3ª temporada de “Eu Nunca…” ganha fotos e data de estreia
A Netflix divulgou fotos inéditas e a data de estreia da 3ª temporada de “Eu Nunca…” (Never Have I Ever), que foi marcada para 12 de agosto. Além disso, as imagens revelam que Devi (Maitreyi Ramakrishnan) e Paxton (Darren Barnet) se assumirão como um casal. A série é inspirada na juventude da comediante Mindy Kaling (“Projeto Mindy”) e traz a adolescente Devi (Maitreyi Ramakrishnan) como seu alter-ego, mostrando o choque cultural que ela enfrenta entre o convívio com sua família indiana tradicional e seus amigos americanos, com direito a dois pretendentes simultâneos. Já renovada para mais um ano de produção, “Eu Nunca…” vai acabar em sua 4ª temporada, com previsão de lançamento para 2023. Pode voltar que eu tô com saudades, Devi. A 3ª temporada de Eu Nunca… chega dia 12 de agosto. pic.twitter.com/LXPYWs6hbg — netflixbrasil🍂 (@NetflixBrasil) May 8, 2022 ok i am ALSO not lady whistleboy but i do have the tea… never have i ever returns august 12!!!! pic.twitter.com/HM4VF9oTLg — Never Have I Ever (@neverhaveiever) May 8, 2022 cannot wait to get our lil family back together 🥲 see you soon, besties 💕 pic.twitter.com/V6GUiKQEAp — Never Have I Ever (@neverhaveiever) May 8, 2022
Dennis Waterman (1948–2022)
O ator britânico Dennis Waterman, que estrelou a série clássica “The Sweeney”, morreu neste domingo (8/5) num hospital da Espanha de causas não informadas, aos 74 anos. Nascido em Londres, ele começou sua carreira aos 12 anos, alternando-se entre peças, filmes e séries britânicas, e, além de atuar, ficou conhecido por cantar as músicas-tema de muitos de suas atrações. Waterman virou protagonista aos 14 anos, quanto foi escalado no papel-título da série “William” (1962), da BBC, baseada nos livros de Richmal Crompton. Logo após a adolescência, participou de filmes importantes como “Na Encruzilhada” (1968), de Peter Collinson, marco do chamado “kitchen sink realism”, a versão britânica do neorrealismo italiano, que rendeu dramas impactantes sobre a realidade social da classe trabalhadora. E também integrou os terrores “O Conde Drácula” (1970), de Roy Ward Baker, e “Uma Noite de Pavor” (1971), novamente trabalhando com Collinson. Sua carreira sofreu uma reviravolta quando foi escalado para viver o detetive policial George Carter na série “The Sweeney”. Enorme sucesso de audiência no Reino Unido, a série durou quatro temporadas, de 1974 a 1978, e ainda rendeu dois filmes, em 1977 e 1978. Ele seguiu o papel com outro ainda mais bem-sucedido, o guarda-costas Terry McCann na série “Minder”, sobre o submundo do crime de Londres, que durou nada menos que 10 temporadas, de 1979 a 1994. E ainda superou esta duração em sua série final, o drama policial “New Tricks”, que teve 12 temporadas entre 2004 e 2015. Nesta série, ele chegou a contracenar com uma de suas filhas, Hannah Waterman, que seguiu a carreira de atriz e apareceu em quase 400 episódios da novela “EastEnders” Seu último trabalho foi a comédia “A Última Escapada”, lançada em 2020, em que liderou uma rebelião e fuga de internados de um asilo para idosos. Lembre abaixo as aberturas das três séries mais famosas de Waterman. Detalhe: ele canta as músicas das duas últimas.
Ator de “Sex Education” será primeiro Doctor Who negro
O ator Ncuti Gatwa, intérprete de Eric em “Sex Education”, foi anunciado pela rede britânica BBC como o 14° protagonista da série “Doctor Who”, uma das mais tradicionais atrações do Reino Unido, originalmente lançada em 1963. Nascido em Ruanda, na África, ele será o primeiro homem negro a assumir a identidade do Doutor, substituindo Jodie Whittaker, que foi a primeira mulher a interpretar o personagem-título da série em 2017. Relacionadas Em comunicado publicado pela BBC, Ncuti disse “não ter palavras para descrever como está se sentindo”. “É uma mistura de honrado, animado e, claro, um pouco de medo”, descreveu o ator. “Esse papel e essa série significam muito para muitas pessoas por todo mundo, incluindo eu mesmo, e cada um dos meus incríveis predecessores lidou com essa responsabilidade e privilégio únicos com o maior cuidado. Eu vou dar o meu melhor para fazer o mesmo”, afirmou. Ncuti também destacou que está realizando “um sonho” ao trabalhar com Russell T. Davies, que volta a comandar a série em 2023, após ter sido responsável por resgatá-la em 2005 e transformar a velha atração cancelada em 1989 num sucesso atual. “Sua escrita é dinâmica, empolgante, incrivelmente inteligente e efervescente. Um parque de diversões metafórico para um ator. Toda a equipe tem sido muito acolhedora e realmente doam seus corações para a série. (…) Diferente do Doutor, eu tenho apenas um coração, mas estou dando o meu por inteiro para essa série”, completou.
