Divulgação/Paramount+

As 10 melhores séries para acompanhar nesta semana

Fãs de sci-fi e fantasia são os maiores privilegiados pela programação de streaming desta semana, graças ao lançamento de séries bastante esperadas do gênero. Mas a lista de estreias também inclui títulos de ação, espionagem, crimes reais e comédia.

A lista abaixo reúne as 10 melhores novidades para começar a acompanhar ou, em alguns casos, maratonar no fim de semana. Confira as dicas e seus trailers para encontrar sua nova série favorita.

 

 

STAR TREK: STRANGE NEW WORLDS | PARAMOUNT+

Nunca houve uma atração tão esperada. Foram nada menos que 58 anos para que “The Cage”, o mítico piloto rejeito de “Jornada nas Estrelas” em 1964, virasse uma série. Até recentemente um rodapé na história da franquia, o conceito original de Gene Roddenberry é a origem da nova série.

Antes de criar o Capitão Kirk, Roddenberry concebeu o galante Capitão Pike no comando da nave Enterprise, acompanhado por uma imediata feminina, chamada apenas pelo codinome de Número 1. Entretanto, essa configuração foi rejeitada pelos executivos da NBC, levando o criador da série mudar tudo. De todos os personagens, apenas um fez a transição do piloto rejeitado para a versão aprovada: o oficial alienígena Spock.

Esta história seria mera curiosidade, não fosse a decisão do produtor de reciclar cenas do piloto de 1964 numa trama de duas partes da 1ª temporada de “Jornada nas Estrelas”, que revelou a tripulação perdida da Enterprise. Aquela aparição de 1966 gerou muita curiosidade, mas foi só décadas depois, em 2019, durante a 2ª temporada de “Star Trek: Discovery”, que os personagens esquecidos ganharam um novo e breve arco narrativo.

Com os fãs indo a loucura, a Paramount+ percebeu que tinha atingido um nervo, e Akiva Goldsman (criador de “Titãs”), Alex Kurtzman (roteirista do reboot de “Star Trek”, de 2009) e Jenny Lumet (criadora de “Clarice”) receberam aprovação para criar uma série inteira centrada no comando do Capitão Pike.

Além de Pike (interpretado por Anson Mount), Número 1 (Rebecca Romijn) e Spock (Ethan Peck), a atração foi vitaminada com outros personagens do cânone, como a jovem cadete Uhura e a enfermeira Christine Chapel, ambas da série de 1966, além do Dr. M’Benga, oficial médico que apareceu em dois episódios de “Jornada nas Estrelas”, e uma novidade curiosa: uma descendente do famoso vilão Khan como uma das três criações inéditos da produção.

O detalhe é que a nostalgia não se restringe aos personagens. Ao contrário das narrativas serializadas das novas séries trekkers, a atração exibe episódios contidos, uma história completa por semana, como a velha série original. Também é mais leve, divertida e com aventuras que remetem ao espírito dos capítulos dos anos 1960, inclusive se conectando a algumas tramas clássicas, como o noivado de Spock.

Como resultado, a série da velha geração, a “Star Trek” antes do Capitão Kirk, consegue ser a melhor “Star Trek” desde “A Nova Geração” do Capitão Picard nos anos 1990. E também a mais “Star Trek” de todas as produções da franquia desde o voo inaugural da Enterprise.

 

 

THE MAN WHO FELL TO EARTH | PARAMOUNT+

Outra sci-fi criada por Alex Kurtzman e Jenny Lumet também é destaque na Paramount+. Trata-se de uma continuação do filme “O Homem que Caiu na Terra” (1976), que traz Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”) como um alienígena em busca de salvação para seu mundo.

Sua chegada é uma resposta ao sinal enviado há mais de 40 anos pelo extraterrestre original – interpretado por David Bowie em 1976 e por Bill Nighy (“Simplesmente Amor”) como sua versão mais velha – , que abandonou sua missão e vive recluso desde a descoberta de sua identidade.

