir que todos os espectadores acompanhem o evento gratuitamente – por computador, celular, tablet e Smart TV. A programação de streaming também vai começar às 20h com o tapete vermelho, mas contará com os apresentadores oficiais desde o começo. A equipe é a mesma que comentava a transmissão da Globo nos últimos anos, mas com uma ausência significativa. A jornalista Maria Beltrão e a atriz Dira Paes não poderão contar com a presença do crítico Artur Xexéo, falecido no ano passado. Em seu lugar, a Globoplay escalou dois humoristas: Marcelo Adnet e Fabio Porchat. Serão mais de três horas de cobertura ao vivo, desde o red carpet até a entrega do Oscar de Melhor Filme, com direito a cenários especiais nos estúdios da Globo, inclusive uma simulação de sala de cinema com projeções em 180 graus, de acordo com comunicado. Além dos dois canais oficiais da transmissão, o tapete vermelho da cerimônia ainda poderá ser acompanhado ao vivo, das 18h às 21h, durante o programa “E! Live from the Red Carpet” do canal pago E!.