Mandy Moore se despede de “This Is Us” após gravar capítulo final
A atriz Mandy Moore se despediu do set da série “This Is Us”, revelando os bastidores do último episódio da série, que ela gravou nesta semana. Ela fez duas postagens no Instagram para marcar o fim do trabalho. Numa delas, publicou uma foto abraçada com o ator Milo Ventimiglia, que interpreta seu marido na série. “Terminando do jeito que começamos. Milo e eu filmamos as primeiras cenas do piloto juntos e terminamos nossa última cena de ‘This Is Us’ lado a lado”, ela escreveu a respeito da imagem. “Ainda não comecei a processar o final desta jornada e tenho certeza que levará tempo”, acrescentou. Em outro post, ela mostrou sete cadeiras vazias, que foram usadas pelo elenco central ao longo da produção. “Último dia de trabalho. Os melhores 6 anos no melhor emprego que já tive. Gratidão, gratidão, gratidão (e definitivamente muitas lágrimas)”, ela legendou. “This Is Us” vai exibir seu último capítulo, o 106º produzido, no dia 24 de maio nos EUA. Lançada em 2016, a série se tornou um dos maiores sucessos recentes da TV americana, batendo diversos recordes de audiência. O ponto alto aconteceu quando foi exibida após o Super Bowl de 2018, ocasião em que reuniu 27 milhões de telespectadores ao vivo diante da televisão, graças à expectativa pela antecipada morte de um de seus protagonistas. Criação de Dan Fogelman (que também criou “Galavant” e “The Neighbors”), a série acompanha as vidas de três irmãos durante épocas diferentes de suas vidas: na infância, na adolescência e na vida adulta, em tramas paralelas. Seu grande elenco destaca Justin Hartley (“Smallville”), Chrissy Metz (“American Horror Story”), Sterling K. Brown (“American Crime Story: The People v. O.J. Simpson”), além de Milo Ventimiglia (“The Whispers”) e Mandy Moore (série “Red Band Society”) como os pais do trio. No Brasil, os capítulos finais são disponibilizados com exclusividade pela plataforma Star+. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mandy Moore (@mandymooremm) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mandy Moore (@mandymooremm)
Marvel revela quem é a heroína que “Cavaleiro da Lua” esqueceu de nomear
A Marvel revelou no Twitter um detalhe do final de “Cavaleiro da Lua” que o roteiro da série “esqueceu” de incluir. “Mai Calamawy é Escaravelho Escarlate”, postou o perfil oficial da editora de quadrinhos. No último capítulo da série, a personagem da atriz nascida no Bahrein ganha superpoderes e aparece num uniforme que lembra a roupa dourada da Mulher-Maravilha. Entretanto, o nome que acompanha o traje bonito nunca é mencionado. O mais próximo disso foi a resposta positiva da Calamawy à pergunta de uma criança, que quer saber se ela é uma super-heroína do Egito. Originalmente um vilão criado em 1977 por Roy Thomas nos quadrinhos dos Invasores, Escaravelho Escarlate sempre foi um homem: Abdul Faoul, que ganhou seus poderes ao obter o Escaravelho de Rubi, e seu filho após sua morte. Já na série, Layla (Calamawy), a ex-esposa de Marc Spector (Oscar Isaac), vira uma versão heroica do Escaravelho Escarlate ao aceitar se tornar a avatar terrestre da deusa Tuérit. Com um traje com asas douradas, a nova heroína egípcia ajudou o Cavaleiro da Lua (Isaac) a derrotar o vilão Harrow (Ethan Hawke) e a pôr um fim nos planos da deusa Ammit para julgar (exterminar) a humanidade. A série chegou ao fim sem revelar o destino de Layla após a batalha no Egito. E também sem nomear sua personagem, o que só foi feito agora pela Marvel. Ops… May Calamawy is Scarlet Scarab. Watch all episodes of Marvel Studios’ @MoonKnight, now streaming on @DisneyPlus. pic.twitter.com/IXTb7apAXw — Marvel Entertainment (@Marvel) May 6, 2022
Série baseada nos quadrinhos de “Paper Girls” ganha primeiro teaser