A atração apresenta o protagonista em dois tempos, em flashforward como um inventor-empresário visionário e em flashback durante sua chegada à Terra, quando era ingênuo, sem filtro e sempre se metia em confusões – inclusive com a polícia – , tentando aprender o idioma local e habilidades sociais para passar despercebido. Suas aparições iniciais rendem cenas engraçadas, mas também dramáticas, pois seu destino se mostra ligado ao de uma mãe solteira endividada (Naomie Harris, de “007 – Sem Tempo Para Morrer”), que trabalha em lixões de material tóxico, mas que no passado foi uma cientista prestes a realizar uma descoberta vital para o objetivo do alienígena.

Com capítulos dirigidos pelo próprio Kurtzman, a atração tem visual cinematográfico e ainda inclui em seu elenco Jimmi Simpson (“Westworld”), Kate Mulgrew (“Star Trek: Voyager”), Sonya Cassidy (“The Last Kingdom”) e Clarke Peters (“Destacamento Blood”).

 

 

THE WILDS | AMAZON PRIME VIDEO

As reviravoltas continuam na 2ª temporada. Originalmente apresentada como uma variação de “Lost”, a série começou com um grupo de garotas adolescentes numa ilha deserta, após sobreviverem a um acidente de avião. Só que, na verdade, nunca houve acidente. Elas foram colocadas na ilha de forma proposital. E após passarem por desafios físicos e mentais, descobrem que não foram as únicas a participar da experiência ilegal de cientistas sem ética. Um conjunto de rapazes também está na mesma ilha. Mas os responsáveis pela experiência jamais imaginaram que os dois grupos pudessem se encontrar.

A trama de sobrevivência física e desafio psicológico foi criada pela roteirista-produtora Sarah Streicher (“Demolidor”) e destaca em seu elenco as jovens Sophia Ali (“Grey’s Anatomy”), Jenna Clause (“Cold Brook”), Reign Edwards (“Snowfall”), Shannon Berry (“Hunters”), Helena Howard (“Don’t Look Deeper”), Erana James (“Golden Boy”), Sarah Pidgeon (“Gotham”) e a estreante Mia Healey, além dos adultos Rachel Griffiths (“Brothers & Sisters”), David Sullivan (“Objetos Cortantes”) e Troy Winbush (“Os Goldbergs”).

 

 

A DESCOBERTA DAS BRUXAS | GLOBOPLAY

A série sobrenatural estrelada por Teresa Palmer (“Quando as Luzes se Apagam”) e Matthew Goode (“Aliados”) chega à sua 3ª e última temporada com a adaptação de “O Livro da Vida”, volume final da “Trilogia das Almas” (“All Souls” no original), de Deborah Harkness.

Batizada com o nome do primeiro livro da trilogia, “A Descoberta das Bruxas” foi a maior audiência do canal britânico Sky em seu lançamento em 2018. Considerada uma mistura de “Crepúsculo” com “Harry Potter”, a trama gira em torno de Diana Bishop, uma jovem professora da Universidade de Oxford que é descendente das bruxas de Salem. Quando desvenda acidentalmente um manuscrito encantado, ela é obrigada a abraçar a magia em seu sangue e descobre um mundo secreto, com direito a um romance proibido com um vampiro encantador chamado Matthew Clairmont, de 1,5 mil anos de idade.

Assim como nos livros de Stephenie Meyer, o romance entre os dois desperta a ira dos que governam a aliança do mundo sobrenatural. Até que, no capítulo final, os protagonistas se tornam mais poderosos e determinados a enfrentar os que atacam seu casamento, a união proibida entre uma bruxa e um vampiro, liderando uma revolução contra os clãs que tentam impedir o nascimento de seu filho.

A adaptação é uma produção da Bad Wolf, mesma produtora responsável por “His Dark Materials” na HBO, e conquistou por dois anos consecutivos o prêmio de Melhor Fotografia de Série Dramática da Sociedade Britânica dos Cinematógrafos (o sindicato dos diretores de fotografia do Reino Unido).