A Amazon divulgou o primeiro teaser de “Paper Girls”, série baseada nos quadrinhos premiados de Brian K. Vaughan (“Os Fugitivos”) e Cliff Chiang. A prévia revela um pouco da personalidade das protagonistas, interpretadas por Riley Lai Nelet (“Altered Carbon”), Sofia Rosinsky (“Fast Layne”), Camryn Jones (“Perpetual Grace, LTD”) e Fina Strazza (“A Mulher Invisível”). Assim como em “Stranger Things”, a trama se passa nos anos 1980 e envolve quatro amigas que correm por sua cidadezinha de bicicletas. Mas há um motivo especial para elas usaram bikes. Elas trabalham como entregadoras de jornal (daí o nome Paper Girls). A trama se passa na manhã seguinte ao Halloween de 1988, quando a cidade fictícia de Stony Stream é surpreendida pela invasão de uma misteriosa força do futuro, que acaba envolvendo as quatro amigas num conflito entre duas facções rivais de viajantes do tempo. Apesar de comparações com “Stranger Things”, vale lembrar que os quadrinhos de “Paper Girls” foram lançados em 2015, um ano antes da produção da Netflix. O projeto tem produção da Legendary Television em associação com a Plan B, empresa de Brad Pitt, e foi inicialmente oferecido para análise da Amazon em 2019. A adaptação é assinada por Stephany Folsom, co-roteirista de “Toy Story 4”, que também produzirá a atração em parceria com os roteiristas Christopher Cantwell e Christopher C. Rogers (criadores de “Halt and Catch Fire”) e os autores dos quadrinhos. A série não tem previsão de estreia, mas os quadrinhos podem ser lidos no Brasil, em publicações da editora Devir. Get ready. @PaperGirlsPV goes from page to screen on @PrimeVideo soon. #PaperGirls pic.twitter.com/lRCct89ykp — Prime Video (@PrimeVideo) May 7, 2022
Séries “Queens” e “Promised Land” são canceladas
A rede americana ABC anunciou o cancelamento de duas séries da atual temporada: “Queens” e “Promised Land”, que estrearam, respectivamente, em outubro e janeiro passados. O drama familiar latino “Promised Land” teve seu destino selado após cinco episódios, sendo banido para a plataforma Hulu em fevereiro, depois de lutar para encontrar uma audiência – atraía menos de 3 milhões de espectadores e apenas 0,3 na demografia de 18 a 49 anos. Criação de Matt Lopez (“O Aprendiz de Feiticeiro”), a série dramática acompanhava duas famílias latinas rivais, que competiam por riqueza e poder no Vale de Sonoma, na Califórnia. Os atores John Ortiz (“Kong: A Ilha da Caveira”), Christina Ochoa (“Blood Drive”) e Bellamy Young (“Scandal”) lideravam o elenco. A produção musical “Queens” tinha ainda menos público, apesar de maior impacto na demo – menos de 2 milhões de espectadores e 0,5 na demografia de 18 a 49 anos. Mas era queridinha da crítica, com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. A série gira em torno de quatro ex-integrantes de um grupo vocal feminino que tinha se separado há 20 anos. Graças a uma conveniência narrativa, elas voltam a se encontrar e decidem retomar as carreiras, mesmo que suas vidas estejam em momentos completamente diferentes. Curiosamente, a sinopse lembra outra atração lançada no ano passado: “Girls5eva”, que fez bastante sucesso na plataforma de streaming Peacock em maio e está atualmente exibindo sua 2ª temporada. A diferença entre as duas atrações é que “Queens” é mais dramática e as garotas são negras. Em vez de Spice Girls, a referência é Destiny’s Child. Na trama, as quatro protagonistas são ex-lendas do hip-hop dos anos 1990 convidadas a se apresentarem juntas novamente num grande evento. E pelos menos duas das integrantes realmente fizeram sucesso musical naquela década, a rapper Eve e a cantora Brandy (agora, Brandy Norwood). O resto do quarteto inclui Naturi Naughton (da série “Power”) e Nadine Velazquez (“My Name Is Earl”), e o elenco ainda destaca Pepi Sonuga (“Famous in Love”) como uma jovem cantora em ascensão. “Queens” foi criada por Zahir McGhee (roteirista de “Scandal”) e teve seu piloto dirigido pelo cineasta Tim Story (“Tom & Jerry: O Filme”). As duas séries são inéditas no Brasil, mas “Queens” figurou na lista de lançamentos da Star+ para 2022. Veja abaixo os trailers das duas atrações.