 

 

A ESCADA | HBO MAX

A minissérie é baseada na história real que originou a atual febre de documentários de “true crime”: o caso de Michael Peterson, um romancista policial acusado de matar sua esposa Kathleen, encontrada morta ao pé de uma escada em sua casa.

Transformada numa batalha judicial de 16 anos, a morte dilacerou a família de Peterson e acabou entronizada na cultura pop pela produção francesa “Morte na Escadaria”, uma das primeiras séries documentais sobre crimes verdadeiros a estourar na TV, em 2004. Com três episódios novos acrescentados à produção, o crime voltou a ser discutido ao chegar na Netflix em 2018. E o sucesso dessas versão é apontado como ponto de partida para o interesse mundial pelo gênero “true crime”.

A adaptação é assinada pelo cineasta Antonio Campos (“O Diabo de Cada Dia”), filho do jornalista brasileiro Lucas Mendes (“Manhattan Connection”), e reúne um fabuloso casting internacional, encabeçado pelo astro britânico Colin Firth (“Kingsman – Serviço Secreto”) como Michael Peterson e a australiana Toni Collette (“Hereditário”) como sua esposa morta.

O elenco grandioso inclui ainda a diva do cinema francês Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”), a inglesa Sophie Turner (“Game of Thrones”), Rosemarie DeWitt (“Pequenos Incêndios por Toda a Parte”), Parker Posey (“Perdidos no Espaço”), Michael Stuhlbarg (“Dopesick”), Dane DeHaan (“Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”), Odessa Young (“The Stand”), Patrick Schwarzenegger (“Sol da Meia-Noite”) e Olivia DeJonge (“The Society”).

Ao longo dos episódios, a atração questiona se Michael Peterson realmente matou a esposa e porquê, mas se prova muito mais do que um mistério, conduzindo a trama para apontar os caprichos do sistema de justiça criminal e o narcisismo de homens abusivos.

 

 

TEERÃ | APPLE TV+

Produzida por um dos mentores da premiada “Fauda” e criada pela equipe de “Magpie”, a série de espionagem israelense traz Niv Sultan (“The Stylist”) como uma hacker nascida em Teerã, que se tornou agente do Mossad e volta ilegalmente ao Irã para uma missão secreta: destruir uma usina nuclear. O plano dá errado e na 2ª temporada, enquanto tenta passar despercebida, ela é contatada por uma nova personagem, vivida por Glenn Close (“A Esposa”), que lhe transmite uma nova missão perigosa. Só que a chefe pode estar escondendo algo, que inevitavelmente colocará a vida da espiã em risco.

Repleto de ação, perseguições e tiroteios, o thriller recebeu críticas muito positivas, atingindo 94% de aprovação no Rotten Tomatoes em sua 1ª temporada, além de ter vencido o Emmy Internacional como Melhor Série de Drama.

O elenco também destaca Shaun Toub (de “Homeland”), Navid Negahban (“Aladdin”), Shervin Alenabi (“Gangs of London”) e Liraz Charhi (“Jogo de Poder”).

 

 

CLARK | NETFLIX

O “Clark” do título é Clark Olofsson, um gângster sueco que que se tornou famoso nos anos 1970 por conquistar a boa vontade de suas vítimas com seu charme e boa aparência. Ele é ninguém menos que o bandido que deu origem ao termo “síndrome de Estocolmo”, adotado pela psiquiatria. Para quem não conhece, a “síndrome de Estocolmo” define uma condição de simpatia de vítimas de abuso por aqueles que lhes causam mal. O termo é geralmente utilizado para explicar porque alguns reféns se tornam amigos e até passam a defender os criminosos que os submetem à violência. O estado mental é resultado de um bloqueio e estratégia de sobrevivência.