Fred Savage é demitido de “Anos Incríveis”
A rede americana ABC demitiu Fred Savage, produtor e diretor do reboot de “Anos Incríveis” (The Wonder Years), após uma investigação sobre má conduta no set da atração. Savage enfrentou três alegações separadas e cooperou com a investigação, de acordo com uma fonte do site The Hollywood Reporter com conhecimento da situação. “Recentemente, fomos informados de alegações de conduta inadequada de Fred Savage e, como é política, uma investigação foi lançada”, disse a produtora 20th Television em comunicado. “Após sua conclusão, foi tomada a decisão de encerrar seu emprego como produtor executivo e diretor de ‘Anos Incríveis’.” A decisão não deve ter sido fácil, pois Savage tem longa ligação com “Anos Incríveis”. Ele foi o ator principal da primeira versão da série, exibida nos anos 1980. A versão original girava em torno de uma família de classe média dos 1960, que tinha sua típica vida suburbana recortada pelo olhar do pequeno Kevin Arnold, então vivido pelo menino Fred Savage. A nova versão, lançada em setembro passado, repete a premissa, mas desta vez com todo o contexto histórico apresentado pelo ponto de vista de uma criança negra. O eterno Kevin dirigiu oito episódios do reboot. Ele dirige séries desde 1999 e já contabilizava a realização de capítulos de mais de 70 atrações diferentes no currículo. A atual acusação de má conduta, porém, não foi a primeira na carreira do astro. Em 2018, a atriz Alley Mills apresentou alegações de que o cancelamento do “Anos Incríveis” original foi consequência de um processo de assédio sexual movido contra seus colegas de elenco Savage (então com 16 anos) e Jason Hervey (então com 20 anos), que ela disse ter sido resolvido fora do tribunal. Mills interpretou a mãe de seus personagens na série. No mesmo ano, uma integrante da equipe de “The Grinder” entrou com uma ação na Justiça, acusando o ator de atacá-la e assediá-la no set da série em 2015. Na época, Savage chamou as alegações de “completamente sem mérito e absolutamente falsas”, enquanto a 20th Television, que produziu o programa, afirmou que, após uma investigação sobre as alegações, não encontrou evidências de irregularidades da parte de Savage. Esse processo também acabou sendo resolvido fora do tribunal. As acusações provavelmente são um choque para uma geração que cresceu com Savage e seus personagens infantis extremamente populares: além de Kevin Arnold, ele interpretou o neto para quem Peter Falk lia a história do clássico “A Princesa Prometida” (1987). O novo “Anos Incríveis” foi lançado há duas semanas no Brasil pela plataforma Disney+.
“The Equalizer” é renovada por mais duas temporadas
A rede CBS renovou “The Equalizer” por mais dois anos. Com isso, a série criminal estrelada por Queen Latifah (“Star”) está garantida até a 4ª temporada. A decisão deu tranquilidade para a produção em meio a um ano conturbado pela demissão de Chris Noth. O personagem do ator, William Bishop, foi morto no começo da 2ª temporada, após Noth sofrer denúncias de assédio sexual. Ao final, sua ausência não afetou os números da audiência. “‘The Equalizer’ continua a ter um impacto poderoso nas noites de domingo [dia de sua exibição nos EUA], e estamos entusiasmados por tê-la de volta por mais duas temporadas”, disse Thom Sherman, vice-presidente executivo sênior de programação da CBS Entertainment. “O sucesso de ‘The Equalizer’ se deve à soma de suas partes – um elenco impressionante liderado pela soberba Queen Latifah, além da equipe criativa excepcional que continuou a evoluir sua narrativa com uma mistura convincente de justiça cotidiana, dinâmica familiar e questões do mundo real que se conectam e ressoam com o público.” Além de Queen Latifah, a série é estrelada por Laya DeLeon Hayes (“Uma Pitada de Magia”), Tory Kittles (“Colony”), Lorraine Toussaint (“Orange Is the New Black”), Liza Lapira (“Nancy Drew”) e Adam Goldberg (“God Friended Me”). A série é reboot de uma atração homônima, exibida nos anos 1980, em que o protagonista Robert McCall era vivido pelo branco Edward Woodward. Mas seu retorno se deve, na verdade, ao sucesso de recentes adaptações cinematográficas, em que o personagem foi encarnado por Denzel Washington – em dois filmes batizados em português de “O Protetor”. Na nova série, a personagem se mantém negra como Denzel, mas mudou de sexo. A atriz Queen Latifah (“Star”) vive Robyn McCall, uma mãe solteira com um histórico misterioso, aposentada de uma agência secreta, que usa suas habilidades para proteger e defender aqueles que não podem fazer isso por si mesmos. Enquanto atua como um anjo da guarda para os outros, ela também busca sua própria redenção. Latifah não é só a estrela da atração. Ela também é produtora, junto do casal Andrew Marlowe (que criou “Castle”) e Terri Miller (“It Takes Two”), que criaram a nova versão. Ainda em exibição, a 2ª temporada se encerra em 15 de maio nos EUA. No Brasil, a série é disponibilizada pela plataforma Globoplay.
Mike Hagerty (1954–2022)
O ator Mike Hagerty, mais conhecido por viver o zelador do prédio de “Friends” (1994-2004), morreu no dia 29 de abril, de causa não revelada, aos 67 anos de idade. O falecimento só veio à tona nesta sexta (6/5), numa homenagem da protagonista de sua última série, “Alguém em Algum Lugar”. O personagem de Hagerty, Mr. Treeger, apareceu em apenas cinco episódios de “Friends”, mas como as participações foram espaçadas – entre a 2º e a 8ª temporadas – , ele acabou marcando momentos bem diferentes da série. Entre suas aparições, destacam-se a tentativa de Ross (David Schwimmer) de tentar suborná-lo para arrumar o aquecedor do apê de Monica (Courteney Cox) e ainda uma tentativa de aprender a dançar com Joey (Matt LeBlanc). Mr. Treeger também foi o último personagem mencionado pelo nome em “Friends”. No desfecho da série, Monica sugere que os amigos deixem as chaves do apartamento com ele, quando se despedem do prédio que serviu de cenário para a atração. Antes de conseguir esse papel recorrente, ele trabalhava como figurante de filmes e fazia eventuais aparições em séries, numa carreira que vinha desde 1973 e inclui alguns clássicos, como as comédias “Chuva de Milhões” (1985), “Quanto Mais Idiota Melhor” (1992) e “Austin Powers” (1999). Sua carreira deslanchou na época de “Friends”, quando também encaixou participações recorrentes em “The George Carlin Show” (1994–1995) e “The Home Court” (1995-1996). Depois de “Friends”, ele teve um longo arco na comédia “Lucky Louie” (2006–2007), de Louis C.K., e integrou o elenco da minissérie “Mob City” (2013), primeiro trabalho de Frank Darabont após criar “The Walking Dead”. Hagerty ainda pôde ser visto em episódios de “Anos Incríveis”, “Seinfeld”, “Plantão Médico”, “Grey’s Anatomy”, “Glee”, “CSI”, “Desperate Housewives”, “Medium”, “Projeto Mindy”, “Os Goldbergs”, “Shameless” e “Brooklyn Nine-Nine”, entre muitos outros. Até que neste ano conseguiu seu primeiro papel no elenco central de numa série semanal, integrando “Alguém em Algum Lugar”, lançada em janeiro pela HBO. Na série, ele interpretava o pai fazendeiro da protagonista Sam, vivida por Bridget Everett. Foi Everett quem anunciou sua morte. Ela usou as redes sociais para se despedir do colega. “Eu passei a amar Mike no instante que eu o conheci”, disse a atriz. “Ele era muito especial, carinhoso, engraçado… Estamos devastados com a notícia da morte dele. Mike era amado por toda a equipe e elenco de ‘Alguém em Algum Lugar’.”
Teaser anuncia data da 5ª temporada de “Cobra Kai”
A Netflix divulgou o primeiro teaser da 5ª temporada de “Cobra Kai”, que anuncia a data de estreia dos novos episódios. A prévia também mostra Daniel LaRusso (Ralph Macchio) e Johnny Lawrence (William Zabka) tentando se reerguer contra o sucesso de Terry Silver (Thomas Ian Griffith, de “Karatê Kid 3”), o sensei sinistro que assumiu o controle do dojo Cobra Kai. Para isso, eles contam com o apoio de Chozen (Yuji Okumoto, de “Karatê Kid 2”) e partem em busca de Miguel (Xolo Maridueña), que abandonou o karatê para morar no México. Criação dos roteiristas Josh Heald, Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg (os dois últimos de “American Pie: o Reencontro”), a 5ª temporada vai estrear em 9 de setembro.