Na trama, Bill Skarsgård (o palhaço Pennywise de “It: A Coisa”) vive o personagem-título, que acaba cercado pela polícia num assalto a banco de 1973 com um parceiro igualmente simpático. Rendendo-se após fazer várias pessoas de reféns, os dois surpreendem a polícia ao conquistar a amizade de todas as suas vítimas. Os reféns não só se recusam a testemunhar contra os ladrões como ainda levantam fundos para ajudá-los em suas defesas.

A história é real, mas, de forma diferente das atrações de “true crime”, a produção adota tom cômico para contá-la, resultando numa série bastante estilizada. Surreal, na verdade, graças aos detalhes da inacreditável vida levada pelo criminoso.

O diferencial é a abordagem do diretor e roteirista Jonas Åkerlund, o cineasta responsável por “Lords of Caos”, cinebiografia da banda de death metal Mayhem, e que também tem vários clipes musicais famosos no currículo – de Madonna a Lady Gaga.

 

 

IOSI, O ESPIÃO ARREPENDIDO | AMAZON PRIME VIDEO

Criada pelo cineasta Daniel Burman (“O Décimo Homem”), a série argentina é um thriller tenso de espionagem passado na comunidade judaica do país.

A trama traz Gustavo Bassani (“Separadas”) como um agente infiltrado, que se passa por judeu para coletar informações de um suposto complô para criar um estado judaico na Patagônia. Mas conforme a missão se torna mais absurda, ele passa a suspeitar que seu trabalho de inteligência possa ter relação com atentados terroristas violentos contra judeus na Argentina.

Arrependido por seu envolvimento, o protagonista se vê mudando de lado e inicia uma corrida contra o tempo para obter justiça antes que ele e sua família sejam mortos.

 

 

A CIDADE É NOSSA | HBO MAX

Criada pela dupla George Pelecanos e David Simon, da cultuada série “A Escuta” (The Wire), e dirigida por Reinaldo Marcus Green, o cineasta de “King Richard: Criando Campeãs”, a minissérie criminal acompanha uma força tarefa do Departamento de Polícia de Baltimore, que utiliza a guerra contra as drogas como fachada para roubar dinheiro do tráfico.

A história é real e baseada no livro homônimo escrito por Justin Fenton, repórter do jornal Baltimore Sun.

Com seis episódios (dois já disponíveis), a atração é estrelada por Jon Bernthal (“Justiceiro”), Wunmi Mosaku (“Loki”), Jamie Hector (“Bosch”), Don Harvey (“The Deuce”), McKinley Belcher III (“The Passage”), Jermaine Crawford (“A Escuta”) e Treat Williams (“Everwood”), entre outros.

 

 

AGÊNCIA | AMAZON PRIME VIDEO

Remake britânico da produção francesa “Dix pour Cent”, disponibilizada no Brasil pela Netflix, a série de comédia acompanha funcionários de uma agência de talentos londrina, que tenta manter seus clientes célebres satisfeitos, especialmente após a morte súbita de seu fundador e a descoberta de problemas contábeis.

Na trama adaptada por John Morton (das séries “W1A” e “People Like Us”), os personagens de Jack Davenport (“Smash”), Prasanna Puwanarajah (“Você, Eu e o Apocalipse”), Maggie Steed (“Florence: Quem é Essa Mulher?”) e Lydia Leonard (“Gentleman Jack”) precisam resolver os problemas e demandas de seus clientes famosos.

Esta premissa permite um verdadeiro desfile de astros do cinema e da TV do Reino Unido em cada episódio. Entre eles, Helena Bonham Carter (da franquia “Harry Potter”), Emma Corrin (“The Crown”), Phoebe Dynevor (“Bridgerton”), Dominic West (“The Affair”), David Oyelowo (“Selma”), Olivia Williams (“Meu Pai”), Himesh Patel (“Yesterday”) e Kelly MacDonald (“Boardwalk Empire”), interpretando a si mesmos em interações com os funcionários da agência fictícia.

Fãs do cinema britânico vão adorar. Mas quem conhece “Dix pour Cent” pode considerar a nova atração um caso de déjà-vu.