As 10 melhores séries para acompanhar nesta semana
Fãs de sci-fi e fantasia são os maiores privilegiados pela programação de streaming desta semana, graças ao lançamento de séries bastante esperadas do gênero. Mas a lista de estreias também inclui títulos de ação, espionagem, crimes reais e comédia. A lista abaixo reúne as 10 melhores novidades para começar a acompanhar ou, em alguns casos, maratonar no fim de semana. Confira as dicas e seus trailers para encontrar sua nova série favorita. STAR TREK: STRANGE NEW WORLDS | PARAMOUNT+ Nunca houve uma atração tão esperada. Foram nada menos que 58 anos para que “The Cage”, o mítico piloto rejeito de “Jornada nas Estrelas” em 1964, virasse uma série. Até recentemente um rodapé na história da franquia, o conceito original de Gene Roddenberry é a origem da nova série. Antes de criar o Capitão Kirk, Roddenberry concebeu o galante Capitão Pike no comando da nave Enterprise, acompanhado por uma imediata feminina, chamada apenas pelo codinome de Número 1. Entretanto, essa configuração foi rejeitada pelos executivos da NBC, levando o criador da série mudar tudo. De todos os personagens, apenas um fez a transição do piloto rejeitado para a versão aprovada: o oficial alienígena Spock. Esta história seria mera curiosidade, não fosse a decisão do produtor de reciclar cenas do piloto de 1964 numa trama de duas partes da 1ª temporada de “Jornada nas Estrelas”, que revelou a tripulação perdida da Enterprise. Aquela aparição de 1966 gerou muita curiosidade, mas foi só décadas depois, em 2019, durante a 2ª temporada de “Star Trek: Discovery”, que os personagens esquecidos ganharam um novo e breve arco narrativo. Com os fãs indo a loucura, a Paramount+ percebeu que tinha atingido um nervo, e Akiva Goldsman (criador de “Titãs”), Alex Kurtzman (roteirista do reboot de “Star Trek”, de 2009) e Jenny Lumet (criadora de “Clarice”) receberam aprovação para criar uma série inteira centrada no comando do Capitão Pike. Além de Pike (interpretado por Anson Mount), Número 1 (Rebecca Romijn) e Spock (Ethan Peck), a atração foi vitaminada com outros personagens do cânone, como a jovem cadete Uhura e a enfermeira Christine Chapel, ambas da série de 1966, além do Dr. M’Benga, oficial médico que apareceu em dois episódios de “Jornada nas Estrelas”, e uma novidade curiosa: uma descendente do famoso vilão Khan como uma das três criações inéditos da produção. O detalhe é que a nostalgia não se restringe aos personagens. Ao contrário das narrativas serializadas das novas séries trekkers, a atração exibe episódios contidos, uma história completa por semana, como a velha série original. Também é mais leve, divertida e com aventuras que remetem ao espírito dos capítulos dos anos 1960, inclusive se conectando a algumas tramas clássicas, como o noivado de Spock. Como resultado, a série da velha geração, a “Star Trek” antes do Capitão Kirk, consegue ser a melhor “Star Trek” desde “A Nova Geração” do Capitão Picard nos anos 1990. E também a mais “Star Trek” de todas as produções da franquia desde o voo inaugural da Enterprise. THE MAN WHO FELL TO EARTH | PARAMOUNT+ Outra sci-fi criada por Alex Kurtzman e Jenny Lumet também é destaque na Paramount+. Trata-se de uma continuação do filme “O Homem que Caiu na Terra” (1976), que traz Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”) como um alienígena em busca de salvação para seu mundo. Sua chegada é uma resposta ao sinal enviado há mais de 40 anos pelo extraterrestre original – interpretado por David Bowie em 1976 e por Bill Nighy (“Simplesmente Amor”) como sua versão mais velha – , que abandonou sua missão e vive recluso desde a descoberta de sua identidade. A atração apresenta o protagonista em dois tempos, em flashforward como um inventor-empresário visionário e em flashback durante sua chegada à Terra, quando era ingênuo, sem filtro e sempre se metia em confusões – inclusive com a polícia – , tentando aprender o idioma local e habilidades sociais para passar despercebido. Suas aparições iniciais rendem cenas engraçadas, mas também dramáticas, pois seu destino se mostra ligado ao de uma mãe solteira endividada (Naomie Harris, de “007 – Sem Tempo Para Morrer”), que trabalha em lixões de material tóxico, mas que no passado foi uma cientista prestes a realizar uma descoberta vital para o objetivo do alienígena. Com capítulos dirigidos pelo próprio Kurtzman, a atração tem visual cinematográfico e ainda inclui em seu elenco Jimmi Simpson (“Westworld”), Kate Mulgrew (“Star Trek: Voyager”), Sonya Cassidy (“The Last Kingdom”) e Clarke Peters (“Destacamento Blood”). THE WILDS | AMAZON PRIME VIDEO As reviravoltas continuam na 2ª temporada. Originalmente apresentada como uma variação de “Lost”, a série começou com um grupo de garotas adolescentes numa ilha deserta, após sobreviverem a um acidente de avião. Só que, na verdade, nunca houve acidente. Elas foram colocadas na ilha de forma proposital. E após passarem por desafios físicos e mentais, descobrem que não foram as únicas a participar da experiência ilegal de cientistas sem ética. Um conjunto de rapazes também está na mesma ilha. Mas os responsáveis pela experiência jamais imaginaram que os dois grupos pudessem se encontrar. A trama de sobrevivência física e desafio psicológico foi criada pela roteirista-produtora Sarah Streicher (“Demolidor”) e destaca em seu elenco as jovens Sophia Ali (“Grey’s Anatomy”), Jenna Clause (“Cold Brook”), Reign Edwards (“Snowfall”), Shannon Berry (“Hunters”), Helena Howard (“Don’t Look Deeper”), Erana James (“Golden Boy”), Sarah Pidgeon (“Gotham”) e a estreante Mia Healey, além dos adultos Rachel Griffiths (“Brothers & Sisters”), David Sullivan (“Objetos Cortantes”) e Troy Winbush (“Os Goldbergs”). A DESCOBERTA DAS BRUXAS | GLOBOPLAY A série sobrenatural estrelada por Teresa Palmer (“Quando as Luzes se Apagam”) e Matthew Goode (“Aliados”) chega à sua 3ª e última temporada com a adaptação de “O Livro da Vida”, volume final da “Trilogia das Almas” (“All Souls” no original), de Deborah Harkness. Batizada com o nome do primeiro livro da trilogia, “A Descoberta das Bruxas” foi a maior audiência do canal britânico Sky em seu lançamento em 2018. Considerada uma mistura de “Crepúsculo” com “Harry Potter”, a trama gira em torno de Diana Bishop, uma jovem professora da Universidade de Oxford que é descendente das bruxas de Salem. Quando desvenda acidentalmente um manuscrito encantado, ela é obrigada a abraçar a magia em seu sangue e descobre um mundo secreto, com direito a um romance proibido com um vampiro encantador chamado Matthew Clairmont, de 1,5 mil anos de idade. Assim como nos livros de Stephenie Meyer, o romance entre os dois desperta a ira dos que governam a aliança do mundo sobrenatural. Até que, no capítulo final, os protagonistas se tornam mais poderosos e determinados a enfrentar os que atacam seu casamento, a união proibida entre uma bruxa e um vampiro, liderando uma revolução contra os clãs que tentam impedir o nascimento de seu filho. A adaptação é uma produção da Bad Wolf, mesma produtora responsável por “His Dark Materials” na HBO, e conquistou por dois anos consecutivos o prêmio de Melhor Fotografia de Série Dramática da Sociedade Britânica dos Cinematógrafos (o sindicato dos diretores de fotografia do Reino Unido). A ESCADA | HBO MAX A minissérie é baseada na história real que originou a atual febre de documentários de “true crime”: o caso de Michael Peterson, um romancista policial acusado de matar sua esposa Kathleen, encontrada morta ao pé de uma escada em sua casa. Transformada numa batalha judicial de 16 anos, a morte dilacerou a família de Peterson e acabou entronizada na cultura pop pela produção francesa “Morte na Escadaria”, uma das primeiras séries documentais sobre crimes verdadeiros a estourar na TV, em 2004. Com três episódios novos acrescentados à produção, o crime voltou a ser discutido ao chegar na Netflix em 2018. E o sucesso dessas versão é apontado como ponto de partida para o interesse mundial pelo gênero “true crime”. A adaptação é assinada pelo cineasta Antonio Campos (“O Diabo de Cada Dia”), filho do jornalista brasileiro Lucas Mendes (“Manhattan Connection”), e reúne um fabuloso casting internacional, encabeçado pelo astro britânico Colin Firth (“Kingsman – Serviço Secreto”) como Michael Peterson e a australiana Toni Collette (“Hereditário”) como sua esposa morta. O elenco grandioso inclui ainda a diva do cinema francês Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”), a inglesa Sophie Turner (“Game of Thrones”), Rosemarie DeWitt (“Pequenos Incêndios por Toda a Parte”), Parker Posey (“Perdidos no Espaço”), Michael Stuhlbarg (“Dopesick”), Dane DeHaan (“Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”), Odessa Young (“The Stand”), Patrick Schwarzenegger (“Sol da Meia-Noite”) e Olivia DeJonge (“The Society”). Ao longo dos episódios, a atração questiona se Michael Peterson realmente matou a esposa e porquê, mas se prova muito mais do que um mistério, conduzindo a trama para apontar os caprichos do sistema de justiça criminal e o narcisismo de homens abusivos. TEERÃ | APPLE TV+ Produzida por um dos mentores da premiada “Fauda” e criada pela equipe de “Magpie”, a série de espionagem israelense traz Niv Sultan (“The Stylist”) como uma hacker nascida em Teerã, que se tornou agente do Mossad e volta ilegalmente ao Irã para uma missão secreta: destruir uma usina nuclear. O plano dá errado e na 2ª temporada, enquanto tenta passar despercebida, ela é contatada por uma nova personagem, vivida por Glenn Close (“A Esposa”), que lhe transmite uma nova missão perigosa. Só que a chefe pode estar escondendo algo, que inevitavelmente colocará a vida da espiã em risco. Repleto de ação, perseguições e tiroteios, o thriller recebeu críticas muito positivas, atingindo 94% de aprovação no Rotten Tomatoes em sua 1ª temporada, além de ter vencido o Emmy Internacional como Melhor Série de Drama. O elenco também destaca Shaun Toub (de “Homeland”), Navid Negahban (“Aladdin”), Shervin Alenabi (“Gangs of London”) e Liraz Charhi (“Jogo de Poder”). CLARK | NETFLIX O “Clark” do título é Clark Olofsson, um gângster sueco que que se tornou famoso nos anos 1970 por conquistar a boa vontade de suas vítimas com seu charme e boa aparência. Ele é ninguém menos que o bandido que deu origem ao termo “síndrome de Estocolmo”, adotado pela psiquiatria. Para quem não conhece, a “síndrome de Estocolmo” define uma condição de simpatia de vítimas de abuso por aqueles que lhes causam mal. O termo é geralmente utilizado para explicar porque alguns reféns se tornam amigos e até passam a defender os criminosos que os submetem à violência. O estado mental é resultado de um bloqueio e estratégia de sobrevivência. Na trama, Bill Skarsgård (o palhaço Pennywise de “It: A Coisa”) vive o personagem-título, que acaba cercado pela polícia num assalto a banco de 1973 com um parceiro igualmente simpático. Rendendo-se após fazer várias pessoas de reféns, os dois surpreendem a polícia ao conquistar a amizade de todas as suas vítimas. Os reféns não só se recusam a testemunhar contra os ladrões como ainda levantam fundos para ajudá-los em suas defesas. A história é real, mas, de forma diferente das atrações de “true crime”, a produção adota tom cômico para contá-la, resultando numa série bastante estilizada. Surreal, na verdade, graças aos detalhes da inacreditável vida levada pelo criminoso. O diferencial é a abordagem do diretor e roteirista Jonas Åkerlund, o cineasta responsável por “Lords of Caos”, cinebiografia da banda de death metal Mayhem, e que também tem vários clipes musicais famosos no currículo – de Madonna a Lady Gaga. IOSI, O ESPIÃO ARREPENDIDO | AMAZON PRIME VIDEO Criada pelo cineasta Daniel Burman (“O Décimo Homem”), a série argentina é um thriller tenso de espionagem passado na comunidade judaica do país. A trama traz Gustavo Bassani (“Separadas”) como um agente infiltrado, que se passa por judeu para coletar informações de um suposto complô para criar um estado judaico na Patagônia. Mas conforme a missão se torna mais absurda, ele passa a suspeitar que seu trabalho de inteligência possa ter relação com atentados terroristas violentos contra judeus na Argentina. Arrependido por seu envolvimento, o protagonista se vê mudando de lado e inicia uma corrida contra o tempo para obter justiça antes que ele e sua família sejam mortos. A...
Confirmado: Série clássica “Quantum Leap” vai ganhar reboot
A rede americana NBC oficializou o reboot da série clássica “Quantum Leap”, sci-fi dos anos 1990 que também é conhecida no Brasil como “Contratempos”. Além de anunciar a produção da 1ª temporada, a emissora revelou a primeira foto da atração, que apresenta o novo protagonista, o ator Raymond Lee (“Here and Now”). A sinopse do projeto diz: “Faz 30 anos desde que o Dr. Sam Beckett (Scott Bakula) entrou no acelerador Quantum Leap e desapareceu. Agora, uma nova equipe foi montada para reiniciar o projeto na esperança de entender os mistérios por trás da máquina e do homem que a criou”. A descrição sugere que o astro da série original, Scott Bakula, está a bordo, mas até o momento ele não foi confirmado na produção. De todo modo, até o momento o reboot só gravou o piloto que resultou em sua aprovação. Segundo o site Deadline, o episódio será parcialmente regravado para servir de capítulo inicial da série. Para quem não lembra, “Quantum Leap” durou originalmente cinco temporadas, transmitidas entre 1989 e 1993. Seus episódios acompanhavam um cientista que, após uma experiência, passava a viajar involuntariamente no tempo, “saltando” nos corpos de pessoas de diferentes eras. Além de Bakula no papel principal, o elenco destacava Dean Stockwell, intérprete de um holograma que acompanhava as aventuras do protagonista. Stockwell faleceu em novembro passado, aos 85 anos. Por seus papéis, os dois atores receberam indicações ao Emmy em quatro anos consecutivos. O reboot está sendo produzido por Steven Lilien (criador de “Deus Me Adicionou”), Bryan Wynbrandt (showrunner de “La Brea”) e Martin Gero (criador de “Blindspot”). O criador do “Quantum Leap” original, Don Bellisario, também está a bordo como produtor. Veja abaixo a foto de Raymond Lee na nova versão e o trailer da série original.












